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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Talento: Se Nasce Com Ele?


Por muito tempo acreditou-se que #talento era só pessoas especiais, pois elas já nasciam com ele. Mas isso mudou. Dentro da Academia já há autores que afirmam que quem tem talento, são aquelas pessoas que investiram tempo treinando, se dedicaram e estudaram para se tornarem habilidosas no que fazem. Já a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (2012) argumenta que o treino das habilidades se dá ao longo da vida.

No entanto, nossa personalidade pode trazer indicadores de um potencial a ser trabalhado. Por exemplo, segundo a teoria dos 4 temperamentos de Hipócrates, os coléricos são realizadores, mas não tão bons com detalhes, o que é um ponto forte do melancólico. E ambos podem aprender um com outro.

Ou seja, a nossa personalidade pode até nos dar uma "dica" de que talento podemos desenvolver, mas realmente tê-lo depende de estudo, disposição, dedicação e muito treino para se chegar à #performance.

Para ilustrar melhor vejamos o exemplo bailarina Anna Clara Lima que conquistou o primeiro lugar no solo de balé neoclássico na 38ª edição do Festival de Dança de Joinville recentemente. Ela treina e estuda balé desde seus 3 anos de idade e conquistou o primeiro lugar em um importante festival aos 17 anos. Logo, o que fez com que ela se destacasse entre os demais foi treino e dedicação ao longo da vida. Um bom bailarino alonga todos os dias e treina muito, o vocalize é o alongamento do cantor, este também está sempre estudando. Portanto, se secretariar é uma arte, o balé e o canto são excelentes metáforas para entendermos melhor o que realmente é talento x pessoa talentosa.

Outra questão é que segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (2012) argumenta é que o talento pode perder seu valor por falta de uso. Nesse contexto, usando a arte como metáfora e por analogia, assim como um cantor precisa fazer vocalizes, estudar e treinar para manter ou chegar a cantar bem ou o bailarino precisa se alongar, estudar, se dedicar e treinar, nós secretários também precisamos treinar para que nossas habilidades retenham seu valor e a cada dia nos tornemos melhor no que fazemos.

Sabe aquela parábola dos talentos da bíblia? Pois é! Ela diz que talento é algo de valor e confiado a você para administrar. Não é para enterrá-lo, mas fazê-lo "multiplicar", ou seja, performance se não quiser chorar pela oportunidade perdida depois.

Portanto embora nossa personalidade possa nos ajudar a descobrir nosso potencial e talento, a nos colocar à disposição da tarefa ou trabalho, o que determina o quanto seremos habilidosos e chegaremos à performance é o quanto nos dedicamos e treinamos essas habilidades para executar as tarefas, cumprir nosso papel e responsabilidades cada vez melhor a cada dia.

Outra questão importante é trabalhar o mindset no sentido de vencer crenças limitantes, não deixar o que os outros falam vire uma crença limitante na nossa mente, impedindo de acreditarmos que podemos. Logo, se cercar de pessoas que te apoiam emocionalmente pode ajudar a manter otimismo, confiança, foco e #autoestima.

Então, o conselho que dou a mim mesma e compartilho é: seja melhor ainda no que você é boa. Conheça os seus gaps de personalidade e de técnicas e administre tudo isso dando o seu melhor. Viva um dia de cada vez, apreciando um momento de cada vez, tendo coragem para mudar o que pode e serenidade para lidar com o que não pode mudar. Então, busque sabedoria para entender, ter discernimento de qual é a diferença entre o momento de ter coragem e serenidade. Faça sua oração pela manhã refletindo sobre ações do dia anterior para avaliar o que deu certo e o que não deu certo e ajuste seu projeto e vida e profissional. E, principalmente, não se compare a ninguém, nem permita que alguém faça isso com você. Contrarie essa pessoa mesmo que apenas por um diálogo interno e só ouça e demonstre humildade.

Por fim, seja corajosa e forte, e trabalhe muito para alcançar seu objetivo. E, caso surpreenda alguém fazendo comparações, se tiver chance e for espiritual, "restaure" a pessoa em mansidão e amor fraternal, mostrando-lhe o erro e o quanto ela te faz se sentir desconfortável e ofendida. Porém cuide para não seja tentada a fazer o mesmo nem deixe para falar só quando não suporta mais. Preferir ter empatia a ter razão é inteligente. Seja sua melhor amiga, não enterre o seu talento.

