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sexta-feira, 29 de julho de 2022

O que é BI -Business Intelligence e como ele pode ajudar seu e-commerce


 Business intelligence significa inteligência de negócios. Essa é uma área dedicada à coleta e, mais importante, à análise e apresentação de dados que sejam capazes de guiar a tomada de decisão em uma empresa. Com estratégias baseadas em informações concretas, as chances de sucesso aumentam consideravelmente.

Em um mercado cada vez mais dinâmico e em constante mudança, adaptar-se é fundamental. A única forma de tomar decisões estratégicas é utilizando dados, que deem o direcionamento correto. É para isso que temos o business intelligence (BI), que pode ser um grande aliado para o seu e-commerce.

Utilizar inteligência de negócios é uma evolução para todas as empresas que sabem o quanto isso é importante para tomar ações assertivas. O BI é válido até mesmo para pequenos negócios, não demandando altos investimentos com softwares.

O mercado de vendas online é competitivo e exige que as empresas estejam sempre preparadas. O comportamento do cliente também está mais exigente. Nesse contexto, ter as informações corretas que permitam criar ações direcionadas para seu público e que funcionem é a base do crescimento de todo negócio.

Por esse motivo, ao longo deste artigo, você saberá a importância do business intelligence para um e-commerce e como utilizá-lo para escolher os melhores caminhos e aumentar suas vendas. Vamos lá?

O que é business intelligence e para que serve?

Business Intelligence, ou BI, é um processo que auxilia na orientação das ações da empresa a partir da coleta de dados brutos. O significado do termo pode ser traduzido como inteligência de negócios ou empresarial.

O BI, no entanto, não para na coleta dessas informações. Mais do que isso, a importância está na análise dos dados, e na sua apresentação para os tomadores de decisão de empresa, de modo a gerar insights para o negócio.

Você deve estar se perguntando: isso já não existia antes? O uso de informações estratégicas sempre direcionou a indústria ao longo dos anos. Contudo, atualmente, a tecnologia se tornou o grande diferencial.

As ferramentas tornaram-se mais rápidas e abrangentes, acompanhando o crescimento no volume de dados produzido diariamente. É aí que surge o conceito de big data, que consiste no tratamento de conjuntos enormes de dados que precisam ser processados e armazenados. 

Qual a diferença entre business intelligence e business analytics?

Apesar de serem áreas muito próximas, business intelligence e business analytics não são a mesma coisa. Enquanto o primeiro coleta e analisa os dados para auxiliar na tomada de decisão, o segundo vai além para prever tendências e criar cenários futuros.

Desse modo, podemos dizer que o business intelligence se baseia no que aconteceu para auxiliar no presente. Já o business analytics usa informações do passado e do presente para guiar a estratégia futura.

Qual a importância do business intelligence para as empresas?

Uma empresa consegue reduzir drasticamente os riscos e prejuízos ao basear suas decisões e objetivos em informações concretas. A análise correta destes dados traz um cenário detalhado das operações, permitindo identificar o que está funcionando, erros e melhorias, além de oportunidades futuras.

Ou seja, o resultado de todo o processo deve servir como uma bússola que vai nortear todo o planejamento. Uma empresa que caminha no escuro está fadada a fracassar em erros constantes, além de dar margem para ser ultrapassada pela concorrência.

No business intelligence para e-commerce, esses dados vão ajudar a criar estratégias assertivas para o nicho de mercado em que você atua. É o BI que vai dar suporte ao marketing para criar campanhas com boas taxas de conversão.

Por isso, é relevante que, se tiver condições, sua empresa tenha uma área dedicada a esses processos, pois apenas um profissional capacitado pode interpretar e aplicar os dados da forma correta.

Quais as vantagens de aplicar o business intelligence no e-commerce?

Um dos maiores trunfos da venda online é se comunicar com seu cliente, entregando o que ele precisa. Falar o que ele está aberto a ouvir pode ajudar a aumentar as vendas. Nesse sentido, o business intelligence é um grande aliado.

Então, vamos entender um pouco como o BI pode realmente fazer diferença. Confira:

Compreensão do comportamento dos clientes

As principais ferramentas de coleta de dados conseguem trazer parâmetros aprofundados de uso. Dessa forma, é possível traçar detalhadamente o perfil dos clientes que acessam o seu site e que têm mais potencial de gerar receita.

