1. Se a carreira é minha, eu que “lute”.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
12 Pensamentos Que Mudaram Minha Carreira - PAULA BOARIN
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Automotivação??????
Quais foram os motivos?
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
É Hora de Ressignificar: Mudanças Promovidas pela Quarentena
Nós não percebemos no dia a dia, mas tudo é um signo; ou seja, todos os elementos à nossa volta, seja material ou não, representam algo, carregam seus próprios sentidos e desenvolvem as suas próprias narrativas. Mas esses significados podem variar. Até porque, somos nós quem damos significados às coisas. Assim sendo, não precisamos nos ater necessariamente ao que já está dado.
Portanto, em tempos de pandemia, quarentena e isolamento social, queremos propor que, não obstante as adversidades, desenvolvamos um novo olhar. Afinal, com o “mundo parado”, podemos observar, refletir e repensar. Acompanhe o texto com a gente e se prepare para muitas perguntas, às quais só você pode dar respostas finais que lhe satisfaçam.
Ressignificar os relacionamentos
Uma grande mudança desses tempos de ter que ficar em casa é na maneira como nos relacionamos. Tal quebra no ritmo e na forma de estabelecer conexões tem levantado questões como: por que criamos vínculos com outras pessoas? Será que é só para passar tempo? Para ocupar algum espaço? Para ganhar seguidores? Ou será que é para algo mais genuíno?
A quarentena traz incertezas e promove a distância – ou um possível excesso, quando tem-se de conviver 24h por dia com alguém. Nessas situações específicas, encontramos outras necessidades, talvez mais reais, nos relacionamentos. Ou, ao menos, essa oportunidade de ressignificar surge.
Então, qual significado que você quer que as suas relações tenham para você? E qual significado você quer ter na vida de outras pessoas? Quanto vale quantidade em nome de qualidade? E como construir conexões reais, profundas e duradouras que não se limitem ao espaço física ou às curtidas?
Ressignificar o trabalho
Especialmente quem trabalha em escritório já sabe: a pandemia veio para trazer mudanças irreversíveis no dia a dia do trabalho, ao menos em uma noção mais prática. Enquanto que, de maneira geral, o papel que a vida profissional ocupa na nossa essência, algo que já vinha sendo questionado, tem sido colocado em cheque.
Para o que estamos trabalhando tanto? Qual é o retorno de fato em nossa felicidade? Qual é o ponto gravitacional das nossas rotinas e expectativas? Esse modelo de vida que coloca o trabalho como meio e fim (leia-se: veículo e finalidade) de nossos dias e vontades parece estar caducando. Bem como essa noção de que uma vida de excessos de consumo, que só seria conquistada por submissão incondicional a um emprego, também está.
É hora perceber que ressignificar o trabalho está intimamente vinculado a encontrar uma nova, e possivelmente melhor, maneira de se viver a vida. Afinal, uma ocupação, um oficío ou algo com que se ocupar é essencial. Mas resumir-se a isso parece injusto com nós mesmos – e com a pluralidade com a qual podemos existir.
Ressignificar os propósitos de vida
Tendo já questionado sobre relacionamentos e trabalho, poderíamos seguir falando sobre temas importantes como corpo, gênero, sexualidade, alimentação… Mas, no final das contas, estamos chegando no ponto central de verdadeiramente ressignificar os propósitos de vida. Ou seja, aquilo que nos motiva e nos preenche.
O isolamento social faz isso com a gente: nos coloca sozinhos e reflexivos. E, então, nos perguntamos: qual é o meu propósito? O que é esse propósito? Eu o crio ou deixo que o criem para mim? O que é mudar esse propósito? Ele está ligado a coisas supérfluas ou ao meu “eu” genuíno? O que é a felicidade plena e o que é apenas prazer momentâneo? E nesse o que é, o que é, nunca se esqueça de:
Viver e não ter a vergonha de ser feliz!
E tem muito papo bom para pensar mais sobre isso
Levantar esses questionamentos, para conseguir encontrar repostas ao longo do tempo, fica mais fácil a partir do diálogo. Embora a solitude seja extremamente importante para encarar questões existenciais; é nas trocas que conseguimos expandir nosso repertório e encontrar diferentes maneiras de se ver o mundo.
Por conta disso, convidamos Rafa Brites, apresentadora e influenciadora de jornadas, para uma conversa no Zencast, nosso podcast sobre saúde emocional. Na entrevista conduzida por Izabella Camargo, Rafa nos guia pelo seu pensamento, que tem se revolucionado durante a quarentena.
A seguir, você pode conferir alguns dos principais pontos discutidos entre elas.
