quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Hiperfoco: como trabalhar menos e render mais


 
Você sabe o que é hiperfoco e como utilizar para se tornar mais produtivo? 

Nos últimos tempos, os assuntos que envolvem transtornos mentais têm frequentemente tomado a pauta do dia nas redes sociais e na mídia. Muitas informações circulam diariamente na internet,  e um dos tópicos que desperta a curiosidade da maioria das pessoas é o chamado hiperfoco. 

O que é hiperfoco?   

O termo “Hiperfoco” é utilizado para descrever o estado de concentração máxima e duradoura de uma pessoa em uma tarefa, como um estado de absorção completo. O indivíduo quando hiperfocado tende a se desligar, não percebendo conscientemente os estímulos externos à sua volta. 

O estado de hiperfoco, em geral, é induzido na prática de atividades que sejam divertidas ou do interesse do indivíduo. Ou seja, geralmente, o hiperfoco surge durante a prática de atividades que geram engajamento em sua execução. 

Pode-se dizer que o hiperfoco se trata muito mais de um estado mental, que se dá no campo da atividade mental, do que de uma condição. 

O interesse restrito e intenso por temas específicos é uma característica marcante do transtorno do espectro autista (TEA). Mas também pode aparecer em outras condições, como no transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e em alguns casos de esquizofrenia.  

Hiperfoco e TDAH: qual a relação?

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é caracterizado pela dificuldade de concentração, inquietação e hiperatividade. 

É um transtorno neurológico de origem genética, que compromete o desenvolvimento de algumas partes e estruturas importantes do cérebro, associadas ao estímulo e ao sistema de recompensa. 

O TDAH é sinônimo de um alto grau de distração e de um curto período de atenção. No entanto, os estados de hiperfocagem, frequentemente relatados nessa condição, sugerem que indivíduos com TDAH podem, paradoxalmente, manter a atenção excessivamente. 

Isso acontece porque, na verdade, o TDAH está relacionado a um desequilíbrio do controle de atenção. Assim, quem apresenta o problema tem dificuldade em manter o comando sobre o nível e a duração da concentração.

O que causa o hiperfoco? 

Estudos indicam que o hiperfoco, em especial no TDAH, é provocado por mudanças no lobo frontal do cérebro. É nessa área que se concentra mais ativamente a dopamina, neurotransmissor que ajuda no controle da atenção. 

falta de dopamina nessa região cerebral faz com que a pessoa com TDAH apresente dificuldade em transferir a atenção para atividades menos prazerosas, e permaneça naquilo que é considerado mais divertido e recompensador de alguma maneira.

Outros estudos, por sua vez, estão tentando entender se é algo mais ligado ao próprio comportamento, uma reação. 

Por conta da dificuldade imposta pelo TDAH e outras características presentes no autismo, o indivíduo tenderia a se concentrar mais em uma tarefa que lhe prende a atenção como uma forma de se agarrar em algo que ele faz dar certo. Assim, mergulham completamente na atividade.

Como trabalhar o hiperfoco

Existem algumas maneiras de regular e gerenciar o hiperfoco, permitindo ao indivíduo uma maior qualidade de vida e diminuindo os riscos que podem decorrer do estado. Confira algumas sugestões: 

1. Reconhecer as atividades que induzem o hiperfoco

O primeiro passo para gerenciar o estado de hiperfoco é entender e conhecer as atividades que atraem a sua atenção e produzem engajamento em você. Cada pessoa, em sua individualidade, tem uma ou algumas atividades particulares que mais lhe interessam. 

Ao descobrir a atividade que atrai a sua atenção para além do habitual, será possível estipular metas e objetivos para gerenciamento do seu estado de hiperfoco. 

2. Evitar tarefas que levem ao hiperfoco perto de horários importantes  

Está próximo do horário de dormir? Por que não deixar aquela pesquisa ou atividade que você queria fazer para amanhã? 

Tem alguma tarefa importante e menos prazerosa para ser realizada no trabalho? Evite as atividades que costumam atrair sua atenção e que possam te levar a um estado de hiperfoco, que, provavelmente, te atrasará na entrega das suas tarefas mais importantes. 

