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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Motivação no Trabalho: Estratégias Criativas para Reconhecer e Recompensar seus Funcionários!

Motivação no Trabalho: 

Estratégias Criativas para Reconhecer e Recompensar seus Funcionários!

A motivação dos funcionários é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. 

Mas você sabia que é possível aumentar a motivação da equipe sem gastar dinheiro?

Trago hoje algumas estratégias simples, que funcionaram muito bem na minha realidade, para reconhecer e recompensar seus colaboradores, impulsionando o engajamento e os resultados.

👏 Reconhecimento Público:

Um simples "obrigado" ou reconhecimento público do trabalho bem feito pode ter um impacto poderoso na motivação dos funcionários. 


Destaque as realizações da equipe em reuniões ou nas redes sociais da empresa para mostrar apreço pelo esforço deles.

🎉 Celebrações e Eventos Especiais:

Organize eventos simples, como um café da manhã coletivo ou um happy hour virtual, para celebrar conquistas e marcos importantes. 

Esses momentos de descontração ajudam a fortalecer os laços da equipe e aumentar o moral.

📅 Flexibilidade no Horário de Trabalho:
Oferecer flexibilidade no horário de trabalho, como horários de entrada e saída flexíveis ou a possibilidade de trabalhar remotamente, demonstra confiança e valorização dos funcionários, aumentando sua motivação e satisfação.


💡 Impacto nos Resultados da Indústria:
Funcionários motivados tendem a ser mais produtivos, criativos e engajados. Isso se traduz em uma melhoria nos resultados da indústria, incluindo aumento da qualidade do produto, redução do turnover e maior satisfação do cliente.

Reconheça e recompense seus funcionários de maneiras criativas para construir uma equipe motivada e impulsionar o sucesso da sua empresa!


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Multipotencialidade: o que é, como identificar e como lidar

 


Pessoas com multipotencialidade: você provavelmente convive, já conviveu ou até mesmo se identifica como alguém que está sempre envolvido com dezenas de atividades diferentes. 

Aquela que, volta e meia, mergulha de cabeça em um novo projeto e, às vezes, acaba nem terminando a proposta. Curiosamente, parece gostar de tudo e se dar bem com uma infinidade de áreas completamente distintas.

Essa pessoa é como um canivete suíço: possui diversas habilidades e funções. De vez em quando saca uma, outras vezes aproveita várias ao mesmo tempo.

Mas o que significa multipotencialidade?

O multipotencialista, multipotencial ou polímata é aquela pessoa cuja lista de afinidades (como profissões, hobbies e projetos) parece não acabar nunca. 

Essa característica permite explorar diferentes conhecimentos, se interessar rapidamente por coisas novas, se adaptar a qualquer tipo de grupo e conseguir aplicar mais de uma habilidade em seu dia a dia.

Mas engana-se quem pensa que esse traço traz apenas benefícios. 

A multipotencialidade pode fazer a pessoa se entediar rapidamente, ter muitas coisas para fazer mas não conseguir desenvolvê-las até o final e sentir dificuldade em assumir compromissos a longo prazo.

E, devido à estrutura de subsistência da sociedade em que vivemos, muitas vezes essas pessoas podem se sentir desajustadas. Isso acontece porque, desde a revolução industrial, a demanda por profissionais especializados em determinadas áreas cresceu para que os produtos pudessem ser produzidos em grande escala.

Aos poucos, fomos nos adaptando às demandas do mercado até chegarmos em uma cultura da hiperespecialização. 

Para dificultar ainda mais a vida das pessoas com multipotencialidade, os caminhos a serem escolhidos na vida profissional são moldados, ou pelo menos indicados e questionados, desde a infância.

O maior exemplo é a clássica pergunta “O que você quer ser quando crescer?”, que ouvimos milhares de vezes desde pequenos. 

E o processo só se intensifica ao longo da vida, já que, na adolescência, é preciso escolher o que cursar na universidade. Também existe aquela ideia de uma vocação verdadeira, que seria o nosso destino, nos faria felizes e bem-sucedidos para sempre, e só precisaríamos descobrir qual atividade é essa durante as aulas, estágios, empregos e cursos – de preferência, o mais rápido possível.

