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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

ADMINISTRAÇÃO: Simbologias, Abreviatura, Alegorias e Disposições de Identidade Visual dos Administradores

 

A HISTÓRIA DO SÍMBOLO DA ADMINISTRAÇÃO

Em 1979, a diretoria do Conselho Federal de Administração - CFA decidiram por unanimidade em promover um concurso nacional para a criação do símbolo que representasse a notória profissão do administrador.  Na ocasião, especialistas da área de design, artes e personalidades ligadas aos Conselhos Regionais de Administração - CRAs foram conclamados para compor um corpo de jurados responsável por eleger o símbolo que aprouve-se da administração no Brasil. 
O concurso recebeu no total 309 artes gráficas, enviadas de quase todos os estados brasileiros. Na primeira fase de seleção, apenas 40 trabalhos foram escolhidos. No dia 9 de abril de 1980, foram selecionados os 10 finalistas na segunda fase de julgamento. Segundo o CFA, a avaliação final foi bastante acirrada devido às diversas linguagens gráficas, bastante distintas e oriundas de diversas regiões do país. 

Por fim, o símbolo selecionado foi desenvolvido pelo grupo “Oficina de Criação”, oriundo de Curitiba, Estado do Paraná. O simbolo ou logotipo como alguns definem, foi devidamente registrado no INPI (Instituto Nancional da Propriedade Industrial) sob número 811444562 em 1985. 

O símbolo definido para identificar a profissão do Administrador tem a seguinte explicação pelos seus autores daquela ocasião:

"A forma aparece como intermediário entre o espírito e a matéria".
Para Goethe o que está dentro (idéia), está também fora (forma).

1. Justificativa:

O quadrado é o ponto para atingir o símbolo, uma condensação expressiva e precisa correspondente ao (intensivo/qualitativo), por contraposição ao (extensivo/quantitativo).


2. O Quadrado como Ponto de Partida:
Uma forma básica, pura, onde o processo de tensão de linhas é recíproco;

constrsimb


Sendo assim, os limites verticais/horizontais entram em processo recíproco de tensão.


constrsimb1


Uma justificativa para a profissão, que possui também certos limites em seus objetivos:

- organizar;
- dispor para funcionar reunir;
- arbitra;
- relatar;
- planejar;
- dirigir;
- encaminhar os diferentes aspectos de uma questão / para um objetivo comum.


O quadrado é regularidade, possui sentido estático quando apoiado em seu lado, é sentido dinâmico quando apoiado em seu vértice, (a proposição escolhida).

quadrado

As flechas indicam um caminho, uma meta. A parte de uma premissa, de um princípio de ação (o centro). Considerando o ser humano um elemento pluralista, para atingir estes objetivos, através dos elementos propostos, as flechas centrais se dirigem para um objetivo comum, baseado na regularidade; para atingir o mundo das idéias/para obter o supra sumo, chegando a uma meta comum, através de uma exposição prévia de fundamentos, partindo das razões de um parecer. (movimentação) interna das flechas.


setas

3. Evolução Gráfica:

Parte-se de um quadrado inscrito num outro quadrado. O quadrado inscrito é destacado do centro, isto é, é vazado, os vértices verticais tentam encontrar o centro através de dobramento.


evolução logo


O distintivo uso do Símbolo da Administração


Pela Resolução Normativa nº 594/2020, Art. 05º, do Conselho Federal de Administração, o CFA permitiu aos administradores e empresas regularmente inscritos junto aos CRAs, o uso do símbolo profissional, vide aqui.


A Cor Predominante dos Administradores


A cor escolhida que representa a Administração, inclusive na área acadêmica, o próprio curso da Administração é o azul safira e simboliza a criatividade, a riqueza e a sabedoria. 


Essa cor predominante é perfeita para representar os profissionais que trabalham com ofícios relacionados ao raciocínio, análise e criação, assim como são e têm sido os administradores, competências estas essenciais para gestão de processos em empresas, organizações, consultorias e negócios.


Qual a Pedra Preciosa nomeada para a Administração?


Valiosa insignia e muito se destaca dentre outras por sua coloração azul e seu esplendoroso brilho inigualável, assim foi nomeado oficialmente a Safira Azul Escuro para a Administração e tradicionalmente nas formaturas do curso de administração as pessoas presenteiam com anéis, pulseiras, gargantilhas, brincos e adereços, até mesmo encravados o “simbolo adm” nas jóias que o compõem.


