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quarta-feira, 27 de abril de 2022

Afinal Inovadores, o Que Significa DISRUPÇÃO ?


 O termo tem sido visto com cada vez mais frequência no ambiente de negócios e você provavelmente vê o uso do termo disrupção para descrever algo surpreendente ou inovador em modelos de negócios, em produtos ou até mesmo em serviços e provavelmente tem sido usado incorretamente nas organizações.

Desde que Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, propôs pela primeira vez sua teoria da Inovação Disruptiva em 1995, o termo tem sido amplamente cooptado e desviado pela comunidade empresarial. 

O resultado é o que acontece quando as palavras são mal utilizadas pelas massas: a palavra assume o significado mal utilizado.

Disrupção no jargão empresarial comumente significa inovar de uma maneira nova ou surpreendente ou até mesmo romper com o paradigma atual. 

Mas recentemente, em publicação na Harvard Business Review, o próprio Christensen acrescentou clareza ao termo, juntamente com os co-autores Michael E. Raynor (diretor da Deloitte Consulting) e Rory MacDonald (professor da HBS). 

Muitas pessoas, escrevem eles, “usam o termo livremente para invocar o conceito de inovação em apoio de qualquer coisa que desejem fazer”.

As dúvidas partem do próprio significado da palavra disrupção, mesmo sem associação com inovação. 

Em português, no dicionário, seu significado está associado ao ato de romper, de interromper o curso natural, de gerar uma ruptura. 

A etimologia da palavra disrupção vem do latim disruptio.onis, ou seja, fratura ou quebra. Adicionalmente, o fato de existirem diversas definições de inovação aumentam o desafio para correta interpretação do termo inclusive com a conclusão que inovação disruptiva é o mesmo que subir para cima, ou seja, um pleonasmo.

De acordo com o artigo da HBS, inovação disruptiva não se aplica necessariamente para todo o mercado onde os os entrantes fizeram as empresas históricas tropeçarem. 

Em outras palavras, só porque uma startup conquistou clientes com um avanço de alta tecnologia, isso não significa que você de fato atrapalhou a velha guarda.

Disrupção só acontece quando as empresas de mercado estão tão focadas em agradar seus clientes mais lucrativos que negligenciam ou julgam mal as necessidades de seus outros segmentos. Se uma empresa aparecer e conquistar os segmentos negligenciados – com melhor preço ou funcionalidade sua inovação é potencialmente disruptiva. 

Mas a razão não é necessariamente porque o que você está fazendo é tão novo ou de alta tecnologia. É porque as grandes empresas que estão focando nos segmentos de alto lucro ainda não responderam adequadamente à sua entrada.

A verdadeira disrupção acontece quando o recém-chegado, já tendo conquistado os clientes que os líderes de mercado estão negligenciando, começam a conquistar também os clientes de alta margem até o ponto de tirá-los do mercado. Ou seja, a chave para os recém-chegados é entregar o nível de serviço e desempenho atualmente exigido pelo mercado, preservando as vantagens que levaram ao seu sucesso inicial.

De acordo com Christensen, por exemplo, o Uber não está atrapalhando o negócio de táxi e é bem provável que os serviços coexistam por algum tempo. Segundo ele, é difícil afirmar que a empresa encontrou uma oportunidade realmente de baixo custo. Ou seja, apesar das diferenças no modelo de negócios, a estrutura de custos do Uber é muito similar a dos táxis em grande parte do mundo com preços na mesma ordem de grandeza. Além disso, o Uber também não visava principalmente os usuários contínuos de táxi, pessoas que achavam as alternativas existentes tão caras ou inconvenientes que pegavam o transporte público ou dirigiam. Afinal, o serviço foi lançado em São Francisco (um mercado de táxis bem servido) e os seus clientes já eram pessoas com o hábito de contratar caronas.

