- Estabelecer limites reais para o tempo gasto em telas durante o dia, de acordo com as necessidades e as prioridades de cada um
- Desligar a tela uma hora antes de dormir, para favorecer a produção de melatonina, o hormônio do sono
- Fazer pausas regulares para descansar os olhos a cada 20 minutos e olhar para objetos distantes
- Ajustar o brilho da tela para um nível confortável e evitar ambientes com muita luz ou muito escuros
- Posicionar a tela cerca de 50 a 70 centímetros de distância dos olhos e ajustar a altura para que o olhar fique ligeiramente abaixo do topo dela
- Praticar atividades físicas, preferencialmente ao ar livre, para movimentar o corpo e aliviar o estresse
- Buscar outras formas de entretenimento e lazer além da tela, como ler, ouvir música, jogar, desenhar, cozinhar, entre outros
- Conversar com familiares e amigos sobre o uso adequado da tela e incentivar momentos de convivência sem interferência dos aparelhos;
- Procurar ajuda profissional se o uso de telas estiver associado a algum transtorno psicológico, como ansiedade, depressão ou compulsão.
Seguindo essas dicas, é possível aproveitar os benefícios que as telas oferecem, sem prejudicar a saúde e a qualidade de vida. Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/
Lembre-se: É importante aprender a usar as tecnologias com consciência e moderação.
As telas afetando nosso ritmo circadiano
Os ritmos circadianos do nosso corpo – mudanças físicas, mentais e comportamentais (ciclo de 24 horas) e respondem principalmente à luz e à escuridão – são afetados pela exposição aos aparelhos eletrônicos.
Dados do Instituto Nacional de Ciências Médicas Gerais (EUA), indicam que a luz dos dispositivos durante a noite pode confundir os relógios biológicos podendo causar distúrbios do sono.
Demência Digital
O artigo “Demência digital na geração da Internet: o tempo excessivo de tela durante o desenvolvimento do cérebro aumentará o risco de doença de Alzheimer e demências relacionadas na vida adulta”, publicado no Journal of Integrative Neuroscience em 2022, o tempo de tela excessivo "afeta negativamente a atenção e a concentração, a aprendizagem e a memória, a regulação emocional e o funcionamento social, a saúde física, e o desenvolvimento de distúrbios mentais e de uso de substâncias".
Deste modo ficamos vulneráveis à neurodegeneração acelerada na idade adulta tardia, aumentando o risco de leve comprometimento cognitivo e doença de Alzheimer precoce e demências relacionadas.
Por que, mesmo sabendo sobre os riscos as pessoas não mudam hábitos de risco?
A psicologia explica que temos um resquício infantil dentro de nós.
Enquanto a psicologia não avaliar realmente o que há por trás dos comportamentos de risco, as pessoas vão continuar com seus vícios e hábitos ruins, independentemente de qualquer informação.
Mas se parece tão simples na teoria, por que é tão difícil mudar
hábitos?
A resposta está em nosso cérebro.
A dificuldade de mudar de hábitos vai desde alguns mitos, derrubados
pela ciência, mas que ainda acreditamos, até em não sermos tão fortes quanto
pensamos.
A malfadada e deliciosa Zona de Conforto não tem esse nome à toa e é
bastante confortável.
Por mais que tenhamos muita força de vontade, só isso, pode não ser o
suficiente para ter uma vida mais saudável.
Isso se explica porque a maior parte das escolhas do dia a dia não é
feita de forma consciente, mas sim no modo Piloto Automático.
As atitudes negativas aliviam momentaneamente a tensão e trazem prazer,
pois funcionam como válvulas de escape do estresse, da depressão, dos
pensamentos ruins e dos problemas da vida.
Quando hábitos de risco se tornam o escape de nossos problemas, sem
percebermos passamos a alimentar comportamentos que nos fazem mal. Como não
sentimos as consequências negativas logo no início, continuamos a perpetuá-los.
E é ai que mora o perigo do vício
Chega um momento em que perdemos o controle sobre esses hábitos
autodestrutivos que acabam tomando conta da nossa rotina podendo se transformar
em vícios nos tornando dependentes.
Sendo assim, se estivermos mais presentes (mindfullness/ meditação) e
prestando atenção ao que estamos fazendo, nossas escolhas têm grande chance de
serem mais positivas e saudáveis.
Como você lida com o vício pela tecnologia?
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