Muito versado e desejado para joias, esta gema também carrega diversos significados, pois desde a antiguidade, a safira é relacionada ao intelecto, sabedoria e criatividade. A safira azul na cultura alegórica egípcia era eternizada como a pureza da natureza e estimulo da honestidade, verdade e justiça. O nome safira é derivado do termo grego sappheiros que significa “a coisa mais bela” e do latim saphirus que significa “azul”. Era muito utilizada por reis, rainhas e o alto clérigo da Igreja. Cravadas em anéis, tiaras e coroas, representavam o alto grau social das pessoas que as possuíam. Ainda hoje, a Corte Inglesa exibe suas peças excepcionais cravadas com essa pedra preciosa.


As pedras safira azul escuro são encontradas em Sião, Birmônia, Madagascar e no Brasil.


O Anel do Administrador



O Anel do Administrador tem como pedra a safira de cor azul escura, pois é cor que identifica as atividades humanas criadoras, por meio das quais as pessoas  demonstram suas competências e habilidades em desenvolverem-se para o aumento de suas riquezas, tendo em vista suas preocupações não serem especulativas. Em um dos lados da pedra safira deverá ser aplicado o Símbolo da Profissão do Administrador.


Abreviaturas usadas pelos Administradores


O CFA recomenda que o profissional, com registro em CRA, adote a abreviatura abaixo exemplificada, antes do seu nome, exemplo:

- Administrador = Adm. Fulano de Tal.

- Administradora = Admª Fulana de Tal.

- Tecnólogo = Tecnol. Cicrano de Tal.
- Tecnóloga = Tecnolª Cicrana de Tal.

O Juramento do Administrador

O juramento retrata o momento solene em que o profissional na plenitude de sua formação profissional, de sua conscientização como membro da corporação de ofício, de seu amadurecimento como patriota investido de responsabilidade para com toda a sociedade, afirma, livre mas enfaticamente, sua integral dedicação aos postulados da profissão e total respeito aos seus valores morais, técnicos e legais.

A Assembléia de Presidentes de Conselhos de Administração, Federal e Regionais, aprovou em sua 2ª reunião, realizada em Brasília no dia 8 de maio de 1978, o juramento do “ADMINISTRADOR”, nos termos propostos pelo Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRASP.

“Prometo DIGNIFICAR minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o código de ética, objetivando o aperfeiçoamento da ciência da administração, o desenvolvimento das instituições e a grandeza do homem e da pátria”.
Fazer o juramento ao ingressar na profissão, constitui o dever inicial de todo o Administrador; respeitá-lo, obedecendo-o, constitui o dever de sempre por cada Administrador.

Façamos de nossa profissão razão de nosso orgulho. Façamos que seja respeitada, admirada e valorizada. O profissional reflete o conceito que sua categoria goza. Elevemos, cada vez mais, a profissão de Administrador, honrando a escolha que fizemos e o juramento deve ser revisto constantemente na jornada administrativa até tornar-se um fundamento de vida do administrante.

A Oração do Administrador


“Senhor, diante das organizações devo ter CONSCIÊNCIA de minhas responsabilidades como ADMINISTRADOR; Reconheço minhas limitações, mas, humildemente, junto com meus companheiros de trabalho busco o consenso para alcançar a SOLUÇÃO e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo; Senhor, despido do egoísmo, quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha profissional; Senhor, ADMINISTRE o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar as organizações cada vez melhores e mais humanas.” Autoria: Adm. Rui Ribeiro de Araújo (CRA/DF 228)

O Dia do Administrador

Nove de setembro (09/09) é o Dia do Administrador, por ser a data de assinatura da Lei nº 4769, aos nove dias do mês de setembro do ano de 1965, foi instituído a regulamentação da profissão do Administrador. O dia do Administrador foi indicado com precisão pela Resolução do Conselho Federal de Administração - CFA nº 65/68, de 09/12/1968.

A Bandeira da Administração


A Bandeira deverá ser construída inspirada na malha modular da Bandeira Brasileira, que tem as seguintes medidas: 2,0m na horizontal e 1,4m na altura. O símbolo deverá ser posto no centro da malha, numa posição simétrica. A área tomada pelo Símbolo deverá ser de exatamente 1,6m por 0,8cm. A cor do tecido deverá contrastar com o mesmo azul predominante do Símbolo ADM.

