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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

O Legado de Elza Soares a Cultura Brasilileira


Elza Soares: a história da diva da música brasileira

Quando falamos da história cultural do Brasil, o samba é um dos protagonistas. Agora, quando o assunto é especificamente este estilo musical brasileiro, lembramos, de imediato, do legado de Elza Soares. Com sua voz inesquecível e coragem de “viver a vida”, no dia 20 de janeiro de 2022, a carioca nos deixou órfãos de um dos grandes nomes da música.

Trata-se de um personagem com qualidade e importância indiscutíveis naquilo que fez e que enfrentou de forma muito dura o machismo e o racismo. É a essa grande mulher, que virou purpurina (como ela mesma dizia em entrevistas), que deixamos a nossa homenagem. Veja a seguir!

O legado de Elza Soares

O legado de Elza Soares foi construído em muitos dias de luta. Nascida em 23 de junho de 1930, ela foi obrigada pelo seu próprio pai a se casar aos 12 anos de idade. Com 13, engravidou do primeiro filho, que não sobreviveu. Aos 15, veio o segundo, que também faleceu cedo demais.

Seis anos mais tarde, ela se tornou viúva do homem do qual herdou o sobrenome Soares. Aos 27 anos, ela já era mãe de cinco crianças. Tudo isso enquanto lidava com preconceitos por ser uma mulher negra em um espaço ocupado por homens brancos.

A voz que em defesa das minorias

Pense só, se hoje o racismo ainda mata e desrespeita pessoas negras, imagina nos anos 50. Com a visibilidade que teve, Elza deu voz às minorias: mulheres, negros, LGBTQIA+, todos eles foram, de certa forma, representados por meio das obras memoráveis da artista.

Em Lama, ela canta sobre empoderamento e a coragem de superar o passado. Em A Carne, do preconceito e da violência vivida por pessoas negras. Já em Maria da Vila Matilde, fala da violência doméstica sofrida no seu casamento com Garrincha, que será abordado aqui mais para frente.

É por conta do legado de Elza Soares enquanto pessoa que seu falecimento impacta tanta gente. Sua contribuição em vida vai muito além do universo da música, sendo sempre fundamental mostrar tudo o que ela representa, representou e vai representar.

O amor de Elza Soares

Vinda de uma família pobre, aos 13 anos, Elza viu um de seus filhos adoecer, logo quando a sua carreira musical começou. Na Rádio Tupi, ela participou de uma competição para conseguir comprar remédios para o seu filho e venceu a disputa!

Foi na emissora onde foi reconhecida pela primeira vez por seu talento. Mas, também, onde sofreu uma das várias violências que marcaram a sua vida. Em um programa de calouros conduzido por Ary Barroso, a jovem cantora foi criticada pelas suas roupas. “De que planeta você veio?”, do “Planeta Fome”, foi o que ela respondeu. Tanto que no álbum Planeta Fome, lançado décadas após o ocorrido, Elza conta dessa história e de várias outras lutas que viveu durante a sua carreira.

Família, amor e dor

Vale mencionar que, quando falamos do amor de Elza Soares, não necessariamente tratamos do amor romântico e sim de todas as suas formas, principalmente com a família. Infelizmente, dois de seus filhos morreram de fome. Uma de suas filhas foi sequestrada ainda criança por um grupo de amigos e só foi encontrada mais de uma década depois.

Junte isso ao seu relacionamento com Garrincha. Os dois se conheceram durante a Copa do Mundo de 1962, um dos pontos-chave de sua carreira. Foram 20 anos juntos, e, em todo esse tempo, a cantora foi acusada de destruir famílias e agredida por ser mulher.

O casamento de Elza Soares com Garrincha

Por mais que a própria Elza deixasse claro que era mais do que a ex-esposa do atleta, as histórias que impactam até hoje não podem deixar de ser citadas. Como ela mesma dizia, era uma relação de amor e ódio.

A verdade é que, na época, nem a mídia nem os fãs aceitavam bem a união entre os dois. Há, inclusive, relatos de um show em que ela foi impedida de se apresentar e teve que sair escondida para não ser agredida.

Mesmo depois de casados, o assédio contra a cantora se fazia presente. Dentro e fora dos palcos, a sua vida se complicava. A união gerou um filho que, aos 9 anos, faleceu em virtude de um acidente. Elza tinha que enterrar mais uma de suas crianças enquanto era vítima de violência doméstica, provocada por um marido alcoólatra.

Embora tenha se apresentado com um dente quebrado uma vez, foi só após se separar que a cantora contou as agressões que sofria. Divorciada, em luto e perseguida pelas pessoas, ela quase desistiu da sua carreira. Foi Caetano Veloso que lhe deu forças para seguir no universo da música.

O sucesso de Elza Soares

Antes de entrar nas conquistas profissionais de Elza Soares, precisávamos passar pela sua intensa história fora dos palcos. Justamente porque muitos desses fatos influenciaram parte das canções e foram eternizados em letras memoráveis. Separamos algumas delas abaixo!