Saiba observar
Vivemos numa sociedade voltada muito para a produção. Porém, Rafa nos convida a ir para um lado mais contemplativo, no lugar de estritamente produtivo no sentido prático. Para ela, saber observar-se – realmente se olhar, sem análises nem julgamentos – é a chave para encontrar momentos construtivos durante o isolamento. Nesse sentido, ela comenta:
Quando você consegue olhar para sua vida como observador, saindo daquela confusão e se colocando nesse outro papel, é possível concluir em qual momento, por exemplo, você deixou de confiar em si mesmo.
Permita-se parar de verdade
Dedicar-se a esse projeto de ressignificação, agindo sobre pontos tão fundamentais da vida, é mais difícil de realizar dentro de uma rotina acelerada. Então, já que agora o mundo está pedindo para que paremos, usemos dessa oportunidade para de fato fazer uma pausa. No Zencast, Rafa compara a situação atual com um trem que finalmente cessou:
Nós estávamos andando num trem muito rápido. E se pulássemos, iríamos nos machucar. Mas, agora, o trem parou. Então, se tem um momento de dizer “eu vou descer, eu vou mudar”, esse momento é agora!
Volte a sonhar
Ter metas é bom. Em geral, é algo essencial para seguirmos em frente. Só que metas, por si só, são apenas isso: pontos a serem alcançados; números a serem superados. Nossa vida, porém, é muito mais do que apenas bater metas. Por isso, é possível dar um novo significado para esses objetivos, que deixam de ser meros números e viram sonhos. Não é à toa que Rafa comenta o seguinte:
Ressignificar é o caminho para voltar a sonhar.
Ressignificar para de fato viver!
A fim de concluir, vamos deixar claro: não, nós não precisamos de crises. Nós podemos crescer e nos desenvolver mesmo nas melhores condições – ou ainda: especialmente nas melhore condições. Mas uma crise tem sempre o potencial de abrir nossos olhos para o que pode ser melhorado.
Na crise atual, que se mostra indo muito além da pandemia, estamos entrando em contato com questões verdadeiramente profundas. Então, vá fundo. No seu ritmo e dentro dos seus limites. E, se não souber por onde começar, venha ouvir o episódio completo do Zencast com a Rafa Brites.
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Vale a Pena Tirar Um Período Sabático?
- Escrever um livro para crianças;
- Participar de um workshop para escritores;
- Aprender a pintar;
- Ficar fluente em espanhol;
- Começar um podcast.
- A HubSpot oferece um período sabático de 1 semana com tudo pago + 5000 dólares para quem completa 5 anos de empresa.
- A Salesforce oferece 1 semana de sabático (despesas não inclusas) para cada ano trabalhado.
- Já a Adobe dá 4 semanas de sabático com tudo pago para quem completa 5 anos de empresa também.
O que é um ano sabático?
- Sabáticos são mais longos do que férias. Em média, o estadunidense tira 2 semanas de férias ao ano, mas o sabático no mundo corporativo dura de 4 a 8 semanas e, na academia, é possível experimentar o que é 1 ano sabático inteiro.
- Diferente das férias, o sabático tem um objetivo e deve beneficiar o seu trabalho de alguma forma. O sabático deve ter um propósito e esse propósito precisa ser benéfico à organização empregadora. Os professores geralmente sabem como planejar um ano sabático para se aprofundar nas suas pesquisas ou finalizar um livro. As universidades exigem que os docentes submetam um pedido de sabático detalhando o que eles pretendem executar. Veja por exemplo o formulário de pedido de sabático da University of South Carolina, que diz:
“O período Sabático tem o intuito de proporcionar aos docentes que trabalham em período integral uma pausa nas suas tarefas usuais para executarem projetos significativos, planejados para melhorar a sua competência como professores e pesquisadores e, assim, ampliarem a sua contribuição futura para a missão da Universidade.”
Os benefícios de um período sabático
- Tirar um sabático do trabalho pode reduzir o risco e os sintomas da síndrome de burnout. Um estudo de 2011 com profissionais de organizações sem fins lucrativos na Coreia do Sul indicou que tirar 1 mês de sabático com tudo pago reduziu o burnout e melhorou a saúde - e de modo geral - aumentou o compromisso com a organização e a sensação de bem-estar nas pessoas.
- Os períodos sabáticos podem dar vazão a novas criações e descobertas. Essa é uma das principais razões pelas quais as universidades abraçaram o sabático. Os professores são liberados para executar pesquisas que seriam prejudicadas por suas tarefas usuais em sala de aula. E a ciência mostra que se concentrar em outra atividade que não o seu trabalho pode melhorar a sua habilidade de pensar em novas soluções, um fenômeno conhecido como jogo combinatório.