O Patrono da Administração


Belmiro Siqueira, Administrador e Professor – que dá nome ao concurso nacional que anualmente é promovido pelo Sistema CFA/CRAs, o Prêmio “Belmiro Siqueira” de Administração – é o Patrono dos Administradores, título que lhe foi outorgado post-mortem
Atuou na área federal: funcionário de carreira, aprovado sempre em primeiro lugar em seleções a que se submeteu, inicialmente como Assistente Administrativo e Técnico de Administração, denominação primeira do que é hoje o Administrador. 
No DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público) ocupou vários cargos, dentre eles o de Diretor Geral nos anos de 1967 e 1968. 
Na área estadual: foi Assessor/Consultor de vários Governos, com destaque para o Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de Diretor da Escola de Serviço Público do então Estado da Guanabara (1966). 
Foi colunista de vários jornais, sempre escrevendo sobre assuntos ligados à sua área de atuação. Autor de vários trabalhos sobre Administração, foi professor de várias faculdades. 
No Conselho Federal de Administração - CFA foi eleito Conselheiro Federal em 1977 e, assim que assumiu, foi levado pelos seus pares a Vice Presidente, permanecendo até 1986, ano de seu falecimento, em Porto Velho/RO. 
Na ocasião, encontrava-se no exercício do cargo de Presidente do CFA. Era mineiro de Ubá, nascido a 22 de outubro de 1921.

O conteúdo desta resenha é fonte pública do Sistema CFA/CRAs, apenas adaptado e reunido para este artigo com propósito específico em dignificar a Administração.

Conclusão:

É premente o ofício do Administrador em nossa sociedade e cada vez mais a Ciência da Administração condensada em conhecimento ajusta-se a novos tempos em conformidade com novos processos tecnológicos e inovações, e diga-se que a profissão é atemporal, é conhecido que desde quando Jetro (sogro de Moisés, Livro Êxodo 18) em meados de 1.450 a.c. exerceu um processo de gestão por organograma em matriz, por esta escrita dos primórdios pode-se dizer que administrar é inato ao ser humano, por isso, administração sempre existirá enquanto houver pessoas em comunidade, independentemente de forças disruptivas, pois a administração é uma ordem espontânea.

Bom trabalho e grande abraço.

Prof. Rafael José Pôncio
ADM com muito orgulho!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Transformar a Competição em Cooperação

Competir é um traço de personalidade que é constantemente encorajado no nosso dia a dia. Muitos vivem em função de serem melhores do que o colega de trabalho, do que os familiares e até mesmo do que o companheiro. Estar sempre no topo é o objetivo, não importando muito os motivos que te levaram até ali. 
Mas você sabia que esse tipo de comportamento pode ser muito prejudicial? 
E por isso vou ensinar você a transformar a competição em cooperação.
Até pouco tempo atrás, ter um perfil competitivo era visto como algo positivo pelas empresas na hora de contratar um funcionário. Saber que ele competiria naturalmente com os concorrentes significava trazer crescimento para a companhia.
Mas a competitividade traz muitos impactos negativos para a vida de quem tem esse perfil mais ambicioso. Alguns deles são:
1) Sentir que não é bom o suficiente

2) Achar que o que os outros possuem ou fazem é sempre melhor
3) Criação de mal estar no ambiente de trabalho

Se você tem esse tipo de perfil ou foi impelido a tê-lo por conta do cargo que ocupa ou empresa que trabalha, já deve ter vivenciado situações desagradáveis por conta da competição excessiva. E elas te fizeram sentir que precisava de uma mudança para uma vida com mais qualidade, não é?
Quando eu vivenciava diariamente a necessidade por resultados e números do mundo corporativo, me sentia contaminada pelo excesso de competitividade. Muitas vezes acabava trazendo essa energia para a minha vida pessoal e só tardiamente percebia como aquilo a estava afetando.
Saber enxergar os limites da competitividade é essencial para ter bom relacionamento no trabalho e na vida. 
Por isso, nesse texto dessa semana, separei 3 dicas para que você consiga transformar a competição em cooperação. 
Vamos lá? 3 dicas para transformar a competição em cooperação

1) Entenda que a única pessoa com a qual você concorre é você mesmo

“Ligia, então tudo isso significa que nenhum tipo de competição é benéfico para o trabalho e para a vida pessoal?”. 
  • Minha resposta é não! Existe sim um tipo de competição que, na dose certa, pode ajudar você a evoluir. A competição com você mesmo.