  • Se Acaso Você Chegasse

Apesar de ter começado a carreira aos 13 anos, foi só em 1959 que Elza Soares gravou o seu primeiro disco, Se Acaso Você Chegasse. A destacável faixa-título é um samba tradicional, inspirado pelo jazz e pelo soul, e marcou o seu primeiro sucesso.

  • Eu Sou a Outra

Em 1965, ela canta Eu Sou a Outra, música que fala do seu relacionamento com Garrincha de forma irônica e mostra indiretamente o que eles viveram.

  • A Carne

A clássica A Carne, de 2022, é uma obra que eterniza o sofrimento de pessoas negras. “A carne mais barata do mercado é a carne negra”. Com a composição, ela expôs toda a questão racial vivida no Brasil.

  • Língua

Nos anos 80, sua carreira estava abalada. Foi quando Caetano a convidou pessoalmente para cantar Língua. Isso abriu portas para outros artistas importantes a chamarem para trabalhar, como Lobão e Zé Miguel Wisnik, mantendo o foco de Elza em fazer música.

  • Maria da Vila Matilde

Anos após o fim do relacionamento com Garrincha, Elza cantou sobre a violência que viveu. Mais do que isso, em Maria da Vila Matilde, ela fala sobre a lei Maria da Penha e as agressões que várias mulheres sofrem diariamente.

Os prêmios de Elza Soares

Retornando ao passado, em 1999, dois fatos foram marcantes para a história e legado de Elza Soares. Primeiro, a rádio BBC elegeu a carioca como a “cantora brasileira do milênio”. Depois disso, ela caiu do palco em um show e precisou passar por uma cirurgia na coluna, o que dificultou seus movimentos. Tanto que nos anos finais de vida, a cantora fazia os seus shows sentada.

2002 foi quando ela recebeu a sua primeira indicação ao Grammy. O disco Do Cóccix Até o Pescoço teve contribuições de Caetano Veloso, Chico BuarqueCarlinhos Brown e outros nomes ícones da música brasileira. Inclusive, impulsionou várias turnês da cantora pelo Brasil e pelo mundo.

Em 2015, lançou o disco A Mulher do Fim do Mundovencedor de Grammy Latino e eleito um dos dez melhores álbuns de todos os tempos. O projeto fala sobre negritude, sexo e outros assuntos que fizeram parte de sua vida.

Elza Soares sempre será um ícone

A história de Elza Soares é marcada por momentos felizes e tristes, de luta. É inegável a sua contribuição na luta contra o machismo, a violência contra a mulher e o racismo. 

Isso sem falar que ela é uma referência do samba, da MPB e de vários outros ritmos brasileiros. Infelizmente, aos 91 anos, a artista veio a óbito por causas naturais.

Ao longo deste conteúdo, elencamos alguns fatos que fizeram parte da sua trajetória. Do casamento forçado aos prêmios conquistados, todos esses acontecimentos contribuíram para a formação do legado de Elza Soares, eternizado entre nós.

Esperamos que você tenha entendido um pouco mais sobre este grande nome que o Brasil perdeu. 

Descanse em paz, Elza!

Por Ayllana Ferreira - https://m.cifraclub.com.br/

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Guaraná Jesus: a Verdadeira História do Refrigerante Criado no Maranhão

 


O refrigerante é conhecido pelos brasileiros pelo slogan “o sabor de viver o Maranhão”. É docinho, com um toque de cravo e canela e, claro, tem um tom rosado inconfundível. 

O Guaraná Jesus está tão integrado ao dia a dia dos maranhenses que já faz parte da vida e da história das famílias da região. Comer uma fatia de bolo ou uma tapioca com Guaraná Jesus no lanche da tarde é como abocanhar um pouco da cultura do estado.

Apesar de ter sido um produto exclusivo de alguns estados do Nordeste até 2016, a fama do refrigerante fez com que a bebida virasse queridinha também em outras regiões do país. 

O Guaraná Jesus era produzido e engarrafado somente pela Solar BR Coca-Cola (fabricante do Sistema Coca-Cola Brasil) em São Luís, no Maranhão, e distribuído em três estados do país: o próprio Maranhão, Piauí e Tocantins. Porém, em 2016, para a felicidade dos admiradores da bebida, outros fabricantes do Sistema passaram a distribuir o refrigerante em mais estados.

A companhia decidiu levar o refrigerante a outros estados em decorrência dos muitos pedidos nas redes sociais. 

A exclusividade de sabor entregue pelo Guaraná Jesus conquistou uma parcela importante das pessoas: as que buscam novidades na categoria de refrigerantes. 

Em um passeio pelo YouTube é possível encontrar vídeos de fãs do Guaraná Jesus e “sommeliers de refrigerante” que postam curiosidades sobre a bebida e as primeiras impressões sobre seu sabor.

