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segunda-feira, 30 de maio de 2022

ELAS 50+: AS INFLUENCIADORAS!


A Longevidade maior está revolucionando nosso comportamento e qualidade de vida. E hoje é a mulher, não o homem, que está no epicentro dessa REVOLUÇÃO social, sexual, profissional e emocional.

Mulheres acima dos 50 anos estão assumindo o protagonismo na mudança de hábitos e na implosão de padrões. Parte das 60+ aparece - com mais força ainda - levando a bandeira da libertação de imposições sociais, sejam nas relações, na aparência e/ou figurino. Definitivamente, a imagem da cinquentona do tempo de nossas mães ou avós não é mais a mesma. 

Claro que existem (e resistem) as cobranças de juventude eterna e dos papéis de cuidadoras da família. O machismo estrutural, ainda muito forte e presente em múltiplas esferas, mantém desigualdades salariais e de oportunidades, aprofundadas pelas camadas de raça, classe social, local de moradia... Mas crescem as redes de apoio para viabilizar a ocupação dos espaços na sociedade. 

O avanço da medicina e da tecnologia entrega mais vigor e saúde à essa mulher. Nesta fase, os filhos estão em idade mais independente e ela procura voltar a si mesma. Sempre que pode, investe nas atividades que lhe dá prazer e em cuidados com o corpo para manter a vitalidade. Mais segura e bem-resolvida, a mulher 50+ está se reinventando, quebrando os limites impostos a ela ao longo de muitas gerações. Com bastante energia, começa a se libertar das necessidades de aprovação, pelas quais passava com pais, maridos, ou mesmo filhos e chefes. 

Arriscar-se no empreendedorismo, almejar nova carreira ou uma promoção é escolha dela. Assim como assumir rugas ou cabelos brancos ... Ser verdadeiramente dona do próprio nariz, do corpo e alma, é conquista de muitas e direito e aspiração de todas. 
 Ela não aceita mais que lhe digam quais são as regras.
Empoderar-se da própria idade faz parte do universo feminino maduro. 
São agentes de ponta no combate ao etarismo, justamente derrubando estereótipos. 

São cientes de seu lugar de liderança - possível e desejável - e começam a reivindicá-lo com mais força. São um mercado consumidor gigantesco e querem se ver representadas. 

 Imagem de capa da newsletterAs 50+ e 60+ estão fazendo com que marcas repensem marketing e endereçamento de produtos, notadamente nos setores de moda, beleza e saúde, mas também no de turismo, mercado automotivo, imobiliário e de finanças!

O ensaio Um Planeta Mais Vazio, da Ipsos, terceira maior empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo, chama a atenção para o poder feminino como macrotendência de futuro próximo:  "À medida em que a população envelhece, torna-se mais feminina. Um dos segmentos emergentes mais significativos do mercado serão as mulheres idosas. Elas serão a maioria e terão os recursos financeiros para ter um impacto significativo no mercado comercial e político. Atores desses mercados precisam descobrir como apelar para este segmento emergente." (2021)

  Um exemplo dessa potência é a Lista 50 Over 50, que a Forbes lançou em 2021 com a plataforma Know Your Value. E que saiu também agora em 2022. O objetivo é lançar luz sobre mulheres que estão mostrando seu poder com 50, 60, 70 anos ou mais. Não deixam as expectativas sociais ditarem suas linhas do tempo profissionais e rejeitam a equivocada crença convencional de que seus melhores anos ficaram para trás. 

"As mulheres 60+  valorizam duas coisas, principalmente: a liberdade de não se preocupar com a opinião dos outros e de viver a própria vida, a partir da própria vontade; e o tempo, porque dizem que, após cuidar a vida inteira de todo mundo, agora é hora de cuidar delas mesmas, em primeiro lugar. Então essa mudança de foco e essa valorização do tempo para ela mesma é uma grande revolução." (Mirian Goldenberg).

São poderosas influenciadoras das amigas/namoradas/parceiras de trabalho, que compartilham dos mesmos valores de autoafirmação e liberdade. Tanto nas escolhas de compra, como no estilo de vida.

