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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Design Thinking - Você Sabe o Que é ??


Muitos de nós somos cobrados no trabalho por desempenhos cada vez mais eficazes e resultados cada vez maiores. A busca por desempenho está aniquilando nossa capacidade de experimentar caminhos diferentes. 

O medo de não cumprir as metas e não atingir os objetivos nos leva, inexoravelmente, ao caminho mais seguro e confiável dentre os conhecidos e já testados. Tim Brown, CEO da Ideo, ficou famoso em 2009 por compartilhar com o mundo um caminho diferente que tornou a Ideo uma das dez empresas mais inovadoras do mundo. 

Esse caminho é conhecido como “design thinking”, título do seu livro que vendeu milhares de exemplares em todo o mundo e foi lançado no Brasil pela editora Campus em 2010. 

Como designer, Brown descobriu que um bom desenho nem sempre é suficiente para resolver problemas do produto e que muitas vezes nem o próprio produto resolve o problema do cliente. Estudando melhor os produtos que desenhava a pedido de seus clientes, ele percebeu que sua capacidade criativa poderia ir além do desenho e ajudar a repensar o negócio sob a perspectiva do consumidor final. 



A essência do conceito de design thinking como uma evolução do tradicional processo de design é colocada nos seguintes tópicos: 



● Insight: Aprender com a vida alheia. Quando nos deparamos com um problema, devemos nos livrar das amarras impostas pelas soluções baseadas na forma tradicional de pensar. 



Os insights são descobertas que surgem repentinamente depois de um momento de reflexão e contemplação sobre a situação que queremos resolver. O insight é decorrente de muita observação do comportamento das pessoas e da forma como elas lidam com a situação problema, como improvisam, como reduzem o impacto, como contornam de diversas formas as limitações impostas. 

Para transformar essas observações em insights, é preciso também se colocar na pele do outro e tentar “viver” o mesmo problema. Essa empatia ajuda o design thinker a explorar as perspectivas de quem está “dentro” do problema, suas interações com o ambiente e suas limitações na visualização de caminhos inovadores. 



● Mapa mental: O paradoxo entre o pensamento convergente explorar o pensamento convergente, no qual se usam critérios práticos para decidir entre as alternativas, comparando-as umas com as outras e testando algumas delas. 
Os modelos mentais são muito diferentes, e o maior desafio é considerar os dois lados do cérebro para pensar, ora de forma analítica, ora de forma sintética. 


● Prototipagem: Construindo para pensar. Um protótipo é uma versão física de um produto antes de ser fabricado. Ao fazer um protótipo, estamos pensando com as mãos, explorando fisicamente o abstrato, abrindo a mente para novas possibilidades e comparando pontos de vistas diferentes. Muitas coisas surgem a partir de um protótipo, mas não apareceriam numa versão em duas dimensões, no papel. 

O protótipo pode ser algo malfeito, barato, terminado rapidamente e até improvisado – o que importa é a sua capacidade de aprimorar uma ideia. Coisas intangíveis podem ser prototipadas também. 

O storytelling da indústria cinematográfica, as experiências simuladas nos ramos de serviços ou as maquetes de projeções do futuro para o desenvolvimento de estratégias organizacionais são bons exemplos.


● Pensamento integrativo: Tirando a ordem do meio do caos. É uma habilidade típica de pessoas que exploram ideias opostas para construir uma nova solução, ao contrário da maioria, que só leva em consideração um modelo por vez. 

Os pensadores integradores sabem como ampliar o escopo das questões relevantes ao problema e resistem à lógica do “isso ou aquilo” para favorecer a lógica do “isso E aquilo” e veem relações não lineares e multidirecionais como uma fonte de inspiração, não de contradição. 

Quem se destaca como “pensador integrativo” recebe a desordem de braços abertos, admite bem a existência da complexidade, pois consegue identificar padrões no meio da complexidade e sintetiza novas ideias a partir de fragmentos. 

Para isso, ele às vezes dá alguns passos atrás para conseguir ver o todo de forma contemplativa, na esperança de que seu cérebro identifique algo que se sobressaia diante da complexidade e do excesso de variáveis que compõe esse todo. 


● Pensamento visual: A ciência do guardanapo. Algumas pessoas só conseguem se expressar ou entender a partir de desenhos, gráficos, imagens ou qualquer representação visual que vá além de palavras e números. 

Muitas grandes ideias de hoje começaram com um esboço de um modelo em um guardanapo de papel numa conversa entre duas pessoas, regada a cerveja ou vinho. Nem é preciso saber desenhar, o importante é conceber uma imagem mental da ideia. É como se fosse uma etapa anterior à do protótipo, só que em duas dimensões apenas. 


Através desse conceito e das ferramentas associadas a ele, a Ideo vem ajudando empresas a encontrar soluções para negócios, como formas de aumentar a retenção de clientes, proporcionar experiências inesquecíveis ao saborear um prato ou minimizar o risco de uma excessiva exposição de imagem corporativa. 



Sempre são situações e desafios que exigem que a solução vá além do óbvio e, de certa forma, surpreenda a ponto de transformar algo extremamente negativo em algo extremamente positivo. Para isso, a Ideo reúne toda a sua capacidade criativa, antes usada para desenhar novos produtos, para agora desenhar novas soluções de negócios, entre elas a forma como esses produtos são usados ou que valor representam. 