O que o Uber está fazendo é, sem dúvida e principalmente, aumentar a demanda total e não capturar os clientes de táxi. Boa parte dos usuários de Uber não usavam táxi assim como o usam em determinadas condições específicas como curtas distâncias e em função da lei seca para motoristas de carro . Esse fenômeno acontece quando uma empresa desenvolve uma solução melhor e ligeiramente menos dispendiosa para uma necessidade do cliente. As empresas que operam por baixo custo começam apelando para os consumidores de baixa renda ou não atendidos e depois migram para o mercado mainstream. O Uber foi exatamente na direção oposta: construindo uma posição no mercado mainstream com foco em diferenciação e conveniência primeiramente e subsequentemente apelando para segmentos historicamente negligenciados.

De fato, no livro Inovação Disruptiva, Clayton Christensen define duas formas para que isso aconteça: a disrupção de baixo custo se refere às empresas que chegam ao mercado e atendem clientes com menor margem de uma maneira que seja boa o suficiente. Nesse caso, as empresas de mercado tendem a direcionar (ou já direcionaram) esforços para os clientes que geram maior lucro, abrindo mão daquela fatia de mercado.

Ao outra forma de inovação disruptiva é a criação de um novo mercado e que se refere às empresas que competem naqueles clientes não atendidos pelos grandes players. Semelhante a uma interrupção de baixo custo, os produtos oferecidos são geralmente vistos como bons o suficiente, e os negócios emergentes podem ser lucrativos a preços mais baixos. 

A principal diferença entre os dois tipos de disrupção está no fato de que a de baixo custo se concentra em clientes que eram atendidos por uma estrutura muito custosa pelos líderes de mercado e a de novos mercados se concentra em clientes carentes que não eram atendidos.

Além disso, a inovação disruptiva é um processo, não um momento único ou uma introdução de produto isolado. Segundo os autores esse processo pode levar décadas e nem isso necessariamente resulta em um apagão do grande player.

Netflix é um exemplo de uma empresa inovadora e disruptiva que gradualmente conquistou o líder de mercado Blockbuster. Se a Netflix (como a Uber) tivesse começado lançando um serviço direcionado ao principal mercado de seu concorrente maior, a resposta da Blockbuster provavelmente teria sido um contra-ataque vigoroso e talvez bem-sucedido. Em vez disso, o Netflix começou na periferia. De fato, o serviço atraiu apenas alguns grupos de clientes e fãs de cinema que não se importavam com os novos lançamentos. Ou seja, não foram direcionados inicialmente esforços para os típicos clientes de locadoras de vídeos.

Assim, compreender a inovação disruptiva conforme proposta no livro é antes de mais nada fundamental para uma empresa entender a forma de operar seu modelo de negócios nas sombras dos grandes players tempo o suficiente para se tornarem grandes e dominarem todo mercado. 


Conforme dito, a verdadeira disrupção acontece quando o negócio atua em clientes negligenciados e, após algum tempo, começa a conquistar também os clientes de maior rentabilidade até que o concorrente mainstream não exista.


Copiado: https://setecnet.com.br/

segunda-feira, 25 de abril de 2022

O Que É Processo de Governança Corporativa e Quais os Seus Benefícios


 Nos últimos anos, o assunto de governança corporativa tem ganhado bastante destaque no país, devido ao crescimento de empresas, investimentos e uma maior preocupação com formas de se evitar a corrupção. 

Diante desse cenário, o mercado percebeu a importância e a necessidade de se ter práticas de governança, ou seja, uma boa administração da empresa de forma que a companhia seja totalmente transparente para todos seus interessados. 

Quando uma empresa tem uma boa governança, isso significa que todos os seus processos  e sua estrutura são organizados com responsabilidade, zelo e transparência. Além disso, quando se tem uma governança corporativa, as regras valem para todos sem exceção. 

Essa prática é uma porta aberta a investidores, e até mesmo a bons talentos e clientes, pois, uma boa governança faz com que a empresa seja bem vista no mercado. 

Nesse texto, vamos falar sobre governança corporativa em todos os seus aspectos, para que você possa entender o conceito e iniciar essa prática em sua empresa. Veja o que falaremos aqui:

Conceito de governança

A palavra governança tem como significado o ato de governar, de ter poder sobre algo. 

