QUEM SOU EU

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Administrador de Empresas(UEMA), Mestrado em Administração(FGV-RIO), Professor Universitário (FAMA/UFMA), Ex-Presidente do CRA-MA, Ex-Conselheiro Federal de Administração - CFA, Empresário (DEPYLMAR, ), Ex-Conselheiro Fiscal da ANGRAD, Vogal da Junta Comercial do Maranhão (JUCEMA)Consultor de Empresas, Avaliador do INEP/MEC, Maranhense de Pedreiras, filho de Valdinar e Cavalcante Filho, Casado (Graça Cavalcante), 02 Filhos (Nathália Johanna e Diego Henrique), apaixonado pelo Moto Club de São Luís, Botafoguense de Coração e Feliz da Vida...

sábado, 29 de junho de 2013

A LENDA DA PEDRA GRANDE, PEDREIRAS - MA



O Papel da Mulher na Sociedade

Representando hoje cerca de 50% da força de trabalho as mulheres têm uma posição muito importante na sociedade.

Além de ser a “célula mater” ou a criadora dos seres humanos, a mulher cresceu em representatividade em todas as profissões, sendo significativa a quantidade de mulheres em medicina, direito, engenharia, economia, na literatura, nas artes, enfim em todos os segmentos da atividade humana. 

Neste artigo destacamos a importância da mulher nas sociedades industriais, comerciais e de serviços, não só como especialistas, mas também participando de altas cúpulas de grandes, médias e pequenas empresas.

Esta mudança foi caracterizada pela independência de postura das mulheres que, passando de esposas que cuidavam diretamente das casas e famílias, assumiram responsabilidades antes só exercidas pelos homens. Mais significativo ainda é que algumas revelaram melhor aproveitamento das qualidades de sensibilidade e poder intuitivo.

Nas empresas demonstraram capacidade administrativa, financeira e estratégica. Esse grande desenvolvimento foi especialmente percebido a partir da segunda metade do século XX, quando algumas delas ascenderam a posições da maior importância no campo empresarial privado e governamental.

A antiga crença da falta de capacidade para algumas funções foi superada pela realidade dos fatos. São conhecidos casos de mulheres em funções em mecânica, eletricista, motorista e outras do mundo contemporâneo.

Entretanto, todas as evoluções evidenciadas trouxeram à luz o fenômeno da jornada excessiva, já que a mulher acrescentou à sua atividade de mãe dedicada à família, responsável pela casa e empregadas, as responsabilidades profissionais. Nestas áreas, destacamos o papel da mulher com sócia de empreendimentos industriais, comerciais e de serviços. Essa exposição exagerada, felizmente foi acompanhada de uma mudança no comportamento dos homens, especialmente em grandes cidades brasileiras.

Maridos, namorados e filhos, estão aprendendo a colaborar com trabalhos domésticos, antes somente de responsabilidade das esposas e filhas.

Nas empresas familiares, que representam a maioria no Brasil, pode acontecer a identificação da necessidade da contratação de profissionais experientes para aperfeiçoar seu desenvolvimento. Neste caso também surgem possibilidades do sexo feminino substituir o masculino. 

Temos acompanhado casos em que a demora na contratação de um ou uma especialista causou grandes perdas para a empresa, considerando-se que o mercado globalizado exige maior competência para enfrentar os embates surgidos em concorrências e até quanto ao tratamento de problemas oriundos de relacionamentos com clientes.

No mundo contemporâneo, devemos reconhecer que as mulheres podem ser as empreendedoras e fundadoras de empresas, cabendo ao marido as funções de sócio ou diretor subordinado. Essa troca de posições tem sido bastante comum e não pode ser considerada exceção ou inversão de papéis. Trata-se de questão de personalidade e competência mais adequada aos cargos disponíveis podendo representar o sucesso ou fracasso da empresa.

Quando um impasse surge existe sempre a possibilidade de o assunto ser tratado por um conselho gestor ou numa empresa familiar, numa reunião de família. Portanto, é fundamental que aceitemos as mudanças no seio das sociedades e busquemos adequar nossos procedimentos às novas estruturas para que o progresso não seja impedimento para a vivência em paz e prosperidade.

A Sundfeld Associados é especializada em gestão empresarial desde 1983 e contamos com profissionais habilitados para tratar desses assuntos. Adicionalmente, informamos a existência do Help Personal Assistant, especializada em apoiar pessoas com falta de tempo. Seu site elucida suas qualificações e os serviços que podem prestar, em especial às mulheres



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Como Agir Diante de um Assédio Moral

Nunca se falou tanto em pressão corporativa como nos dias de hoje e em que em muitos casos chefes diretos acabam forçando a barra para que o funcionário dê conta do recado e agindo assim acabam praticando um forte assédio moral.

O assédio moral acontece quando um líder se aproveita do cargo que ocupa e humilha o funcionário em público, faz brincadeiras maldosas, obriga o liderado a fazer trabalhos que não são da sua área de atuação, dar instruções incompletas só para prejudicar o subordinado e em casos mais sérios fazem comentários maldosos a fim de denegrir a imagem do funcionário.