Por: Marcos Hashimoto - http://revistapegn.globo.com/

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

LUDISMO E NEOLUDISMO: Por que alguns odeiam a Tecnologia?

No dia a dia ouvimos e fazemos várias críticas à tecnologia. Em geral, podemos dizer que a civilização a aceita em sua vida – até porque sua presença cresce cada vez mais. Mas há grupos específicos de pessoas que se opõe radicalmente ao progresso tecnológico: são os neoludistas, que atualizaram um movimento do século 19, o ludismo.
Do dicionário de Oxford, um ludista é “um membro de qualquer grupo de trabalhadores ingleses que destruíam máquinas, principalmente em fábricas de algodão e lã, que eles acreditavam que estavam ameaçando seus trabalhos (1811-16)”. Outra definição, mais geral, que o dicionário dá: “uma pessoa que se opõe à crescente industrialização ou a uma nova tecnologia”.
No contexto da Revolução Industrial, as pessoas destruíam máquinas porque temiam ficar desempregadas. O tempo passou e o mercado se adaptou. No entanto, dois séculos depois, muitos ainda temem serem substituídos por tecnologias – muito mais sofisticadas, como robôs com inteligência artificial – além de apontarem novos problemas que não eram vistos antes.

Por que o ludismo ainda vive?

O ludismo recebeu seu nome de Ned Ludd,  personagem fictício que se tornou símbolo da destruição de máquinas. A etimologia demonstra o radicalismo dos seguidores do movimento: eles acreditam que a tecnologia precisa ser destruída.
Essas ideias não ficaram no passado tão remoto. 
Em 2012, um coletivo que se denominava anarquista e ecológico, o Il Silvestre, na Itália, escreveu uma carta aberta alegando autoria do ataque a Roberto Adinolfi, executivo do ramo nuclear. Em 2011, coletivos que se denominavam anarco-primitivistas atacaram Carlos Alberto Camacho Olguin, chefe de pesquisa em nanotecnologia na Universidade Politécnica do México. Um outro coletivo, chamado ITS, clamou a autoria de uma bomba caseira que explodiu no Instituto Monterey de Tecnologia.
Mas esses casos são relativamente incomuns. Normalmente o termo ludista ou neoludista é utilizado para descrever pessoas avessas à tecnologia, mesmo que não tenham atitudes radicais.

Como é o novo ludismo

Em 1990 a autora Chellis Glendinning escreveu um manifesto neoludista dizendo que não é justo representar os antigos ludistas como meros vândalos que destruíam máquinas. É necessário compreender o contexto em que eles estavam inseridos, assim como também é necessário hoje.
Chellis defende que o neoludista não deve ser contra qualquer tecnologia. Mas que deve questioná-la sempre. Os neoludistas, segundo ela, são ativistas, trabalhadores, críticos sociais ou acadêmicos que questionam o culto indiscriminado e acrítico em relação à tecnologia.
Isso tudo, no entanto, como ela ressalta, não significa que os neoludistas sejam anti-tecnológicos. Pelo contrário, ela defende que pessoas conscientes devem desenvolver tecnologias para as pessoas, e que não atendam interesses escusos de empresas.


Ela ressalta ainda que é perigoso olhar para a tecnologia de uma perspectiva individual, algo do tipo “eu não conseguiria viver sem meu celular”, uma vez que é necessário questionar o impacto das tecnologias no coletivo e na sociedade.
Já em 1990 a autora alertava para os riscos das tecnologias nucleares e químicas, da engenharia genética, dos controles da televisão e da possibilidade de os computadores impedirem que as pessoas vivessem a vida de forma direta.
Kirkpatrick Sale é um acadêmico que há mais de 20 anos fez uma aposta com Kevin Kelly, fundador da revista Wired, uma das mais importantes sobre tecnologia, dizendo que em 2020 o mundo enfrentaria colapso econômico, com guerras entre ricos e pobres além de desastres ambientais.
Em entrevista à revista Forbes, Sale diz: “não sei se temos um movimento realmente ludista nos dias de hoje”. Segundo ele, nos anos 1990, quando os computadores ainda estavam ganhando espaço na sociedade, fazia mais sentido lutar contra eles. Hoje, que eles já se tornaram universais, não há mais como entrar nessa luta.

