Mostrando postagens com marcador Agradecimentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agradecimentos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Um Sentimento de Gratidão Por Uma Empresa


Não sou a melhor a pessoa para escrever posts no Linkedin e ainda mais com uma foto dessa, porém senti que precisava fazê-lo e gostaria de compartilhar a minha história.

O Ano de 2021 foi um ano de altas emoções para a minha vida, consegui realizar tudo que havia planejado, sai da casa dos meus pais para morar junto com a minha namorada, mobilhamos o apartamento todo, conseguimos o cachorro dos meus sonhos e a minha maior conquista do ano passado, foi entrar na empresa dos meus sonhos a Neon na área de Business Analytics.

Já no meu primeiro mês de Neon, comecei a passar mal e sentir dores muito fortes, a principio acharam que eu tinha pedra no rim, mas nenhum exame conseguia chegar em um diagnóstico, e eu seguia piorando. Tudo isso na minha fase de experiência, fiquei morrendo de medo de ser mandado embora e tudo que eu havia conquistado poderia cair por terra a qualquer momento. Depois de 3 meses de dores intensas, 5 internações, 18 quilos perdidos, medicação de 4h em 4h pra dor, finalmente o diagnóstico veio!

Tenho Crohn, uma doença autoimune crônica que não escolhe gênero, idade, raça ou nacionalidade, essa patologia ataca o intestino causando dores terríveis e inflamação intensa. Desde então minha vida mudou completamente, restrições alimentares , várias medicações, muitas consultas e muita resiliência.

Mas esse post não se trata de tristeza e me vitimizar, mas sim de um sentimento de gratidão por uma empresa que no momento mais difícil da minha vida, esteve ali me apoiando e tornando todo esse processo mais humanizado, deixando claro que no momento a minha saúde é prioridade e que a empresa se importa comigo.

Um obrigado em especial ao meu líder Tiago Faria, que sempre me tranquilizou e me deu suporte a todo momento, a todos os meus colegas de equipe que me ajudaram com as minhas demandas, e ao RH da Neon que esteve muito presente nesse processo até quando precisei fazer uma mudança de plano de saúde, foi resolvido de forma rápida e eficaz.
Ao meu grande amigo Ramon Ferreira, que me apresentou a Neon e que por mais que sejamos de áreas distintas, aprendo muito com ele.

Minha eterna gratidão a todos.

Hoje faço a minha terceira infusão com Infliximabe, que me ajuda a ter qualidade de vida, minimizando as dores e possibilitando uma alimentação melhor, confesso que ainda não me acostumei, pois tenho muito a aprender, mas de uma coisa eu tenho certeza, estou na empresa certa.

Se eu tivesse que dizer em poucas palavras, como está sendo trabalhar na Neon nesses 9 meses, eu usaria os 6 valores que o Pedro Conrade sempre nos fala, divertida e responsável, incrível e de alta performance, talentosa e colaborativa! E acredite, se quiser, mas não é clichê, porque é muita gente incrível e incrível de várias formas diferentes!

Novamente Meu Muito Obrigado!

PS: Eu não estava trabalhando, mas sim escrevendo esse post kk e desculpem a cara de morto é que o remédio da sono.

Copiado: https://www.linkedin.com/in/fernando-sousa-8806811a2/

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Você Aguenta Ser Feliz?


Você aguenta ser feliz?

Eu fiz uma cirurgia bariátrica há muitos anos, de maneira estabanada, para me livrar dos meus antigos 150 quilos. Meu pai morreu do coração aos 45 anos, e eu não podia continuar com aquele peso. O médico diz que você vai poder comer de tudo. O problema é que você passa a beber de tudo também.

Eu quase virei alcoólatra. Como, aliás, acontece com muitas pessoas que fazem bariátrica sem se prepararem antes e sem supervisão depois. E foi para cuidar dos meus excessos de cigarros, bebidas, cafés, refrigerantes e remédios para dormir que eu, graças a Deus, conheci o médico psiquiatra Arthur Guerra. Ele transformou a minha vida não me entupindo de mais remédios, mas tirando esses remédios e me entupindo de esportes.

Guerra me botou para fazer triatlos e maratonas e me fez descobrir um mundo que acorda às 5 da manhã e dorme exausto e feliz às 10 da noite.