Mas tudo não passa de balela – ao menos é nisso que acredita Emilie Wapnick, escritora, artista, coach e a principal responsável por cunhar o termo “multipotencialista”.

“Onde você aprendeu a atribuir o significado de errado ou anormal a ‘fazer muitas coisas’?” [Emilie Wapnick, multipotencialista, em uma palestra TEDx Talks].

Nessa palestra do TED talks, Emilie conta como se sentiu sozinha por não encontrar seu espaço no cenário produtivo e que chegou a pensar que havia algo de errado com ela. Mas, depois de se descobrir e entender como sua mente funcionava, viu que três características geradas pelo multipotencial eram muito valiosas:

1. Agrupamento de ideias

Como o multipotencialista explora diversas áreas, ele possui conhecimento suficiente para estabelecer elos entres esses setores. E é justamente nessa interseção que surgem as ideias mais inovadoras possíveis.

2. Aprendizado rápido

Os multipotencialistas estão acostumados a serem principiantes em tantas coisas que já se habituam a sair da zona de conforto e não têm medo de inícios. Isso ajuda a participar mais de tudo o que fazem e aprender rapidamente em diversas situações.


3. Capacidade de adaptação

Eles podem ser o que precisarem. Sempre vão “se virar” e dar um jeito de encontrar alguma maneira de ganhar dinheiro, por exemplo. E com as mudanças tecnológicas acontecendo cada vez mais rápido e inserindo novas profissões no mundo, essa é uma característica extremamente valiosa para se ter. Para exemplificar: há alguns anos, um repórter era responsável apenas pelo texto de matérias e artigos. Hoje, um bom profissional precisa saber filmar, fotografar, editar, falar em frente à câmera e saber se desenvolver.

“Se eu me sinto como um canivete suíço, por que eu tenho que me comportar como uma tesoura sem ponta que só corta papel?” [Rafaela Cappai, multipotencialista, em uma palestra TEDx Talks].

Essa cultura de que precisamos ser especialistas não existiu desde sempre. No período da renascença, por exemplo, ter múltiplas ocupações era considerado algo bom. O próprio Leonardo da Vinci fazia parte desse grupo: ele foi músico, pintor, escritor, escultor, inventor, engenheiro, matemático – sim, a lista de qualificações parece não ter fim. “Homem da renascença”, aliás, é outro termo utilizado para determinar os multipotencialistas.

O que fazer para estimular a multipotencialidade?

Independentemente do termo utilizado para denominá-los, os próprios multipotencialistas sabem: seu principal desafio é a organização. Com muito foco nesse aspecto, grande parte dos problemas enfrentados por essas pessoas podem ser resolvidos.

E, para começar essa reeducação da ordem da vida, é importante utilizar algumas táticas simples:

  • Crie listas de objetivos

Seja a longo prazo, seja de metas para o dia. As listas ajudam você a ter noção de todas as tarefas que precisa ou quer desenvolver, definir prioridades e não se perder entre as atividades.


  • Fatie

Se você é um multipotencialista e está com a sensação de nunca ter conseguido terminar nenhum projeto na vida, que tal começar a traçar objetivos simples e executá-los em partes? A partir do momento que você conseguir dividir e executar pequenas coisas em início, meio e fim, vai se sentir capaz de concluir projetos cada vez maiores. A dica é do multipotencialista Haroldo Rocha, que trabalha com marketing digital, SEO, growth hacking, produz cervejas artesanais e percebeu que isso funcionava por experiência própria.

Lembre-se: você não está sozinho!

Encontrar outros multipotencialistas para trocar experiências é mais uma atitude que pode ajudar na compreensão de si mesmo. Para que essas pessoas se ajudem, já existem alguns canais de contato aqui no Brasil: a Renata Lapa, por exemplo, é coach, escritora, internacionalista e criou uma comunidade do grupo no Facebook.