O neoludismo e o risco da automação dos empregos

Os novos ludistas podem criticar a tecnologia de diversas formas pelos mais variados motivos. Há uma gama de discussões e questionamentos em relação à tecnologia atual, dos vícios em games à superficialidade das relações em redes sociais digitais, passando pela ética da inteligência artificial e os impactos cognitivos da realidade virtual, que seria impossível abrange-las em um único texto. Mas há algo intenso que une os ludistas antigos aos novos: o temor de que as máquinas possam substituir o trabalho humano.
Se em 1811 os ludistas destruíam máquinas mecânicas com o medo de ficar sem emprego, eles mal podiam imaginar que quase 300 anos depois robôs seriam capazes de criar obras artísticas, vencer em jogos de xadrez ou mesmo realizar tarefas complexas dentro de fábricas.
Os novos ludistas, por sua vez, vivem em um mundo que está apenas no começo da sua automatização. Estamos presenciando a ascensão e evolução em velocidade exponencial da inteligência artificial, mas ainda há muito para acontecer.
Até 2020, 5 milhões de empregos serão substituídos por robôs em 15 nações desenvolvidas, segundo o Fórum Econômico Mundial; em países como Indonésia, Filipina, Tailândia e Vietnã quase 56% da força de trabalho será automatizada, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho; nos EUA, 47% dos empregos que existem hoje serão substituídos por máquinas, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford.
É claro que a automação começa pelos trabalhos mais simples, repetitivos, braçais, conhecidos como de colarinho branco. A consultoria McKinsey acredita que “Acomodações e Serviços de Comida”, Manufatura”, “Transporte e Armazenamento”, “Agricultura”, “Varejo” e “Mineração” são alguns dos setores que serão mais impactados. Ao todo, ela acredita que os robôs “roubarão” US$ 15 trilhões em salários.
O pesquisador Jaron Lanier, autor de “Who Owns the Future” e “You Are Not a Gadget”, conhecido crítico da tecnologia, diz que ela primeiro apaga limites entre trabalho e tempo livre (como acontece no home office ou com empregos liberais, sem horários certos), para depois dominar nosso trabalho e nos transformar em consumidores passivos e dependentes de processos automatizados.
O futuro não parece tão diferente do passado. Os novos ludistas parecem ter tantos motivos quanto os antigos para se preocuparem com a ascensão das máquinas. Os antigos, no entanto, lidavam com uma escala muito menor de tecnologia.
Há várias nuances no meio do caminho. Mas entre apocalípticos e integrados é necessário discutir cada vez mais a tecnologia, que, como avisava o cineasta Godfrey Reggio, nunca é neutra.
Copiado: https://www.freetheessence.com.br

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Internet Das Coisas


A “internet das coisas” está em transição de um mero conceito acadêmico para a realidade empresarial.
Depois de estimular a “fazer amigos e influenciar pessoas”, a internet tem pela frente o desafio de facilitar a interação com o mundo real, envolvendo os objetos que estão ao nosso redor e desconectados da rede. Esta nova fase da internet promete ser ainda mais interativa e dinâmica.

O tema internet das coisas, um conceito de desenvolvimento que prevê que grande parte dos objetos estará conectada à internet, está deixando de ser curiosidade para fazer parte do cenário de computação das empresas.

A mobilidade e a conectividade ilimitada das pessoas com o mundo ao redor, por meio do uso dos dispositivos móveis, já é uma realidade e o crescimento dessa tendência é uma das principais apostas de empresas focadas no futuro. 

Mais conexão
Outro fator que impulsiona este movimento é o crescimento do acesso à internet no mundo. A ideia de disponibilizar conexão, em todos os lugares, para facilitar o acesso de grande parte da população mundial vem ganhando musculatura e estimulando companhias a investir pesado na infraestrutura necessária.
Segundo o professor Michael Nelson da Universidade de Georgetown Communication, Culture & Technology e Diretor de Tecnologia Internet da IBM, dentro de 5 a 10 anos haverá mais de 100 bilhões de objetos conectados em rede. 

Para citar um exemplo prático da aplicação do conceito da Internet das coisas, suponha que você tenha acabado de chegar a sua casa e deseja tomar um copo de suco, mas ao abrir a geladeira, percebe que a caixa de suco que você havia comprado há alguns dias está próximo de acabar. 
Se essa mesma caixa estivesse conectada por um chip a uma rede de informações, ela poderia enviar uma mensagem ao supermercado mais próximo, que entregaria uma nova caixa na sua casa, evitando frustrações. 
É disso que se trata a Internet das Coisas: criar sistemas e ferramentas que “emprestem” mais inteligência aos objetos para que eles possam “conversar” entre si e tornar nossa vida mais fácil. 
Esta consciência instantânea é uma das promessas mais sedutoras da Internet das Coisas e abrange tanto os bens de consumo duráveis como as máquinas pesadas, roupa ou até mesmo perecíveis, que vão desde alimentos a indústria farmacêutica. 
Com o desenvolvimento da conectividade dos objetos as pessoas terão a certeza que é possível saber onde está qualquer coisa e a qualquer momento.
Radiofrequência
Há várias ferramentas capazes de armazenar a história dos objetos, como os velhos códigos de barra ou os sensores wireless, mas a que vem sendo mais utilizada na pesquisa de Internet das Coisas é a tecnologia RFID (Identificação por Radiofrequência), que rastreia coisas por meio de ondas de rádio e, geralmente, é acoplada aos objetos por meio de uma simples etiqueta. 
Porém muito ainda precisa ser feito para consolidar a comunicação inteligente de máquina para máquina. O maior desafio é a conexão entre os objetos e uma rede externa onde eles possam buscar dados e, assim, potencializar sua funcionalidade.

Pensando ainda no exemplo do suco: atualmente, a fábrica e o supermercado conseguem controlar cada unidade produzida e vendida, pois eles já estão identificados. Mas, quando o produto chega à casa do consumidor, esses dados não são usados para mais nada e, atualmente, não é possível coletar novos dados sobre o produto.
Esse problema estará solucionado quando os produtos puderem devolver a informação processada de diferentes pontos, até mesmo da casa do consumidor. 
A proliferação de “objetos inteligentes em rede” já orienta as práticas da engenharia civil e da arquitetura naquilo que hoje é chamado de “prédios inteligentes”.
Edifícios com sensores e dispositivos conectados por uma rede IP são capazes de “sentir” o ambiente interno e externo, adaptando ventilação, iluminação, uso de água, escadas rolantes e elevadores de acordo com parâmetros sustentáveis para consumo de energia.
Copiado: https://www.sebrae.com.br

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A Era Industrial Acabou?