Entenda que cada pessoa é diferente, com uma história de vida única que a levou até onde está hoje. Por isso, comparar-se com quem quer que seja nunca vai ser uma comparação legítima, já que cada pessoa é única.


Use a competição consigo mesmo para estar sempre motivado e em busca de evolução no trabalho e na vida pessoal. Pense sempre “como posso ser melhor do que era ontem?”. Essa é a primeira dica que vai ajudar você a transformar competição em cooperação.


2) Desenvolva sua capacidade de sentir empatia

Colocar-se no lugar do outro é um exercício que pode ser muito benéfico na hora de transformar a competição em cooperação. Quando você sente empatia pelos colegas de trabalho, pelo chefe e pelos clientes, trabalhar em equipe fica muito mais fácil.
Ao apropriar-se dos problemas e dificuldades deles, você consegue deixar um pouco de lado o ego. E isso torna você capaz de buscar soluções melhores em conjunto para resolver os problemas do dia a dia no trabalho.
Quando você se compadece do que o outro está sentindo e pelo que ele está passando, a gentileza torna-se um traço mais presente na sua personalidade e permite que você leve a vida com mais leveza em todos os aspectos.

3) Deixe de lado o hábito de fazer tudo sozinho

Quando você decide parar de competir com os outros e busca transformar a competição em cooperação, você começa a entender que não precisa dar conta de tudo sozinho. É muito comum que pessoas extremamente competitivas não deleguem tarefas porque são perfeccionistas e não desejam dividir o mérito do sucesso.

Mas é sempre importante lembrar que, ao fazer tudo sozinho, se o mérito não é dividido, o fracasso também não é. E há muitas chances de você se sobrecarregar e não dar conta de resolver nada ao tentar solucionar tudo.
Desenvolver a sua habilidade de trabalhar em equipe é uma dica muito valiosa se você está buscando transformar a competição em cooperação. Cada pessoa possui uma habilidade que pode ser valiosa para a realização de um projeto. 
Tenha sempre em mente que, quando cada um dá o seu melhor, ninguém fica sobrecarregado e as chances de resultados positivos ficam ainda maiores.
Copiado: https://tgitoday.com.br

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Empresa É Que Nem Filho: A Gente Cria Para O Mundo

Para muitos empreendedores, o processo de venda e sucessão na empresa costuma ser doloroso. Minha experiência mostra que não precisa ser assim.

O trajeto é conhecido: um empreendedor identifica um problema, vê a oportunidade de resolvê-lo de forma inovadora, monta uma empresa, cresce forte, recebe uma oferta irrecusável de compra (ou de fusão) e decide aceitar. Até aí, nada de novo. São muitos os casos de gente que segue esse caminho.

Mas, e depois? O que acontece? Do momento da sucessão — que é delicado e super importante na carreira de qualquer pessoa que tenha criado uma empresa — não existem tantos registros assim. Não existe uma ferramenta, ou um manual específico com o que fazer e o que evitar. O que existe é a experiência de cada empreendedor e o melhor que cada um pode se prestar a realizar depois.

Como tive a oportunidade de viver essa situação, gostaria de compartilhar alguns aprendizados e percepções que podem te ajudar a lidar com esse momento de transição em uma empresa.

O negócio nunca é só seu

É comum me perguntarem como é que eu me “desapeguei” do negócio que vendi. Para responder, costumo falar do início da Sieve: quando meu sócio e eu criamos a empresa, tínhamos uma certeza – a de que o negócio surgiu para resolver um problema claro e real do e-commerce. Assim sendo, nunca tivemos essa percepção de que a Sieve era só nossa, porque também era dos clientes cujos problemas queríamos solucionar (lojas virtuais e fabricantes).

Além disso, queríamos que cada membro do nosso time (os Sievers) se sentisse feliz e motivado por trabalhar na Sieve. E, pra que isso acontecesse, o compartilhamento da cultura organizacional tinha que ser total, sem restrições. Ou seja, o negócio também era da nossa equipe.