Em virtude de crenças limitantes, eu deixei de crescer e teria salvado tempo se tivesse identificado elas antes. Pois eu tive clareza delas antes, então não podia combatê-las. Desde cedo demonstrei gosto pelo português, comunicação e idiomas, desde 1996 tenho treino habilidades necessárias para as tarefas e responsabilidades do escopo de #secretariado. Mas acabei absorvendo nóias que não eram minhas, encucando crenças limitantes que não eram minhas e perdi muito tempo com isso.

Por isso, uma lição que compartilho é que trabalhar a mente, ou seja, a inteligência emocional e resiliência. Porque um bom ambiente ou circunstância favorável pode ajudar, mas não é determinante. A vida não é um mar de rosas, não convivemos com pessoas perfeitas. Por isso o protagonismo, a inteligência social (que é a emocional ampliada) e resiliência são tão importantes, pois você fará acontecer ao invés de esperar que algum príncipe a salve! Ter alguém do seu lado que te levante é ótimo. Mas sua vida não pode depender disso, pois pessoas falham.

No que se refere a temperamentos e fazer a coisa acontecer, aquele que pontua bastante no temperamento melancólico, muito provavelmente terá como gap o pessimismo, Logo, conviver com pessoas mais otimistas pode ajudá-lo a resolver o problema ou lidar melhor ele. Em suma, conviver com pessoas com empatia e que torcem por você pode ajudar a salvar tempo e não perder o foco, continuar trabalhando no seu #desenvolvimento como pessoa e #profissional.

Já o colérico é o mais irritável dos temperamentos e o seu perigo é ver pessoas como utilitário, ser muito racionalista. Um ponto forte desse temperamento é ser prático, tem foco, então não é incomum se tornarem empresários e chefes. Mas que Tom Peters e pessoas de outras personalidades consigam convencê-lo a ser um líder mais gentil, empático e colocar as pessoas no centro da estratégia nas organizações!

Nesse contexto, entendemos que Paulos podem te dar um não em algum momento, entretanto em um Barnabé poderá encontrar o seu sim. Erros são lições para vida. É preciso ter serenidade e inteligência social (inteligência emocional mais ampliada segundo Goleman) para lidar com os nãos da vida sem esmurecer.

Ainda sobre indicadores de personalidade, temperamento pontuaria que nem mesmo a Igreja escapa de ter pessoas com gaps de personalidade. O discípulo Paulo de Tarso, segundo Tim LaHaye era colérico. Ele quase "jogou fora" Marcos por achar "não poderia contar" com ele para determinado trabalho. Barnabé chegou a ter uma forte discussão com apóstolo Paulo a respeito disso. Mas depois Paulo se arrependeu e Marcos e ele voltaram a trabalhar juntos em um outro momento.

Isso reforça o quanto um ambiente de diversidade de personalidades pode facilitar o aprendizado mútuo e nos traz indicadores. Portanto ter uma inteligência emocional trabalhada pode ajudar a aproveitar esse aprendizado e salvar tempo no que diz respeito de desenvolvimento do talento. Indicadores de personalidade não são menos relevantes que dominar técnicas e conhecimento. Por exemplo, Peter Shultz defende a ideia de se contratar pessoas pelo caráter e então treinar e desenvolver as habilidades. E a Academia, tanto gestão de pessoas quanto contabilidade gerencial, já assumem que o quanto se treina, desenvolve e retém pessoas são indicadores empresariais que um gestor deve dar atenção.

Nem todo mundo sabe animar, incentivar ou levantar uma pessoa e ter empatia, agir semelhantemente a um "coach". E até a família pode falhar segundo a obra "Neurociência da felicidade" de Dra Rosana Alves. Então o melhor a fazer por si é ser protagonista, líder de si mesmo, seu melhor amigo, cuidando muito bem dos seus talentos para que eles retenham seu valor. Pois o talento se tornou uma moeda global no século 21.

Além do mais é relevante pontuar que cuidar para que população tenha as habilidades necessárias para estarem inseridas no mercado, independente de profissão, é tarefa de todos, da família da escola, governo, empresas etc. E talento se desenvolve, não se nasce com ele. Uma pessoa pode ter um potencial incrível, mas enterrar esse talento por falta de coragem, resiliência, inteligência social, protagonismo e estímulo.

Portanto, não enterre o seu talento para estar pronto para as oportunidades que surgirem. Se disponha a fazer atas das reuniões de família, aplique 5S na sua casa ou seu trabalho voluntário e continue treinando até chegar seu sim se ele ainda não chegou. Além disso, tome cuidado com a soberba, seja humilde ao ouvir críticas, mas só retenha, agregue o que for bom não permitindo que comparações ou críticas negativas exterminem sua autoestima!