Mas, de tudo que Arthur Guerra me ensinou, nada é mais brilhante do que a pergunta dele que eu coloquei em cima da minha mesa de trabalho e que tento responder todos os dias: “Nizan, você aguenta ser feliz?” 

Esta, querido leitor e querida leitora, é a pergunta que dou de presente de ano novo depois de um ano de tantas tristezas, mas também superações. Você aguenta ser feliz?

"A pessoa luta para alcançar determinados objetivos na vida e, se e quando consegue atingi-los, quer mais e mais. A gente sonha com uma meta e, quando chega lá, começa a sofrer atrás de outra mais distante. "

Pedimos aos céus o que não temos, ao invés de agradecermos o que já temos. E, quando atingimos o que tanto queríamos, aí queremos neuroticamente um novo objetivo. 

Ou seja, estamos sempre deixando para ser feliz na próxima conquista. Isso pode ser (e é) motivador, mas muitas vezes é enlouquecedor também.

Então meu ponto aqui é que a felicidade, como tanta coisa nessa vida, é uma questão de disciplina.


O Dalai Lama diz que a felicidade é genética ou treinada. E de fato tem gente que é feliz por natureza. Para nós, a grande maioria, ela é uma conquista. É como se fosse uma outra carreira, interna: administrador de si mesmo.

E essa pessoa insaciável retratada nesta coluna está, em maior ou menor grau, dentro de todos nós. Os felizes não a escutam muito. Os infelizes são dominados por ela.

Esse comportamento nos leva a fazer duas coisas que são absolutamente inúteis: 

  • Tentar corrigir erros de coisas que ficaram no passado e postergar a felicidade para conquistas que enxergamos no futuro. 
  • Como passar 2021 tentando corrigir os fracassos de 2020 ou adiando a felicidade para 2022.

Por isso, a pergunta é necessária. Será que você aguenta ser feliz? 

  • Até porque as melhores coisas da vida não têm preço: amor, família, amigos, fé, respiração.

Ser feliz é quase uma dieta, uma alimentação balanceada da alma. Que mistura bens materiais e, principalmente, imateriais.

Esta é uma reflexão para você pessoa física que pode ajudar muito a pessoa jurídica. 

Poe isso Harvard tem tratado tanto da administração da pessoa ao tratar da administração da empresa.

O que desejo a você leitor é o que eu me desejo em 2021 e será o meu desafio diário: 

  • Que você lute para ser as coisas que queira ser, mas não despreze o que é conquistado, o que já é. E que viva 2021, e não 2020 ou 2022.

Até porque o ano que começa será, tem que ser, um ano de cura, de vacina, de virada e de vida. 

2020 foi um ano de grande tristeza. De muitas perdas. De muitas e duras lições. 

Ficamos desesperados e muito tristes, e essa tristeza era inevitável. 

Mas a vida precisa da felicidade, e a felicidade precisa da vida.

Feliz ano novo!

Por: Nizan Guanaes 

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O Incrível Poder da Gentileza


Um pessoa berra ao celular; 
a impaciência domina outra ao volante; 
dois usuários do metrô tentam embarcar e desembarcar ao mesmo tempo; 
duas pessoas chocam-se na rua e se entreolham com hostilidade… 

E é preciso recordar o ponto alto desse cenário: as divergências políticas do ano de 2018, onde o país — dividido entre virtuosos e degenerados — virou um campo de guerra. Paira no ar a tensão de uma crise instalada. 

As razões são muitas, mas uma salta à vista: a falta de gentileza. O fenômeno é explicado pelos especialistas como um efeito colateral do individualismo e do estilo de vida acelerado. Não há tempo, nem espaço — aliás, sequer enxerga-se o outro.

Mas a pressa não é o único entrave. Há uma espécie de preconceito contra a gentileza. As boas maneiras são encaradas como algo fora de moda, falso, um verniz para esconder o que se sente. O que é um grande equívoco. 

Primeiro porque alguns gestos de cortesia não valem pelo seu valor de verdade, são do domínio do ritual. Quando dou “bom dia” a alguém, raramente estou desejando que a pessoa tenha um dia bom, na verdade, o que digo é “estou aqui e vi que você também está”. 

O termo “grato” vem do latim “gratia” que significa “receber uma graça”, “um favor divino”. Ao dizer “obrigada” a alguém que segurou a porta do elevador, não acho que ela me concedeu uma dádiva celestial. 