O seu conceito pode ser exemplificado como uma forma de governar, com maneiras e processos visando a integridade da corporação.

O que é governança corporativa?

A governança corporativa é o sistema que dirige e controla uma companhia, é uma estrutura com práticas, regras e processos que regem a empresa para que ela alcance os seus objetivos e seus negócios sejam bem sucedidos. 

O pilar da governança corporativa é o equilíbrio dos interesses de todas as partes, preservando o valor da empresa e sua longevidade.

Esse comportamento, resulta em uma maior transparência, garantindo a imagem de uma empresa estável, de pouco risco e de grande transparência. 

Engana-se quem pensa que a governança corporativa serve apenas para grandes companhias. 

Muito pelo contrário, esse modelo de governança não tem haver com número de faturamento ou colaboradores, esse conceito pode ser usado por diversas empresas, pois os seus princípios servem para todas. 

Como surgiu essa preocupação nas empresas?

A governança corporativa não é algo novo, apesar de ter se destacado ainda mais nos últimos anos. 

Seus primeiros passos foram dados com a descentralização da propriedade. Nesse cenário, começam a aparecer papéis diferentes dentro de uma mesma empresa e, com a entrada de mais pessoas em uma organização, começam a surgir alguns conflitos de interesses. 

Um pouco mais adiante, na década de 70,  é criada uma teoria chamada de “Teoria do Agente”, desenvolvida pelos economistas Michael C. Jensen e William H. Meckling, que focaram seus estudos em empresas britânicas e norte-americanas, analisando a relação entre propriedade e controle, e conflitos das partes interessadas. 

Nessa teoria, são estabelecidos papéis de um agente principal, que é o centro das relações de todos os interessados e um agente contratado, aquele que executa e toma decisões, porém, até mesmo nessa divisão conflitos aparecem, pois um agente tende a levar o negócio mais para os seus interesses. 

Com isso, os autores sugerem que as companhias implementem medidas que alinhem os interesses de todas as partes, como monitoramento, controle e troca de informações. O objetivo é alinhar interesses focando no sucesso da empresa, e então surge a governança corporativa. 

Mais tarde, na década de 90, os primeiros códigos de boas práticas de governança corporativa são criados e mais companhias passam a adotá-los. 

A governança corporativa no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, começa a surgir junto com o novo mercado, e na mesma época em que os primeiros códigos de GC passam a ser elaborados. 

No Brasil, esse movimento se dá principalmente pela onda de privatizações e abertura de mercado, e em 1999 o IBGC lança o seu seu primeiro Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa.

Ao longo do tempo, as empresas brasileiras perceberam que as boas práticas de governança atraem mais investidores, e as chances de uma empresa sobreviver por mais tempo aumenta quando se tem esse processo. 

O que envolve uma governança?

Uma governança corporativa envolve a criação de estratégias, análises, fiscalização, adequação, planejamento e diversos outros fatores que promovam um equilíbrio entre a geração de valor da corporação e os interesses de suas partes. 

Qual o objetivo da governança corporativa?

 Para explicar o objetivo de uma governança corporativa, vamos usar como exemplo um governo. 

Quando um governo se elege, ele faz uma série de promessas e objetivos a cumprir. Porém, para alcançar esses objetivos é necessário uma boa gestão. 

Então, quando esse governo adota boas práticas, se mantém transparente com a sua população, evita problemas de corrupção e faz uma boa gestão, a tendência é que os objetivos sejam alcançados. 

Que esse país cresça de forma saudável, que a população tenha seus direitos básicos garantidos, e o país se torne próspero. 

Trazendo para o mundo corporativo o objetivo é o mesmo, governar uma empresa com pilares e princípios, para garantir um crescimento saudável, longevidade, um bom valor econômico e atender a todos os interesses dos seus stakeholders.

Governança corporativa é a mesma coisa que compliance?

Não, governança corporativa e compliance são coisas diferentes, porém, elas se relacionam e ambas garantem à empresa uma maior chance de sucesso. 