São influenciadoras também nas ações da família, no comportamento e até no cuidado com a saúde dos homens com quem convivem, companheiros/maridos /pais/filhos. Historicamente, as mulheres sempre foram mais ao médico e respeitaram as recomendações pra uma rotina mais saudável. Não à toa, já vimos algumas campanhas institucionais de prevenção ao câncer de próstata, por exemplo, utilizarem o apelo feminino para a busca de atendimento e tratamento por parte dos homens.  

Pegaram a visão?
É o FEMINIPOWER!

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem
Por: Marcia Monteiro - jornalista, fundadora da Geração Ilimitada®️ e pesquisadora de tendências da Nova Longevidade

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

SAF: Clubes de Futebol Podem se Tornar Empresas

No dia 09/08 deste ano, foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 14.193/2021, que institui a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e dispõe, dentre outros temas, sobre normas de constituição, governança, controle, transparência, meios de financiamento da atividade futebolística e um regime tributário específico, além de alterar as Leis nº 9.615/98 e 10.406/02.

A lei foi criada com a intenção de estabelecer a modernização do atual marco regulatório, no afã de propiciar melhor desenvolvimento dos agentes econômicos da indústria do futebol, hoje bastante combalida devido à grave crise que assola os clubes. 

Porém, há coerentes críticas em relação à nova legislação, sobretudo por inviabilizar um regime de tributação mais atrativo do que o existente para as associações.


O momento pelo qual a indústria atravessa é resultado do modelo de propriedade vigente na maioria dos clubes, bem como do seu frágil sistema de exercício de poder. 

Com a nova lei, os clubes podem seguir um padrão de empresa, com responsabilidades mais claras a seus administradores e titulares que exercem o controle da entidade.


SAF poderá ser constituída via operação societária de transformação, ou ainda por meio da cisão do departamento de futebol dos clubes, com a consequente transferência de suas operações relativas ao futebol, podendo a SAF participar normalmente dos mesmos campeonatos que o clube anterior. 


Essa inovação é de considerável importância, pois otimiza o patrimônio da empresa nascida e eleva o número de potenciais investidores a entrarem nesse mercado, em razão da maior atratividade do fundo de comércio mais valiosa da empresa recém-constituída.


Não há necessidade de anuência prévia dos credores preexistentes para o desfecho das operações societárias em questão. 


A exceção seria estar disposto de modo diverso em negócio jurídico entabulado entre o clube de futebol e seu credor, o que destrava sensivelmente a efetivação de operações societárias afins, mediante o selo de legalidade contra possíveis questionamentos judiciais; que certamente viriam e, na prática, inviabilizariam essa engenharia societária, em prejuízo da melhoria do ecossistema como um todo.


No campo da governança corporativa, ressalte-se que Lei 14.1913/21 determinou que a SAF emitirá obrigatoriamente ações ordinárias de "CLASSE A" para subscrição exclusiva da agremiação

Enquanto o clube detiver 10% do capital votante, ou mesmo do capital social total da SAF, determinadas deliberações operações societárias somente poderão ser realizadas mediante a anuência do clube.


Ainda no campo da governança, o clube também possuirá direito de veto sobre as matérias definidas nos incisos do §4º do art. 2º da lei, dentre as quais, alteração da denominação, modificação dos signos identificativos da equipe de futebol profissional, incluídos símbolo, brasão, marca, alcunha, hino e cores, além da mudança da sede para outro Município.

Tais medidas são de oportuno equilíbrio e se adequam aos desígnios da razoabilidade, ainda mais no contexto de uma sociedade que vislumbra o futebol como um bem de inegável e relevante valor de nosso patrimônio cultural.


Além disso, o acionista controlador da SAF não poderá deter participação, direta ou indireta, em outra Sociedade Anônima do Futebol. Caso o acionista disponha de 10% ou mais do capital votante ou total de uma determinada SAF (sem a controlar), e também participe do capital social de outra SAF, este indivíduo não terá direito de voz nem de voto nas assembleias gerais, tampouco participará da administração dessas companhias, diretamente ou por pessoa por ele indicada.


