segunda-feira, 23 de abril de 2012

As 3 Diferenças entre a Pessoa Produtiva e a Pessoa Ocupada

Mesmo apagar incêndios pode ser feito sem desesperoComo apagar incêndios em alto estilo
Uma frase extremamente comum no mundo corporativo é “Não tenho tempo para nada!”. Como fã da democracia, eu sou obrigado a discordar! O tempo é um dos poucos recursos que todas as pessoas têm, igualmente.
Por outro lado, a forma que você aproveita as suas 24 horas, aí sim são outros 500.
Se está entre as pessoas que “não tem tempo pra nada”, confira abaixo algumas diferenças de postura que podem te levar a um dia-a-dia muito mais produtivo.
1. Ocupar o tempo vs. aproveitar o tempo
Existe uma coisa chamada Lei de Parkinson, que diz que “O trabalho se expande para preencher o tempo disponível para ser concluído”. Ou seja, se você fala pra uma pessoa ocupada “Você tem até tal hora para entregar algo”, essa pessoa dará um jeito de ocupar essas horas, mesmo que o prazo esteja extremamente folgado.
Por outro lado, as pessoas produtivas pensam “Preciso entregar essa tarefa. Vou dar um jeito de aproveitar as horas que tenho e entregar o máximo possível”.
Com esses pensamentos diferentes, dificilmente uma pessoa ocupada entregará algo antes do prazo. Em compensação, a pessoa produtiva está sempre pensando em formas de entregar além do esperado.
2. Fazer o que acontece vs. fazer acontecer
Uma pessoa “ocupada” se distrai muito fácil. Isso acontece porque sem um objetivo claro, qualquer interrupção parece relevante e o que é importante mas não é urgente fica sempre deixado pra depois.
A pessoa produtiva sabe que precisa alcançar um objetivo importante. Tudo que não estiver relacionado com esse objetivo deve ser ignorado até o objetivo seja alcançado.
Faz sentido imaginar um piloto de F1 checando o Facebook a cada 5 minutos durante a corrida? Por que faria pra você?

3. Seguir as regras vs. criar as regras
Pessoas sem postura produtiva normalmente recebem uma sequência de tarefas e saem executando sem entender muito bem o porquê. Isso tira a motivação e aumenta muito a dificuldade da tarefa.
Em compensação, pessoas produtivas fazem questão de entender exatamente onde precisam chegar. A partir disso, elas conseguem criar seus próprios planos e executá-los de maneira eficiente.

Conclusão: Produza ou descanse, enrolação é desperdício
Que fique bem claro, trabalhar 37 horas por dia dificilmente é a coisa mais produtiva a se fazer. Assim como qualquer máquina, o corpo humano precisa de manutenção e se você não tiver momentos para descansar, uma hora a máquina quebra.
Por isso, não tem problema algum checar Facebook, tirar um cochilo ou levantar pra tomar uma água, desde que seja num momento em que você esteja conscientemente descansando.
Se quiser se aprofundar no tema, temos um workshop de 1 hora sobre gestão do tempo e aumento de produtividade.
Por: Millor Machado (produtivo enquanto ocupado)