Por isso, a questão do “desapego”, no meu caso, não teve tanta importância. Então, minha principal orientação, aqui, é que:

VOCÊ, EMPREENDEDOR(A), DEVE TER CONSCIÊNCIA DE QUE SEU NEGÓCIO É COMO UM FILHO. EM UM MOMENTO, VOCÊ É TOTALMENTE RESPONSÁVEL POR ELE. MAS DEPOIS, ELE CRESCE, SE DESENVOLVE, SAI DE CASA… VAI PARA O MUNDO.
Chega o tempo em que o negócio não depende mais só de você. 

No nosso caso, como sempre tivemos essa mentalidade, nunca foi uma questão delicada essa de vínculo muito estreito com a operação. Isso tornou mais fácil e mais leve o processo de sucessão, tanto interno quanto externo.

Fizemos fusões e vendemos. Mas continuamos tocando o negócio

Muita gente também se pergunta também sobre “o que fazer” após a conclusão de uma venda. Quais os passos devem ser dados.

Novamente, não existe uma receita de bolo. Até porque depende muito do momento em que a empresa está. No caso da Sieve, nós continuamos tocando o negócio como executivos. A equipe e a operação continuou sob nossa responsabilidade. A principal diferença é que, com a chegada de novos sócios, o sonho grande aumentou.

Aliás, a questão do sonho grande, aqui, é super importante, porque a minha orientação quanto aos próximos passos para gestores que passem por essa experiência sempre será a de ampliar esse sonho grande. Sempre digo para buscarem parceiros em linha com os seus valores e objetivos, além de um modelo de negócio que permita que o sonho se expanda ainda mais.

Empreender não é só abrir uma empresa

Por falar em sonho grande, quero propor uma reflexão um tanto filosófica: para mim, empreender é muito mais do que abrir e tocar um negócio.

É UMA ATITUDE DE VIDA, E QUE, POR ISSO, É INDISSOCIÁVEL DO LEGADO QUE PRETENDEMOS DEIXAR.
Faço essa reflexão porque também ouço muitas perguntas sobre como, depois de vender um negócio, o(a) empreendedor(a) pode continuar contribuindo com o ecossistema. Sobre como pode disseminar a cultura empreendedora.

Além, evidentemente, da possibilidade de ele abrir outro negócio, existem outros caminhos que ele(a) pode trilhar também.

No meu caso, procuro “irradiar” esse espírito das mais diversas formas. Por exemplo, dando mentorias na Endeavor, para orientar quem está passando pelos desafios que passei. 

Também costumo ministrar palestras ou escrever artigos contando histórias e aprendizados, como esses que estou compartilhando com você. Investimento-anjo é uma vontade futura.

Isso serve até para mostrar ao pessoal mais jovem que empreender não é um bicho de sete cabeças. Que, por mais que não estejamos no Vale do Silício ou em Israel, é possível, sim, criar um negócio de valor e com crescimento de alto impacto aqui no Brasil.

Também tenho a oportunidade de ser professor de empreendedorismo na PUC-Rio. Dou esses exemplos apenas para mostrar o quanto, para mim, é forte a causa. E, a meu ver, o momento da venda foi importante nessa trajetória. Porque, quando empreendedores não são mais os únicos responsáveis por um negócio, podem se dedicar a outro campo fundamental para as transformações que todos queremos ver: a educação.

Por último, o investimento em novos empreendedores é uma bela possibilidade. Que o digam empreendedores como Hernán Kazah, fundador do Mercado Livre, que hoje se dedica a procurar companhias latino-americanas para investir por meio da Kaszek Ventures. Ou como Reid Hoffman, co-fundador do LinkedIn, que também se tornou Venture Capitalist e faz parte do conselho de várias organizações sem fins lucrativos. Ah, e eles também dão mentorias.

No fim das contas, pode ser que você coloque uma grana no bolso e queira tirar umas férias. Pode ser, inclusive, que isso te ajude a “desapegar”. Mas um empreendedor verdadeiramente de alto impacto não dispensa uma oportunidade de devolver à sociedade. Além dos novos projetos que certamente surgirão, sempre haverá quem possa se beneficiar da experiência que você viveu. Não deixe de passá-la adiante!


Por: Luis Vabo Jr é Diretor Executivo da B2W, Professor da PUC-Rio e Empreendedor Endeavor

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Administrador Profissional versus Administrador de Condomínios

Gestão caseira ou tercerizada, um gestor mais próximo ou uma empresa especializada?
Assim como tudo na vida, um condomínio também precisa de organização.
A rotina de um condomínio vai além do entra e sai de moradores ou visitantes. O controle dos serviços está cada vez mais informatizado.
E atualmente a maneira de administrar um condomínio está tornando-se cada vez mais parecida com o gerenciamento de uma empresa.
E existem algumas diferenças na gestão feita por um síndico, um administrador profissional e uma administradora de condomínio
Para perceber quais são as diferenças e os principais pontos de gestão feita por um síndico, um administrador profissional e uma administradora de condomínio.