Dessa forma, constata-se que a lei dispõe de diversos mecanismos para evitar qualquer tipo de propriedade cruzada ou influência estranha aos interesses desportivos de determinado clube de futebol, preservando a integridade e a competividade inerentes à prática do esporte.


No campo da responsabilidade patrimonial, em princípio, a SAF não responde pelo prazo de dez anos às obrigações do clube que a constituiu, anteriores ou posteriores à data de sua constituição, exceto quanto às atividades específicas do seu objeto social, respondendo pelas obrigações que lhe forem transferidas no protocolo de cisão. 


O pagamento aos credores (preexistentes ou posteriores) do clube à data de sua constituição está limitado às receitas próprias e às que lhe serão transferidas pela SAF, nos termos da lei.


Enquanto a SAF cumprir com os repasses previstos em lei, é vedada qualquer forma de constrição ao patrimônio ou às suas receitas para pagamento das obrigações anteriores à sua constituição. Após o prazo de dez anos, a Sociedade responde subsidiariamente pelas dívidas trabalhistas e cíveis, nos limites dos repasses previstos em lei.

Nesse cenário, assevere-se que a SAF pode acessar mecanismos próprios de financiamentos e investimentos, como atração de fundos de investimentos, lançamento e subscrição de ações ou até mesmo a abertura do seu capital em bolsa, o que sem dúvida criará mais atrativos para as competições nacionais. Ganham os clubes e stakeholders que operam nesse mercado que, se bem gerido, também gera ganhos para o Estado brasileiro, com uma maior arrecadação de impostos num futuro próximo.


Por fim, do ponto de vista da insolvência, passa-se agora a ser plenamente viável requerer recuperação extrajudicial ou judicial, sem que seja dado qualquer tipo de contrapartida aos clubes de futebol - e é aqui que talvez resida a maior perda de oportunidade da legislação recém-positivada - ao deixar de criar importante sistema indutivo para que os clubes de futebol se movam rumo à modernização tão desejada pela lei. Idêntico raciocínio aplica-se em relação ao chamado Regime Centralizado de Execução recém-positivado.  


O erro pode ter sido fatal para que o atual sucateamento da indústria permaneça e não opere o desejado efeito.


Por Arthur Rodriguez, advogado, e Vitor Lopes, sócio; da Villemor Amaral Advogados

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Onde Empreender em 2022? Confira 5 tendências de negócios


 Você já deve ter ouvido falar que o sonho de grande parte dos brasileiros é abrir um negócio próprio e começar a empreender. E os números não mentem!

Segundo dados da Serasa Experian, foram abertos mais de 2 milhões de novos negócios no primeiro semestre de 2021, a maioria MEI (Microempreendedor Individual)!

Os motivos para a busca pelo empreendedorismo são vários, desde a busca de uma nova fonte de renda até a vontade de realizar antigos sonhos.

E se você sonha em fazer parte desse universo, deve estar se perguntando: vale a pena empreender em 2022?

Afinal, com as consequências da pandemia de COVID-19 e um cenário econômico incerto, muitas pessoas podem ter a impressão de que esse não é o momento ideal para entrar nesse mercado.

Porém, neste artigo, você vai entender porque vale a pena investir em 2022 e quais as principais tendências para o empreendedorismo.

Vale a pena empreender em 2022?

Quem acompanha o noticiário econômico com frequência pode ter a impressão de que este não é um bom momento para empreender.

De fato, o Brasil ainda enfrenta os efeitos causados pela pandemia, como queda no consumo das famílias e desaceleração econômica.

Mas a boa notícia é que a tendência é que 2022 seja um ano marcado pela retomada econômica, principalmente com o fim das restrições em diversas regiões do país.

Além disso, a quarentena acelerou a digitalização de diversos setores da economia. Por causa disso, as vendas pela internet apresentaram um grande crescimento no período.

Só para você ter uma ideia, dados do E-commerce Brasil mostram que, no primeiro semestre de 2021, o ecommerce representava 21,2% da receita do varejo.