Melhorias de Processos segundo o PDCA – Parte II

No artigo anterior, pude escrever sinteticamente sobre o método. Também, sobre as suas vantagens e a possibilidade de ganhos reais com a sua aplicação, quando bem gerenciado.
Dando continuidade ao artigo anterior, escreverei hoje e nos próximos artigos sobre a primeira fase da etapa P, sendo esta responsável por quatro fases na aplicação deste método, e, pela experiência adquirida, a etapa em que se deveria gastar mais tempo em um projeto de melhoria.
O objetivo deste artigo é auxiliar os leitores no entendimento para implantação deste método, sendo o foco deste artigo a primeira fase da etapa P, a etapa de Identificação do Problema.
Desenvolvimento
A etapa P inicia-se com a fase de Identificação do Problema, cujo objetivo principal é definir o problema, além de mostrar junto à organização que o problema definido deve ser resolvido com prioridade.
Como em todos os métodos, e não somente neste, devem ser coletados dados para confirmar a veracidade do problema, para não prevalecer o famoso “sentimento”. Lembram-se das sete ferramentas da qualidade? Hora de aplicá-las aqui e em todas as fases desta etapa.
Um gráfico visualizando o histórico do problema pode ser utilizado, como o apresentado abaixo:
No gráfico acima fica claro a perda de desempenho causada, e o efeito desta perda, o não atendimento aos clientes. De fato, outra forma que poderia ser aplicada para mostrar a importância do problema é como ele afeta as cinco dimensões da qualidade.
Na fase de Identificação do Problema pode ser utilizado pela primeira vez o Diagrama de Pareto para relacionar os principais motivos do problema em questão. Lembrando que nesta etapa não devem ser buscadas causas para o problema, e sim saber os motivos principais que impactam no problema.
Um Diagrama de Pareto, simples, rápido e objetivo como o apresentado abaixo:
Onde, no gráfico acima, poderia ser colocada também a % dos motivos perante a % total. Isto possibilita a estratificação dos motivos para a definição da(s) meta(s) do projeto.
Nesta fase inicial, cheia de motivação e um pouco de “ansiedade”, deve ser feita uma análise minuciosa pela equipe do projeto, afim de identificar quantos motivos poderão ser “atacados”. Em caso de dúvida, relate ao gestor do projeto a necessidade de uma nova equipe de projeto para atacar os outros motivos.
Na Identificação do Problema, como já foi citado no parágrafo anterior, é a fase para a definição da equipe de trabalho do projeto. Devem fazer parte da equipe pessoas pró-ativas, com facilidade para trabalhar com metodologias, que tenham conhecimento técnico do assunto a ser abordado no projeto, e que gostem de trabalhar em grupo.
Cabe ao líder do projeto manter a equipe de trabalho motivada e focada no resultado final (leia-se meta). A meta deverá ser definida pela equipe de trabalho, com base em todos os dados levantados, e deverá possuir:
  • a) Objetivo – Reduzir, Aumentar, Ampliar, ...;
  • b) Valor – Quantificação do que vai ser trabalhado no projeto;
  • c) Prazo – Prazo final previsto da conclusão do projeto.
A meta definida nos critérios técnicos do projeto, como neste exemplo – “Perdas Metálicas (kg/t)” deve ser convertida para um ganho financeiro, afim de mostrar à organização que, resolvendo um problema de médio ou grande porte, a empresa poderá melhorar o seu custo variável e assim ficar mais competitiva no setor em que atua.
A tabela-resumo abaixo orienta e exemplifica uma maneira de apresentar os ganhos previstos em um projeto:
Para concluir esta fase, é necessário entregar um cronograma com todos os prazos previstos iniciais e finais para a etapa P.
Observações finais
  • Use o maior número de ferramentas estatísticas, incluindo a utilização das 7 Ferramentas da Qualidade, para identificar o problema e motivo mais importante.
  • Quanto maior o impacto estratégico que for gerado no negócio com a resolução do problema, mais urgente o mesmo precisa ser resolvido.
  • A definição de um cronograma é importante, porém não se esqueça de levar em conta os recursos humanos e tecnológicos. Um bom trabalho em um projeto não será levado em consideração se o prazo de conclusão for ultrapassado.
Reforçando: utilize quantas ferramentas estatísticas, planilhas e informações forem necessárias para justificar adequadamente a escolha do projeto.
 Colunista: José Luiz S. Messias - http://www.qualidadebrasil.com.br/artigo

Melhorias de processos segundo o PDCA - Parte I

Ao participar de grupos de discussão na rede social LinkedIn, deparei-me com asseguintes questões: “Como realizar melhorias com o PDCA? Por onde começar?”.Com o objetivo de compartilhar o conhecimento da utilização desta metodologiapoderosa, quando acreditada e bem utilizada, foi elaborado por mim um roteiro paraa utilização desta ferramenta, que pode gerar ganhos da ordem de R$ 50.000,00 atéR$1.000.000,00, dependendo do projeto em trabalho.

O que é PDCA? É uma Metodologia Avançada de Solução de Problemas (MASP), ou ainda, que poderia ser chamada de QC Story, traduzida informalmente por Estória de um Círculo da Qualidade, sendo esta definição bem utilizada no Japão.