E como se portar diante de um forte assédio moral?

Aqui vão algumas dicas importantes:
  • Saiba impor limites e exija respeito.
  • Não deixe em hipótese algum seu chefe alterar a voz com o intuito de lhe intimidar.
  • Se a empresa tem RH converse imediatamente com o responsável sobre as investidas que você vem sofrendo.
  • Procure reunir provas que possam lhe ajudar em caso de demissão por (in) justa causa.
  • Peça orientação a um advogado ou alguém da sua confiança sobre o que vem ocorrendo com você na empresa.

E para o seu próprio bem, evite contar para todo mundo, pois em alguns casos tudo que você falar pode voltasse contra você.

Não aceite o assédio moral, mesmo que você precise muito do seu emprego, afinal de contas, você é um ser humano e precisa ser respeitado sempre.

E para seu conhecimento, no Brasil ainda não existe uma lei federal que defenda o trabalhador vítima de assédio moral, mas existem leis estaduais e municipais que já tratam da questão.*
Fonte de pesquisa:
Livro: Ética Pessoal – Autora: Márcia Cristina – Qualitymark Editora.



terça-feira, 25 de junho de 2013

Produtos Inovadores Versus Tecnologia

Qual a Relação Entre Produtos Inovadores e Tecnologia? 

Qual a Vantagem de Uma Empresa Atuar Sozinha em Um Segmento de Mercado?

Quais os Exemplos de Produtos Inovadores de Sucesso?

Em função da instabilidade do consumidor, das rápidas mudanças no seu comportamento de compras, da tecnologia dos novos produtos e principalmente do aumento da concorrência, muitas organizações vêm sofrendo uma enorme pressão para ampliarem sua linha de produtos.

Há quem diga que algumas empresas não sobreviverão com a restrita linha de produtos existente e, por isso mesmo, seriam necessárias melhorias nos atuais produtos ou um contínuo desenvolvimento de Produtos Inovadores

As empresas que lançam produtos inovadores na frente de seus concorrentes normalmente atuam sozinhas no segmento de mercado durante certo tempo e isso proporciona uma enorme vantagem para seu marketing share.

Um bom exemplo disso foi o lançamento das lâminas Sensor da Gillette – em 1990 – a qual conseguiu reverter uma tendência que durava décadas, no sentido de combater os barbeadores descartáveis que possuíam baixos preços e proporcionavam pouco lucro. Além disso, o lançamento do depilador feminino dois anos depois rapidamente conquistou esse exigente mercado, aumentado os lucros da Gillette em 30% nesse ano.

Outra vantagem para as empresas que lançam produtos inovadores é que a imagem delas no mercado se torna muito mais sólida. Além disso, os canais de distribuição são formados por pioneiros do segmento de mercado que criam uma barreira à entrada de novos concorrentes. 

O melhor exemplo disso foi a própria lâmina Sensor (da Gillette), cuja máquina de soldar a laser era tão aperfeiçoada e cara que os seus concorrentes não conseguiam igualar.

Empresas fabricantes de um único produto dependem de um único segmento de mercado para sobreviverem e, por isso mesmo, muitas delas vêm empreendendo esforços para diversificarem sua linha de produtos como é o caso da Kodak, da Xerox e outras.

Um bom exemplo disso é a Bacardi, a qual se popularizou nos anos 60 com o famoso drinque Cuba Libre (misturado com Coca-Cola). Mas, o aumento da popularidade dos drinques a base frutas e uma certa saturação do refrigerante Coca-Cola por parte dos consumidores tiraram sua popularidade, levando a Bacardi pesquisar produtos inovadores.

Porém, a inovação das empresas está diretamente ligada à quantidade de pesquisa e desenvolvimento que ela realiza e, diante disso, pode-se afirmar que a Tecnologia seria o ingrediente básico para a Inovação e para o lançamento de novos produtos.

Sendo assim, a fim de aumentar o nível de inovações tecnológicas nos novos produtos as empresas deveriam fazer com que seu pessoal de P[_e_]D participe de eventos científicos a fim de acompanhar os avanços tecnológicos e, além disso, deveriam atuar em associações com empresas líderes em pesquisa, a fim de desenvolverem produtos em conjunto.

As organizações também deveriam se associar a universidades, centros de pesquisa ou pesquisadores autônomos. Embora exista certo receio dos acadêmicos universitários em se associarem às indústrias, eles certamente gostariam de ver seus conhecimentos resultarem em projetos aplicáveis a novos produtos. 

Também não é necessário dizer que as Universidades carecem de recursos financeiros e, portanto, a parceria com elas seria útil a ambos.

O que é um ERP e como usá-lo em uma micro empresa

Capitão planeta e a união dos poderes
Desde o primeiro post do Saia do Lugar que deixamos claro nosso maior objetivo: facilitar a vida do micro e pequeno empresário brasileiro.