E para o próximo ano, a expectativa é que o varejo econômico abocanhe uma fatia ainda maior do varejo, fechando 2022 com participação de 10% no total de vendas.

Ou seja, se você pensa em empreender, a hora é agora! E com o uso cada vez maior da internet, não faltam oportunidades para investir e abrir o seu próprio negócio.

5 tendências para empreender em 2022

Como deu para perceber, o mercado online se consolidou como uma das grandes apostas para o ano de 2022.

Agora, chegou a hora de saber quais os segmentos com mais chances de se destacarem:

1. Comércio eletrônico

Se antes da pandemia a digitalização de negócios — como a adoção de lojas online, ecommerce e atendimento online — caminhava a passos lentos, agora só tem sucesso quem está na internet.

Muitos consumidores, mesmo aqueles acostumados a comprar online, se viram obrigados a migrar para a internet para adquirir, por exemplo, desde itens de limpeza, alimentação e vestuário. Até mesmo o contato social passou a ser mediado por serviços online.

E a tendência é que a maioria dos consumidores mantenha esse hábito. O estudo Future Shopper Report 2021 revelou que, mesmo com a reabertura das lojas físicas, 72% dos consumidores pretendem continuar comprando online.

Ou seja, uma pedida para quem quer empreender em 2022 é apostar nas vendas online. E não estamos falando apenas de ecommerce.

Hoje, existem diversas ferramentas de comércio eletrônico, como plataformas de marketplace e serviços de vendas integrados em muitas redes sociais, como Facebook e Instagram.

Uma das grandes vantagens do comércio eletrônico é o investimento inicial relativamente baixo, já que, dependendo do segmento, não é preciso se preocupar em alugar um espaço físico ou cuidar da produção.

De maneira bem resumida, basta escolher um produto para vender, montar uma loja virtual ou criar perfis em redes sociais, divulgar o negócio e aproveitar as vendas!

2. Empreendedorismo sustentável

Os consumidores se preocupam cada vez mais com o impacto de suas ações no meio ambiente. Assuntos como reciclagem, produtos orgânicos e responsabilidade social entraram na rotina de muitas pessoas.

Por isso, empreendedorismo sustentável é uma das apostas para 2022 e pode ajudar marcas a se destacarem dos concorrentes.

Mas o que é empreendedorismo sustentável? É um modelo de negócios que busca unir a geração de riquezas com o uso responsável de recursos naturais e responsabilidade social.

Existem diversos exemplos de marcas e negócios que desenvolvem ações de redução de impactos na natureza, como produção de refis, reciclagem de embalagens, coleta de produtos que antes seriam descartados, entre outros. Outra alternativa é promover ações de apoio a comunidades locais.

3. Bem-estar e fitness

Outro impacto da pandemia de coronavírus foi a maior preocupação do consumidor com o bem-estar e a saúde física e mental.

Durante o primeiro ano de pandemia, 60% dos brasileiros procuraram por meditação e técnicas de relaxamento, segundo pesquisa realizada pela Fiocruz.

Além disso, para se manterem em atividade, outras tantas pessoas buscaram por produtos fitness, como equipamentos de ginástica, alimentação saudável e suplementos. Inclusive, também cresceu a procura por aulas de ginástica online e treinamentos personalizados.

Existem muitas opções para quem quer empreender nesse segmento, como entrega de marmitas fitness, aulas e acompanhamento físico online, venda de artigos de moda esportiva, entre outros.

4. Educação a distância

Outro segmento que se consolidou recentemente foi a educação a distância (EAD).

Com o isolamento social causado pela pandemia, a saída encontrada pelas pessoas para estudarem e investirem na qualificação foi o ensino remoto.

Dados do CensoEAD.BR, da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), o número de matrículas em cursos de EAD cresceu 50% em 2020 em comparação ao ano anterior.

E isso não vale apenas para cursos de graduação e pós-graduação. Cursos livres, videoaulas e outros formatos de ensino remoto também caíram nas graças dos brasileiros.

