Mostrando postagens com marcador Assédio Moral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Assédio Moral. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Promover Fofoca é Atestar Ausência de Inteligência


 Sim, eu admito: todos nós, em algum momento, já praticamos a fofoca. Ou algo que se aproximasse tanto dela que os seus efeitos ecoassem iguais ou piores que a de um mexerico mal intencionado. 

Espalhar qualquer informação sem nos preocuparmos em saber se é ou não verdade pode causar um dano irreversível à vítima. E, em alguns casos, mesmo sendo verídico, espalhar algum fato sobre alguém pode constituir crime passível de detenção (veja quadro abaixo).

 LÍNGUA EM AÇÃO

A tática do fofoqueiro é a mesma e costuma funcionar. 

Alguém cria uma mentira para que o fofoqueiro a espalhe e o próximo a escutar acredita por se tratar de alguém ingênuo, ou, na pior das hipóteses, por ser portador da síndrome do idiota: quando apurar fatos e questionar sobre o que lhes é empurrado se torna um trabalho árduo, envolvendo o ato de pensar.

 Os rumores só terminam quando, finalmente, chegam aos ouvidos de pessoas inteligentes, vacinadas e dispostas a não atender o que não tem sentido ou utilidade real, alerta Valéria Amado, autora do artigo “A fofoca morre quando chega aos ouvidos de pessoas inteligentes”.

 QUE A CIÊNCIA DIZ?

Ser chamado de fofoqueiro é uma grande ofensa para qualquer um, mesmo o ultrajado sabendo que é um mexeriqueiro de carteirinha. 

Mas, saiba que existe uma explicação científica para obsessão pela vida alheia. Um estudo da Universidade de Northeastern, em Boston, nos EUA, descobriu não só que o subconsciente valoriza a fofoca, como a mente e os olhos prestam atenção quando estão em jogo informações negativas e mentiras perniciosas.

Ainda segundo alguns cientistas, o cérebro dos fofoqueiros reage dessa forma planejando uma futura defesa, agora dessa vez com um fato verídico.

 A HISTÓRIA FALA

Especular, inventar, e até mesmo causar intrigas já era motivo de preocupação na Idade Média. E por conta disso foi criada uma espécie de máscara medieval feita para impedir que pessoas cometessem o ato falho de falar da vida alheia.

Uma punição poderia levar ao bisbilhoteiro dias com a cabeça presa a uma invenção não muito confortável.

 FOFOCA NA BÍBLIA

Há na Bíblia várias passagens que condena a fofoca. No livro de Romanos narra como Deus está derramando a Sua ira sobre aqueles que rejeitam as Suas leis. A lista de pecadores inclui murmuradores e detratores (Romanos 1:29-32). O que prova o quanto a fofoca era levada a sério desde aquele tempo. 

Há também mais passagens sobre futricos em outros livros das escrituras. "A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma. As palavras do mexeriqueiro são como doces bocados; elas descem ao íntimo do ventre" (Provérbios 18:7-8). Ou, “o que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias” (Provérbios 21:23).

 LÍNGUA SOLTA

Um fofoqueiro pode ser também uma pessoa que tem informações privilegiadas sobre outras pessoas e revela essa informação àqueles que não precisam saber. 

Os fofoqueiros, geralmente, têm a intenção de se parecer alguém justo, ao passo em que outras pessoas se pareçam más. 

Eles também falam dos erros e defeitos dos outros, ou revelam detalhes embaraçosos, ou mesmo vergonhosos sobre a vida do próximo.

 CRIME E CASTIGO

É bem provável que eu, você e o seu melhor amigo já tenhamos nos tornado alvo de algum falatório pelo menos uma vez na vida. E mesmo que você diga que não se importa com quem anda falando a seu respeito não é legal ter seu nome envolvido em especulações que na maioria das vezes passa longe de ser verdade. Pois bem, saiba que acusar ou ofender a dignidade de alguém são, ambos, crimes passíveis de penas de detenção. Entenda melhor do que se trata calúnia, difamação e injúria.

 CALÚNIA

Acusar alguém publicamente de um crime.