São convenções que acolhem, demonstram respeito e facilitam o contato com o outro. Não é sem razão que o Japão, que ainda conserva rituais milenares, é considerado o país mais gentil do mundo. O respeito pelo outro — comunicado através de gestos de gentileza — garante a harmonia e a ausência de conflito – tão valorizados na cultura japonesa. 

Quem não se encantou com o comportamento do Japão na Copa do Mundo? Após a sofrida derrota frente aos belgas, a seleção nipônica deixou o balneário impecavelmente limpo e uma nota de “Obrigado” — escrita em russo — para os seus anfitriões.

Seguido do preconceito, vem a dificuldade da prática. Conviver é um jogo de equilíbrios complexos: precisamos do nosso espaço e de respeitar o espaço do outro; devemos ser discretos, mas atenciosos; interessados, mas não invasivos… 


A todo momento corremos o risco de aborrecer e ser aborrecido, irritar e ser irritado… Mafalda, célebre personagem do cartunista Quino diz que “É muito fácil amar a humanidade, difícil mesmo é amar as pessoas”. 
Amar quem está longe é fácil, amar o próximo — quem está na sua casa, na sua rua — é muito mais difícil.

A gentileza faz bem

Porém, não há outra forma. A ligação com o outro faz parte da nossa natureza. Somos gregários, está no nosso DNA. 

Precisamos do outro e só estamos bem quando estamos bem com o outro. A experiência do acolhimento, da partilha, do afeto, da sensação de plenitude só se dá com o outro. E quando estamos mal, também é com o outro. Cultivar atos de incivilidade abre a porta para a aspereza, para a agressão e para relações que machucam. 

Seja qual for o cenário, os ganhos e os prejuízos são para todos. Quando anos atrás, o povo brasileiro e o próprio presidente da república pediram ao técnico para incluir Romário na seleção, ele respondeu com um sonoro “não”. Concordava que era um grande jogador, mas era um indivíduo conflituoso e desagregador, portanto, não era bom para a equipe, para o todo. 

Alguns questionam o sucesso de Gisele Bündchen. Por que faz tanto sucesso se há outras modelos tão ou mais bonitas do que ela? A resposta do seu agente? “Ela é gentil, sabe fazer bons ambientes; todos adoram trabalhar com ela”.

Há uma analogia que mostra que a gentileza é semelhante a partilha. Se você tem uma vela acesa e deixa que o outro acenda a vela dele na sua, você não perde luz, o outro ganha luz e tudo fica muito mais iluminado.

Gentil X hostil

É possível ser gentil diante da raiva e da frustração do outro? É e recomenda-se. 

A gentileza pode minimizar o conflito e criar um cenário favorável para acordos e consensos.

 E também pode evitá-lo. Recentemente fui a uma festa na casa de uma amiga e ela comentou que estava muito feliz na sua nova moradia. O único problema era o vizinho alemão. 

Em quatro meses, ele havia reclamado três vezes do barulho e, em uma das vezes, tinha chamado a polícia. Comentou que era uma pessoa muito rude e tinha deixado claro que não toleraria barulho após às 23 horas. 

Fiquei preocupada. Relembrei a ela que o aniversário seria no dia seguinte, portanto, cortaríamos o bolo à meia-noite. Sugeri que ela deveria comunicar ao alemão. Ela argumentou que estava “na sua casa”; eu concordei, mas acrescentei que ela vivia num condomínio. Ela abriu muito os olhos, calçou os sapatos e decidiu: “vou falar com o alemão”. E assim fez. Bem… veio o jantar, veio o eufórico “parabéns”, veio o barulho… mas o alemão não veio.  

Exercite-se!

A segunda dificuldade é autoconstruída. Para escapar da responsabilidade de incluir o outro — e justificar um comportamento impróprio — muitos se apegam ao “não sou falso”, “tenho personalidade forte”, “sou frontal”. 

Munidos dessas muletas, a menor contrariedade, partem para a vida num desespero canalha, atirando para todos os lados. Qualquer um que cruze o seu caminho é visto como responsável pelo seu mau humor, seu dia ruim e, portanto, um alvo a abater. E há muitos assim. Estão por toda parte. Como lidar? 

Neutralize-os com gentileza. E se você estiver na categoria do “definitivamente não sou afável e não me sinto confortável nesse papel” e os atos de gentileza faz com que você pareça exteriormente o que você não é interiormente. Há solução. O homem está em construção e essa construção é feita através do exercício, da prática. Aristóteles afirma que o bom arquiteto é o que faz boas casas. 

