quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Farra do Coaching e as Mentiras que Te Contaram

Eu me divido entre achar graça e me desesperar ao ver no que o trabalho de coaching tem se transformado. Em alguns vídeos na internet, não sei se estou vendo um culto da Igreja Universal ou se é uma palestra ou evento sobre coaching. Como coaching é um nome genérico, sem direito de propriedade e sem uma regulamentação específica (por mais que as escolas defendam que é uma profissão), há um contínuo que vai de trabalhos extremamente sérios a um besteirol sem limites e, o maior volume está mais próximo deste segundo extremo.
Tudo bem! O segundo extremo é facilmente identificado e algumas vezes seus representantes viram até meme na internet. “Coaching do amor!” Pasmem, algo parecido com isso existe. “Aprenda a conquistar mulheres com a minha fórmula da sedução!” Acha pouco? Há piores, como citei em outro texto, há o “Coaching da pegação” Aprenda a “pegar qualquer mulher nota 8, 9 ou 10, mesmo sendo feio, sem dinheiro ou sem qualquer outra qualidade”. Para estes extremos bizzarros eu não vou gastar nem meu tempo nem o seu. Vamos então falar dos trabalhos com cara de sérios, mas que são também grandes bobagens.
Antes de tudo, vamos definir coaching. Nesse ponto começa a confusão. Há várias definições românticas de coaching que são mais úteis para vender o produto, mas que não ajudam em nada o cliente, e muitas vezes o coach, a entender o que de fato o processo é. Vejamos algumas!
Coaching é a parceria entre coach (profissional) e cliente onde acontece um processo estimulante e criativo que inspira e maximiza o potencial pessoal e profissional do cliente. IBC
Coaching é um processo que visa elevar a performance de um indivíduo (grupo ou empresa), aumentando os resultados positivos por meio de metodologias, ferramentas e técnicas cientificamente validadas, aplicadas por um profissional habilitado (o coach), em parceria com o cliente (o coachee). SBCoaching
O profissional de coaching atua como um estimulador externo que desperta o potencial interno de outras pessoas, usando uma combinação de flexibilidade, insight, perseverança, estratégias, ferramentas pautadas em uma metodologia de eficácia comprovada. SLAC
Prefiro a definição de coaching como um processo de desenvolvimento que envolve orientação e modificação de comportamentos com o objetivo de ampliar os resultados que a pessoa atinge em dimensões específicas da vida e gerar autonomia, entendida como a capacidade de se autoavaliar, avaliar o seu contexto e tomar a decisão sobre os caminhos a percorrer para alterar tanto o seu comportamento quanto o contexto no qual ele ocorre. Essa definição, entretanto, não engloba uma grande parte das práticas que são nomeadas como coaching.

Milho para os pombos - Dentro dos movimentos que vêm ocorrendo, o mais perigoso deles é o que aproxima o coaching das igrejas. Vejo vídeos muito malucos o tempo todo. O padrão é uma imagem com muitas pessoas em um auditório com um pastor, ou melhor, um instrutor engravatado lá na frente. Geralmente o instrutor conta cases de sucesso, como se fossem testemunhos de que sua técnica é eficaz e trabalha na fragilidade das pessoas, mostrando a elas que podem ser diferentes. A estrutura do discurso é religiosa. “Você está nessa situação agora e pode ir para uma situação muito melhor basta seguir os ensinamentos de Brian Tracy”. Cada um segue seu guru, mas a estrutura é parecida. Obviamente, a pessoa se identifica com o discurso. “É disso que estou precisando!