Esta metodologia pode ser utilizada para a melhoria de processos, sejam estes para a produção de bens ou para empresas de prestação de serviços. Por ser dividido em 8 etapas, ou passos, pode ser encontrado na literatura sobre a forma de 8 D’s.
Por que esta ferramenta é aplicada de maneira comum em empresas? Por que os resultados trazidos nos projetos satisfazem colaboradores de diferentes níveis na empresa, desde os acionistas, média-gerência e colaboradores em nível operacional.

É fácil de ser aplicada, pois necessita de um conhecimento mínimo de Estatística, quando comparada à metodologia 6 Sigma. Um bom projeto pode ser realizado utilizando somente as 7 Ferramentas da Qualidade, que citarei ao longo deste artigo, que será escrito em três partes.
Além dos ganhos do projeto, definidos nas métricas adequadas, uma melhoria de processo com o PDCA trás também ganhos intangíveis, tais como:
  • a) Comprometimento dos colaboradores na Gestão do Negócio e de seus indicadores, os IC’s – Itens de Controle e os IV’s – Itens de Verificação;
  • b) Aproveitar o talento humano individual e natural do colaborador para contribuir com a resolução dos problemas de sua célula ou setor de trabalho;
  • c) Quebra de um paradigma de uma empresa: somente o líder ou o superior tem conhecimento e resolve problemas.
No item “c” supracitado, foi citada a palavra problema, como no início deste artigo, mas, como poderá ser conceituada a palavra problema?
Segundo Vicente Falconi, problema é um resultado indesejável de um trabalho(1). Pela definição do Prof. Falconi, em todas as vezes que o trabalho não alcançou o seu resultado esperado, houve um problema. 

Complementando, este problema foi ocorrido por uma ou mais causas.
A metodologia PDCA, então, pode ser sintetizada como uma metodologia para a definição das causas de um problema. Uma vez conhecidas a(s) causa(s), são executadas ações para a contenção, correção e prevenção de retorno da ocorrência desta(s) causa(s).

No entanto, esta investigação e análise de problemas somente terá efeito positivo se for realizada conforme os passos da metodologia. Ou seja, preferir o achômetro perante a análise dos dados, ou ainda, cumprir parcialmente os passos do método podem até ter efeitos positivos em curto prazo, mas como a mutação de um vírus, o problema voltará mais forte e resistente em uma próxima ocasião.

Por último, como em toda metodologia utilizada, deve-se haver maturidade e disciplina para alinhar o foco para a determinação e identificação de causas, e não de culpados.

A propósito, você leitor, pode estar perguntando – “O que significa a sigla PDCA?” PDCA é a abreviação para:
  • a) Plan – Planejar
  • b) Do – Fazer, Executar
  • c) Check – Checar
  • d) Action – Agir, Padronizar
que pode ser exemplificada pela figura abaixo(2):

Ciclo de Gerenciamento PDCA
ou ainda, seguindo a tabela abaixo, onde os 8 passos também são identificados na forma de um macrofluxograma (3):

Macrofluxograma
Na continuação do artigo, será abordada a etapa P, geralmente a mais trabalhosa e responsável pelo sucesso do projeto.
Bibliografia
  1. CAMPOS, Vicente Falconi. 8.10 – Como definir os seus problemas. In: Gerenciamento da rotina do trabalho do dia-a-dia. Nova Lima: INDG Tecnologia e Serviços Ltda., 2004, pg. 106;
  2. Figura 02 – http://www.indg.com.br/sobreoindg/metodopdca.asp, acesso em 28.ago.2011. 
Colunista: José Luiz S. Messias -  http://www.qualidadebrasil.com.br

Não Torça Pelo JACARÉ

Um índio, alto e forte, morava em uma aldeia da Amazônia e era considerado um pouco diferente dos demais. Ele despertava inveja na sua tribo, porque caçava muito bem e sempre estava disposto a ajudar as pessoas.
 