Copiado: https://www.linkedin.com/pulse/talento-se-nasce-com-ele-alessandra-assis

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Afinal Inovadores, o Que Significa DISRUPÇÃO ?


 O termo tem sido visto com cada vez mais frequência no ambiente de negócios e você provavelmente vê o uso do termo disrupção para descrever algo surpreendente ou inovador em modelos de negócios, em produtos ou até mesmo em serviços e provavelmente tem sido usado incorretamente nas organizações.

Desde que Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, propôs pela primeira vez sua teoria da Inovação Disruptiva em 1995, o termo tem sido amplamente cooptado e desviado pela comunidade empresarial. 

O resultado é o que acontece quando as palavras são mal utilizadas pelas massas: a palavra assume o significado mal utilizado.

Disrupção no jargão empresarial comumente significa inovar de uma maneira nova ou surpreendente ou até mesmo romper com o paradigma atual. 

Mas recentemente, em publicação na Harvard Business Review, o próprio Christensen acrescentou clareza ao termo, juntamente com os co-autores Michael E. Raynor (diretor da Deloitte Consulting) e Rory MacDonald (professor da HBS). 

Muitas pessoas, escrevem eles, “usam o termo livremente para invocar o conceito de inovação em apoio de qualquer coisa que desejem fazer”.

As dúvidas partem do próprio significado da palavra disrupção, mesmo sem associação com inovação. 

Em português, no dicionário, seu significado está associado ao ato de romper, de interromper o curso natural, de gerar uma ruptura. 

A etimologia da palavra disrupção vem do latim disruptio.onis, ou seja, fratura ou quebra. Adicionalmente, o fato de existirem diversas definições de inovação aumentam o desafio para correta interpretação do termo inclusive com a conclusão que inovação disruptiva é o mesmo que subir para cima, ou seja, um pleonasmo.

De acordo com o artigo da HBS, inovação disruptiva não se aplica necessariamente para todo o mercado onde os os entrantes fizeram as empresas históricas tropeçarem. 

Em outras palavras, só porque uma startup conquistou clientes com um avanço de alta tecnologia, isso não significa que você de fato atrapalhou a velha guarda.

Disrupção só acontece quando as empresas de mercado estão tão focadas em agradar seus clientes mais lucrativos que negligenciam ou julgam mal as necessidades de seus outros segmentos. Se uma empresa aparecer e conquistar os segmentos negligenciados – com melhor preço ou funcionalidade sua inovação é potencialmente disruptiva. 

Mas a razão não é necessariamente porque o que você está fazendo é tão novo ou de alta tecnologia. É porque as grandes empresas que estão focando nos segmentos de alto lucro ainda não responderam adequadamente à sua entrada.

A verdadeira disrupção acontece quando o recém-chegado, já tendo conquistado os clientes que os líderes de mercado estão negligenciando, começam a conquistar também os clientes de alta margem até o ponto de tirá-los do mercado. Ou seja, a chave para os recém-chegados é entregar o nível de serviço e desempenho atualmente exigido pelo mercado, preservando as vantagens que levaram ao seu sucesso inicial.

De acordo com Christensen, por exemplo, o Uber não está atrapalhando o negócio de táxi e é bem provável que os serviços coexistam por algum tempo. Segundo ele, é difícil afirmar que a empresa encontrou uma oportunidade realmente de baixo custo. Ou seja, apesar das diferenças no modelo de negócios, a estrutura de custos do Uber é muito similar a dos táxis em grande parte do mundo com preços na mesma ordem de grandeza. Além disso, o Uber também não visava principalmente os usuários contínuos de táxi, pessoas que achavam as alternativas existentes tão caras ou inconvenientes que pegavam o transporte público ou dirigiam. Afinal, o serviço foi lançado em São Francisco (um mercado de táxis bem servido) e os seus clientes já eram pessoas com o hábito de contratar caronas.

O que o Uber está fazendo é, sem dúvida e principalmente, aumentar a demanda total e não capturar os clientes de táxi. Boa parte dos usuários de Uber não usavam táxi assim como o usam em determinadas condições específicas como curtas distâncias e em função da lei seca para motoristas de carro . Esse fenômeno acontece quando uma empresa desenvolve uma solução melhor e ligeiramente menos dispendiosa para uma necessidade do cliente. As empresas que operam por baixo custo começam apelando para os consumidores de baixa renda ou não atendidos e depois migram para o mercado mainstream. O Uber foi exatamente na direção oposta: construindo uma posição no mercado mainstream com foco em diferenciação e conveniência primeiramente e subsequentemente apelando para segmentos historicamente negligenciados.