Investir no mercado de educação a distância é uma ótima opção para quem quer transformar um conhecimento ou habilidade em fonte de renda. Qualquer assunto, desde culinária vegetariana até manutenção de aparelhos de ar condicionado, pode virar um curso online.

Lançar um curso online é uma tarefa relativamente simples e envolve a criação do material didático, que pode ser em formato de vídeo ou ebook, a elaboração de um plano de aulas e a hospedagem do material em alguma plataforma digital.

E por se tratar de um negócio totalmente digital, é mais fácil escalar os ganhos, já que um mesmo material pode ser comercializado para dezenas de milhares de alunos.

5. Economia dos Criadores

A pandemia trouxe para a internet milhares de pessoas que buscavam uma forma de usar suas paixões para gerar renda.

Seja criando um curso online, oferecendo mentorias, produzindo um podcast ou trabalhando como influenciador digital, o número de Creators, como são chamados os criadores de conteúdo, não para de crescer!

Esse mercado é tão promissor que o jornal norte-americano The New York Times já considera a Creator’s Economy, ou Economia dos Criadores, como a próxima corrida do ouro. E segundo um levantamento da CB Insightsesse setor movimentou mais de 1,3 bilhão de dólares em 2021.

Provavelmente, você já segue alguns (ou muitos) criadores de conteúdo em plataformas como YouTube, Instagram e TikTok, além dos vários podcasts lançados todos os dias.

A boa notícia é que a Creator’s Economy é um espaço democrático. Não importa se você se interessa por esporte, literatura, música, finanças ou artes. Há sempre espaço para empreender e gerar renda usando as suas paixões!

O importante é encontrar um nicho de mercado com o qual você se identifica e gosta de trabalhar, escolher um formato de conteúdo, a plataforma onde publicar.

E não importa o segmento ou o conteúdo que você produz, a Hotmart pode te ajudar a transformar as suas paixões em um negócio. Quer saber como? É só tocar no botão aqui embaixo.

Copiado: https://blog.hotmart.com/ 

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

GESTÃO PROFISSIONAL: a Importância da Administração para o Empreendedorismo


É impressionante como a questão do empreendedorismo tem sido fomentada nacionalmente. Virou um “modismo”. 

Todavia, paradoxalmente aos resultados sociais e econômicos positivos decorrentes, também se observa que a mortalidade empresarial continua inadequadamente elevada, o que demonstra, nitidamente, que a questão empreendedora não tem sido empresarialmente tratada de forma tecnicamente adequada.

E o que está faltando? 

Está faltando tratar o empreendedorismo à luz da ADMINISTRAÇÃO PROFISSIONAL. 

É a administração que estuda e se envolve sobremaneira com os negócios, desde a sua concepção, implantação até o seu desenvolvimento, gestão e execução, não importando o mercado, o tamanho e o tipo da atividade econômica a ser explorada. 

Não existe nenhum aspecto, nas abordagens e na vasta literatura sobre empreendedorismo, que não esteja de alguma forma vinculada à administração.
Assim, empreender nos dias de hoje, desprovido dos conceitos e das ferramentas da administração, tem sido uma enorme temeridade para os negócios e justifica, em grande parte, a elevada mortalidade empresarial no Brasil, que hoje oscila entre 59% a 60% até os quatro anos de vida. 

É outra contradição, pois se de um lado somos um país com uma das mais elevadas taxas de empreendedorismo do mundo – 7o lugar no ranking mundial segundo o Global Entrepreneurship Monitor/GEM – do outro temos uma das maiores taxas de mortalidade empresarial do mundo. Mas as contradições não param por aí.

O GEM revela ainda que o Brasil ocupa o 2o lugar neste ranking mundial em ausência de políticas corretas e facilidades para abertura de negócios e apoio oficial ao empreendedorismo, ou seja, em dificuldades para empreender, e 90% dos empresários acha que o ambiente brasileiro é demasiadamente hostil e inadequado para empreender. Ou seja, além de “modismo” o empreendedorismo no Brasil é visto com um “alardeamento demasiadamente festivo”, onde muitos brasileiros e brasileiras já perderam tudo o que tinham: reservas, bens, crédito e esperança numa vida melhor.