Na busca por esse objetivo, percebemos que além de aspectos econômicos e tributários, um grande inimigo de uma micro empresa é ser tratada como uma grande empresa, só que menor. 
Da mesma forma que uma criança necessita de cuidados muito diferentes de um adulto baixinho, não podemos simplesmente aplicar em micro empresas as mesmas ferramentas e conhecimentos usados por grandes corporações, só que em menor quantidade.
No caso de um ERP, o próprio nome já remete à burocracia comum de grandes corporações: ERP - Enterprise Resource Planning
Porém, apesar do nome cheio de frescura, na prática um ERP não é nada mais nada menos do que um sistema que integra diversas áreas de gestão da sua empresa. Ao invés de ter milhares de planilhas, uma pra cada coisa, você centraliza todas as informações em um lugar só.
Confira agora algumas dicas sobre como utilizar ao máximo o potencial desse tipo de sistema.
A principal vantagem de um ERP em relação às planilhas
Sendo bem direto ao ponto: a principal vantagem de um ERP em relação às planilhas é o fato de você ter um panorama geral da empresa em um só lugar, sem precisar abrir uma planilha para cada área (clientes, tarefas, finanças, etc.)

Um bom ERP consegue te mostrar de forma rápida e simples as informações mais importantes que um empresário precisa analisar no dia-a-dia:
  • Como está o andamento do meu processo de vendas?
  • Quais as próximas tarefas que minha equipe deve executar?
  • Quanto tenho de dinheiro em caixa e quanto terei no final do mês?
Sincronia de dados pode te economizar MUITO tempo
Uma coisa que eu particularmente apanhava muito quando usava planilhas era o fato de ter que digitar a mesma informação em lugares diferentes.

Por exemplo, quando fechava uma venda, registrava na planilha de contatos qual era o projeto fechado e seu valor. Depois ia na planilha financeira e colocava o prazo e valor do pagamento. Além disso, ainda configurava em outra planilha os lembretes de tarefas que precisava entregar para o cliente.
Depois de começar a usar um ERP eu simplesmente associo as tarefas, lembretes e movimentações financeiras na ficha de um contato, de forma integrada, o que agiliza muito o processo.
Um bom sistema te mostra formas mais eficientes de gerenciar a empresa
Outra coisa bacana de um ERP é que normalmente eles são criados por empresas que possuem bastante experiência na área de gestão, o que faz com que os sistemas sejam projetados de uma maneira que permita o uso das melhores práticas do mundo empresarial.

Por exemplo, ao controlar minhas vendas pela planilha, eu marcava que tinha enviado um material para um cliente. Porém, não tinha nenhum controle se ele havia respondido ou não, o que fazia com que me esquecesse de dar continuidade ao contato e, consequentemente, perdesse vendas.
Ao usar o ERP, vi a possibilidade de definir tarefas com recorrência. Passei então a marcar as tarefas de vendas como feitas, porém com lembretes recorrentes caso não houvesse resposta. 
Isso fez com que o sistema periodicamente me lembrasse de entrar em contato com o cliente, mantendo vivo o relacionamento sem precisar depender da minha memória.
Conclusão: Existem diversas opções, encontre a que melhor se encaixa no seu dia-a-dia
Já que agora você tem uma noção bacana das vantagens de um ERP, saiba que existem MUITAS ferramentas disponíveis no mercado, variando muito nos quesitos: preço, funcionalidade e simplicidade de uso. Na prática, o que mais importa é experimentar algumas opções e ver qual delas se encaixa melhor no seu dia-a-dia.

No caso, nós da Empreendemia criamos nosso próprio ERP, focado em micro empresas que querem uma solução simples, muito fácil de usar e BEM mais barata que a média de mercado.
Se você está avaliando a ideia de sair das planilhas e quer economizar tempo na gestão da sua empresa, recomendamos muito dar uma conferida no Empreendekit.
Por: Millor Machado - http://www.saiadolugar.com.br/

domingo, 23 de junho de 2013

Dia de São João ou Nascimento do Precursor

Nascimento de João Batista (ou Dia de São João ou Nascimento do Precursor) é uma festa cristã celebrando o nascimento de João Batista, um profeta que previu o advento do Messias na pessoa de Jesus Cristo e o batizou. Esta festa é amplamente comemorada no mundo cristão no dia 24 de junho e é uma das festas juninas.
Arcanjo Gabriel anuncia o nascimento de João a São Zacarias.

Iluminura no Les Très Riches Heures du duc de Berry, folio 43v, atualmente no Musée Condé, em Chantilly.
O cristãos há muito interpretam a vida de João Batista como uma preparação para o advento de Jesus e as circunstâncias de seu nascimento, relatados no Novo Testamento, são também milagrosos. 
O único relato bíblico sobre o nascimento do profeta está no Evangelho de Lucas. Os pais de João, Zacarias - um sacerdote judeu - e Isabel não tinham filhos e já haviam passado da idade de tê-los. Durante uma jornada de trabalho servindo no Templo de Jerusalém, ele foi escolhido por sorteio para oferecer incenso no Altar Dourado no Santo dos Santos
Arcanjo Gabriel apareceu para ele e anunciou que ele e sua esposa iriam dar à luz uma criança e que ele deveria chamá-lo de João. Porém, por não ter acreditado na mensagem de Gabriel, ele ficou mudo até o nascimento de seu filho. Os seus parentes quiseram então dar-lhe o nome do pai e Zacarias, sem poder falar, escreveu: "Seu nome é João" e sua voz voltou. 
Depois de ter obedecido o comando de Deus, ele recebeu o dom da profecia e previu o futuro de João. 
O cântico que Zacarias profere em seguinda, chamado Benedictus, é utilizado até hoje nos serviços litúrgicos de diversas denominações cristãs.
Na Anunciação, quando o Arcanjo Gabriel apareceu para a Virgem Maria para informá-la que ela iria conceber seu filho Jesus através do Espírito Santo, ele também a informou de que Isabel, sua prima, já estava grávida de seis meses . Maria então viajou para visitar Isabel.
O Evangelho de Lucas relata que o bebê "chutou" no ventre de Isabel quando ela cumprimentou Maria.