De tanto exercitar, um dia a gentileza fará parte da sua personalidade. E será tão natural em você que ninguém dirá que é uma virtude recém conquistada. Pratique!

Por: MARGOT CARDOSO (@margotcardoso)

sexta-feira, 8 de março de 2019

A Força e o Poder da Gentileza em Nossas Vidas


Ter uma atitude de gentileza faz bem para o mundo e, principalmente, para quem pratica.

A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente,
como deveria ser interiormente.
Jean de la Bruyère

Se há algo com o que tem me proporcionado um profundo inconformismo é a falta de gentileza e amorosidade que estamos vivenciando no mundo. É um “salve-se quem puder” em todos os aspectos de nossas vidas. 

No trânsito, nas relações de trabalho e até mesmo nas relações familiares e nas amizades. Qual foi a última vez que você realmente ouviu um amigo sem estar olhando no celular ou pensando no próximo compromisso que você terá no dia. Estamos nos desconectando de nossa essência e isso é extremamente perigoso! Afinal, sem amor e gentileza a humanidade só irá regredir!

E é por isso que eu lhe pergunto: você é gentil? Sabe realmente o que significa gentileza? Muita gente confunde ser gentil com noções básicas de educação formal. “Sou gentil porque dou o meu lugar para uma pessoa mais velha se sentar. Sou gentil porque cumprimentei meu vizinho no elevador pela manhã…” Claro que essas atitudes são atos de gentileza, mas a essência do sentimento vai muito além de algumas ações formais e automáticas.

Gentileza é a qualidade do que é gentil, do que é amável. Gentileza é uma amabilidade, uma delicadeza praticada pelas pessoas. É uma forma de atenção e de cuidados que torna os relacionamentos mais humanos e menos ríspidos. Quem pratica a gentileza não tem má vontade, não é indiferente, e sim, cuidadosa, distinta e delicada.

Vivemos em um mundo altamente competitivo. Competimos no trabalho, por espaço no trânsito, por atenção nas redes sociais. E assim, vamos nos distanciando da preocupação com o outro, das noções básicas de empatia e gentileza.

No entanto, podemos sempre nos reconectar com esse sentimento. Não é algo simples, mas que, ao fazermos, trazemos enormes benefícios para as nossas vidas e para aqueles que nos rodeiam.
E é isso que vamos abordar neste artigo! Faz a gentileza de me acompanhar?
Correria e competitividade não são opostos da gentileza

Somos seres conectados e interativos. Estamos todos os dias e todas as horas em constante interação e, hoje, por meio das ferramentas de mídias sociais e de comunicação on-line, somos capazes de estar em contato com as pessoas das mais variadas localidades. Porém, apesar dessa constante interatividade, o que vemos é que as relações interpessoais próximas parecem cada vez mais superficiais, e, consequentemente, palavras como cortesia, empatia e amabilidade afiguram-se mais distantes de nossa realidade.

A impressão que nos fica é que a vida moderna, repleta de competitividade e escassa de tempo, dificulta as relações de gentileza e delicadeza. Afinal, como ser gentil enquanto enfrentamos o trânsito caótico das grandes cidades?  Como ter tempo e paciência para ouvir o outro em um dia a dia tão cheio de tarefas e obrigações?

Para reforçar essa imagem, no meio corporativo, muitas vezes, atitudes duras e arrogantes são até consideradas necessárias para alcançarmos o respeito profissional. Em um mundo cada vez mais apressado e competitivo, é comum as pessoas acreditarem que a agressividade é o caminho mais rápido para o sucesso.

Mas será que atitudes arrogantes e agressivas conquistam a confiança alheia e garantem o sucesso em longo prazo?

No livro “O Poder da Gentileza”, Linda Kaplan Thaler e Robin Koval mostram que não. Executivas de uma das mais prósperas agências de publicidade dos Estados Unidos, elas descobriram cedo que ser gentil é tão importante quanto ser eficiente.

É claro que amabilidade apenas não basta, pois trabalho duro, inteligência e talento também são essenciais.  Contudo, segundo as autoras, ser delicado e atencioso, em vez de egoísta e grosseiro, pode impulsionar sua carreira muito além do resultado mais imediato e mais importante: tornar a vida de todos mais agradável.

