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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Ciclos de Produtividade…

Ciclos de produtividade…  – Já observou que em alguns horários do dia sua produção é mais acentuada?

Todos nós temos um horário onde nosso nível de concentração e produtividade é aumentada. São nesses momentos que devemos realizar as tarefas mais difíceis do dia, ou que exijam mais dedicação de sua parte. A estrutura da sua agenda diária deve ser baseada em autoconhecimento, ou seja, você conseguir identificar quais os melhores momentos para realizar determinadas tarefas.
Hoje vamos auxiliar você a montar essa estrutura.

Você precisa observar durante alguns dias o horário em que mais produz.

Essa é a fase do autoconhecimento. Sugiro que seja analisado no mínimo três dias para que você consiga uma média da sua produção. Não é necessário fazer listas ou anotar a quantidade de coisas que você conseguiu terminar.
O que é importante é perceber em qual horário você se sentiu mais rápido e com o cérebro mais concentrado e em qual horário você já estava fazendo sua atividade mais devagar, esperando o tempo passar mesmo.
Vamos montar um planejamento diário desses horários
Anote o horário de início do dos ciclos mais importantes que são: o mais produtivo e o menos produtivo. Esses são os horários mais importantes do seu dia. Você deve gravá-los em sua memória para marcar seus compromissos e planejar suas atividades.
É fundamental que quando o ciclo de maior produtividade estiver em ação não haja nenhuma interrupção ou desvio do seu foco.
Se por exemplo, seu ciclo produtivo durar de 10:00h até às 13:00hs você não o interrompa para almoçar. Reeduque seu organismo para um almoço mais tarde e faça um lanche antes do ciclo começar para que não tenha fome durante o processo.
Agora vamos listar as tarefas nas qual você tem maior facilidade
Faça uma lista com as tarefas diárias que te proporcionam maior prazer e você possui facilidade para realizá-las. Por exemplo, caso goste de responder emails ou elaborar relatórios.
Vamos fazer essas atividades durante o seu ciclo de desaceleração de produtividade. Elas vão te auxiliar a não perder muito da sua capacidade de produção tendo em vista que você já tem facilidade e se satisfaz com esse trabalho.

As tarefas que possui maior dificuldade ou precisam de grande concentração
As tarefas com as quais você possui maior dificuldade de trabalhar e até mesmo precisam que você esteja mais concentrado deverão ser programadas para serem feitas assim que seu ciclo produtivo começar. Isso faz com que você aumente a chance de achar soluções e fixe na memória com mais facilidade qualquer aprendizado ou projeto.
Lembre-se que esse ciclo não pode ser interrompido, então procure se afastar das redes sociais ou de qualquer forma de distração nesse momento. Não tente realizar mais de duas tarefas nesse ciclo. Apesar de estar mais produtivo sua capacidade de armazenar informações se limita quando faz muita coisa ao mesmo tempo.

Vamos aprender a montar uma estrutura simples

Exemplo:
Horário de início do ciclo produtivo: 09:00h – Horário de término: 14:00
Horário de início da desaceleração: 16:00h – Horário de término: 20:00h
Utilize o início da manhã para rever sua agenda e programar seus afazeres diários de acordo com os seus ciclos.
A partir das 9h já coloque o celular no silencioso inicie suas tarefas. Você irá perceber que gradativamente sua produtividade irá aumentar e quanto maior tiver mais você poderá realizar as tarefas. Sempre que puder agendar reuniões importantes e negociações para dentro desse horário. Será quando seu cérebro estará mais ativo.
Lembre-se de fazer lanches rápidos, com frutas de preferência, durante o ciclo. E quando ele terminar ou estiver próximo do final você já pode programar seu horário de almoço. Respeite seu intervalo para almoçar e dar uma pausa nos trabalhos. Essa pausa é fundamental para recarregar as energias.
Após a alimentação você retorna as atividades com uma taxa de produtividade não tão alta quanto seu ciclo, contudo ainda consegue desenvolver muitos trabalhos com atenção. Sua taxa de produção irá cair também gradativamente e suas atividades devem acompanhar esse movimento.
Após a finalização do ciclo de desaceleração seu cérebro estará atuando com uma carga considerável de produção, nesse momento planeje suas atividades e para o próximo dia.