 DIFAMAÇÃO

Acusar alguém publicamente de um ato desonroso, porém não definido como crime. Trata-se de um crime contra a reputação. Então, mesmo falando a verdade, espalhar publicamente o fato ofensivo é crime.

 INJÚRIA

Ofender a dignidade ou o decoro de uma pessoa – é como a difamação, mas a ofensa não é pública.

 FICOU SABENDO?

Não importa o quão delirante e infundada é a fofoca em si, mas bata um rumor para despertar o interesse nas pessoas sem resistência a qualquer diz-que-diz. 

E é assim que funciona no terreno fértil que é a internet, onde bilhões de pessoas estão conectadas e tende a ser o alvo certo da sensibilidade de um coletivo no mundo moderno.

 Mesmo sabendo que há grandes chances do boato não ser verdade, a impressão emocional perdura. Afinal, nos dias de hoje quem não está suscetível a cair numa lorota na internet? Apesar de já dizer o jargão que se tornou popular na rede: “não é porque está na internet que é verdade”

E é assim em Jussiape, uma cidade com pouco mais de 7 mil habitantes, onde tudo o que acontece tem seu desenrolar acompanhado. Seja pelo WhatsApp ou pessoalmente os fofoqueiros não perdoam ninguém. De quem pula a cerca a quem ganha sem trabalhar. Ninguém está a salvo das fofocas.

 CONTA OUTRA

É necessário que tenhamos ouvidos inteligentes que ajam como verdadeiros filtros, separando a especulação maledicente da informação genuína. Mas, o que pode ser feito de fato para inibir os efeitos de um fuxico?

 Algo importante a se fazer é não estimular quem nos conta qualquer boato, para isso basta agir com desinteresse para que o fofoqueiro saiba que o cochicho não nos interessa. 

Outra dica importante é não dá asas ao que foi dito. Se cheira a fofoca é muito provável que o acontecido está revestido de mentiras perniciosas.

 FOFOCA REVERSA

Que tal praticar o reverso mesmo se você não for um fofoqueiro? Experimentar praticar o bem é uma ideia que pode funcionar. Em vez de investir comentários maldosos, podemos falar, por exemplo, o quanto o novo funcionário é talentoso e gentil. Ou, então, que a tia de meu colega de inglês cozinha bem. 

Afinal, a fofoca pode causar danos irreversíveis, contudo temos que ter consciência de que vivemos em comunidade e a vida em grupo sempre será permeada por especulações das mais diversas.

 Por mais organizada que seja a nossa sociedade, haverá sempre um futrico. Seja por parte de um vizinho que deseja saber se você está de namorado novo, ou do seu antigo colega de trabalho que sempre quis tomar o seu lugar na empresa.

Não tem jeito, sempre correremos o risco de sermos assunto de um mexerico. 

Precisamos entender que a fofoca é uma forma de estratagema de lidar com o poder. 

A saída mais inteligente é tentarmos sermos íntegros, transparentes e não alimentar qualquer tipo de atitude que ponha em risco a imagem ou reputação do próximo.

 Copiado: https://www.jussiup.com.br/

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Assédio Virtual no Trabalho


Quando falamos de assédio virtual, também chamado de cyberbullying, pensamos primeiramente em jovens e adolescentes em ambiente escolar, no entanto, esta prática é bastante presente dentro do ambiente de trabalho. 

Quanto maior a inserção das novas tecnologias nas companhias, maior a propensão desse tipo de violência se tornar cada vez mais comum.

Segundo uma pesquisa realizada pela AVG Technologies, fabricante de softwares de segurança para computadores e dispositivos móveis, 30% dos brasileiros já sofreram algum tipo de assédio virtual no trabalho.

Neste artigo, trazemos um guia sobre o assunto, com informações para ajudar companhias e profissionais a identificar, prevenir e lidar com o assédio virtual no trabalho.

O que é o assédio virtual?

O assédio virtual, também conhecido como cyberbullying é um comportamento repetitivo, agressivo e intencional, onde um indivíduo ou grupo de pessoas utiliza das tecnologias de informação com o objetivo de ofender, hostilizar, importunar, intimidar ou perseguir a vítima. 