- Pode melhorar a retenção dos funcionários. Os períodos sabáticos estão sendo oferecidos como recompensa após 5 ou mais anos de trabalho, o que é um ótimo incentivo para aumentar a retenção das pessoas na organização. Conforme o depoimento de uma profissional no blog da Intel: “eu acho que as pessoas valorizam muito o benefício de tirar um sabático. Eles fazem contagem regressiva e pensam no primeiro sabático, mesmo quando não estão trabalhando.”
- Pode ser uma poderosa arma de recrutamento. Uma pesquisa da MetLife com mais de 2.600 funcionários revelou que os períodos sabáticos com tudo pago estavam entre os benefícios mais desejados, com 66% dos respondentes afirmando o interesse.
- Sabáticos podem fortalecer suas habilidades de liderança. Em um estudo sobre sabáticos em organizações sem fins lucrativos, 60% das pessoas contempladas com sabáticos disseram que haviam se tornado mais eficientes graças ao planejamento envolvido em tirar o período off.
- Pode melhorar a motivação e produtividade na sua equipe. Além disso, 75% dos gestores (no mesmo estudo acima) disseram que a relação com a diretoria se tornou mais produtiva devido à oportunidade de terem trabalhado juntos na implementação do período sabático na organização.
Os riscos de tirar um sabático (e como minimizá-los)
Para a empresa
Para os profissionais
Como planejar um ano sabático e aproveitá-lo ao máximo
“Se você se importa com o bem-estar de seus colaboradores, deixe-os em paz quando estiverem fora!
- Foque em apenas um objetivo. A ciência já mostrou várias vezes que independente dos nossos esforços, podemos nos concentrar apenas em 1 coisa de cada vez. Ou seja, ser uma pessoa multitarefa não funciona. Então, em vez de ter 10 objetivos para o seu sabático, escolha apenas uma das suas metas e objetivos pessoais e dê o seu melhor.
- Tenha um plano específico que indique como, quando e onde você atingirá o seu objetivo.Um estudo de 2002 publicado no British Journal of Health Psychology descobriu que não é suficiente ter a intenção de atingir um objetivo (ex. “eu vou fazer exercícios”). Os participantes tiveram mais chances de manter seus objetivos quando tinham um plano detalhado sobre como, quando e onde fariam aquela atividade (ex. "eu irei me exercitar com o auxílio de vídeos de step aeróbico na sala de estar às 18h, assim que voltar do trabalho.”)
Tirar um sabático do trabalho vale a pena?
"Uma das primeiras dificuldades para argumentar em favor do sabático é a inabilidade de medir ou, de alguma forma, quantificar os benefícios dos sabáticos". Eles reconhecem que, infelizmente, o estudo deles não ajuda muito nesse sentido também, mas apenas "dá continuidade à frustração pela falta de métricas claras que apoiem os programas de períodos sabáticos."
terça-feira, 26 de maio de 2020
4 Métodos Centificamente Comprovados para Parar de Procrastinar
Você tem um projeto enorme com o prazo se aproximando a toda velocidade, e você sabe que deveria começar a trabalhar, mas você simplesmente não consegue parar de procrastinar. Em vez de trabalhar, você responde a alguns e-mails, organiza suas pastas, liga para sua avó, e lava toda a louça – qualquer coisa para adiar esse famigerado projeto só um pouquinho.
Obviamente, esse não é o método mais produtivo que existe, especialmente quando você realmente precisa colocar a mão na massa e terminar esse maldito projeto que está na sua lista de tarefas há semanas.
Mas o que você pode fazer para se inspirar a começar a avançar nesses projetos que parecem ser imensos e inacabáveis? Parece que a ciência encontrou ótimas soluções.
Por que você sempre adia os projetos importantes?
Existem algumas razões psicológicas que podem fazer com que você seja seu pior inimigo no que diz respeito a avançar em grandes projetos. Muitas vezes, tudo se resume a uma autossabotagem da sua produtividade; pesquisadores descobriram que isso pode vir de um esforço subconsciente de autopreservação.
Se você fizer algo que é o exato contrário do que você deveria estar fazendo (por exemplo, limpar seu inbox em vez de fazer o esboço do relatório importante), você estará criando uma desculpa – um elemento externo que você poderá culpar por não ter feito progresso algum.
Outras pesquisas cientificas ilustram outras maneiras em que seu cérebro pode estar te passando a perna. Um estudo realizado pela Universidade de Yale descobriu que seu cérebro tenta simular trabalho produtivo enchendo seu tempo com tarefas pequenas e facilmente realizáveis na sua lista de tarefas. Você não estará realizando nada do seu projeto importante, mas estará sentindo que está sendo produtivo.
Seu cérebro é mesmo um malandrinho, não é?