Gatilhos de hábito

Durante o processo é natural que seu corpo estranhe seu novo comportamento. O ideal é que você continue praticando para que isso se torne um hábito. Só é considerado hábito as atividades feitas com uma frequência maior que 21 dias. É o tempo que o cérebro leva para absorver a atividade como um padrão de comportamento.
Tenha em mente que tudo aquilo que puder ajudar seu cérebro a lembrar de que está entrando no ciclo produtivo e que nesse momento deve permanecer concentrado é de grande ajuda. Fique a vontade para testar o que dará mais certo com seu perfil. E tenha muito mais sucesso.

Por: BABI ALVES - https://osegredo.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O Que Significam As Siglas Mais Essenciais Da Gestão Industrial – Parte 1

1. ABC – Activity Based Costing (Custeio Baseado em Atividades).
O ABC é um sistema de custeio que permite ter um conhecimento melhor dos custos, por meio de uma análise das atividades executadas na empresa, conforme detalhado no post que o Pedro Parreiras fala sobre 3 princípios de custos.
O método verifica quais atividades consomem mais os recursos da empresa e compara com as passagens dos produtos por cada atividade. Desta forma, observamos quais os produtos com mais custos; é uma boa forma de analisar os custos indiretos da fabricação de produtos.
O principal objetivo do sistema é gerenciar a lucratividade através da análise dos custos. O ABC reconhece os relacionamentos de causa dos responsáveis pelos custos das atividades, e utiliza esta informação para amenizar as distorções provocadas pelo uso dos métodos tradicionais de rateio dos custos indiretos.
2. ABC Classification (Classificação ABC)
Este método de classificação utiliza critérios de demanda e valor para classificar os produtos em três categorias dentro da curva de Pareto (80% das consequências advêm de 20% das causas). Isto indica que a classificação busca ações que necessitam de menos esforço sobre itens que apresentam maior lucratividade.
A classificação nas categorias A, B ou C é dada de acordo com os critérios abaixo:
·                     Categoria “A”: Nesta categoria entram os itens que possuem pouca demanda (volume de venda baixo), mas apresentam muito valor (boa representatividade financeira).
·                     Categoria “B”: São classificados como “B” os itens que apresentam valores intermediários tanto em volume de venda (quantidade demandada) quanto em ganho financeiro (valor).
·                     Categoria “C”: Ficam os itens que apresentam muita quantidade demandada e baixo ganho financeiro.
3. AIS – Automated Information System (Sistema de Informações Automatizado)
Sistemas de Informações são sistemas que administram o fluxo de informações que circulam em redes. Se um sistema manipula dados e gera informações, independente de usar ou não recursos de computação, ele pode ser considerado um sistema de informação. Os sistemas de informações cumprem funções de:
·                     Armazenar
·                     Coletar
·                     Processar/Analisar
·                     Disseminar
Os sistemas de informações automatizados (que também são conhecidos como sistemas de informação computadorizados) são os sistemas que se utilizam de recursos tecnológicos para de desempenhar sua função (ou pelo menos parte dela) de maneira autônoma, sem que ocorra  interferência de um operador.
Os sistemas de informação automatizados possuem uso em larga escala atualmente, levando as empresas a se tornarem cada vez mais dependentes deles, por sua capacidade de processar informações de modo rápido e preciso, disponibilizando-as em tempo real.
A Exigência do bloco K no Sped fiscal
No Brasil, a exigência do bloco K do SPED fiscal está fazendo com que as empresas intensifiquem a implantação de sistemas de informações automatizados.
Esta exigência fará com que as indústrias de transformação se informatizem e percebam as vantagens que essa informatização trará para a empresa. Para saber mais sobre o Bloco K e suas exigências, assista o seminário que organizamos com o pessoal do Nibo11 processos essenciais do Bloco K para sua indústria atender às novas demandas.
4. APS – Advanced Plannig  and Scheduling ou Advanced Planning
O objetivo dos sistemas APS é realizar o sequenciamento das ordens de produção, gerar programas de produção realistas e de extrema confiabilidade. Planejar é antecipar o futuro, que traz consigo muitas incertezas. Por isso, os sistema APS precisam analisar diversas variáveis e considerar os prováveis cenários. Uma observação importante é que as soluções de programação da produção baseadas em sistemas APS fazem o sequenciamento com capacidade finita.
O uso da ferramenta APS no Brasil ainda é pequeno, apesar de estar crescendo regularmente. A expectativa é de que esse cenário mude em um curto espaço  de tempo. Existem dois fatos que nos fazem acreditar nessa afirmativa:
Redução de Custos
A busca constante pela redução de custos e perdas, bem como melhora no aproveitamento dos recursos (o que irá gerar um aumento consequente na produtividade), principalmente pelo fato do país estar atravessando uma crise econômica, faz com que as empresas sejam mais sensíveis ao uso de recursos que alcancem os resultados buscados.
Alguns ganhos dos sistemas APS são:
·                     aumento da capacidade de produção aparente
·                     redução de perdas
·                     redução de custos de produção
·                     redução de estoques em produção e de produtos acabados
·                     redução da ociosidade dos recursos
·                     melhoria no gerenciamento de compras