O principal desafio das empresas agora é conseguir abandonar o modelo da era industrial e incorporar o da era do conhecimento. 
Isto é um desafio gigantesco. Até porque a idéia da era do conhecimento já se popularizou, mas o fato é que poucas empresas têm conseguido passar do discurso a pratica, nessa área, disse Peter Drucker, mestre da gestão moderna.
A materialização de suas teorias, não impediu que outros grandes teóricos como Jack Welch, Malcolm Gladwel e outros não menos importantes, descartassem idéias do século 20 e aplicassem conceitos, modelos e ferramentas com perspectivas do século 21, nas décadas de 1980 e 1990. Enquanto isso a esmagadora maioria das empresas, governos e gestores, mesmo os mais jovens, ainda está presa aos modelos da era industrial.
Isto ficou evidente quando Welch em sua apresentação no auditório principal da Expo Management 2006, realizada em São Paulo, enfatizou a importância da intuição nas tomadas de decisão. As novas realidades pedem, portanto, que tenhamos tanto percepção como capacidade de análise. Se Descartes disse: “Penso, logo existo”, nós temos de dizer também “Percebo, logo existo”. O único cuidado é que a intuição funciona melhor com os negócios do que com pessoas, destaca.
Em sua visão positivista, ele assinala a perceptível crítica à micro gestão, um dos principais males que assolam o universo das empresas no sentido de que “Os presidentes perguntam muito sobre quais são os problemas, quando devem buscar saber quais foram os acertos, e definiu liderança como a arte de gerenciar pessoas”.

Em um mosaico de temas discutidos, aplicando um simples teste de dupla-escolha da palestra de Stephen Covey, em que o participante pode descobrir se sua empresa ainda está na era industrial, portanto, se ela se inclui nessa maioria prevista por Drucker, estabelece: Qual destas afirmações descreve sua organização?
a) Consideramos cada um responsável pelo progresso em atingir as metas – ou seja, a cultura é responsável pelos resultados; 
b) O líder considera os membros da equipe responsável pelo progresso em atingir as metas.
Se o participante assinalou a alternativa “b”, saiba que sua empresa ainda está na era industrial. Como se reflete esse modelo da era do conhecimento numa economia emergente como a do Brasil? Reflete-se na necessidade de formar trabalhadores do conhecimento e de saber executar estratégias inovadoras, responde.

O que acontecerá com as empresas que não fizerem à transição da era industrial para a do conhecimento, que passa pela internacionalização e equipara as oportunidades de organizações grandes e pequenas? Não se sabe ao certo, mas a grande aposta é que não resistirão por muito tempo. A era seguinte será a da sabedoria, mas antes dela, é preciso ingressar-se na era do conhecimento, diz Covey. Isto inclui começar a pensar em outra palavra-chave “sustentabilidade”, muito utilizada pelos estudiosos do assunto.
Por: Amazildo de Medeiros – http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