Em uma de suas caçadas, o índio percebeu que um jacaré ameaçava um grupo de crianças na beira de um rio. O índio logo pulou na água e começou uma grande briga com o jacaré.  Neste momento, vários índios se juntaram às margens do rio e alguns deles começaram a torcer pelo jacaré, pois estavam com inveja.

Muitas pessoas têm o costume, tanto nas empresas como na vida, de torcer pelo “jacaré”. Querem sempre ver o “circo pegar fogo”; sentem prazer em ver o desfecho sendo o pior possível; fazem torcidas para que as vendas caiam, para que produtos saiam da fábrica com defeito ou para que a concorrência lance produtos similares ao original. E isso se justifica pela inveja ou pelo ódio de algum chefe/diretor.

Pessoas que torcem contra estão mais presentes em nossa vida do que nós pensamos. São aquelas que dizem que tal ação não vai dar resultado, isso já foi tentado e falhou ou simplesmente dizem que você é louco!

Essas torcem pelo jacaré e não pelo índio, querem que ninguém tente fazer algo diferente para continuarem na sua zona de conforto, fazendo sempre a mesma coisa durante vários anos. A mudança para essas pessoas significa apenas simplificação de trabalho, nunca a criação de desafios ou inovação de processos.

O grande problema da torcida do Jacaré é que ela não se dá conta que está na beirada do rio. Quando o Jacaré devorar o Índio (a empresa) ele pode se voltar contra seus torcedores. Não custa nada recordar da música da Cuca, personagem criada por Monteiro Lobato: “Cuidado Com a Cuca, que a Cuca te pega. Te pega daqui, te pega de lá”. 

Vamos refletir sobre isso!
 Colunista: Pedro Paulo Morales - http://www.qualidadebrasil.com.br 

sábado, 21 de abril de 2012

São Jorge: conheça a história do santo


Você sabia que no dia 23 de abril é comemorado o dia de São Jorge? Saiba mais sobre a história deste santo guerreiro


Muitas pessoas, independentemente de religião ou crença, acreditam na força da imagem do São Jorge, cuja memória é celebrada todo dia 23 de abril. O que muita gente desconhece é que o santo foi um padre e soldado romano, venerado como mártir cristão. Antes de ser reconhecido como santo pela igreja católica, e como guerreiro do ferro e das matas pelo candomblé, Jorge percorreu terras longínquas e lutou ardorosamente em defesa de sua fé.
O início de sua popularidade ocorreu no auge da perseguição aos cristãos pelo imperador romano Deocleciano - final do século 3, quando o ousado guerreiro passou a defender com muita fé o cristianismo. A imagem de São Jorge é representada por um jovem vestido com uma armadura, sentado em um cavalo branco com uma lança atravessando o dragão, pois o santo é imortalizado no conto em que mata um dragão.


Sucesso em terras brasileiras

São Jorge foi nomeado pelos portugueses como seus padroeiro. Já no o Brasil, quem realmente o popularizou foram os negros africanos. Segundo o teólogo Antonio Carlos Oliveira Souza, na época do Império, os europeus consideravam sua religião superior e proibiam qualquer tipo de manifestação de fé contrária à sua. Para não perderem suas raízes religiosas, os africanos usavam imagens católicas em seus cultos, associando-as a algum orixá para não serem perseguidos. "Esses fatores culturais e religiosos fizeram com que São Jorge encontrasse espaço definitivo também no candomblé" explica o teólogo.
Nas regiões próximas ao Rio de Janeiro e ao Rio Grande do Sul, o cavaleiro da fé cristã é identificado como Ogum, o guerreiro, o deus do ferro e da agricultura. "Aqueles que desejam resolver os conflitos da vida, abrir os caminhos e tirar os empecilhos à sua frente recorrem a Ogum", afirma o pesquisador Reginaldo Prandi. Um pouco mais ao norte, na Bahia e em todo seu redor, São Jorge é identificado como Oxóssi, patrono da caça e da ecologia. "Diferentemente de Ogum, os que invocam Oxóssi pedem alimento e fartura para seu lar", conta o pesquisador.

Oração de São Jorge

"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós."