A partir dessas informações, fica mais fácil traçar o perfil do seu cliente ideal. Tendo uma persona definida, as campanhas de marketing conseguem utilizar os argumentos corretos que vão engajar os consumidores.

Otimização do site

Você sabe como o seu cliente interage com seu site? Uma usabilidade ruim em sua loja online pode ser a grande vilã dos seus negócios. O consumidor atual tem pressa e busca o máximo de praticidade.

Nessa situação, um site que não funcione bem ou que não ofereça boas opções de pagamento é o suficiente para que ele abandone a compra.

Ao acompanhar os dados de navegação, será possível encontrar em que pontos da jornada de compra há problemas e, a partir daí, trabalhar em melhorias no seu e-commerce.

Auxílio às estratégias de marketing digital

Saber o ROI (retorno sobre o investimento) de uma campanha de marketing digital é fundamental para ter certeza se ela tem uma boa performance ou não. Além disso, a coleta e análise dos dados permite a identificação de pontos de melhoria e ações mais rentáveis para a expansão da sua loja.

Suas campanhas estão atingindo o público, estão entregando as promoções e produtos que eles buscam? Essas respostas podem ser encontradas a partir de análises de dados e são fundamentais para garantir o fluxo de vendas no seu negócio.

Comparativo com a concorrência

A única forma de saber como sua empresa está colocada dentro do mercado é fazendo uma análise da concorrência. Observe o que seus competidores têm feito e compare resultados, permitindo encontrar maneiras de se sobressair em relação a eles.

Com o BI é possível reunir todas essas informações a partir de ferramentas — que vamos conhecer a seguir.

Ferramentas de business intelligence

As ferramentas de business intelligence são aquelas que permitem que se unifique dados de diferentes fontes em relatórios organizados e úteis para diferentes áreas de uma empresa.

Por isso, a seguir, vamos conhecer as principais opções do mercado:

Google Data Studio

Google Data Studio é uma ferramenta gratuita que permite a criação de relatórios personalizados a partir de diferentes fontes, como o próprio Google Analytics, o Search Console e até mesmo planilhas.

Por meio dele, é possível adicionar filtros a relatórios interativos. A apresentação de dados pode ser montada de modo que fique visualmente simples, facilitando a compreensão das informações.

Microsoft Power BI

Power BI é a ferramenta de business intelligence da Microsoft. Ela permite a criação de relatórios interativos, a partir dos quais gestores e analistas poderão consultar os dados mais importantes para suas tomadas de decisão.

Além da versão online, existe a possibilidade de baixar o programa para desktop e apps para Android e iOS. Os planos começam com mensalidades de R$ 57,10 por usuário, mas existe um período de testes gratuito de 30 dias.

Tableau

Tableau é uma empresa que promete tornar a análise de dados acessível a todos. Com um software intuitivo, a visualização dos relatórios pode ser preparada no modelo de “arraste e solte”. Além disso, é possível automatizar fluxos de preparação de dados.

Para consultar os preços de todos os planos, é necessário entrar em contato com a empresa, porém há um período gratuito de testes de 14 dias.

Einstein Analytics

Einstein Analytics é a ferramenta de BI da Salesforce, empresa reconhecida por sua plataforma de CRM (Customer Relationship Management, ou “Gestão de Relacionamento com o Cliente”). Além de conectar a plataforma de análise de dados ao CRM, o Einstein Analytics promete trazer recomendações a partir de inteligência artificial.

Os planos começam com uma mensalidade de R$ 350 por usuário. Nesse caso, não há período de testes.

IBM Cognos Analytics

Cognos Analytics é a ferramenta de business intelligence da IBM. Ela conta com uma tecnologia de inteligência artificial que aponta padrões a partir dos dados coletados, facilitando a tomada de decisão.

Outro ponto forte do Cognos Analytics é a interpretação de linguagem. Com ela, os usuários podem fazer uma pergunta simples e receber uma resposta a partir dos dados analisados pela ferramenta.

Há um período de testes de 30 dias grátis. Depois disso, os planos custam a partir de US$ 15 por mês a cada usuário.

