QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sábado, 30 de junho de 2012

Origem da festa do Dia de São Marçal em São Luís-Maranhão


O Dia de São Marçal é comemorado no dia 30, em São Luís-MA, no bairro do João Paulo, reduto maior do santo, e palco, há 84 anos, do grande encontro de bois de sotaque de matraca ou da Ilha. A concentração ocorre na Praça Ivar Saldanha.
Desde 2006, o Dia de São Marçal é, também, o “Dia do Brincante de Bumba Meu Boi”, de acordo com lei municipal. Assim, os brincantes de bumba boi que atuam em órgãos municipais podem aproveitar todos os momentos do encontro de bois no João Paulo.
A festa começa cedo e ocorre o dia inteiro com a apresentação de mais de 40 grupos de bois.
São Marçal era bispo de Limoges no século III. Não temos informações precisas sobre suas origens, data de nascimento e morte nem dos atos de seu bispado. Tudo o que sabemos dele é de Gregório de Tours. 


Durante o consulado de Décio e de Grato, sete bispos foram enviados de Roma para a Gália para pregar o Evangelho. Gatien foi mandado para Tours, Trofimo para Arles, Paulo para Narbonne, Saturnino para Toulouse, Denis para Paris, Austromoine para Clermont e Marçal para Limoges. Marçal estava sempre acompanhado de dois padres trazidos por ele do Oriente, então se estima que ele também tenha vindo de lá. Ele foi bem-sucedido na conversão dos moradores de Limoges, onde foi sempre venerado.



São Marçal, o Padroeiro e Protector dos Bombeiros, mais conhecido por São Marcial de Limoges, foi o grande apóstolo de Aquitânia, atribuindo-se também a fundação da Sede Episcopal de Limoges. Segundo São Gregório de Tours tudo isto se passa em pleno século III.


No entanto, algumas lendas giram à volta deste popular santo da região Limosina, nomeadamente a de ter pertencido aos setenta e dois discípulos de Cristo, assistindo ao milagre da multiplicação dos pães, ressurreição de Lázaro e foi ele quem segurou na toalha de Jesus, enquanto Este lavava os pés. Por tudo isto e por numerosos milagres atribuídos ao santo, Marcial tornou-se muito popular, tendo sido imediatamente canonizado pelo Vox Populi em pleno século VI.


Limoges resulta assim numa importante Sede Episcopal e o culto a São Marcial espalha-se por toda a Gália (actual território francês), chegando mesmo à Itália e Península Ibérica.


Consta-se que São Pedro terá baptizado o santo e entregue o seu báculo a São Marcial, ao qual atribuíam poderes mágicos. Aliás, será este báculo a característica iconográfica mais visível na figuração escultórica do santo. Imagens e outras representações vulgarizam-se entre os séculos XII e XV e, muito provavelmente, será o fresco do palácio dos Papas de Avignon, onde o báculo de São Marcial ressuscita o Conde Sigiberto e extingue um incêndio, que originou a invocação do santo como Padroeiro e Protector dos Bombeiros.


A festa a São Marcial é celebrada a 30 de Junho e de sete em sete anos as suas relíquias são solenemente veneradas e levadas em procissão na cidade de Limoges.



ORIGEM DA FESTA DE SÃO MARÇAL EM SÃO LUÍS 
A Festa de São Marçal é a que oficialmente encerra os festejos juninos em São Luís. Como algumas histórias antiga de manifestação popular, podem haver divergências sobre sua origem.

O site da Prefeitura de São Luís divulgou este texto sobre a origem da festa:
"Apontam que um dos principais responsáveis pelo encontro de bois foi o saudoso José Pacífico de Moraes, mais conhecido como Bicas, nascido em 1901 e falecido em 1972. Tudo começou quando ele, após assistir no bairro Anil diversas apresentações de bumba-meu-boi, principalmente dos grupos do Sítio do Apicum e de São José dos Índios, ficou bastante empolgado e resolveu contratar as duas brincadeiras para fazerem apresentações no bairro do João Paulo, onde residia. 
Em 1929, os grupos, ao se deslocarem para o João Paulo, foram se multiplicando, iniciando a tradição do encontro de São Marçal e, por conseguinte, da própria aceitação da brincadeira de bumba-meu-boi nos bairros urbanos. Daí em diante, o bairro do João Paulo passou a ser a sede das mais diversas brincadeiras folclóricas, principalmente, na época das festas juninas, tornando-se, naquela oportunidade, o único arraial longe dos terreiros do interior da Ilha e muito próximo do centro de São Luís."

