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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

12 Pensamentos Que Mudaram Minha Carreira - PAULA BOARIN


1. Se a carreira é minha, eu que “lute”.

2.Toda empresa terá problemas, preciso escolher com quais problemas eu quero lidar.
3.Meu chefe não é perfeito, mas eu também não sou.
4.Quem tem um não tem nenhum. *Sobre a importância de ter um plano B 
5.Resistir não adianta. Ou contorna ou trava.
6.O peixe morre pela boca. Calar por vezes é a melhor estratégia.
7.Networking é poupança para sacar é preciso depositar.
8.Entregar sem “cacarejar” é trabalhar dobrado. Preciso falar sobre o que eu faço.
9.Não me preocupo ou sofro com problemas que não cabe a mim resolver.
10. Se o dinheiro vem com dor ou por meios tortos ele não fica com você.
11.Foca no teu e pare de olhar pro lado.
12.Quem não ouve a própria intuição se perde no caminho.

E você? Que insight ou pensamento mudou sua carreira?

Copiado: https://www.linkedin.com/in/mentordecarreira/

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Automotivação??????

Automotivação é o ato de motivar a si mesmo, provocada por estímulos internos. A pessoa é o que é, pois encontra motivos dentro de si para alcançar seus objetivos, age de acordo com o que tem que ser feito.

 Já se sentiu assim em algum momento de sua carreira? 

Quais foram os motivos?

Por mais que exista a automotivação que é o ato de motivar a si mesmo, provocada por estímulos internos, para que ocorra a identificação e pleno engajamento com o trabalho/empresa o trabalhador também precisa de muitos estímulos externos: 
  • clima de trabalho favorável, 
  • relacionamento com a equipe, 
  • liderança comprometida, 
  • propósito definido, 
  • metas claras, 
  • expectativas bem definidas, 
  • recursos para trabalhar, 
  • feedback, 
  • plano de carreia, 
  • reconhecimento e 
  • remuneração compatível.

Copiado: https://www.linkedin.com/in/admfabioarruda/

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

É Hora de Ressignificar: Mudanças Promovidas pela Quarentena

 


Mesmo com tantos desafios, talvez estejamos no melhor momento para ressignificar muitos aspectos da nossa vida. Caso você ainda não esteja familiarizado com essa palavra… Bom, ela é autoexplicativa, descrevendo a ação de dar novos significados e encontrar diferentes sentidos.

Nós não percebemos no dia a dia, mas tudo é um signo; ou seja, todos os elementos à nossa volta, seja material ou não, representam algo, carregam seus próprios sentidos e desenvolvem as suas próprias narrativas. Mas esses significados podem variar. Até porque, somos nós quem damos significados às coisas. Assim sendo, não precisamos nos ater necessariamente ao que já está dado.

Portanto, em tempos de pandemia, quarentena e isolamento social, queremos propor que, não obstante as adversidades, desenvolvamos um novo olhar. Afinal, com o “mundo parado”, podemos observar, refletir e repensar. Acompanhe o texto com a gente e se prepare para muitas perguntas, às quais só você pode dar respostas finais que lhe satisfaçam.

Ressignificar os relacionamentos 

Uma grande mudança desses tempos de ter que ficar em casa é na maneira como nos relacionamos. Tal quebra no ritmo e na forma de estabelecer conexões tem levantado questões como: por que criamos vínculos com outras pessoas? Será que é só para passar tempo? Para ocupar algum espaço? Para ganhar seguidores? Ou será que é para algo mais genuíno?

A quarentena traz incertezas e promove a distância – ou um possível excesso, quando tem-se de conviver 24h por dia com alguém. Nessas situações específicas, encontramos outras necessidades, talvez mais reais, nos relacionamentos. Ou, ao menos, essa oportunidade de ressignificar surge.

Então, qual significado que você quer que as suas relações tenham para você? E qual significado você quer ter na vida de outras pessoas? Quanto vale quantidade em nome de qualidade? E como construir conexões reais, profundas e duradouras que não se limitem ao espaço física ou às curtidas?