De fato, no livro Inovação Disruptiva, Clayton Christensen define duas formas para que isso aconteça: a disrupção de baixo custo se refere às empresas que chegam ao mercado e atendem clientes com menor margem de uma maneira que seja boa o suficiente. Nesse caso, as empresas de mercado tendem a direcionar (ou já direcionaram) esforços para os clientes que geram maior lucro, abrindo mão daquela fatia de mercado.

Ao outra forma de inovação disruptiva é a criação de um novo mercado e que se refere às empresas que competem naqueles clientes não atendidos pelos grandes players. Semelhante a uma interrupção de baixo custo, os produtos oferecidos são geralmente vistos como bons o suficiente, e os negócios emergentes podem ser lucrativos a preços mais baixos. 

A principal diferença entre os dois tipos de disrupção está no fato de que a de baixo custo se concentra em clientes que eram atendidos por uma estrutura muito custosa pelos líderes de mercado e a de novos mercados se concentra em clientes carentes que não eram atendidos.

Além disso, a inovação disruptiva é um processo, não um momento único ou uma introdução de produto isolado. Segundo os autores esse processo pode levar décadas e nem isso necessariamente resulta em um apagão do grande player.

Netflix é um exemplo de uma empresa inovadora e disruptiva que gradualmente conquistou o líder de mercado Blockbuster. Se a Netflix (como a Uber) tivesse começado lançando um serviço direcionado ao principal mercado de seu concorrente maior, a resposta da Blockbuster provavelmente teria sido um contra-ataque vigoroso e talvez bem-sucedido. Em vez disso, o Netflix começou na periferia. De fato, o serviço atraiu apenas alguns grupos de clientes e fãs de cinema que não se importavam com os novos lançamentos. Ou seja, não foram direcionados inicialmente esforços para os típicos clientes de locadoras de vídeos.

Assim, compreender a inovação disruptiva conforme proposta no livro é antes de mais nada fundamental para uma empresa entender a forma de operar seu modelo de negócios nas sombras dos grandes players tempo o suficiente para se tornarem grandes e dominarem todo mercado. 


Conforme dito, a verdadeira disrupção acontece quando o negócio atua em clientes negligenciados e, após algum tempo, começa a conquistar também os clientes de maior rentabilidade até que o concorrente mainstream não exista.


Copiado: https://setecnet.com.br/

segunda-feira, 3 de maio de 2021

DISRUPTIVO: O que é, Importância e Por que Inovar nas Empresas


Você sabe o que é disruptivo e por que esse termo é decisivo para os negócios?

Cada vez mais, nos deparamos com tecnologias disruptivas, inovações disruptivas e empresas que fazem da disrupção seu diferencial competitivo.

Mas, para além das inovações de alto nível e últimas tecnologias, o termo diz respeito a um processo específico que impacta mercados e transforma hábitos de consumo.

Agora mesmo, você está usando várias tecnologias que já foram consideradas disruptivas, e a qualquer momento tudo pode mudar com mais uma novidade avassaladora.

Qual será a próxima?

Que produtos e serviços serão substituídos em breve?

Como seu negócio se posiciona nesses tempos de ruptura constante?

Então, se você quer dominar as tendências disruptivas e inovar com propriedade, siga a leitura.

  • O que é disruptivo?

Disruptivo é aquilo que causa disrupção, ou seja, que causa um rompimento na ordem usual ou andamento normal de um processo.

As startups foram as responsáveis por popularizar a palavra, que se tornou obrigatória para os jovens empreendedores do século 21.

Para que algo seja considerado disruptivo, deve provocar uma ruptura nos padrões e modelos estabelecidos no mercado.

Logo, não basta ser inovador para causar disrupção: é preciso quebrar paradigmas e impactar hábitos e comportamentos dos consumidores.

Por exemplo, lançar um novo modelo de automóvel de luxo com tecnologias inéditas não é necessariamente disruptivo, pois a maior parte das pessoas não terá acesso à inovação e o mercado continuará o mesmo.

Agora, lançar um veículo autônomo de produção em massa seria algo realmente transformador, muito mais próximo do que chamamos de disrupção.

  • Significado

Em seu significado original, disruptivo indica uma alteração brusca e, muitas vezes, incômoda, mas hoje já é praticamente um sinônimo de inovação.

Na tradução literal do conceito inglês “disrupt”, encontramos termos como interromper e desmoronar, indicando a derrubada de um padrão anterior para dar início a algo totalmente novo.

Com a apropriação do termo pelas estratégias de marketing e publicidade, disruptivo passou a ter conotação positiva, caracterizando aquilo que é de fato pioneiro e decisivo para o futuro.