Já o Portal Imirante, em sua reportagem sobre a Festa de São Marçal, diz que a origem da festa se deu desta forma:
"A Festa de São Marçal, que oficialmente encerra os festejos juninos em São Luís, surgiu a partir da proibição aos grupos de bumba-meu-boi, de cunho popular, de seguirem para a área do centro da cidade, sob pretexto de manutenção da segurança, ordem e tranquilidade. 
A polícia não permitia que os brincantes passassem do areal do João Paulo. Lá mesmo, eles se encontravam. Havia uma disputa grande e, muitas vezes, violenta entre os grupos.
O encontro dos bumba-boi foi então se consolidando a cada ano e se expandiu, tomando proporções gigantescas. Devido ao crescimento da brincadeira, durante algum tempo ela se afastou do bairro. Em 2006, a Prefeitura de São Luís, depois de ter sancionado a lei que alterou o nome da Avenida João Pessoa para São Marçal, atribuiu à Festa de São Marçal título de bem cultural e imaterial, transformando a data no Dia Municipal do Brincante de Bumba-Boi, além de decretar o dia como ponto facultativo municipal."

Independente da forma como foi criada, a Festa de São Marçal é um marco na cultura popular de São Luís. O grande encontro de bumba-meu-bois no João Paulo dura o dia inteiro, faça chuva ou faça sol, e consegue reunir os maiores grupos de bumba-meu-boi do Maranhão, seus brincantes, seus cantadores e seus batalhões, além de uma legião de apaixonados pelas brincadeiras, suas roupas e toadas, e muitos turistas, que estão em São Luís por conta do São João, decidem ficar mais alguns dias para acompanhar a Festa de São Pedro e terminam ficando mais um pouco para apreciar a Festa de São Marçal. 