Convém lembrar que em negócios não há mais espaço para aventuras e amadorismos, muito menos para atender a determinados “apelos” que têm conclamado as pessoas para empreender e a embarcar numa viagem sem volta. 

Negócios precisam ser administrados profissionalmente, desde a sua concepção, com um business plan bem elaborado no sentido de avaliar previamente a viabilidade econômica e financeira do negócio, até a sua execução, bem como, de verificar, a priori, as competências empresariais e de administração necessárias.

Neste contexto cabe ainda fazer referência a outros dados impressionantes do GEM. No Brasil, 98% dos empreendedores afirmam que utilizam processos e tecnologias já conhecidas e, 80% deles mencionam que seus produtos não são novos aos consumidores. Ou seja, o nível de inovação empreendedora é extremamente baixo. Isso nos remete a uma outra questão relevante: o INOVADORISMO. 

Inovadorismo? 

Sim, o inovadorismo é uma combinação de inovação com empreendedorismo, onde a velocidade e o grau da inovação têm uma relação direta com o atendimento da expectativa de resultados positivos e com a competitividade dos negócios. 

Dependendo da velocidade e do grau de inovação, os empreendimentos poderão ser de três tipos: 

  • (i) pioneiros (com alta lucratividade e competitividade); 
  • (ii)seguidores (com média lucratividade e competitividade); 
  • (iii) tardios, que são a maioria (com baixa ou nenhuma lucratividade e competitividade e inviáveis).

Em síntese e de forma conclusiva, seja pela ótica do empreendedorismo ou do inovadorismo, uma coisa é inquestionável: ambas devem estar sob o abrigo conceitual e técnico da ADMINISTRAÇÃO PROFISSIONAL

Num ambiente hostil e paradoxal como o nosso, onde o empreendedorismo é nutrido fortemente por um “empreendedorismo de necessidade” e não por um “empreendedorismo de oportunidade”, a administração torna-se essencial e vital, para que os empreendimentos sejam mais bem elaborados na sua concepção, tenham um maior grau de inovação, sejam posicionados de forma mais competitiva e lucrativa, tenham uma estrutura de capital compatível para o financiamento dos seus ativos e, também, que tenham avaliadas, a priori, as competências empresariais essenciais inerentes, visando lhes auferir uma maior sustentabilidade e longevidade.

Por: Mauro Kreuz - https://lucroativo.com/

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Conheça Histórias Inspiradoras de Pais que Empreendem com os Filhos

 


Dados do IBGE indicam que cerca de 90% das empresas no Brasil têm perfil familiar. Mais da metade do nosso PIB é gerado por essas companhias, que empregam 75% da mão de obra do país. Isso significa que, na hora de empreender, o brasileiro prefere estar ao lado daqueles em quem mais confia. Como poucas ligações são mais firmes do que aquelas estabelecidas entre pais e filhos, esta relação tem um papel essencial para movimentar a economia brasileira, afinal são muitos os casos de empresários que gerenciam os seus negócios em parceria com os herdeiros. Nesse Dia dos Pais, confira seis histórias inspiradoras que mostram como uma empresa pode ter sucesso quando pais e filhos compartilham sua gestão.

  1. Eric Lima e Natan Lima, rede Vazoli de crédito consignado

Depois da escola, as tardes de Natan aos 12 anos se resumiam a ir ao escritório e acompanhar o trabalho do seu pai, Eric Lima, cofundador da franquia de crédito Vazoli, para não ficar sozinho em casa. Observando os processos realizados na unidade, ele percebeu que ali nascia uma paixão pelo negócio da família.

Aos poucos, Natan começou a ajudar os funcionários com os arquivos e a digitalização dos documentos. Entre um aprendizado e outro, acabou passando por praticamente todas as áreas da empresa, sempre pensando primeiramente nos estudos. Até que, aos 17 anos, decidiu cursar Administração para contribuir ainda mais com o negócio. Atualmente, aos 20, ele já é gerente comercial das três unidades próprias da franqueadora.