Resumo

Ao aplicar uma estratégia sólida de business intelligence ao seu e-commerce, é certo que novas oportunidades de vendas surgirão com o tempo. Lembre-se de estar atento aos dados que o mercado está gerando e de acompanhar as mudanças que estão por vir.

Pense estrategicamente em objetivos e metas para alçar novos voos e ultrapassar a concorrência. Se o seu e-commerce ainda não adota essas medidas, esteja certo de que está perdendo espaço e correndo riscos.

Por isso, antes de terminar, confira um resumo sobre este conteúdo:

O que é business intelligence e para que serve?

Business intelligence significa inteligência de negócios. Essa é uma área dedicada à coleta e, mais importante, à análise e apresentação de dados que sejam capazes de guiar a tomada de decisão em uma empresa. Com estratégias baseadas em informações concretas, as chances de sucesso aumentam consideravelmente.

Qual a diferença entre business intelligence e business analytics?

Apesar de serem áreas muito próximas, business intelligence e business analytics não são a mesma coisa. Enquanto o primeiro coleta e analisa os dados para auxiliar na tomada de decisão, o segundo vai além para prever tendências e criar cenários futuros.

Quais as vantagens de aplicar o business intelligence?

  • Compreensão do comportamento dos clientes
  • Otimização do site
  • Auxílio às estratégias de marketing digital

Ferramentas de business intelligence

  • Google Data Studio
  • Microsoft Power BI
  • Tableau
  • Einstein Analytics
  • IBM Cognos Analytics

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terça-feira, 21 de setembro de 2021

Mundo VUCA: definição e como se adaptar a ele!


 Quantas vezes você já ouviu pessoas próximas a você dizerem que não está fácil lidar com as demandas do mundo moderno? 

Você também já deve ter pensado que parece que está mais difícil viver nos dias de hoje, como uma fase de videogame mais complicada que a anterior. 

Talvez não seja só uma impressão. Mais pessoas também perceberam isso e realizaram uma análise da conjuntura atual, a qual chamaram de mundo VUCA.

VUCA é um acrônimo de palavras exportadas da língua inglesa cujos componentes definem exatamente como o mundo se encontra atualmente.

Mundo VUCA significado: afinal, o que é Mundo VUCA?

Em sua tradução literal, VUCA tem em sua construção de nome a primeira letra de quatro palavras bastante importantes e que ao longo do texto darão um enorme sentido à sua proposição. 

Pensando na volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, esse termo foi construído na década de 1990 ainda no universo militar e pós-Guerra Fria para analisar cenários de possíveis ataques e, a partir daí, pensar e traçar planos de contingência para agir perante situações. 

Basicamente, a criação do termo VUCA surgiu para que fosse possível explicar a complexidade e as incertezas da situação geopolítica mundial.  

Entretanto, em um contexto mais atual (em específico, a partir de 2008) o mundo VUCA passou a ser utilizado no ambiente corporativo por conta da crise econômica

Sendo um conceito bastante comum no ramo dos negócios para definir a falta de previsão a curto e longo prazo que as empresas enfrentam até os dias atuais. 

Características do mundo VUCA

Explicaremos agora cada uma das letras que compõem o termo VUCA, dando ênfase às suas características.

Volatilidade (Volatility) - A volatilidade do mundo VUCA se refere ao fato de que o mundo está em constante movimento de mudança. Por conta de sua instabilidade cada vez maior, pequenas e grandes mudanças já se tornaram completamente imprevisíveis, uma vez que estão se tornando cada vez mais expressivas e acontecendo muito rápido. Por conta desses eventos estarem tomando rumos diferentes e incertos, determinar o que causa e quais são os efeitos de cada mudança está se tornando uma tarefa muito difícil. 

Dessa forma, a volatilidade se refere à velocidade em que as coisas se renovam e mudam — inclusive no ponto de vista profissional. Como se preparar para um mundo que, em pouco tempo, pode não precisar mais de você ou da sua função?

Incerteza (Uncertainty) - Cada vez mais, nota-se a dificuldade de prever quais serão as consequências dos eventos atuais e quais rumos eles tomarão. Uma famosa frase diz que a história costuma se repetir ao longo da existência humana, mas nem mesmo o que aprendemos com ela está sendo suficiente para nos ajudar a enxergar o que vem a seguir. Essa é a incerteza no atual mundo VUCA.