A partir de exemplos reais, a obra analisa o impacto positivo que a gentileza tem para cada um de nós, bem como as vantagens empresariais de se adotar uma cultura da simpatia, com menor rotatividade, menores custos de recrutamento e maior produtividade.
Ser gentil é bom para você!

E tratar bem as outras pessoas não é apenas um ato de educação ou uma vantagem profissional. É algo que também é bom para sua saúde e sua vitalidade.

Pelo menos é o que afirma a pesquisadora de psicologia, Barbara Fredrickson, autora do livro Love 2.0: Transformando Felicidade e Saúde em Momentos de Conexão. Ela estuda como os “micromomentos” de conexão com os outros, como compartilhar um sorriso ou expressar preocupação, melhoram a resiliência emocional e reduzem a susceptibilidade à depressão e à ansiedade.

Na visão de Fredrickson, nossas psiques precisam de conexão humana afirmativa da mesma forma que nossos corpos precisam de alimento saudável.
“Momentos de elevação e emoções positivas funcionam como nutrientes para a criatividade, crescimento e saúde”, diz.
Por isso, ao sermos gentis e buscarmos a empatia e a amorosidade em nossas relações, estamos fazendo bem para nós mesmos!


Estudo realizado pela professora Sonja Lyubomirsky, da Universidade da Califórnia, demonstrou que a gentileza pode nos deixar mais felizes. Ela pediu a um grupo que praticasse atitudes gentis durante dez semanas e verificou que a felicidade aumentou consideravelmente no período do estudo.

Isso porque a gentileza está ligada ao gene que libera a dopamina, o neurotransmissor que proporciona bem-estar. Por isso, aqueles que ajudam os outros regularmente têm mais saúde mental e menos depressão. Pessoas solidárias têm menos probabilidade de sofrer de doenças crônicas, e seu sistema imunológico tende a ser melhor, pois existe uma relação direta entre bem-estar, felicidade e saúde.

Pessoas gentis não são individualistas, respeitam o trabalho do colega, razão pela qual chegam mais longe, já que abrem caminhos de comunicação com os outros e se tornam mais acessíveis.
E agir assim pode ser muito mais fácil do que parece. Afinal, ao contrário do que muitos pensam, a gentileza não é uma escolha, mas sim, um instinto natural do ser humano.

Uma teoria publicada pelo professor Sam Bowles, do Instituto Santa Fé (EUA), chamada de “sobrevivência do mais gentil”, afirma que a espécie humana sobreviveu graças à gentileza. Segundo Bowles, os grupos altruístas cooperam e colaboram mais para o bem-estar do próximo e da comunidade, a fim de garantir a sobrevivência.

Por outro lado, as pessoas aprendem a ser egoístas e escolhem esta atitude em determinadas situações.

Um dos principais exemplos disso é um experimento realizado em 2012 por professores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Com o objetivo de descobrir se a natureza humana é egoísta ou gentil, os pesquisadores recrutaram universitários e os dividiram em grupos de quatro. Cada estudante recebeu uma quantia de dinheiro e teve a opção de separar um pouco do valor para ser multiplicado e distribuído entre o restante dos participantes. Os participantes ganhariam algo, mesmo sem compartilhar, mas, apesar da tentação de ser egoísta, a maioria das pessoas escolheu por contribuir com o restante.

A gentileza vai além:  em um estudo realizado por psicólogos da Universidade Yale, nos Estados Unidos, afirma-se que o primeiro instinto das pessoas é cuidar e salvar os outros. Os pesquisadores entrevistaram várias pessoas que tinham se arriscado por desconhecidos. “A maioria das pessoas acredita que somos instintivamente egoístas, mas nossos experimentos mostram que, quando as pessoas dependem de seus instintos, elas são mais cooperativas”, explicou o psicólogo David Rand, de Yale.

Os pesquisadores sugerem ainda que o egoísmo se evidencia quando as pessoas param para pensar antes de tomar uma atitude. Ou seja, a gentileza faz parte do instinto, o egoísmo é uma escolha.
Mas, se ser gentil é nosso instinto, por que observamos cada vez menos atitudes de amorosidade?
A resposta pode estar em mecanismo do nosso cérebro que contém um viés de negatividade.
Para nos proteger do perigo que nos espreita diariamente, seja pela violência das grandes cidades, ou pela competitividade extrema, nosso cérebro mantém nossos comportamentos de sobrevivência primários rotineiramente acionados. Desse modo, vivemos em um estado de escassez fundamental, que nos impele a uma tendência de autofoco. Nós começamos a acreditar no “sou eu ou eles.” Todo o tempo.