“Desde que o Natan começou a assumir responsabilidades conosco, deixamos claro que ele não teria privilégios e seria um funcionário como todos os outros, com direitos e deveres. E assim, com determinação e amor, ele se destacou e se identificou com a área comercial. A nossa forte relação familiar se estendeu de casa para a empresa, permitindo que o Natan evolua como profissional em um local em que ele pode, um dia, assumir o cargo de diretor”, declara Eric.

Ainda segundo o executivo, o grande segredo para essa relação dar tão certo é seu sucessor se identificar com o negócio. “De nada adiantaria eu ter o sonho de ele herdar e tocar a companhia se essa também não fosse sua vontade. Nossos objetivos precisam estar alinhados”, finaliza o executivo.

“Minha dica para os pais que estão trabalhando com seus filhos é sempre manter uma rotina de conversas. Façam reuniões, troquem opiniões. Basta haver respeito, responsabilidade, maturidade e saber separar as coisas para evoluirmos e crescermos juntos”, declara Natan.

2. Jorge, Nathalia e Diego Cavalcante, franqueados Depyl Action

Quando Jorge Cavalcante e Graça abriram uma franquia de Depyl Action em 1999, seus filhos Nathalia (37) e Diego (33) ainda estavam indo para a adolescência e não pensavam muito em assumir a empresa dos pais. Com o passar dos anos, porém, foram vendo o que os pais construíram, se apaixonaram pelo negócio e desde 2011 estão à frente da unidade da rede em São Luís Maranhão.

“Desde o momento em que eu e meu irmão assumimos a empresa dos nossos pais, está sendo uma experiência que não pensávamos viver, mas temos o apoio de ambos. Eles nos passam ensinamentos que em nenhum outro lugar teríamos acesso”, afirma a primogênita.

Em 22 anos de história, a franquia de beleza da família Cavalcante nunca tinha enfrentado um período tão conturbado quanto a pandemia de COVID-19. Assim, Nathalia afirma que, para superar estes momentos ruins, foi necessária muita maturidade e, principalmente, o apoio da família.

A empresária ainda revela que Jorge nunca influenciou na decisão de seus filhos de assumir seu negócio. “Foi uma escolha natural. Com o passar dos anos, queríamos isso, pois entendemos quão significativa era a empresa para a família. Quando tiver filhos, irei passar exatamente esses ensinamentos a eles”, finaliza Nathalia.

3. Edson e Rodrygo Lisboa, franqueados da rede Mister Multas


O desejo de empreender sempre esteve presente na família Lisboa. Edson Wander, 52, já atuava no ramo empresarial com lojas de tintas para indústrias e prestava serviços de engenharia em obras de escolas estaduais. Seu filho, Rodrygo Juan, 21, compartilhava a vontade do pai de ser dono do próprio negócio.

Foi assim que, juntos, fundaram uma franquia da rede especializada em recursos de trânsito Mister Multas na cidade de Taubaté (SP), em maio de 2020. Edson Lisboa foi o responsável pela implementação da unidade e pela compra da estrutura física do local. Agora, Rodrygo é encarregado de dar continuidade à franquia, conquistando novos clientes e cuidando da parte financeira.

“O meu pai faz o acompanhamento dos indicadores da empresa e participa de reuniões de alinhamento, porém o foco total está comigo”, explica Rodrygo. Com pouco mais de um ano da implementação da franquia, pai e filho conseguiram estruturar um negócio de sucesso impulsionados pelo desejo de empreender.

4. João e Fábio Portella, franqueados da rede Ceopag/Ceofood

Depois de anos construindo uma poupança para usufruir na aposentadoria, João Portella, 61, resolveu que impulsionar a carreira dos filhos recém-formados seria construir, de fato, um verdadeiro negócio em família. Assim, desde 2007, ele atua como conselheiro e consultor na farmácia de manipulação que montou com a filha Sabrina, graduada em Farmácia. Além disso, ao lado de Fábio, formado em Administração, manteve uma loja de chocolates por 11 anos, e hoje eles são franqueados do aplicativo de delivery Ceofood e da fintech de meios eletrônicos e inteligentes de pagamento Ceopag.