·                     mão de obra direta
·                     melhoria na relação com o cliente.
5. ATO – Assembly to Order (Montagem sob Encomenda)
Modelo de fabricação no qual os principais componentes do produto são produzidos e armazenados de acordo com a previsão de demanda, porém, o término da montagem do produto só ocorre após a chegada do pedido do cliente. Esse modelo de produção pode ser considerado um intermediário entre a produção puxada e a produção empurrada. O Rômulo Henrique faz uma excelente descrição deste e de outros ambientes de produção neste post.
Estocamos apenas os componentes com maior demanda, reduzindo assim os estoques, ao passo que se consegue manter um lead-time relativamente curto quando comparado ao modelo tipicamente puxado, posto que uma parte significativa da produção já estava adiantada entes do pedido. É um modelo indicado para empresas que um grupo reduzido de componentes utilizados para a montagem de diversos produtos finais.
6. BI – Business Intelligence (Inteligência Empresarial)
É o processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que dão suporte a tomada de decisão de uma grande variedade de negócios, que vai do nível operacional ao estratégia de organização. Em outras palavras, é um conjunto de teorias, metodologias, processos, estruturas e tecnologias que fazem com que dados brutos sejam trabalhados e se transformem em informações úteis para os tomadores de decisão da empresa..
Tecnologias de BI fornecem:
·                     dados históricos, atuais e previsões do comportamento do negócio
·                     relatórios, processos de análise online
·                     mineração de dados
·                     processamento de eventos completos
·                     gerenciamento de desempenho dos negócios
·                      
Hoje em dia, os softwares de gerenciamento industrial são os responsáveis por exercer estas atividades nas empresas, e estão cada vez mais presentes no dia a dia empresarial. Levando em consideração que o mercado atual exige que a empresa não erre na tomada de decisão e se mantenha altamente competitiva, aliado ao fato do Brasil estar atravessando uma crise econômica, o que potencializa a necessidade de minimizar erros e aumentar a produtividade, tais programas se tornam ainda mais parceiros dos gestores.
7. BOM – Bill of Material (Lista de Materiais)
BOM fornece a estrutura do produto, ou seja, é a lista de componentes e quantidade dos mesmos, necessários para a manufatura mercadoria. Ela é utilizada desde a base da engenharia do produto explodindo a quantidade necessária de componentes que devem ser pré-produzidos ou comprados para que a ordem de produção seja atendida de forma plena (encontrada principalmente como retorno do MRP), até para comunicação entre parceiros de negócios. Na comunicação entre parceiros, sua utilização é indispensável nos dias atuais onde a redução de estoques é um foco permanente das empresas.
Nos sistemas de gerenciamento de PCP, como o Nomus, a lista de materiais pode ser analogamente comparada à espinha vertebral do sistema, visto que ela dará sustentação a todos os cálculos e resultados desses programas. Com a exigência do bloco K no SPED Fiscal, a chamada “lista de material padrão”, que nada mais é do que a BOM unitária, será a base de cálculo para consumo de matéria prima na indústria de transformação.
8. B2B – Business-to-Business
Expressão que denomina o relacionamento estabelecido entre empresas (“de empresa para empresa”). Pode ser utilizado para relacionamentos comerciais ou na troca de informações. Quando utilizado como relacionamentos comerciais ele abrange tanto operações de compra e venda como de prestação de serviços e, atualmente, é baseado principalmente no uso de sistemas de informações (troca de informações estruturadas).
O que significam as siglas mais essenciais da Gestão Industrial – parte 2
9. BSC – Balanced Scorecard.
É uma metodologia de desempenho de gestão desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton (professores da Harvard Business School) em 1992. A BSC envolve quatro perspectivas: Financeira, Clientes, Processos Internos e Aprendizado e Crescimento. A ideia central é fornecer regras sobre o que deve ser medido, a fim de atingir os objetivos e metas da empresa, com a possibilidade de utilizar softwares de gestão empresarial como apoio. A metodologia é baseada em indicadores de desempenho e inclui:
·                     definição da estratégia empresarial
·                     gerência do negócio
·                     gerência de serviços
·                     gestão da qualidade
Grande parte da economia empresarial brasileira está galgada em empresas de pequeno porte, muitas vezes familiares. Essas empresas, frequentemente, correm riscos pela falta de planejamento estratégico. O BSC é uma ferramenta importante para o avanço profissional de tais empresas, que são lucrativas e ocupam um bom posicionamento no mercado. Contudo, acabam tendo seu crescimento comprometido e limitado por estarem vulneráveis às oscilações do mercado, já que não possuem uma visão plena do mercado e possuem uma carência  para planejar e acompanhar seus resultados estratégicos
10. CIF – Custos Indiretos de Fabricação
São os custos que não estão diretamente envolvidos na fabricação dos produtos, mas que são necessários para a produção. A partir desta definição, podemos dividir os custos envolvidos em uma produção em dois:
Custos diretos
Estão diretamente relacionados aos produtos e possuem fácil identificação. O custo de matéria-prima é um exemplo.
Custos indiretos