O Dia de São João é um dos mais antigos festivais do cristianismo, já aparecendo no concílio de Agde, em 506 d.C., como um dos principais festivais da época, um feriado e, como o Natal, era celebrado com três missas: uma pela manhã, uma ao meio-dia e outra no pôr-do-sol.

Celebração litúrgica

O nascimento de João Batista no dia de 24 de junho ocorre três meses depois da celebração da Anunciação, em 25 de março e seis meses antes do Natal, que celebra o nascimento de Jesus. Obviamente, o objetivo das festas não é marcar a data exata destes eventos, mas sim comemorá-los de forma interligada.

No cristianismo ocidental

O nascimento de São João Batista é um feriado importante no calendário dos santos, mantido pelas Igrejas CatólicaAnglicana e Luterana. No rito romano ela é celebrada como uma solenidade desde 1970 e como uma festa de primeira classe na forma do rito vigente até 1962. Ela tem precedência sobre o domingo se cair em um. As igrejas reformadas e igrejas livres dão menos proeminência para esta festa.
O dia da morte de um santo é geralmente comemorado na sua festa, com exceção de Jesus, da Virgem Maria e de João Batista, embora a morte deles também seja celebrada no calendário litúrgico (Jesus na Sexta-Feira Santa, Maria na Assunção de Maria e João na Decapitação de João Batista). 
A razão - na doutrina católica - é que São João, como Jeremias e a Virgem, foi purificado do pecado original antes de seu nascimento, embora o nascimento de João não seja imaculado como no caso da Virgem.
A festa do Batismo de Jesus comemora o batismo realizado por João em Jesus.

No cristianismo oriental

Na Igreja Ortodoxa e em outras Igrejas Orientais, São João Batista é geralmente chamado de São João, o Precursor, um título utilizado também no ocidente (em gregoΠρόδρομος e em latimPrecursor). Este título indica que o objetivo do seu ministério era preparar o caminho para o advento de Jesus

No oriente também, o dia de São João é celebrado em 24 de junho. É uma festa maior e é celebrado como uma vigília de noite inteira e com uma pós-festa de um dia.

Celebração: Festas juninas

Comemoração de São João em Braga, emPortugal.
A questão naturalmente surge sobre o motivo da celebração se realizar no dia 24 ao invés do dia seguinte, se o objetivo é cair precisamente seis meses antes do Natal. Já foi por vezes alegado que as autoridades da Igreja queriam cristianizar as celebrações pagãs do solstício e, por isto, colocaram a festa de São João como substituta. Esta explicação é questionável, pois durante a Idade Média o solstício acontecia no meio de junho por conta da inacuracidade docalendário juliano. Foi apenas em 1582, com a introdução do calendário gregoriano, que o solstício retornou ao dia 21 de junho como acontecia no século IV.
Portanto, uma explicação mais provável do motivo pelo qual a festa cai em 24 e junho está no modo de contagem romano, que procedia de trás para frente a partir das "calendas" (primeiro dia) do mês seguinte.

O Natal era "o oitavo dia das calendas de janeiro" (Octavo Kalendas Januarii). Consequentemente, o nascimento de São João foi colocado no "oitavo dia antes das calendas de Julho". Porém, como junho tinha apenas 30 dias, a festa caiu finalmente no dia 24 de junho.
De qualquer forma, o significado da festa caindo por volta do solstício é considerado como significativo, relembrando as palavras do próprio João Batista sobre Jesus: «É necessário que ele cresça, e que eu diminua» (João 3:30).
Junto com a Festa de São Pedro e São Paulo e a Festa de Santo Antônio, a Festa de São João é celebrada por todos os países lusófonos como parte das festas juninas, onde o sincretismo do significado religioso e pré-cristão é mais evidente.

sábado, 22 de junho de 2013

Vamos Trabalhar em Equipe?

Um homem dirigia seu automóvel por uma dessas estradas de terra do interior. Como o caminho era ruim e havia chovido na noite passada, o motorista acabou com seu veículo atolado sem poder retirá-lo sozinho. 

Buscando socorro próximo dali, voltou com um sitiante que se propôs ajudá-lo acompanhado de uma mula. 

Atrelou o animal ao automóvel e em seguida começou a chamar a mula por diversos nomes: “Anda Estrela, anda Malhada, anda Branquinha, anda Mestiça!”. 