“Uma relação familiar é mais forte do que com amigos, por exemplo. Por isso, trabalhar com meu pai é exercer a confiança extrema todos os dias. Costumo dizer que não temos problemas, pois problemas geralmente não têm solução. Quando há discordâncias, são situações a serem resolvidas. E entre nós elas sempre são”, declara Fabio.

João concorda com o filho e destaca que, apesar de serem da mesma família, as pessoas pensam e agem de forma diferente. Por isso, é necessário atuar sempre com respeito. “Resiliência, tolerância e saber que ninguém é dono da verdade são as diretrizes que guiam nosso dia a dia na administração dos negócios”, declara o empresário.

Como dica para outros empreendedores que trabalham com seus filhos, João aponta o diálogo. Fábio completa: tudo fica melhor com sinceridade.

5. Américo e Murilo Marques Rodrigues de Lima, franqueados da rede Tintas MC

Por muitos anos, Américo Marques, 60, foi engenheiro de manutenção da Tintas MC, principal varejista do setor de tintas no Brasil. Ao longo deste período, costumava levar o filho Murilo, agora com 28 anos e também formado em Engenharia Civil, em convenções e feiras da empresa.

Este convívio em família com a marca despertou em ambos o desejo de empreender. Atualmente Américo e Murilo comandam duas franquias criadas há um pouco menos de um ano e localizadas nos bairros de Pinheiros e Vila Leopoldina, em São Paulo. Com o sucesso da sociedade entre pai e filho, ambos caminham para a implementação de uma terceira loja na capital paulista.

“Eu fico mais envolvido na parte administrativa das franquias, enquanto meu pai comanda a parte operacional. A Tintas MC sempre esteve presente nas nossas vidas, e agora caminhamos para a nossa terceira loja da franqueadora, o que me deixa muito feliz e realizado”, afirma Murilo Marques.

6. Marcio e Thiago Gurgel, Loja do Mecânico

Márcio Gurgel começou a vender ferramentas de porta em porta na cidade de Franca (SP), para mecânicos e fazendeiros da região. Percebendo a demanda deste público, que relatava muita dificuldade em adquirir ferramentas específicas, passou a trabalhar com encomendas. A empresa foi crescendo e a família toda se envolveu no negócio.

“Tudo começou com a necessidade do meu pai em garantir o sustento da família, com o passar do tempo, o negócio virou também a paixão de nossa família”, conta Thiago Gurgel, cofundador da Loja do Mecânico.

A entrada de Thiago no negócio do pai aconteceu se deu naturalmente, aos 12 anos, atendendo os pedidos por telefone. Aos 15, ele passou a ficar mais à frente da parte de tecnologia e foi fundamental para a digitalização da empresa. Em 1998, com a popularização da internet, a Loja do Mecânico passou a atuar no digital e com o passar dos anos se tornou a principal referência de e-commerce no setor. Hoje, Thiago é cofundador e CTO e CPO, da Loja do Mecânico.

“É muito gratificante ver que nos tornamos o maior canal de vendas online do segmento de ferramentas do Brasil. Ver da onde tudo começou, de onde meu pai deu o pontapé inicial e pra onde caminhamos me dá muito orgulho, mais ainda por que estamos juntos em todo esse processo”, reforça o co-fundador da Loja do Mecânico.

Atualmente, a Loja do Mecânico é o maior e-commerce de venda de máquinas e ferramentas no Brasil. Com mais de 3,5 mi de clientes e mais de 200 mil vendas realizadas por mês e mais de 15 milhões de acessos mensais e 3 marcas próprias, a trajetória da varejista começa muito antes da sua entrada nos meios digitais. Da sua fundação até hoje a Loja do Mecânico aumentou consideravelmente a gama de produtos, disponibilizando equipamentos de grandes marcas, além de suas marcas próprias.

Copiado: https://canalexecutivoblog.wordpress.com/