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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

50 SABORES E LUGARES QUE MARCARAM E AINDA (MARCAM) O LUDOVICENSE.


50 SABORES E LUGARES QUE MARCARAM (MARCAM) O LUDOVICENSE. ( São Luis do Maranhão - Brasil)

Delicie-se e não morra de saudade 

1-Jantar no Restaurante Palheta. ✅

2-Pão cheio recheado com camarão seco vendido nas ruas do centro de São Luís.

3-Cachorro quente do Companheiro ou do Sousa que sobrevivem no beco da pacotilha e no estacionamento da Praia Grande.✅

4-Caldo de ovos do João do Caldo.✅

5-Galeto da Base do Rabelo.✅

6-Calderada do Germano.✅

7-Sorvete de coco na casquinha.✅

8-Quebra-queixo.✅

9-Pirulito enrolado com papel de seda e vendido principalmente na Praia Grande e Praça Deodoro.✅

10-Peixe-pedra cozido ou frito.✅

11-Peixe-serra frito com arroz de cuxá.

12-Torta de camarão seco.✅

13-Torta de caranguejo. ✅

14-Sururu no leite de coco.

15-Juçara com farinha d’agua e camarão seco.✅

16-Arroz de jaçanã.✅

17-Galinha de parida com pirão. ✅ em Caxias 

18-Peixada da Peixaria Carajás.✅

19-Caldo de cana do abrigo ou do Bar do Cajueiro na Rua Afonso Pena.✅

20-Queijo de São bento.✅

21-Cola- Guaraná Jesus.✅

22- Frango assado na brasa do Restaurante Frango Dourado no Anil.✅

23-Feijoada do Baiano.


24-Costela de porco da Base da Diquinha no Diamante. ✅

25-Gelado do Reviver.✅

26-Bolachinha da Padaria Santa Maria e da Padaria Nossa Senhora de Fátima.✅

27-Cuscuz Ideal.

28-Roleto de cana vendido na Praça da Matriz em São José.

29-Descascar e comer uma tanja na porta da Igreja de São José.

30-Kibe do Abdon na Praça da Misericórdia ✅ou de dona Nilza na antiga padaria do Anil.

31-Manga de fiapo com farinha d’agua.✅

32-Tiquira da feira da Praia Grande.✅

33-Jeneve.✅

34-Sorveteria Elefantinho.✅

35-Pastel do garoto do Bigode na Praça Deodoro.✅

36-Murici ✅amassado com açúcar.🤔

37-Pamonha vendidas pelas ruas do centro de São Luís.

38-Uma parada para encher o estômago na Churrascaria Filipinho.

39-Sorvete de ameixa do extinto bar do Hotel Central para os saudosistas.

40-Quem está na casa dos 70, sanduiche de pernil do extinto Moto Bar.

41-A Base da Lenoca quando ainda era na Praça Pedro II.✅

42-Espetinho de camarão do Jaguarema ou do Litero.✅

43-Ingá, maria pretinha, canapu e guajuru.

44-Pizzaria Internacional na Cohab ou na Cohama.✅

45-Mocotó, sarrabulho ou cozidão do Mercado Central.

46-Bar do Amendoeira e o seu tradicional bode no leite de coco servido na calçada do bar no Olho d’Agua.✅

47-Quem frequentava a Praia da Ponta d’Areia não se esquece do Bar Tóquio, das peladas, da cerveja e do caranguejo. 

48-Mocotó e feijoada da Base do Binoca no Vinhais Velho.

49-A novidade do Hibiscus na Vila Palmeira na década de 1980.✅

50-Restaurante La Boheme frequentado pela turma da moda e do poder político da época.✅


Lembre-se que a sua memória afetiva e gustativa estão sempre preservadas. 

Alguns se perderam com o processo de crescimento da cidade,  outros ainda resistem bravamente e nos identificam culturalmente. 

Bom apetite e boa diversão!

CONTRIBUIÇÃO: António Luís (Colégio Batista)

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Guaraná Jesus: a Verdadeira História do Refrigerante Criado no Maranhão

 


O refrigerante é conhecido pelos brasileiros pelo slogan “o sabor de viver o Maranhão”. É docinho, com um toque de cravo e canela e, claro, tem um tom rosado inconfundível. 