Guaraná Jesus
Mas quem inventou o Guaraná Jesus?

A história do Guaraná Jesus tem semelhanças com a da própria Coca-Cola. Assim como o refrigerante criado em Atlanta, nos Estados Unidos, em 1886, a bebida cor-de-rosa também foi inventada por um farmacêutico: Jesus Norberto Gomes. 

Sim, daí vem o nome que ficou tão famoso! 

A delícia gasosa foi criada em 1927, num pequeno laboratório de São Luís. Gomes nasceu na cidade de Vitória do Mearim, no Maranhão, em 1891. Aos 14 anos de idade foi morar em São Luís para buscar trabalho.

Seu primeiro emprego foi na farmácia Marques, onde aprendeu em pouco tempo as receitas. Aos 20 anos, tornou-se empreendedor e comprou a farmácia Galvão, onde foi criada uma seção de águas gasosas e refrigerantes, o que era comum na época. 

Nesse estabelecimento surgiu o primeiro Guaraná Jesus, com leve sabor amargo. A primeira versão do produto não agradou tanto, mas, focado, Gomes continuou as experiências e logo chegou à fórmula atual do Guaraná Jesus.

E o que a Coca-Cola Brasil tem a ver com uma das bebidas mais queridas do Nordeste? 

Em 1980, a família de Gomes vendeu a marca à antiga Companhia Maranhense de Refrigerantes, na época franqueada da Coca-Cola Brasil no estado. 

Em 2001, o guaraná foi adquirido pela Coca-Cola Brasil e passou a fazer parte do nosso portfólio de produtos — mantendo sempre o sabor característico e a identificação com a cultura local. 

Uma das preocupações é justamente preservar a história da marca. Por isso, os elementos gráficos do rótulo representam a própria cor do produto e o logotipo “Jesus” remete à assinatura do seu criador.

Manter os aspectos tradicionais da bebida foi um compromisso assumido pela Coca-Cola Brasil diante da família do criador da marca, Jesus Norberto Gomes, ao adquirir a marca em 2001. 

Todas suas características originais foram mantidas, e o produto que é consumido hoje é o mesmo que era bebido em 1927.

Orgulho maranhense

A embalagem, aliás, foi criada com a ajuda dos maranhenses. 

Em 2008, foram apresentadas três opções, e os consumidores escolheram a nova identidade visual por meio de voto popular. 

O modelo vencedor foi inspirado nos azulejos coloniais portugueses de São Luís e ganhou medalha de ouro de Melhor Estratégia de Marketing no Prêmio Internacional de Excelência em Design (IDEA).

É um produto que passa de geração para geração, possui uma grande história e uma ligação muito forte com os maranhenses. 

Se depender dos entusiastas da bebida cor-de-rosa, o gostinho de guaraná com cravo e canela ainda será símbolo do Maranhão por muitas gerações.

Copiado: https://www.cocacolabrasil.com.br/

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

MARANHÊS - Expressões que Maranhenses de nascença ou “de coração” usam.


Se o "maranhês" impressiona e desperta a curiosidade de quem mora no próprio Maranhão, imagine de quem vem de outros estados e países? 

A variedade linguística local é enorme e faz jus a uma população estimada em mais de 7 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cada vez mais popular, o modo de falar tão próprio e característico dos maranhenses vem conquistando muita gente e inspirando títulos e muito conteúdo digital com a criação de podcasts, blogs, perfis na internet, além de estampar diversos tipos de produtos e serviços de empresas locais.

Com saudade do Maranhão, morando há 16 anos no Rio de Janeiro, o fotógrafo Mardonio Santos, 32, criou um perfil na internet, onde compartilha a culinária, brincadeiras e o ‘dicionário’ maranhês. 

“A primeira vez que fui a uma padaria no Rio, na inocência, pedi R$ 3 reais de ‘pães misturados’. Quando falei isso, as pessoas [presentes] pararam e me olharam de uma forma bem engraçada, aí já fiquei ‘encabulado, ó’ e o atendente sorriu e explicou que lá não existia pão misturado e sim pão francês e suíço. Depois foi a minha vez de explicar sobre os pães ‘massa grossa e massa fina”, contou Mardonio, com humor.

Para outros, é ainda mais difícil matar essa saudade. A profissional de relações públicas Samira Nogueira, 30, mora em Portugal há dois anos. 

“Tem algumas palavras e bordões maranhenses que me remetem a situações de felicidade, como ‘Éguas’ e ‘Tu é doido’. 

Expressá-las tornava tudo mais leve e engraçado. No português de Portugal, não tem nenhuma expressão parecida, tudo é muito sério e formal. Aqui, conversando com minhas amigas, soltei um ‘Mermã’ e elas ficaram sem entender, mas foi tão libertador. Hoje, elas passaram a utilizar nas nossas conversas. É o maranhês cruzando fronteiras!”, comemora e se diverte.