Sob este tipo de pressão, a própria ideia de ser gentil – manter as necessidades e sentimentos dos outros em mente, mostrando cuidado e empatia – pode começar a parecer um luxo ou até mesmo tolice.

Felizmente, porém, podemos cortar essas tendências automáticas construindo conscientemente novos hábitos mentais. “O cérebro tem a habilidade maravilhosa de tornar as coisas automáticas”, diz o PhD no tema, o psicólogo Elisha Goldstein. “Quando você tem consciência de que você quer ser gentil, e então você pratica, você está essencialmente reconectando a parte compassiva de sua mente.”
E é exatamente o ato de se concentrar nos outros o que pode reduzir nossas ansiedades e nos tirar desse estado de alerta constante.

Portanto, se começarmos a pensar mais no outro e menos em nós mesmos, vamos nos conectar com aquele instinto mais primitivo de sobrevivência do mais gentil e passar a viver com menos ansiedade e estresse. E os frutos dessa atitude só tendem a melhorar e beneficiá-lo, explica Goldstein.
“A bondade fica mais fácil com a prática.” Quando somos bons com os outros, diz Goldstein, nossos hábitos mentais de escassez, negatividade e rigidez começam a mudar. Tornamo-nos cada vez menos preocupados em obter nossa parte e mais interessados em ajudar os outros.
Faça o teste! Pratique a gentileza e você verá que todo o carinho e afeto que você proporciona voltam em dobro para você mesmo!


O vírus contagioso da gentileza
 Com certeza você já deve ter ouvido o ditado –  gentileza gera gentileza. E é exatamente nisso em que acredito! Vejo que a gentileza é como um “vírus” contagioso do bem: quanto mais gentis somos, mais nossa vida fica melhor e mais alegre, e mais pessoas ao nosso redor passam a agir da mesma maneira!


Ser gentil é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. É uma atitude muito mais sofisticada e profundada que ser educado. Conheço muita gente que segue todas as regras de etiqueta e de educação em um jantar sofisticado, mas que é incapaz de dar um sorriso sincero ao manobrista, no momento de pegar o carro. Ser gentil tem ligação com o caráter, com valores e ética.
Pessoas gentis tentam se colocar no lugar do outro, são bons ouvintes e praticam a arte da paciência. Além disso, são capazes de pedir desculpas, quando descobrem que erraram, são solidárias e companheiras. Procuram analisar as situações e serem justas. São capazes de resolver muitos conflitos, somente com seu jeito de ser.

Quem é verdadeiramente gentil o é em casa com seus familiares, com seus amigos, com seu chefe, mas também com subalternos. Ser gentil só com quem pode lhe proporcionar algo em troca não é gentileza, é interesse!

Dizem que o favor é feito com o cérebro, e a gentileza com o coração, ou seja, ser gentil não é um gesto planejado.

Seja gentil com as pessoas, e elas, provavelmente, serão gentis com você também. Como disse Shakespeare: “Eu aprendi que ser gentil é mais importante do que estar certo”.
Eu realmente acredito no poder da gentileza e busco praticá-la todos os dias da minha vida. E percebo como um simples sorriso tem o poder de realizar mudanças! Por isso, agora lhe lanço um desafio. Ao longo do dia, elogie alguém que trabalha com você e fez um bom serviço, abrace com força e carinho seu par, filhos ou pais, ouça com atenção quando alguém lhe procurar com um problema.  Pratique a empatia e a gentileza!

E é por acreditar no poder transformador da gentileza lhe convido a praticarem essa atitude, levando uma vida com mais
amorosidade e atenção ao próximo. Tente fazer isso ao menos por uma semana e verá os resultados maravilhosos que vai colher em sua vida!