São custos que não estão diretamente envolvidos com o produto e necessitam de um tipo de rateio para se saber qual é a contribuição no custo total de fabricação de um certo produto (esse rateio normalmente é feito com base no tempo que cada produto fica em processo, somado ao tempo de preparação para sua fabricação – tempo de setup). São identificados por custos como:
·                     mão-de-obra indireta (salários e encargos de profissionais que não estão diretamente envolvidos na produção, tais como setores de administração, supervisores, etc)
·                     materiais indiretos (materiais que são utilizados na fabricação mas que não integram o produto, tais como lixas, materiais de limpesa, etc)
·                     custos da fábrica (como telefone, materiais de limpeza das instalações, segurançã e saúde ocupacionais, etc).
Leitura recomendada:
·                     O que são custos fixos, variáveis, diretos e indiretos?
11. CEO – Chief Executive Officer.
É a denominação dada ao Chefe Executivo da Empresa ou Diretor Geral, principal pessoa na hierarquia empresarial. Ele possui a responsabilidade de comandar as diretrizes estratégicas da empresa. A função de CEO é muito utilizada em empresas com capital aberto, que possuem muitos acionistas. Não é um cargo comum a empresas pequenas (de um ou poucos donos e com capital fechado). Geralmente, o CEO  é uma pessoa com habilidade e competência para estar à frente da organização e é nomeado de acordo com seu reconhecimento no mercado de atuação da empresa.
12. CEP – Controle Estatístico de Processos.
O CEP é uma ferramenta de qualidade utilizada nos processos produtivos. Ele fornece informações que preveem possíveis falhas nos processos avaliados. Por isso, auxilia no aumento da produtividade, evitando o desperdício e o retrabalho. O CEP estabelece uma informação permanente sobre o comportamento do processo, utilizando as informações coletadas para detectar e caracterizar as causas que geram instabilidade no processo, sendo muito importante para a melhoria contínua de tais processos.
Seu conceito central está em analisar o comportamento do processo e observar estatisticamente se o mesmo está se comportando dentro do esperado, tendo apenas oscilações pequenas em suas variáveis (como tempo de execução, quantidade de falhas, tempo entre falhas, etc). Caso o processo apresente uma tendência de sair do comportamento esperado, que seja analisado e tratado o que está causando isso, bem como se o processo apresenta uma mudança permanente de comportamento, que os parâmetros de avaliação de desempenho do processo sejam readequados.
13. CIM – Computer Integrated Manufacturing (Manufatura Integrada com Computadores).
Com o objetivo de integrar, a partir do uso da tecnologia da informação, os diversos setores industriais, com o propósito de se obter ganhos em produtividade e qualidade, o CIM surge como algo indispensável para uma empresa que queira se manter no mercado nos dias atuais. O desejo central dessa filosofia de gerenciamento é que se tenha a menor interferência humana possível no processo de fabricação, o que minimiza as chances de erros e garante a padronização das atividades.
O CIM é a integração das atividades envolvidas na manufatura, usados em softwares de gestão industrial, como o Nomus PCP, integrando os setores de:
·                     produção
·                     compras
·                     vendas
·                     financeiro
·                     marketing
·                     projetos
·                     administração
·                     planejamento
14. CPM – Critical Path Method (Método do Caminho Crítico)
O caminho crítico é definido pela sequência de atividades cujo tempo mais cedo de execução (Time Earlier) é exatamente igual ao tempo mais tarde de execução (Time Later). Ou seja, não há folga na execução das tarefas naquele caminho. É utilizado principalmente para sequenciar as atividades de um projeto e para fazer o ajuste fino da produção diária em empresas que não tenho um processo de fluxo contínuo de produção.
O CPM objetiva minimizar o tempo total de duração de projetos ou se ter a real noção de qual é a sequencia crítica de atividades dentro de uma produção. Atividades que darão a restrição ao lead time.
15. CRP – Continuous Replenishment Process (Programa de Reabastecimento Contínuo)
É o Programa responsável pela gestão de estoques e controle da informação de ordens de compra/venda. Com ele, podemos minimizar as incertezas da demanda (evitando assim os indesejáveis efeitos chicotes). Para uma boa experiência com o CRP, é necessário um bom sistema de informações, permitindo que o fornecedor tenha acesso aos dados de estoque do cliente, assumindo a tomada de decisão sobre os reabastecimentos do estoque.
16. DFM – Design for Manufacturing (Projeto por Manufatura)
É uma técnica que enfatiza aspectos da manufatura, aplicando conceitos que reduzem os custos com a utilização de equipamentos. Enfatizando a efetiva influência do conhecimento das características de processamento sobre o desenvolvimento do produto, as análises do DFM devem se basear nos conhecimentos tecnológicos e sociais do processo produtivo.
É importante que se tenha pleno conhecimento científico do processamento e que a cultura organizacional seja considerada, conhecendo os conceitos utilizados pela equipe de projeto, a formação intelectual dos integrantes da equipe e as características marcantes dos fornecedores e funcionários envolvidos.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Como Aplicar 4 Conceitos de Administração à Rotina na Indústria

