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quinta-feira, 11 de março de 2021

Pandemia: dentro ou fora de casa?


 Pandemia: dentro ou fora de casa?

- Há um vírus matando pessoas lá fora!...

Ele matou minha mãe, meu irmão, minha mulher, meu filho, meu primo, meu marido...

E agora?

- A vida segue, tem o baile, tem a festa...

O café com os amigos...

A família vem neste domingo para o almoço.

Não podemos postar as fotos, mas todos virão! Tem uma churrascaria deliciosa ali...

O barzinho novo para conhecer!...

Tem um samba bom lá na Esquina do bairro.
Bobagem! Não posso faltar!

- Mas tem um vírus matando pessoas lá fora!!!

- A vida segue...

Não dá para parar, né?

Que bobagem, mané!...

Uma gripezinha, um remedinho de farmácia resolve!...

Vamos?

- Não irei. Chame quem pensa como você!

- Ei, Espera!...

Os mortos agora são meus!!!

Fecha a porta!

Não irei mais.

-É sério?!...

Pena que teve que doer em você para perceber que estamos numa pandemia que mata quem amamos.

Por: Carol Cunha- Cantora, Compositora
São Luís - MA, 09 de março de 2021

* Esta crônica foi escrita em homenagem a sua mãe Isabel Cunha(65 anos), após perdê-la para o Covid-19 em 08/01/2021.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

"COISA"...

   

Não sei quem é o autor dessa coisa, mas só sei que  é uma coisa boa de ler...


A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. 

Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há"coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".

Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.



Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".

Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.

Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!

Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".

Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".

Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.



Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer  coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma..

coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer.Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisasno poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisacoisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas,para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisa se usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.

Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". 

 ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?
Colaboração: Poetisa Elisa Lago
Publicado em 2011 neste Blog.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Um Dia Voçe Aprende Que ... (Willian Shakespeare)


Um Dia Voçe Aprende Que ...
  • Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar  uma alma.
  • E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
  • E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
  • E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
  • E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
  • Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
  • E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
  • E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
  • Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
  • Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

  • Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
  • E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
  • E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
  • Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
  • Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
  • Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
  • Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
  • Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
  • Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
  • Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,  pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
  • Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
  • Aprende que paciência requer muita prática.
  • Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
  • Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
  • Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
  • Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
  • Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
  • Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
  • Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
  • Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
  • Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
  • Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...
  • E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
  • E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
  • Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

 Willian Shakespeare

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

AMOR NO AMBIENTE PROFISSIONAL

O ambiente de trabalho é propício para estreitar contatos pessoais. Afinal, ali passamos a maior parte do dia. Almoços frequentes com colegas, happy hour, festas de aniversário, encontros de fim de ano... Os ventos sopram a favor de tornar as relações mais íntimas e assim fazer dos colegas, amigos.
Mas nem sempre essa intimidade para na amizade. Os envolvimentos afetivos ou sexuais são mais frequentes do que podemos imaginar. O espaço restrito do escritório e a possibilidade da convivência diária estimulam os movimentos sedutores: uma brincadeira aqui, um elogio ali, um esbarrão "sem querer", convites para o café, demonstrações de interesse pela vida pessoal do outro. Está pronto o clima para que algo mais comece a se desenrolar.
SEPARANDO ESTAÇÕES
A questão delicada não está no fato do envolvimento em si, afinal somos humanos, vulneráveis e desejosos de estabalecer contato íntimo. A afeição, a atração física e os motivos individuais que nos levam a buscar esses contatos são sempre legítimos sob o ponto de vista de cada um.
O ponto delicado está em saber se existe maturidade suficiente para não misturar estações no ambiente de trabalho. O envolvimento com um colega, um chefe ou mesmo com um cliente pode ser desastroso caso se comece a privilegiar o relacionamento em detrimento dos compromissos profissionais.
Essas relações passam a ser "perigosas" à medida que você:
  • Começa a perder o foco de suas obrigações
  • Passa mais tempo se comunicando de alguma forma com a pessoa do que se dedicando ao trabalho
  • Se incomoda quando alguém se aproxima mais da pessoa com quem você está envolvido
  • Passa a ir para o trabalho para estar junto dessa pessoa e não para trabalhar efetivamente
  • Se distancia dos outros colegas, deixando de interagir socialmente
  • Se comporta de forma que dá margem a comentários que causam desconforto não apenas ao casal, mas aos colegas

PRESERVE SEU EMPREGO

Não é à toa que algumas empresas preferem não contratar marido e mulher e que inibam namoros entre seus colaboradores. Pois conseguir separar questões pessoais no ambiente de trabalho nem sempre é uma tarefa fácil para os envolvidos. Por outro lado, como conseguir impedir um sentimento, um desejo?
É preciso que os envolvidos tenham plena consciência de suas limitações. Que façam acordos entre si, de forma a impedir que esse relacionamento, seja ele temporário ou com a intenção de ser duradouro, acabe comprometendo seu desenvolvimento profissional, uma carreira ou até mesmo o próprio emprego.
Saber separar vida pessoal de vida profissional é imperativo mesmo sem envolvimento no ambiente de trabalho. E mais ainda quando esse envolvimento existe.