Identidade cultural

A professora Elaine Raulino, 52, que tem formação em Letras e mestrado em Cultura e Sociedade, explica que o discurso, a participação do sujeito enquanto produtor do discurso, os contextos nos quais ele está inserido e as competências da língua é que formam a identidade linguística de uma pessoa. “A língua vai variar de acordo com alguns fatores contextuais”.


A especialista cita os quatro tipos de classificação para as variações da língua: 

  • a diacrônica, quando sofre influência do tempo; 
  • a diatópica, quando muda de acordo com a região; 
  • a diastrática, que sofre a influência das características sociais; e a 
  • variação diafásica, quando sofre com a influência do estilo.

Há quem acredite que o maranhense tem uma relação muito próxima com o próprio rosto, como o professor de inglês e literaturas Gustavo Mayran, 30, que, recentemente, explicou o que significava o famigerado ‘Eu tô é tu’ em seu Twitter. 

  • “Aqui não dizemos: ‘eu te avisei, você não me deu ouvidos’, mas: ‘muito bonito pra tua cara, te faz de doido de novo’. 
  • Não perguntamos: ‘Você tá de brincadeira comigo?’, mas: ‘Minha cara tá é pra chafurdo mesmo?’
  • Não lamentamos com: ‘Esse tipo de situação só acontece comigo’, mas com: ‘Essa minha cara aguenta coisa, menino!’ 
  • E, se quisermos dizer: ‘Você é cínico’, apertamos os olhos pra dizer ‘Essa tua cara nem treme’, brincou.


E quando um termo pode ser interpretado de várias maneiras? A digital influencer Leticia Amorim destaca dois: ‘Éguas e siow’

“Eu uso o ‘Éguas’ para tudo! Quando estou surpresa, feliz, triste e, principalmente, quando me deparo com preços que não cabem no meu orçamento”, comentou ela em uma página da internet aos risos. A O Imparcial, Leticia afirma que outra expressão semelhante é ‘Siow’, que ela diz usar quando está suspeitando de algo, quando acha que alguma coisa vai dar errado ou para chamar alguém.

De acordo com Elaine, o "maranhês", como qualquer outro dialeto específico de uma língua, é dinâmico. “Vem criar a nossa formação identitária, sociocultural e sócio-histórica. O "maranhês" está mais popular porque está havendo uma tendência da linguagem mais encorpada, com as contrações da língua e pela influência, sobretudo, do ‘internetês’”, esclarece.

 Alguns maranhenses ainda vão mais longe: unem os termos formando uma frase só, a exemplo do Paulo Ricardo Buna, comediante de 29 anos. “Não consigo imaginar outra expressão de espanto além do ‘Égua, siow’. É difícil dizer qual é o melhor [termo]. Um ‘Piqueno’, por exemplo, só quem é daqui sabe a hora certa de usar. 

O "maranhês" é a nossa identidade, é o que nós somos, é a nossa carga genética. Ninguém consegue explicar ao certo de onde ou como surgiram as expressões, só sabe que foram passadas de pai pra filho, de avô pra neto e etc”, observa.


Perguntado sobre o que seria o melhor do "maranhês", Paulo não hesita. 

“É ser maranhense! É ser reconhecido em outras partes do mundo. É ter esse jeitinho de ser engraçado. É ter orgulho dessa terra, desse chão, dessa cultura”, finaliza o comediante.

Separamos alguns termos e expressões mais comuns do dicionário "maranhês" com seus respectivos significados para você, caso ainda não tenha, adicionar ao seu vocabulário. 

Confira:

  • Piqueno/Piquena – Menino/Menina
  • Piqueno tu é o raio – Menino, você é rápido, esperto
  • Vai pra baixa da égua ou pra caixa prego – Vai para longe
  • Pior Verdade
  • Nã, Nam, Nem – Não
  • Marmenino Mas, menino
  • Mas rapaz Marrapaz
  • Armaria Avé Maria
  • Rapá, sio – Rapaz, menino
  • Mermã Mana, irmã, amiga
  • Cabuloso Sem graça
  • Marróia Mas olha
  • Brocado Com muita fome
  • Té doido – Tá doido
  • Aqui tá remoso – Aqui está perigoso
  • Perainda Espera um pouco
  • Triscar Cutucar
  • Banhar Tomar banho
  • Mangar Debochar
  • Só quer ser Pessoa metida
  • Dá teus pulos – Se vira
  • Sem mentira nenhuma – Era uma vez

Copiado: https://oimparcial.com.br/

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Os Danos da Pornografia pode te Causar

 Os danos da pornografia não se limitam somente aqueles que trabalham nela, você também sai prejudicado. E muito!