Assim, a incerteza desse mundo faz com que seja altamente difícil planejar uma rota de investimento, crescimento e desenvolvimento profissional. Como podemos construir nossa carreira e criar planos para nosso futuro em um mundo tão incerto?

Complexidade (Complexity) - Essa complexidade do mundo VUCA não indica que o mundo agora está mais complexo. Pelo contrário, ele sempre apresentou um grau de complexidade muito grande. Entretanto, em uma era digital pós globalização, a complexidade está mais nítida e evidente do que nunca! 

Problemas que antes, devido a uma visão de mundo local e limitada, não tinham tantas vertentes nem tantos impactos diferentes, agora se mostram expandidos por mais informação sob a ótica global. Conseguimos sentir o impacto de nossas ações aqui, em nosso país, mas também ao redor do mundo! Cada escolha implica em algo, que pode ser positivo e negativo.

Como conseguir compreender e tomar as ações corretas para impactar positivamente o mundo ao nosso redor?  

Ambiguidade (Ambiguity) - Por conta de toda a evolução tecnológica e o acesso à informação, coisas que antes pareciam ser bem definidas e pragmáticas, atualmente podem ser questionadas, indicando que a verdade absoluta está cada vez mais longe de ser uma realidade. Isso faz com que os limites se tornem mais difusos, levando à ambiguidade. Nada é o que realmente parece ser, e a ausência de definição por vezes leva à confusão e ao caos. 

Como estabelecer-se em um mundo cujas definições não são nítidas e sólidas? 

Quais consequências o Mundo VUCA apresenta para o mercado de trabalho?

É nítido que o mundo vive sob constante mudanças e dentro do mercado de trabalho essa realidade não é diferente. Com o avanço da tecnologia e as crises políticas e econômicas, é importante sempre se atentar às novas exigências que o mercado impõe. E acredite, elas são extremamente versáteis. 

Sendo uma via de mão dupla, os desafios para empresas e para pessoas colaboradoras são inúmeros, entre eles:

  • O surgimento e aparecimento repentino de cargos;
  • A obsolescência de alguns equipamentos e tecnologias;
  • A exigência por um número cada vez maior de competências;
  • A necessidade de dominar mais línguas estrangeiras;
  • A necessidade de desenvolver soft skills;
  • A importância de conhecer mais sobre geopolítica e cultura de outros países;

Entretanto, com o efeito imediato causado por grandes mudanças, é necessário ter em mente possíveis abordagens que possibilitem colocar você no eixo de “atualidades” novamente. Isso deve ser feito a partir da criação de estratégias para reagir rapidamente a essas situações, utilizando métodos para compreensão da realidade e análises.

Portanto, estar sob atenção imediata e buscar sempre capacitações disponíveis voltadas a áreas como as de liderança, logística e controle de crises pode ser uma saída interessante para fugir ou amenizar as consequências que o Mundo VUCA apresenta no mercado de trabalho.

Como administrar negócios e conduzir a liderança quando tudo que vimos até agora parece não ser mais suficiente? Continue lendo esse texto e vá anotando as dicas! 

Mundo VUCA: porque é importante entender e qual é o impacto no pós pandemia

No ano de 2020, o mundo se viu em meio a uma guerra contra um inimigo invisível. O coronavírus é um exemplo de incerteza que o mundo VUCA nos traz. Ninguém imaginou que o mundo teria que parar por completo para lidar com uma pandemia, por exemplo. 

Consequentemente, a pandemia amplificou ainda mais todas as características desse nosso mundo VUCA. Toda a forma de trabalho teve de ser reinventada, assim como a estrutura de serviços básicos. A dificuldade em se adaptar a essa nova realidade demonstrou que o mundo não está preparado para lidar com toda essa complexidade, incerteza, ambiguidade e volatilidade. Assim, compreender que o mundo é VUCA poderia ajudar a nos prepararmos para mais eventos desse porte. 