3. Desenvolver autoconsciência 

Um dos pilares para trabalhar e regular o hiperfoco é a autoconsciência. Como dito anteriormente, o primeiro passo é reconhecer quais são as atividades que geram o seu hiperfoco. 

Mas, para além disso, é importante realizar um trabalho de reconhecer quais são esses momentos em que geralmente está hiperfocado, quando eles acontecem e como sair deles. 

Uma dica bastante útil são exercícios de atenção e relaxamento, que são capazes de treinar o indivíduo a colocar e retirar a mente do estado de foco. Um ótimo exercício para isso é a meditação. 

Como o hiperfoco é uma hiperatividade que se dá no campo da atividade mental, a prática da meditação pode ser uma ótima ferramenta, tanto para indução, quanto para a retirada da mente dos estados de foco completo.

4. Estabelecer rotas de fuga para o mundo exterior 

Consciente de que o estado de hiperfoco às vezes é inevitável, pode ser uma boa alternativa combinar algumas rotas de fuga para o mundo exterior. Vale, por exemplo, alarmes de celular, pedir ligações dos amigos, fazer as tarefas enquanto ouve ou assiste conteúdos. 

É possível também combinar com pessoas mais próximas meios para ajudá-lo a sair desse estado se for difícil perceber sozinho, como cutucões ou puxadas de conversa. Enfim, combine pequenas distrações, que serão suas rotas de fuga mentais.

Qual a relação entre hiperfoco e produtividade?

Para além do hiperfoco como um estado de indivíduos com alguma neuroatipicidade, o hiperfoco nos hábitos diz respeito à produtividade. 

A produtividade é altamente pessoal. Todos temos conexões únicas e rotinas diferentes. Hiperfocar, nesse contexto, significa voltar nossa atenção para o objeto de atenção original quando a mente divaga, o que, invariavelmente, aumenta a produtividade. 

As tarefas mais complexas, aquelas que te permitem realizar significativamente mais a cada minuto que você se dedicar a elas, são também as tarefas mais produtivas. Quanto mais tempo e atenção gastar com essas tarefas, mais produtividade você terá.

Inclusive, tornar as tarefas mais complexas e assumir mais este tipo de tarefa é uma ótima maneira de se manter hiperfocado e produtivo.


O que é hiperfoco nos hábitos?

Hábitos ocupam muito pouco espaço atencional, pois precisam de pouca reflexão assim que você se acostuma com eles. Hábitos como tocar piano, vestir-se, barbear-se ou dirigir por um caminho familiar são tão automáticos que não impedem qualquer pensamento consciente. 

Tarefas que não podemos fazer por hábito – como a leitura de um livro, uma conversa intensa ou a preparação de um relatório para a chefia da empresa – consomem muito mais espaço atencional, porque executá-las bem exige que conscientemente manipulemos informações em tempo real

Perceba que as tarefas mais necessárias e intencionais não podem ser executadas por hábito. Inclusive, o sentimento de recompensa, após a execução dessas tarefas, vem exatamente porque delas nos foi requerido foco, recurso intelectual e um conjunto de habilidades exclusivas.

Uma boa dica, portanto, para ter hiperfoco nos hábitos é, assim como mencionado no tópico acima, tornar as tarefas complexas ou assumir tarefas mais complexas.  Isso vai fazer você se envolver mais no que está fazendo e levará sua mente a divagar com menos frequência. 

Outra ótima dica é: ao executar tarefas habituais, prefira não se concentrar por completo no que estiver fazendo. Guarde o hiperfoco para as tarefas mais complexas, coisas que realmente vão se beneficiar de sua total atenção. 

5 dicas para aproveitar o hiperfoco

O hiperfoco pode ser usado para aprimorar as habilidades, além de contribuir com uma maior dedicação nos estudos e aumento da produtividade. Por isso, confira agora 5 dicas que te ajudarão a dominar os impulsos do hiperfoco e otimizar o seu tempo:
1. Determine limites de tempo para cada momento de foco  

O foco de um indivíduo em uma tarefa possui um tempo de duração média de 50 até 70 minutos. 