sexta-feira, 29 de junho de 2012

BSC Instrumento da Estratégia Empresarial


Os seres humanos não vivem sozinhos, eles se organizam a fim de cooperarem entre si formando as organizações empresariais criadas para cumprirem objetivos com os quais indivíduos isoladamente não podem alcançar em face as suas limitações individuais. Dessa forma os indivíduos se unem para criar organizações dos mais variados tipos (indústrias, comércio, banco, igrejas etc.), que permitem satisfazer as mais variadas necessidades dos indivíduos, tais como emocional, espirituais, intelectuais econômicas etc. As organizações devem ser vistas como um conjunto de elementos, dinamicamente relacionados que desenvolvem uma atividade com a finalidade de atingir um objetivo ou propósito, operando sobre dados/energia/matéria colhidas no meio ambiente que circunda a organização, para fornecer informações/energia/matéria (que são a saída ou os resultados das atividades do sistema).
As organizações precisam desenvolver um planejamento capaz de conduzi-la a um objetivo maior e desenvolvem diretrizes que nada mais são as crenças e valores do fundador ou dos fundadores dessas organizações. O documento escrito que vai conduzir a organização ao seu objetivo maior se chama Planejamento Estratégico.
Para controlar o Planejamento Estratégico de uma empresa surgiu uma metodologia aceita no mercado desenvolvida pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992. Esta metodologia tem com seu objetivo maior auxiliar os gestores de uma organização na avaliação da estratégia que foi implementada e se constitui de indicadores balanceados entre si. A Controladoria tem como uma de suas funções o acompanhamento dessa estratégia justamente porque já fornecia informações contábeis e econômicas aos gestores destas organizações com a finalidade de que através das informações estes tomem as decisões corretas que levarão estas a eficiência e eficácia organizacional
Planejamento Estratégico
É o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando à interação com o ambiente fazendo com que a organização atue de forma inovadora e diferenciada mantendo assim a sua competitividade
Principais Pilares do Planejamento Estratégico
Visão: é uma definição clara e motivadora da situação desejada para a Organização no futuro, Como queremos ser reconhecidos no futuro .
Missão: é uma a razão de ser de uma organização, a qual orienta e delimita a ação, É tudo o que ela faz para realizar a missão
Valores: são princípios de conduta desenvolvidos pelas pessoas em função de sua vida e educação. Representa tudo aquilo em que nos acreditamos e respeitamos, Tudo que orienta nossas ações
O que é Balanced Score Card ?
Significa painel de controle equilibrado é um novo instrumento que integra as medidas derivadas da estratégia, sem menosprezar as medidas financeiras de desempenho passado traduz a missão e a estratégia das empresas  num conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição estratégicas. (Indicadores de Desempenhos).
O principal objetivo do BSC é o alinhamento do planejamento estratégico com as ações operacionais da empresa. Esse objetivo é alcançado pelas seguintes ações esclarecer e traduzir a visão e a estratégia comunicar e associar objetivos e medidas estratégicos planejar, estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas melhorar o feedback e o aprendizado estratégico.
As Quatro Perspectivas do Negócio
Os requisitos para definição dos indicadores de desempenho estão relacionados com os processos e serviços existentes dentro das organizações e buscam a maximização dos resultados baseados em quatro perspectivas que refletem a visão e estratégia empresarial.
Perspectiva financeira:
Esta perspectiva tem um grau de importância para avaliação de ações passadas. O Balanced Score Card propõe a geração de dados e informações, visando servir de incentivo para que as unidades de negócios vinculem seus objetivos financeiros às estratégias organizacionais.
Perspectiva do Cliente:
O cliente é um fator de sucesso para qualquer tipo de organização. O Balanced Score Card, nesta perspectiva, fornece informações sobre o seu segmento alvo, quais esforços para atrair, reter, satisfazer e obter fidelidade da clientela.
Perspectiva dos processos internos
As estratégias estão voltadas para o atendimento às expectativas dos acionistas e clientes-alvo. Essa análise seqüencial, de cima para baixo, costuma revelar processos de negócios inteiramente novos nos quais a empresa deverá buscar a excelência. Trata-se da necessidade de possuir comunicação entre os envolvidos nas tarefas e os fatores relacionados aos clientes. Esta comunicação deve informar imediatamente, quaisquer preocupações que por acaso, os clientes venham a ter.
Perspectiva do aprendizado e crescimento
As estratégias estão voltadas para os objetivos da perspectiva financeira, do cliente e dos processos internos, só serão alcançados se houver aprendizado e crescimento dos recursos humanos, ao desenvolverem suas atividades. A perspectiva do aprendizado e crescimento contínuo, ao lado de uma infra-estrutura eficiente, certamente contribuirá para a eficácia organizacional e equilíbrio financeiro a curto e longo prazo.
Características dos indicadores
  • Consistência: os indicadores não devem conflitar com outros para que não haja efeitos comportamentais negativos;
  •  Confiabilidade: Um indicador deve apresentar sempre os mesmos resultados para qualquer que seja a medição desde que sejam respeitados os mesmos parâmetros de medição;
  •  Validade: a medição deve ser feita de maneira correta;
  •  Relevância: a relevância relaciona-se com a utilidade do indicador ou seja ele deve trazer alguma informação útil a seu usuário.
Ciclo PDCA
O planejamento perfeito caracteriza-se por seguir uma metodologia. Um dos modelos mais indicado e comprovadamente eficaz tem sido o PDCA, na medida em que o planejamento estratégico consiste num processo. O seu objetivo é auxiliar o desenvolvimento e a melhoria das instituições.
  • Planejar (Plan)                  =>  Objetivos e caminhos
  • Executar (Do)                    =>   Faz Acontecer
  • Verificar ou controlar        =>  Comparar o Plan  com o DO
  • Melhorar ou Agir                => Correções ou Melhorias
BSC como Modelo de Gestão
O BSC foi apresentado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial, porém, a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento para uma metodologia de gestão estratégica.
Seu surgimento está relacionado às limitações dos sistemas tradicionais de avaliação de desempenho, o que não deixa de ser um dos problemas do planejamento estratégico, uma importante ferramenta de gestão estratégica. O BSC motiva melhorias em áreas críticas, tais como desenvolvimento de produtos, processos, clientes e mercados.
Na implementação do BSC a organização tem como vantagem reunir em um único quadro vários elementos aparentemente discrepantes da agenda competitiva como:
  •  Tornar-se orientada para o cliente;
  •  Reduzir o tempo de resposta;
  •  Privilegiar o trabalho em equipe;
  •  Reduzir o tempo de lançamentos de novos produtos e;
  •  Fazer uma gestão voltada para o longo prazo.
Benefícios do Balanced Score Card
  • Alinhamento de indicadores de resultado com indicadores de tendência;
  • O BSC considera diferentes grupos de interesse na análise e execução da estratégia;
  • Comunicação da estratégia;
  • O BSC é direcionado e focado nas ações;
  • O BSC é um instrumento flexível e considera o planejamento estratégico um ser vivo a ser testado e monitorado continuamente;
  • Alinhamento da organização com a estratégia;
  • Promove a sinergia organizacional;
  • Constrói um sistema de gestão estratégica e vincula a estratégia com planejamento e orçamento;
Criticas ao Balanced Score Card
  • Alguns usuários confundem os fins com os meios. O BSC é um meio de promover a estratégia;
  • Na vida real a associação entre causa e efeito, que o BSC prega, raramente é clara o suficiente. Na maioria das situações devemos nos contentar em incluir a maioria das medidas certas no BSC, sem tentar imaginar qual é a relação entre elas;
  • Pontos fracos do BSC:
  • Relações de causa e efeito unidirecionais e muito simplistas;
  • Não separa causa e efeito no tempo;
  • Ausência de mecanismos para validação;
  • Vínculo entre estratégia e a operação insuficiente;
  • Muito internamente focado;
  • A ausência de uma base histórica suficiente para análise de um indicador pode levar a conclusões imprecisas
CONCLUSÃO
A Controladoria tem como uma de suas missões acompanhar os planos e as metas da entidade. Ela deve fornecer dados e informações para indicar o rumo certo a seguir na administração dos negócios. A vantagem do modelo do balanço de indicadores é que ele considera tanto os ativos tangíveis como os intangíveis. Ele amplia os horizontes da contabilidade, aponta os resultados e revela as causas. Toda medida selecionada para um balanço de indicadores constitui um elemento integrante da cadeia de relações de causa e efeito que comunica o significado da estratégia da unidade de negócios ou da instituição como um todo. Vale ressaltar que as relações causais de todas as medidas que o balanço de indicadores incorpora devem estar vinculadas a objetivos da organização. O modelo do balanço de indicadores é uma ferramenta nova que permite aos gestores focalizar a atenção em estratégias que, em longo prazo, conduzam a instituição ao sucesso.Pode-se dizer que o BSC apresenta uma ordenação de conceitos e idéias preexistentes de uma forma lógica, objetiva e inteligente. Sua correta aplicação implica em uma série de benefícios, como integração de medidas financeiras e não-financeiras, comunicação e feedback da estratégia, vínculo da estratégia com planejamento e orçamento, garantia de foco e alinhamento organizacional, entre outros. Entretanto, não pode ser considerado como uma panacéia e como única alternativa para todos os males do planejamento estratégico e da administração estratégica.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ferramentas da ADMINISTRAÇÃO: Lição de Gerenciamento.