Já a Rafaela Cappai, bailarina, atriz, comunicadora e empreendedora, inaugurou a Espaçonave, uma empresa que incentiva as pessoas a ganhar dinheiro com aquilo que as faz felizes. Além de apoiar e inspirar, a organização defende que a multipotencialidade existe em todas as pessoas.

Existe, também, um o site Multipotenciais voltado apenas a quem possui essas características, com depoimentos, dicas e até mesmo encontros proporcionados por multipotenciais de todo o país.

“Não precisamos nos prender a uma única ocupação pela vida inteira”.

Tudo isso existe para que os multipotencialistas (e até mesmos os especialistas), entendam que pessoas que trabalham como canivetes suíços podem (e devem!) ter seu espaço na sociedade. O importante é sempre ter em mente que, por mais que pareça um pouco confuso, não precisamos nos prender a uma única ocupação pela vida inteira.

Copiado: https://cursos.aldeia.cc/multipotencialidade-o-que-e-como-identificar-e-como-lidar/

segunda-feira, 3 de julho de 2023

O Nosso Pai é Nosso Professor


Era um filho que não gostava de viver na casa do pai, pela constante ′'irritação'′ da sua parte.

  • ′′Se não vai usá-lo, desliga o ventilador ′′
  • ′′A TV está ligada na sala onde não está ninguém.. Desligue!"
  • ′′Feche a porta′′
  • ′′Não gaste tanto a água′′
O filho não gostava que o pai o incomodasse com essas pequenas coisas.

Ele teve que tolerar até certo dia em que recebeu um convite para uma entrevista de emprego.
  • ''Assim que conseguir o emprego, vou sair desta cidade. Não vou ouvir mais uma reclamação do meu pai."
Foi o que ele pensou…

Quando saiu para a entrevista, o pai aconselhou:
  • ′′Responda às perguntas que lhe forem feitas sem hesitação. Mesmo que não saiba a resposta, mencione com confiança."
O filho chegou no local da entrevista e percebeu que não havia seguranças na porta

Embora a porta estivesse aberta para fora, provavelmente era um incómodo para as pessoas que passavam ou entravam por aí.
  • Ele fechou a porta e entrou no escritório.
Em ambos os lados do caminho, ele pôde ver lindas flores, mas o jardineiro deixara a chave aberta e a água na mangueira não parava de correr.

A água transbordava na rua…
  • Ele levantou a mangueira, trocou de lugar e colocou perto de outras plantas que precisavam dela.
Não havia ninguém na área da receção, no entanto, havia um anúncio onde dizia que a entrevista seria no primeiro andar.
Subiu lentamente as escadas.
A luz ainda estava acesa às 10 da manhã, provavelmente desde a noite anterior…



Ele lembrou-se do aviso do pai:
  • ′′ Por que sai da sala sem apagar a luz?"
Parecia que eu podia ouvi-lo agora. 
  • Mesmo se sentindo incomodado com este pensamento, procurou o interruptor e apagou a luz.
Em cima, num grande salão, viu mais pessoas sentadas esperando por sua vez. 
Ele olhou para o número de pessoas e perguntou se eu tinha alguma hipótese de conseguir o emprego.

Entrou no corredor com um pouco de nervos e pisou no tapete de ′′Bem-vinda", colocado perto da porta, mas percebeu estar de cabeça para baixo.
  • Endireitou então o mesmo tapete.
Hábitos são difíceis de esquecer.

Ele viu que nas fileiras na frente havia muitas pessoas amontoadas esperando, enquanto as filas de trás estavam vazias e vários ventiladores estavam com esses bancos.

Ele ouviu a voz do pai de novo:
′′Por que os ventiladores estão conectados na área onde ninguém está?"
  • Desligou os ventiladores que não eram necessários e sentou em uma das cadeiras vazias. 
Viu muitos homens entrarem na sala de entrevista e saírem imediatamente por outra porta.

Então, não havia como alguém adivinhar o que estava a perguntar na entrevista. 
Quando chegou a vez dele, ele parou diante do entrevistador com alguma preocupação.