Esse tempo é medido como um “ciclo de trabalho” do nosso cérebro e necessita de um descanso de, ao menos, 10 minutos para retomada do foco. Trabalhando com tempo indeterminado, o cérebro não entende quando, e se, a tarefa foi finalizada, permanecendo no sentimento de que a atividade perdura. 

A determinação de um limite de tempo para cada momento de foco permite ao cérebro que mensure as diferentes ações e libere dopamina, que é responsável pela sensação de recompensa da tarefa “concluída”. 

2. Construa um ambiente favorável 

O cérebro entende o ambiente em que estamos, ou seja, entende se estamos no ambiente de trabalho, ou em casa, ou em locais para lazer. A mistura dos ambientes acaba sendo prejudicial para o aproveitamento do hiperfoco. 

A dica é que seja criado um ambiente para cada assunto, ou seja, ambiente de trabalho diferente de estudo, diferente de lazer e etc. 

Além disso, é importante analisar e eliminar do ambiente ao redor, de trabalho ou estudo, tudo aquilo que possa ser considerado uma “tentação” ou distração, construindo um ambiente favorável ao foco. 

3. Trabalhe com as distrações 

Eliminar completamente as distrações que ocorrem durante o dia é quase que uma tarefa impossível. Portanto, uma rotina sem distrações também não se tornará um objetivo pois, para evitar frustrações, é preciso buscar por saídas mais realistas.

A melhor maneira seria definir horários específicos para se concentrar em distrações como e-mail, reuniões, celular e redes sociais, transformando as distrações em meros elementos intencionais de seu trabalho e vida. 

Além disso, desativar a maioria dos alertas sonoros e de vibração é uma mudança simples, mas que na prática faz muita diferença. É impossível compartilhar tempo de qualidade sem partilhar também atenção de qualidade. Afinal, você pode lidar com esses alertas mais tarde e nos seus próprios termos. 


4. Elabore bom sistema de recompensa 

A estipulação de prêmios tangíveis é uma boa estratégia para manter e aproveitar o foco. Quando materializamos as finalizações das tarefas, o cérebro entende que recebe recompensa por esforços em tarefas não tão interessantes, liberando doses de dopamina. 

Assim, é possível que, nas próximas atividades, seu cérebro se sinta mais motivado a permanecer focado.

5. Mantenha uma boa agenda ou lista de tarefas 

O escritor Chris Bailey, autor do livro Hiperfoco: como trabalhar menos e render mais, utiliza o termo “espaço atencional” para nomear aquele nosso espaço mental de foco e atenção. 

Quando mantemos uma agenda ou uma lista de tarefas, liberamos “espaço atencional” para ser utilizado em coisas melhores, mais importantes e significativas para o momento. Portanto,  mantenha uma lista de tarefas e uma agenda, e comece com algumas intenções a cada dia. Sinta qual é o seu limite.

Continuamente registre seus compromissos pendentes e suas ideias, não importa o jeito que chegarem. De acordo com o autor, isso vai liberar um monte de espaço atencional. 

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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Miss Universo 2023 abraçou a Diversidade. Exagero ou Modernidade?

Miss Universo 2023 abraçou a diversidade. Exagero ou modernidade?

Com o avanço da modernidade, os estereótipos enfrentam um constante desafio, pois a sociedade está cada vez mais aberta a questionar as noções tradicionais de beleza, gênero e identidade.

Um exemplo recente que ilustra esse progresso é a participação da Miss Nepal, plus size, no Miss Universo deste ano, bem como a inclusão de misses trans, Portugal, Guatemala e Países Baixos, no concurso.

A tradicional concepção de beleza tem sido historicamente influenciada por padrões estreitos e restritivos, normalmente centrados em características físicas específicas.

Esses padrões muitas vezes reforçaram ideias de atributos considerados ideais, enquanto marginalizavam grupos que não se encaixavam nessas normas.

No entanto, vemos uma mudança significativa na percepção de beleza, à medida que a sociedade moderna se torna mais inclusiva e aberta à diversidade.

A presença da Miss Nepal, representando seu país no Miss Universo, desafia diretamente os estereótipos de beleza predominantes.