Assim, após a pandemia, precisamos entender que a forma como atuamos não é suficiente. É necessário prestar atenção e ter muita cautela com o mundo VUCA, pois não se sabe o que esperar a seguir — qualquer possibilidade pode se tornar real. Dessa maneira, é preciso aprender a lidar com essas características para garantir que impactos semelhantes aos da pandemia não ocorram, ainda mais em um período tão fragilizado quanto o pós pandemia. 

Como se adaptar ao mundo VUCA?

Apesar da volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, nem tudo está perdido! Ainda podemos aprender a nos desenvolver para sobreviver a esse período instável e aqui vão algumas dicas.

Para sobreviver à Volatilidade - Como dissemos, a volatilidade expressa as mudanças constantes e tendências instáveis do mercado e da sociedade. Além da resiliência em não deixar se abalar por essas mudanças, é indicado que você pratique e desenvolva ainda mais suas habilidades de:

  • Criatividade: para conseguir criar e reinventar-se sempre que necessário.
  • Comunicação: para evitar que as mensagens não sejam entregues incompletas ou confusas, o que contribui para a volatilidade das informações;
  • Colaboração: para ser capaz de enxergar o momento de ajudar outra pessoa em um período volátil, criando uma rede de apoio para quando você precisar também.

Para sobreviver à Incerteza - A incerteza de saber como agir e que decisão tomar, pois não se sabe o que acontecerá no dia de amanhã, é um dos maiores desafios do mundo VUCA. Para conseguir driblar essa característica, você pode se preparar desenvolvendo:

  • Tomada de decisão:para saber distinguir dentre as diversas opções quais delas apresenta o menor número de incertezas e consequências negativas;
  • Pensamento crítico: para conseguir enxergar e ler o mundo ao redor com um pensamento mais lógico e mais exato, auxiliando na redução das incertezas. 

Para sobreviver à Complexidade - Para a complexidade, agora mais explícita que antes, não tem melhor remédio do que tentar, na medida do possível, compreendê-la e estudá-la. Dessa forma, é importante você desenvolver:

  • Hábitos de leitura: para que você possa ler livros, notícias e outras fontes de informação para compreender ainda mais como ler e interpretar a complexidade do mundo;
  • Hard skills: são habilidades técnicas que podem ser quantificáveis por meio de testes. Quanto mais você tiver, acompanhando as tendências, mais fácil será de lidar com essa complexidade.

Para sobreviver à Ambiguidade - Nossa visão é cada dia mais ambígua, de modo que temos que lidar com uma constante alteração de perspectiva da realidade que impacta diretamente na nossa forma de agir ou qual atitude tomar em determinadas situações. Para sobreviver a isso, podemos partir pela preparação de duas formas de agir e reconhecer o mundo:

  • Empatia:é importante observar o que acontece ao seu redor. Portanto, estar com a visão mais aguçada para os sentidos ao lidar com outras pessoas pode ser a saída para compreensão de como essas mudanças ocorrem, entender as necessidades de cada uma delas é a maneira mais adequada de se agir. 
  • Inteligência Emocional:saber administrar e reconhecer seus sentimentos a partir de situações e emoções são imprescindíveis para uma assertividade no caminho e jornada na qual seguir e desenvolver.   

Como o Mundo VUCA impacta os líderes nas empresas?

Sendo uma pessoa na liderança, você acaba se tornando responsável pela maior parte das decisões acerca do funcionamento e organização de sua empresa, escolhendo, assim, a melhor maneira de operar. 

Com o aumento da volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, existe a necessidade de que você e sua empresa se atentem à procura e desenvolvimento de um novo método de abordagem, o Mundo VUCA desafia você a sair da zona de conforto e buscar cada vez mais um novo caminho para o sucesso.

Portanto, é importante se atentar à compreensão da psicologia para a possibilidade de aplicação de comportamentos empáticos, que visem a preocupação com os seres humanos que passam ao seu redor e suas necessidades.  

Mundo BANI: O Mundo VUCA já está ficando para trás?