Ressignificar o trabalho

Especialmente quem trabalha em escritório já sabe: a pandemia veio para trazer mudanças irreversíveis no dia a dia do trabalho, ao menos em uma noção mais prática. Enquanto que, de maneira geral, o papel que a vida profissional ocupa na nossa essência, algo que já vinha sendo questionado, tem sido colocado em cheque.

Para o que estamos trabalhando tanto? Qual é o retorno de fato em nossa felicidade? Qual é o ponto gravitacional das nossas rotinas e expectativas? Esse modelo de vida que coloca o trabalho como meio e fim (leia-se: veículo e finalidade) de nossos dias e vontades parece estar caducando. Bem como essa noção de que uma vida de excessos de consumo, que só seria conquistada por submissão incondicional a um emprego, também está. 

É hora perceber que ressignificar o trabalho está intimamente vinculado a encontrar uma nova, e possivelmente melhor, maneira de se viver a vida. Afinal, uma ocupação, um oficío ou algo com que se ocupar é essencial. Mas resumir-se a isso parece injusto com nós mesmos – e com a pluralidade com a qual podemos existir.

Ressignificar os propósitos de vida

Tendo já questionado sobre relacionamentos e trabalho, poderíamos seguir falando sobre temas importantes como corpo, gênero, sexualidade, alimentação… Mas, no final das contas, estamos chegando no ponto central de verdadeiramente ressignificar os propósitos de vida. Ou seja, aquilo que nos motiva e nos preenche.

O isolamento social faz isso com a gente: nos coloca sozinhos e reflexivos. E, então, nos perguntamos: qual é o meu propósito? O que é esse propósito? Eu o crio ou deixo que o criem para mim? O que é mudar esse propósito? Ele está ligado a coisas supérfluas ou ao meu “eu” genuíno? O que é a felicidade plena e o que é apenas prazer momentâneo? E nesse o que é, o que é, nunca se esqueça de:  

Viver e não ter a vergonha de ser feliz!

E tem muito papo bom para pensar mais sobre isso

Levantar esses questionamentos, para conseguir encontrar repostas ao longo do tempo, fica mais fácil a partir do diálogo. Embora a solitude seja extremamente importante para encarar questões existenciais; é nas trocas que conseguimos expandir nosso repertório e encontrar diferentes maneiras de se ver o mundo.

Por conta disso, convidamos Rafa Brites, apresentadora e influenciadora de jornadas, para uma conversa no Zencast, nosso podcast sobre saúde emocional. Na entrevista conduzida por Izabella Camargo, Rafa nos guia pelo seu pensamento, que tem se revolucionado durante a quarentena.

A seguir, você pode conferir alguns dos principais pontos discutidos entre elas.

Saiba observar

Vivemos numa sociedade voltada muito para a produção. Porém, Rafa nos convida a ir para um lado mais contemplativo, no lugar de estritamente produtivo no sentido prático. Para ela, saber observar-se – realmente se olhar, sem análises nem julgamentos – é a chave para encontrar momentos construtivos durante o isolamento. Nesse sentido, ela comenta:

Quando você consegue olhar para sua vida como observador, saindo daquela confusão e se colocando nesse outro papel, é possível concluir em qual momento, por exemplo, você deixou de confiar em si mesmo.

Permita-se parar de verdade

Dedicar-se a esse projeto de ressignificação, agindo sobre pontos tão fundamentais da vida, é mais difícil de realizar dentro de uma rotina acelerada. Então, já que agora o mundo está pedindo para que paremos, usemos dessa oportunidade para de fato fazer uma pausa. No Zencast, Rafa compara a situação atual com um trem que finalmente cessou:

Nós estávamos andando num trem muito rápido. E se pulássemos, iríamos nos machucar. Mas, agora, o trem parou. Então, se tem um momento de dizer “eu vou descer, eu vou mudar”, esse momento é agora! 