Para entender a diferença, vamos ver o que é o compliance. 

compliance significa estar em conformidade com leis e regulamentos internos e externos, garantindo que todos estejam em sintonia com essas normas. Então, é bastante comum que exista sempre uma revisão de processos focado em verificar se tudo está dentro das regras ou, até mesmo, para prever possíveis problemas. 

No compliance, se desenvolve a cultura da ética, o  foco em respeitar as regras, a prevenção de riscos e também a transparência. 

Já a governança corporativa é a área responsável pela relação entre todos os interessados pela empresa, internamente e externamente, seu foco não é apenas seguir o que está nas leis e normas, é criar todo um ambiente para atingir uma boa reputação, garantindo a integridade e a longevidade do negócio.

Quais os princípios da governança corporativa?

De acordo com o IBGC, a governança corporativa se baseia em quatro princípios chaves: a transparência, a equidade, a prestação de contas e a responsabilidade corporativa. Veja o que cada um significa:

Transparência

A transparência diz respeito a um relacionamento transparente entre todos os envolvidos naquele negócio, ou seja, seus stakeholders, gestão, sócios, colaboradores, fornecedores, etc. 

Quando se promove a transparência as decisões são claras e os objetivos também, o que acaba trazendo mais segurança e solidez para a empresa. 

Equidade  

O princípio da equidade, garante que todos tenham um tratamento justo naquela organização, olhando para todos com suas particularidades, necessidades e expectativas. 

Prestação de contas 

Esse é o maior dever de quem está à frente da empresa, na prestação de contas existe alguém que se responsabiliza por tudo, deixando claro suas decisões tomadas, omissões e suas responsabilidades.

Responsabilidade corporativa 

Esse pilar é aquele que zela pela sustentabilidade e longevidade da empresa, de acordo com seus propósitos e objetivos. 

Qual a estrutura de uma governança corporativa?

A estrutura de uma governança pode se modificar de país em país, pois a cultura de determinado local pode interferir bastante nessa estrutura. 

Então, a primeira coisa a se ressaltar é que não existe apenas uma estrutura a ser seguida por todas as empresas do mundo. 

E a segunda, é que a estrutura também pode ser modificada de acordo com a  cultura organizacional da empresa, sendo a mais básica a estrutura de cima para baixo, como a seguinte:

·        Assembleia Geral: Aqui concentram-se todos os sócios; 

·    Conselho de Administração: Parte responsável pela visão estratégica;

·  Conselho Consultivo: Presta apoio e suporte às decisões e estratégias;

·        Conselho Fiscal: Parte responsável por cuidar, fiscalizar e checar;

·        Comitês: Criam relatórios que auxiliam na tomada de decisões;

·    Ceo/ Presidente/ Diretorias: Parte que executa as estratégias definidas e segue o planejamento;

Quais os principais envolvidos no processo de governança?

Os principais envolvidos no processo de governança são os conselhos de administração e consultivos, a diretoria, os sócios e os stakeholders, ou seja, pessoas que possuem algum interesse naquela corporação, podem ser acionistas, investidores, fornecedores ou clientes. 

Benefícios de aplicar a governança corporativa

A governança corporativa transforma a empresa, e a deixa mais eficiente e perene, desenvolvendo habilidades, organizando a gestão, trazendo uma tomada de decisão mais robusta e agregando valor àquela companhia. 

O acesso ao crédito também melhora, a boas práticas de governança corporativa abre portas para empréstimos bancários, pois ela passa a ter maior credibilidade e segurança. 

Além disso, um dos principais benefícios da GC, é atrair investidores, por ter maior solidez, é bem mais provável que alguém queira investir naquela empresa. Pois, com uma estrutura de governança, os riscos do investimento ser ruim são bem baixos. 

Quais ferramentas podem auxiliar a uma melhor governança coporativa?

Para iniciar práticas de governança corporativa em uma companhia, o primeiro passo é conhecer o código desenvolvido pela IBGC, entender o assunto é primordial para implantar esse modelo de gestão. 