Tudo bem, essa é uma estrutura comercial presente em vários negócios. “Compre esse carro que você será desejado da mesma forma que o galã da propaganda!” Entretanto, nesses encontros de coaching, o movimento é muito mais carismático e é aí que mora o maior dos problemas. Danças, pulos e gritos de guerra vão deixando as pessoas mais empolgadas e com a sensação de que o que estão sentindo confirma a teses apresentadas lá na frente. “Sucesso! Alegria! Garra de coach! Aleluia! Oh! Glória”. Meu caro, esteja certo de uma coisa. Você pular e ter um grito de guerra não vão lhe tornar um coach. Andar sobre a brasa não vai lhe deixar mais preparado para os percalços e “brasas” da vida. Os dois fenômenos são de natureza muito diferente.
E porque essas práticas se mantém? Por um motivo simples, elas beneficiam as escolas de formação e os coaches de palco. Aquela alegria e emoção sentidas no programa de “personal coaching” vão fazer o consumidor do curso querer fazer o curso “executive coaching”, depois o “business coaching”, “power coaching”, “extreme coaching”, “master ultra power leader coaching”. E para fazer a ligação são sempre apresentadas, no fim do curso, as cenas do próximo capítulo geralmente acompanhadas da frase “no próximo treinamento vocês não tem ideia das técnicas poderosas que vamos aprender”.
Coaching, um mercado que se retroalimenta. A consequência da adoção do modelo de negócio descrito acima é que o coaching foi se tornando um mercado que cria e fideliza seu principal público, o aspirante a coach. As escolas de formação em coaching, como qualquer outro negócio, buscam clientes cada vez mais fiéis e, para isso, criam soluções criativas para manter esse cliente consumindo. A melhor forma de manter isso é ter aspirantes a coaches que se percebam cada vez mais próximos de alcançar esse objetivo, mas que de fato nunca se sintam completamente preparados. Tudo construído em cima de um mercado de ilusões.
Você vai ficar rico trabalhando poucas horas por semana! A primeira ilusão é financeira. “Faça um curso de coaching no fim de semana e já saia atendendo e cobrando R$600,00 a sessão”. Muitas pessoas que procuram as formações em coaching acreditam que, após concluírem a formação, terão clientes dispostos a pagarem a elas um valor expressivo e, dessa forma, deixarão os seu trabalhos chatos, rotineiros e pouco rentáveis do dia-a-dia. A proposta é sedutora, não é? Assim, a pessoa junta as economias de um ano, ou mais, e aposta em uma formação de coaching de alguma escola famosa que aparece na sua página do Facebook. “São tantos relatos, deve acontecer comigo também”. Parece loucura isso? Várias igrejas conseguem o mesmo resultado. A pessoa que ganha um salário mínimo deixa no altar o valor de três meses de seu salário acreditando que Deus lhe dará de volta uma casa.
Desculpe-me pela sinceridade, mas você não terá clientes só porque você fez um cursinho de coaching de dois finais de semana, mesmo se você colocar a logomarca da escola que se formou no seu cartão de visitas. Ninguém está interessado nisso. Nenhum cliente vai lhe dizer “Nossa, você é Master practitioner business coaching pelo IUPC — Instituto Universal do Poder do Coach”. Eles estão pouco se lixando para isso. Se você quer ser coach, a primeira coisa a pensar é que o cliente só lhe procura se ele acreditar que pode ajudá-lo de alguma forma e que esta ajuda poderá lhe trazer algum retorno no futuro. Essa confiança não se constrói com um selo no cartão de visitas. Isso se constrói com uma história de formação e trabalho que começa na faculdade, ou antes. Não é ter um diploma da USP, nem da FGV. Estou dizendo de buscar uma formação sólida que lhe permita alcançar os objetivos do coaching (orientação e modificação de comportamento) e de um histórico de experiências e resultados que lhe deem uma autoridade a ponto do seu potencial cliente enxergar em você uma possibilidade de gerar valor para ele.
É claro que as escolas não vão lhe dizer isso, elas vivem do curso que você paga. Vão lhe dizer que ficará mais fácil ter clientes se você fizer o próximo curso. Para comprovar vão mostrar um case de sucesso, uma pessoa que vivia em uma empresa, que estava entediada com a rotina e estagnada na carreira e que, depois de fazer o Master Powerful coaching, trabalha só 20 horas por semana e tem uma casa grande e um carro zero. E você pensa “é isso que eu quero, parece que estava falando para mim, é justamente o que estou passando agora”. Citando o pensador Compadre Washington “sabe de nada, inocente”. Tenho certeza que reconhece o modelo do discurso e já ouviu algo parecido nas propagandas da Igreja Universal do Reino de Deus.
A exceção tomada como regra. Bom assim como nos cultos pentecostais, é importante ter o testemunho, mesmo que ele seja pontual. Em geral, aquilo que aconteceu apenas uma vez, por obra mais do acaso, mas que parece confirmar a hipótese defendida, é tomado como regra e principal evidência de que o modelo funciona. Se você investigar a realidade, verá que das 20 mil pessoas que fizeram o curso no ano passado, 20 conseguiram se estabelecer no mercado, conquistar clientes e ter uma boa remuneração. Parece pouco, mas 20 casos é um número mais que suficiente para servir como testemunho de que o caminho é promissor e que o método funciona. Logo, logo, esses 20 se tornarão instrutores. Assim, o coaching virou a Hinode dos serviços.