  • História e uso do termo

O primeiro a usar o termo disruptivo para se referir às novas tecnologias que substituem as anteriores foi o professor de Administração Clayton M. Christensen, em artigo escrito para a Harvard Business Review, junto com Joseph Bower, em 1995.

Mais tarde, Christensen lançou o livro The Innovator’s Dilemma: When New Technologies Cause Great Firms to Fail (Harvard Business School Press, 1997), no qual se aprofunda na descrição do termo.

Mas foi somente com a obra The Innovator’s Solution: Creating and Sustaining Successful Growth (Harvard Business School Press, 2003) que ele passou a difundir o termo “inovação disruptiva”.

Desde então, o Vale do Silício adotou as expressões inovação disruptiva e tecnologia disruptiva, que se referem a produtos, serviços e soluções com características revolucionárias.

  • O disruptivo no campo da inovação e das empresas

No campo da inovação e das empresas, é considerada disruptiva toda solução, ideia ou tecnologia capaz de reconfigurar as dinâmicas do mercado.

É importante diferenciar o disruptivo de aprimoramentos tecnológicos e invenções que não afetam significativamente a economia, pois o conceito tem dimensões mais amplas.

Em outras palavras, a disrupção deve mudar nossa forma de pensar, nos comportar e fazer negócios, além de atingir diretamente as atividades do dia a dia.

Além disso, é comum que as inovações disruptivas eliminem um mercado existente, trazendo soluções mais eficientes e vantajosas.

  • O que é inovação disruptiva?

Inovação disruptiva é aquela capaz de criar um novo mercado ao mesmo tempo em que abala o mercado existente, segundo a definição clássica.

A expressão foi considerada a mais influente nos negócios do nosso século, tamanha sua importância.

De acordo com o professor Christensen, as inovações podem ser “sustentadoras” ou “disruptivas”.

No primeiro caso, a novidade não afeta os mercados existentes e pode ser do tipo “evolutiva”, que aprimora um produto já consolidado a partir das expectativas do consumidor.

Já o segundo caso aponta para inovações muito mais marcantes, que costumam acontecer de forma inesperada e instituir um novo conjunto de valores e comportamentos.

Assim, a inovação disruptiva se caracteriza pela capacidade de deslocar os produtos e empresas líderes de mercado, mirando em públicos que não eram atendidos pelas ofertas vigentes ou que possuíam outras necessidades.

De modo geral, esse tipo de inovação vem de empresas pequenas e startups, pois as grandes corporações estão mais interessadas em aprimorar seus produtos e atingir clientes mais rentáveis.

Enquanto isso, as empresas que se dedicam à inovação disruptiva começam com soluções de custo menor para novos nichos, que vão evoluindo aos poucos até conquistarem também o mercado tradicional.

Um bom exemplo é a Netflix, que iniciou o negócio de streaming por assinatura de forma discreta e logo dominou o mercado de entretenimento na TV.

  • Principais diferenças entre a inovação disruptiva e a inovação tradicional

A principal diferença entre a inovação disruptiva e a tradicional é a capacidade de transformar mercados e redefinir soluções.

Outro ponto essencial é a trajetória única das inovações disruptivas, que começam atendendo nichos mais restritos do mercado e vão elevando a qualidade até atingir os clientes mais exigentes, mantendo o diferencial do início.

Quando chegam ao topo de sua evolução, essas inovações superam as empresas dominantes, pois apresentam uma mudança radical no conceito original do produto – somada à alta qualidade esperada pelos clientes.

Isso não significa que as empresas líderes de mercado não inovem, mas seus esforços estão focados em aprimorar soluções para atender aos clientes mais lucrativos.

É por isso que a inovação tradicional não ultrapassa os limites da oferta existente, pois qualquer ruptura representa uma ameaça às soluções consolidadas.  

  • Para que serve a inovação disruptiva?

A inovação disruptiva serve para introduzir mais simplicidade, conveniência e um custo-benefício superior no mercado.

Seu impacto é especialmente importante em segmentos que mantêm altos preços e soluções complicadas como padrão.

Um exemplo clássico é o computador pessoal, que surgiu para desafiar a indústria de computadores corporativos da década de 1970.

Na época, a pioneira Apple começou a vender seus computadores para usuários que eram apaixonados por tecnologia, mas que jamais poderiam pagar US$ 200 mil pelas máquinas.

A ideia de levar os computadores para dentro de casa pareceu inusitada para muita gente no início, porém logo se mostrou acertada.