Volte a sonhar

Ter metas é bom. Em geral, é algo essencial para seguirmos em frente. Só que metas, por si só, são apenas isso: pontos a serem alcançados; números a serem superados. Nossa vida, porém, é muito mais do que apenas bater metas. Por isso, é possível dar um novo significado para esses objetivos, que deixam de ser meros números e viram sonhos. Não é à toa que Rafa comenta o seguinte: 

Ressignificar é o caminho para voltar a sonhar.

Ressignificar para de fato viver!

A fim de concluir, vamos deixar claro: não, nós não precisamos de crises. Nós podemos crescer e nos desenvolver mesmo nas melhores condições – ou ainda: especialmente nas melhore condições. Mas uma crise tem sempre o potencial de abrir nossos olhos para o que pode ser melhorado.

Na crise atual, que se mostra indo muito além da pandemia, estamos entrando em contato com questões verdadeiramente profundas. Então, vá fundo. No seu ritmo e dentro dos seus limites. E, se não souber por onde começar, venha ouvir o episódio completo do Zencast com a Rafa Brites. 

Ressignificar não acontece de uma hora para outra. Comece por onde for possível e lembre-se: você não está sozinho. Se esse período estiver desgastante emocionalmente para você, não hesite em procurar ajuda. 

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Vale a Pena Tirar Um Período Sabático?

Quando eu embarquei no meu voo para Paris no verão passado, para um período sabático de 3 meses, eu estava na expectativa de cumprir vários projetos: 
  • Escrever um livro para crianças; 
  • Participar de um workshop para escritores; 
  • Aprender a pintar;
  • Ficar fluente em espanhol; 
  • Começar um podcast. 
Após 2 anos sem férias, fazer um sabático era exatamente o que eu precisava para descansar e voltar para o trabalho com 100% de energia renovada. Mas as minhas expectativas estavam um pouco fora da realidade.
Eu estava prestes a descobrir que ter um sabático de sucesso requer reduzir o seu foco, entender as limitações, gerenciar expectativas e, acima de tudo, aceitar os imprevistos.
A origem do ano sabático
A palavra “sabático” está relacionada a “Sabbath”, o termo bíblico para um dia de descanso, ou o sétimo dia. 
De acordo com a lei Judaica, as áreas agrícolas em Israel devem permanecer intocadas — nada de irrigar, plantar ou colher — a cada 7 anos, dando ao solo um tempo de recuperação. O período sabático tem o mesmo significado para humanos: a cada 6 anos ou mais, profissionais são recompensados com uma pausa estendida para descansar e tocar outros projetos revigorantes e que contribuam para seu trabalho.
Antes um benefício associado apenas à academia (Harvard foi a primeira a instituir os sabáticos em 1880), agora o sabático está se popularizando também no mundo corporativo. Por exemplo: 
  • HubSpot oferece um período sabático de 1 semana com tudo pago + 5000 dólares para quem completa 5 anos de empresa. 

  • A Salesforce oferece 1 semana de sabático (despesas não inclusas) para cada ano trabalhado.

  • Já a Adobe dá 4 semanas de sabático com tudo pago para quem completa 5 anos de empresa também.
Coincidentemente, meu sabático caiu no 7˚ ano de trabalho como escritora freelancer. No retorno, ficou claro para mim que esses 3 meses sabáticos foram bem positivos para mim e meus clientes.
A ciência está aí confirmar que fazer intervalos melhora a produtividade, mas o que dizer desses períodos sabáticos mais longos? Qual o significado do ano sabático para a produtividade e a criatividade? Para responder a essas perguntas, eu decidi analisar as pesquisas científicas já produzidas na área e minha própria experiênciaAcompanhe os insights a seguir!

O que é um ano sabático?

As palavras “sabático” e “férias” são frequentemente usadas como sinônimos, mas há 2 grandes diferenças entre as duas palavras:
  • Sabáticos são mais longos do que férias. Em média, o estadunidense tira 2 semanas de férias ao ano, mas o sabático no mundo corporativo dura de 4 a 8 semanas e, na academia, é possível experimentar o que é 1 ano sabático inteiro.