É importante ressaltar que esse tipo de assédio pode tomar proporções alarmantes, uma vez que as informações circulam rapidamente no meio online. 

Além disso, o comportamento pode se enquadrar na definição de assédio moral ou assédio sexual, culminando em processos contra as organizações.

Quais práticas podem ser consideradas assédio virtual?

  • Comentários sexuais
  • Comentários pejorativos
  • Divulgação de dados ou informações pessoais
  • Discursos de ódio
  • Perseguição 

Como o  assédio virtual pode impactar a empresa?

O assédio virtual impacta o clima organizacional da empresa e pode manchar a sua reputação.

As perdas na produtividade das vítimas e suas equipes são comuns, podendo se manifestar através do absenteísmo.

Só esses motivos já deveriam deixar as empresas em alerta, mas seus efeitos podem ser ainda mais devastadores caso a vítima queira procurar a Justiça do Trabalho, já que em algumas situações pode ser considerado assédio moral ou assédio sexual.

Lembrando que é responsabilidade do empregador a manutenção de ambiente de trabalho adequado, especialmente quando os atos de violência se derem em espaços virtuais, mas com reflexos concretos na saúde dos trabalhadores. 

Como a empresa deve agir em caso de assédio virtual?

Em primeiro lugar, cabe às organizações criar um ambiente ético que não estimule a hostilidade entre os colaboradores.

Campanhas de conscientização  por meio de treinamentos, orientações e materiais informativos a respeito da intimidação e suas consequências.

Um canal de denúncias externoamplamente divulgado, onde a vítima ou testemunhas tenham resguardado seu anonimato é muito importante para prevenir e remediar eventuais casos de assédio virtual.

Copiado: https://canaldedenuncias.blog.br/

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

RECLAME MENOS E AGRADEÇA MAIS


Reflita sobre quantas vezes você já reclamou e quantas vezes você já agradeceu só no dia de hoje. Não se assuste se a conclusão é a de que você fez mais reclamações do que agradecimentos, pois isso é comum. 
Usar o mantra “reclame menos” não é tão simples quanto parece, pois nosso dia a dia nos condiciona a sermos bons reclamões. 

Acompanhe esse artigo para saber mais sobre como esse tema pode ser sensível no ambiente de trabalho.
Perfil reclamão na empresa
Você já conheceu algum reclamão no trabalho? Se responder que não, repense. Tente se lembrar de um colaborador que não parava de criticar a empresa, achar problemas para não realizar suas atividades e ainda contaminava a equipe ao redor com o seu veneno. Ah, agora ficou mais fácil, não é mesmo? Apesar de parecer extremamente incômodo, esse perfil é mais comum do que se pensa.

Veja quais são as principais características de funcionários reclamão:
  • Faz críticas severas e constantes à empresa e/ou gestão sem argumentação válida;
  • Comunica sua opinião sempre que possível e estimula discussões sobre o assunto com os outros;
  • Usa uma reclamação como forma de aproximar de um colega de outra área ou de um funcionário novo;
  • Procura por impedimentos para realizar as tarefas sempre que possível
Desvantagens de ter um perfil reclamão
Claro que comportamentos impulsivos como os que citei acima podem trazer desvantagens reais para o dia a dia de uma empresa. Confira as principais:
  • Sua motivação para reclamar e capacidade de espalhar a palavra pode criar uma cultura de reclamação;
  • Criação de um clima organizacional desagradável;
  • Queda da qualidade de vida no trabalho;
  • Comparação constante da quantidade excessiva de trabalho com outros colegas;
  • Diminuição da produtividade.
Filosofia “reclame menos”
Agora é hora de ver o outro lado da moeda, afinal é possível achar o lado positivo de ter um reclamão no time. Esse pode ser a hora do despertar, em que a gestão e a liderança entendem que há algo errado. Então, juntamente com o Recursos Humanos (RH), é possível investigar quais são os motivas e as origens da reclamação, assim como planejar ações para diminuí-las ou acabar com elas de uma vez.