Algumas pessoas acreditam — ainda mais em um contexto pós pandemia — que estamos prestes a evoluir os conceitos do mundo VUCA, passando para o próximo estágio: o mundo BANI. Esse novo acrônimo composto pelas características:

  • Frágil (Brittle): depois da volatilidade sem nenhuma base sólida do mundo VUCA, nesse momento, estaríamos vivendo um período frágil. Não há mais segurança de empregos ou de um futuro e o medo é constante. 
  • Ansioso (Anxious): atualmente existe uma generalização da ansiedade. As pessoas se encontram cada vez mais em constante estado de ansiedade acerca do que pode acontecer a seguir, com base nessa fragilidade toda do mundo.
  • Não linear (Nonlinear): se antes era difícil compreender a relação entre causa e efeito, tornando o mundo ambíguo, agora essa relação já não é mais presente, demonstrando uma desconexão total entre o que veio antes e o que acontece depois. Pequenas ações podem resultar em consequências sem tamanho e quase não há como prever esse movimento.
  • Incompreensível (Incomprehensible): depois da complexidade, o que tornava o mundo difícil de ser decifrado, há quem diga que ele é incompreensível agora. Isso é devido a um excesso de informações desnecessárias, que fazen com que se torne cada vez mais difícil identificar o que é importante e o que não é. 

Apesar dessa nova leitura de mundo, ainda há controvérsias se o mundo VUCA ficou para trás, uma vez que o mundo BANI é uma leitura para um mundo pós pandemia. Dessa forma, é importante prestar bastante atenção no mundo ao redor para perceber se essa transição já está acontecendo.  

O mundo VUCA é uma forma de analisar o momento em que vivemos, iniciado na era da globalização, pós-Guerra Fria. É importante atentar-se a esse conceito, pois ele pode ser valioso para adaptar-se às constantes mudanças da sociedade e do mundo, assim como ajudar a ter uma melhor leitura da realidade. 

Copiado: https://blog.betrybe.com

segunda-feira, 19 de julho de 2021

KPIs (Indicadores-Chave de Performance): conheça 9 indicadores de desempenho para gerir a sua empresa!


 Uma gestão de qualidade precisa utilizar dados que mostrem, de forma efetiva, como anda a saúde do seu negócio. Para isso, é importante saber escolher os melhores Key Performance Indicators (KPIs) para cada estratégia. Mas você sabe o que é isso?

Os KPIs são indicadores de desempenho que acompanham processos-chave das ações de uma empresa. Seus números influenciam fortemente no sucesso de uma ação: por seu caráter analítico específico, mudanças baseadas nesses indicadores podem promover o crescimento e o fortalecimento do negócio.

Sua definição deve ser feita de maneira estratégica, de acordo com as necessidades da sua empresa, mas existem alguns KPIs que são essenciais para qualquer ação. Confira agora os 9 principais indicadores de desempenho para monitorar o sucesso do seu negócio:

1. Retorno sobre investimento (ROI)

O retorno sobre investimento (ROI) é um dos indicadores mais importantes para o seu negócio. Basicamente, o ROI calcula qual foi a assertividade do investimento, e pode ser aplicado em diversas situações. Sua fórmula é dada por:

ROI = (Ganhos após o investimento – Investimento inicial) / Investimento inicial

Assim, quanto maior o ROI, mais assertiva é a ação e melhor é o investimento. Um ROI nulo indica um investimento que não gerou efeitos, e um ROI negativo demonstra um mal investimento.

2. Ticket médio

O ticket médio é outro indicador-chave fundamental para qualquer estratégia. Ele calcula, em média, quanto cada cliente gasta com o seu negócio em determinado período de tempo. Sua fórmula é dada por:

Ticket médio = Faturamento / Número de clientes em determinado período

Quanto maior o ticket médio do negócio, mais os clientes estão gastando. Mas atenção: antes de analisar esse KPI, é preciso ter em mente o custo médio do seu produto. Afinal, se você possui produtos mais caros, é natural que o ticket médio seja mais elevado.

3. Custo de aquisição por cliente (CAC)

O CAC demonstra quanto a sua empresa precisa gastar para conseguir um novo cliente. Sua fórmula pode ser calculada como:

Custo de aquisição por cliente = Gastos para aquisição de clientes / Número de novos clientes no período

Quanto maior for esse custo, menor é a lucratividade e a rentabilidade do negócio. Também é relevante cruzar esse dado com o ticket médio: se o seu ticket é de R$ 500,00 e o CAC é de R$ 400,00, existe um problema na sua estratégia. Porém, se o seu ticket é de R$ 5.000,00 e o CAC continua em R$ 400,00, sua estratégia pode estar adequada.