  • Diferente das férias, o sabático tem um objetivo e deve beneficiar o seu trabalho de alguma forma. O sabático deve ter um propósito e esse propósito precisa ser benéfico à organização empregadora. Os professores geralmente sabem como planejar um ano sabático para se aprofundar nas suas pesquisas ou finalizar um livro. As universidades exigem que os docentes submetam um pedido de sabático detalhando o que eles pretendem executar. Veja por exemplo o formulário de pedido de sabático da University of South Carolina, que diz:

“O período Sabático tem o intuito de proporcionar aos docentes que trabalham em período integral uma pausa nas suas tarefas usuais para executarem projetos significativos, planejados para melhorar a sua competência como professores e pesquisadores e, assim, ampliarem a sua contribuição futura para a missão da Universidade.”


Então, o que é um ano sabático? Não, não se trata de férias mais longas. Em outras palavras, é um intervalo para você executar um projeto e retornar com novas pesquisas, ideias ou criações que irão beneficiar a sua carreira e a organização.

Os benefícios de um período sabático

Por que alguém deveria fazer uma pausa no trabalho por algumas semanas? E afinal, por que empregadores permitiriam isso? De acordo com pesquisas, há muitos benefícios:
  • Os períodos sabáticos podem dar vazão a novas criações e descobertas. Essa é uma das principais razões pelas quais as universidades abraçaram o sabático. Os professores são liberados para executar pesquisas que seriam prejudicadas por suas tarefas usuais em sala de aula. E a ciência mostra que se concentrar em outra atividade que não o seu trabalho pode melhorar a sua habilidade de pensar em novas soluções, um fenômeno conhecido como jogo combinatório.

  • Pode melhorar a retenção dos funcionários. Os períodos sabáticos estão sendo oferecidos como recompensa após 5 ou mais anos de trabalho, o que é um ótimo incentivo para aumentar a retenção das pessoas na organização. Conforme o depoimento de uma profissional no blog da Intel: “eu acho que as pessoas valorizam muito o benefício de tirar um sabático. Eles fazem contagem regressiva e pensam no primeiro sabático, mesmo quando não estão trabalhando.”

  • Pode melhorar a motivação e produtividade na sua equipe. Além disso, 75% dos gestores (no mesmo estudo acima) disseram que a relação com a diretoria se tornou mais produtiva devido à oportunidade de terem trabalhado juntos na implementação do período sabático na organização.

Os riscos de tirar um sabático (e como minimizá-los)

Tirar um sabático no trabalho é uma coisa ótima (especialmente se for você tirando), mas a grande pergunta é: quais são os riscos para a empresa e para os profissionais durante a ausência prolongada?

Para a empresa

⚠️Risco: os profissionais podem pedir demissão após voltarem de um sabático. Se a empresa passa a oferecer um sabático com tudo pago, ela já calcular as possíveis perdas no caso do pedido de demissão após o retorno.
Solução: criar um acordo em que o profissional deva ficar por um certo tempo após o sabático ou, de outro modo, terá que reembolsar a empresa pelo período de ausência.
⚠️Risco: oferecer sabáticos com tudo pago pode colocar a empresa em uma situação financeira complicada. Pagar enquanto essa pessoa não está trabalhando pode prejudicar os recursos financeiros da empresa.


✅Solução: considere oferecer 50% do pagamento ou faça um contrato declarando o que precisa acontecer caso o investimento não seja retornado.Pode parecer contraintuitivo pagar pelo tempo que o profissional não está trabalhando, mas lembre-se de que o propósito do sabático não é dar ao colaborador umas férias pagas, mas sim investir nessa pessoa para que ela volte ao trabalho com novas habilidades e com as energias renovadas para melhorar a organização no longo prazo.

⚠️Risco: o sabático de alguém pode gerar sobrecarga em quem ficou no escritório. Ficar sem um membro da equipe por 3 ou 6 meses, ou mesmo 1 ano parece impossível, especialmente se estamos falando dos executivos.