Copiado: http://www.renataspallicci.com.br

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Pare de Reclamar e Reaja

A vida não anda como você gostaria? Ok… Mas, e daí? 
Por causa de uma pessoa, de uma situação, de algo que aconteceu você vai se deixar derrubar completamente? Não ceda seu poder pessoal para outra pessoa! Chega de tantas desculpas, pare de olhar para o vizinho e assuma a sua vida. 
Dê um basta nas atitudes que te aproximam do fundo do poço: chorar, se queixar, reclamar, se vitimizar, se achar o pobre coitado…
É hora da reação. 
Ninguém aguenta conviver com uma pessoa que só enxerga o lado ruim da vida. Ninguém aguenta trabalhar com alguém que só critica. Ninguém aguenta estar com alguém que não consegue olhar para além de si mesmo. Ninguém aguenta ficar perto daquele que não se pode nem perguntar: Bom dia, tudo bem?Que logo em seguida deslancha falando de tudo o que não anda bem na sua vida…
  • Será que você é uma dessas pessoas? 
  • Não sabe? 

Preste atenção ao que está acontecendo ao seu redor. 
  • As pessoas estão te evitando? 
  • A conversa não flui mais como antigamente? 
  • É só você quem fala durante o que era para ser um diálogo? 
  • O teor das conversas é praticamente só dor, doença, desgraças, comparações, críticas, queixas… 
  • Seu semblante já passa a ideia de sofrimento? 
  • Sua postura é curvada? 
  • Seu olhar procura motivos para reclamar no seu dia a dia?  

Sim? Então pare com isso. Acorde! 
  • O que você pensa que está fazendo consigo mesmo quando só sabe reclamar, se achar o menor em tudo? 
  • Onde você acha que vai chegar com essa postura de derrotado na vida? 

É… Palavra forte: derrotado. 
Porém, é assim que muitas pessoas vêm agindo diante da vida: esperando o tempo passar para morrer, esperando que alguém note o quanto é infeliz nessa vida, tomando atitudes que as comprometam para evidenciarem o quanto são as vítimas do mundo…
Qual o resultado de tanta energia desperdiçada? 
Um belo ponto de atração para que a vida se encarregue de trazer mais do que se queixar. Se só sei reclamar, mais situações acontecerão para que eu continue reclamando. 

Quanto mais evidenciar em minha vida o lado ruim das coisas e pessoas, mais elas se afastarão de mim.
Ser negativo é uma opção pessoal de cada um! Você escolhe sobre o que quer falar, o que quer pensar, o que quer sentir e até mesmo agir. Mesmo em momentos de divergências na vida, sempre há meios de mudar essa energia. Sempre há alternativas para compreender o que está acontecendo e seguir em frente feliz.
Copiado: http://www.luzdaserra.com.br

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Por Que Não Elogiamos Mais?

Em 2014 eu e o Matheus viajamos para Nova Iorque. Lá, andando por um dos parques que visitamos, uma mulher com seus 30 e poucos anos passou por mim e me disse (em inglês, ok?!): “Camiseta legal! Amei!”. Uma pessoa, desconhecida, falou comigo no meio do nada para dizer que a minha camiseta era bonita?! Como assim?
Uma atitude tão simples e amável como esta me fez pensar sobre como não costumávamos fazer esse tipo de coisa por aqui. Nós deveríamos fazer isto, não é?! Em conversa comigo mesma lembrei que algo parecido nunca havia acontecido comigo em 24 anos vivendo no Brasil. 
Aquela mulher que passou por mim me elogiou sem receber nada além de um sorriso amarelo e um “Muito obrigada” um pouco desorientado. Pense comigo, o que ela tinha a ganhar com aquilo?
Vemos muita gente fazendo coisas pensando no que vão obter em troca. Eu mesma muitas vezes o faço mesmo que não queira. Estamos sempre pensando em ganhar, ganhar e ganhar, qualquer coisa de e qualquer forma. Por exemplo, no trabalho, você ajudaria alguém mesmo sem receber nada (nem reconhecimento) em troca? Você já ajudou alguém sem pedir nada em retorno? Por “sem pedir nada em troca” eu quero dizer sem que você tenha ficado chateado se ajudou alguém, alguma vez, e depois pediu ajuda para este mesmo alguém e ele não pode lhe ajudar.
Acho raro que isto aconteça. Quantas vezes ajudamos sem pedir nada em troca na hora, mas cobramos este favor lá na frente? E isto acontece com a ajuda, com o elogio, com comportamentos, tudo! Nós não estamos pensando apenas no bem do outro quando somos cordiais com alguém, estamos esperando que esta pessoa seja cordial conosco. É claro, seria ótimo se todos pensassem no próximo e fossem sempre solícitos e prestativos. Porém, não quero focar nisso, porque rende uma dissertação e não um pequeno artigo.