Ela nos lembra que a beleza não se limita a um único padrão e que as mulheres de todas as origens e características são igualmente capazes de se destacarem e serem reconhecidas pelo seu valor.

Essa representação não apenas empodera as mulheres nepalesas, mas também envia uma mensagem poderosa para o mundo sobre a aceitação e diversidade.

Além disso, a inclusão de misses trans no Miss Universo reflete um passo importante em direção à aceitação das diferentes identidades de gênero na sociedade.



Essa mudança demonstra uma maior compreensão de que a beleza não é determinada apenas pelo sexo atribuído ao nascer, mas também pela autenticidade e pela expressão individual.

Ao quebrar as barreiras tradicionais, o concurso abre caminho para um diálogo mais amplo sobre diversidade e inclusão, ajudando a desconstruir estereótipos prejudiciais.

Esses exemplos marcantes de mudança no âmbito dos concursos de beleza são parte de um movimento mais amplo para desafiar e transformar os estereótipos de gênero e beleza na sociedade.

A medida em que abraçamos a diversidade, permitimos que pessoas de diferentes experiências e identidades se sintam incluídas e representadas. Isso não apenas fortalece a autoestima e a confiança dessas pessoas, mas também enriquece nossa compreensão coletiva do que significa ser bonito.

No entanto, é importante reconhecer que ainda há muito a ser feito para combater completamente os estereótipos arraigados.

Essas mudanças progressistas são um passo na direção certa, mas continuam sendo apenas o começo.
Precisamos continuar a promover a aceitação e o respeito para todas as pessoas, independentemente de sua aparência, identidade de gênero ou origem étnica.

Seria bom Miss Portugal ou Miss Nepal, que estavam entre as 20 mais belas do planeta, ser a nova Miss Universo?

Você é a favor ou contra esta diversidade no modelo da beleza feminina?

Copiado: https://www.linkedin.com/in/marcus-vinicius-pinto

terça-feira, 28 de novembro de 2023

PROCESSO ADMINISTRATIVO


O processo administrativo são ações que compõem um conjunto de funções que devem serem tomadas para preservação da organização e/ou empresa no caminho correto. 

Este tema é o mais básico da disciplina de administração, o qual, todo o estudante deve saber com maestria. 

São as quatro funções administrativas da teoria clássica e neoclássica. que são elas:

PODC (Planejamento, Organização, Direção, Controle e/ou ação)

Para os autores clássicos, o administrador deve obedecer a certas normas ou regras de comportamento, isto é, a princípios, gerais que lhe permitam desempenhar bem as suas funções de planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar. 

Daí surgirem os chamados princípios gerais de administração ou simplesmente princípios de administração, desenvolvidos por quase todos os autores clássicos, como normas ou leis capazes de resolver os problemas organizacionais.

Luther Gulick, considerado o autor mais erudito da Teoria clássica, propõe sete elementos da administração como as principais funções do administrador:

PLANEJAMENTO

Planejamento é traçar objetivos, decidir como alcançar os planos, é a tarefar de decidir quais linhas gerais das coisas que devem ser feitas e dos métodos de fazê-las, a fim de atingir os objetivos da empresa.

É o estabelecimento da estrutura formal de autoridade, através da qual as subdivisões de trabalho são integradas, definidas e coordenadas para o objetivo em vista. 

Pode ser definida como a ordenação dos recursos materiais e recursos humanos visando a tingir os objetivos estabelecidos.


É a tarefa contínua de tomar decisões e incorporá-las em ordens e instruções específicas e gerais, e ainda a de funcionar como líder da empresa. 

Esta função administrativa exige muito da habilidade humana do profissional pela área relacionada, a direção pode ser a nível institucional abarcando toda e empresa, nível departamental abrangendo as unidades em separado e por fim a nível operacional.

É o dever de estabelecer relações entre várias partes do trabalho. 

A função de coordenar está direcionada na busca pela sincronização das demais atividades administrativas, de modo que o coordenador busca a harmonização entre os diversos interesses e setores da empresa.