O coach do coach dos coaches - Outra forma de continuar explorando o mercado do coaching é resultado de um problema que as próprias escolas criaram. Uma legião de coaches que não são capazes de desenvolver um processo eficaz de coaching com os seus clientes, ou que não conseguem tê-los, tem crescido a cada dia. Muita gente frustrada, que investiu muito dinheiro na formação, apostando na promessa de uma nova vida, mas que continua na mesma de sempre. Se você é um coach e não consegue ter cliente, temos a solução para você! O coach dos coaches! O interessante é que, apesar de criticarem o modelo das escolas de formação, os coaches dos coaches usam um modelo similar. Promessas mágicas e mirabolantes com encontros carismáticos e com grande carga emocional.

Assim como os coaches, os coaches dos coaches têm crescido, cada dia aparece um novo. Estou aguardando o momento que aparecerá o coach dos coaches de coaches. Uma pessoa que prometerá que deixará o seu treinando preparado para ser um coach de coaches e, agora sim, ganhar sua independência financeira.
É minha obrigação dizer aqui duas verdades. A primeira é que não há fórmulas mágicas e que estabelecer-se no mercado de coach não é tão simples quanto parece. Se você quer ser coach, ou se já se nomeia assim, mas não consegue clientes ou não consegue gerar resultados significativos, é bem provável que você caiu no conto citado acima. Você está usando fórmulas mágicas, perguntas poderosas, ferramentas extraordinárias em um contexto que não cabe mágica, nem soluções poderosas e extraordinárias.
A segunda verdade é que se você precisa de um coach para lhe ensinar a ser coach, é porque você de fato não é coach ainda, é mais justo não se nomear assim até que esteja preparado. Reflita comigo! Como eu, sendo coach, posso desenvolver outra pessoa com o objetivo de gerar nela a capacidade de modificar seu próprio comportamento e seu ambiente se eu mesmo não estou pronto para isso ainda? É uma maluquice! Se você quer estar no lado do trabalho sério, de resultados e com uma renda compatível com suas expectativas, não há fórmulas secretas. Uma boa parte dessa eficiência que você atingirá será medida em horas/bunda. Você precisa estudar muito, ainda assim, será pouco, precisará estudar mais e mais. Estude sobre como as pessoas funcionam, sobre como interagem, produzem, sentem, se comunicam. Estude as ciências do comportamento. Se você acha que ancoragem é uma técnica baseada na PNL (programação neurolinguística) existe uma grande chance de você ter estudado muito pouco ainda. A associação de estímulos táteis, visuais, auditivos com outros estímulos que produzem estados corporais específicos, com o objetivo de produzir estados semelhantes ao serem apresentados, é uma possibilidade de intervenção que resulta dos estudos de Pavlov e não da PNL.
Caso você vá se aventurar a trabalhar com o executive coaching ou business coaching, além das formações em ciências do comportamento, estude sobre negócios, lideranças, empresas, mercado. Busque experiências nas quais você possa exerce o papel de liderança, tomar decisões e se aproximar do contexto nos quais os negócios ocorrem. Sem isso você não estará preparado, não merecerá usar a “farda preta”. Não crie um blog ou mande imprimir seu cartão com a descrição coach antes de passar por estas experiências. Não é o fato de me nomear músico que faz de mim um. Torna-se um músico depois de estudar e treinar bastante, até ser capaz de executar músicas em um instrumento, e mesmo assim precisará manter-se treinando e estudando. Com o coaching não é diferente.

E tudo isso com ferramentas cientificamente validadas.  Essa é outra mentira deslavada que as escolas de coaching vêm contando. É também uma jogada de marketing. Dizer que é cientificamente validada dá ao coach uma falsa impressão de que sua técnica é infalível. Nem vou entrar na questão da associação falsa entre validação científica e infalibilidade. A própria informação de que são ferramentas validadas é falsa. Faça o teste! Quando alguém lhe disser que a escola dele de coaching trabalha com ferramentas cientificamente validadas, pergunte: quais ferramentas são validadas? Como foi feita essa validação? Qual metodologia foi utilizada na validação da ferramenta? Cite-me as pesquisas que fizeram essa validação. É, meu caro coach ou coachee, isso é um engodo!