Depois, começam as partes mais práticas, como organizar a casa, rever suas estruturas, seus organogramas, responsabilidades e processos. 

Durante esse processo, é essencial também que a empresa contrate um conselho consultivo, alguém que tenha uma visão de fora e alinhe todas as expectativas das partes interessadas, direcionando e orientando a companhia rumo ao seu objetivo. 

Conclusão

A governança corporativa é um assunto bastante complexo, mas essencial para empresas que desejam crescer de forma sustentável, garantindo sua integridade ao longo dos anos. 

Nesse conteúdo entendemos os conceitos básicos de governança corporativa, como ela surgiu, o que a envolve e quais são seus pilares. Aqui vimos que um dos maiores desafios das corporações é alinhar os interesses de todos os stakeholders, mas com uma boa governança isso se torna um objetivo alcançável. 

Copiado: https://www.pontotel.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Segurança Psicológica: como criar um ambiente favorável para equipes de sucesso


A segurança psicológica é uma das grandes preocupações das organizações que desejam atingir o sucesso. Isso porque esse é um fator que impacta diretamente o desempenho, produtividade e até mesmo a felicidades dos colaboradores.

Uma cultura organizacional em que todos se sentem confortáveis para compartilhar ideias, errar e fazer perguntas é essencial para o crescimento de cada um e da empresa como um todo.

E se ainda resta alguma dúvida de que a segurança psicológica é importante no dia a dia de trabalho, uma pesquisa interna do Google realizada com o objetivo de desvendar o segredo das suas equipes mais produtivas revelou que a segurança psicológica era a característica mais evidente dos grupos com melhores desempenhos.

Por que isso acontece? Porque quando as pessoas se arriscam, exploram ideias diferentes e não têm medo de inovar, todo mundo sai ganhando. Quer entender mais sobre o assunto e tirar todas as suas dúvidas? Então, continue a leitura deste artigo!

O que é segurança psicológica?

A segurança psicológica diz respeito a um ambiente detentor de um clima no qual as pessoas se sentem confortáveis para falarem as suas opiniões, compartilharem experiências e ideias. Dessa forma, todos ficam tranquilos e seguros para se expor diante de outros colaboradores da empresa.

Não há o medo de ser punido, constrangido ou rejeitado pelo simples fato de colocar uma ideia na mesa de discussão ou se opor a algo que alguém está falando. Um ambiente assim contribui para que as pessoas sejam mais autênticas e criativas, além de contribuir para uma convivência mais harmoniosa.

Quais são os aspectos da segurança psicológica?

No dia a dia de uma organização a segurança psicológica se apresenta de diferentes maneiras. Conheça, em seguida, os seus principais aspectos:

  • Segurança para se expressar

Os colaboradores devem se sentir à vontade para expor ideias, questionar, inovar e falar sobre problemas. Tudo isso sem medo.

  • Segurança para interagir

É necessário cultivar um clima em que todos se sintam confortáveis para pedir ajuda, dar e receber feedbacks, mesmo quando forem conversas difíceis e desafiadoras.

  • Segurança para aprender

Não pode existir o medo de errar, ariscar, inovar e aprender com os próprios erros. Só assim novas ideias poderão ser testadas.

  • Segurança para pertencer

Os colaboradores devem se sentir parte de um grupo, valorizados e apoiados, sem acharem que serão prejudicados ou rejeitados.

Por que a segurança psicológica é importante nas empresas?

O estudo do Google citado no início deste artigo foi chamado de “Projeto Aristóteles” e os seus principais insights foram divulgados no New York Times. Enfim, quais elementos o estudo detectou como capazes de influenciar o desempenho das equipes?

  • segurança psicológica: a questão de se sentir confortável para assumir riscos e expor ideias sem ser julgado ou diminuído;
  • confiabilidade: sobre confiar nas pessoas ao seu redor para atingir os resultados e entregar um ótimo trabalho;
  • estrutura e clareza: as pessoas precisam ter clareza sobre os objetivos, metas e seus papéis para atingi-los;
  • significado do trabalho: a importância de se enxergar valor no trabalho que é feito todos os dias;
  • impacto do trabalho: sobre realizar um trabalho que faz a diferença e impacta a vida das pessoas de alguma forma.