A morte de 5 estrelas pornô em menos de 6 meses, acendeu um alerta sobre a indústria pornográfica mundial e os danos psicológicos e físicos de se trabalhar em uma indústria em deterioração que já não pagam mais como nas décadas de 80 e 90, devido a pirataria e outros tipos de plataformas que fornecem conteúdos dos mais variados gratuitamente na internet. 
O estresse mental, o estigma social, cenas cada vez mais degradantes e nenhum tipo de apoio psicológico levam muitas mulheres jovens que entram na indústria se tornarem depressivas e dependentes em álcool ou drogas. Segundo a Pink Cross Fundation, uma ONG sem fins lucrativos, fundada pela ex atriz pornô Shelley Luben, a expectativa de vida de uma atriz pornô é de 36 anos, enquanto a média nacional americana é de 78 anos. 
A taxa de infecção por gonorreia e clamídia é 10 vezes maior entre atores pornográficos, 70% de atores e atrizes são dependentes de álcool ou drogas e aproximadamente 20% dos atores tem alguma DST.
O debate que se acendeu nos últimos meses, fala sobre péssimas condições de trabalho em uma indústria que destrói seres humanos, os tornando produtos altamente rentáveis em uma indústria que movimenta milhões. Usando a mesma técnica mercadológica de marketing da indústria do tabaco, o monopólio da Mindgeek (empresa que detém os maiores sites pornográficos do mundo) sutilmente leva o expectador a consumir seus produtos sem uma análise mais profunda nos danos que ela causa não somente naqueles que diretamente estão envolvidos nela, como no caso dos atores e atrizes, mas no consumidor final: a sociedade como um todo.
A pornografia comercial começou a tomar forma quando Hugh Hefner, introduziu a revista Playboy, em 1953 juntando uma revista de sexo e estilo de vida. Hugh Hefner vendeu uma fantasia. O sonho de cada homem era ter a vida dele. 
Ele tornou a venda da carne feminina chic e conceituada e tornou o soft porn aceitável no mundo todo. Hoje o soft porn está em filmes, novelas, seriados e no nosso dia a dia como algo comum.
Em 2008, a empresa Hitwise catalogou 40.634 sites que distribuíram pornografia online. Em 2009, o Media Research Center (MRC) examinou as pesquisas mais populares do YouTube para a palavra “pornografia”, produzindo 330 mil resultados. O estudo relatou os 157 melhores vídeos, todos com um milhão de visualizações ou mais.
Se analisarmos,a nossa sociedade de tornou um grande consumidor de pornografia. Ano após ano ela vem contribuindo e mudando a forma como encaramos e como lidamos com o sexo, pois ela tem feito o papel de educadora sexual. 
Se não falarmos com as crianças e adolescente sobre sexo saudável e consensual, a pornografia vai tomar pra si essa função. O que ocasiona o que vemos hoje, a pornificação das relações interpessoais.
A pornificação de uma sociedade leva ela a níveis desastrosos de abusos sexuais, estupros e violência contra mulheres e meninas. O lado sombrio da indústria vai muito além dos danos que ela causa pra quem atua diretamente nela. O debate liberal que se concentra somente nos danos dos trabalhadores da indústria, ignora por completo os danos que ela causa também nos consumidores. 
Por desinformação ou por não querer mudar o status quo que a pornografia se tornou,ou seja por uma falsa liberdade sexual propagada ou por achar que ela é algum tipo de arte, muitas pessoas acreditam que uma mudança nas condições de trabalho dos profissionais, mais direitos e melhores salários (que acredito que deveria ter) ou a criação de pornografia feminista ou ética, esses efeitos seriam menos desastrosos. Mas, ignoram que no capitalismo e patriarcado, qualquer mudança que se faça no sistema vigente trará somente frutos para aqueles que detém o poder e não aqueles que são subjugados por ele.
Diversos estudos ao longo das últimas décadas tem mostrado que a pornografia se inseriu na nossa sexualidade de maneira sorrateira, de maneira quase imperceptível. Se queremos combater a violência sexual, é extremamente necessário, combater e falar sobre os malefícios da pornografia.
Quando um menino perde sua virgindade, ele provavelmente já viu mais pornografia que qualquer adulto teria visto há 20, 30 anos atrás.
Um estudo que analisou 304 cenas dos filmes mais assistidos mostrou que 88% das cenas contêm agressão física (principalmente palmadas, engasgos, bofetadas, etc.) e 49% das cenas contêm agressão verbal e que a violência é centrada nas mulheres e ela é propagada por homens.
Gail Dines, professora emérita de sociologia e estudos femininos no Wheelock College de Boston, estuda o impacto da pornografia há mais de 25 anos.
Em um artigo de 2017, Dines disse que a domesticação da internet, que começou em torno de 2000, tornou a pornografia “gratuita, acessível e anônima — os três fatores-chave para aumentar a demanda e o consumo”.
A tempestade perfeita está aqui, onde temos uma geração jovem de crianças que têm acesso a pornografia hardcore e violenta em seus celulares aos 9, 10 e 11. Eles estão crescendo viciados em pornografia; Isso está moldando seu modelo sexual. E em algum momento, eles vão passar da visualização para atuação.
O impacto disso é que esses meninos vão crescer acreditando que o sexo é violência e as mulheres são objetos com o único propósito de dar prazer a eles.
Andrea Dworkin e Catharine MacKinnon definem a pornografia como “a subordinação gráfica sexualmente explícita das mulheres através de imagens e / ou palavras” (1988, p.36). Elas mostram três formas em que esta definição geral pode ser atendida, por exemplo, “as mulheres são apresentadas desumanizadas como objetos, coisas ou mercadorias sexuais”.
A objetificação sexual é outra característica comum da pornografia. 
Refere-se ao retrato de seres humanos — geralmente mulheres — como coisas sexuais despersonalizadas, como “peitos, bocetas e ânus”, não como seres humanos multifacetados que merecem direitos iguais aos homens. Ela mostra que o não de uma mulher pode ser facilmente mudado com muita insistência, ou pouca resistência física. Que mulheres se fazem de difíceis, mas acabam cedendo depois. Com essa alienação sexual, homens abusam de mulheres e meninas. 
E meninas e mulheres não se dão conta de que foram abusadas por também ter no inconsciente que elas não podem dizer não ou não podem reclamar para não serem taxadas de frigidas ou frescas, pois na pornografia todas as mulheres estão sempre dispostas para o sexo, porque com ela seria diferente? 
Ela não quer ser diferente das mulheres que o seu parceiro sente desejo e se masturba, ela quer também ser desejada, nem que pra isso suas vontades sejam colocadas em segundo plano. E esse ciclo de abuso tem se perpetuado por muito tempo.