Esse pode ser o momento de fazer grandes mudanças para evitar excessos de reclamação. Fiz uma lista de quais seriam as principais e que teriam um resultado imediato após a aplicação. Confira:
  • A criação, aplicação e estabelecimento de um processo oficial de feedback. A devolutiva deve ter uma autoavaliação pessoal e técnica e uma avaliação da empresa e da gestão. Assim, os colaboradores, inclusive aqueles que reclamam muito, terão um momento para expor todos os pensamentos e também de analisar a si mesmo. Além disso, esse também será um espaço para o desenvolvimento de um plano de ação para os pontos que precisam ser desenvolvidos de todas as partes: funcionário, gestão e empresa.
·         A criação de uma caixa de sugestões para que todos os colaboradores tenham a oportunidade de reclamar, comentar ou elogiar. A caixa pode ser por área e deve ser aberta uma vez por semana na presença de todos. Assim se cria um espaço para uma discussão saudável. É importante lembrar que isso não pode ocupar um dia inteiro, por isso, estabeleça um prazo máximo que pode variar de acordo com a quantidade de participações e do tamanho do time.
  • A divulgação de canais de comunicação terceirizados para que os funcionários tenham a liberdade de reclamar a vontade.
  • A disponibilidade de profissionais de Recursos Humanos para ouvir o ponto de vista de quem desejar falar.
  • O desenvolvimento de uma campanha que mostra como a reclamação pode ter um impacto negativo caso ela não seja feita pelos modos formais e não tenha fundamento.
  • O desenvolvimento de uma campanha que incentiva a fazer um elogio. A comunicação interna pode criar uma linha de comunicação que mostre a importância de se fazer um comentário positivo.
  • O planejamento de um processo de seleção mais rígido em relação a isso. Para ajudar nesse ponto, o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) tem um curso chamado Consultor em Análise Comportamental que é feito especialmente para funcionário da área de RH. A intenção é prepará-los e ensiná-los a fazer um mapeamento de perfil e tendências comportamentais. Além de possibilitar uma gestão mais eficaz de pessoas e de benefícios, é possível identificar quem pode ser um reclamão em potencial logo na entrevista.
 Reclamação X senso crítico
Engana-se quem pensa que reclamar adoidado é ter senso crítico. A capacidade de fazer uma crítica construtiva é composta por inteligência, análise, ponderação e respeito ao próximo. É possível ser sincero em relação ao trabalho dos outros apontando o que considera que poderia ser alterado e o porquê da mudança. Lembre-se de que o seu motivo deve ser sempre bem argumentado. Ainda mais você é preciso criticar o trabalho de uma área que você não tem conhecimento técnico, mas deve avaliar.
Um reclamão de plantão não costuma fazer uma crítica construtiva, pois não tem argumentos suficientes para isso. Ele acredita que deve falar só por falar sem se importar de faltar com o respeito, ser considerado um incômodo ou ainda dizer bobagens técnicas, pois não tem conhecimento o suficiente em determinado assunto.
Senso crítico é válido. Reclamar só por reclamar não é válido.

Qual é o seu perfil?
Agora é hora de me responder sinceramente! 
Qual é o seu perfil no ambiente de trabalho: mais reclamação, mais adepto do elogio ou um reclamação moderado? 
O ideal não é simplesmente não indicar o que acha que está errado e ficar quieto em relação a tudo. Assim como não é interessante só elogiar sem parar. Isso pode criar uma imagem de falta de senso crítico a respeito de você. 
O mais indicado é que você elogie sempre que achar necessário e reclame quando tiver argumentos para tal. Se houver plataformas para isso, procure as usar.

terça-feira, 25 de junho de 2019

A Importância da Diversidade e Inclusão nas Empresas

A importância da diversidade e inclusão nas empresas não deve ficar atrelada apenas à legislação a ser cumprida em relação aos profissionais com deficiência. Hoje, quando falamos em ter diferentes perfis de funcionários, queremos dizer que é necessário que o time da empresa tenha representatividade compatível com a diversidade da população e da força de trabalho.

Ter colaboradores com diferentes pensamentos, culturas, etnias, opiniões e deficiências permite que a empresa se torne mais plural e democrática. O resultado dessa mistura traz benefícios para a organização e trabalhadores. Veja alguns deles:

Diversidade e inclusão geram valor para a marca



As empresas têm uma grande preocupação com a sua imagem e reputação, uma vez que isso impacta na forma como será recebida pelo seu público. As que são sustentáveis e socialmente responsáveis são bem vistas e possuem melhor aceitação no mercado.