✅Solução: dê bastante tempo de pré-sabático para preparar e treinar colaboradores interinos. Além disso, planeje como vocês poderão entrar em contato durante o sabático caso você precise da sua assistência.



⚠️Risco: colaboradores podem não ter o retorno sobre investimento esperado.Infelizmente, é possível que um sabático não compense da maneira como o empregador espera que aconteça. Em um estudo de Michael Miller e Kang Bai, docentes que tiraram um ano sabático para aprimorar sua forma de ensinar não mostram melhorias após o retorno, de acordo com a avaliação dos estudantes. De fato, a única mudança estatisticamente significativa foi que a satisfação dos estudantes caiu.

✅ Solução: alinhar expectativas e se preparar completamente. Os autores do estudo recomendam que a chefia de departamento assuma um papel mais ativo no trabalho pré-sabático para “alinhar as expectativas do docente e do departamento, preparar a saída e a reentrada do docente e promover e demonstrar o sucesso do seu sabático.” É também importante notar que os sabáticos podem melhorar aspectos que são difíceis de medir, como a criatividade. Então nem sempre aprimorar os resultados da organização reflete o que é um ano sabático ou seu propósito.


Para os profissionais

⚠️Risco: pode ser difícil voltar ao trabalho. Baseado na minha própria experiência e em uma pesquisa que fiz, a parte mais difícil do sabático é voltar ao trabalho.


✅Solução: leve isso em conta antes de fazer o sabático e busque ajuda depois. Algumas empresas permitem que colaboradores que estão voltando de um sabático façam uma apresentação sobre o que aprenderam enquanto estavam fora como forma de reinserção e compartilhamento com o time.



⚠️Risco: Receber apenas 50% do salário pode prejudicar o sabático em termos financeiros.Como autônoma, eu não fui paga por nenhuma empresa para tirar meu sabático. O estresse de ver o dinheiro sair da minha conta bancária todos os meses sem ver nenhum dinheiro entrando foi sufocante em alguns momentos.



✅Solução: ganhe dinheiro extra e economize o suficiente pensando no sabático e no tempo sem remuneração. Além disso, você pode se aplicar para bolsas e benefícios que ajudem a financiar o seu sabático.



⚠️Risco: profissionais podem perder o trabalho após o sabático. No meu caso, eu sabia que se deixasse meus clientes por 3 meses havia uma chance de que eles me substituíssem por outro freelancer. Para quem é empregado, pode haver receio de sofrer uma demissão enquanto estão fora.



✅Solução: tanto empregador quanto colaborador devem ser completamente transparentes sobre suas expectativas. Tenha uma conversa aberta com a gestão sobre o que pode acontecer enquanto você estiver fora e quando retornar. Você também pode pedir um contrato que garanta que você não será substituído enquanto estiver fora, ou que lhe garanta um emprego por um certo período de tempo após seu retorno.

Como planejar um ano sabático e aproveitá-lo ao máximo

Em um estudo publicado em 2010, James Campbell Quick e seus colegas conduziram um experimento com membro do corpo docente de 10 universidade de Israel, Nova Zelândia e Estados Unidos. 
Ao todo, 129 pessoas que tiraram um sabático foram combinadas com 129 controles (docentes do mesmo nível, senioridade, sexo e departamento que não haviam tirado um sabático). As pessoas e os controles foram testados antes, durante e depois do seu sabático, e os pesquisadores concluíram que, em geral, os sabáticos promovem, sim, o bem-estar
Os autores do estudo também compartilharam alguns insights que podem ajudar a entender o que é um ano sabático e como aproveitá-lo da melhor forma a seguir.
Conheça suas limitações e habilidades. Os participantes do estudo que experimentaram a maior recuperação do burnout foram aqueles com alta autoeficácia no repouso, o que significa que eles acreditavam na sua habilidade de vencer desafios de como se ajustar a novas circunstâncias ou lidar com situações novas. Então, se você quiser aproveitar o seu sabático ao máximo, os pesquisadores recomendam customizá-lo de acordo com suas habilidades e necessidades. Colocar-se em uma situação que está muito distante da sua zona de conforto pode prejudicar o quando você conseguirá relaxar.
Busque ter controle sobre o seu trabalho enquanto você está em um sabático. Mesmo após voltar ao trabalho, docentes que consideravam ter mais controle durante seu sabático —como ser capaz de decidir quando e como trabalhariam — apresentaram níveis de estresse significativamente menores.
Ir para o exterior é mais recompensador, mas também tem um risco maior.Docentes que passaram seu sabático fora do país se beneficiaram mais do que aqueles que ficaram em casa. No entanto, infelizmente, o estudo diz que “aqueles que moraram fora se beneficiaram mais, mas pagaram um preço maior ao retornar.”
A parte mais difícil do processo de um sabático muitas vezes é o retorno, também conhecido como “reentrada”ou “repatriação”. Muitas pessoas experimentam o choque de cultura reverso ou mesmo depressão ao retornar ao trabalho depois de um longo período fora. Algumas empresas contratam coaches de sabático para ajudar os profissionais no retorno ao trabalho.