Com um puxão da única mula, o automóvel finalmente saiu do buraco. Inquieto com todos aqueles nomes para um só animal, o motorista perguntou ao sitiante porque ele havia feito aquilo. O homem, com aquele jeito simples, respondeu: “Óia moço, se a mula achasse que não teria ajuda ela nem tentava sair do lugar”.

Talvez a verdadeira alma de uma equipe esteja exatamente nesse curioso fato de cada um de seus membros perceber-se como parte de um conjunto que caminha em direção a um mesmo objetivo. 

Mesmo sendo indivíduos independentes, descobrem nesse trabalho compartilhado a força, o aprendizado e o apoio necessários para as idéias e iniciativas que cada um oferecerá com contribuição à meta comum. 
Mas, isso só acontece em equipes bem estruturadas, que pensam e se comportam como uma unidade, mesmo sabendo que cada integrante é único, com suas características e necessidades próprias.
O consultor inglês, Tony Cockerill, especialista na formação de líderes e equipes, corrobora isso ao afirmar: 
  • “A vida é bem mais fácil para quem trabalha ao lado de pessoas que aprecia, respeita e com as quais tem bom relacionamento. Do mesmo modo, é mais fácil ser bem-sucedido quando os colegas contam com habilidades complementares, e, assim, as limitações de uns são compensadas pelos talentos de outros. Em outras palavras, quanto maior a complementaridade entre os integrantes de uma equipe, maiores as possibilidades de êxito”. 
Dentro de um mercado tão dinâmico, mutante e competitivo como o atual, o trabalho em equipe é um dos principais trunfos das organizações que querem vencer. Elas não podem mais desperdiçar seus ativos, em particular as pessoas que, quando trabalham em conjunto de forma harmônica e inteligente, conseguem produzir transformações vitais ao crescimento do negócio. Todavia, apesar de sua importância indiscutível, a criação de boas equipes ainda é uma das realidades mais difíceis de concretizar no mundo do trabalho.

 E por que essa contradição?

O problema principal é que não existe na maioria das empresas uma sintonia entre as metas determinadas pelos dirigentes e as metas individuais de seus empregados. As pessoas só se tornam mais responsáveis e comprometidas quando percebem que fazem parte de algo que tem a ver com seus ideais particulares e suas aspirações. Caso contrário, só cumprem suas obrigações.

Cada integrante de um conjunto tem competências específicas e, no trabalho em equipe, o resultado deve ser a integração dessas especialidades, como numa orquestra. Para que isso aconteça, os profissionais devem sentir que são valorizados no que fazem, ter oportunidades de crescimento e ser encarados como sócios da organização, não apenas como meros prestadores de serviços. 

Daí que as metas devem ser avaliadas em equipe. É claro que assim é mais demorado, porque é preciso chegar a um ponto em que todos ou a maioria concordem. Todavia, depois de alcançar isso, implementar o que foi decidido é muito mais fácil e rápido do que quando as decisões vêm de cima para baixo. 

As lideranças de hoje não devem simplesmente mandar, mas sim co-mandar, praticando uma gestão participativa, criando canais de comunicação abertos e atuando como mediadoras nesse processo criativo de buscar soluções em conjunto para os problemas.

Equipes são grupos que evoluíram e uma verdadeira equipe deve funcionar como uma rede de competências, com nível de capacitação e informação o mais alinhado possível. Seu foco deve ser sempre o resultado, superando interesses particulares e preocupações subjetivas de hierarquia e poder. 

É assim como se alcança confiança mútua e esse envolvimento motivador em que uns torcem pelos outros. As pessoas precisam sentir-se à vontade unas com as outras, a ponto de conseguir mostrar sua vulnerabilidade e ter certeza de que seus pontos fracos jamais serão usados contra elas. Isso é maturidade e profundo respeito à individualidade de cada um. 

Nesse construtivo convívio diário e no alcance das metas em comum é onde vão se formando os reais valores de uma equipe, não só no trabalho, mas também e principalmente nos comportamentos e nas relações.

Fonte: Ronaldo Negromonte Lima   www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Parar um pouco de ser bombeiro

Já fui muito bombeiro, apagando incêndios na empresa, na vida, sempre correndo atrás de resolver problemas, me sentia útil, pro-ativo, visto. 

Quantos hoje eu olho e vejo sem almoçar porque têm reunião importante, saem altas horas do emprego, se sentem como eu me sentia. 

Alimentados pelas emergências, pelo ter de resolver algo.

Se sentem mal se não tiverem correndo, apagando fogo. Com isso não param para pensar, não buscam o conhecimento, param no tempo, não têm tempo nem de aprender com os erros e acertos. 

Não evoluem. Pior, não vêm a vida passar, não aproveitam um segundo, quanto mais um ano. Vem o estresse, doenças, a velhice.

Olham para trás e veem o abraço que não deram e o beijo que não tomaram por não terem tempo de oferecer os lábios. Não sentiram o que realmente é viver porque estavam tentando ser eficaz, alcançarem os objetivos, muitas vezes não os seus, no entanto sem serem eficientes.