Foto: Grupo Sopa Solidaria

Administração de Recursos Humanos: Funções Básicas


Quais as Funções Básicas da Administração de RH? Como Recrutar? Como Selecionar Novos Colaboradores?
Administrar Recursos Humanos depende de uma série de fatores como o ambiente em que as empresas atuam, a tecnologia empregada por elas, das políticas e das diretrizes vigentes na organização. Além disso, administrar RH ,  também dependa da filosofia administrativa aplicada, da quantidade e da qualidade dos Recursos Humanos disponíveis.
E, na medida em que mudam esses elementos, também mudam a forma de administrar os RecursosHumanos nas organizações. As funções básicas da Administração de Recursos Humanos são:
  • a) Provisão: Quem Irá Trabalhar na Organização? Para tanto, a empresa precisará providenciar uma pesquisa de mercado para obter maiores informações sobre as atividades inerentes ao cargo, o salário médio pago ao ocupante desse cargo e as habilidades que serão requeridas. Além disso, a organização terá que providenciar o recrutamento e a seleção para esse cargo.
  • b) Aplicação: O Que as Pessoas Farão na Organização? Para isso, a organização precisará implementar um Desenho de Cargos (descrevendo detalhadamente o cargo) e um rigoroso programa de Avaliação de Desempenho.
  • c) Manutenção: Como Manter as Pessoas Trabalhando na Organização? Para mantê-las, a empresa precisará oferecer uma remuneração compatível com o cargo, benefícios sociais e segurança no trabalho.
  • d) Desenvolvimento: Como Desenvolver as Pessoas na Organização? Para tanto, precisará providenciar treinamento e desenvolvimento aos seus colaboradores.
  • e) Controle: Quem São e o Que Fazem as Pessoas na Organização? Para isso, precisará implementar um eficaz sistema de informação, controles e uma auditoria de pessoal.
RECRUTAMENTO
É um conjunto de técnicas que visa buscar funcionários qualificados a ocupar cargos dentro das empresas. É o processo de atrair ao emprego candidatos com as características e as habilidades adequadas para preencher as vagas abertas – ou a serem abertas – na organização.
À partir do diagnóstico de que a empresa está precisando de mão-de-obra o próximo passo é descobrir fontes de recursos humanos que detenham as qualidades necessárias para ocuparem os cargos vagos (ou a serem criados).
Uma vez analisadas as necessidades de mão-de-obra deve-se partir para o processo de recrutamento (interno e/ou externo), onde os candidatos externos deverão ser atraídos através das fontes adequadas e os candidatos internos (dentro da própria organização), entre aqueles que apresentem perfil adequado à vaga em aberto.
As principais fontes de pesquisa para a captação de candidatos externos são as escolas (ensino superior e/ou técnico), a Internet (sites de bancos de currículos gratuitos e pagos), consultorias de recursos humanos, anúncios em classificados de jornal e bancos próprios de currículos.
Uma vez encerrada a etapa de Recrutamento (onde se espera ter recebido inúmeros candidatos recrutados) passa-se à segunda fase – seleção de pessoal – que tem como objetivo básico escolher entre os candidatos recrutados aqueles que tenham melhores chances de se adequar ao cargo.
O PROCESSO DE SELEÇÃO DE PESSOAL
Alguns autores definem seleção de pessoal como sendo “a escolha do homem certo para o cargo certo”; mas, pode-se afirmar que esse processo visa selecionar candidatos, não somente com experiência técnica, como também com características e habilidades pessoais necessárias ao desempenho das funções requeridas. Os objetivos principais são selecionar candidatos de boa qualidade, os quais sejam adequados às necessidades (e sempre em quantidades suficientes), a fim de atender às vagas existentes (ou a serem criadas).
O selecionador deve, sempre que possível, recrutar número suficiente de candidatos, de forma a possibilitar a escolha do mais habilitado e, além disso, também deve tentar reduzir o custo do recrutamento, utilizando-se de fontes menos onerosas, tais como cadastro de candidatos, indicações, contatos com outras empresas, etc.
Recrutar (identificar, encontrar talentos) e Selecionar (diferenciar os melhores dentre os identificados) são atividades muito complexas, as quais deveriam estar incluídas entre as muitas atividades de cunho estratégico de toda e qualquer organização. Portanto, essas atividades devem ser tratadas com profissionalismo através da contratação de profissionais habilitados para tais tarefas.
Técnicas de Seleção
  • Entrevistas.
  • Provas de conhecimentos (ou de capacidade).
  • Testes psicotécnicos.
  • Testes de personalidade.
  • Dinâmicas de grupo
Entrevista Preliminar (ou de triagem)
No primeiro contato com o candidato o selecionador transmitirá informações básicas, tais como as atividades referentes ao cargo, suas responsabilidades, o salário, os benefícios, a quem o novo colaborador ficará subordinado e o horário de trabalho.
O selecionador também deverá falar um pouco à respeito da organização, oferecendo-lhe condições de avaliar se quer realmente continuar com o processo ou não. Nessa entrevista preliminar, o selecionador deverá verificar se o (a) candidato (a) atende aos requisitos mínimos para a exigência do cargo; pois, caso contrário, deverá ser dispensado logo a seguir. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Conheça o Marketing de Serviços e Seus 8P’s