 A gestão de um síndico.

síndico é o morador eleito para representar o condomínio. É o representante, ‘a voz’ do condomínio e dos condôminos.
Ainda que muitos considerem que a função de um síndico é tarefa simples, poucos sabem que ele responde, civil e criminalmente, pelo condomínio
Normalmente a única remuneração de um síndico é a isenção da taxa de condomínio.
A gestão de um síndico baseia-se em:
  • Convocar assembléias,
  • Desempenhar as obrigações impostas pelo Código Civil.
  • Representar o condomínio legalmente,
  • Zelar pela conservação das áreas comuns, pela ordem no condomínio e pela prestação de serviços,
  • Arrecadar as cotas do condomínio,
  • Prestar contas a assembléia e fazer cumprir todas as determinações.
  • Intermediar conflitos e sempre visar o bem pensando no coletivo.
Boa parte da gestão de um síndico é exigir que as regras de convivência do condomínio sejam respeitadas.

 A gestão de um administrador profissional

Para ser administrador de condomínio é necessário ter curso profissionalizante em Administração de Condomínio.
Um administrador profissional irá fazer sua gestão com profissionalismo, pois é responsável por gerir e atender as demandas do condomínio que administra.
A gestão de um administrador de condomínios destaca-se por:
  • Conhecimento na legislação e na Convenção do Condomínio,
  • Gerenciamento de funcionários,
  • Administração financeira,
  • Negociação com fornecedores e prestadores de serviço,
  • Valorização do patrimônio
  • Prestação de contas,
  • Elaborar folha de pagamento,
  • Pagamento de contas e encargos do condomínio.
A função de um administrador de condomínios é solucionar problemas administrativos, jurídicos e financeiros, além de manutenção do condomínio.

 A gestão de uma administradora de condomínios

Uma administradora de condomínios dará um suporte administrativo ao síndico.
As responsabilidades de uma administradora de condomínios são:
  • Movimentação financeira do condomínio,
  • Elaboração das prestações de conta,
  • Elaboração das folhas de pagamento, escala de folgas, encargos sócias,
  • Gerenciamento do departamento de pessoal,
  • Assistência jurídica,
  • Ter um representante nas assembléias,
  • Implantação do sistema de segurança.
Entre outras obrigações, a administradora de condomínio deverá arquivar organizar e controlar e manter atualizada uma série de documentação como:
  • CNPJ do condomínio
  • Seguro obrigatório,
  • Plantas do condomínio,
  • Livro de atas,
  • Cadastro dos proprietários e inquilinos,
  • Pastas com as despesas e receitas dos condomínios, referente aos últimos cinco anos.
Uma administradora de condomínios evita que ocorram erros na administração e equívocos na gerência que acabam gerando prejuízos financeiros.
Agora que você já conhece quais são as principais diferenças entre um condomínio administrado por um síndico, um administrador profissional e uma administradora de condomínio, você deve fazer uma análise do que é melhor para o seu condomínio.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

8 Coisas Que Um Psicopata Faz Melhor do Que Você no Trabalho

Cruéis e competentes

A primeira imagem que nos vem à cabeça quando ouvimos a palavra psicopata é a de um serial killer, um homem bomba ou algum tipo perverso de criminoso. Esse é, no entanto, só um lado da moeda.

Em entrevista a EXAME.com, o psicólogo norte-americano Kevin Dutton afirmou que nem todos os psicopatas são violentos ou perigosos. Pelo contrário. Em doses moderadas, suas principais qualidades são fundamentais para o mercado de trabalho e podem até salvar vidas. É o caso dos chamados “psicopatas funcionais”.


“O psicopata funcional não causa necessariamente danos aos outros. Ele é psicologicamente apto a regular suas ações de acordo com cada contexto e utiliza seus traços de personalidade para o benefício da sociedade”, explica Dutton.


O investigador da Universidade de Oxford vai mais longe. Para ele, o maior motivo para que o “gene psicopata” tenha sobrevivido até hoje é justamente a existência de um lugar para ele no universo profissional.