7 TRUQUES ESCONDIDOS DO WHATSAPP QUE VÃO FACILITAR A SUA VIDA

Com mais de 1 bilhão de usuários, o WhatsApp é uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas no mundo. Sua simplicidade permite que até quem não tem muita familiaridade com smartphones consiga utilizá-lo facilmente.
Por menos complexo que seja, o WhatsApp tem recursos que não são tão conhecidos e podem facilitar sua vida.
Para facilitar o entendimento dos itens abaixo, vale dizer que o menu “Ajustes” tem formas diferentes em aparelhos com Android e em iPhones. No primeiro caso, ele é mostrado como três bolinhas no canto superior da tela. No segundo, “Ajustes” está no canto inferior direito do aplicativo.
Confira os “truques”:
1. Atalhos de conversa
Um recurso interessante para encontrar facilmente o contato de pessoas importantes. Infelizmente, este recurso só funciona em dispositivos com sistema operacional Android – nos iPhones, será necessário baixar outros apps que liberam essa função.
No WhatsApp, para criar o atalho, clique na aba “Conversas” e clique e segure na conversa escolhida. Depois, clique em “Ajustes” e em “Adicionar atalho para conversa”. Pronto: um ícone da conversa será criado na tela principal do seu celular.
2. Sem downloads automáticos
O aplicativo permite o compartilhamento de imagens. Só que é bem possível que você tenha contatos que enviem fotos não muito importantes que, de quebra, enchem a memória do seu celular.
Por padrão, o WhatsApp baixa automaticamente as imagens. Desative essa função ao clicar em “Ajustes”, em “Configurações” e “Uso de dados”. Depois, selecione o cancelamento do download automático quando seu celular estiver no 4G, no Wi-Fi e em roaming internacional.
3. Lista de transmissão
Este é um bom recurso para quem precisa enviar mensagens em massa. Para criar uma lista de transmissão no Android, vá à aba “Contatos”, clique e segure em um dos nomes para quem você deseja enviar algo. A partir daí, o aplicativo permite que você selecione mais contatos. Depois, clique em “Nova transmissão”, “Criar” e envie a sua mensagem. 
Para iPhones, o procedimento é mais fácil. O item “listas de transmissão” está disponível no menu de conversas. Os destinatários da sua mensagem nos dois sistemas operacionais receberão seu conteúdo sem saber que você fez um envio em massa.
4. Silenciar
Um grupo “animadinho” demais pode ser um incômodo. Para não receber notificações, silencie-o.
Para isso, no Android, basta clicar e segurar no grupo que você deseja calar. Depois, selecione o ícone de equipamento de som na parte superior da tela e selecione o tempo que quer ficar sem notificações.
No iOS, você deve clicar na conversa e no nome do grupo. Depois, vá até o menu “Silenciar”. É possível desativar as notificações dos grupos por até um ano.
5. Mude seu plano de fundo
Um recurso não tão útil assim, mas que deixa seu WhatsApp com a sua cara. Para mudar o plano de fundo, basta clicar em “Ajustes”, “Conversas” e “Papel de Parede”. Você pode escolher fotos do seu rolo da câmera e padrões oferecidos pelo WhatsApp.
6. Buscar mensagens
Está querendo alguma informação que se perdeu nas mensagens trocadas com alguém. Sem problemas. A plataforma tem uma funcionalidade que permite que você busque por meio de palavras-chave.
No Android, vá até a conversa desejada, clique em “Ajustes” no canto superior direito e clique em buscar. No iOS a busca é diferente: no menu “Conversas”, clique na parte de cima da tela e desça o dedo. Uma barra de buscas aparecerá.
7. Estrelinhas
Outra forma de separar conteúdos importantes é por meio de marcações, mostradas em forma de estrelas. Para isso, clique e segure na mensagem que deseja salvar e clique na estrela que aparecerá. Para acessá-las, clique e segure o nome de seu contato e acesse o menu “Mensagens marcadas”.
Copiado: http://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O Que é Indústria 4.0 e Como Ela Vai Impactar o Mundo

O que é a industria 4.0? É um conceito de indústria proposto recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.
Isso significa um novo período no contexto das grandes revoluções industriais.
Com as fábricas inteligentes, diversas mudanças ocorrerão na forma em que os produtos serão manufaturados, causando impactos em diversos setores do mercado.
Histórico das revoluções industriais seguida pela quarta revolução, ou Indústria 4.0.
Resumo das três revoluções industriais seguida pela quarta revolução, ou industria 4.0.
O termo industria 4.0 se originou a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia. O termo foi usado pela primeira vez na Feira de Hannover em 2011. Em Outubro de 2012 o grupo responsável pelo projeto, ministrado por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH)  e Kagermann(acatech) apresentou um relatório de recomendações para o Governo Federal Alemão, a fim de planejar sua implantação. Então, em Abril de 2013 foi publicado na mesma feira um trabalho final sobre o desenvolvimento da industria 4.0

Seu fundamento básico implica que conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor que podem controlar os módulos da produção de forma autônoma. Ou seja, as fábricas inteligentes terão a capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção.

1 – Princípios da Indústria 4.0

Existem seis princípios para o desenvolvimento e implantação da industria 4.0, que definem os sistemas de produção inteligentes que tendem a surgir nos próximos anos. São eles:
  • Capacidade de operação em tempo real: Consiste na aquisição e tratamento de dados de forma praticamente instantânea, permitindo a tomada de decisões em tempo real.
  • Virtualização: Simulações já são utilizadas atualmente, assim como sistemas supervisórios. No entanto, a industria 4.0 propõe a existência de uma cópia virtual das fabricas inteligentes. Permitindo a rastreabilidade e monitoramento remoto de todos os processos por meio dos inúmeros sensores espalhados ao longo da planta.
  • Descentralização: A tomada de decisões poderá ser feita pelo sistema cyber-físico de acordo com as necessidades da produção em tempo real. Além disso, as máquinas não apenas receberão comandos, mas poderão fornecer informações sobre seu ciclo de trabalho. Logo, os módulos da fabrica inteligente trabalharão de forma descentralizada a fim de aprimorar os processos de produção.
  • Orientação a serviços: Utilização de arquiteturas de software orientadas a serviços aliado ao conceito de Internet of Services.
  • Modularidade: Produção de acordo com a demanda, acoplamento e desacoplamento de módulos na produção. O que oferece flexibilidade para alterar as tarefas das máquinas facilmente.

2 – Pilares da indústria 4.0:

Com base nos princípios acima, a industria 4.0 é uma realidade que se torna possível devido aos avanços tecnológicos da última década, aliados às tecnologias em desenvolvimento nos campos de tecnologia da informação e engenharia. As mais relevantes são:
  • Internet das coisas (Internet of Things – IoT): Consiste na conexão em rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos eletrônicos embarcados que permitem a coleta e troca de dados. Sistemas que funcionam a base da Internet das Coisas e são dotados de sensores e atuadores são denominados de sistemas Cyber-físicos, e são a base da industria 4.0.
  • Big Data Analytics: São estruturas de dados muito extensas e complexas que utilizam novas abordagens para a captura, análise e gerenciamento de informações. Aplicada à industria 4.0, a tecnologia de Big Data consiste em 6Cs para lidar com informações relevantes: Conexão (à rede industrial, sensores e CLPs), Cloud (nuvem/dados por demanda), Cyber (modelo e memória), Conteúdo, Comunidade (compartilhamento das informações) e Customização (personalização e valores).
  • Segurança: Um dos principais desafios para o sucesso da quarta revolução industrial está na segurança e robustez dos sistemas de informação. Problemas como falhas de transmissão na comunicação máquina-máquina, ou até mesmo eventuais “engasgos” do sistema podem causar transtornos na produção. Com toda essa conectividade, também serão necessários sistemas que protejam o know-how da companhia, contido nos arquivos de controle dos processos.
Além destas tecnologias, outros dispositivos terão um papel importante na industria 4.0. Como a tecnologia RFID, que vem ganhando espaço com os sistemas de rastreabilidade industrial, e os módulos IO-Link.  Esses módulos possuem endereço IP próprio, com conexões diretas de alto e baixo nível. Portanto, descentralizam e organizam a rede de sensores e demais componentes.

Com o processo de modularidade da indústria 4.0, aliado à crescente quantidade de sensores que serão utilizados nas fábricas inteligentes, os módulos IO-Link desenvolvimento de sistemas Cyber-físicos para fábricas inteligentes.
Conexões de dispositivos industriais convencionais x Conexões via módulos distribuídos IO link.
Conexões de dispositivos industriais convencionais x Conexões via módulos distribuídos IO-link.
Conforme o avanço das tecnologias aqui citadas, a tendencia é que em um futuro próximo as fábricas se adequem ao conceito de indústria 4.0, tornando-se altamente autônomas e eficientes.

3 – Impactos da Indústria 4.0: 

Um dos maiores impactos causados pela indústria 4.0 será uma mudança que afetará o mercado como um todo. Consiste na criação de novos modelos de negócios. Em um mercado cada vez mais exigente, muitas empresas já procuram integrar ao produto necessidades e preferências específicas de cada cliente. A customização prévia do produto por parte dos consumidores tende a ser uma variável a mais no processo de manufatura, mas as fábricas inteligentes serão capazes de levar a personalização de cada cliente em consideração, se adaptando às preferências.
Outro ponto que será abalado pela quarta revolução industrial será a pesquisa e desenvolvimento nos campos de segurança em T.I., confiabilidade da produção e interação máquina-máquina. A tecnologia deverá se desenvolver continuamente para tornar viável a adaptação de empresas a este novo padrão de indústria que está surgindo.
Os profissionais também precisarão se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão enquanto algumas deixarão de existir. Os trabalhos manuais e repetitivos já vem sendo substituídos por mão de obra automatizada, e com indústria 4.0 isso tende a continuar. Por outro lado, as demandas em pesquisa e desenvolvimento oferecerão oportunidades para profissionais tecnicamente capacitados, com formação multidisciplinar para compreender e trabalhar com a variedade de tecnologia que compõe uma fábrica inteligente.
Copiado: https://www.citisystems.com.br/industria-4-0/

terça-feira, 25 de junho de 2013

Produtos Inovadores Versus Tecnologia

Qual a Relação Entre Produtos Inovadores e Tecnologia? 

Qual a Vantagem de Uma Empresa Atuar Sozinha em Um Segmento de Mercado?

Quais os Exemplos de Produtos Inovadores de Sucesso?

Em função da instabilidade do consumidor, das rápidas mudanças no seu comportamento de compras, da tecnologia dos novos produtos e principalmente do aumento da concorrência, muitas organizações vêm sofrendo uma enorme pressão para ampliarem sua linha de produtos.

Há quem diga que algumas empresas não sobreviverão com a restrita linha de produtos existente e, por isso mesmo, seriam necessárias melhorias nos atuais produtos ou um contínuo desenvolvimento de Produtos Inovadores

As empresas que lançam produtos inovadores na frente de seus concorrentes normalmente atuam sozinhas no segmento de mercado durante certo tempo e isso proporciona uma enorme vantagem para seu marketing share.

Um bom exemplo disso foi o lançamento das lâminas Sensor da Gillette – em 1990 – a qual conseguiu reverter uma tendência que durava décadas, no sentido de combater os barbeadores descartáveis que possuíam baixos preços e proporcionavam pouco lucro. Além disso, o lançamento do depilador feminino dois anos depois rapidamente conquistou esse exigente mercado, aumentado os lucros da Gillette em 30% nesse ano.

Outra vantagem para as empresas que lançam produtos inovadores é que a imagem delas no mercado se torna muito mais sólida. Além disso, os canais de distribuição são formados por pioneiros do segmento de mercado que criam uma barreira à entrada de novos concorrentes. 

O melhor exemplo disso foi a própria lâmina Sensor (da Gillette), cuja máquina de soldar a laser era tão aperfeiçoada e cara que os seus concorrentes não conseguiam igualar.

Empresas fabricantes de um único produto dependem de um único segmento de mercado para sobreviverem e, por isso mesmo, muitas delas vêm empreendendo esforços para diversificarem sua linha de produtos como é o caso da Kodak, da Xerox e outras.

