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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Retomada Econômica no Brasil depende do imunizante contra a Covid-19



 A vacinação contra a Covid-19 começou, no Brasil, em 17 de janeiro. Até o dia 8 de fevereiro, o país imunizou 3.783.228 pessoas, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de saúde. Parece muito, mas esse número representa apenas 1,79% da população brasileira. 

O Brasil demorou muito para aprovar o uso emergencial da vacina. Tão logo iniciou a campanha, muitas falhas no gerenciamento, que vão desde a distribuição e armazenamento até erros na aplicação vieram à tona. Nesse ritmo e com todos esses desafios, a imunização de boa parte dos brasileiros deve demorar um pouco.

Para se ter ideia, segundo estimativa feita pela consultoria Airfinity, a pedido da CNN Brasil, caso tudo ocorra bem durante a campanha, o Brasil levará dez meses para vacinar 75% da população. Mas, em um cenário ainda cheio de incertezas, essa hipótese pode não acontecer.

É preciso superar os entraves políticos e gerenciais criados em torno da vacina para conseguir imunizar o máximo de pessoas ainda em 2021. O brasileiro tem pressa, pois a pandemia tem tirado não só a vida, mas também o emprego e os sonhos dos trabalhadores. E a situação tende a piorar: segundo pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), com o fim do auxílio emergencial, o número de miseráveis em território nacional tende a crescer absurdamente. Acreditamos que cerca de 4 milhões de brasileiros estão sujeitos a caírem na extrema pobreza, sobrevivendo com menos de quatro dólares por dia.


A retomada da economia só vai acontecer, portanto, com a vacinação em massa da população. O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu isso no final de 2020. Com a imunização das pessoas, as incertezas com o futuro tendem a cair, a confiança dos empresários aumenta e, com mais investimentos, novos postos de trabalho são criados e o consumo tende a crescer também.

Por outro lado, sabemos que o Brasil carrega, há muito tempo, a chaga da má gestão porque nunca se preocupou com um plano estratégico de nação. Entra e sai governo e o que vemos, a cada dia, é o diversionismo político gritante. Em plena pandemia, isso ficou ainda mais evidente e assustador. Sem contar que o mundo está ainda mais volátil e complexo. Daí a urgência de sairmos do amadorismo, da gestão do improviso.

Não restam dúvidas de que o país precisa da vacina para voltar a produzir. Contudo, é imprescindível que o governo federal encare a Covid-19 com mais cientificismo e menos negacionismo. Por isso, os profissionais de administração vêem na vacina condição sine qua non para retomada da economia e dos empregos. Vemos no imunizante a esperança para, ainda, restabelecer as atividades educacionais tão fundamentais para a formação de quadros profissionais diferenciados.


Enquanto isso, seguimos sonhando com o fim da pandemia, esperando com coragem e paciência a nossa vez na fila do imunizante. Mesmo com a vacina, temos conhecimento de que os protocolos sanitários de segurança como distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscaras ainda serão necessários nas organizações para evitar o avanço da doença.

Mas, como bons administradores, estamos preparados para  ambientes cada vez mais complexos e disruptivos. Afinal, são as exigências dos novos tempos e, quem não estiver preparado – e vacinado – sucumbirá de vez.

Adm. Mauro Kreuz - Presidente do Conselho Federal de Administração

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Gestão de Pessoas: Como Gerenciar um Time de Alta Performance

 


Uma empresa forte no mercado, se tratando de gestão de pessoas, é aquela que possui colaboradores empenhados e comprometidos com os seus valores e propósitos 

Contudo, infelizmente muitas organizações possuem problemas em gerir funcionários, isso se dá devido ao clima organizacional criado pelos líderes. Mas nem tudo está perdido. Isso pode ser mudado e a sua empresa pode tornar-se referência em gestão de pessoas 

Com certeza o papel de um líder (independente do cargo) é direcionar e orientar seus liderados pela sua jornada de trabalho e, com isso, proporcionar uma experiência que agregue valor na carreira profissional. 

E por que a gestão de pessoas de uma empresa é tão importante?

Ter uma gestão eficiente impacta diretamente no rendimento e produtividade dos colaboradores, no planejamento estratégico, na execução de metas estabelecidas e, por fim, na imagem externa que a empresa possui.  

Dessa forma, colaboradores engajados e felizes com o ambiente de trabalho, fazem com que sejam promotores de sua empresa. Isso quer dizer que é necessário investir constantemente para treinar essas pessoas, motivá-las e deixa-las realizadas com a profissão. 

Para gerir pessoas em uma organização é preciso proporcionar as frentes de cinco principais pilares:  

  • Motivação; 
  • Comunicação; 
  • Trabalho em equipe; 
  • Habilidades e competências; 
  • Capacitação e crescimento. 

Vou te apresentar cada um deles para que você consiga entender de que forma deve liderar seus colaboradores.  

Motivação

A motivação é um dos pilares mais importantes que guiarão as outras quatro frentes. Ter um colaborador engajado significa sucesso e comprometimento na execução de atividades e processos.  

Para isso, é necessário entender o perfil de cada colaborador e descobrir qual o seu principal motivador. Seja o retorno financeiro (salários + benefícios), seja oprincípios pessoais compatíveis com o propósito da organização, ou o crescimento pessoal e profissional adquirido em um plano de carreira concretizado, a gestão precisa conhecer esse motivador 

O ideal é mapear todos os colaboradores, desde o processo seletivo, e estudar de que forma é possível motivá-los. Assim, a empresa terá pessoas comprometidas e determinadas em alcançar as metas e objetivos do negócio. 

Comunicação

Em uma empresa não é aconselhável que existam barreiras hierárquicas para a comunicação entre colaboradores e gestores. A comunicação é um pilar extremamente importante para que as atividades possam fluir dentro da companhia e, por isso, precisa ser encorajada. 

Nesse ponto, a transparência no diálogo faz com que o trabalho aconteça em conjunto e com as melhores entregas possíveis. Assim, softwares e/ou ferramentas para comunicação interna podem e devem ser adotados, pois, agilizam nas respostas e tomadas de decisão.  

Trabalho em equipe

Os dois pilares anteriores vão impactar diretamente no trabalho em equipe. Portanto, independente do modelo de negócios, as pessoas sempre devem trabalhar em equipe dentro de squads, setores, diretorias, grupos e times 

Por isso, é necessário ter o controle de atividades e processos que estão sendo executados, bem como o rendimento e eficiência que as equipes estão tendo. Como resultado, ter um rendimento baixo, é um alerta de que algo pode estar acontecendo, seja a dificuldade no processo ou com as pessoas 

Dessa forma, é necessário acompanhar e investigar possíveis problemas dentro da organização. O eNPS é um indicador de satisfação interna que pode ser aplicado aos colaboradores para recolher feedbacks. (Use nossa planilha baixável de eNPS para sua empresa).  

As sugestões sempre devem ser levadas em consideração, pois são elas que vão guiar o que é necessário para exercer uma liderança saudável. 


Por fim, não se esqueça de que a gestão é de PESSOAS, e assim como todas as pessoas, os colaboradores precisam de momentos de diversão fora do trabalho. Se possível, faça parte desses momentos!  

Habilidades e competências

Atualmente têm-se falado muito em Soft Skills (habilidades técnicas) e Hard Skills (habilidades comportamentais). Os termos são utilizados por empresas multinacionais e requerem que os colaboradores tenham competências e habilidades específicas que agreguem no trabalho cotidiano.  

Dessa forma, ao iniciar a contratação de pessoas e/ou a realização de processos seletivos, avalie os candidatos de forma rigorosa para contratar aquele que mais se adequem ao cargo oferecido.  

E já que o mercado cresce e evolui rapidamente, é importante construir um ambiente de busca rotineira por conhecimentos novos. Com isso,  inovação e mudança não deve ser um medo para a empresa e sim, uma oportunidade!  

Capacitação e crescimento

Proporcionar aos colaboradores o crescimento pessoal e profissional é uma vantagem competitiva frente ao mercado. Uma vez que, ter colaboradores buscando por inovação é uma chance de alavancar modelos de negócio.  

Sendo assim, reserve um cash mensal para investir em treinamentos e cursos pois, de alguma forma, esse investimento trará de retorno na eficiência e entregas do trabalho. 

Fazer avaliações de desempenho é uma ótima oportunidade de identificar quais os melhores cursos e treinamentos seus colaboradores precisam. Mas não se esqueça dos outros pilares, perguntar também é uma forma de identificar o que querem.  

Por fim, o crescimento pessoal também é importante! Invista em autoconhecimento. Os colaboradores precisam estar bem consigo mesmo para trabalhar. Mostrar essa preocupação com eles demonstra a preocupação da gestão.  

Como fazer uma boa gestão de pessoas durante a pandemia?

Nos últimos meses, muitas empresas tiverem que adaptar o seu modelo de negócios por conta do COVID-19. A pandemia é um problema de saúde que afetou diversas organizações, tanto na gestão quanto financeiramente.  

falta de contato com os colaboradores é um fator que influencia para o desengajamento dos mesmos e por isso, medidas podem e devem ser tomadas para que não vire um empecilho no trabalho. Novas formas de motivação foram criadas e a tecnologia está ao seu dispor para ajudar a controlar isso. Abaixo tem algumas dicas:  

  • Utilize ferramentas de vídeo chamada para as reuniões; 
  • Faça festas e comemorações online;  
  • Brindes e presentes podem ser entregues sem contato físico;  
  • Inove nos meios de comunicação 
  • Aproveite para testar e prototipar ideias;  
  • Crie oportunidades de desenvolvimento pessoal;  
  • Não se esqueça de continuar capacitando e desenvolvendo habilidades;  
  • Construa e reorganize setores/equipes internas na empresa; 

Conclusão

De qualquer forma, o momento que estamos vivendo precisa de adaptação. Portanto, se tiver dificuldades com isso, pode entrar em contato conosco que te ajudamos, mas não tenha medo de tirar ideias do papel.  


Os colaboradores são a chave de sucesso para a sua empresa, com uma boa liderança pautada nos pilares apresentados de gestão de pessoas, será possível desenvolver equipes excelentes e de alta performance.  

Uma das melhores frases que representa o significado de gerir pessoas dentro de uma organização foi dita pela Luiza Helena Trajano, fundadora da Magazine Luiza, em uma palestra: 

“Líder é aquele que leva as pessoas o mais longe do que elas acreditam que possam ir” 

As empresas precisam de deres que façam seus colaboradores irem o mais longe que puderem, isso é pensar nas pessoas de forma estratégica. Pois são elas que guiarão o operacional responsável por levar a organização aos melhores patamares de mercado. 

Por: Thiago Vicente - https://www.dinamicaej.com.br/

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Programa de Trainee da Magazine Luiza para Negros gera polêmica


Magazine Luiza  abriu nesta sexta-feira (18) as inscrições para seu programa de trainee 2021, com salários de R$ 6.600 mais bônus de contratação de um salário. Diferentemente das edições anteriores, as vagas deste ano são exclusivamente voltadas para pessoas negras.

Atualmente, 53% do quadro de funcionários do Magazine Luiza são pretos e pardos. Desses, apenas 16% ocupam cargos de liderança.

“O Magazine Luiza acredita que uma empresa diversa é uma empresa melhor e mais competitiva. Queremos desenvolver talentos negros, atuar contra o racismo estrutural e ajudar a combater a desigualdade brasileira”, diz Patrícia Pugas, diretora executiva de Gestão de Pessoas.

Podem se inscrever candidatos formados em qualquer curso superior entre dezembro de 2017 e dezembro de 2020. As vagas são para trabalhar em São Paulo, mas pessoas de todo o Brasil podem participar. O Magazine Luiza vai dar auxílio mudança aos selecionados que sejam de fora da cidade.

Conhecimento em língua inglesa e experiência profissional não são pré-requisitos para a seleção.

O processo seletivo foi desenvolvido em parceria com as consultorias Indique Uma Preta e Goldenberg, Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), Faculdade Zumbi dos Palmares e Comitê de Igualdade Racial do Mulheres do Brasil. São seis etapas: testes online, vídeo de apresentação profissional, entrevista com o RH, entrevista com diretores da área, entrevista com a diretoria executiva e conversa com o CEO Frederico Trajano.

Os benefícios oferecidos pelo Magazine Luiza vão desde plano médico e odontológico, vale-transporte e vale-refeição a descontos em produtos, gympass, home office híbrido e bolsa de inglês.

Assuntos mais comentados e polêmicas

A decisão da Magazine Luiza em colocar apenas negros no próximo programa de trainees foi um dos assuntos mais comentados do momento no Twitter neste sábado (19).
A decisão da empresa abriu um disputa nas redes sociais entre os que elogiam a medida e aqueles que acusam a Magalu de “racismo reverso” com brancos, usando a hashtag #MagazineLuizaRacista.
Dentre os críticos, estão o vice-líder do governo na Câmara, deputado Carlos Jordy. O deputado afirmou que está entrando com representação no Ministério Público contra a empresa para que seja apurado crime de racismo.

A Magazine Luiza respondeu ao deputado pelas redes sociais dizendo que a empresa tava tranquila da legalidade do programa. “Inclusive, ações afirmativas e de inclusão no mercado profissional, de pessoas discriminadas há gerações fazem parte de uma nota técnica de 2018 do Ministério Público do Trabalho”, escreveu por meio do perfil oficial.
O deputado rebateu dizendo que a situação prejudicava pessoas não negras: “ações afirmativas, tais como cotas, existem e são até previstas em lei para ingresso no ensino e serviço público, apesar de discordar frontalmente de cotas raciais. Porém, a ação da @magazineluiza não se trata de uma ação afirmativa mas de impedir a contratação de pessoas não negras”.
O Presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, faz coro às acusações de racismo. “Magazine Luiza terá que instituir Tribunal Racial no seu RH para evitar que pardos e brancos consigam fraudar o processo seletivo que é exclusivo para pretos. Portanto, terá que fazer a análise do fenótipo dos candidatos, prática identificada com o nazismo.”
Já a deputada federal Benedita da Silva (PT) compartilhou a matéria do Broadcast/Estadão em sua conta na rede social e destacou que a Magalu tem 53% de pretos e pardos em seu quadro de funcionários, mas apenas 16% deles em cargos de liderança.
 A deputada ainda se mostrou contrária a publicação da juíza do Trabalho Ana Luiza Fischer Teixeira de Souza Mendonça que afirmou nas redes sociais, segundo a Folha de São Paulo, que o programa era inadmissível e proibido pela Constituição Brasileira. A juíza apagou a publicação após as críticas.

Componente Matemático

Segundo o presidente da empresa, Frederico Trajano, um componente matemático foi o motivo da decisão da empresa em colocar apenas negros. De um lado, há o desequilíbrio entre o número de funcionários e o de lideranças negras dentro da empresa. Por outro, ter à frente pessoas que refletem a realidade da população brasileira levará a tomadas de decisão que aumentarão as vendas – e gerarão maior valor ao acionista. “Somos responsáveis por quem selecionamos e promovemos”, diz. “Claramente, se temos 53% da equipe negra e parda e só 16% de negros e pardos em cargos de liderança, há um problema para resolver com uma ação concreta.”



Perguntado se a decisão teve a ver com demandas de investidores, o presidente foi enfático: 

“Definitivamente, não de investidores. Não espere isso tão cedo. Embora exista a pauta de ESG (meio ambiente, sustentabilidade e governança, da sigla em inglês), ainda não chegamos lá. Fizemos uma pesquisa interna. Eu não sabia, mas 53% da nossa equipe é formada por negros e pardos. Na mesma pesquisa, vimos que apenas 16% dos nosso líderes eram negros e pardos. Isso acendeu um sinal amarelo ou vermelho. Nunca nos posicionamos em relação à pauta racial porque não havia um diagnóstico claro dessa questão. A partir da pesquisa, vimos que tínhamos uma anomalia, um problema concreto. Somos muito pragmáticos. O caminho mais curto para se chegar à liderança é o programa de trainee. Porém, nos programas anteriores – e eu sempre entrevisto os finalistas –, a gente sempre tinha só uma pessoa negra ou parda no final. Então, de certa maneira, não estávamos conseguindo atrair e selecionar essas pessoas. Precisávamos fazer algo diferente. Não é oportunismo. Queremos resolver um problema que sabemos que temos. Estamos sendo honestos em relação à necessidade de mudar uma realidade que nós mesmos criamos. Somos responsáveis por quem selecionamos e promovemos”.

Copiado:https://br.advfn.com/

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Mas afinal, o que significa o “Novo Normal”?

 


Sociedade, economia, política e cultura são redefinidas diante de determinadas situações e períodos. Em 2020, já é possível perceber mudanças significativas em hábitos como no trabalho, com a aderência do home office; na alimentação, com o aumento da ingestão de alimentos saudáveis; no consumo, com o disparo das compras online; na saúde, com uma maior atenção ao corpo; e, sobretudo, no conforto, com a reconexão com as próprias casas. O “novo normal” chegou.

E este momento de transformação mostra como podemos sempre (re)adequar nossas rotinas para algo que faça mais sentido com o que estamos vivendo. Hoje, por exemplo, criar uma sociedade mais consciente, responsável, empática e ainda mais digital. Não há dúvidas: estamos caminhando para um novo mundo marcado por engajamento, conectividade, ativismo e, acima de tudo, valorização da transparência como premissa para construir relações. São novos hábitos que provavelmente permanecerão para sempre, que marcarão de fato a entrada do Século XXI. Seja bem-vindo, “novo normal”.

A própria ONU já criou diretrizes que moldarão essa nova sociedade: responsabilidade compartilhada, solidariedade global e ação urgente para as pessoas necessitadas, que demandam a proteção de empregos, empresas e meios de subsistência para iniciar uma recuperação segura das sociedades e economias o mais rápido possível, de modo a percorrer um caminho mais sustentável, com igualdade de gênero e neutro em carbono – um caminho sem volta ao “antigo normal”.

Parece até uma nova sociedade, não? Aqui no cassino online da Betway, montamos este infográfico que mapeia como o mundo desacelerou e como as pessoas estão se reconectando com as atividades mais essenciais de suas rotinas, seja no quesito de saúde, na vida familiar, no aprendizado contínuo, na informação e/ou no jeito que consumimos. 

Precisamos entender que a mudança é constante. O momento nos ensinou que podemos fazer grandes transformações quando somos convencidos de que vale a pena. Questões globais como mudanças climáticas e crescimento das desigualdades pressionam sociedades e negócios rumo a essas modificações.

Também é preciso entender que a transparência e a inclusão hoje são regras. A Geração Z, vanguarda desse “novo normal”, já possui essas características. Afinal, é uma geração hiperconectada, que transita por múltiplas comunidades e que gosta de fazer parte de diversos grupos. Finalmente, estamos começando a incorporar essas tendências em nosso dia a dia, como visto no infográfico.

Mas, vale dizer que nem só essas grandes mudanças são as significativas. O livro “Exponential Organizations”, de Salim Ismail e Yuri van Geest, publicado em 2014, desperta insights interessantes que podem ser aplicados a esse “novo normal”. Um exemplo é como uma inovação rotineira, não aquelas megalomaníacas como o nascimento do conceito de smartphone, surge e provoca mudanças inesperadas em diversos setores da sociedade, cria novos negócios e até mesmo muda hábitos do nosso dia a dia. Pegam uma dor que a gente não sabia que tinha e oferece antecipadamente uma solução.



Um exemplo claro de mudança que está acontecendo é a adoção massiva do digital, como mostrado também no infográfico. De acordo com uma pesquisa feita em parceria pela Hubspot e We Are Social, mais de 139 milhões de pessoas têm contato com a Internet no Brasil. Isso representa uma penetração de 66% do total da população. Desse número, 85% fazem isso todos os dias.

Esses números mostram que há uma grande oportunidade para interagir com potenciais clientes e também para fidelizar sua marca. É importante saber explorar isso de forma planejada.

Presença digital era uma regra para sobreviver ao mundo que se desenhava. Depois de 2020, presença digital é imprescindível para nascer e se desenvolver no “novo normal”. O delivery, o GPS à palma da mão, plataformas que fortalecem o comércio local e conectam voluntários à ações sociais, aplicativos que monitoram e oferecem soluções de exercícios, saúde e alimentação são alguns dos serviços que já são essenciais.

E os dados corroboram isso. Nos últimos 2 meses, segundo os resultados de pesquisas feitas semanalmente pela consultoria MindMiners: 49,25% dos brasileiros estão procurando o online para se capacitar mais; e 51% dos brasileiros já estão comprando mais pela internet ou por aplicativos - houve um aumento de 21,25% no uso de aplicativos de delivery.

Outro exemplo que vai nessa linha é o trabalho remoto. Primeiro temos a questão da redução de deslocamentos, que pode trazer benefícios como: diminuição de emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes e prejuízos causados por congestionamentos. Em um mundo onde o “novo normal” tem a sustentabilidade como regra, parece ser uma tendência forte a ser seguida.


Em um levantamento deste ano da empresa de software de marketing digital Buffer e da agência de trabalho remoto AngelList com 3,5 mil pessoas que trabalham total ou parcialmente de forma remota, 98% delas disseram querer continuar no regime pelo resto da carreira.

O principal benefício mencionado pelos participantes segue sendo a flexibilidade de horário e local de trabalho. Para as duas empresas: “a pergunta não é mais ‘o trabalho remoto veio para ficar?’. Parece, inclusive, que o trabalho remoto é o novo normal".

Não é uma tendência nova, mas agora foi democraticamente validada. Não há mais uma figura turva acerca de produtividade e comprometimento de colaboradores trabalhando de suas casas ou de onde quer que estejam.

Esses são alguns exemplos palpáveis de como, de fato, a sociedade vem mudando. Façamos nossa parte para que o tão esperado “novo normal” seja uma alternativa mais responsável e, em última análise, viável para todos nós.

Copiado: https://blog.betway.com/

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

É Hora de Ressignificar: Mudanças Promovidas pela Quarentena

 


Mesmo com tantos desafios, talvez estejamos no melhor momento para ressignificar muitos aspectos da nossa vida. Caso você ainda não esteja familiarizado com essa palavra… Bom, ela é autoexplicativa, descrevendo a ação de dar novos significados e encontrar diferentes sentidos.

Nós não percebemos no dia a dia, mas tudo é um signo; ou seja, todos os elementos à nossa volta, seja material ou não, representam algo, carregam seus próprios sentidos e desenvolvem as suas próprias narrativas. Mas esses significados podem variar. Até porque, somos nós quem damos significados às coisas. Assim sendo, não precisamos nos ater necessariamente ao que já está dado.

Portanto, em tempos de pandemia, quarentena e isolamento social, queremos propor que, não obstante as adversidades, desenvolvamos um novo olhar. Afinal, com o “mundo parado”, podemos observar, refletir e repensar. Acompanhe o texto com a gente e se prepare para muitas perguntas, às quais só você pode dar respostas finais que lhe satisfaçam.

Ressignificar os relacionamentos 

Uma grande mudança desses tempos de ter que ficar em casa é na maneira como nos relacionamos. Tal quebra no ritmo e na forma de estabelecer conexões tem levantado questões como: por que criamos vínculos com outras pessoas? Será que é só para passar tempo? Para ocupar algum espaço? Para ganhar seguidores? Ou será que é para algo mais genuíno?

A quarentena traz incertezas e promove a distância – ou um possível excesso, quando tem-se de conviver 24h por dia com alguém. Nessas situações específicas, encontramos outras necessidades, talvez mais reais, nos relacionamentos. Ou, ao menos, essa oportunidade de ressignificar surge.

Então, qual significado que você quer que as suas relações tenham para você? E qual significado você quer ter na vida de outras pessoas? Quanto vale quantidade em nome de qualidade? E como construir conexões reais, profundas e duradouras que não se limitem ao espaço física ou às curtidas?

Ressignificar o trabalho

Especialmente quem trabalha em escritório já sabe: a pandemia veio para trazer mudanças irreversíveis no dia a dia do trabalho, ao menos em uma noção mais prática. Enquanto que, de maneira geral, o papel que a vida profissional ocupa na nossa essência, algo que já vinha sendo questionado, tem sido colocado em cheque.

Para o que estamos trabalhando tanto? Qual é o retorno de fato em nossa felicidade? Qual é o ponto gravitacional das nossas rotinas e expectativas? Esse modelo de vida que coloca o trabalho como meio e fim (leia-se: veículo e finalidade) de nossos dias e vontades parece estar caducando. Bem como essa noção de que uma vida de excessos de consumo, que só seria conquistada por submissão incondicional a um emprego, também está. 

É hora perceber que ressignificar o trabalho está intimamente vinculado a encontrar uma nova, e possivelmente melhor, maneira de se viver a vida. Afinal, uma ocupação, um oficío ou algo com que se ocupar é essencial. Mas resumir-se a isso parece injusto com nós mesmos – e com a pluralidade com a qual podemos existir.

Ressignificar os propósitos de vida

Tendo já questionado sobre relacionamentos e trabalho, poderíamos seguir falando sobre temas importantes como corpo, gênero, sexualidade, alimentação… Mas, no final das contas, estamos chegando no ponto central de verdadeiramente ressignificar os propósitos de vida. Ou seja, aquilo que nos motiva e nos preenche.

O isolamento social faz isso com a gente: nos coloca sozinhos e reflexivos. E, então, nos perguntamos: qual é o meu propósito? O que é esse propósito? Eu o crio ou deixo que o criem para mim? O que é mudar esse propósito? Ele está ligado a coisas supérfluas ou ao meu “eu” genuíno? O que é a felicidade plena e o que é apenas prazer momentâneo? E nesse o que é, o que é, nunca se esqueça de:  

Viver e não ter a vergonha de ser feliz!

E tem muito papo bom para pensar mais sobre isso

Levantar esses questionamentos, para conseguir encontrar repostas ao longo do tempo, fica mais fácil a partir do diálogo. Embora a solitude seja extremamente importante para encarar questões existenciais; é nas trocas que conseguimos expandir nosso repertório e encontrar diferentes maneiras de se ver o mundo.

Por conta disso, convidamos Rafa Brites, apresentadora e influenciadora de jornadas, para uma conversa no Zencast, nosso podcast sobre saúde emocional. Na entrevista conduzida por Izabella Camargo, Rafa nos guia pelo seu pensamento, que tem se revolucionado durante a quarentena.

A seguir, você pode conferir alguns dos principais pontos discutidos entre elas.

Saiba observar

Vivemos numa sociedade voltada muito para a produção. Porém, Rafa nos convida a ir para um lado mais contemplativo, no lugar de estritamente produtivo no sentido prático. Para ela, saber observar-se – realmente se olhar, sem análises nem julgamentos – é a chave para encontrar momentos construtivos durante o isolamento. Nesse sentido, ela comenta:

Quando você consegue olhar para sua vida como observador, saindo daquela confusão e se colocando nesse outro papel, é possível concluir em qual momento, por exemplo, você deixou de confiar em si mesmo.

Permita-se parar de verdade

Dedicar-se a esse projeto de ressignificação, agindo sobre pontos tão fundamentais da vida, é mais difícil de realizar dentro de uma rotina acelerada. Então, já que agora o mundo está pedindo para que paremos, usemos dessa oportunidade para de fato fazer uma pausa. No Zencast, Rafa compara a situação atual com um trem que finalmente cessou:

Nós estávamos andando num trem muito rápido. E se pulássemos, iríamos nos machucar. Mas, agora, o trem parou. Então, se tem um momento de dizer “eu vou descer, eu vou mudar”, esse momento é agora! 

Volte a sonhar

Ter metas é bom. Em geral, é algo essencial para seguirmos em frente. Só que metas, por si só, são apenas isso: pontos a serem alcançados; números a serem superados. Nossa vida, porém, é muito mais do que apenas bater metas. Por isso, é possível dar um novo significado para esses objetivos, que deixam de ser meros números e viram sonhos. Não é à toa que Rafa comenta o seguinte: 

Ressignificar é o caminho para voltar a sonhar.

Ressignificar para de fato viver!

A fim de concluir, vamos deixar claro: não, nós não precisamos de crises. Nós podemos crescer e nos desenvolver mesmo nas melhores condições – ou ainda: especialmente nas melhore condições. Mas uma crise tem sempre o potencial de abrir nossos olhos para o que pode ser melhorado.

Na crise atual, que se mostra indo muito além da pandemia, estamos entrando em contato com questões verdadeiramente profundas. Então, vá fundo. No seu ritmo e dentro dos seus limites. E, se não souber por onde começar, venha ouvir o episódio completo do Zencast com a Rafa Brites. 

Ressignificar não acontece de uma hora para outra. Comece por onde for possível e lembre-se: você não está sozinho. Se esse período estiver desgastante emocionalmente para você, não hesite em procurar ajuda.