Sinceramente, não é um problema não possuir validação científica. Várias práticas da psicologia , da medicina e de outras profissões também não possuem essa validação. O problema é escancarar essa mentira. Melhor seria dizer que não possuem evidências científicas ou empíricas da eficiência das ferramentas, mas que tem sido observada utilidade na prática cotidiana. Isso poderia abrir um campo de pesquisa entre os interessados, quem sabe buscar desenvolver estudos para avaliar de fato a correspondência entre as mudanças observadas e a aplicação da ferramenta. Quem sabe desenvolver novas ferramentas? Isso fortaleceria demais a prática do coaching. Fortaleceria no médio e longo prazo, mas infelizmente não é um discurso que produz venda.
O discurso comercial do coaching utiliza a estrutura da propaganda de sabão em pó. Nos comerciais desse tipo de produto, coloca-se um monte de crianças se sujando de graxa, molho e terra e, depois, mostra-se que para resolver isso é simples. “Coloque uma medida do produto na máquina que em poucos minutos ele limpa tudo sozinho e deixa sua roupa branquinha como nova”. Na prática é diferente. Para tirar manchas difíceis, frequentemente você precisa deixar a roupa de molho, botar para quarar por algumas horas, usar outros produtos e, mesmo assim, se a mancha sair, costuma deixar uma lembrança de que ela esteve por ali em algum momento. Com o coaching é parecido. O discurso é propaganda de sabão em pó, ferramentas fáceis, validadas, comprovadas e que qualquer um é capaz de aplicar, depois do cursinho de fim de semana. Tudo sem muito esforço e em pouco tempo. A prática é bem diferente, você precisa usar técnicas complementares, algumas vezes precisa criar estratégias novas, repetir ferramentas, adaptá-las. Seu cliente precisa ser colocado de molho, exposto ao sol. A mudança não é fácil, bonitinha e prazerosa. Sempre digo isso aos meus coachees. A mudança envolve trabalho, desconforto, suor. Qualquer promessa fora disso é mais uma mentira para lhe vender um produto.
A grande crítica não é ao trabalho do coach em si, como disse acima, há vários coaches com trabalho sério e grande resultado. O grande problema é a farra do coaching que se instalou nesse mercado, que desorienta os profissionais que buscam se tornar coaches e os potenciais clientes, que desejam passar por um processo de coaching. Se você busca uma formação ou um trabalho de coaching para se orientar e desenvolver comportamentos mais produtivos e com maior autonomia, fique atento a estes pontos. Esqueça as promessas fáceis, os caminhos rápidos, o discurso religioso e as propagandas de sabão em pó. Não se deixe seduzir por olhos esbugalhados, por pessoas com cara de animador de torcida, por discursos com fundo musical de Carmina Burana. Assuma o comprometimento com seu próprio desenvolvimento, prepare-se para suar bastante. Arregace as mangas e se esqueça das mentiras que lhe contaram.
Copiado: Felipe Dias - https://medium.com

terça-feira, 18 de abril de 2017

Emprego, Carreira ou Vocação: você tem fome de que?

Confesso que por um tempo tive inveja das pessoas que bem novas já trabalhavam com o que acendia o brilho dos olhos. 
Em tempos nos quais a escolha do caminho profissional baseia-se em ganhos financeiros, àqueles que fazem o que amam são um ponto fora da curva. O gostinho de voltar de férias e sentir-se feliz, o sentimento de que segunda-feira pode sim ser um dia bom e produtivo, realizar algo que torne o mundo melhor, tudo isso parece utópico para grande parte do mundo.
Quem nunca reclamou, choramingou, maldisse, espraguejou o domingo ou as férias que se findaram? Como tantos podem viver assim? Como eu podia viver assim? Havia algo muito, muito errado. Os ganhos materiais definitivamente não compensavam. Hoje, entendo o porquê.
Segundo Maslow, os seres humanos têm uma hierarquia de necessidades que precisam ser satisfeitas na seguinte ordem: fisiológicas (respirar, comer, beber, dormir), segurança (emprego, recursos, saúde), sociais (amizade, família, amor), estima (auto-estima, confiança, respeito) e realização pessoal (moralidade, criatividade, vocação). A maioria das pessoas não consegue ultrapassar a etapa da segurança. Bem verdade que, atualmente, a segurança é a meta mais cobiçada.