"Existem posições na sociedade a serem desempenhadas que, por sua competitividade, suas naturezas frias e coercitivas, devem ser realizadas em um estado mental do qual apenas os psicopatas têm a chave", ressalta.


O autor do livro "The Wisdom of Psychopaths" defende que psicopatas têm muito a nos ensinar e já saem na frente na disputa por uma vaga no mercado de trabalho.


Veja o que você pode aprender com um psicopata.

Crueldade
Segundo Kevin Dutton, a capacidade de separar razão e emoção com nitidez torna o psicopata mais habilidoso no momento de tomar decisões difíceis, principalmente em postos de liderança.

"Não importa quantos MBAs você tenha feito, se não tiver a crueldade necessária para demitir alguém que tenha um baixo desempenho, estará dando um tiro no próprio pé", argumenta.


O mesmo acontece, por exemplo, com advogados que defendem criminosos. Para o psicólogo, esses profissionais têm o dever de tentar justificar atos atrozes, o que não significa que eles defendam tal conduta no dia a dia.

Frieza

Manter a calma em momentos decisivos é outra vantagem do controle emocional, principalmente para o profissional que precisa mostrar tanto preocupação quanto distanciamento de seu cliente. É o caso dos cirurgiões-médicos e dos soldados.

“Ambos trabalham com margens milimétricas de erro, entre a vida e a morte”, compara Dutton.

O psicólogo cita um estudo realizado pela Universidade Nacional de Yang-Ming (Taiwan) que observou pessoas comuns e cirurgiões experientes assistindo a sessões de acupuntura.

Quando os voluntários do primeiro grupo assistiram a vídeos de agulhas sendo inseridas no corpo humano, áreas do cérebro ligadas à dor acenderam “como árvores de Natal”. No caso dos experts, houve apenas um lampejo dessa atividade.

De acordo com Dutton, a atividade cerebral do psicopata o coloca no segundo grupo. “O que os médicos adquirem com a experiência, os psicopatas têm desde o início”.

Destemor

A ausência de medo torna o psicopata mais propenso ao risco e mais consciente ao traçar uma estratégia, explica Dutton.

Um estudo realizado na Universidade de Stanford, em 2005, comprovou como a coragem na hora de investir pode trazer ganhos financeiros. No experimento, pesquisadores simularam um jogo com dois grupos: um de pessoas sem danos cerebrais e outro de psicopatas.


Inicialmente, cada participante recebeu 20 moedas de um dólar. No fim de cada turno, cada jogador era questionado se arriscaria perder um dólar no “cara ou coroa”. Se vencesse, a recompensa seria de 2,5 dólares.


O resultado surpreendeu. Apenas os psicopatas arriscaram todas as suas fichas, enquanto pessoas sem dano cerebral optaram pelo conservadorismo - e pelo prejuízo.

Camaleão social

Psicopatas são verdadeiros “camaleões sociais”, define o pesquisador de Oxford. Segundo ele, a facilidade de lidar com mudanças rápidas e adaptar-se a novas funções é cada vez mais cobrada na dinâmica do mercado de trabalho.


“Nos últimos anos, o ambiente corporativo, com restruturações, fusões e aquisições, se tornou ainda mais atrativo para os psicopatas”, destaca.

Ler pessoas

Atentos a cada detalhe, psicopatas são ótimos leitores de personalidades e possuem um ótimo “radar de vulnerabilidade”, diz Dutton. O mais surpreendente é que, apesar de não conseguirem sentir emoções, eles as identificam melhor do que as pessoas normais.

Segundo um psicopata entrevistado por Dutton em seu livro, muitas pessoas não prestam atenção no que dizem e se tornam presas fáceis. “Uma vez fora, as palavras não voltam. E um psicopata vai captar tudo”, afirma. “Assim como em uma terapia, o psicopata mergulha dentro da pessoa”.

Carisma e persuasão
Poucos profissionais são tão comunicativos, atenciosos e carismáticos quanto os psicopatas. Segundo Dutton, a habilidade de “estender o tapete vermelho” àqueles que você negocia é mais eficiente do que o caminho do confronto.

Ao aliar charme e pensamento estratégico, diz Dutton, o psicopata pode chegar aonde quiser - e pelo caminho da persuasão. “Um bom psicopata sempre tem uma boa narrativa”, acrescenta.