Saber como se desligar do trabalho enquanto está fora. A descoberta mais significativa do estudo de Quick foi que o desapego — a redução do contato com seu local de trabalho — teve o maior impacto sobre o bem-estar de quem tirou o sabático. Os pesquisadores explicaram isso da seguinte forma: 

“Se você se importa com o bem-estar de seus colaboradores, deixe-os em paz quando estiverem fora!
 Com base em mais pesquisas, aqui vão   mais dicas de estratégias para aproveitar ao máximo o seu sabático:
  • Foque em apenas um objetivo. A ciência já mostrou várias vezes que independente dos nossos esforços, podemos nos concentrar apenas em 1 coisa de cada vez. Ou seja, ser uma pessoa multitarefa não funciona. Então, em vez de ter 10 objetivos para o seu sabático, escolha apenas uma das suas metas e objetivos pessoais e dê o seu melhor.

  • Tenha um plano específico que indique como, quando e onde você atingirá o seu objetivo.Um estudo de 2002 publicado no British Journal of Health Psychology descobriu que não é suficiente ter a intenção de atingir um objetivo (ex. “eu vou fazer exercícios”). Os participantes tiveram mais chances de manter seus objetivos quando tinham um plano detalhado sobre como, quando e onde fariam aquela atividade (ex. "eu irei me exercitar com o auxílio de vídeos de step aeróbico na sala de estar às 18h, assim que voltar do trabalho.”)

Tirar um sabático do trabalho vale a pena?

De acordo com a pesquisa, o sabático traz muitos benefícios, incluindo a redução do burnout, a melhoria na saúde e maior retenção de colaboradores. Mas isso vem com riscos como a possível perda de dinheiro, tanto para colaborador quanto para empregador, dificuldades de voltar ao trabalho e não compensar o retorno sobre investimento.
No meu caso, passar 3 meses sem ver o dinheiro entrando foi angustiante em alguns momentos, e voltar para o meu trabalho foi muito mais estressante do que a vida pré-sabático. 
E quanto aos meus objetivos de escrever um livro para crianças, frequentar um workshop para escritores, aprender a pintar, ficar fluente em espanhol e começar um podcast? Eu completei apenas 1 dos 5. 
Se eu reduzisse o sucesso do meu sabático ao quanto eu realizei essas atividades, então ele teria sido um fracasso.
Qual é o valor de ter superado meus medos e conquistar um dos meus sonhos de vida, que era cantar como uma artista de rua em Paris? Como quantificar os benefícios de escrever poemas dos quais eu tenho um orgulho imenso? Quanto valem as novas amizades e experiências incríveis?
Nas palavras de Miller e Bai:
"Uma das primeiras dificuldades para argumentar em favor do sabático é a inabilidade de medir ou, de alguma forma, quantificar os benefícios dos sabáticos". Eles reconhecem que, infelizmente, o estudo deles não ajuda muito nesse sentido também, mas apenas "dá continuidade à frustração pela falta de métricas claras que apoiem os programas de períodos sabáticos."
Mesmo assim, eles continuam afirmando que "períodos sabáticos podem fazer uma diferença substancial na carreira e no trabalho intelectual."
Então, talvez a questão não seja entender exatamente o que é um ano sabático e julgar - necessariamente - seus benefícios por um ganho quantitativo de produtividade.ao Talvez a questão seja apenas entender esse tempo de descanso como necessário para reenergizar as pessoas, da mesma forma que a terra descansa em uma estação e dá frutos em outra.