4. Índice de rotatividade

O índice de rotatividade é um KPI interno que serve para medir o grau de saída (ou turnover) de colaboradores do seu negócio. Para esse cálculo, usa-se a fórmula:

Índice de rotatividade = [(Número de demissões + número de admissões) / 2] / Número total de funcionários

Uma rotatividade muito elevada indica que existe um problema na atuação da empresa de maneira geral, o que eleva os custos com processos seletivos e continuidade de projetos. Geralmente, quanto mais elevado é esse índice, maior é a necessidade de programas de valorização e motivação.

5. Net Promoter Score (NPS)

O Net Promoter Score (NPS) é, ao mesmo tempo, uma metodologia e um indicador. Ele mostra qual é o nível de satisfação dos clientes com o seu negócio, baseando-se em duas perguntas principais:

  • De 0 a 10, qual é o seu nível de satisfação com o negócio?
  • De 0 a 10, quais são as chances de você indicar o negócio?

Os clientes que dão 9 e 10 são considerados promotores, os que dão 7 e 8 são considerados neutros, e os que dão 6 ou menos, detratores. Para calcular o NPS, basta usar a fórmula:

NPS = % de promotores – % de detratores

Quanto maior é o NPS do seu negócio, maior é a indicação de qualidade no atendimento e serviço, e maiores são as chances de fidelização.

6. Indicador de endividamento

Esse KPI tem como objetivo mostrar o grau de endividamento de uma empresa. É importante ter essa informação sempre disponível, porque uma companhia com uma margem de dívidas muito elevada normalmente precisa repensar suas estratégias.

Nesse sentido, em determinado momento é preferível que a empresa postergue projetos de expansão até que as suas dívidas voltem a um patamar considerado seguro. Sobretudo, esse indicador pode ser decisivo na hora de atrair novos sócios ou investidores.

Para calculá-lo, utilize a seguinte fórmula:

Índice de endividamento = (total de passivos / total de ativos) X 100.

7. Indicador de recebimento

Alguns empreendedores confundem o recebimento com o faturamento, mas são muito diferentes um do outro. Inclusive, é possível que uma empresa tenha um bom faturamento mesmo quando não consegue receber todos os seus pagamentos devidos.

Isso ocorre se ela vender a prazo, por exemplo. De qualquer forma, o ideal é que a taxa de recebimento seja parecida com a de faturamento. Uma dica para alcançar esse resultado é evitar a concessão de crédito para quem está inadimplente.

Outra solução é investir no pós-vendas, de modo com que o consumidor valorize a relação com a empresa, optando por honrar os seus débitos para evitar um desgaste com o negócio e poder voltar a comprar.

Além disso, investir na eficiência do setor de cobranças pode fazer com que o empreendimento recupere valores que já considerava perdidos.

Para calcular esse KPI utilize a seguinte fórmula:

PMR: (Total de duplicatas a receber/ total da receita de vendas) X 360

8. Índice de liquidez

Entre os muitos indicadores de desempenho, é importante dar atenção especial ao índice de liquidez. Ele revela a capacidade que a empresa tem de gerar recursos financeiros de forma rápida.

Quando se tem acesso a essa informação, pode-se tomar decisões mais lógicas com relação às finanças da empresa, como a capacidade de recorrer a um empréstimo empresarial, sem que isso coloque o negócio em risco.

Para pequenas e médias empresas, é interessante lembrar-se que um empreendimento é um investimento. Afinal, é comum que as pessoas invistam suas economias no sonho de ter sua própria empresa. No entanto, nem todos são bem-sucedidos ou gostam da experiência de empreender.

Nesses casos, saber o quão rápido sua empresa pode transformar-se em dinheiro é um fator muito importante, do mesmo modo que saber a liquidez dos outros investimentos também é.

Para isso, utilize as seguintes fórmulas:

Liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante

A primeira delas, a liquidez corrente leva em consideração os rendimentos e dívidas a curto prazo da empresa.

Liquidez seca = (ativo circulante – estoques) / passivo circulante

Similar à liquidez corrente, mas exclui do cálculo os estoques.