Um bom exemplo disso é a Bacardi, a qual se popularizou nos anos 60 com o famoso drinque Cuba Libre (misturado com Coca-Cola). Mas, o aumento da popularidade dos drinques a base frutas e uma certa saturação do refrigerante Coca-Cola por parte dos consumidores tiraram sua popularidade, levando a Bacardi pesquisar produtos inovadores.

Porém, a inovação das empresas está diretamente ligada à quantidade de pesquisa e desenvolvimento que ela realiza e, diante disso, pode-se afirmar que a Tecnologia seria o ingrediente básico para a Inovação e para o lançamento de novos produtos.

Sendo assim, a fim de aumentar o nível de inovações tecnológicas nos novos produtos as empresas deveriam fazer com que seu pessoal de P[_e_]D participe de eventos científicos a fim de acompanhar os avanços tecnológicos e, além disso, deveriam atuar em associações com empresas líderes em pesquisa, a fim de desenvolverem produtos em conjunto.

As organizações também deveriam se associar a universidades, centros de pesquisa ou pesquisadores autônomos. Embora exista certo receio dos acadêmicos universitários em se associarem às indústrias, eles certamente gostariam de ver seus conhecimentos resultarem em projetos aplicáveis a novos produtos. 

Também não é necessário dizer que as Universidades carecem de recursos financeiros e, portanto, a parceria com elas seria útil a ambos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

As 12 lições que Steve Jobs ensinou a Guy Kawasaki


No artigo de hoje, trazemos até si um dos homens que tem sido considerado um gênio na gestão de grandes empresas. Estamos falando de Guy Kawasaki.

Este especialista em capital de risco é um dos maiores experts mundiais na área do empreendedorismo. Ele é também autor de vários best-sellers e trabalha atualmente com muitas empresas de Silicon Valley. 

Guy Kawasaki também foi um dos responsáveis pela criação do Macintosh em 1984 e trabalha atualmente com a Apple, tendo sido uma das pessoas que mais lidou com Steve Jobs. 

Kawasaki escreve artigos para algumas das revistas conceituadas a nível mundial. Devido ao seu contato constante com o fundador da Apple, ele publicou um artigo que viajou por todo o mundo, onde ele partilhou 12 lições que ele aprendeu com Steve Jobs, o qual consideramos que podia interessar a todos os freelancers e pessoas que tenham vontade de iniciar o seu próprio negócio. Segue a lista!

1. TENHA CUIDADO COM OS ESPECIALISTAS

Para Gawasaki, os especialistas são aquelas pessoas que “não podem fazer” por si mesmos então aconselham os outros. No entanto, eles apenas sabem o que está errado com o produto, não sabem como torná-lo maior. Eles podem ensiná-lo a vender mas eles não conseguem vender algo que é deles. Kawasaki aconselha a que se presta atenção o que dizem os especialistas, mas que depois filtre, adaptando à sua realidade toda a informação que recebeu.

2. OS CLIENTES NÃO SABEM DIZER O QUE VOCÊ PRECISA

Esta é uma frase antiga de Steve Jobs mas parece que também foi uma das lições mais importantes retiradas por Guy Kawasaki. Segundo ele, o antigo líder da Apple não tinha qualquer equipa de pesquisa de mercado. Quem tomava decisões era “o lado esquerdo do cérebro de Steve Jobs” falando com o direito. “Se você perguntar aos clientes o que eles querem, eles vão sempre dizer querem algo melhor, mais rápido e mais barato”, explica Kawasaki. Para ele, isso não é ser revolucionário pois os clientes acabam fazendo os seus pedidos tendo como base o que eles sentem no presente e não o que eles vão sentir no futuro. “As grandes startups estão a criar um produto que o cliente vai querer usar e não algo que ele está a precisar neste momento”.

3. VÁ PARA A PRÓXIMA CURVA

Enquanto que algumas empresas concentram-se em avançar um pouco mais na sua tecnologia, a Apple sente tentou dar mais do que isso. Tentou criar novas necessidades. “Enquanto que algumas empresas estavam pensando em mudar os tipos de letras, a Apple já estava pensando numa impressão a laser”, explica Guy Kawasaki, que termina este ponto com uma questão interessante: “Você está colhendo gelo de um lago bem gelado ou já comprou uma máquina para fazer gelo?”.

4. OS MAIORES DESAFIOS GERAM UM TRABALHO MELHOR

Para Guy Kawasaki, nada de ficar pensando pequeno. Para ele, Steve Jobs pensava grande e foi essa uma das chaves para o seu sucesso. “Eu ficava sempre com muito medo do que Steve Jobs fosse falar do meu trabalho. Concorrer contra a IBM e a Microsoft era um grande desafio. Mudar o mundo era um grande desafio. Eu e os empregados da Apple fizemos um grande trabalho e demos sempre o nosso melhor. Tivemos que dar o nosso melhor para enfrentar os desafios grandes”, refere Kawasaki.

5. O DESIGN É IMPORTANTE

É do conhecimento público que Steve Jobs era extremamente rigoroso com os pormenores. No seu próprio livro, ele conta um momento em que rejeitou milhares de tons da bege pois ele não gostava de nenhum tom de bege que a empresa tinha apresentado Estamos a falar de milhares de tons de bege! No design Steve Jobs não era diferente. Ele queria levar tudo ao limite. “Grande parte dos mortais acha que preto é preto e uma lata de lixo é uma lata de lixo. Mas Steve via de forma diferente. Ele afirmava que muitas pessoas preocupavam-se com o design mas poucas estavam interessadas em senti-lo”, escreve Guy Kawasaki.