terça-feira, 26 de maio de 2020

4 Métodos Centificamente Comprovados para Parar de Procrastinar

Você tem um projeto enorme com o prazo se aproximando a toda velocidade, e você sabe que deveria começar a trabalhar, mas você simplesmente não consegue parar de procrastinar. Em vez de trabalhar, você responde a alguns e-mails, organiza suas pastas, liga para sua avó, e lava toda a louça – qualquer coisa para adiar esse famigerado projeto só um pouquinho.
Obviamente, esse não é o método mais produtivo que existe, especialmente quando você realmente precisa colocar a mão na massa e terminar esse maldito projeto que está na sua lista de tarefas há semanas.
Mas o que você pode fazer para se inspirar a começar a avançar nesses projetos que parecem ser imensos e inacabáveis? Parece que a ciência encontrou ótimas soluções.

Por que você sempre adia os projetos importantes?

Existem algumas razões psicológicas que podem fazer com que você seja seu pior inimigo no que diz respeito a avançar em grandes projetos. Muitas vezes, tudo se resume a uma autossabotagem da sua produtividade; pesquisadores descobriram que isso pode vir de um esforço subconsciente de autopreservação.
Se você fizer algo que é o exato contrário do que você deveria estar fazendo (por exemplo, limpar seu inbox em vez de fazer o esboço do relatório importante), você estará criando uma desculpa – um elemento externo que você poderá culpar por não ter feito progresso algum.
Outras pesquisas cientificas ilustram outras maneiras em que seu cérebro pode estar te passando a perna. Um estudo realizado pela Universidade de Yale descobriu que seu cérebro tenta simular trabalho produtivo enchendo seu tempo com tarefas pequenas e facilmente realizáveis na sua lista de tarefas. Você não estará realizando nada do seu projeto importante, mas estará sentindo que está sendo produtivo.
Seu cérebro é mesmo um malandrinho, não é?

Como parar de procrastinar e realmente começar a trabalhar

Mesmo que “just do it” seja um slogan legal, não e exatamente um conselho muito útil ou motivador para sua produtividade. Afinal, se você tivesse a força de vontade de simplesmente fazer as coisas, você já teria feito.
Então aqui estão quatro dicas comprovadas cientificamente para que você finalmente pare de procrastinar:

1. Estabeleça pequenas etapas seguindo o princípio do progresso

Você sabe que cumprir uma tarefa enorme ou um projeto desafiador é incrível, mas não é sempre tão simples assim. Ao menos que você seja algum tipo de super-herói da produtividade, você não terá ondas de genialidade e produtividade todos os dias.
Por essa razão, dividir uma tarefa grande em pequenas etapas é um ótimo truque de produtividade. Primeiramente, cria um roteiro claro de ações que você pode seguir para atingir a meta final. Em vez de sentir que você não tem a mínima ideia de por onde começar, você terá um esqueleto detalhado do que deverá acontecer, e quando.
Pesquisas recentes delineiam um fenômeno chamado “princípio do progresso” que explica que, de todas as coisas que podem turbinar as emoções e percepções durante um dia de trabalho, a mais importante é avançar em um projeto significativo. Aprender a reconhecer e celebrar essas pequenas realizações dentro de um projeto maior irá aumentar seu humor e sua motivação de maneira significativa.
Resumindo, a felicidade e a produtividade estão mais ligadas que você imagina. Então vá fundo e faça sua dancinha da felicidade quando conseguir terminar uma etapa; sua produtividade agradece.