O responsável pegou os seus papéis e sem olhar, perguntou:
  • - Quando você pode começar a trabalhar?
Ele pensou:
  • ′′Será uma pergunta capciosa que está a ser feita na entrevista ou é sério que estão-me a oferecer o trabalho?"
Ao que o chefe disse:
  • - Não fazemos perguntas a ninguém aqui, pois acreditamos que através delas não poderemos avaliar as habilidades de alguém. Portanto, o nosso teste é avaliar as atitudes da pessoa.
Fizemos alguns testes baseados no comportamento dos candidatos e observamos todos através de câmeras.
  • Nenhum dos que vieram aqui fez nada para consertar a porta, a mangueira, o tapete de Boas-vindas, desligar os ventiladores ou as luzes que estavam inutilmente..
Foi o único que fez isso, por isso decidimos selecionar-te para o trabalho, - disse o chefe.

Ele sempre se incomodava com a disciplina do seu pai, mas até esse momento ele percebeu que, graças a isso, ele conseguiu o seu primeiro emprego.

A sua irritação e raiva pelo seu pai desapareceram completamente, decidiu que levaria o seu pai também para o trabalho e retornou para casa feliz.

Tudo o que os nossos pais nos dizem é apenas para nosso bem, desejando um futuro brilhante para nós!
  • Para nos tornarmos um ser humano de valor, precisamos aceitar repreensões, correções e orientação, que eliminem os maus hábitos e comportamentos. 
É isso que os nossos pais fazem quando nos disciplinam.

O nosso pai é nosso professor 
  • quando temos cinco anos; um ′′ vilão ′′ 
  • quando temos cerca de vinte anos e um "guia" para vida inteira.
As mães podem ir à casa dos filhos quando envelhecer; mas o pai não sabe fazer isso.

Não adianta machucar pais quando eles estão vivos e lamentar quando eles forem embora.

Trate-os sempre bem.

*Autor desconhecido.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

NADISMO, a Arte de Fazer Nada – Permita-se perder um tempo


Nadismo
é um movimento que consiste em incentivar as pessoas a passar algumas horas do seu dia fazendo nada. 

Isso mesmo: nada. 

Basta ficar sentado ou deitado e se colocar em estado de inatividade, desfrutando de coisa nenhuma.

O Nadismo é para todos, mas especialmente para aqueles que nunca têm tempo. 

Aqueles que estão sempre correndo, vivem ocupados e, ainda assim, não conseguem dar conta de todas as suas demandas. 

Se você quer fugir desse estresse diário, a prática indica parar e ficar sem fazer nada, sem cobrança, sem culpa e sem estresse, para viver melhor com o seu tempo.

Criado pelo designer brasileiro Marcelo Bohrer, o Nadismo tem como objetivo quebrar a cultura da aceleração e fazer com que as pessoas recuperem seu equilíbrio.

Até mesmo em cidades urbanas agitadas é possível praticar o método. Basta sentar ou deitar em um lugar confortável, abandonar o celular, e, com os olhos abertos, tentar não fazer nada por pelo menos 15 minutos. Apenas observar as pessoas e contemplar o mundo ao redor, de maneira consciente de tudo que está acontecendo.

“Não perca tempo…”, “O que você faz aí sem fazer nada?”, “Levante-se e aproveite o dia”

Durante a infância, surge constantemente a ideia de que o tempo é ouro. E se não tirarmos proveito das horas das quais dispomos, somos preguiçosos ou seremos fracassados.

No final, essa mensagem corre o risco de ser traduzida como na vida adulta em comportamentos parecidos com o do Coelho Branco da “Alice no país das maravilhas”. 

Sempre correndo, sempre atrasado e com alguma coisa muito importante para fazer.

Colégio, piano, inglês, natação, academia, etc… conhecemos longas listas de atividades nas quais algumas crianças  são imersas, as quais fazem com que acabem sua jornada só na hora de ir para a cama.