Liquidez imediata = disponível/ passivo circulante

Já a  liquidez imediata considera apenas o dinheiro em caixa e recursos que têm rápida liquidez.

Liquidez geral = (ativo circulante + realizável a longo prazo) / (passivo circulante passivo + passivo não circulante)

Por fim, a liquidez geral leva em consideração a situação da empresa a longo prazo. 

9. Indicador de qualidade

Por sua vez, esse indicador é fundamental para avaliar o modo de trabalho da empresa. Assim, quando são constatados problemas de qualidade — como alto número de reclamações por parte dos clientes, ou a necessidade elevada de realizar ações de retrabalho —, é sinal de que algo está muito errado.

Uma alternativa é avaliar o treinamento oferecido aos colaboradores, para verificar se está adequado às necessidades da empresa. Outra possibilidade a ser considerada é estudar a qualidade dos produtos entregues. Assim, um baixo índice de qualidade pode motivar a troca de fornecedores, por exemplo.

Sobretudo, o empreendedor deve monitorar a quantidade peças retrabalhadas e/ou o número total de reclamações com relação ao total de produtos do mesmo lote.

Como você pôde acompanhar ao longo deste artigo, indicadores de desempenho são fundamentais para entender a sua empresa. Tendo isso em mente, do mesmo modo que um aluno passa a estudar mais ao perceber que suas notas estão baixas, um empresário pode realizar alterações significativas quando, de fato, entende o seu empreendimento.

Copiado: https://otimizemarketing.com.br/

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Técnica C.O.I.S.A.






“Quando você precisa de coisas, peça coisas para as pessoas que possam lhe dar as coisas, para o que você precisa.” – Técnica C.O.I.S.A. – desenvolvida por José Augusto Minarelli, CEO da Lens & Minarelli.

Quando você está no mercado de trabalho ou em qualquer outro mercado, você deseja conversar com quem decide, com quem contrata, com quem compra. O conhecimento e o acesso aos decisores é escasso e difícil. De modo geral, todos temos poucos decisores em nossa rede de relacionamento. No entanto, temos muitas pessoas que não decidem mas podem nos ajudar, de alguma maneira, a conseguir contato direto com quem decide.

Tecnicamente falando, os decisores são pessoas-fim e os não decisores são pessoas-meio. Estas, desde que ajudadas adequadamente, nos permitem descobrir, contatar e falar com pessoas-fim.

Falando em uma linguagem bem simples, quando a gente precisa de alguma “coisa” (informação, endereço ou apresentações), devemos pedir às pessoas-meio “as coisas que precisamos para recebermos as coisas que precisamos”. Para isso, José Augusto Minarelli desenvolveu uma técnica de networking que denominou “Técnica C.O.I.S.A.”

Todo mundo gosta de se sentir importante. As pessoas gostam de saber que são úteis. Gostam de dar Conselhos, Orientações, Informações, Sugestões e facilitarAproximações. Se consultadas da maneira certa, tendem a oferecer o melhor conselho que podem dar, imediatamente. Para quem está fazendo networking em busca de um trabalho remunerado ou ajuda para o seu projeto de carreira, o simples “Quero ouvir você” é uma abordagem eficiente para aproximar-se das pessoas de sua rede, que possam ajudar nos seus projetos e objetivos profissionais.

A Técnica C.O.I.S.A. tem se mostrado efetiva porque permite que, agindo de maneira empática, você obtenha a boa vontade (goodwill) e se beneficie da solidariedade da sua rede de relacionamento. É uma abordagem de networking que valoriza a experiência, o conhecimento e a disponibilidade das pessoas que se dispõem a conversar com você. Diante desta disponibilidade,você deve aproveitar o pouco tempo que tem para pedir qualquer “COISA”, menos emprego, dinheiro ou que “enviem seu currículo, por você, se souberem de alguma oportunidade”. 


Antes de acionar a sua rede para lhe ajudar, se organize e somente quando tiver claro os seus objetivos procure as pessoas que podem ajuda-lo. Valorize seu capital social, evite desperdiçar contatos e respeite o tempo de quem se dispõe a ouvi-lo.

Saiba como aplicar esta técnica que pode ajudar no sucesso de sua carreira:
Copiado: http://www.lensminarelli.com.br