É verdade que, para abrir uma empresa, não é necessário possuir diploma em administração. No entanto, isso não quer dizer que o empreendedor deva ignorar os fundamentos e os conceitos da disciplina. 
Poucos são os gestores que realmente se preocupam em aprimorar suas habilidades e conhecimentos por meio da teoria, o que acaba por limitar o escopo do planejamento, do controle, da departamentalização e da direção de toda a organização. O resultado, muitas vezes, é a perda do potencial do negócio.
Todos os conceitos de administração possibilitam uma análise sistemática da empresa. Em uma indústria, esses conceitos são ainda mais importantes, pois estamos falando de uma organização extremamente complexa e departamentalizada, que pauta sua gestão quase que exclusivamente na eficiência da aplicação de recursos. 
Nesse post, pretendemos abordar alguns dos mais importantes conceitos de administração relacionados à indústria para que você aprimore ainda mais a gestão do seu negócio. Confira a seguir!

1 - Lean Production – O segredo da eficiência nipônica

Nos anos 70, as fabricantes japonesas Toyota e Matsushita desenvolveram uma nova forma de administrar suas indústrias, garantindo, dessa forma, a redução de custos de produção e aumento de produtividade. Esse modelo de administração foi nomeado de Lean Production, após um estudo desenvolvido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) sobre a indústria de automóveis.
Lean Production, ou “produção enxuta” em português, é quase como uma filosofia industrial, que conta também com algumas técnicas importantes. É um sistema de manufatura que tem como principal meta a otimização de processos e procedimentos por meio da redução de desperdícios (como excessos de inventário entre as estações de trabalho, por exemplo), da aplicação eficiente de recursos, da redução do tempo de espera e da melhoria contínua (chamada de kaisen, pelos japoneses).