A competitividade do mundo atual rege a necessidade do aprimoramento constante da qualidade na prestação de serviços. As empresas precisam perceber que diante de tamanha concorrência, o foco principal tem que ser sempre o atendimento às necessidades do cliente. E a qualidade dos serviços é de extrema importância para o atendimento deste objetivo.
E o marketing pode ajudar muito neste processo. Por isso, hoje vamos falar um pouco sobre um assunto que está no centro das discussões nos dias de hoje: marketing de serviços. Veja abaixo um pouco sobre o que é e como funciona, através de seus 8P’s. Confira:

O que é o Marketing de Serviços?

Marketing de serviços pode ser definido como um grupo de atividades operacionais que têm como objetivo investigar, obter e servir a demanda por assistência. Além disso, inclui atividades como analisar, planejar, implementar e controlar as necessidades do consumidor com qualidade e lucratividade.
Fundamentalmente, podemos definir marketing de serviços como o conjunto de esforços e ações que otimizam uma venda com o objetivo de encantar o cliente, diferenciando a empresa da concorrência.
Hoje, o marketing de serviços é visto nas organizações como uma ferramenta capaz de interagir com todas as áreas da empresa, de forma que seus resultados possam ser mensurados de forma financeira ou mesmo através do fortalecimento da imagem da empresa perante seus clientes.
A importância de conhecer o comportamento do cliente:
Nenhuma ação de marketing pode ser tomada ou mesmo gerar retorno caso nao se tenha uma base de conhecimento do comportamento do consumidor. As empresas precisam saber quem são seu público-alvo e conhecer suas expectativas, pois precisam suprí-las e muitas vezes estar acima do que o cliente espera, estabelecendo, assim, um diferencial sobre a concorrencia e conquistando credibilidade.

Composto do marketing de serviços

A teoria é a mesma utilizada para o marketing utilizado por empresas que comercializam produtos. Porém, os serviços caracterizam um mercado mais dinâmico e, por isso, alguns pontos do composto de marketing precisam ser avaliados de acordo com sua ótica, como segue:

  • Produto

Qual o “produto” entregue em um serviço? Ou ainda, o que vem a ser o conceito de produto em serviços?
Na verdade, produtos e serviços têm a mesma finalidade, isto é, satisfazem um desejo ou necessidade dos consumidores, gerando satisfação e valor. No caso da prestação dos serviços, o produto é considerado um componente intangível.

  • Preço

São grandes as diferenças de percepção de preço entre produtos e serviços. Em primeiro lugar, em serviços existe uma incidência maior de custos fixos do que de custos variáveis. Grande parte dos serviços, portanto, possui custos invisíveis para o cliente. Em segundo lugar, a grande diferença está no que chamamos de poder de comparação, onde um produto pode ser facilmente comparado a outro, enquanto que um serviço precisa ser analisado com maiores detalhes.

  • Praça

A distribuição de serviços implica, quase sempre, a distribuição de custos fixos. Distribuir serviços requer a disponibilidade dos mesmos no momento em que o cliente precisa, visto que eles não são estocáveis, e por isso exigem um planejamento mais apurado.

  • Promoção

As comunicações em serviços costumam ser pessoais e interativas, com o alto predomínio da indicação, do boca-a-boca e da venda pessoal. Mesmo nos casos de comunicação de massa, tem-se uma forte presença de pessoas e é por isso que se diz que a comunicação tem o papel de intangibilizar os serviços.
Além dos 4P’s tradicionais, o marketing de serviços possui ainda outros 4P’s muito importantes que você deve conhecer e entender, vamos a eles:

  • Pessoas

Quando falamos em pessoas, estamos nos referindo a todos aqueles envolvidos, direta ou indiretamente, na prestação do serviço em si. No caso dos serviços, diferentemente dos produtos, a mão-de-obra é a matéria-prima para a produção dos serviços, portanto, a preocupação com as pessoas envolvidas é de fundamental importância.
O gestor precisa pensar sempre em treinar e capacitar seus funcionários, criando neles a idéia de que os clientes precisam ser bem tratados, sendo o foco do atendimento. Garantindo, assim, um impacto positivo direto na qualidade do atendimento.