Pouco a pouco, tecnologias melhores e mais baratas surgiram para atender a todos os públicos e, assim, revolucionar a indústria e a vida de milhões de pessoas.

  • O que um negócio precisa para ser disruptivo?

Para ser disruptivo, um negócio precisa explorar novas tecnologias e oferecer soluções de forma radicalmente diferente.

Não basta melhorar os produtos existentes ou introduzir tecnologias futuristas: é preciso criar soluções acessíveis e mudar para sempre o mercado-alvo.

Além disso, a estrutura mais promissora para viabilizar a disrupção está nas startups, porque as grandes corporações não podem arcar com os custos e riscos desse tipo de inovação.

Afinal, a inovação disruptiva normalmente não é lucrativa logo de início, e seu processo pode ser bastante longo em comparação com as inovações que desafiam menos os paradigmas.

  • Como é o processo de inovação disruptiva?

O processo de inovação disruptiva começa com soluções e tecnologias experimentais e em pequena escala.

Tipicamente, os disruptores focam seus primeiros esforços em públicos que foram negligenciados pelas empresas incumbentes (que detêm uma fatia considerável do mercado).

No início, toda inovação desse tipo pode parecer pouco atrativa e restrita a um pequeno nicho, pois os lucros ainda não são aparentes.

Mas é exatamente essa a estratégia das empresas disruptivas: conquistar um público limitado com uma inovação radical, para depois elevar a qualidade da oferta até atender às expectativas do mainstream e dos públicos mais seletos.

Por se tratar de um processo longo, muitas empresas consolidadas sequer percebem a ameaça da inovação disruptiva tomando o lugar de seus produtos.

Por exemplo, a Blockbuster não prestou atenção na Netflix a tempo, como relata o próprio Christensen em artigo de 2015 para a Harvard Business Review.

  • Efeitos colaterais da inovação disruptiva

Como qualquer tendência econômica, a inovação disruptiva tem seus efeitos colaterais.

Um dos principais problemas das inovações mais radicais é seu componente destrutivo, pois o impacto repentino nos mercados gera vencedores e perdedores.

Frequentemente, o lado perdedor sofre prejuízos incalculáveis, como no caso emblemático da Eastman Kodak.

A tradicional empresa de câmeras fotográficas e filmes chegou a empregar 86 mil pessoas em 1998, e acabou com meros 8 mil postos em 2014, depois de se recuperar da falência.

Para que a inovação disruptiva seja válida, teoricamente, os ganhos para a sociedade e consumidores devem ser superiores às perdas das empresas eliminadas.

Outro problema recorrente é a obsolescência programada, ou seja, a decisão de desenvolver produtos que se tornarão obsoletos propositalmente em determinado prazo, para obrigar os consumidores a comprar as novas versões.

Há ainda os impactos ambientais da saga pelas tecnologias mais avançadas, que podem custar muito caro para as futuras gerações.

  • Quem é contra a inovação disruptiva?

Há vários segmentos que resistem às mudanças trazidas pela inovação disruptiva, bem como especialistas que denunciam o lado obscuro do fenômeno.

No livro The Dark Side of Innovation (Brigantine Media, 2013), por exemplo, o especialista em negócios Dr. Ankush Chopra revela os grandes fracassos e prejuízos que as empresas enfrentaram por conta da disrupção.

Um dos exemplos mais comuns ainda é a indústria da fotografia, que viu seu produto mais lucrativo (rolos de filme) sendo engolido pelas tecnologias digitais.

Quando a inovação disruptiva atinge um setor, as empresas incumbentes se veem em um dilema: se adotarem a nova tecnologia, perdem todo o seu mercado e, se tentarem escapar das inovações, correm o risco de desaparecer.

  • 10 Tecnologias Disruptivas Que Usamos no Dia a Dia

Há várias tecnologias que são básicas para nós, mas já representaram grandes inovações disruptivas.

Confira essa seleção histórica.

1. Wikipédia

Se você consulta a Wikipédia regularmente, saiba que a nossa enciclopédia livre online teve um impacto devastador nas editoras que produziam as versões impressas.

Fruto de contribuições de milhões de usuários, a Wikipédia reúne mais de 1 milhão de artigos somente no idioma português e quase 6 milhões de artigos em inglês.

Seu formato colaborativo disponibilizou um volume de conteúdo inimaginável de forma totalmente gratuita, o que vale a menção como inovação disruptiva.


2. Redes sociais

Para as gerações mais recentes, já é difícil se lembrar de um mundo sem Facebook, Instagram e Twitter.

Como inovações disruptivas, as redes sociais mudaram a forma de comunicação entre as pessoas e transformaram milhares de anônimos em celebridades.