2. Estabeleça prazos acirrados

Qual dessas afirmações dá um maior sentimento de urgência: esse projeto importante deve ser entregue em dois meses ou em 60 dias?
Se você for como a maioria das pessoas, o prazo delineado em dias instaura um sentimento muito maior de urgência. É um pouco contra intuitivo, você poderia penar que o número maior seria um pouco mais confortante. Porém, delimitar tarefas em dias (em vez de em meses) pode realmente ajudar a ter aquele chute no traseiro de que você precisa para trabalhar.
Durante um estudo realizado na Universidade de Michigan e na USC, participantes foram divididos em dois grupos. Perguntaram ao primeiro grupo se eles fossem se aposentar em 40 anos, quando eles deveriam começar a economizar para a aposentadoria. Perguntaram ao segundo grupo se eles fossem se aposentar em 14.600 dias (o equivalente a 40 anos), quando deveriam começar a economizar?
Como previsto, o grupo que recebeu o tempo medido em dias sentiu mais urgência para começar a economizar mais cedo comparado com o grupo que recebeu a medida em anos.
Mas por quê? De acordo com os pesquisadores, estabelecer prazos em dias conecta melhor seu “eu” futuro com seu “eu” presente, aumentando assim o sentimento de que o tempo está se esgotando.

3. Você não está fazendo uma maratona

Quando você tem um prazo que se aproxima como uma tempestade escura, é muito fácil pensar que o que você deve fazer é se estacionar na frente do computador até que você esteja exausto e com olheiras até os joelhos, até a madrugada.
Mas, como descobertas cientificas indicam, você teria melhores resultados se trabalhasse aos pouquinhos em vez de fazer maratonas de trabalho. Na verdade, fazer sessões de trabalho de 52 minutos com pausas de 17 minutos pode ser o ideal absoluto para aumentar sua produtividade.
Se você não gostar desses horários malucos, a Técnica Pomodoro é um método de gestão do tempo de 25 minutos que ajudará que você tenha certeza de que está tomando suas pausas quando deve, e que seu cérebro tem tempo de recuperar o fôlego.
Pode parecer contra produtivo fazer pausas quando você está tentando acabar algo rápido. Contudo, elas podem realmente ajudar sua sanidade e sua produtividade. Além do que, a ciência está aqui para apoiá-las. Pesquisadores analisaram as atividades cerebrais de pessoas que estavam sonhando acordadas, e descobriram que regiões associadas com resoluções de problemas complexos estavam altamente ativas durante esse período:

4. Seu stress está te autossabotando

Mesmo que a dica de tomar uma distância e respirar um pouco possa parecer um clichê, ela é realmente válida.
Níveis elevados de stress podem destruir sua produtividade. Como mostra essa pesquisa da Towers Watson, 57% dos funcionários que sofrem com stress elevado no trabalho eram significativamente menos produtivos, e até se sentiam desengajados do próprio trabalho.

De acordo com pesquisas realizadas pela Tower Watson, existem correlações surpreendentes entre stress e produtividade (ou a falta dela):
  • 57% dos funcionários que sentiam altos níveis de stress no trabalho se sentiam menos produtivos e desengajados
  • 68% dos funcionários sentiam que as horas de que precisavam para completar o trabalho a cada dia não cabiam no dia de trabalho
  • Altos níveis de stress no trabalho estão correlacionados com absenteísmo
Então se você sentir um nó na barriga e você estiver suando frio, descanse um pouco vá respirar. Você poderá atacar seu projeto com muito mais foco, atenção e com menos pânico.

Pare de procrastinar, de verdade dessa vez

Esses projetos grandes que você andou adiando já devem ser suficientes para criar um nó na barriga e uma sensação de desastre iminente. Mas você não precisa se esconder em baixo de sua mesa e se esconder até que ele desapareça – isso não irá ajudar em nada além de rasgar sua calça no joelho.
Em vez disso, siga esses quatro métodos cientificamente comprovados, e ataque esse projeto assustador de uma vez por todas – ou, pelo menos até que o próximo apareça.