  • Processos

Este item é muito importante, e representa todos os fluxos de trabalho, procedimentos e metodologias utilizadas na prestação de um serviço.  O gestor precisa entender os seus processos e otimizá-los para garantir o sucesso da prestação do serviço e, consequentemente, a fidelização do cliente.

  • Produtividade e qualidade

Não é segredo pra ninguém que produtividade e qualidade são fatores de sucesso em qualquer empresa. Por isso, é necessário ter atenção especial a estes aspectos no marketing de serviços. É preciso assegurar a produtividade dos colaboradores e manter a qualidade na prestação do serviço, desde seu planejamento até o momento da entrega ao cliente.

  • Perfil (Physical Evidence)

Quando falamos em perfil, estamos falando no local onde o serviço é prestado. Falamos sobre as evidências físicas da prestação de serviço, como: layout do escritório, atendimento, cartão de visitas, equipamentos, instalações etc. É preciso pensar em onde e como os serviços são prestados e como isto pode ser maximizado para que a experiência de consumo do cliente possa ser a melhor possível.
Sem dúvidas, o marketing de serviços apresenta-se como meio de sobrevivência e crescimento para as empresas modernas. Seja no segmento B2B (empresas para empresas) ou mesmo diretamente aos clientes, as organizações têm cada vez mais a necessidade de repensar continuamente suas formas de atuação no mercado, já que pensar em marketing de serviços é pensar em ganho financeiro e de imagem, através de um bom desempenho.

terça-feira, 26 de junho de 2012

GESTÃO DO DESEMPENHO


QUAIS SÃO OS PROGRAMAS DE GESTÃO DE DESEMPENHO MAIS COMUNS?


Seguem abaixo alguns programas selecionados de uma lista dada por McNamara e que são utilizados para melhoria do desempenho organizacional, com uma pequena descrição a respeito de cada um deles.



- Balanced Scorecard: tem como objetivo interligar controles operacionais de curto prazo aos objetivos de longo prazo da estratégia da organização. É focado em quatro indicadores: perspectiva do cliente, processo internos, perspectiva financeira e de aprendizado e crescimento.

- Benchmarking: este método utiliza a comparação de determinados indicadores com outras organizações de modo que se tenha uma perspectiva de nível de desempenho para este assunto em questão. Em geral, deve-se buscar referências comparativas de outras empresas ou organizações que sejam notadamente reconhecidas como sendo as melhores no assunto em questão.

- ISO-9000: a busca por uma certificação pode ser considerada um processo de melhoria de desempenho, principalmente no contexto brasileiro, pois o processo traz algumas exigências como a padronização, o estabelecimento de indicadores, a realização de medições, que não são culturalmente natas em nossas empresas.

- Learning Organization: o programa é focado no aumento de valor dos sistemas da organização, incluídas as pessoas, de modo a aumentar a capacidade para desempenhar. Utiliza os princípios da teoria de sistemas, e por si só não é um instrumento que garanta a melhoria de desempenho. A maneira como a organização aplica este aumento do conhecimento e de capacidade na busca de melhoria dos resultados é que determina sua efetividade.

- Planejamento Estratégico: estabelece para a organização, diretrizes, estratégias e objetivos. O planejamento estratégico, apesar de por si só ser como o próprio nome diz um planejamento, a sua implementação, se adequada traz às empresas melhoria de desempenho. 

Outros programas para melhoria do desempenho organizacional são sugeridos e aparecem a cada dia. No entanto, para todos os programas sugeridos, verifica-se que existe a necessidade da utilização de uma abordagem adequada durante a implementação. Para todos eles, o processo de implementação é muitas vezes mais importante do que os resultados implementados.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Informação é Poder?