Uma pesquisa indicou que 25 % a 30 % de estudantes universitários nos Estados Unidos e Canadá admitem que existe alguma probabilidade de que estuprariam uma mulher se pudessem fugir disso. ( Malamuth, Haber e Feshbach, 1980)
Cerca de 20 % a 30 %mostra uma excitação sexual substancial por representações de estupro em que a mulher nunca mostra sinais de excitação, apenas aborrecimento. (1985, p.95)
Cerca de 50 %para 60 %mostram algum grau de excitação por uma descrição de estupro em que a vítima é retratada como se ficasse sexualmente excitada no final.
A pornografia tem criado gerações de predadores sexuais.
Em 2014, a neurocientista Valerie Voon de Cambridge realizou um estudo comparando os cérebros daqueles com comportamentos sexuais compulsivos (CSB) aos cérebros de indivíduos saudáveis. Sua equipe de pesquisa mostrou 19 sujeitos com CSB e 19 sujeitos sem CSB, tanto filmes pornográficos quanto vídeos esportivos. 
As varreduras funcionais de ressonância magnética de sujeitos em testes com uso de CSB mostraram que o estriado ventral, o cingulado anterior dorsal e a amígdala reagiram para ao ver material pornográfico da mesma maneira que o alcoolatra reage ao ver uma propaganda de bebidas. 
Essas regiões do cérebro estão envolvidas no processamento e antecipação de recompensas e motivações, e processando o significado de eventos e emoções.
A revista Human Brain Mapping publicou um estudo em 2002, demonstrando que, embora muitos homens e mulheres tenham regiões similares do cérebro ativadas durante a visualização da pornografia, apenas nos homens existe uma ativação significativa do tálamo e do hipotálamo. 
O hipotálamo é responsável pelas unidades primárias de alimentação, água e sexo, bem como motivação e controle hormonal. Isso significa que, quando os homens são ativados por pornografia, seus corpos experimentam a excitação sexual, não apenas como um desejo, mas como uma necessidade de sobrevivência.
Além disso, outras pesquisas mostram que a exposição à pornografia está associada a atitudes mais permissivas em relação ao sexo casual, maior probabilidade de se engajar em comportamentos sexuais de risco, dominação dos homens sobre as mulheres e maior aceitação da violência sexual. 
Muitos homens consideram a pornografia como seu modelo pessoal para relacionamentos do mundo real, esses efeitos são especialmente problemáticos. A pornografia geralmente não inclui romantismo, não tem diálogo e nenhuma conexão emocional, ensinando assim a esses usuários masculinos que os relacionamentos são puramente físicos. 
Assim, esses homens são incapazes de formar relacionamentos saudáveis ​​e igualitários.
Em uma meta-análise de 46 estudos publicados de 1962 a 1995, que inclui uma amostra total de 12.323 pessoas, os pesquisadores concluíram que o material pornográfico coloca um risco maior de:
  • Desenvolvimento tendências sexualmente desviantes (aumento de 31% no risco), como pedofilia e zoofilia por exemplo.
  • Cometer ofensas sexuais (aumento no risco de 22%)
  • Aceitar mitos de estupro, como culpar a vítima (aumento de risco de 31%)
Em uma meta-análise de 24 estudos realizados entre 1980 e 1993, com um total de 4.268 participantes, os pesquisadores correlacionaram positivamente a aceitação de mitos de estupro à exposição a não-violência ou pornografia violenta.
Entre os perpetradores de crimes sexuais, a exposição de adolescentes à pornografia é um preditor significativo de violência elevada e humilhação de vítimas.
Em um estudo de 187 estudantes universitárias, os pesquisadores concluíram que a exposição precoce à pornografia estava relacionada a “fantasias de estupro” e a atitudes subsequentes a favor de relações sexuais violenta contra as mulheres. Os pesquisadores acreditam que a pornografia consumida em uma idade jovem contribui para que as mulheres sejam socializadas para aceitar a agressão sexual como um evento sexual / romântico.
A pornografia remove a empatia e promove o assédio e o abuso.
A empatia e a objetivação sexual são incompatíveis. Há evidências de que, quando os observadores aguçam a aparência física de uma mulher, ela se torna “menos humana” e “mais objeto” aos olhos do observador. Sob um olhar sexualmente objetivador, os corpos das mulheres tornam-se momentaneamente a “propriedade” daquele que observa — quer tenham consentido ou não. Desafiar esse elemento da cultura masculina é uma tarefa extremamente importante — e vital. 
O professor de jornalismo, Robert Jensen , escreveu que “a pornografia é como será o fim se não invertermos o curso patológico em sociedades patriarcais e corporativas-capitalistas”
Ele também sugere dar aos homens (e mulheres) as ferramentas críticas e educacionais necessárias para rejeitar o que ele chama de “masculinidade tóxica”. Não podemos rejeitar a cultura tóxica que a pornografia criou sem rejeitar a própria pornografia.
A pornografia não requer tradução, nenhuma explicação e nenhuma pátria em particular. É uma linguagem universal, e também pode ser um campo de treinamento para abuso. Ela da voz e está diretamente ligada com a pedofilia, tráfico de mulheres, prostituição e violência contra mulheres.
Alguns estados membros da ONU estimam que entre 60% a 90% das mulheres no comércio sexual são traficadas. As estimativas tailandesas mostram que 40% do comércio sexual é abuso sexual infantil e cerca de 90% das meninas traficadas são menores de idade.
A desigualdade global há muito incentivou a exploração sexual, mas apenas recentemente foi transmitida pela pornografia. Quantas dessas mulheres estão em filmes pornográficos vistos em todo o mundo? Pesquisas sugerem que os usuários não se importam. 
A retórica da escolha, faz com que os expectadores não queiram saber a verdade por de trás da pornografia que ele assiste. 
Por isso é importante e urgente falar sobre pornografia, não é ser anti-sexo, não é ser moralista, nem pudico combater uma indústria que lucra com a misoginia, que lucra com mulheres e crianças e que te envolve em sua teia o tornando submisso a ela.
E se pensar que quero banir a pornografia, eu responderia que sim, que eu desejaria sua abolição. Mas, no modelo atual de sociedade vigente isso se torna impossível. Então, levar uma política de redução de danos para todos, junto com educação sexual baseada em igualdade e respeito é o inicio para combatermos os malefícios que ela causa na sociedade atual. Recuse a clicar, recuse a fazer parte de algo que degradas as relações humanas.