O Guaraná Jesus está tão integrado ao dia a dia dos maranhenses que já faz parte da vida e da história das famílias da região. Comer uma fatia de bolo ou uma tapioca com Guaraná Jesus no lanche da tarde é como abocanhar um pouco da cultura do estado.

Apesar de ter sido um produto exclusivo de alguns estados do Nordeste até 2016, a fama do refrigerante fez com que a bebida virasse queridinha também em outras regiões do país. 

O Guaraná Jesus era produzido e engarrafado somente pela Solar BR Coca-Cola (fabricante do Sistema Coca-Cola Brasil) em São Luís, no Maranhão, e distribuído em três estados do país: o próprio Maranhão, Piauí e Tocantins. Porém, em 2016, para a felicidade dos admiradores da bebida, outros fabricantes do Sistema passaram a distribuir o refrigerante em mais estados.

A companhia decidiu levar o refrigerante a outros estados em decorrência dos muitos pedidos nas redes sociais. 

A exclusividade de sabor entregue pelo Guaraná Jesus conquistou uma parcela importante das pessoas: as que buscam novidades na categoria de refrigerantes. 

Em um passeio pelo YouTube é possível encontrar vídeos de fãs do Guaraná Jesus e “sommeliers de refrigerante” que postam curiosidades sobre a bebida e as primeiras impressões sobre seu sabor.

Guaraná Jesus
Mas quem inventou o Guaraná Jesus?

A história do Guaraná Jesus tem semelhanças com a da própria Coca-Cola. Assim como o refrigerante criado em Atlanta, nos Estados Unidos, em 1886, a bebida cor-de-rosa também foi inventada por um farmacêutico: Jesus Norberto Gomes. 

Sim, daí vem o nome que ficou tão famoso! 

A delícia gasosa foi criada em 1927, num pequeno laboratório de São Luís. Gomes nasceu na cidade de Vitória do Mearim, no Maranhão, em 1891. Aos 14 anos de idade foi morar em São Luís para buscar trabalho.

Seu primeiro emprego foi na farmácia Marques, onde aprendeu em pouco tempo as receitas. Aos 20 anos, tornou-se empreendedor e comprou a farmácia Galvão, onde foi criada uma seção de águas gasosas e refrigerantes, o que era comum na época. 

Nesse estabelecimento surgiu o primeiro Guaraná Jesus, com leve sabor amargo. A primeira versão do produto não agradou tanto, mas, focado, Gomes continuou as experiências e logo chegou à fórmula atual do Guaraná Jesus.

E o que a Coca-Cola Brasil tem a ver com uma das bebidas mais queridas do Nordeste? 

Em 1980, a família de Gomes vendeu a marca à antiga Companhia Maranhense de Refrigerantes, na época franqueada da Coca-Cola Brasil no estado. 

Em 2001, o guaraná foi adquirido pela Coca-Cola Brasil e passou a fazer parte do nosso portfólio de produtos — mantendo sempre o sabor característico e a identificação com a cultura local. 

Uma das preocupações é justamente preservar a história da marca. Por isso, os elementos gráficos do rótulo representam a própria cor do produto e o logotipo “Jesus” remete à assinatura do seu criador.

Manter os aspectos tradicionais da bebida foi um compromisso assumido pela Coca-Cola Brasil diante da família do criador da marca, Jesus Norberto Gomes, ao adquirir a marca em 2001. 

Todas suas características originais foram mantidas, e o produto que é consumido hoje é o mesmo que era bebido em 1927.

Orgulho maranhense

A embalagem, aliás, foi criada com a ajuda dos maranhenses. 

Em 2008, foram apresentadas três opções, e os consumidores escolheram a nova identidade visual por meio de voto popular. 

O modelo vencedor foi inspirado nos azulejos coloniais portugueses de São Luís e ganhou medalha de ouro de Melhor Estratégia de Marketing no Prêmio Internacional de Excelência em Design (IDEA).

É um produto que passa de geração para geração, possui uma grande história e uma ligação muito forte com os maranhenses. 

Se depender dos entusiastas da bebida cor-de-rosa, o gostinho de guaraná com cravo e canela ainda será símbolo do Maranhão por muitas gerações.

Copiado: https://www.cocacolabrasil.com.br/

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

MARANHÊS - Expressões que Maranhenses de nascença ou “de coração” usam.


Se o "maranhês" impressiona e desperta a curiosidade de quem mora no próprio Maranhão, imagine de quem vem de outros estados e países? 

A variedade linguística local é enorme e faz jus a uma população estimada em mais de 7 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Cada vez mais popular, o modo de falar tão próprio e característico dos maranhenses vem conquistando muita gente e inspirando títulos e muito conteúdo digital com a criação de podcasts, blogs, perfis na internet, além de estampar diversos tipos de produtos e serviços de empresas locais.

Com saudade do Maranhão, morando há 16 anos no Rio de Janeiro, o fotógrafo Mardonio Santos, 32, criou um perfil na internet, onde compartilha a culinária, brincadeiras e o ‘dicionário’ maranhês. 

“A primeira vez que fui a uma padaria no Rio, na inocência, pedi R$ 3 reais de ‘pães misturados’. Quando falei isso, as pessoas [presentes] pararam e me olharam de uma forma bem engraçada, aí já fiquei ‘encabulado, ó’ e o atendente sorriu e explicou que lá não existia pão misturado e sim pão francês e suíço. Depois foi a minha vez de explicar sobre os pães ‘massa grossa e massa fina”, contou Mardonio, com humor.

Para outros, é ainda mais difícil matar essa saudade. A profissional de relações públicas Samira Nogueira, 30, mora em Portugal há dois anos. 

“Tem algumas palavras e bordões maranhenses que me remetem a situações de felicidade, como ‘Éguas’ e ‘Tu é doido’. 

Expressá-las tornava tudo mais leve e engraçado. No português de Portugal, não tem nenhuma expressão parecida, tudo é muito sério e formal. Aqui, conversando com minhas amigas, soltei um ‘Mermã’ e elas ficaram sem entender, mas foi tão libertador. Hoje, elas passaram a utilizar nas nossas conversas. É o maranhês cruzando fronteiras!”, comemora e se diverte.

Identidade cultural

A professora Elaine Raulino, 52, que tem formação em Letras e mestrado em Cultura e Sociedade, explica que o discurso, a participação do sujeito enquanto produtor do discurso, os contextos nos quais ele está inserido e as competências da língua é que formam a identidade linguística de uma pessoa. “A língua vai variar de acordo com alguns fatores contextuais”.


A especialista cita os quatro tipos de classificação para as variações da língua: 

  • a diacrônica, quando sofre influência do tempo; 
  • a diatópica, quando muda de acordo com a região; 
  • a diastrática, que sofre a influência das características sociais; e a 
  • variação diafásica, quando sofre com a influência do estilo.

Há quem acredite que o maranhense tem uma relação muito próxima com o próprio rosto, como o professor de inglês e literaturas Gustavo Mayran, 30, que, recentemente, explicou o que significava o famigerado ‘Eu tô é tu’ em seu Twitter. 

  • “Aqui não dizemos: ‘eu te avisei, você não me deu ouvidos’, mas: ‘muito bonito pra tua cara, te faz de doido de novo’. 
  • Não perguntamos: ‘Você tá de brincadeira comigo?’, mas: ‘Minha cara tá é pra chafurdo mesmo?’
  • Não lamentamos com: ‘Esse tipo de situação só acontece comigo’, mas com: ‘Essa minha cara aguenta coisa, menino!’ 
  • E, se quisermos dizer: ‘Você é cínico’, apertamos os olhos pra dizer ‘Essa tua cara nem treme’, brincou.


E quando um termo pode ser interpretado de várias maneiras? A digital influencer Leticia Amorim destaca dois: ‘Éguas e siow’

“Eu uso o ‘Éguas’ para tudo! Quando estou surpresa, feliz, triste e, principalmente, quando me deparo com preços que não cabem no meu orçamento”, comentou ela em uma página da internet aos risos. A O Imparcial, Leticia afirma que outra expressão semelhante é ‘Siow’, que ela diz usar quando está suspeitando de algo, quando acha que alguma coisa vai dar errado ou para chamar alguém.

De acordo com Elaine, o "maranhês", como qualquer outro dialeto específico de uma língua, é dinâmico. “Vem criar a nossa formação identitária, sociocultural e sócio-histórica. O "maranhês" está mais popular porque está havendo uma tendência da linguagem mais encorpada, com as contrações da língua e pela influência, sobretudo, do ‘internetês’”, esclarece.

 Alguns maranhenses ainda vão mais longe: unem os termos formando uma frase só, a exemplo do Paulo Ricardo Buna, comediante de 29 anos. “Não consigo imaginar outra expressão de espanto além do ‘Égua, siow’. É difícil dizer qual é o melhor [termo]. Um ‘Piqueno’, por exemplo, só quem é daqui sabe a hora certa de usar. 

O "maranhês" é a nossa identidade, é o que nós somos, é a nossa carga genética. Ninguém consegue explicar ao certo de onde ou como surgiram as expressões, só sabe que foram passadas de pai pra filho, de avô pra neto e etc”, observa.


Perguntado sobre o que seria o melhor do "maranhês", Paulo não hesita. 

“É ser maranhense! É ser reconhecido em outras partes do mundo. É ter esse jeitinho de ser engraçado. É ter orgulho dessa terra, desse chão, dessa cultura”, finaliza o comediante.

Separamos alguns termos e expressões mais comuns do dicionário "maranhês" com seus respectivos significados para você, caso ainda não tenha, adicionar ao seu vocabulário. 

Confira:

  • Piqueno/Piquena – Menino/Menina
  • Piqueno tu é o raio – Menino, você é rápido, esperto
  • Vai pra baixa da égua ou pra caixa prego – Vai para longe
  • Pior Verdade
  • Nã, Nam, Nem – Não
  • Marmenino Mas, menino
  • Mas rapaz Marrapaz
  • Armaria Avé Maria
  • Rapá, sio – Rapaz, menino
  • Mermã Mana, irmã, amiga
  • Cabuloso Sem graça
  • Marróia Mas olha
  • Brocado Com muita fome
  • Té doido – Tá doido
  • Aqui tá remoso – Aqui está perigoso
  • Perainda Espera um pouco
  • Triscar Cutucar
  • Banhar Tomar banho
  • Mangar Debochar
  • Só quer ser Pessoa metida
  • Dá teus pulos – Se vira
  • Sem mentira nenhuma – Era uma vez

Copiado: https://oimparcial.com.br/

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CARNAVAL DO MARANHÃO: HISTÓRIA DE COMO AS VÁRIAS BRINCADEIRAS SURGIRAM

O primeiro bloco do gênero surgido em São Luís foi o Akomabu, a partir de uma proposta do Centro de Cultura Negra – CCN/MA (http://www.ccnma.org.br), de levar ao público, através de um grupo cultural organizado, a mensagem de luta da raça negra em busca da dignidade do povo negro. 
Nas letras das músicas do bloco o grupo Akomabu fala dos heróis negros e da opressão pelo branco, além de levar às ruas a mensagem de libertação, condenando a discriminação e o preconceito. Um segundo grupo surgiu por volta de 1990 no Bairro de Fátima. Com uma batuque mais forte e mais próximo do Olodum baiano, o Abibimã ao lado do Akomabu ressalta a beleza do povo e da música negra.

Blocos Alternativos.
Essa categoria engloba grupos de estilos variados, Em geral, são formados a partir da aglutinação de pessoas de uma mesma comunidade que se reúnem em grupos, animados por uma banda tocando músicas carnavalescas próprias ou não, vestidos com camisetas coloridas com o nome do grupo. Há ainda grupos como os Fuzileiros da Fuzarca, bloco formado nos moldes das brincadeiras antigas de São Luís e como o Bicho Terra, em que os brincantes saem fantasiados de bichos.

Blocos Organizados.

São blocos formados por grupos de 20 a 30 brincantes fantasiados com roupas de tecido estampado no mesmo padrão animados por uma bateria levando para a passarela um enredo. Alguns pesquisadores consideram que os blocos tradicionais são desmembramentos de escolas de samba. Já foram numerosos na década de 80. Atualmente existem poucos blocos tradicionais com destaque como a Turma do Saco, Grupo Sambista Caroçudo e Cobra das Estrelas.
Blocos Tradicionais.
Grupos tipicamente maranhenses surgidos na década de 50, os blocos tradicionais são caracterizados por um ritmo próprio e fantasias luxuosas, confeccionadas com veludo bordado de paetês, miçangas e canutilhos. Sobre a cabeça, ostentam chapéus feitos com penas coloridas, patrocinando um bonito espetáculo visual. A fantasia baseia-se num só tema, que depende da criatividade de cada bloco. Esses blocos são marcados pela cadência de grandes tambores – os contratempos – feitos de compensado e coberto com couro de animais. Além dos contratempos, as retintas, cabaças, afoxés, reco-recos, agogôs e maracás acompanham qualquer música de qualquer ritmo, possibilitando aos brincantes uma coreografia saltitante.

Casinha da Roça.
Retratando um típico casebre do caboclo maranhense, a casinha da roça é uma outra brincadeira tipicamente maranhense. Trata-se de um carro alegórico montado na carroceria de um caminhão todo recoberto de palha com utensílios e características próprias de um casebre rural. No interior do casebre estilizado, tambor de crioula toca e dança à medida que o carro se desloca pelas ruas. Com o tambor de crioula, o carro alegórico transporta quebradeira de coco, uma mulher peneirando o arroz e outros tipos maranhenses.


Corso.
Espécie de carro alegórico que desfilava depois das 4 horas da tarde pelas ruas da cidade, os corsos eram carros particulares das famílias tradicionais que desfilavam em automóveis V-8 e Studbaker e Baratinhas Ford, enfeitados de fitas e flores, de capota arriada, levando moças e rapazes jogando confetes, serpentinas e lança-perfumes nas pessoas. O corsos em caminhões eram os populares. Nas barras de proteção da carroceria do caminhão eram colocadas tábuas para ficarem mais altas.
O traje era uma blusa com uma saia ramalhuda que cobria toda a barra da carroceria do caminhão, geralmente com um tema que determinava a fantasia. A orquestra era formada por três ou quatro músicos, sempre um ou dois instrumentos de sopro, indispensáveis para chamar a atenção. As moças vinham cantando e batendo pandeirinhos de brinquedo. Na década de 50, os corsos exibiam grandes animais de madeira e papelão: águias, elefantes, jacarés, cavalos alados, pavão, ursos, figuras do mundo antigo, palácios e fontes com uma criatividade igual à dos carnavalescos da década de 70.
Fofão.


Figura típica do carnaval maranhense, os fofões costumam assustar a criançada com sua máscara horrenda feita de papelão, pano ou papier machê, aos gritos abafados de U la lá. Como o próprio nome sugere, os fofões vestem largos macacões confeccionados com tecido estampado, com guizos nas pontas e punhos. Os fofões se assemelham a palhaços da Comédia Del Art. As máscaras de massa com grandes narizes e bocarras estão sendo substituídas, ultimamente, por máscaras de pano ou borracha, com feições horripilantes inspiradas em filmes de terror. O fofão invade as ruas de São Luís no Carnaval, colorindo a paisagem e alegrando os foliões. Quem pegar nas bonequinhas que eles carregam consigo acaba tendo que pagar algum trocado senão fica sendo perseguido até o dia acabar.


Escolas de Samba.
Grupos de foliões que, divididos em alas, se apresentam na passarela, fazendo evoluções com base num tema escolhido previamente. Antigamente, as escolas de samba do Maranhão eram conhecidas como Turmas. Possuíam uma batida específica, diferente do samba de escola tocado no Rio de Janeiro. Como representantes mais antigas podem ser citadas a Turma de Mangueira e a Turma do Quinto. Existe ainda a Marambaia do Samba, a Favela do Samba, Império Serrano, Unidos de Fátima, Túnel do Sacavém e a Flor do Samba.
Outras foram extintas tais como: o Salgueiro, a Águia do Samba, a Unidos da Camboa, Pirata do Samba e Correio do Samba. Há grupos carnavalescos do interior que guardam características tradicionais e específicas do estilo de tocar o samba, a exemplo da Escola de Samba Unidos de Axixá, da Escola de Samba Cadete do Samba (de Pedreiras), das escolas de Samba Guia do Samba e Unidos de São Simão (do município de Rosário). Essas escolas, juntamente com o Bloco Fuzileiros da Fuzarca (de São Luís), são representantes de uma forma maranhense de tocar samba de escola.
Tambor de Crioula.
É uma dança praticada por descendentes de negros do Maranhão, em louvor a São Benedito. Marcada por muita descontração dos brincantes, a animação é feita com o canto puxado pelos homens, com acompanhamento das mulheres, chamadas de coreiras. A coreografia da dança apresenta vibrantes formas de expressão cultural pelas mulheres que ressaltam em movimentos coordenados e harmoniosos cada parte do corpo. As dançantes se apresentam individualmente no interior de uma roda formada por um grupo de vários brincantes, incluindo dirigentes, dançantes, cantadores e tocadores.
A brincante que está no centro é responsável pela demonstração coreográfica principal, mostrando sua forma individual de dançar. No centro da roda os movimentos são mais livres, mais intensos e bem acentuados. No Tambor de Crioula encontramos uma particularidade que se constitui o ponto mais alto da dança, a punga. Entre as mulheres, se caracteriza como o convite para entrar na roda. Quando a brincante está no centro e quer sair, avança em direção à outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.
Tribo de Índios.
Surgiram, provavelmente, nos anos 40, imitando um ritual de cura conduzido por um pajé. A brincadeira é composta por meninos e adolescentes vestidos com trajes de índios norte-americanos, com pinturas pelo corpo, vestidos de saiote, tendo cocares sobre a cabeça e arco e flecha, como adereços, nas mãos. A brincadeira utiliza muitos surdos (tambores enormes) ou tantãs e retintas. Os brincantes dançam ao som de uma batucada marcada por retintas e tambores de marcação. O ritmo desenvolve-se acelerado numa coreografia circular em volta do totem e das tendas utilizadas como cenário.
Cordão de Urso.

Auto popular constituído por dois cordões de homens e mulheres, jovens e crianças fantasiados de caboclos, índios, soldados, curandeiros, médicos veterinários, baianas e ciganas. Ao centro, três personagens mascarados rebolam o tempo todo: um macaco, um cachorro e um urso. As marchinhas carnavalescas são executadas por uma banda que possui instrumentos como banjo, violino, pandeiro, tarol, agogô e triângulo. O auto narra a história de um caçador que sai para as montanhas, chega a uma aldeia de índios e encontra os três animais. Após negociar com os índios a compra dos bichos, deixa os donos dos animais em prantos.
Os animais ficam doentes, demandando a presença do veterinário, que sem resolver o problema, cede o lugar aos curandeiros, por sua vez, impedidos de atuar pelos policiais. O chefe índio, na tentativa de reaver os animais, cria um conflito com o caçador. Ocorre uma batalha entre o povo índio e o do caçador, este último saindo-se vencedor. Os animais ficam curados e tudo acaba em muita dança.
Baralho.
Um cordão de várias pessoas animava as ruas de São Luís nas épocas dos antigos carnavais. A música era de flauta e clarinete, violão e cavaquinho, pandeiro e reco-reco, harmônica e maracá de folha de flandres. Estavam presentes também os tambores, que davam o ritmo, tocados por “crioulos nus da cintura pra cima. Valia tudo quanto era fantasia: marinheiro de chegança, de caninha verde, Terecô, bumba-meu-boi, roupas do Divino, fofão, Dominó e Cruz-diabo.
Copiado: http://waldemarter.com.br

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Pedreirense João do Vale... 11 de outubro de 1934.


João Batista do Vale nasceu em Pedreiras MA em 11 de Outubro de 1934. 

Desde pequeno gostava muito de música, mas logo teve de trabalhar, para ajudar a família. Aos 13 anos foi para São Luís MA, onde participou de um grupo de bumba-meu-boi, o Linda Noite, como "amo" (pessoa que faz os versos). 

Dois anos depois, começou sua viagem para o Sul, sempre em boléias de caminhões: em Fortaleza CE, foi ajudante de caminhão; em Teófilo Otoni MG, trabalhou no garimpo; e no Rio de Janeiro RJ, onde chegou em dezembro de 1950, empregou- se como ajudante de pedreiro numa obra no bairro de Ipanema. 

Passou a frequentar programas de rádio, para conhecer os artistas e apresentar suas composições, em maioria baiões. Depois de dois meses de tentativas, teve uma música de sua autoria gravada por Zé Gonzaga, Cesário Pinto, que fez sucesso no Nordeste. 

Em 1953, Marlene lançou em disco Estrela miúda, que também teve êxito; outros cantores, como Luís Vieira e Dolores Duran, gravaram então músicas de sua autoria. Em 1964 estreou como cantor no restaurante Zicartola, onde nasceu a idéia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro. 



Dele participou, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua música Carcará (com José Cândido), a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora. Como compositor, em 1969 fez a trilha sonora de Meu nome é Lampião (Mozael Silveira). 



Depois de se afastar do meio musical por quase dez anos, lançou em 1973 Se eu tivesse o meu mundo (com Paulinho Guimarães) e em 1975 participou da remontagem do show Opinião, no Rio de Janeiro. 


Tem dezenas de músicas gravadas e algumas delas deram popularidade a muitos cantores: Peba na pimenta (com João Batista e Adelino Rivera), gravada por Ari Toledo, e Pisa na fulo (com Ernesto Pires e Silveira Júnior), baião de 1957, gravado por ele mesmo.




 Em 1982 gravou seu segundo disco, ao lado de Chico Buarque, que, no ano anterior, havia produzido o LP João do Vale convida, com participações de Nara Leão, Tom Jobim, Gonzaguinha e Zé Ramalho, entre outros. 


Em 1994, Chico Buarque voltou a reverenciar o amigo, reunindo artistas para gravar o disco João Batista do Vale, prêmio Sharp de melhor disco regional. 

Faleceu em São Luís MA no dia 06 de Dezembro de 1996, sendo sepultado em sua cidade natal, Pedreiras.




Copiado: http://joaodovale.blogspot.com.br/

domingo, 2 de outubro de 2016

Administradores e Tecnólogos Maranhenses - VOTE CHAPA 1 CRA MA e CFA

Administradores e Tecnólogos Maranhenses,


Antes de votar, no dia 18/10, para escolher 1/3 dos Conselheiros Regionais (efetivos e suplentes) e seu representante junto ao Conselho Federal (efetivo e suplente), analise a história e perfil de cada componente da chapa. 

Todos os componentes da Chapa 1, seja efetivo ou suplente, são engajados e comprometidos. Juntos, trabalhando em equipe, daremos grande contribuição ao Conselho. 

Nossos valores éticos levarão a nossa profissão muito, mas muito mais longe.
Saiba mais sobre cada um de nós acessando:







  • NOSSOS COMPROMISSOS:







  • ADMINISTRADORES PARA O CRA MA -  CONSELHEIROS REGIONAL









  • ADMINISTRADORES PARA O CRA MA - CONSELHEIROS  FEDERAL






Queremos continuar proporcionando melhorias para a nossa profissão, no dia 18 de outubro, vote Chapa 1 para CFA e CRA-MA!













terça-feira, 13 de setembro de 2016

MOTO CLUB DO MARANHÃO - 79 ANOS DE GLORIAS...PARABÉNS...












Foi na casa de número 486 da Rua da Paz, centro de São Luís, aonde muito tempo residiu César Alexandre Aboud que surgiu, no dia 13 de setembro de 1937, o Moto Club com o nome de Ciclo Moto. 

O objetivo era participar das modalidades de motociclismo e ciclismo, bastante praticadas naquela época. No entanto, é no futebol que o Moto Club alcança grande notoriedade. Em 1939 foi inaugurado o Estádio Santa Isabel, em homenagem a fábrica do industrial César Aboud. 

Com seu próprio estádio, pois o Moto Club foi o único time do estado a ter um, conseguiu seus primeiros títulos e de forma incrível, pois foram sete títulos seguidos, os estaduais de 1944 a 1950, lembrados até hoje por seus torcedores da época, se tornando o único heptacampeão clássico do estado. Mas em 1972 o estádio é demolido e em seu lugar é erguido o prédio do Ministério da Fazenda em São Luís.

Moto Club de São Luís é uma agremiação esportiva brasileira da cidade de São Luis Fundado em 13 de setembro de 1937, é um dos maiores e mais populares clubes do Estado do Maranhão, sua sede está situada em São José de Ribamar, município da Regiao metropolitana da capital maranhense...

Obrigado Moto Club por proporcionar Alegria ao seu povo Maranhense....

Nos te Amamos de coração !!!!!




Copiado: https://www.facebook.com/groups/motoclub.oficial