Elaborando uma Instrução de Trabalho


Uma instrução de trabalho é o documento utilizado para a descrição de funcionamento das atividades de um determinado processo, ou seja, todos os participantes do mesmo serão orientados através deste documento de como realizar suas funções e também como agir conforme uma determinada situação ou ocorrência de desvios durante o processo de manufatura.
Você já parou para avaliar como estão sendo elaboradas as suas instruções de trabalho? Será que não falta nenhuma informação para complementar os recursos de instruções para quem vai efetivamente realizar estas atividades?
Além dos recursos comuns na instrução de trabalho de uma determinada atividade, será que podemos complementar com mais informações que podem ser importantes para a prática segura desta atividade?
Então vamos entender o que podemos agregar no detalhamento desta instrução de trabalho.
Objetivos Agregados na Instrução de Trabalho
Atividade
Nesta etapa devemos descrever o que de fato deverá ser realizado pelo funcionário, onde sua atividade terá uma descrição de cada etapa orientada para a execução e conclusão dentro das especificações do produto ou do projeto.
Na Instrução de Trabalho podemos orientar graficamente através de um fluxograma para que a interpretação deste documento seja mais fácil, como normalmente este documento é utilizado para treinamentos, devemos além das informações necessárias aplicar métodos didáticos para que seu conteúdo seja objetivo.
Fluxograma de Processo
Através do fluxograma teremos a capacidade de decisão imediata conforme a indicação do mesmo, portanto durante a sua elaboração devemos buscar todas as informações necessárias para que nada saia errado.
Segurança
A segurança deve ser agregada como fundamental em uma instrução de trabalho, inicialmente são duas perguntas que devemos buscar no processo desta instrução de trabalho.
  • Quais os riscos ocupacionais desta atividade?
  • Quais os EPIS necessários para execução desta atividade?
Após esta pesquisa temos condições de orientar primeiramente na prevenção de acidentes, identificando através de imagens e alertas de riscos, e também fazer o uso de cores no manuseio de equipamentos, onde a prevenção é realizada através da identificação visual, muitos equipamentos já são projetados com esta função, onde seu manuseio é orientado através de cores.
Prevenção através de cores
Dependendo do layout do processo, devemos pensar como seria o comportamento de seus usuários, limitando áreas e informando a todos os limites de cada uma, assim como o manuseio de equipamentos de movimentação.
Informações de Segurança
Locais onde existe uma grande movimentação de cargas, devemos assegurar na instrução de trabalho além dos riscos, um mapa de localização de rotas de fugas, e como agir em caso de acidentes, mencionando sempre o ato da prevenção.
Recursos
Uma instrução de trabalho deve ser capaz, por exemplo de orientar o uso de recursosNECESSÁRIOS, para isso precisamos indicar quais são os equipamentos necessários para a realização desta atividade.
Recursos Necessários
Através da identificação de recursos utilizados podemos orientar o uso correto de instrumentos de medição, conservação dos instrumentos e equipamentos, e juntamente a sua adequada armazenagem.
Outro fator relevante que temos através da identificação de recursos é o uso somente do que se é necessário na posição de trabalho, pois um dos principais registros de acidentes está relacionados ao que não se fazia necessário naquele momento, portanto o ambiente deve estar em condições para execução desta atividade considerando somente os recursos NECESSÁRIOS.
Documentos
Imagine na hora de registrar uma informação onde você está realizando uma determinada atividade, e neste momento você não sabe ao menos como é o preenchimento e qual é o documento correto, então devemos além de uma breve descrição sobre o preenchimento, identificar o formulário para cada registro de informação.
 Documentos e Registros
Matéria-Prima
Embora seja parte de recursos necessários, devemos orientar ao processo em questão quais serão as decisões tomadas em caso de não conformidade ou a matéria-prima adequada para cada etapa, controle de datas de validade, uso adequado conforme atividade, controle de critérios fora do especificado.
Portanto além de identificar quais são, devemos deixar claro onde e como deve ser utilizado, pois além do uso inadequado pode ocorrer a rejeição com matéria prima aprovada por falta de padrões.
Matéria-Prima na Instrução de Trabalho
Veja como podemos agregar valores para melhorar o desempenho dos processos internos, capacitando de maneira prática com informações importantes que temos disponíveis, portanto acabamos não considerando seu real valor para a elaboração de uma instrução de trabalho.
Além de agregar estas informações, podemos também inserir identificações de indicadores de desempenho de processos, onde deixaremos disponíveis a cada período os níveis de rejeição e produção, buscando manter o processo capacitado na identificação de todo o seu comportamento, seja ele positivo ou negativo no que se diz respeito a produtividade.
Indicadores de Desempenho
Outro fator importante para a elaboração de uma instrução de trabalho é a auditoria prévia no processo, utilizando-se desta prática para atualização desta instrução, pois em muitos casos podemos esquecer uma etapa agregada ao processo, e mesmo sendo terceira, ela em algum momento deverá estar sendo considerada como entrada no fluxo desta atividade, portanto o espelho do processo é a instrução de trabalho que além de orientar deve assegurar sua eficiência.
E lembre-se da avaliação do texto apresentado, lembre-se que outras pessoas estarão utilizando esta instrução como recurso de treinamento, em caso de uso de termos técnicos, além da aplicação do treinamento, mantenha uma tabela de orientação sobre o significado de cada um.
Esta instrução de trabalho deixa de ser convencional e passa a ser didática com o uso dos recursos apresentados, a formação interna será mais fácil e com certeza mais segura, então agora mãos a obras e sucessos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