Em muitos casos, a educação transmite às crianças que devem ser os melhores, os mais produtivos, e sublinha constantemente a ideia de que sempre, sempre, sempre, se pode melhorar. Não há tempo a perder.

Duas consequências podem ser derivadas disso: a hiper-responsabilidade e a intolerância ao tédio.

·   Hiperresponsabilidade: ser responsável é uma virtude. Ser hiper-responsável é uma armadilha do cérebro construída ao longo dos anos, que pode se refletir na maturidade em forma de ansiedade, perfeccionismo, elevada auto-exigência, baixa autoestima, insegurança, culpa e até vergonha.

·   Intolerância ao aborrecimento: não ter a oportunidade de “perder tempo” na infância freia a criatividade e o desenvolvimento pessoal das crianças e dos adolescentes, para mais tarde, se manifestar em adultos como processos ansiosos.

Perder tempo pode ser muito benéfico para os processos de adaptação ao meio e o desenvolvimento de capacidades intelectuais nas crianças. 

Quando se cresce, essa intolerância aprendida não permite que saibamos estar com nós mesmos.

Muitas pessoas se entediam, simplesmente por não saberem como ficar a sós com seus próprios ecos.

Filosofia 24×7: você se reconhece?

Vivemos em um mundo interconectado. Em qualquer momento e em qualquer lugar podemos realizar tarefas relacionadas ao nosso ócio, nossa formação ou nosso crescimento pessoal.

Cursos, especializações, academias, coisas de casa, escritório, trabalho… Se não fizermos, outras pessoas que compartilham suas atividades em redes sociais se encarregassem de nos lembrar do tempo que estamos perdendo.

Tudo isso constrói nosso dia a dia e alimenta a ideia de que “deveríamos” ser. 

A filosofia do 24×7 quer dizer estar fazendo “alguma coisa”, sete dias por semana e 24 horas por dia. No entanto, este conceito pode não ser tão bom quanto parece.

É óbvio que a busca da realização pessoal através da atividade e de ocupação é fundamental, mas até que ponto isso é controlável?

No final, para esse tipo de pessoa, é inimaginável e trágico não realizar nenhuma atividade em um dado momento, e ela vê no descanso algo quase desprezível. Na realidade, não se é um inútil por perder tempo.

Experimente fazer nada

Estruturar nossa semana em volta de atividades profissionais  e sociais é uma rotina atraente e necessária. Enquanto isso, encontrar momentos para “perder” é muito benéfico para nossa saúde física e mental.

Reservar uns minutos por dia ou por mês para não realizar nenhuma atividade pode nos contribuir com serenidade para desfrutar de tudo isso que realizamos e que deixou de ser satisfatório, para quê?:

·   Para tomar distância daquilo no qual nos vemos arrastados e reduzir o drama.

·   Para evitar a saturação de alguma coisa que começou como estimulante e que se tornou uma carga.

·   Para compartilhar momentos distintos com os que nos rodeiam.

·   Para relaxar o corpo. Reduzir o estresse e a ansiedade.

·   Para reorganizar as ideias e tomar impulso.

·   Para distinguir o importante do urgente.

Se você for daqueles que desfrutam da corrente de atividades e precisam dela para seu funcionamento, vá em frente. 

Mas se de algum jeito sua fonte de satisfação depende do tempo cheio, mais do que da tarefa em si mesmo, dê uma oportunidade ao relógio.

No final, o “tempo perdido” pode ser convertido em ganho pessoal.

“O tempo é a moeda da sua vida. É a única moeda que você tem, e só você pode determinar como será gasta. Seja cuidadoso e não permita que outras pessoas o gastem por você”.  Carl Sandburg

Por: Paula Parende - https://www.portalraizes.com/

quarta-feira, 20 de abril de 2022

COMEMORE TODAS AS SUAS CONQUISTAS


“O primeiro passo, na direção certa, já é a metade do caminho” - Lao-Tsé

Lembre-se bem dessa frase.