Durante muito tempo se afirmou categoricamente: Informação é poder. Algo que muitos acreditam sem questionar.
Ocorre que hoje em dia temos pontos críticos em relação a informação:
O que é, verdadeiramente, informação?
Qual é a relevância de determinada informação?
O que realmente se quer com determinada informação?
Para responder estas perguntas, temos que primeiramente compreender o contexto de hoje.
Estamos numa sociedade que brota informações por todos seus poros. Temos sites, jornais televisivos e na internet, temos rádio, temos boca a boca, temos redes sociais, temos blogs, enfim, todos parecem BERRAR informações o tempo todo.
O ponto onde penso ser o cerne desta gritaria é a fonte. A fonte da informação deve ser confiável. Se a fonte é confiável, geramos uma informação em cadeia, pois republicamos esta informação nas redes sociais, em blogs, etc. Se a dita fonte confiável errar, muitas pessoas erram e pior, como na internet as coisas publicadas se perpetuam, podemos ter erros publicados como verdades.
Vamos analisar então os pontos críticos:
O que é, verdadeiramente, informação?
Informação pode ser um emaranhado de coisas, mas se direcionada é algo dito sobre algo ou alguém, não é mesmo? Através das informações é que geramos nossos conceitos de certo e errado, opinamos sobre determinados assuntos, criamos nossas verdades.
Se é assim, é mais do que fundamental sabermos as fontes desta informação e principalmente termos um senso crítico daquilo que estamos recebendo como verdade. Lembre-se, a verdade para um pode não ser para outro.
Se você receber alguns dados informativos, processar perante suas verdades e concluir algo, ao retransmitir a sua conclusão você estará retransmitindo mais do que apenas informação, estará distribuindo opinião.
Fica a pergunta: Você gera informação ou opinião?
Neste ponto, se você gera opinião, você tem seguidores, certo? Se você gera informação, tem no máximo leitores, não é mesmo?
Qual é a relevância de determinada informação?
A relevância está intimamente ligada a quem recebe a informação. Para ser ou não relevante, necessita o interesse de quem busca a informação.
Uma informação sobre prazos suspensos num determinado tribunal será utilíssima para advogados, mas inútil ou desprezível para um pedreiro, por exemplo.
Se a relevância depende de quem recebe a informação, qual o papel de quem retransmite ou cria opinião sobre informações?
O de fazê-lo sob o prisma de um determinado assunto/tema/nicho, para que pessoas daquele tipo de interesse sejam seguidores ou leitores.
Você quer ter relevância? Opinie, expresse suas verdades em primeiro lugar. Tenha foco nas publicações e na informação prestada. Já é um excelente início.
O que realmente se quer com determinada informação?
Talvez a mais difícil das perguntas, não pela resposta em si, mas porque muitas pessoas não estão acostumadas a pensar no porque das coisas.
Vamos dar um exemplo hipotético: Uma informação dita pelo Willian Bonner no Jornal Nacional dizendo que determinado tipo de produto está esgotado ou em escassez. Temos uma mídia forte, com alta credibilidade entre a maioria da população dando uma informação que pode gerar corre corre em lojas para estocar um produto, frente a possível escassez… Uma informação bem colocada numa mídia de credibilidade gera mais mídia.
Neste mesmo exemplo dado, muitos retransmitirão esta notícia como sendo verdadeira, pois foi dada num canal com alta credibilidade. Ao fazerem isto, darão mais eco ainda a notícia.
Percebem o poder disto
Enfim: Informação é poder?
Depende. Se a informação tem relevância, vem por canais de credibilidade e tem fins certos e determinados, mais do que poder, informação pode ser usada como manobra de massas.
Cuidado com o que escreve, diz, afirma ou conclui. Sua opinião com as informações erradas podem gerar um perfil de alguém fraco, fadado ao insucesso.
Quer o poder que a informação traz? Associe-se a credibilidade de informações precisas, com foco e opiniões suas e diretas.
Pense nisto e opine a respeito!

Como encarar a segunda-feira?


Quase todo mundo já disse que odeia o primeiro dia útil da semana alguma vez na vida. Veja como lidar com a segundona numa boa

Domingo à noite, é só ouvir a música daquele fantástico programa de televisão e bate aquela deprê. Reunião com o chefe, entrega de um trabalho, início de dieta e das aulas na academia...Vêm à mente todas as obrigações e os planos que foram postergados ou programados para o primeiro dia útil da semana, a segunda-feira. Se institutos de pesquisa como Ibope e Datafolha realizassem um levantamento sobre o dia mais detestado da semana, a resposta de mais de 99,9% dos entrevistados seria óbvia: Odeio segunda... E sem margem de erro.

Exageros à parte, por que a segundona gera tanta aversão e ansiedade? Um dos motivos para tanto mau humor talvez esteja na mudança dos ponteiros do nosso relógio biológico, afirma a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, uma entidade internacional dedicada ao estudo do estresse. Os horários geralmente são menos rígidos no sábado e no domingo, explica a especialista, que foi jurada do 2° Prêmio SAÚDE. Não é à toa que a gente quebra a rotina nessas 48 horas: dorme mais do que de costume, come fora de hora ou mais tarde que o habitual sem falar nos goles a mais nas mesas dos bares.


Daí, chega a segunda-feira e o organismo tem de, numa curta fração de tempo, reajustar seus ponteiros para voltar à labuta cotidiana. É esse processo de readaptação, segundo Ana Maria, que está por trás do cansaço e da preguiça que pintam logo de manhãzinha.


Uma pesquisa conduzida na Universidade Flinders, na Austrália, dá crédito a essa teoria, pelo menos no que diz respeito às horas de sono prolongadas no fim de semana. Os cientistas pediram para 16 indivíduos dormirem duas horas a mais em relação aos dias de batente. Em seguida, eles coletaram amostras de saliva e de hormônios dos voluntários. Além de o relógio biológico dos participantes estar atrasado 45 minutos, os questionários respondidos na segunda e na terça-feira seguintes revelaram que eles estavam mais cansados.