Pirâmide de Maslow

E o que tudo isso tem a ver com a diferença entre emprego, carreira e chamado? Correlacionando a pirâmide de Maslow com os itens acima temos: Emprego engloba etapa fisiológica e segurança, carreira a parte social e estima, já o chamado com realização pessoal. 
Não deveríamos almejar então o topo da hierarquia de necessidades? Por que nos contentamos com tão pouco? Acredite, existe um mundo lá fora que não é cor de rosa, mas pode ser muito colorido e muito melhor que os tons de cinzas que estamos acostumados a nos contentar.
As diferenças básicas entre emprego, carreira e chamado foram identificadas pelo psicólogo Wrzesniewski e estão resumidas no quadro abaixo.


  • Você se enquadra em qual?
  •  Trabalha por salário, crescimento ou metas autoconcordantes com seus princípios e vocação? 
  • Aos que fazem o advogado do diabo e citarão a categórica frase: “o trabalho dignifica o homem!”, digo apenas “depende”. 
  • Trabalho sem amor, vontade, doação, felicidade não dignifica! Empobrece o espírito. 
  • Depois tantos se perguntam porque o mundo está doente. Por que será?

Copiado: https://medium.com

segunda-feira, 17 de abril de 2017

ECONOMIA COLABORATIVA, VOCÊ SABE O QUE É?

Moradia, carros, roupas, alimentos e uma infinidade de coisas, são necessidades e desejos de todo indivíduo. Entretanto, em meio a todo esse consumismo, as pessoas têm se preocupado cada vez mais com o meio ambiente e práticas sustentáveis. 
Economizar também se tornou um ponto importante, uma vez que estamos vivendo em tempos de crise e inflação, e estes fatores têm exercido grande influência no processo de compra.
O que queremos dizer é que com esta consciência, o consumidor tem explorado modelos de compra alternativos, como compartilhamento, aluguel e troca. Estes modelos se enquadram no que chamamos de Economia Colaborativa, e o entendimento deste novo formato, bem como seu impacto no modelo de negócio tradicional, deve fazer parte do conhecimento da nova sociedade moderna.
Entendendo a Economia Colaborativa
O conceito de Economia Colaborativa une três pontos importantes, os quais se tornam cada vez mais atrativos na medida em que as pessoas mudam sua maneira de pensar em relação ao consumo, são eles:
Social – a preocupação com o ambiente em que vivemos e uma abordagem altruísta.
Econômico – a busca pelo consumo mais  acessível para redução de despesas.
Tecnológico – os avanços do mundo virtual, com inúmeras redes sociais, dispositivos e plataformas mobile, além de sistemas práticos de pagamentos.
Ou seja, compartilhar, alugar ou trocar bens ao invés de comprá-los é uma maneira econômica de consumir, sem prejudicar o planeta. Quando realizada por meio da Internet, a “compra” é ainda melhor, mais prática e fácil. Esta tendência tem obtido força mundialmente e aos poucos está chegando ao Brasil.
Uma pesquisa da Market Analysis, instituto especializado em comportamento do consumidor, mostrou que pelo menos um em cada cinco brasileiros já está familiarizado com esse conceito. Um estudo do Instituto Data Popular mostrou também que 91% dos brasileiros reduziram o consumo em 2015. 
Por isso, a prática da economia colaborativa tem conquistado cada vez mais espaço.
Diante desses dados, é preciso agir com sabedoria. Ferramentas de inteligência de mercado, análises de concorrência, de comportamento do consumidor e de tendências, tornam-se imprescindíveis no processo de recriar o formato do negócio.
Atualmente, o consumidor se preocupa cada vez mais com sua saúde, seu bem-estar e sua qualidade de vida, além de estar sempre atento em como vai gastar seu dinheiro. Até pouco tempo atrás, fazer negócios era mais simples: as empresas vendiam e os clientes compravam. Mas com essa nova cultura, eles querem também participar da concepção e desenvolvimento dos produtos e serviços que consomem. 
Cabe as empresas não ignorar esta tendência e buscarem soluções criativas e assertivas, embasadas não apenas em opiniões e experiências de marketings e estrategistas, mas sim, na visão e desejo dos próprios consumidores, analisados através de dados fundamentados pela Inteligência de Mercado.
Um exemplo desse conceito é o Ecozinha, um restaurante que segundo os próprios donos é um “anti-restaurante”. Localizado em Curitiba, ele oferece aos clientes experiências gastronômicas que buscam relações mais saudáveis entre a comida e o dinheiro.
A cozinha é itinerante e recente, o almoço é servido como em casa de família e a proposta é desacelerar para se aproximar de uma rotina mais benéfica. Ao final de cada refeição, os proprietários apresentam os gastos que tiveram para servi-la e o cliente decide quanto quer pagar, podendo até retribuir o almoço com ajuda na hora de lavar as louças.