Quando você era criança, a maioria das suas conquistas eram sempre comemoradas com festa por todos: 
  • seus primeiros passos, 
  • suas primeiras palavras, 
  • a primeira vez que dormiu sozinho. 
Ao longo dos anos, outras vitórias também fazem parte do cotidiano como:
  • o primeiro dia na escolinha, 
  • a primeira vez que dormiu na casa de um coleguinha.
Depois de um tempo, as vitórias também estavam lá, mas eram comemoradas com menos frequência.

Quando foi que você deixou de comemorar as coisas simples e importantes da sua vida? 

Muitas pessoas irão dizer que não fazem mais do que a obrigação, ou que precisam de motivos maiores para comemorar, e é aí que elas se enganam.

Pesquisas afirmam que o nosso cérebro precisa de estímulos positivos para que possa aceitar determinada atividade como algo bom e recompensador a fim de continuar praticando aquela atividade além de ganhar e aumentar a confiança em nós mesmos.
Ao decifrar esse modelo de recompensa, fica mais fácil ensinar ao cérebro o que é bom. 

Daí a importância de comemorar pequenas conquistas.

A dopamina é uma substância química acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e quando a meta é cumprida. 

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. 

E celebrar quando atingi-las.

Comemorar suas conquistas aumenta a sua confiança, sua fé em você mesmo e melhora a sua perspectiva em relação ao passado, presente e futuro.

Desde criança, são os estímulos positivos a determinadas ações que nos levam a aprender e a continuar aprendendo. 

Se você não comemora os resultados alcançados, tanto faz ganhar ou perder.

Não deixe para celebrar apenas quando um grande sonho é realizado, mas celebre também as pequenas conquistas diárias.
  • Acordou cedo para fazer uma caminhada? 
  • Entregou um projeto no trabalho? 
  • Terminou um livro interessante? 
  • Passou mais tempo com a família? 
  • Fez uma pessoa importante sorrir? 
Comemore! 

Não precisa gastar dinheiro, nem jantar no restaurante mais caro, a comemoração pode ser de você para você mesmo, um sorriso, um café, uma pausa ou um “bom trabalho!” em voz alta basta.

Foque no aspecto positivo da sua vida, nas suas conquistas diárias e no que você já conseguiu. 

Recompense os seus esforços e a sua luta para alcançar os seus objetivos, tendo em mente sempre tudo aquilo que você já fez.

É importante lembrar sempre que, apesar das preocupações e decepções que possam aparecer pelo caminho, existem muitos motivos para comemorar. 

Nossos dias são cheios de pequenas conquistas, é preciso ter um olhar mais refinado para vê-las. 

Com treino e disposição, você passa a ver a vida com um brilho diferente.

  • Você gostaria de poder comemorar essas conquistas sem se importar com o que os outros pensam? 
  • Não consegue se imaginar celebrando pequenas vitórias que parecem sem importância? 
  • Acha que isso de alguma forma serve apenas para inflar o ego, a vaidade ou o orgulho
Não precisa se preocupar, a maior parte das pessoas também não entende como pequenas comemorações podem fazer tanta diferença. 

A notícia boa é que a nossa palestra sobre Inteligência Emocional pode ajudar você a mudar essa mentalidade.

Comece devagar, defina pequenas metas e, ao alcançá-las, parabenize você mesmo. 

Com o tempo e a prática, esse comportamento se tornará algo cada vez mais espontâneo, porém, sempre recompensador.

Existem técnicas que podem ajudar você a despertar esse sentimento de gratidão e consequentemente melhorar alguns aspectos da sua vida. 

Nossa Palestra de Inteligência Emocional é gratuita, perto de você e já fez a diferença na vida de milhares de pessoas.

Por: Fábio Fray - Estrategista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Síndrome da Impostora: o Que É e Como Lidar com Ela?

 


Você pode nunca ter ouvido falar sobre a síndrome do impostor, mas é possível que ela já tenha rondado a sua vida — sobretudo se você for mulher. A sensação de que o sucesso atingido não foi merecido é bastante comum, especialmente entre as mulheres. A síndrome da impostora, infelizmente, faz parte do dia a dia de profissionais, estudantes, mães e filhas que, na verdade, têm plena capacidade e talento para estar onde estão.