Novamente os exageros do fim de semana justificam a eclosão de males cardíacos na segunda-feira. A ingestão de sal em excesso e álcool, além do cigarro, sobrecarrega o coração. Sem falar daquele sedentário que resolve jogar futebol, detalha o cardiologista Ricardo Pavanello, do Hospital do Coração, em São Paulo. Daí, o estresse do trabalho na segunda é a gota que faltava para o copo derramar. No entanto, como lembra o especialista, isso não quer dizer que os infartos vão acontecer categoricamente no dia mais odiado da semana. Na verdade, aquela conjunção de fatores favorece a ocorrência desses problemas cardiovasculares na segunda. Mas eles podem acontecer em qualquer dia, explica Pavanello.


Além do corpo, a mente sofre, principalmente em quem começa a antecipar de forma negativa a chegada da segunda-feira no almoço de domingo. De acordo com a psicóloga Ana Maria Rossi, trata-se de uma atitude recorrente em quem está de mal com o trabalho, por exemplo seja porque não se dá bem com os colegas, seja porque o salário não compensa o esforço. A pessoa arruina seu domingão antes mesmo de a música daquele fantástico programa ecoar na telinha à noite. Nesse caso, o importante é ficar no aqui e agora, curtir o momento, aconselha Ana Maria. Para evitar a antecipação dessas más vibrações, a dica é, antes de mais nada, procurar estímulos recompensatórios. Ok, o ambiente na empresa não está aquelas coisas, mas o cheque no fim do mês justifica carregar esse fardo, por exemplo. Em outras palavras, deve-se focar em algo positivo. Se essa estratégia não surtir efeito, a saída é enfrentar a situação: mudar de emprego.


O também psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, lembra que o fim de semana é uma espécie de libertação do peso do cotidiano. E passa rápido. Mas por que o trabalho tem de ser encarado de forma tão dura? E por que a gente só pode se sentir relaxado no sábado e no domingo?, ele pergunta. Cinema somente aos domingos também vira rotina, como a do trabalho, e a happy hour da sexta-feira. É preciso criar alternativas, diz Pereira. Ver um filme na quinta-feira à noite, quem sabe. Com equilíbrio, dá para criar outras rotinas e tornar a segunda- feira menos chata.


Ou seja, pregar os olhos na noite de domingo acaba demorando mais e, como consequência, o corpo sente na segunda-feira efeitos similares aos do jet lag. Além do sono, o coração também padece nesse dia. Uma pesquisa publicada na Revista de Saúde Pública mostrou que o pico de hospitalizações por problemas cardiovasculares e infarto do miocárdio na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, ocorria na... Nem precisa dizer, né?


Por Fábio de Oliveira | ilustração Orlandeli | design Eder Redder - http://saude.abril.com.br

domingo, 24 de junho de 2012

A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências

Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.

O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

   A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.

   A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
   Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.

   No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

Assim surgiu a Festa de São João

    Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.
   Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.
   Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:
- Como poderei saber do nascimento do garoto?
- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.
    Santa Isabel cumpriu a promessa.
   Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.
Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…
   E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.
   Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.
   Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.
   A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.
   No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.
   Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:
- João!
   Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.
   Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
   Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…
   Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.
 

Santo Antônio - 13 de junho

Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.
 
Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.

Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.
 
Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.
Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:
"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.
Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".
Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinhos deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

São João - 24 de junho

Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.
No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

São Pedro - 29 de junho

O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
 
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome desse acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

 

Festas Juninas no Nordeste 
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas. 

Comidas típicas 
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. 

Tradições 
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

FESTA JUNINA NO MARANHÃO

Como manda a tradição, hoje é dia de acender fogueira e dançar em homenagem a São João. A véspera do dia do santo representa o ponto alto dos festejos juninos no Nordeste. No Maranhão, a festa é no ritmo do bumba-meu-boi, que traz um imenso colorido para as noites de junho.

São mais de 300 grupos espalhados na cidade que vão de arraial em arraial, durante todo o mês de junho, para contar a lenda de Catirina, a escrava grávida que desejou comer a língua do boi mais bonito da fazenda.
Segundo a lenda, o marido, pai Francisco, satisfez o desejo da mulher, mas o patrão colocou vaqueiros atrás dele para vingar a morte do boi. Foi preciso a ajuda de índios e feiticeiros para ressuscitar o animal - o que acabou virando uma grande festa.
Só na capital São Luís, a prefeitura cadastrou 60 arraiais que funcionam na cidade durante todo o mês de junho. Cada noite recebe uma média de cinco apresentações de grupos de bumba-meu-boi.
Os grupos variam de tamanho, possuem de 100 a 1,5 mil integrantes que são responsáveis por bordar suas roupas com miçangas e canutilhos. Eles são classificados de acordo com o ritmo predominante: o bumba-meu-boi de orquestra, de zabumba e matraca.
Para que a festa seja abençoada, os brincantes de bumba-meu-boi do Maranhão são batizados. O ritual é feito por um padre. A data depende da conveniência de cada grupo, mas alguns, que escolhem São João como "padrinho", marcam o batismo para a virada de 23 para 24 de junho.
Além de São João, a festa é em homenagem a Santo Antônio, São Pedro e São Marçal. Este último não é reconhecido pela igreja, mas é considerado o padroeiro dos grupos de bumba-meu-boi e reverenciado em São Luís no dia 30 de junho.

Copiado: http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/junina.htm