Esta diretamente ligado ao planejamento, nesta função devem ser avaliados os progressos da empresa em seus objetivos e feitas as devidas correções para garantir que os resultados sejam satisfatórios, os principais pontos da função de controle são:

1.Necessário para medir e avaliar o desempenho organizacional

2.Dinâmico e contínuo

3.Engloba todas as vertentes da organização



ASSESSORIA


É a função de preparar e treinar o pessoal e manter condições favoráveis de trabalho.

É o esforço de manter as pessoas informadas a respeito do que acontece na empresa e que pressupõe naturalmente a existência de registros, documentação, pesquisa e inspeções.

É a função inclusiva de tudo o que diz respeito à elaboração, execução e fiscalização orçamentárias, ou seja, o plano fiscal, a contabilidade e o controle.

Por fim, existem basicamente dois tipos de trabalho, o trabalho técnico e o trabalho
administrativo. 

Quando falamos em administração o que vem a mente é: gerenciar, tomar conta, e é exatamente isto que o trabalho administrativo faz, aplica o esforço físico e mental de uma pessoa para conseguir resultados gerenciando outras pessoas, quando estudadas separadamente são denominadas funções administrativas, quando estudadas em conjunto compõem o processo administrativo.

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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

TEORIA DA BUROCRACIA


Um dos traços marcantes das sociedades modernas é o seu caráter burocrático e limitado. 

Apesar de a burocracia ter sido criada para normalizar e legalizar procedimentos de ordem administrativa, os sucessivos desdobramentos e desvirtuamentos de suas atribuições vieram a comprometer esses propósitos. 

Temos hoje uma máquina burocrática lenta e ineficiente, que não se presta ao atendimento nem sequer da mais banal das necessidades de um cidadão. 

Mas já foi diferente.

A abordagem clássica do pensamento administrativo de Taylor e Fayol, com sua visão comportamental do ambiente organizacional, não atentou ao aspecto burocrático das empresas como extensão da sociedade. 

A Escola da burocracia vem assim preencher esta lacuna.

ORIGENS DA TEORIA DA BUROCRACIA

A Teoria da burocracia desenvolveu-se dentro da Administração ao redor dos anos 1940 em função dos seguintes aspectos:

  • Tanto a Teoria Clássica como a Teoria das Relações Humanas, mesmo sendo oponentes e contraditórias, revelam dois pontos de vista extremistas e incompletos sobre a organização, gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo, tanto da estrutura como dos participantes da organização.
  • Necessidade de um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as varáveis envolvidas, bem como o comportamento dos membros participantes, e aplicável a fábrica e também a todas as formas de organização humana.
  • O crescente tamanho e complexidade das empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais bem definidos.
  • Tanto a teoria Clássica como a Teoria das Ralações Humanas mostraram – se insuficientes para responder à nova situação, que se tornava mais complexa.
  • A Sociologia da Burocracia propôs um modelo de organização e os administradores não tardaram em tentar aplicá-lo na prática em suas empresas. A partir daí, surge a Teoria da Burocracia na Administração.

A burocracia traz uma maneira racional de organizar pessoas e atividades em busca de seus objetivos. Podemos denominá-la assim: buro = escritório  cracia = poder, ou seja, “PODER DA ADMINISTRAÇÃO”.


A Burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos.

Com o aparecimento da burocracias, seu crescimento e proliferação, a teoria administrativa ganhou uma nova dimensão através da abordagem estruturalista: além do enfoque intraorganizacional.

A visão estreita e limitada aos aspectos internos da organização passou a ser ampliada e substituída por uma visão mais ampla, envolvendo a organização e suas relações com outras organizações dentro de um sociedade maior. 

A partir daqui, a abordagem estruturalista se impõe definitivamente sobre a Abordagem Clássica e a Abordagem das Relações Humanas.