Entre todos esses elementos, a segurança psicológica foi apontada como uma das mais importantes para garantir uma equipe produtiva e eficiente.

Além disso, investir nesse fator dentro da empresa também traz outros benefícios essenciais para todos, entre os quais podemos citar:

  • reduz índices de turnover, pois as pessoas ficam mais felizes ao trabalhar com segurança psicológica;
  • gera maior receita, afinal, pessoas com segurança psicológica produzem mais e melhor;
  • equipes com maiores níveis de entrosamento, colaboração e afinidade;
  • abre portar para soluções inovadoras e criativas.

Como medir a segurança psicológica?

Uma das melhores maneiras de se medir os níveis de segurança psicológica na sua empresa é por meio de pesquisas e feedbacks com os colaboradores. A área de RH pode, portanto, rodar um questionário com algumas perguntas que visam analisar esse aspecto dentro da organização. Confira alguns exemplos de questões que podem ser feitas:

  1. Você se sente confortável para expor ideias e fazer perguntas (mesmo que possam ser consideradas “bobas”) em frente aos outros colaboradores?
  2. Você se sente à vontade para colocar a sua opinião em uma reunião, mesmo que ela seja diferente do que todos estão falando?
  3. Você acredita que seja seguro assumir riscos e inovar no dia a dia?
  4. Se você cometer um erro, sente que será julgado ou diminuído?
  5. Você se sente confortável para pedir ajuda, seja ao seu líder ou outros membros da equipe?
  6. Você sente que outros colaboradores poderiam sabotá-lo de alguma forma?
  7. Você e os membros do seu time se tratam com respeito?
  8.  Você sente que os colaboradores rejeitam pessoas que possam ser consideradas “diferentes”?

Qual é o papel dos líderes na manutenção da segurança psicológica?

O perfil de liderança cultivado na empresa também pode ter um impacto significativo quando o assunto é criar um ambiente com segurança psicológica.

Um líder autocrático, por exemplo, é aquele que toma todas as decisões e o time simplesmente segue o seu comando. Assim, nesse modelo de liderança, as pessoas tem menos espaço para contribuir com ideias e, muitas vezes, nem se sentem à vontade para falar.

Por outro lado, um líder democrático incentiva a participação de todos os membros da equipe, estimulando que compartilhem ideias, problemas e sejam criativos o tempo todo.

Qual dos dois perfis de líder você acha que contribui para um time com maiores níveis de segurança psicológica? Com certeza o segundo.

Por isso, cabe à empresa entender como as suas lideranças estão agindo no dia a dia para garantir que nenhum desses profissionais contribua negativamente para o ambiente corporativo. Os profissionais de Recursos Humanos também precisam ficar atentos às questões de recrutamento, afinal, é preciso buscar por perfis de lideranças com fit cultural. Isso já diminui metade dos problemas que poderiam surgir lá na frente.

A segurança psicológica em tempos de pandemia

Com a chegada do novo coronavírus e a mudança no dia a dia de trabalho, diversas empresas adotaram o regime home office. Nesse momento, cuidar para que os colaboradores não se sintam isolados e, mesmo com o distanciamento, tenham a certeza de que estão sendo ouvidos é essencial.

Toda mudança exige adaptações e o trabalho a distância exige alguns reajustes para garantir a segurança psicológica.

Dê uma atenção especial aos profissionais que são de posições mais baixas, como estagiários ou analistas, pois podem se sentir acuados e mais inseguros nessa nova dinâmica de trabalho. Eles precisam de suporte e a garantia de que há espaço para expor ideias, relatar problemas e criar. Isso é importante para manter a motivação e oferecer perspectivas.