Podemos citar outros exemplos, mais populares e conhecidos no mercado, como o UBER e o AirBnb. No UBER, pessoas comuns dirigem seus próprios veículos para outras pessoas, usando apenas um aplicativo para a conexão e a realização do negócio. 
Já no AirBnb, as pessoas hospedam desconhecidos em suas residências utilizando uma rede online de contatos que avalia os hóspedes e anfitriões, dispensando o uso de hotéis convencionais.
As ofertas são as mais inusitadas possíveis. Vão desde o aluguel de carros por algumas horas, empréstimo de ferramentas para uma reforma rápida ou troca de livros e roupas que não são mais usados. Afinal, este modelo de economia produz uma cultura que pensa no coletivo, onde a sociedade em geral e os pequenos prazeres da vida são os maiores bens.
É tempo de inovar
O conceito de Economia Colaborativa tem se provado duradouro e revolucionário. Prova disso, é que grandes corporações já passaram a adotar estratégias baseadas de compartilhamento em seus principais negócios, como a Toyota, ao alugar carros de concessionárias selecionadas. O Citibank também adotou o modelo ao patrocinar um programa de compartilhamento de bicicletas em Nova York.
Por isso, entender a tendência não é suficiente, é preciso se reinventar. As empresas devem repensar seu negócio e, tal como a sociedade, incorporar modelos colaborativos e sustentáveis, que visem a coletividade. É necessário criar um relacionamento com o cliente a partir dos canais sociais e, acompanhar as informações da mídia, através de processos de monitoramento estratégico de informações, que capte de imediato e regularmente essas movimentações da sociedade, a fim de oferecer a melhor experiência possível aos seus clientes, diante de seus novos interesses e, assim, garantir o sucesso do negócio.
Com a Economia Colaborativa se tornando mais ativa em mercados consumidores globais, as empresas devem aproveitar não somente o formato, mas oportunidades de ocasião para implantar suas estratégias. Um exemplo disso, são as Olimpíadas, que pela amplitude do evento, prevê a troca de culturas e experiências, tornando-se o momento perfeito para inovar e se destacar. Se você pretende engajar sua empresa nesta nova realidade, confira as principais dicas:
8 passos para engajar sua empresa no Consumo Colaborativo
  • Estude o segmento que pretende explorar.
  • Use a inteligência de mercado a seu favor.
  • Descubra o diferencial do seu negócio e invista nele.
  • Veja as lacunas dos modelos atuais para que o seu possa preenche-las.
  • Diga não às cópias! A criatividade é fundamental neste processo.
  • Estabeleça parcerias com empresas colaborativas.
  • Crie plataformas para conectar, organizar e dar voz aos consumidores.
  • Invista em modelos que ajudam a conectar necessidades e soluções.

Copiado: http://miti.com.br

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O ABC do Bom Profissional



Saber ser um bom profissional não é, de modo algum, tarefa fácil. Pode-se mesmo dizer que é uma tarefa que exige esforço contínuo e empenhamento constantes. 
É um caminho longo mas necessário se queremos ser bem sucedidos na nossa carreira e reconhecidos pelo trabalho que desempenhamos. Letra a letra, as características essenciais do bom profissional.

Ambicioso

Ter ambição é uma característica fundamental num bom profissional ou em quem luta para conseguir ser um. Ambição tem a ver com empenho e com a vontade de querer sempre um pouco mais.