2 - Benchmarking – Aprendizado pela observação

O conceito de Benchmarking é extremamente simples, mas isso não quer dizer que não seja importante. Basicamente, é um processo de melhoria contínua que tem como fundamento a observação e a comparação entre a situação atual da empresa — análise dos seus processos internos, produtos e serviços — e as melhores práticas do mercado (principalmente dos processos, produtos e serviços explorados pelos grandes players). Seu objetivo é a melhoria do desempenho da organização mediante a adaptação desses modelos.

3 - Análise estrutural das indústrias – As 5 forças de Porter

Michael Porter, importante teórico dos estudos da administração, identificou durante seus estudos e pesquisas que toda indústria enfrenta não só desafios internos, como também percebe ameaças e oportunidades externas. Somando esses dois ambientes (interno e externo), Porter indicou que existem 5 forças que podem influenciar o rumo e o planejamento estratégico de uma indústria. São elas:

  • Ameaça de novas entradas - O desenvolvimento do planejamento da empresa deve levar em conta se existe a possibilidade de entrada de novos players no mercado.
  • Rivalidade entre os concorrentes - Quanto maior for a concorrência, maiores serão os conflitos de cunho externo, como a guerra de preços, a publicidade etc. Essa variável também deve ser observada durante o planejamento.
  • Produtos substitutos - Basicamente, essa é uma ameaça de obsolescência. Um produto ou serviço ofertado pela empresa pode facilmente ficar obsoleto nos próximos anos. Quanto antes o problema for identificado, mais rápido será desenvolvido o curso de ação a ser tomado. 
  • Poder de negociação de clientes - É o poder que os clientes têm de afetar a precificação dos produtos da empresa. O poder de negociação pode variar de acordo com a quantidade de concorrentes no mercado, o índice de insatisfação, dentre outros.
  • Poder de negociação de fornecedores - Além dos clientes, os fornecedores também têm o poder de influenciar na precificação de produtos da empresa. Quanto mais exclusivo for um fornecedor, maiores serão os preços, por exemplo.

4 - Just-in-time – Gestão eficiente de estoques

Também introduzido pelos japoneses, o Just-in-time é o conceito que garantiu à Toyota a implementação da Lean Production. Basicamente, essa é uma técnica de gestão e controle de mercadorias e matérias-primas que procura minimizar o nível de estoques nos armazéns da indústria.
A ideia é que os estoques devem ser comprados sob medida, evitando perdas por depreciação, danificação ou, ainda, que não consigam atender as demandas dos clientes. Cada etapa do ciclo de produção só deve solicitar novas encomendas quando realmente precisar delas, por exemplo. Para isso, os japoneses criaram sistemas de controle de inventário, reduziram o número de fornecedores e trabalharam com projeções baseadas nas experiências anteriores da empresa, bem como nas perspectivas de mercado para os próximos anos.
  • Você já conhecia esses conceitos de administração? 
  • Já utiliza algum deles em sua empresa? 
Copiado: http://www.sankhya.com.br/

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Processo de Fabricação do FUSCA ( Anos 50/60) na fábrica da Volkswagem



Fabricação do fusca na fábrica da volkswagem, todo o processo da fabricação das chapas, montagem dos motores até os testes finais de qualidade, vale a pena conferir, audio em inglês, mas não existe a necessidade de entender o audio pois as imagens falam por si.




Copiado: https://www.youtube.com/watch?v=rVTjgwCEbPQ

quinta-feira, 26 de março de 2015

Delegar – Ferramenta de Produtividade

Delegar – ferramenta de produtividade: em nossa atividade de gestores, temos grande número de tarefas que nos consomem muito tempo. Obviamente, devemos priorizar aquilo que deve ser feito pela equipe, mas pairam sempre as dúvidas – 