Os líderes, por sua vez, têm um desafio a mais, pois precisam garantir a excelência na entrega dos resultados ao mesmo tempo em que aprendem a gerir equipes remotamente. Não é simples, mas com uma boa organização não se torna uma tarefa impossível.

Como promover a segurança psicológica no dia a dia da empresa?

“Projeto Aristóteles”, do Google, acabou com aquela ideia que muitas empresas tinham de que para atingir o sucesso bastava colocar pessoas muito inteligentes para trabalharem juntas. Isso não é o suficiente.

A maneira como as pessoas se relacionam e a inteligência coletiva são muito mais eficientes para construir equipes de alta performance. Isso porque é dessa maneira que se cultiva um dia a dia com mais empatia e sentimento de pertencimento.

Cultivar um ambiente agradável, tranquilo e seguro para os colaboradores é essencial para que a produtividade ideal seja alcançada. O estudo do Google demonstrou que focar somente em salários, altos cargos e benefícios não é o suficiente.

Com essa clareza, agora o foco é dar o próximo passo e traçar um planejamento com ações estratégicas que visem promover a segurança psicológica na sua empresa. Em seguida, confira alguns exemplos!

1. Criação de uma cultura de feedback

Um dos principais pontos quando o assunto é segurança psicológica diz respeito a uma cultura de feedback bem estabelecida. Essa é uma das maneiras mais eficazes de criar um diálogo honesto entre líderes e liderados.

Dessa forma, cria-se um canal de comunicação e as pessoas se sentem mais confortáveis para expor problemas, dúvidas e ideias. Para aqueles que são mais tímidos, pode ser um ótimo ponto de partida.

É importante que o RH da empresa crie esses ciclos de feedbacks com o objetivo de propor uma troca constante entre os membros da equipe.

2. Maior tolerância aos erros e às diferenças

Os baixos níveis de segurança psicológica são, em muitos casos, consequência da intolerância aos erros e diferenças entre as pessoas. Isso não significa que ao cometer um erro gravíssimo o responsável não deva sofrer as consequências, como levar um sermão do chefe.

Significa que quando as pessoas têm muito medo de errar porque acham que serão severamente punidas, deixam de experimentar e testar. Dessa forma, grandes ideias podem ficar adormecidas.

Incentivar opiniões que fogem do óbvio e garantir que todos se sintam confortáveis com as diferenças é essencial para criar um clima agradável e tranquilo.

3. Incentivo à criatividade e tomada de riscos

Não são todas as empresas que incentivam a tomada de riscos, pois é algo que varia muito conforme a cultura do ambiente. Vale refletir sobre como grandes ideias podem resultar em ótimos resultados, mas para isso precisam ser tomados alguns riscos de vez em quando.

Encontrar o equilíbrio ideal dos riscos para a sua empresa pode ser o caminho certo para não anular a criatividade.

4. Incentivo à escuta ativa

A escuta ativa diz respeito a prestar atenção na fala do outro e, assim, demonstrar verdadeiro interesse pelo o que está sendo dito. É uma habilidade importante para garantir a segurança psicológica, pois todo mundo sente a necessidade de ser estudado de verdade.

Uma das ferramentas para desenvolver a escuta ativa é a psicoterapia.

5. Inclusão nas tomadas de decisões

Profissionais, principalmente líderes, que tomam decisões sem incluir os outros membros da equipe estão contribuindo para um ambiente com menos colaboração. É importante garantir que todos possam expor suas opiniões antes de uma decisão ser tomada.

Essa é uma maneira de fortalecer o sentimento de pertencimento, incentivar o compartilhamento de ideias, estimular a colaboração e fazer com que todos se sintam importantes.

Cuide da segurança psicológica da sua empresa e colha os frutos

Enfim, depois de todas essas informações valiosas, não tem como continuar ignorando a importância da segurança psicológica, não é mesmo?

Comece agora mesmo a traçar uma estratégia para a sua empresa, treine seus líderes e cultive uma cultura saudável. Aos poucos, a organização irá colher todos os frutos e garantir um dia a dia de trabalho muito mais produtivo!