6. VOCÊ NÃO PODE SE DAR MAL COM MUITOS GRÁFICOS E FONTES GRANDES

Quem não se recorda das apresentações memoráveis de Steve Jobs? O fundador da Apple dava autênticos espetáculos na apresentação dos seus produtos. Segundo Guy Kawasaki, um dos segredos eram os gráficos e as imagens muito grandes que ele utilizava. “Vocês lembra-se dos slides que ele usava? Tinha um fonte de 60! Geralmente havia uma imagem grande ou um gráfico. Olhe para os outros. A fonte era de 8 e não existiam gráficos. Por isso é que se dizia que ele era o melhor nas suas apresentações. Ainda me pergunto porque razão ninguém copiou o estilo dele”, esclarece Kawasaki.

7. MUDAR A SUA MENTE É SINAL DE INTELIGÊNCIA

Quando Steve Jobs lançou o iPhone, não existiam aplicativos. Steve Jobs avisou logo que eles seriam algo mau pois você jamais saberia o que poderia acontecer ao seu smartphone. No entanto, o líder da Apple mudou de ideias e Guy Kawasaki reconheceu isso como uma “evolução” por parte de Steve Jobs, especialmente se tivermos em conta que ele era uma pessoa muito convicta das suas ideias e ambições.

8. VALOR É DIFERENTE DE PREÇO

“Ai de vocês que comecem algo pensando no preço. Pior ainda é se você compete exclusivamente com o preço. Preço não é tudo o que interessa. Pelo menos para algumas pessoas, o mais importante é o valor. O valor leva em conta o treino, o suporte e a alegria de utilizar uma melhor ferramenta. É seguro afirmarmos que ninguém compra os produtos da Apple pelo seu baixo custo”, refere Guy Kawasaki, que comparou a Apple a empresa como a Zappos ou as empresas de Richard Branson, afirmando que faziam um trabalho “semelhante”.

9. CONTRATE PESSOAS MELHORES DO QUE VOCÊ

Steve Jobs era muito exigente com as pessoas que contratavam com ele e Guy Kawasaki não é excepção. Ele afirma que Jobs era “muito disciplinado” e por isso gostava de ter os melhores ao lado dele. “Na verdade, Steve acreditava que era preciso contratar pessoas que fossem tão boas ou melhores do que ele. Como é óbvio, também tínhamos pessoas como níveis inferiores. Mas se você não contratar pessoas melhores do que você, acontecerá aquilo que Steve Jobs chamava a ‘explosão de Bozo’, ou seja, grandes empresas que atingem o sucesso mas que depois acabam por cair em termos de resultados”.

10. OS CEO’S DEVEM APRESENTAR OS SEUS PRÓPRIOS PRODUTOS

Steve Jobs nunca percebia porque razão eram os vice-presidentes ou outros membros da equipa a apresentarem os lançamentos das empresas. Para o líder da Apple, deveriam ser os próprios CEO’s a fazer essas apresentações. “Estão milhões de pessoas assistindo, porque razão não vão eles? Talvez seja para mostrar que há um esforço em equipa. Ou então será porque eles não percebem nada daquilo que estão produzindo? Não será isso muito patético?”.

11. POR VEZES DEIXE SEGUIR

Steve Jobs era exigente, mas ele sabia os seus limites. Segundo Guy Kawasaki, ele por vezes lançava alguns produtos mesmo que eles não tivessem 100% perfeitos. “Ao lançar um produto, você vai errar mesmo. Portanto, jogue ele para a parede e depois analise tudo. Acho que esse é um medo de típico: o de compartilhar coisas que não estejam prontas. O melhor mesmo é ir melhorando o próprio produto, aos poucos”, explica Guy Kawasaki.

12. ALGUMAS COISAS PRECISAM QUE VOCÊ ACREDITE PARA SEREM VISTAS

“Quando você enfrenta grandes desafios, dá de caras com vários especialistas. Se está focado em criar algo com valor único, você precisa de fazer as pessoas acreditarem no que você está fazendo. As pessoas precisam de acreditar no Macintosh para vê-lo tornar-se real, o mesmo para o iPod, iPhone ou iPad. Nem todos vão acreditar, mas tudo bem. O ponto de partida para mudar o seu mundo está em mudar algumas mentes. Estas foi das maiores lições que aprendi com o Steve. Ele que descanse em paz, sabendo que realmente mudou o mundo”.

CONCLUSÃO

Estes pontos destacados por Kawasaki dão uma visão perfeita de como pensava Steve Jobs. Persistente (até um certo ponto), louco para acreditar em tudo o que criou e acima de tudo focado. Muito mas muito focado. Steve Jobs passava todo o seu dia pensando em fazer sucesso, pensando em mudar o mundo. Mais do que destacar o design dos seus produtos ou a inovação, um dos principais segredos dele para o sucesso foi o foco com que sempre acreditou em tudo. Com concentração no seu trabalho, ele passou a acreditar mais, a estudar mais ou até a ser mais exigente. Mas isso apenas foi possível devido a um esforço enorme da sua parte.

Por Luciano Larrossa em Empreendedorismo - http://www.escolafreelancer.com