3. MP3

O MP3 foi um dos primeiros formatos de compressão de áudio com perdas quase imperceptíveis ao ouvido humano, reduzindo os arquivos em até dez vezes.

A disrupção na indústria musical é óbvia, pois os arquivos digitais passaram a dominar o mercado, impulsionando os dispositivos de reprodução e plataformas de compartilhamento online.

4. Touchscreen

 O primeiro touchscreen foi criado em 1965, mas a tecnologia só se tornou comercialmente viável em meados de 2007, quando a Apple lançou seu primeiro iPhone.

Apesar de já ser amplamente difundida, a tecnologia continua a se espalhar, chegando até painéis em locais públicos e tablets para fazer pedidos em restaurantes.

5. Bateria de íon-lítio

Toda a revolução digital que vivemos só ocorreu graças às baterias de íon-lítio, que permitiram o armazenamento da energia necessária para alimentar nossos dispositivos.

Mas o efeito disruptivo não se limita aos smartphones: a tecnologia das baterias está sendo empregada em veículos elétricos e sistemas de energia solar.

6. Computação em nuvem

Antes da computação em nuvem, as empresas viviam o drama de servidores insuficientes para suas ambições.

Hoje, a nuvem oferece todo o espaço de armazenamento necessário para o desenvolvimento dos negócios e também para guardar nossos arquivos no Google Drive e Dropbox.

7. Wi-fi

O Wi-Fi é uma das tecnologias que foi de “inexistente” a “indispensável” com mais rapidez na história.

Criada na década de 1990, levou menos de dez anos para que todo dispositivo eletrônico passasse a ser fabricado com Wi-Fi incluso.

8. Impressão 3D

A impressão 3D começou na década de 1980 como uma tecnologia futurista, e se tornou uma inovação disruptiva para designers do mundo todo.

Hoje, é muito mais fácil criar protótipos e modelos rapidamente, e a tecnologia já está chegando à bioimpressão e produção de órgãos humanos.

9. Motores de busca

Antes do Google, encontrar algo na internet era realmente desafiador, e nenhum usuário imaginava como um motor de busca poderia revolucionar sua vida.

Com essa inovação disruptiva, podemos contar com um ranqueamento automático dos melhores sites e conteúdos relevantes em poucos cliques.

10. Sensores de baixo custo

Inovações recentes como a Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas se tornaram possíveis graças à ascensão dos sensores de baixo custo, capazes de conectar dispositivos que vão de eletrodomésticos a veículos.

Esses sensores estão sendo utilizados para construir a próxima geração de casas, veículos, dispositivos e objetos inteligentes.

  • Inovação sustentável x Inovação disruptiva

Enquanto a inovação sustentável está mais próxima do modelo tradicional, incrementando produtos e serviços de acordo com as necessidades dos clientes, a inovação disruptiva está focada em oportunidades inéditas.

Embora o tipo sustentável possa prever futuras preferências e impulsos dos clientes, somente a inovação disruptiva é capaz de criar mercados alternativos, para além da imaginação dos clientes comuns.

De qualquer forma, ambas são essenciais para a evolução da tecnologia e da sociedade.

Copiado: https://www.sbcoaching.com.br/

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Teoria do Círculo Dourado: como se inspirar?

 


Você já ouviu falar na teoria do círculo dourado

Por mais que para alguns seja desconhecida ou até mesmo passe despercebida, acredite, ela está revolucionando negócios ao redor do mundo.

Criada pelo palestrante motivacional e consultor de marketing, Simon Sinek, essa teoria tem como principal foco de estudo a maneira como as empresas emanam suas mensagens até o consumidor final. Afinal, hoje é mais que preciso encantar os clientes, dando mais valor para um certo produto.

O círculo dourado, ou “golden circle” em inglês, apareceu, primeiramente, no livro “Por Quê? – Como Grandes Líderes Inspiram Ação”, de Sinek. Essa metodologia foi tão bem aceita que logo a publicação se tornou best seller, trazendo novos “fiéis” que a adotaram na rotina empresarial.

Existem diversos casos bem sucedidos de grandes companhias que podem ser explicadas pelo círculo dourado. Quer um spoiler? O maior exemplo é a Apple, empresa de tecnologia californiana - mas falaremos melhor sobre isso mais à frente.

Se eu despertei a sua curiosidade até aqui, basta seguir com a leitura para descobrir ainda mais sobre o golden circle!

Afinal, o que é o círculo dourado?

Antes de explicar de fato o que é um círculo dourado, me responda a seguinte indagação: já parou para reparar que algumas marcas vendem produtos mais caros, mas mesmo assim são líderes de mercado?