O tema ganhou algum destaque nos últimos anos, quando personalidades como a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, falaram publicamente sobre esse sentimento de duvidar das próprias conquistas. Além disso, recentemente, no Brasil, o conceito também tem estado presente em debates sobre empoderamento feminino.

Mas quais são os fatores causadores da síndrome da impostora e por que ela é mais frequente entre as mulheres? De que forma o fenômeno impede o protagonismo feminino no mercado de trabalho e como as empresas podem ajudar a mudar o cenário? 

Neste artigo, vamos aprofundar essas questões e falar também sobre o Teste de Clance, uma escala que mede o quanto a síndrome do impostor pode estar afetando a sua vida. Acompanhe!

O que é síndrome do impostor?

De forma resumida, a síndrome do impostor é o nome atribuído a um sentimento de que você não é bem sucedido porque o merece e que, em algum momento, todos irão descobrir que você não passa de uma fraude.

Apesar de ter ganhado visibilidade mais recentemente, o conceito de “síndrome do impostor” foi descrito pela primeira vez em 1978, em um artigo escrito por Pauline R. Clance e Suzanne A. Imes, cujo título é “The Impostor Phenomenon in High Achieving Women: Dynamics and Therapeutic Intervention(“O fenômeno do Impostor em mulheres bem sucedidas: dinâmicas e intervenções terapêuticas”, em português). 

No estudo, as pesquisadoras americanas analisaram 150 mulheres que, reconhecidamente, haviam alcançado êxito em suas carreiras. No entanto, embora as suas conquistas profissionais e acadêmicas fossem evidenciadas e publicamente reconhecidas, descobriu-se que boa parte da amostra tinha forte tendência a uma impostura intelectual interna que não lhes permitia valorizá-las.

Desde então, outros estudiosos e estudiosas se uniram a Clance e Imes e passaram a investigar o tema. Hoje, sabe-se que a síndrome da impostora identificada entre aquelas mulheres traz a sensação irrealista de que as suas próprias capacidades estão sendo superestimadas. Sendo assim, quem é atingido pelo fenômeno tem a impressão de estar enganando as outras pessoas ou de não ser merecedor dos próprios êxitos, como se eles fossem resultado de sorte ou do acaso.

E por que o fenômeno acomete mais as mulheres? 

Embora não seja exclusividade de nenhum grupo específico, é fato que o fenômeno é mais comum entre as mulheres. Logo, não foi por acaso que a síndrome da impostora tenha sido observada pela primeira vez em um estudo que utilizou como amostra um grupo de representantes do gênero feminino. 

As razões da crença de que não se é realmente competente e de que o sucesso se deu por sorte podem estar relacionadas a características da personalidade. Porém, elas também podem estar relacionadas à infância, à classe social, à raça e ao gênero. Clance e Imes destacaram, ao longo de suas pesquisas, justamente a internalização de estereótipos de gênero como um dos agentes geradores da síndrome da impostora.

Se, por um lado, os homens tendem a superestimar as suas conquistas, as expectativas ligadas ao papel da mulher na sociedade as colocam em uma posição de desconfiança em relação à sua própria inteligência — o que, inevitavelmente, traz consequências negativas às suas vidas.

Quais são os “sintomas” da síndrome da impostora?

Alguns sinais podem ajudar a entender se uma pessoa é afetada pela síndrome da impostora. Eles não são considerados exatamente “sintomas”, pois, apesar de ter se popularizado como “síndrome”, os estudos desenvolvidos até então o consideram um “fenômeno” e não um distúrbio.