Chegarem a algum lugar sem nem pensarem no custo. A vida nos ensina que estamos aqui para evoluir, aprender, amar a tudo e a todos e desperdiçamos isso em busca do poder, da ganância, do querer mais e mais.

Não aproveitamos aquilo que temos de melhor, aquilo para o qual viemos nesta vida. Nós somos melhores do que fomos na outra vida? Fazemos os nossos serem melhores do que nós? Somos um instrumento Dele para que tudo o que nos cerca sirva a Ele e ao nosso desenvolvimento.

Como evoluirmos se nem paramos para analisar como foi o nosso dia, o que poderíamos ter feito melhor, agradecer o que o universo conspirou a nosso favor? Cada vez que sento aqui escutando músicas como The Gregorians, Era, Enya, medito, entro em alfa e entendo como não perco mais energia com coisas que não me fazem bem e nem fazem bem aos que me cercam.

Tento identificar o  que poderia ter feito de bem aos que vivem na minha vida, nesta vida. 

Tento não ser um simples bombeiro, tento entender onde tem o fogo para que possa no dia seguinte apagá-lo. 

Olho para aqueles sem comer, sem pensar, correndo todo o dia atrás do que nem sabem o que é e perdem mais um dia de chance de evoluírem.

A vida nos obriga, mas precisamos tirar uma horinha por dia para pensarmos na nossa alma, no nosso interior, em nós. Só dependemos de nós mesmos para as decisões corretas.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Desmotivação: De Quem é a Culpa?


Entre os fatores que podem levar à desmotivação das pessoas e das equipes de trabalho estão: as poucas perspectivas de crescimento, de carreira, de salários baixos, conflitos e desentendimentos com o chefe.

Geralmente, a caça às bruxas, isto é, a busca pelos culpados começa com as pessoas infelizes com a liderança, e esta acaba sendo o principal alvo. Igual a uma equipe de futebol, quando os resultados não aparecem, logo crucificam o treinador e está provado que nem sempre este é o melhor caminho.

Percebe-se aí que a motivação não vem dos outrosO bom chefe gera estímulo para que sua equipe tenha motivos para agir. E quem tem motivos, levanta cedo para fazer melhor o que pode fazer melhor.

Mas o chefe não pode especificamente fazer algo por alguém de sua equipe. Isso porque a motivação é da pessoa, e esta deverá ser o grande responsável por sua vida, seus atos, suas atitudes, sua motivação mesmo. O chefe deve ser exemplo e apontar caminhos.

Mesmo sabedor de que o baixo salário e a falta de perspectivas estão incomodando a equipe, gerando desmotivação e insatisfação, o chefe deve ser consciente e não tomar nenhuma decisão precipitada e pensar com mais foco no assunto e nas possibilidades reais de melhoria.

O profissional que também está insatisfeito no trabalho deve ser consciente de suas virtudes ou limitações. Se tem virtudes, deve lutar por elas dignamente e se tem limitações, deve ter humildade suficiente para buscar o aprendizado para fazer a sua diferença.

Fundamental nesse processo é identificar e mostrar os valores da empresa e entender os valores que cada um tem na vida e estas escolhas serão fundamentais para a felicidade das pessoas e para os resultados da empresa.

Penso que é muito importante conversar com a equipe sobre o futuro da carreira, identificar oportunidades, treinar, educar, criar perspectivas e nesse conjunto, o sucesso de todos, vencendo a guerra da desmotivação.

Afinal motivação não é satisfação. 
Motivação é tudo aquilo que não temos e satisfação é aquilo que já temos.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Os 10 Mandamentos da Gestão do Valor da TI como Enabler

A TI (Tecnologia da Informação), quando vista como uma área “meio”, viabilizadora tanto das operações quanto de resultados das áreas de negócio, deve entregar, em graus e níveis diferentes, serviços e/ou produtos tecnológicos que as ajudem essas áreas a atingirem suas metas e, por decorrência, trazerem melhores resultados a empresa.

Neste contexto de resultados e valor gerado ou protegido pela TI como Área Meio (Enabler), o principal e mais importante stakeholder é o cliente (Área atendida pela TI) e sua percepção em relação à TI se caracteriza como um dos principais e mais importantes ativos intangíveis que se possa ter, e, como tal, deve ser gerido e mensurado.

Seguem abaixo os 10 Mandamentos da Gestão do Valor da TI como Área Meio (Enabler).