Bem disposto

Saiba sorrir e ser amável para com todas as pessoas que o rodeiam, quer trabalhem consigo directamente quer não. A boa disposição é essencial para garantir um bom ambiente de trabalho. Entre no seu escritório sempre com um sorriso nos lábios.
Criativo

Ter sempre uma ideia na manga, pronta a ser usada, mostra que você é uma pessoa sempre atenta e com soluções para os problemas que vão surgindo. Tente ter a ideia certa no momento certo para não correr o risco de surgir com ideias ultrapassadas.

Dinâmico

Ninguém gosta de ter na sua empresa alguém parado e que precisa de pedir licença a uma mão para mexer a outra. Dinamismo é sinónimo de produtividade.

Eficiente

Quem não gosta de ter o trabalho feito dentro dos prazos limites estabelecidos? Tenha sempre o trabalho pronto a tempo e horas, e bem feito, e vai ver como o seu chefe vai ficar super satisfeito consigo.
Feliz

Um empregado feliz é um empregado que veste a camisola da empresa para quem trabalha. Encara cada desafio com o sorriso nos lábios e sente o seu local de trabalho como uma segunda casa.

Gentil

Saber ser amável e gentil para com as pessoas que o rodeiam é uma característica que será seguramente bastante apreciada. Não seja de atropelos e saiba ter sempre uma palavra amiga para os seus colegas.
Honesto

Não roube as ideias dos seus colegas. Tenha ideias próprias e saiba dar a mão à palmatória quando os seus colegas têm ideias pertinentes e interessantes. Por outro lado, não alinhe em jogos de coscuvilhices ou de lançar boatos para denegrir colegas. Acredite, não há pior politica que possa adoptar.

Inteligente

Tente ser inteligente a tomar decisões. Saiba tomar a decisão mais acertada quando os problemas apertam e tenha jogo de cintura para contornar situações difíceis.
Justo

Elogie sempre que se concretizar bem um trabalho, mas saiba também ser crítico quando for preciso.

Lutador

Tenha sempre em vista um objectivo bem preciso e lute até o conseguir concretizar. E sempre que concretizar um estabeleça outro e mais outro. Lute pelos melhores trabalhos, lute por ser um trabalhador cada vez mais eficiente, lute por um melhor salário, lute!
Meticuloso

Nunca deixe que um pormenor qualquer falhe no seu trabalho. Veja e reveja tudo o que lhe pedirem para fazer de modo a que nada falhe.

Notável

Tente fazer sempre um bocadinho mais do que lhe pedem. Notabilize-se dentro da sua equipa de trabalho pelo seu constante bom desempenho.
Organizado

Arranje um método de trabalho rentável e que o ajude a alcançar bons resultados. Tenha sempre a sua secretária organizada, os seus ficheiros ordenados, o seu computador limpo, os seus dossiers em ordem.

Perspicaz

Tente ter o seu sexto sentido sempre alerta para as melhores oportunidades. Sempre que lhe "cheirar" a um bom negócio, avance!
Querido

Seja um bom colega e saiba deixar nas pessoas com quem trabalha a melhor imagem possível. Deste modo você foge de possíveis difamações ou armadilhas que lhe possam quer pregar.

Responsável

Esta é uma qualidade imprescindível para quem quer ser distinguido como um bom profissional. Não descore os seus compromissos, tenha a sua agenda sempre bem organizada, saiba fazer um bom trabalho dentro dos prazos que lhe são dados, seja sempre pontual nos seus compromissos profissionais.

Sensato

Tenha os pés bem assentes na terra e não se deixe levar por devaneios ou por projectos demasiado audaciosos. Tenha a sensatez de nunca dar um passo maior que a perna tendo sempre a noção do que consegue realmente fazer. É preferível fazer pequenas coisas mas fazê-las bem feitas do que querer fazer demais e depois não conseguir.
Trabalhador

Mostre constantemente empenho e dedicação ao trabalho. Faça com que toda a gente veja que você é extremamente esforçado, que mesmo quando não sabe se esforça por aprender porque quer saber sempre mais e faz questão de concluir sempre bons trabalhos

Utópico
Ser utópico não é, necessariamente, uma coisa má. Significa, apenas que você sonha em conseguir concretizar cada vez mais e melhor, em dar o tudo por tudo pela sua empresa.

Visionário

Seja uma pessoa de visão e esteja sempre alerta para novas oportunidades ou desafios. Saiba ver o que pode trazer melhores resultados para a sua empresa. Tente ver boas oportunidades naquelas pequenas coisas que os outros negligenciam.