De qualquer forma, ele vem acompanhado de efeitos indesejados e também pode contribuir para desencadear outros problemas, como transtorno de ansiedade e depressão. Sendo assim, é importante ter atenção a alguns sinais:

  • Crença de não ser boa o suficiente e sentimento de fraude;
  • Sensação de não pertencimento ao meio onde se está;
  • Medo de ser descoberta e culpa por estar “enganando” as pessoas;
  • Ansiedade pós-sucesso;
  • Perfeccionismo e baixa auto-estima;
  • Insegurança ao ser avaliada e medo da comparação;
  • Dificuldade de receber elogios e de se apropriar do sucesso;
  • Receio de não conseguir repetir os resultados anteriores.

Síndrome da impostora e protagonismo feminino nas organizações

É sabido por inúmeros estudos que as mulheres costumam ter salários menores e que a maioria dos cargos de liderança das empresas são ocupados por homens. Além disso, em função de todas as questões relacionadas às construções sociais de gênero, o mercado de trabalho é mais rígido e exigente com as mulheres. Também é comum haver uma significativa discrepância na forma de tratamento de homens e mulheres, desde a entrevista até o dia a dia corporativo, motivada principalmente por vieses inconscientes

É evidente que esse cenário é também um dos fatores que ajudam a aumentar a insegurança e contribuir para que as mulheres desenvolvam a síndrome da impostora. Todavia, temos uma faca de dois gumes: a autossabotagem feminina, claramente, atrapalha a ascensão dessas profissionais.

Um levantamento feito pela empresa de tecnologia HP mostrou, por exemplo, que a maioria das funcionárias só se candidataria para uma determinada vaga se preenchesse 100% dos requisitos. Os homens, por sua vez, se candidatariam mesmo tendo somente 60% das competências exigidas para o cargo.

Isso mostra que a desconfiança em si mesma relacionada à síndrome da impostora, de fato, traz consequências destrutivas para a carreira das mulheres e impedem o protagonismo feminino nas organizações.

Por que as empresas devem contribuir para o desenvolvimento de suas lideranças femininas?

Por outro lado, diante desse contexto, as empresas também precisam fazer a sua parte e podem ajudar a combater a síndrome da impostora. Reconhecer o talento e a competência das mulheres e valorizar o seu êxito é fundamental e deve ser feito de forma concreta, ou seja, por meio de incentivos reais — como salários, cargos e planos de desenvolvimento. 

Para isso, as organizações precisam ter uma cultura que considere importante a representatividade feminina em diretorias e conselhos e que priorize a diversidade e a inclusão. Os benefícios de uma postura desse tipo atingem não apenas os colaboradores, mas também os negócios, como vêm mostrando diferentes estudos recentes. 

Uma pesquisa do Boston Consulting Group (BCG) constatou, por exemplo, que aumentar a diversidade nos cargos de liderança leva ao desenvolvimento de maior inovação e a um melhor desempenho financeiro. Em um levantamento com mais de 1 mil empresas de 12 países, a McKinsey, outra consultoria americana, apurou que empresas que se preocupam com a diversidade de gênero são 21% mais lucrativas do que as que não têm essa preocupação.

Como fazer isso? Ações concretas, como programas de empregabilidade e de desenvolvimento de lideranças e na educação corporativa para ajudar a criar uma cultura organizacional com foco em igualdade de gênero, inclusão racial, de PcDs e outros grupos de diversidade nas empresas.

Bônus: faça o Teste de Clance para descobrir se você é afetada pela síndrome da impostora

Com o intuito de ajudar as pessoas a identificarem o quanto elas são afetadas pela síndrome do impostor, a estudiosa Pauline Rose Clance, uma das autoras do artigo que primeiramente descreveu o fenômeno, desenvolveu uma escala.

O Clance Impostor Phenomenon Scale (CIPS), aqui no Brasil conhecido como Teste de Clance, não serve para dar um diagnóstico, mas tem validade científica e, portanto, o seu resultado é confiável para uma avaliação individual. 

O Teste de Clance é um questionário simples com 20 afirmações que devem ser respondidas com o número que melhor indica o quanto cada uma é verdadeira. De acordo com a pesquisadora, para ser fiel à realidade, é preciso marcar a primeira resposta que vier à mente ao ler cada uma das questões.

Copiado: treediversidade.com.br