O trabalho será feito corretamente?   
  • Quem é a melhor pessoa para realizar esta atividade? 
  • Não será melhor eu mesmo fazer isto?
Delegar – ferramenta de produtividade: quando delegar
No livro Principles of Management, de Harold Koontz e Cyril O’Donnell, os autores afirmam:
Administradores podem contribuir melhor para a empresa se focarem em desempenhar tarefas que são mais benéficas para atingir os objetivos da empresa, e delegar a seus subordinados todas as demais atividades, mesmo que pudessem realizá-las melhor do que seus subordinados, caso as realizassem.
Algumas perguntas podem nos auxiliar a decidir quando devemos delegar:É importante destacar este trecho, pois uma das principais angústias do gestor ao delegar, é a dúvida se ele próprio não faria melhor. Os autores evidenciam que assim seja, é importante priorizar as atividades a serem realizadas pessoalmente, em detrimento daquelas que podem (e devem) ser delegadas. Ou seja, concentrar sua habilidade, sua expertise, naquilo que é vital para a empresa.
 - Delegar esta atividade irá me permitir mais tempo para trabalhar em atividades de maior valor para a organização?
- Delegar esta atividade pode auxiliar a desenvolver habilidades de algum membro da minha equipe?
- Delegar esta atividade pode levar a encontrar uma solução inovadora, à qual possivelmente eu não teria chegado?
Atenção, evite delegar atividades que lhe foram delegadas em função se sua expertise no assunto, e também, não delegue abacaxis: não delegue ao final do prazo uma atividade que você não conseguiu realizar no prazo. Você tem este poder, mas não é justo, e prejudicará sua imagem de líder.

Delegar – ferramenta de produtividade: mas a responsabilidade continua!

É importante frisar que ao delegar uma atividade, você está poupando o tempo e esforço em realizá-la, mas não está se eximindo da responsabilidade pelo resultado.
Esta é uma das maiores preocupações do gestor ao delegar, mas não deve ser impeditiva para a delegação. Apenas evidencia o cuidado que devemos ter em:
- Revisar a tarefa delegada, ao seu final
- Escolher adequadamente aquele a quem delegar

Delegar – ferramenta de produtividade: o processo de delegação

Alguns passos são importantes no processo de delegação:
- Escolher a pessoa certa: identifique quem tem a melhor expertise para o assunto; distribua de forma equânime as tarefas – muitas vezes temos em nossa equipe um membro de excelente desempenho, a quem usualmente delegamos as atividades. Isto gera uma sobrecarga de trabalho sobre aquele indivíduo, e não permite o desenvolvimento dos demais.
- Definir exatamente o objetivo da tarefa delegada, o formato desejado do resultado, critérios a serem utilizados.
- Atribuir a atividade a um único membro: cada pessoa tem seus mecanismos de trabalho, sua forma de argumentação e apresentação de resultados, portanto dividir uma MESMA tarefa entre diversos membros da equipe não é efetivo e pode gerar conflitos.
- Fixar datas realistas e exequíveis: colocar prazos inexequíveis desestimula o colaborador.
- Realizar acompanhamento periódico: estabeleça com o colaborador “hold points” onde você deseja checar o andamento do trabalho. Isto evita retrabalhos.
- Dar o devido crédito: ao apresentar os resultados, dê o crédito a quem realizou o trabalho. Isto é importante porque estimula o colaborador ´pelo reconhecimento, e NÃO é demérito para você. Afinal, seus superiores hierárquicos TAMBÉM delegam, e SABEM que delegar é parte da atividade gerencial.
Por: Rodolfo Stonner - http://blogtek.com.br/

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Lean Manufacturing e seus entrelaçamentos ergonômicos

Sendo conhecida como a ciência que estuda as várias interações do ser humano com o ambiente de trabalho, 
a Ergonomia detém um campo de alcance bastante amplo que acumula diversas atividades e, a passos largos, vem anexando suas práticas ao já difundido modelo de Produção Enxuta. 

Por sua vez, esse modelo produtivo também conhecido como Lean Production, Lean Manufacturing ou simplesmente Lean, é conhecido como um padrão produtivo capaz de gerar maior competitividade empresarial, uma vez que este é frequentemente empregado na eliminação de um, alguns ou de todos os sete desperdícios da produção.

Esse modelo produtivo representa uma modificação das normas tradicionais de produção e, para que esse preceito seja consolidado, são empregadas diversas práticas onde o Kanban, Layout Celular, Poka-Yoke e o Setup Rápido são alguns dos exemplos normalmente entrelaçados à Ergonomia Organizacional.