X-man

Não queira ser mais do que você consegue e não se arme em super herói.
Zeloso

Seja cuidadoso com tudo o que envolve o seu trabalho de modo a que nunca seja apanhado no meio de pormenores que possam prejudicar seriamente o seu trabalho.

Copiado:http://expressoemprego.pt/

terça-feira, 11 de abril de 2017

A Importância e Poder da Empatia nos Negócios

A palavra empatia origina-se do termo grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”.
Portanto, a primeira condição para sermos empáticos é sermos receptivos aos outros e simultaneamente à nossa totalidade interior.

Isto significa estar disposto a conhecer tanto os outros como a si mesmo.

A empatia nos ajuda a nos libertar dos nossos padrões rígidos e repetitivos.

O termo empatia foi utilizado pela primeira vez por E.B. Titchener, psicólogo.
Para alcançarmos este estágio é necessário deixar de lado nossos próprios pontos de vista e valores para poder entrar no mundo do outro sem julgamentos.
E como isso é difícil de se fazer, mas não é impossível.

O poder da empatia nos negócios
Muitas empresas ainda perdem negócios por falta de comunicação com os clientes.
Estreitar relacionamentos e investir no entendimento das reais necessidades do mercado consumidor é um diferencial que impacta diretamente nos resultados comerciais.

É importante sempre lembrar:

  •  É o cliente quem determina se as empresas vão ganhar ou perder.
  •  Manter um cliente custa 7 vezes menos do que atrair um novo.
  •  Não há motivos que levem um cliente a voltar ao lugar que não o tratou bem.

A palavra empatia, ainda é considerada estranha ao mundo dos negócios.
Talvez “perdida” ou vista com desconfiança frente às duras realidades de um mercado altamente competitivo e globalizado.

É importante salientar que ser empático, não significa um sentimentalismo do tipo “eu estou ok, você está ok”.

E nem tão pouco, adotar as emoções das outras pessoas como suas próprias ou tentar agradar a todos.

Isso, na verdade, seria um pesadelo e tornaria qualquer ação impossível.

A empatia começa com a capacidade de estarmos bem conosco mesmos, de reconhecermos o que não gostamos em nós e admirarmos nossas qualidades.
Quanto melhor tivermos sido compreendidos em nossas necessidades e sentimentos quando éramos crianças, melhor saberemos reconhecê-las quando adultos.

Mas como desenvolver a empatia?

Entrar em contato com os próprios sentimentos é a base para desenvolver a empatia.
Como alguém que desconhece suas próprias necessidades poderá entender as necessidades alheias?

Com o tempo e com algumas técnicas, a empatia consegue ser desenvolvida e fixada no interior de uma pessoa.
  •  Esteja disposto a ouvir o que aflige a outra pessoa;
  •  Tente deixar de lado os pré-conceitos e julgamentos;
  •  Não faça comparações com outros casos;
  •  Elogie com sinceridade. Se não for sincero, não o faça;
  •  Passe a conversar com pessoas diferentes;
  •  Estabeleça um laço de confiança com as pessoas.
  •  Sentir empatia por uma pessoa ou por um fato que esteja acontecendo com alguém, pode fazer bem tanto para ela quanto para quem tem a capacidade de sentir esse sentimento extraordinário.

O poder que a empatia tem dentro do ser humano é enorme.
Se você sente que consegue ter empatia por alguém, passe a prestar mais atenção no que vem acontecendo a sua volta.

Pequenas transformações acontecem ao longo do tempo, as pessoas passam a te procurar com mais frequência para desabafar ou contar algo que as tem incomodado. Elas confiarão e respeitarão sua opinião cada vez mais e você passará a ser a primeira opção para ela que precisa se sentir acolhida.
Para a pessoa que sente empatia por outra, isso pode ser algo transformador.
Muitas vezes sentir que está sendo útil para outra pessoa pode ser o que faltava para se sentir verdadeiramente vivo.

É um caminho sem volta a importância e poder da empatia no mundo dos negócios, as empresas devem ser motivadoras das melhores práticas, conhecendo de fato seus clientes, o que desejam, o que esperam da sua empresa, como se relacionar com ele em varias esferas.
Copiado: http://iexe.com.br/