Texto de Fernanda Aguiar - O Monge Moderno

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

O Rei Pelé Pelas Frases dos Súditos:

O Rei Pelé pelas frases dos súditos:

“Filho, Deus lhe deu o dom de jogar futebol. Então, você tem a obrigação de treinar mais do que os outros.”
Dondinho aconselhando o pequeno Pelé

“A perfeição não existe, mas quem chegou mais perto dela foi o Pelé.”
Zito

“Pelé é um dos poucos craques que contrariaram minha tese.
Em vez de 15 minutos de fama, terá 15 séculos.”
Andy Warhol, artista americano criador da Pop Art

“Na cabeça de muito jogador não passa nada no momento de fazer uma jogada. Na cabeça de Pelé passa um longa metragem.”
Nilton Santos

“Pelé é a figura suprema do futebol. Como Garbo e Picasso, basta-lhe um só nome.”
Daily Express, jornal de Londres

“Pelé entrava em campo com corpo, genialidade, alma e coração. Ele desequilibrou o mundo.”
Gylmar

“Pelé nunca será superado, porque é impossível haver algo melhor que a perfeição. Ele teve tudo: físico, habilidade, controle de bola, velocidade, poder, espírito, inteligência, instinto, sagacidade…”
Sunday Mirror, de Londres

“Pelé não é um rei por hereditariedade. Seu reinado não é de força nem de leis. Não foi eleito nem designado, mas reconhecido como Monarca dessa democracia ideal e universal que constitui o futebol.”
France Football

“Qual a diferença entre mim e Pelé? É simples. Eu fui craque e ele, gênio.”
Leônidas da Silva

“No momento que a bola chega aos pés de Pelé, o futebol se transforma em poesia.”
Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano

“Posso ser um novo Di Stéfano, mas não posso ser um novo Pelé.
Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica.”
Johan Cruyff

“Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo.”
Sigge Parling, zagueiro sueco encarregado de marcar Pelé na final da Copa de 58

“Eu pensei: ‘Ele é feito de carne e osso, como eu.’ Eu me enganei.”
Tarciso Burnigch, zagueiro italiano que marcou Pelé na final da Copa de 70.