Ao garantir a diversidade e inclusão nas empresas, elas estão ganhando em vários setores: com os consumidores, fornecedores e internamente.



Além disso, a diversidade e a inclusão se tornam valores que são incorporados à cultura da empresa e à percepção da marca. O resultado é que há um aumento da aceitação e da receptividade dos produtos e/ou serviços oferecidos pela organização.

Destaque perante os concorrentes



Ter uma marca forte é um dos passos para que a empresa se destaque no mercado e aliado a isso é preciso ter produtos e serviços de qualidade. Porém, só isso não é o bastante. Um ponto que está sendo bastante observado pelos consumidores é a responsabilidade social das organizações, o que abrange a diversidade.



Quando a empresa divulga que possui essa cultura, ela chama a atenção dos clientes, tornando-se uma preferência de consumo. Este fato já faz com que ela ganhe espaço e se destaque perante a concorrência.

Atração dos melhores profissionais do mercado



Organizações que entendem a importância da diversidade e inclusão nas empresas já estão cientes que os profissionais possuem necessidades diferentes e, com isso, passam a respeitá-las. Consequentemente, ocorre uma melhora no ambiente de trabalho, pois são criadas as condições para que os profissionais estejam motivados e se sintam parte do negócio.



Tantos pontos favoráveis para os colaboradores acabam por atrair e reter os melhores talentos que estão em busca não apenas dos melhores salários, mas também de empresas socialmente responsáveis.

Formação de equipes mais criativas



Combinar diferentes culturas proporciona experiências únicas que agregam valor, melhoram a convivência e permitem a troca de aprendizado. Ter acesso a diferentes pontos de vista e ouvir opiniões diversas ajuda a “pensar fora da caixa” e ampliar a criatividade.



As equipes de trabalho começam a desenvolver soluções diferentes para atender os clientes que, assim como elas, também são diversificados e têm necessidades diferentes. A rotina de trabalho também muda, com sugestões que agregam valor às atividades, tornando a realização das tarefas diárias mais produtiva e agradável.

Inclusão real na empresa



Quando se fala de diversidade e inclusão nas empresas, logo se pensa nas minorias, nesse caso, profissionais com deficiência. Porém, a verdadeira inclusão ocorre quando todos os colaboradores passam a ter espaço e são respeitados.



Tal fato fica evidente quando há diferentes perfis trabalhando na empresa, sejam de diversas faixas etárias, etnias ou classes sociais. Paralelamente, ocorre uma comunicação mais clara e integrada, resultando em um trabalho mais produtivo.

Implantando a diversidade e inclusão nas empresas



Transformar a cultura organizacional para que ocorra a diversidade e inclusão nas empresas é um processo que deve ser feito de forma estruturada para que não gere desconforto entre os colaboradores. É necessário que seja feito um estudo de acessibilidade para que a empresa possa receber adequadamente todos os colaboradores.



Líderes e gestores também devem ser preparados para apoiar a transformação e acolher diferentes culturas. Quando realizado um bom trabalho, logo as mudanças são percebidas, o clima fica mais descontraído, novas ideias surgem e existe um maior companheirismo no ambiente corporativo.



A questão é que esse projeto precisa ser contínuo para que não seja esquecido a longo prazo. A diversidade e inclusão nas empresas deve ser uma das metas do planejamento geral para que os seus benefícios possam ser aproveitados.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

OI, EU TENHO DEPRESSÃO. PRECISO DE EMPATIA, NÃO DE CONSELHOS!

É como boiar no meio de um oceano gelado em um dia nublado, por mais que queira sair nadando seu corpo não responde, ele é levado pela correnteza e você observa a sua vida passar diante dos seus olhos como um mero espectador, tentando suportar a água gelada que paralisa os sentidos e as suas ações. Não podemos fugir quando o nosso corpo é a nossa prisão, o nosso verdadeiro algoz.