Max Weber, sociólogo Alemão nascido em 1864, falecido em 1920, definiu a burocracia como a organização eficiente por excelência, e para conseguir essa eficiência, precisa detalhar antecipadamente e nos mínimos detalhes como as coisas deverão ser feitas.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS E DISFUNÇÕES DA BUROCRACIA, Segundo Weber:

CARACTERÍSTICAS DA BUROCRACIA

DISFUNÇÕES DA BUROCRACIA

1. Caráter legal das Normas

1. Internalização das Normas

2. Caráter formal das comunicações

2. Excesso de formalismo e papelório

3. Divisão do trabalho

3. Resistência a mudanças

4. Impessoalidade no relacionamento

4. Despersonalização do relacionamento

5. Hierarquização da autoridade

5. Categorização do relacionamento

6. Rotinas e Procedimentos

6. Superconformidade

7. Competência técnica e mérito

7. Exibição de sinais de autoridade

8. Especialização da administração

8. Dificuldades com clientes

9. Profissionalização

Estas características levam a

Estas características levam a

PREVISIBILIDADE DO FUNCIONAMENTO

IMPREVISIBILIDADE DO FUNCIONAMENTO

Completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever antecipadamente todas as ocorrências e rotinizar sua execução, para que nenhuma eficiência do sistema seja plenamente alcançada.

CRÍTICA SOBRE A TEORIA BUROCRÁTICA

O excessivo racionalismo da burocracia: a organização burocrática é super-racionalizada e entendem as pessoas como membros que seguem regras e procedimentos num sentido mecânico e não como criaturas sociais que interagem entre si e com o meio.

Organização administrada com a racionalização seus respectivos funcionários, seguidores de regras, sem ideias contrárias. 

A maioria das empresas que optam por ser burocráticas, na verdade são empresas que tem dificuldade para se adaptar as mudanças.


APRECIAÇÃO CRÍTICA DA TEORIA DA BUROCRACIAPor Chiavenato (Pg.274)

” A burocracia proporciona uma maneira racional de organizar pessoas e atividades para alcançar objetivos específicos. Dessa forma, tem defensores e adversários. Perrow mostra-se advogado da burocracia: “Após anos de estudos das organizações complexas, cheguei a duas conclusões que colidem com muita coisa da literatura organizacional.

A primeira é que os erros atribuídos à burocracia não são erros do conceito, mas são consequências do fracasso em burocratizar adequadamente. 
Eu defendo a burocracia como o princípio dominante de organização nas grandes e complexas organizações. 

A segunda conclusão é que a preocupação com reforma, humanização e descentralização das burocracias, enquanto salutares, apenas obscurecem a verdadeira natureza da burocracia e nos desviam do seu impacto sobre a sociedade.

O impacto sobre a sociedade é mais importante do que o impacto sobre os membros de uma organização”.

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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Dados: o novo petróleo

 


Quem souber interpretar e coletar informações valiosas a partir dos dados disponíveis terá conhecimentos que podem impulsionar seu sucesso

Com a quantidade crescente de informações disponíveis, quem souber interpretar e coletar dados estará além daqueles que não possuem essas habilidades. 

Ter a capacidade de extrair insights valiosos dos dados disponíveis é uma vantagem competitiva no mundo dos negócios atual.

Os dados podem revelar padrões e tendências emergentes, permitindo que empresas e profissionais antecipem as necessidades dos clientes e tomem decisões mais embasadas. 

Além disso, a análise de dados pode revelar oportunidades de melhoria nos processos internos, identificar áreas de ineficiência e impulsionar a inovação.


Os profissionais que dominam a coleta e interpretação de dados têm a capacidade de desvendar informações valiosas que podem levar a melhores resultados nos negócios. 

Eles podem identificar perfis de clientes, entender seus comportamentos e preferências, segmentar o mercado de forma mais precisa e personalizar estratégias de marketing.

Além disso, a análise de dados possibilita a identificação de riscos e oportunidades no ambiente de negócios, ajudando a antecipar mudanças e tomar decisões mais estratégicas. 

Essa habilidade de tomar decisões informadas e baseadas em evidências é cada vez mais valorizada no mundo corporativo.

Assim, podemos dizer que os dados são o novo petróleo nos dias modernos. 


Quem souber interpretar e coletar informações valiosas a partir dos dados disponíveis terá conhecimentos que podem impulsionar seu sucesso e superar a concorrência. 

Portanto, é fundamental investir em habilidades de análise de dados e utilizar as ferramentas e técnicas disponíveis para obter insights valiosos e tomar decisões informadas e estratégicas.

Por: Alek Maracajá - https://administradores.com.br