KANBAN

Instituída como uma ferramenta de gerenciamento visual, o Kanban, palavra japonesa que significa ‘cartaz’ ou ‘cartão’, utiliza painéis normalmente vermelhos, amarelos e verdes, no propósito de indicar ao (s) operador (es) o que deve ser produzido no momento. O vermelho vem como a prioridade de número 1, o amarelo a prioridade 2 e o verde figura como a última das três. No caso da falta do item que está na condição da cor vermelha, por exemplo, (o que não exclui o valor e a importância das demais) pode haver falta de peças e todo o fluxo poderá sofrer descontinuidade.


Entrelaçamento Ergonômico – Utilização das cores no ambiente de trabalho dinamizando o sistema de informação visual; identificação do material em processo evitando desperdícios como superprodução; simplificação do trabalho administrativo uma vez que os operadores possuem maior autonomia para a tomada de decisões.

LAYOUT CELULAR

Em um Layout celular, normalmente arranjado em formato de ‘U’, os trabalhadores tendem a operar como uma equipe produzindo peças inteiras ou um produto completo, ou seja, atuam de modo distinto às operações habituais nas quais são realizadas tarefas fragmentadas e geralmente isoladas. Com uma configuração espacial arranjada desta forma, as atividades tendem a não se tornarem repetitivas, o que pode incidir na diminuição dos casos de LER/DORT. Além disso, há a possibilidade dos operadores discutirem e procurarem soluções por conta própria a respeito dos possíveis problemas de sua célula.

Entrelaçamento Ergonômico – Evolução do trabalho a partir da não participação de apenas um trabalhador; tendência do operador passar a trabalhar tanto em pé quanto sentado; menor esforço biomecânico quando da movimentação de cargas em virtude de distâncias mais curtas.

POKA-YOKE

Podendo ser definida como ‘à prova de erros’  ou ‘isenta de falhas’, o Poka-Yoke constitui-se de técnicas utilizadas com o propósito de que erros humanos sejam evitados. De uma maneira prática, este termo é empregado a qualquer dispositivo capaz de auxiliar na prevenção de falhas ou erros em atividades produtivas. A Ergonomia Organizacional interatua com o Poka-Yoke por meio de dispositivos que impeçam ou diminuam a ocorrência de erros por meio por meio da utilização, formas específicas de encaixe, posicionamento de peças prontas ou semiacabadas, temperatura, peso entre outros. Este conceito foi desenvolvido a partir da ideia de não apenas zerar a ocorrência de defeitos, mas sim também eliminar inspeções e controles adicionais.

Entrelaçamento Ergonômico – Enriquecimento do trabalho a partir da autonomia dos trabalhadores em parar a linha de produção em caso de problemas; design e tamanho distinto dos dispositivos para a não ocorrência de erros.

SETUP RÁPIDO

O menor tempo possível é a meta quando a modificação da produção de uma peça por outra em uma mesma máquina se faz necessária. Porém, há de se saber se os métodos constituídos serão apresentados de forma clara aos encarregados pela troca, e ainda, se as tarefas prescritas serão de fato empregadas com todos os parâmetros securitários, ou seja, a prática do Setup Rápido pressupõe a redução de tempo nas modificações de ferramentas e/ou equipamentos do maquinário fabril, porém com vistas a não redução de qualidade das operações e também da segurança de seus operadores.

Entrelaçamento Ergonômico – Conformação dos métodos escritos no intuito de facilitar o entrosamento entre os trabalhadores; desenho ergonômico das ferramentas e dos meios de movimentação de peças para possibilitar a troca rápida sem comprometer a segurança.

Além de seus vários métodos de melhoria voltados ao sistema produtivo, a Produção Enxuta prevê uma série de ações focadas na qualidade de vida do trabalhador, o que por sua vez legitima que as organizações não apenas devem centralizar seus esforços nos processos produtivos em si caso ambicionem melhores resultados. Deste modo, fica percebido que os princípios necessários para o êxito de uma “empresa enxuta” estão, também, na valorização da organização por meio do desenvolvimento e do bem estar de seus trabalhadores.

Por Rogério Ramos - http://www.infoescola.com/