Copiado: https://www.vittude.com

quarta-feira, 20 de abril de 2022

COMEMORE TODAS AS SUAS CONQUISTAS


“O primeiro passo, na direção certa, já é a metade do caminho” - Lao-Tsé

Lembre-se bem dessa frase.

Quando você era criança, a maioria das suas conquistas eram sempre comemoradas com festa por todos: 
  • seus primeiros passos, 
  • suas primeiras palavras, 
  • a primeira vez que dormiu sozinho. 
Ao longo dos anos, outras vitórias também fazem parte do cotidiano como:
  • o primeiro dia na escolinha, 
  • a primeira vez que dormiu na casa de um coleguinha.
Depois de um tempo, as vitórias também estavam lá, mas eram comemoradas com menos frequência.

Quando foi que você deixou de comemorar as coisas simples e importantes da sua vida? 

Muitas pessoas irão dizer que não fazem mais do que a obrigação, ou que precisam de motivos maiores para comemorar, e é aí que elas se enganam.

Pesquisas afirmam que o nosso cérebro precisa de estímulos positivos para que possa aceitar determinada atividade como algo bom e recompensador a fim de continuar praticando aquela atividade além de ganhar e aumentar a confiança em nós mesmos.
Ao decifrar esse modelo de recompensa, fica mais fácil ensinar ao cérebro o que é bom. 

Daí a importância de comemorar pequenas conquistas.

A dopamina é uma substância química acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e quando a meta é cumprida. 

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. 

E celebrar quando atingi-las.

Comemorar suas conquistas aumenta a sua confiança, sua fé em você mesmo e melhora a sua perspectiva em relação ao passado, presente e futuro.

Desde criança, são os estímulos positivos a determinadas ações que nos levam a aprender e a continuar aprendendo. 

Se você não comemora os resultados alcançados, tanto faz ganhar ou perder.

Não deixe para celebrar apenas quando um grande sonho é realizado, mas celebre também as pequenas conquistas diárias.
  • Acordou cedo para fazer uma caminhada? 
  • Entregou um projeto no trabalho? 
  • Terminou um livro interessante? 
  • Passou mais tempo com a família? 
  • Fez uma pessoa importante sorrir? 
Comemore! 

Não precisa gastar dinheiro, nem jantar no restaurante mais caro, a comemoração pode ser de você para você mesmo, um sorriso, um café, uma pausa ou um “bom trabalho!” em voz alta basta.

Foque no aspecto positivo da sua vida, nas suas conquistas diárias e no que você já conseguiu. 

Recompense os seus esforços e a sua luta para alcançar os seus objetivos, tendo em mente sempre tudo aquilo que você já fez.

É importante lembrar sempre que, apesar das preocupações e decepções que possam aparecer pelo caminho, existem muitos motivos para comemorar. 

Nossos dias são cheios de pequenas conquistas, é preciso ter um olhar mais refinado para vê-las. 

Com treino e disposição, você passa a ver a vida com um brilho diferente.

  • Você gostaria de poder comemorar essas conquistas sem se importar com o que os outros pensam? 
  • Não consegue se imaginar celebrando pequenas vitórias que parecem sem importância? 
  • Acha que isso de alguma forma serve apenas para inflar o ego, a vaidade ou o orgulho
Não precisa se preocupar, a maior parte das pessoas também não entende como pequenas comemorações podem fazer tanta diferença. 

A notícia boa é que a nossa palestra sobre Inteligência Emocional pode ajudar você a mudar essa mentalidade.

Comece devagar, defina pequenas metas e, ao alcançá-las, parabenize você mesmo. 

Com o tempo e a prática, esse comportamento se tornará algo cada vez mais espontâneo, porém, sempre recompensador.

Existem técnicas que podem ajudar você a despertar esse sentimento de gratidão e consequentemente melhorar alguns aspectos da sua vida. 

Nossa Palestra de Inteligência Emocional é gratuita, perto de você e já fez a diferença na vida de milhares de pessoas.

Por: Fábio Fray - Estrategista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional.