Motivação no Trabalho:
Estratégias Criativas para Reconhecer e Recompensar seus Funcionários!
Este Blog foi criado para postar idéias na área de Administração de Empresas, Empreendedorismo, Esporte e outras Informações de cunho Social, Técnico, Cultural e Dicas para Profissionais e Estudantes de Administração.
Motivação no Trabalho:
Estratégias Criativas para Reconhecer e Recompensar seus Funcionários!
Aquela que, volta e meia, mergulha de cabeça em um novo projeto e, às vezes, acaba nem terminando a proposta. Curiosamente, parece gostar de tudo e se dar bem com uma infinidade de áreas completamente distintas.
Essa pessoa é como um canivete suíço: possui
diversas habilidades e funções. De vez em quando saca uma, outras vezes
aproveita várias ao mesmo tempo.
Mas o que significa multipotencialidade?
O multipotencialista, multipotencial ou polímata é aquela pessoa cuja lista de afinidades (como profissões, hobbies e projetos) parece não acabar nunca.
Essa característica permite explorar diferentes
conhecimentos, se interessar rapidamente por coisas novas, se adaptar a
qualquer tipo de grupo e conseguir aplicar mais de uma habilidade em seu dia a dia.
Mas engana-se quem pensa que esse traço traz apenas benefícios.
A multipotencialidade pode fazer a pessoa se entediar rapidamente,
ter muitas coisas para fazer mas não conseguir desenvolvê-las até o final e
sentir dificuldade em assumir compromissos a longo prazo.
E, devido à estrutura de subsistência da sociedade
em que vivemos, muitas vezes essas pessoas podem se sentir desajustadas. Isso
acontece porque, desde a revolução industrial, a demanda por
profissionais especializados em determinadas áreas cresceu para que os produtos
pudessem ser produzidos em grande escala.
Aos poucos, fomos nos adaptando às demandas do mercado até chegarmos em uma cultura da hiperespecialização.
Para
dificultar ainda mais a vida das pessoas com multipotencialidade, os caminhos a
serem escolhidos na vida profissional são moldados, ou pelo menos indicados e
questionados, desde a infância.
O maior exemplo é a clássica pergunta “O que você quer ser quando crescer?”, que ouvimos milhares de vezes desde pequenos.
E o processo só se intensifica ao longo da vida, já que, na
adolescência, é preciso escolher o que cursar na universidade. Também existe
aquela ideia de uma vocação verdadeira, que seria o nosso destino, nos
faria felizes e bem-sucedidos para sempre, e só precisaríamos
descobrir qual atividade é essa durante as aulas, estágios, empregos e cursos –
de preferência, o mais rápido possível.
Mas tudo não passa de balela – ao menos é nisso que
acredita Emilie Wapnick, escritora, artista, coach e a principal responsável
por cunhar o termo “multipotencialista”.
“Onde você aprendeu a atribuir o significado de errado ou anormal a ‘fazer muitas coisas’?” [Emilie Wapnick, multipotencialista, em uma palestra TEDx Talks].
Nessa palestra do TED talks, Emilie conta como se sentiu sozinha por não encontrar seu espaço no cenário produtivo e que chegou a pensar que havia algo de errado com ela. Mas, depois de se descobrir e entender como sua mente funcionava, viu que três características geradas pelo multipotencial eram muito valiosas:
1. Agrupamento de ideias
Como o multipotencialista explora diversas áreas,
ele possui conhecimento suficiente para estabelecer elos entres esses setores.
E é justamente nessa interseção que surgem as ideias mais inovadoras possíveis.
2. Aprendizado rápido
Os multipotencialistas estão acostumados a serem principiantes em tantas coisas que já se habituam a sair da zona de conforto e não têm medo de inícios. Isso ajuda a participar mais de tudo o que fazem e aprender rapidamente em diversas situações.
3. Capacidade de adaptação
Eles podem ser o que precisarem. Sempre vão “se
virar” e dar um jeito de encontrar alguma maneira de ganhar dinheiro, por
exemplo. E com as mudanças tecnológicas acontecendo cada vez mais rápido e
inserindo novas profissões no mundo, essa é uma característica
extremamente valiosa para se ter. Para exemplificar: há alguns anos, um
repórter era responsável apenas pelo texto de matérias e artigos. Hoje, um bom
profissional precisa saber filmar, fotografar, editar, falar em frente à câmera
e saber se desenvolver.
“Se eu me sinto como um canivete suíço, por que eu
tenho que me comportar como uma tesoura sem ponta que só corta papel?” [Rafaela
Cappai, multipotencialista, em uma palestra TEDx Talks].
Essa cultura de que precisamos ser especialistas
não existiu desde sempre. No período da renascença, por exemplo, ter
múltiplas ocupações era considerado algo bom. O próprio Leonardo da Vinci
fazia parte desse grupo: ele foi músico, pintor, escritor, escultor, inventor,
engenheiro, matemático – sim, a lista de qualificações parece não ter
fim. “Homem da renascença”, aliás, é outro termo utilizado para
determinar os multipotencialistas.
O que fazer para estimular a multipotencialidade?
Independentemente do termo utilizado para
denominá-los, os próprios multipotencialistas sabem: seu principal
desafio é a organização. Com muito foco nesse aspecto, grande parte dos
problemas enfrentados por essas pessoas podem ser resolvidos.
E, para começar essa reeducação da ordem da vida, é
importante utilizar algumas táticas simples:
Seja a longo prazo, seja de metas para o dia. As listas ajudam você a ter noção de todas as tarefas que precisa ou quer desenvolver, definir prioridades e não se perder entre as atividades.
Se você é um multipotencialista e está com a
sensação de nunca ter conseguido terminar nenhum projeto na vida, que tal
começar a traçar objetivos simples e executá-los em partes? A
partir do momento que você conseguir dividir e executar pequenas coisas em
início, meio e fim, vai se sentir capaz de concluir projetos cada vez maiores.
A dica é do multipotencialista Haroldo Rocha, que trabalha com marketing
digital, SEO, growth hacking, produz cervejas artesanais e percebeu que isso
funcionava por experiência própria.
Lembre-se: você não está sozinho!
Encontrar outros multipotencialistas para trocar
experiências é mais uma atitude que pode ajudar na compreensão de si mesmo.
Para que essas pessoas se ajudem, já existem alguns canais de contato aqui no
Brasil: a Renata Lapa, por exemplo, é coach, escritora, internacionalista e
criou uma comunidade do grupo no Facebook.
Já a Rafaela Cappai, bailarina, atriz, comunicadora
e empreendedora, inaugurou a Espaçonave, uma empresa que incentiva as
pessoas a ganhar dinheiro com aquilo que as faz felizes. Além de apoiar e
inspirar, a organização defende que a multipotencialidade existe em
todas as pessoas.
Existe, também, um o site Multipotenciais voltado
apenas a quem possui essas características, com depoimentos, dicas e até mesmo
encontros proporcionados por multipotenciais de todo o país.
“Não precisamos nos prender a uma única ocupação pela
vida inteira”.
Tudo isso existe para que os multipotencialistas (e
até mesmos os especialistas), entendam que pessoas que trabalham como canivetes
suíços podem (e devem!) ter seu espaço na sociedade. O importante é sempre ter
em mente que, por mais que pareça um pouco confuso, não precisamos nos
prender a uma única ocupação pela vida inteira.
Copiado: https://cursos.aldeia.cc/multipotencialidade-o-que-e-como-identificar-e-como-lidar/
O Nadismo é para todos, mas especialmente para aqueles que nunca têm tempo.
Aqueles que estão sempre correndo, vivem ocupados e, ainda assim, não conseguem dar conta de todas as suas demandas.
Se
você quer fugir desse estresse diário, a prática indica parar e ficar sem fazer
nada, sem cobrança, sem culpa e sem estresse, para viver melhor com o seu
tempo.
Criado pelo designer brasileiro
Marcelo Bohrer, o Nadismo tem como objetivo quebrar a cultura da aceleração e
fazer com que as pessoas recuperem seu equilíbrio.
Até mesmo em cidades urbanas agitadas
é possível praticar o método. Basta sentar ou deitar em um lugar confortável,
abandonar o celular, e, com os olhos abertos, tentar não fazer nada por pelo
menos 15 minutos. Apenas observar as pessoas e contemplar o mundo ao redor, de
maneira consciente de tudo que está acontecendo.
“Não
perca tempo…”, “O que você faz aí sem fazer nada?”, “Levante-se e aproveite o
dia”
Durante
a infância, surge constantemente a ideia de que o tempo é ouro. E se não tirarmos proveito das horas das
quais dispomos, somos preguiçosos ou
seremos fracassados.
No final, essa mensagem corre o risco de ser traduzida como na vida adulta em comportamentos parecidos com o do Coelho Branco da “Alice no país das maravilhas”.
Sempre correndo, sempre atrasado e
com alguma coisa muito importante para fazer.
Colégio,
piano, inglês, natação, academia, etc… conhecemos longas listas de atividades
nas quais algumas crianças são imersas, as quais fazem com que acabem sua
jornada só na hora de ir para a cama.
Em muitos casos, a educação transmite
às crianças que devem ser os melhores, os mais produtivos, e sublinha
constantemente a ideia de que sempre, sempre, sempre, se pode melhorar. Não há tempo a perder.
Duas consequências podem ser
derivadas disso: a hiper-responsabilidade e a intolerância ao tédio.
·
Hiperresponsabilidade: ser responsável é uma virtude. Ser
hiper-responsável é uma armadilha do cérebro construída ao longo dos anos, que
pode se refletir na maturidade em forma de ansiedade, perfeccionismo, elevada
auto-exigência, baixa autoestima, insegurança, culpa e até vergonha.
·
Intolerância
ao aborrecimento: não ter a oportunidade de “perder
tempo” na infância freia a criatividade e
o desenvolvimento pessoal das crianças e dos adolescentes, para mais tarde, se
manifestar em adultos como processos ansiosos.
Perder tempo pode ser muito benéfico para os processos de adaptação ao meio e o desenvolvimento de capacidades intelectuais nas crianças.
Quando se cresce, essa intolerância aprendida não
permite que saibamos estar com nós mesmos.
Muitas pessoas se entediam, simplesmente por não saberem como ficar a sós com seus próprios ecos.
Filosofia 24×7: você se reconhece?
Vivemos em um mundo interconectado. Em qualquer momento e em qualquer lugar
podemos realizar tarefas relacionadas ao nosso ócio, nossa formação ou nosso
crescimento pessoal.
Cursos, especializações, academias,
coisas de casa, escritório, trabalho… Se não fizermos, outras pessoas que
compartilham suas atividades em redes
sociais se encarregassem de nos lembrar do tempo que estamos
perdendo.
Tudo isso constrói nosso dia a dia e alimenta a ideia de que “deveríamos” ser.
A filosofia do 24×7 quer dizer estar fazendo “alguma coisa”, sete
dias por semana e 24 horas por dia. No
entanto, este conceito pode não ser tão bom quanto parece.
É óbvio que a busca da realização
pessoal através da atividade e de ocupação é fundamental, mas até que ponto isso é controlável?
No final, para esse tipo de pessoa, é
inimaginável e trágico não realizar nenhuma atividade em um dado momento,
e ela
vê no descanso algo quase desprezível. Na
realidade, não se é um inútil por perder tempo.
Experimente fazer nada
Estruturar nossa semana em volta de atividades profissionais e sociais é uma rotina atraente e necessária. Enquanto isso, encontrar momentos para “perder” é muito benéfico para nossa saúde física e mental.
Reservar uns
minutos por dia ou por mês para não realizar nenhuma atividade pode
nos contribuir com serenidade para
desfrutar de tudo isso que realizamos e que deixou de ser satisfatório, para
quê?:
·
Para tomar distância daquilo no qual
nos vemos arrastados e reduzir o drama.
·
Para evitar a saturação de alguma coisa
que começou como estimulante e que se tornou uma carga.
·
Para compartilhar momentos distintos
com os que nos rodeiam.
·
Para relaxar o corpo. Reduzir o estresse e a ansiedade.
·
Para reorganizar as ideias e tomar
impulso.
·
Para
distinguir o importante do urgente.
Se você for daqueles que desfrutam da corrente de atividades e precisam dela para seu funcionamento, vá em frente.
Mas se de algum jeito sua fonte de satisfação depende do tempo cheio,
mais do que da tarefa em si mesmo, dê uma oportunidade ao relógio.
No final, o “tempo perdido” pode ser
convertido em ganho pessoal.
“O
tempo é a moeda da sua vida. É a única moeda que você tem, e só você
pode determinar como será gasta. Seja cuidadoso e não permita que outras
pessoas o gastem por você”. Carl Sandburg
Por: Paula
Parende - https://www.portalraizes.com/
Lembre-se bem dessa frase.
Quando foi que você deixou de comemorar as coisas simples e importantes da sua vida?
Muitas pessoas irão dizer que não fazem mais do que a obrigação, ou que precisam de motivos maiores para comemorar, e é aí que elas se enganam.
A dopamina é uma substância química acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e quando a meta é cumprida.
Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).
A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas.
Comemorar suas conquistas aumenta a sua confiança, sua fé em você mesmo e melhora a sua perspectiva em relação ao passado, presente e futuro.
Desde criança, são os estímulos positivos a determinadas ações que nos levam a aprender e a continuar aprendendo.
Se você não comemora os resultados alcançados, tanto faz ganhar ou perder.
Foque no aspecto positivo da sua vida, nas suas conquistas diárias e no que você já conseguiu.
Recompense os seus esforços e a sua luta para alcançar os seus objetivos, tendo em mente sempre tudo aquilo que você já fez.
É importante lembrar sempre que, apesar das preocupações e decepções que possam aparecer pelo caminho, existem muitos motivos para comemorar.
Nossos dias são cheios de pequenas conquistas, é preciso ter um olhar mais refinado para vê-las.
Com treino e disposição, você passa a ver a vida com um brilho diferente.
A notícia boa é que a nossa palestra sobre Inteligência Emocional pode ajudar você a mudar essa mentalidade.
Comece devagar, defina pequenas metas e, ao alcançá-las, parabenize você mesmo.
Com o tempo e a prática, esse comportamento se tornará algo cada vez mais espontâneo, porém, sempre recompensador.
O tema ganhou algum destaque nos últimos anos,
quando personalidades como a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle
Obama, falaram publicamente sobre esse sentimento de duvidar das próprias
conquistas. Além disso, recentemente, no Brasil, o conceito também tem estado
presente em debates sobre empoderamento feminino.
Mas quais são os fatores causadores da síndrome da
impostora e por que ela é mais frequente entre as mulheres? De que forma o
fenômeno impede o protagonismo feminino no mercado de trabalho e
como as empresas podem ajudar a mudar o cenário?
Neste artigo, vamos aprofundar essas questões e
falar também sobre o Teste de Clance, uma escala que mede o quanto a síndrome
do impostor pode estar afetando a sua vida. Acompanhe!
O que é síndrome do
impostor?
De forma resumida, a síndrome do impostor é o nome
atribuído a um sentimento de que você não é bem sucedido porque o
merece e que, em algum momento, todos irão descobrir que você não
passa de uma fraude.
Apesar de ter ganhado visibilidade mais recentemente,
o conceito de “síndrome do impostor” foi descrito pela primeira vez em 1978, em
um artigo escrito por Pauline R. Clance e Suzanne A. Imes, cujo título é “The Impostor Phenomenon in High Achieving Women: Dynamics and Therapeutic
Intervention” (“O fenômeno do Impostor em mulheres bem
sucedidas: dinâmicas e intervenções terapêuticas”, em português).
No estudo, as pesquisadoras americanas analisaram
150 mulheres que, reconhecidamente, haviam alcançado êxito em suas carreiras.
No entanto, embora as suas conquistas profissionais e acadêmicas fossem
evidenciadas e publicamente reconhecidas, descobriu-se que boa parte da amostra
tinha forte tendência a uma impostura intelectual interna que não lhes permitia
valorizá-las.
Desde então, outros estudiosos e estudiosas se
uniram a Clance e Imes e passaram a investigar o tema. Hoje, sabe-se que a
síndrome da impostora identificada entre aquelas mulheres traz a sensação
irrealista de que as suas próprias capacidades estão sendo superestimadas.
Sendo assim, quem é atingido pelo fenômeno tem a impressão de estar
enganando as outras pessoas ou de não ser merecedor dos próprios êxitos, como
se eles fossem resultado de sorte ou do acaso.
E por que o
fenômeno acomete mais as mulheres?
Embora não seja exclusividade de nenhum grupo específico, é fato que o fenômeno é mais comum entre as mulheres. Logo, não foi por acaso que a síndrome da impostora tenha sido observada pela primeira vez em um estudo que utilizou como amostra um grupo de representantes do gênero feminino.
As razões da crença de que não se é realmente
competente e de que o sucesso se deu por sorte podem estar relacionadas a
características da personalidade. Porém, elas também podem estar relacionadas à
infância, à classe social, à raça e ao gênero. Clance e Imes destacaram, ao
longo de suas pesquisas, justamente a internalização de estereótipos de
gênero como um dos agentes geradores da síndrome da impostora.
Se, por um lado, os homens tendem a superestimar as
suas conquistas, as expectativas ligadas ao papel da mulher na sociedade as
colocam em uma posição de desconfiança em relação à sua própria inteligência —
o que, inevitavelmente, traz consequências negativas às suas vidas.
Quais são os
“sintomas” da síndrome da impostora?
Alguns sinais podem ajudar a entender se uma pessoa
é afetada pela síndrome da impostora. Eles não são considerados exatamente
“sintomas”, pois, apesar de ter se popularizado como “síndrome”, os estudos desenvolvidos
até então o consideram um “fenômeno” e não um distúrbio.
De qualquer forma, ele vem acompanhado de efeitos
indesejados e também pode contribuir para desencadear outros problemas, como
transtorno de ansiedade e depressão. Sendo assim, é importante ter atenção a
alguns sinais:
Síndrome da
impostora e protagonismo feminino nas organizações
É sabido por inúmeros estudos que as mulheres
costumam ter salários menores e que a maioria dos cargos de liderança das
empresas são ocupados por homens. Além disso, em função de todas as questões
relacionadas às construções sociais de gênero, o mercado de trabalho é mais
rígido e exigente com as mulheres. Também é comum haver uma significativa
discrepância na forma de tratamento de homens e mulheres, desde a entrevista
até o dia a dia corporativo, motivada principalmente por vieses inconscientes.
É evidente que esse cenário é também um dos fatores
que ajudam a aumentar a insegurança e contribuir para que as mulheres
desenvolvam a síndrome da impostora. Todavia, temos uma faca de dois gumes: a
autossabotagem feminina, claramente, atrapalha a ascensão dessas profissionais.
Um levantamento feito pela empresa de
tecnologia HP mostrou, por exemplo, que a maioria das
funcionárias só se candidataria para uma determinada vaga se preenchesse 100%
dos requisitos. Os homens, por sua vez, se candidatariam mesmo tendo somente
60% das competências exigidas para o cargo.
Isso mostra que a desconfiança em si mesma
relacionada à síndrome da impostora, de fato, traz consequências destrutivas
para a carreira das mulheres e impedem o protagonismo feminino nas
organizações.
Por que as empresas
devem contribuir para o desenvolvimento de suas lideranças femininas?
Por outro lado, diante desse contexto, as empresas
também precisam fazer a sua parte e podem ajudar a combater a síndrome da
impostora. Reconhecer o talento e a competência das mulheres e valorizar o seu
êxito é fundamental e deve ser feito de forma concreta, ou seja, por meio de
incentivos reais — como salários, cargos e planos de desenvolvimento.
Para isso, as organizações precisam ter uma cultura
que considere importante a representatividade feminina em diretorias e
conselhos e que priorize a diversidade e a inclusão. Os benefícios de uma
postura desse tipo atingem não apenas os colaboradores, mas também os negócios,
como vêm mostrando diferentes estudos recentes.
Uma pesquisa do Boston Consulting Group (BCG) constatou, por exemplo, que aumentar a diversidade nos cargos de liderança leva ao desenvolvimento de maior inovação e a um melhor desempenho financeiro. Em um levantamento com mais de 1 mil empresas de 12 países, a McKinsey, outra consultoria americana, apurou que empresas que se preocupam com a diversidade de gênero são 21% mais lucrativas do que as que não têm essa preocupação.
Como fazer isso? Ações concretas, como programas de
empregabilidade e de desenvolvimento de lideranças e na
educação corporativa para ajudar a criar uma cultura organizacional com foco em
igualdade de gênero, inclusão racial, de PcDs e outros grupos de diversidade
nas empresas.
Bônus: faça o Teste
de Clance para descobrir se você é afetada pela síndrome da impostora
Com o intuito de ajudar as pessoas a identificarem
o quanto elas são afetadas pela síndrome do impostor, a estudiosa Pauline Rose
Clance, uma das autoras do artigo que primeiramente descreveu o fenômeno,
desenvolveu uma escala.
O Clance Impostor Phenomenon Scale (CIPS), aqui no
Brasil conhecido como Teste de Clance, não serve para dar um diagnóstico, mas
tem validade científica e, portanto, o seu resultado é confiável para uma
avaliação individual.
O Teste de Clance é um questionário simples com 20
afirmações que devem ser respondidas com o número que melhor indica o quanto
cada uma é verdadeira. De acordo com a pesquisadora, para ser fiel à realidade,
é preciso marcar a primeira resposta que vier à mente ao ler cada uma das questões.
Copiado: treediversidade.com.br