4(Quatro) Dicas Para Fazer Boas Escolhas Profissionais

Saiba tomar as decisões certas para seu perfil profissional e sucesso da sua carreira. Confira quatro dicas que vão ajudar você.

Trabalhar uma empresa ótima e com um super salário não irão recompensar o sacrifício de sua felicidade

Não importa sua área ou formação profissional, em algum momento de sua carreira você terá que tomar decisões que irão mudar todo o rumo de sua caminhada. Elas podem trazer resultados ruins ou positivos, por isso é muito importante saber como tomá-las

Confira quatro dicas de como fazer boas escolhas profissionais:
 
Boas decisões para a carreira:

1) Não olhe apenas o salário
Quando estiver trocando ou procurando por um emprego novo, não olhe apenas para os benefícios, chefe, colegas, cargos ou responsabilidades. Pense em seu emprego como uma oportunidade de negócios. 
Onde essa empresa poderá te levar? 
No que você pode contribuir para o desenvolvimento da companhia?

Boas decisões para a carreira: 

2) Analise a empresa
Seu trabalho deve ser valorizado. E perder tempo na área ou empresa errada pode custar muito caro. Para que isso não aconteça, analise a empresa em que pretende trabalhar. Avalie a posição dela no mercado, seu público, como ela se comporta em períodos de crise e como trata, investe e valoriza seus empregados.

Boas decisões para a carreira:  

3) Adaptação
Além de avaliar o emprego e a empresa, você também deve avaliar a si mesmo. Será que a posição é ideal para suas capacidades e características de trabalho? Se perceber que há um desencontro com suas expectativas e a da empresa, é melhor pensar duas vezes antes de tomar a sua decisão.

Boas decisões para a carreira: 

4) Satisfação
Depois de fazer todas essas avaliações e obter resultados positivos, resta o último e mais importante questionamento: Você gosta desse emprego? Trabalhar uma empresa ótima e com um super salário não irão recompensar o sacrifício de sua felicidade. Mais do que sucesso na carreira, você precisa estar bem consigo mesmo para conseguir a satisfação. 
 
Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Yoga no Trabalho: Equanimidade e Produtividade nas Empresas



Se você pensa que o yoga deixa as pessoas zen, levitando e passando pelos problemas como se eles não existissem, definitivamente você se enganou. Veja como essa pratica milenar pode ajuda-lo a se fortalecer física e mentalmente, obter mais foco, concentração e serenidade diante dos constantes desafios da vida moderna.

Vivemos uma época de grandes agitações. O mercado extremamente dinâmico, competitivo e cheio de incertezas, as empresas cada vez mais enxutas para manterem-se ágeis com custos reduzidos, e uma crescente influencia das crises internacionais na economia interna. Nesse cenário alucinante, as organizações vêm exigindo de seus dirigentes e funcionários grande capacidade para solução rápida de problemas, agilidade nas decisões, e uma crescente dedicação e envolvimento físico e emocional com o trabalho. Temos a nítida sensação de viver diante de um voraz furacão, onde a nova lei é fazer mais com menos.

Naturalmente, esse elevado nível de exigências e incertezas gera uma boa dose de estresse – e não adianta querer evita-lo, pois ele faz parte do pacotão da vida moderna. No entanto, você já está careca de saber que o estresse não é um mal por si só, mas a relação que você tem com ele é que gera os prejuízos para sua saúde. Também já deve ter lido que essa má relação com o estresse acontece principalmente pela falta de uma atividade pessoal destinada a equilibrar e compensar o estresse, e que quando este atinge níveis elevados, pode vir a causar diversos problemas de saúde, desde uma simples dor de cabeça até outros problemas ainda mais sérios. O fato é que quando alguém se encontra nesta situação, não há vontade de produzir e de trabalhar, o desempenho diminuí e seus resultados tornam-se insatisfatórios. Tudo isso causado pela dificuldade de concentração, memória reduzida, confusão mental, irritabilidade, entre outros sintomas clássicos do estresse. Mas como disse o poeta Cazuza, “e o tempo não para...”, então tenha uma única certeza, que nesse ambiente tão competitivo, não existe o botão “pause” para dar um tempo e deixarmos respirar um pouco, é preciso “trocar os pneus do carro em pleno movimento”. Então, como lidar com esse intenso furacão chamado de vida moderna?

Certamente você já deve ter ouvido falar no “olho do furacão” e você sabe o que acontece lá? NADA! é isso mesmo, não acontece NADA! É um lugar calmo e silencioso, mas rodeado de agitação, caos e tensão por todos os lados. Como dizem, “o olho do furacão” é o melhor lugar para se estar – próximo o suficiente da agitação para manter-se envolvido, eficiente e produtivo, sem ser tragado pelo rodamoinho. Estar no “olho do furacão” é conviver com a “desordem” que impera ao seu redor e “estar num lugar” privilegiado, onde prevalece a tranqüilidade e a serenidade tão raras dos tempos modernos, é o lugar onde se resguarda a paz de espírito. Certamente, essa é a grande dificuldade de grande parte das pessoas. 

Ser capaz de manter-se no “olho do furacão” é possuir uma virtude conhecida por equanimidade, ou seja, é a capacidade de manter a serenidade de espírito em todas as dificuldades, viver em plena agitação e agir com imparcialidade. E uma das estratégias que muitas pessoas estão adotando para desenvolver essa virtude é através da pratica regular de yoga. Essa técnica milenar, que vem se popularizando e fazendo a cabeça de muita gente, tem por objetivo fortalecer o corpo e a mente através de exercícios físicos e respiratórios, além do treino da concentração e do relaxamento. Pelo yoga o indivíduo se exercita de maneira consciente atingindo os objetivos de uma boa atividade física, juntamente com a meta de uma vida mais saudável e harmonizada.

O que faz do yoga uma atividade especial é a própria técnica. Os exercícios são mais enérgicos, o que solicita maior concentração e integridade de corpo e mente para sua execução, o que produz maior atenção a cada parte do corpo que é estimulada. Isso deixa os músculos mais fortes e flexíveis, deixando o corpo do praticante mais apto a responder aos estímulos e exigências de seu dia-a-dia. Basicamente, os exercícios são como um espreguiçamento, onde ao mesmo tempo, tonifica-se e alonga-se a musculatura, sempre sincronizando respiração consciente e concentração. Com isso, o praticante tem maior atenção com seu corpo e respiração durante a pratica, que irá refletir na execução de suas tarefas no cotidiano, tendo mais atenção com sua postura, mantendo-se mais sereno, disposto e atento não só com suas atividades cotidianas, mas também com seu corpo e sua saúde. Estando mais integro e consciente o individuo terá condições de perceber e respeitar seus limites, e principalmente vai aprender uma técnica para lidar adequadamente com o estresse. O yoga contribui para o desenvolvimento de uma percepção mais critica sobre saúde, levando o individuo a assumir maior responsabilidade pessoal por seu bem estar e qualidade de vida. 