Por falta informações, grande parte da sociedade associa depressão a tristeza, preguiça ou frescura. Acompanhados de todos os estigmas, as pessoas que sofrem com a doença ainda lidam com algo cruel, muitas vezes disfarçado de bem-querer ou de um conselho amigo: a falta de empatia. 



Depressivos são esmagados com conselhos do tipo: 'você tem que sair mais!', 'tente pensar positivo!', 'é só uma fase!', 'você não está se ajudando!', 'você precisa encontrar Jesus!'. Será que um diabético poderia curar-se, caso simplesmente fingisse que não tem a doença, jogasse todas suas ampolas de insulina fora, frequentasse fielmente uma igreja e gritasse: 'Eu não sou diabético!'?

Não é fácil lutar contra uma doença que rouba sua vitalidade, transforma o que antes dava prazer em uma coisa insignificante, te deixa indiferente, deteriora sua autoestima, fazendo o pessimismo e o cansaço tomarem conta do seu ser. 
É como boiar no meio de um oceano gelado em um dia nublado, por mais que queira sair nadando seu corpo não responde, ele é levado pela correnteza e você observa a sua vida passar diante dos seus olhos como um mero espectador, tentando suportar a água gelada que paralisa os sentidos e as suas ações. Não podemos fugir quando o nosso corpo é a nossa prisão, o nosso verdadeiro algoz.

Algumas vezes iremos nos mover, nadaremos contra a correnteza e teremos dias de sol mas não se espantem caso depois disso tudo nos sentirmos cansados, deprimidos e voltarmos a boiar no meio do oceano gelado contemplando novamente aqueles dias nublados ou se nos debatermos assustados sem conseguir escapar dali. 
Por favor, não nos gritem de dentro dos seus navios, não atirem boias ao mar achando que alcançaremos, do conforto de seus converses não entenderão a força das águas turbulentas a qual enfrentamos.
Existirão dias que acordaremos no meio do deserto do Saara, escutaremos apenas o vento e os grãos de areia tocarem nossos corpos, olharemos para toda aquela imensidão e não conseguiremos alcançar o oásis, onde nossos amigos e familiares acenam na tentativa de serem enxergados por nós, contudo, já experimentaram enxergar quando o vento sopra areia nos seus olhos? 
Nos sentaremos no meio das areias subsaarianas e seremos consumidos pela tempestade de areia que avança em nossa direção. A violenta tempestade conseguirá nos alcançar e não esboçaremos nenhuma reação.
A depressão é uma patologia, ela causa alterações químicas no cérebro. Conselhos não vão ajudar quem sofre com a mesma, da mesma forma que não ajudaria um diabético. A forma correta de ajudar é incentivando a busca por profissionais de saúde, mas não basta só incentivar, tem que compreender e respeitar. 

Se o tratamento médico já vem sendo feito, tenha paciência e entenda que ele não vai ser como um passe de mágica, embora forneça uma melhora drástica, pode ser que alguns sintomas da doença não cessem por completo ou volta e meia se manifestem. 
Não piore a vida das pessoas que enfrentam a depressão, não acreditem que um livro de autoajuda ou um conselho vão curar uma doença, dessa forma você só acentuará os sintomas que já nos assombram. Seja empático, empatia é o que mais precisamos.
Copiado: http://obviousmag.org

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

“Se Os Tubarões Fossem Homens”

Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.
Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias, cabíveis se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim que não morressem antes do tempo.
Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.
Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões.
Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí.  A aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos.
Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. Inculcariam nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência.
Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista e denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.
As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que entre eles e os tubarões existem gigantescas diferenças, eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos que não falassem a mesma língua dos tubarões, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de heroi. 
Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, havia belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nos quais se poderia brincar magnificamente.
Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.
A música seria tão bela, tão bela que os peixinhos sob seus acordes, a orquestra na frente entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos.
Também haveria uma religião ali. Se os tubarões fossem homens, ela ensinaria que e só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida.
Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros.

Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois eles mesmos obteriam assim constantemente maiores bocados para devorar. E os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os outros peixinhos chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiro da construção de caixas e assim por diante.
Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.
Bertold Brecht - https://www.portalraizes.com