Como parar de procrastinar e realmente começar a trabalhar
Mesmo que “just do it” seja um slogan legal, não e exatamente um conselho muito útil ou motivador para sua produtividade. Afinal, se você tivesse a força de vontade de simplesmente fazer as coisas, você já teria feito.
Então aqui estão quatro dicas comprovadas cientificamente para que você finalmente pare de procrastinar:
1. Estabeleça pequenas etapas seguindo o princípio do progresso
Você sabe que cumprir uma tarefa enorme ou um projeto desafiador é incrível, mas não é sempre tão simples assim. Ao menos que você seja algum tipo de super-herói da produtividade, você não terá ondas de genialidade e produtividade todos os dias.
Por essa razão, dividir uma tarefa grande em pequenas etapas é um ótimo truque de produtividade. Primeiramente, cria um roteiro claro de ações que você pode seguir para atingir a meta final. Em vez de sentir que você não tem a mínima ideia de por onde começar, você terá um esqueleto detalhado do que deverá acontecer, e quando.
Pesquisas recentes delineiam um fenômeno chamado “princípio do progresso” que explica que, de todas as coisas que podem turbinar as emoções e percepções durante um dia de trabalho, a mais importante é avançar em um projeto significativo. Aprender a reconhecer e celebrar essas pequenas realizações dentro de um projeto maior irá aumentar seu humor e sua motivação de maneira significativa.
Resumindo, a felicidade e a produtividade estão mais ligadas que você imagina. Então vá fundo e faça sua dancinha da felicidade quando conseguir terminar uma etapa; sua produtividade agradece.
2. Estabeleça prazos acirrados
Qual dessas afirmações dá um maior sentimento de urgência: esse projeto importante deve ser entregue em dois meses ou em 60 dias?
Se você for como a maioria das pessoas, o prazo delineado em dias instaura um sentimento muito maior de urgência. É um pouco contra intuitivo, você poderia penar que o número maior seria um pouco mais confortante. Porém, delimitar tarefas em dias (em vez de em meses) pode realmente ajudar a ter aquele chute no traseiro de que você precisa para trabalhar.
Durante um estudo realizado na Universidade de Michigan e na USC, participantes foram divididos em dois grupos. Perguntaram ao primeiro grupo se eles fossem se aposentar em 40 anos, quando eles deveriam começar a economizar para a aposentadoria. Perguntaram ao segundo grupo se eles fossem se aposentar em 14.600 dias (o equivalente a 40 anos), quando deveriam começar a economizar?
Como previsto, o grupo que recebeu o tempo medido em dias sentiu mais urgência para começar a economizar mais cedo comparado com o grupo que recebeu a medida em anos.
Mas por quê? De acordo com os pesquisadores, estabelecer prazos em dias conecta melhor seu “eu” futuro com seu “eu” presente, aumentando assim o sentimento de que o tempo está se esgotando.
Se você for como a maioria das pessoas, o prazo delineado em dias instaura um sentimento muito maior de urgência. É um pouco contra intuitivo, você poderia penar que o número maior seria um pouco mais confortante. Porém, delimitar tarefas em dias (em vez de em meses) pode realmente ajudar a ter aquele chute no traseiro de que você precisa para trabalhar.3. Você não está fazendo uma maratona
Quando você tem um prazo que se aproxima como uma tempestade escura, é muito fácil pensar que o que você deve fazer é se estacionar na frente do computador até que você esteja exausto e com olheiras até os joelhos, até a madrugada.
Mas, como descobertas cientificas indicam, você teria melhores resultados se trabalhasse aos pouquinhos em vez de fazer maratonas de trabalho. Na verdade, fazer sessões de trabalho de 52 minutos com pausas de 17 minutos pode ser o ideal absoluto para aumentar sua produtividade.
Se você não gostar desses horários malucos, a Técnica Pomodoro é um método de gestão do tempo de 25 minutos que ajudará que você tenha certeza de que está tomando suas pausas quando deve, e que seu cérebro tem tempo de recuperar o fôlego.
Pode parecer contra produtivo fazer pausas quando você está tentando acabar algo rápido. Contudo, elas podem realmente ajudar sua sanidade e sua produtividade. Além do que, a ciência está aqui para apoiá-las. Pesquisadores analisaram as atividades cerebrais de pessoas que estavam sonhando acordadas, e descobriram que regiões associadas com resoluções de problemas complexos estavam altamente ativas durante esse período:
4. Seu stress está te autossabotando
- 57% dos funcionários que sentiam altos níveis de stress no trabalho se sentiam menos produtivos e desengajados
- 68% dos funcionários sentiam que as horas de que precisavam para completar o trabalho a cada dia não cabiam no dia de trabalho
- Altos níveis de stress no trabalho estão correlacionados com absenteísmo