E com o crescente interesse das organizações pelo assunto qualidade de vida, o yoga também tem conquistado espaço dentro das empresas, justamente por ser uma atividade completíssima, pois atua no conceito de saúde integral (corpo, mente, emoção, espírito e social). Mas sua utilização formal no ambiente empresarial é bastante recente, mas não é uma novidade. Há dez anos, já haviam grupos que trabalhavam com yoga em empresas brasileiras, mas como ações ou eventos isolados e sem mensuração de resultados. Nessa época ainda pouco se falava em qualidade de vida. 

Num artigo da revista americana Yoga Journal de março/1999, foi publicado um artigo com o titulo Yoga at Work, onde empresas americanas como MTV, IBM, AT&T, Nike, HBO, Pepsico, GE, entre outras vem aplicando conceitos do Yoga em treinamentos específicos para formação de equipes e como pratica regular no ambiente de trabalho. Além de promover o gerenciamento do estresse, o relaxamento e a melhoria do desempenho profissional, os funcionários mostraram-se mais dispostos, mais centrados e tranqüilos para tomar decisões. No mesmo artigo, o diretor da HBO Bill Boyle afirma que “a respiração profunda e o relaxamento que os empregados adquirem através do yoga ajuda a serem mais focalizados. Quando voltam para o trabalho, estão em melhores condições para tomar decisões”. 

Alguns especialistas em fitness nos EUA consideram o yoga um método de alto padrão em centros de fitness corporativos. Além de reduzir significativamente os custos com assistência medica e reduzir o nível de estresse, o yoga contribuiu para elevar a produtividade e melhorar o clima organizacional.

Atualmente, o yoga tem sido bastante utilizado em seminários e workshop’s, como técnica alternativa para compensar o cansaço físico e mental dos participantes que ficam por longas horas sentados. Nesse caso, é natural a queda de concentração e de produtividade, onde os alongamentos, espreguiçamentos e exercícios respiratórios contribuem para resgatar a concentração e a atenção, além de aliviar o inevitável desconforto nas costas.

Algumas empresas oferecem a técnica antes do expediente, para melhorar a concentração, atenção e clareza mental, onde os funcionários relatam uma melhora significativa no humor e na disposição frente a desafios e dificuldades. Como o yoga é essencialmente pratico, os exercícios desenvolvem vitalidade, segurança, firmeza e concentração, simulando, desenvolvendo e incorporando essas atitudes no próprio corpo. A idéia é transferir as atitudes desenvolvidas durante a pratica do yoga, para situações do dia-a-dia, dando condições aos funcionários de responder de forma mais eficiente, efetiva e menos desgastante aos estímulos da vida moderna. 

Para chegar e manter-se no “olho do furacão”, mantendo-se equânime, é preciso mais que coragem e disposição, é preciso integridade, força interior e uma serena confiança em algo maior que os desejos e vaidades que impulsionam o progresso humano. O caminho mais curto para chegar a esse nível de excelência é entender e desafiar aquilo que está mais perto de você – seu corpo e sua mente. 

Enumeramos abaixo cinco dicas simples para você treinar no trabalho:

1) Os alongamentos e os espreguiçamentos são capazes aliviar e aumentar a resistência a tensões. Experimente!
2) A respiração é o ritmo da vida, além de ser a ponte entre o corpo e a mente. Durante o dia, efetue respirações conscientes e perceba como pode melhorar o seu estado mental e emocional. 
3) Dedique alguns minutos diariamente para ficar a sós e ouvir-se. Medite sobre seus objetivos, dificuldades ou estratégias. A reflexão consciente vai ajudar a chegar numa solução rapidamente. 
4) Visualize seus objetivos e desafios sendo alcançados e superados, pois tudo é criado duas vezes: primeiro na mente, depois no mundo material.
5) Durante a alimentação, concentre-se no ato de comer, mantendo uma atitude pacifica: evite discutir assuntos impróprios a mesa.

Autores: Carlos Legal e Eduardo Legal