Faça sem esperar nada em troca

Quero focar em como não estamos preparados, muitas vezes, para fazer algo pelo outro sem receber. Como sempre queremos algo em troca. Este pensamento nos leva a trilhar um caminho numa vida cheia de isolamento, tristeza e egoísmo. Nós deixamos de nos aproximar de outro ser humano apenas porque não vemos nenhuma vantagem imediata. Por que eu elogiaria aquela pessoa se nunca mais vou vê-la? Por que vou ajudar um cego à atravessar a rua se vou perder meu assento no ponto de ônibus?
Vamos pensar: quantas vezes você elogiou alguém ou algo que alguém fez nos últimos tempos? Se você consegue contar nos dedos, bom, é triste. Sabe por que? Porque eu sei que a chave da maior parte dos relacionamentos está na admiração sincera que temos pelos outros, no interesse que demonstramos a respeito deles. Mas não somente por isto, mas pelo ato de altruísmo que isto representa. Pelo tanto de alegria que você deixou de espalhar. Lembra que no meu texto sobre críticas eu falei “se não tem nada de bom para falar, cale-se”, bem, aqui eu digo o contrário: “se tem algo de bom para falar, fale!”.

Um pequeno elogio pode transformar

Um elogio pode tornar o dia de alguém mais feliz, mais leve, melhorar o humor daquele ser humano que você acabou de elogiar. É legal ser elogiado, não é?! Por que não fazer isto de graça, sem buscar nada em troca? Somente para deixar o dia de alguém melhor. Não precisa ser um grande elogio, só precisa ser sincero. O que te impede de elogiar o óculos de uma pessoa que está te atendendo no fast food? Ou de perguntar para alguém onde foi que ele/ela fez aquela tatuagem massa? Ou de dizer que você amou o trabalho do outro (mesmo que ele seja seu concorrente)? Você tem vergonha de fazer isto? Você tem vergonha de fazer o outro sentir-se melhor sobre ele mesmo?
Faz bem fazer bem. Faz bem ao outro e para você mesmo. Além da parte altruísta, você já percebeu o quanto de benefícios elogiar alguém pode lhe trazer? Quando eu elogio meus colegas fotógrafos (que muitos poderiam ver como meus concorrentes) eles se abrem para mim tanto quanto eu me abro para eles. Eu encontro amigos além de colegas de profissão. É uma troca, uma porta que se abre. Quando eu elogio alguém que está me atendendo em qualquer lugar que seja eu recebo um sorriso de volta. Quando eu elogio meus amigos, minha família, eu recebo amor. É uma troca de energias, uma troca de coisas boas! Tem coisa melhor do que sentir-se feliz por partilhar felicidade com os outros?
Sabe aquilo que dizem sobre faça coisas boas e você atrairá coisas boas”? É verdade, seja bom com os outros e você receberá bondade em dobro. Seja gentil, elogie alguém e você será inundado por gentilezas e elogios. Quanto mais você se cercar de energias positivas, mais energia positiva você terá, e mais capacidade terá de partilhar isto com o próximo, de tornar a sua vida e a vida dos outros melhor.

Vamos espalhar sorrisos?

Antes de terminar este texto, posso tomar a liberdade de te fazer um desafio? Vamos elogiar alguém todos os dias durante um mês? Não precisa ser a mesma pessoa, pode ser qualquer um. Pode ser um elogio a alguém que faz parte da sua rotina, alguém que você encontrou na rua (não vale chamar de gostosa, linda ou assoviar, ok?!), ou até mesmo alguém aqui do mundo virtual!
Está enferrujado e não sabe como começar a elogiar? Vem cá que eu te ajudo: Comente na foto de um amigo que você não vê há anos. Pergunte a opinião de alguém sobre algo que gostaria de saber – e considere-a. Diga a um colega o quanto você admira a alegria com que ele cumprimenta a equipe pela manhã. Elogie o atendimento de alguém que lhe atendeu bem numa loja. Fale para o seu esposo ou sua esposa o quanto você gosta da forma como ele(a) sorri. Conte aos seus pais o quanto você os admira por serem pais e pessoas incríveis. Agradeça às pessoas que estão ao seu lado.
Não importa qual seja o elogio, apenas faça! Tenho certeza que coisas boas irão começar a acontecer na sua vida e que ela, no mínimo, ficará muito mais leve e alegre!
Vamos espalhar coisas boas neste mundo?
Copiado: http://www.laisschulz.com/