1.    Posicione-se corretamente na arquitetura corporativa
  • Identifique as principais necessidades e expectativas de clientes e fornecedores (internos e/ou externos)
  • Posicione-se de forma a ter uma clara proposta de valor para todos os seus públicos de relacionamento
  • Exerça seu posicionamento demonstrando alinhamento e transparência com o direcionamento estratégico corporativo
2.    Compreenda a cadeia de Valor potencializada pela TI
  • Conheça sua cadeia de valor e defina papéis e responsabilidades claras e objetivas a todos os seus agentes de relacionamento
  • Identifique e gerencie aspectos críticos relacionados a entregas e expectativas de seus públicos
3.    Formalize o que se espera da TI como Área Enabler
  • Estabeleça regras e processos formais para requisições, prazos de atendimento, escopo de entregas e benefícios a serem alcançados
  • Crie ou faça valer Acordos de Nível de Serviço (SLAs) para as principais etapas e entregas em toda sua cadeia de valor
4.    Identifique como as entregas da TI são percebidas e tangibilizadas por seus clientes internos
  • Identifique e compreenda o real impacto que a TI tem nas diversas áreas/departamentos internos, assim como na satisfação e percepção de valor de clientes e demais agentes de relacionamento de externos
  • Lembre que valor é algo atribuído por um terceiro a um produto ou serviço que oferece algum tipo de utilidade funcional
  • Utilize pesos e ponderações conforme as necessidades e direcionamentos estratégicos da empresa e demais stakeholders
5.    Traduza termos e ações técnicas para o contexto de negócios
  • Fale a linguagem de negócios e lembre que a tecnologia, via de regra, é meio para potencializar, viabilizar e melhorar os negócios
  • Comunique-se de forma clara e não técnica. Sopa de letrinhas, indicadores técnicos ou explanações complexas sobre tecnologias, sistemas etc valem para a área de TI… mas a grande maioria de seus clientes internos não as entendem e, portanto, não percebem valor nisso. Adeque a linguagem e forma ou então continuará a não ter a valorização devida
  • Identifique o valor gerado pela TI, pesquise os impactos derivados de suas ações e projetos e os contextualize sob a ótica de negócios para seus públicos de interesse
6.    Crie indicadores e métricas associadas aos benefícios esperados por seus clientes
  • Métricas e indicadores técnicos que demonstram a performance de per se, sem que exista uma correlação direta com impactos nos negócios, não são devidamente valorizados pelas áreas de negócio
  • Crie indicadores relativos e comparáveis com parâmetros golden-standard de mercado, internos ou competidores diretos
  • Demonstre de forma objetiva como está o desempenho e a evolução da TI em relação às expectativas e necessidades da empresa
7.    Comunique-se de forma clara, interativa e contínua
  • Estabeleça canais, fóruns, comitês e ambientes de comunicação com seus agentes de relacionamento. Mantenha recorrência e reforce a importância da participação ativa de todos os envolvidos
  • O que não é percebido não tem valor… e para ser percebido, precisa ser conectado e comunicado
8.    Apresente e comprove os resultados gerados pela TI
  • Estabeleça redes, fóruns específicos e/ou canais de comunicação e documentação para que a performance e o valor aportado pela TI sejam apresentados a seus principais clientes e stakeholders
  • Desburocratize o acesso e o relacionamento com a TI, já que proximidade e compreensão das necessidades e particularidades do negócio geram melhores resultados para ambos
  • Crie formas e canais para o compartilhamento evolutivo de conhecimento e demais informações relevantes durante todo o processo de atendimento a seus clientes
  • Crie pautas específicas para cada um de seus públicos de relacionamento
  • Desenvolva documentos e relatórios práticos, regrados e confiáveis acerca das atividades e resultados
9.    Adote a transparência e a verdade como regra de atuação da TI
  • Sempre priorize a transparência na demonstração dos resultados conquistados, sejam eles bons ou ruins
  • Identifique o valor gerado pela TI, pesquise os impactos derivados de suas ações e projetos e os contextualize sob a ótica de negócios para seus públicos de interesse
  • Dados e informações técnicas, por mais relevantes que sejam, nem sempre são compreendidas por seus públicos de relacionamento. Disponibilize informações adequadas e relevantes as necessidades e compreensão de seus agentes de relacionamento
10.     Demonstre a Valor Gerado e Protegido pela TI
  •  Conecte a TI com as metas estratégicas da companhia, a partir do modelo vigente (Ex. BSC)
  • Identifique as alavancas de valor e resultado e conecte a TI, via indicadores, a essas alavancas
  • A TI Gera e/ou Protege Valor, podendo ser de forma tangível ou intangível; porém, ambas as contribuições de Valor que a TI aporta devem ser “traduzidas” em números e benefícios… e demonstradas aos seus públicos de relacionamento de acordo com os benefícios entregues
  • A TI deve estar e demonstrar contribuição de valor ao negócio de acordo com as metas do negócio e não somente das entregas de ferramentas, sistemas, ambientes, softwares, etc
  • Quanto mais integrada e participativa no contexto estratégico da empresa a TI estiver, melhores serão as chances de ter seu valor devidamente construído e entregue
Fonte: Daniel Domeneghetti -  http://www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 18 de junho de 2013

A Razão do Fracasso de Eike Batista

Eu já escrevi falando bem do Eike Batista mostrando que o  dele não é porque herdou o mapa da mina do pai dele, como corre na lenda urbana.


Eike sabe criar projetos complicados, que requerem muita infraestrutura em locais inóspitos. Ele sabe escolher equipes e sabe deixá-los trabalhar sozinhos.