“Muito prazer, sou o presidente dos Estados Unidos. Você não precisa se apresentar, porque Pelé todo mundo sabe quem é.”
Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, ao receber Pelé na Casa Branca

“O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stefano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo.”
Ferenc Puskas

“Subimos juntos, fora do tempo, para cabecear uma bola. Eu era mais alto e tinha mais impulsão. Quando desci ao chão, olhei pra cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, no alto, cabeceando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse.”
Fachetti, zagueiro italiano na Copa do México, em 1970

“Jogava com grande objetividade. Seu futebol não admitia excessos, enfeites nem faltas. Ele quase não fazia embaixadas, não driblava para os lados, mas sempre em direção ao gol. Quando tentavam derrubá-lo, não caía, devido à sua estupenda massa muscular e equilíbrio.”
Tostão

“Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.”
Nélson Rodrigues, dramaturgo e cronista esportivo

“Senti medo, um terrível medo quando vi aqueles olhos. Pareciam olhos de um animal selvagem, olhos que soltavam fogo.”
Overath, jogador alemão nas Copas de 1966 a 74

“Maradona só será um novo Pelé quando ele ganhar três Copas do Mundo e marcar mais de mil gols.”
Cesar Luis Menotti, técnico campeão mundial pela Argentina em 1978

“O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé.”
Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro

“Em alguns países as pessoas queriam tocá-lo, em outros queriam beijá-lo. Em outros até beijaram o chão que ele pisava. Eu achava tudo isso maravilhoso, simplesmente maravilhoso.”
Clodoaldo

“Cheguei com a esperança de parar um grande jogador, mas fui embora convencido de que havia sido atropelado por alguém que não nasceu no mesmo planeta que nós.”
Costa Pereira, goleiro do Benfica, sobre a derrota por 5 a 2 para o Santos na final do Mundial de 1962

“Quando vi o Pelé jogar, fiquei com a sensação de que eu deveria pendurar as chuteiras.”
Just Fontaine

“Você pode estar certo, mas não sabe nada de futebol e eu vi o Pelé jogar.”
Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira, ao psicólogo que afirmou que Pelé era jovem demais para jogar na Copa de 1958

“O Pelé estava muito determinado a levantar a taça Jules Rimet pela terceira vez. Era como se ele soubesse que esse era o seu destino. Ele parecia uma criança esperando pelo Natal.”
Mário Américo, massagista da Seleção Brasileira, sobre o Mundial de 1970

“O grande segredo dele era o improviso, aquelas coisas que ele fazia do nada. Ele tinha uma percepção extraordinária do futebol.”
Carlos Alberto Torres

“Às vezes fico com a sensação de que o futebol foi inventado para esse jogador fantástico.”
Sir Bobby Charlton

“Pelé jogou futebol por 22 anos e, durante aquele tempo, fez mais para promover a amizade e a fraternidade mundial do que qualquer outro embaixador.”
J.B. Pinheiro, embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas

“Força e beleza. Rapidez e precisão. A elasticidade e a firmeza no gesto que poderia ser de bailarino.”
Oldemário Touguinhó, jornalista esportivo

”Pelé é um jogador especial, com ele começou uma nova era no futebol.”
José Luis Garci, cineasta espanhol

“Pelé é um mito. Todo jogador que ama o futebol tem que se informar sobre ele.”
Zvonimir Boban, ex-jogador croata

“Pelé chegou.”
Jornal chileno anunciando a chegada da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1962

“Passam os anos, aparecem jogadores excelentes, mas todos sempre se lembram de Pelé.”
Fernando Torres

“Comparar o Pelé com qualquer jogador é impossível. Pelé é Pelé. Ele está em um nível completamente diferente.”
Rivellino

“Pelé foi um jogador excepcional, estupendo. Nós, brasileiros, devemos dar graças a Deus por ele ter nascido aqui.”
Zico

“Quando o Pelé chegou ao Santos, falaram que seria o melhor jogador do Brasil. Erraram, foi do mundo.”
Pepe

“Pelé é onipresente. É a referência do Brasil. Em qualquer parte do mundo em que eu esteja, ao constatarem que sou brasileiro, dizem: Pelé!”
Antônio Carlos de Almeida Braga, banqueiro brasileiro

“Como se soletra Pelé? D-E-U-S.”
The Sunday Times, jornal inglês

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