Deixarei você refletir um pouco sobre

O círculo dourado pode ser definido como um padrão utilizado por grandes líderes quando o assunto é comunicação
Ele é divido em três camadas, sendo elas: 
  • “why” (por quê), 
  • a intermediária é o “how” (como) e a 
  • mais periférica é “what” (o quê).
Mas, por que Sinek dividiu dessa maneira? A resposta é muito simples: a grande maioria das empresas sabem o que fazem, muitas dessas entendem como, mas poucas sabem o por quê.

Com isso, toda a estratégia de venda acaba sendo desperdiçada, pois não basta apenas colocar um produto no mercado, é mais que fundamental pensar em toda a jornada do cliente, explicando todos os motivos pelo qual uma determinada compra impactará na sua vida.
círculo dourado

Como o marketing pode se inspirar?

Todo a metodologia do círculo dourado gira em torno do branding que é realizado por uma marca. 

Para dar uma contextualização maior, um branding pode ser definido como uma gestão da marca de uma empresa, tais como seu nome, as imagens ou ideias a ela associadas, incluindo slogans, símbolos, logotipos e outros elementos de identidade visual que a representam ou aos seus produtos e serviços.

A atual sociedade sofre um enorme impacto do visual. Dessa forma, uma marca precisa criar estratégias de colocar “holofotes” em cima dos seus produtos. Além disso, precisa estar atenta aos trends que rolam na world wide web; adotando um meme ou até mesmo uma personalidade da mídia em alta.

Aqui entra novamente as três camadas do círculo. É bem provável que todos os empresários saibam o que sua empresa fabrica, muitos desses também devem saber como, mas é o por quê a chave da questão.

É por isso que o círculo dourado de Simon Sinek torna-se tão efetivo. Essa pequena indagação (por quê?) transforma todo o raciocínio de um negócio, pois quando as pessoas conseguem entender as razões de suas funções e o valor de sua colaboração, a motivação e desempenho se tornam maiores.

Essa estratégia vale tanto para o marketing inbound (forma de publicidade on-line) quanto outbound forma de publicidade offline). Quer um exemplo prático? Veja esses 2 outdoors abaixo e me responda qual causou maior impacto em você:
circulo dourado outdoor
Eu tenho quase certeza que o da franquia McDonalds atraiu um olhar mais atento, correto? Aliás, você percebeu que o nome da marca não está estampado? Isso ocorre porque o “Méqui” sabe do valor da sua marca, ou seja, ela sabe o que produz (lanches variados), como (por meio de uma produção automática e humana) e por quê.

Isso também justifica o fato dos seus clientes não procurarem outras opções mais baratas; além do status da marca, o McDonalds sabe o verdadeiro motivo que os atraem, pensando na jornada do cliente desde um anúncio de outdoor até a venda final.

Por que a Apple é um dos maiores exemplos?

Lembra que no início do artigo quando eu falei que a Apple é um dos maiores exemplos atuais da aplicação do círculo dourado? Eu explicarei porquê.

Todos os anos quando um novo iPhone é lançado, as discussões iniciais giram em torno de um tópico: o preço. Enquanto nos Estados Unidos o modelo mais caro gira em torno de U$ 1.500,00, aqui no Brasil é possível encontrar acima de R$ 8.000,00.

No entanto, a cada lançamento a Apple se supera, vendendo cada vez mais. Como um produto tão caro consegue segurar tanto as vendas em um mercado tão competitivo? A resposta mais simples seria a forma de comunicar da “maçã” que transmite ao público a inovação, exclusividade e todos os benefícios.

Por exemplo, o slogan do iPhone X lançado em 2018 foi: “diga olá ao futuro!” Em poucas palavras, nenhuma especificação técnica do produto foi mencionada, mas conseguiu transmitir a mensagem que os detentores desse aparelho estarão a frente do seu tempo.

Ela vende, então, toda uma ideia de status que é comprada por usuários ao redor do mundo. A melhor representação disso são as enormes filas que se formam nas Apple's Stores todas as vezes que um novo modelo é lançado.

Quais são as principais vantagens do círculo dourado?

Agora que você já sabe um pouco mais da teoria, resumo abaixo quais são as principais vantagens:
  • ao saber os porquês da sua empresa, o valor da marca é aumentado;
  • você consegue inspirar seus clientes que adquirão seus produtos;
  • uma conexão entre empresa-cliente é estabelecida;
  • as vendas aumentam significativamente;
  • ao diagnosticar o propósito pessoal, consequentemente o círculo dourado é criado.
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