  • O que Eike soube fazer foi agregar todos os componentes necessários e fazer disto um projeto viável, e de fato tudo começou com um PowerPoint.”
  • “Sabe trazer energia, estradas, financiamento, equipamentos para lugares considerados “fim do mundo“.”
  • O pai de Eike o ajudou com os genes. O gene da inteligência, o gene de pensar grande, o gene de acreditar no Brasil como um país do futuro e do presente.

Mas aí eu escrevi algo que hoje me arrependo, estava parcialmente certo.
  • Eike Batista é daqueles que têm iniciativa e acabativa“.

Ele é alguém que tira ideias do papel.
Mas o conceito de acabativa é um pouco mais amplo do que isto, e agora sabendo o que vou relatar, a frase não se aplica ao Eike.
Nas acusações que saíram na imprensa com os problemas de Eike Batista, um funcionário fez este comentário:
  • Assim que Eike monta o quebra-cabeça do seu projeto, escolhe a equipe, delega todas as etapas de execução, ele perde o interesse no projeto e parte para outro.

Tipicamente, ele tem um comportamento de quem é um iniciativo puro, alguém que é criativo, um acadêmico. 
Esta frase caiu como um raio, porque eu sou muito parecido.
Eu sou um iniciativo por excelência, curto ideias, montar projetos, resolver quebra-cabeças.
Mas implantá-los não é minha praia, eu já implantei várias coisas, mas a um custo psicológico monumental.
O dia a dia para mim é uma chatice como é para muito intelectual.
Uma vez que eu sei que uma solução é possível, eu fico feliz, e acho ingenuamente que os mais acabativos do que eu vão seguir em frente.
Ledo engano. 
Mas infelizmente eu perco interesse e já fico procurando outro problema cabeludo para resolver.
Foi assim que Eike se meteu em 30 projetos diferentes.
Desde hotéis, restaurantes chineses e shows de entretenimento, além de estaleiros, portos, mineradoras e exploração de petróleo.
Eike pode até ter acabativa no sentido restrito da palavra, mas não é, pelo jeito, o que ele gosta de fazer. Ele é um iniciativo por definição.
  • Portanto, a culpa do seu fracasso nao é totalmente dele.

Boa parte da culpa é daqueles que o financiaram, do BNDES, do BTG, do Banco Itaú, dos milhares de investidores minoritários.
Todos estes acabaram permitindo que Eike fosse majoritário nos seus projetos, o que diante da análise acima não é a melhor estratégia.
Um majoritário que se interessa pelo seu próximo projeto, não é um bom majoritário do projeto existente.
Manter Eike mandando nos seus projetos apesar de não gostar da fase operacional, somente da fase de projeto e implantação, foi um erro que poderia ter sido facilmente evitado.
E que agora será implantado, já que certamente Eike perderá o controle de suas empresas, o que deveria ter sido imposto pelos seus banqueiros desde o início.  
Eike foi bom na hora de prospectar e achar petróleo, mas na hora de extrair o petróleo os seus problemas começaram.
As equipes que acham petróleo não são as melhores para extrair o petróleo.
Como começarão a ter problemas operacionais as demais empresas do Eike, terminada a fase de projeto.
Numa entrevista para a Revista Exame, há alguns anos atrás, ele dava 15 conselhos. O 12o. era:
  • Cuide de todos os aspectos do projeto” e não cuide de todos os aspectos de seu negócio. 
Prenúncio do que iria acontecer.
Mas reforça o diagnóstico de iniciativo de Eike.
Aliás, ele disse uma frase que deveria ter sido melhor analisada na época: 
  • Nunca se apaixone pelo seu negócio“.

Uma frieza de quem não está alinhado com a empresa do ponto de vista operacional e que no fundo está disposto a vender tudo quando o preço de venda do negócio estiver certo.
É fácil analisar vendo o retrovisor, mas fica agora claro que Eike desde o início deveria ter sido um sócio minoritário de suas empresas.
Um sócio controlador que não está apaixonado pelo negócio, é encrenca na certa.
Alías, todo mundo sabia que Eike não é formado em Administração, não tem os conhecimentos necessários e a postura de um acabativo.
Eike é engenheiro, especialista portanto em projetos e sistemas.

  • Isto explica porque o Presidente do Itaú, também formado Engenheiro, se encantou tanto com os projetos de Eike Batista.
  • Isto explica porque o Presidente do BNDES, que também pensa grande mas não é Administrador formado, se encantou com os projetos de Eike Batista.
  • Isto explica porque o Presidente do BTG, também formado em Sistemas, se encantou com os projetos de Eike Batista, e agora como os demais está se arrependendo ou se lamentando do erro feito.

Os Powerpoints do Eike Batista não teriam cativado tanto os banqueiros formados em administração de empresas, conhecedores dos problemas do dia a dia.

Meu ponto aqui é mostrar que ele não é culpado inteiramente pelo seu fracasso.
Foi vítima de um país tão despreparado como ele, nas questões mais mundanas de que projetos precisam ser um dia tocados por pessoas com acabativa e não sonhadores de projetos grandes que vão salvar o Brasil e o mundo.

Algo para se pensar. 
 Por:  Stephen Kanitz (feedblitz@mail.feedblitz.com)