Se você tem ou está prestes a se envolver com alguém de seu trabalho, considere alguns tópicos importantes se quiser preservar seu emprego sem riscos:
  1. Nunca discuta a relação nas dependências da empresa
  2. E-mails e torpedos devem ser evitados
  3. Não deixe que questões difíceis entre vocês interfiram no bom desempenho profissional
  4. Mesmo que o relacionamento seja público, evite situações de intimidade física, por mais discretas que sejam
  5. Fique atento para jamais acreditar que está numa situação privilegiada por estar envolvido ou namorando alguém de destaque, sob pena de ter questionada sua competência profissional.
Se você quiser que sua vida afetiva não perca o brilho, procure encontrar o distanciamento necessário no ambiente de trabalho. Seja essencialmente profissional, procurando abstrair ao máximo a condição de intimidade que se estabeleceu entre vocês. Dessa forma, quando estiverem juntos fora da empresa, essa intimidade terá espaço para se concretizar.
Por: Célia Lima: http://www.personare.com.br/

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Feliz Dia dos Pais

As Virtudes De Um Pai... 


Este homem que eu admiro tanto, 
com todas as suas virtudes e também com seus limites.

Este homem com olhar de menino, 
sempre pronto e atento, 
mostrando-me o caminho da vida, 
que está pela frente.























Este mestre contador de histórias 
traz em seu coração tantas memórias,
espalha no meu caminhar muitas esperanças, 
certezas e confiança.



Este homem alegre e brincalhão, 
mas também, às vezes, silencioso e pensativo, 
homem de fé e grande luta, 
sensível e generoso.



O abraço aconchegante a me acolher, este homem, 
meu pai, com quem aprendo a viver.








Pai, paizinho, paizão... 
meu velho, meu grande amigão, 
conselheiro e leal amigo: 
infinito é teu coração.



Obrigado, pai, por orientar o meu caminho, 
feito de lutas e incertezas 
mas também de muitas esperanças e sonhos

Copiado: http://www.mensagenscomamor.com/

sexta-feira, 29 de maio de 2015

15 Rituais Sexuais Inusitados pelo Mundo

A libertação sexual ganhou força na década de 1970. Mas ainda hoje não podemos dizer que somos sexualmente libertos. 

Sexo, em nossa cultura, ainda é um enorme tabu, cheio de “podes” e “não podes”, segundo um padrão que foi muito ditado por nossa herança cristã. 

A cada dia damos mais um passo para desmistificar o sexo, para chegar à compreensão de que, contanto que seja consensual e que traga prazer para todas as partes (é, não precisam ser somente duas as partes), tudo é normal, tudo é permitido. Mesmo assim, ainda não conseguimos achar “normais” uma série de práticas sexuais menos usuais. Hoje, a SUPER separou 15 rituais sexuais de todo o mundo – que você, provavelmente, vai achar estranhos.

1. Havaí
Na cultura havaiana nativa, todas as pessoas davam nomes para seus genitais (!). Tanto a realeza havaiana como os plebeus possuíam músicas que descreviam seus órgãos sexuais tanto física quanto metaforicamente (#curiosa para ver uma descrição metafórica de um bilau ou de uma pepeca). Esses cânticos tinham até nome: “male ma’is”, e eram uma celebração das futuras gerações que viriam.
2. Nova Guiné
Na tribo Sambia, em Nova Guiné, os meninos são separados de todas as mulheres da tribo aos sete anos. Até os 17, eles irão viver somente com os homens, pois as mulheres são consideradas impuras. No início do ritual de iniciação dessas crianças, elas devem fazer sexo oral no guerreiro mais corajoso da tribo e devem engolir o sêmen, que é considerado fundamental para que eles cresçam fortes.
3. Papua Nova Guiné
Nas ilhas Trobriand, na costa de Papua Nova Guiné, as crianças iniciam a vida sexual aos sete ou oito anos. É nessa fase que elas começam a fazer brincadeiras sexuais umas com as outras e a imitar os comportamentos de sedução dos adultos. Cerca de quatro ou cinco anos depois, elas vão atrás de parceiros sexuais de verdade, e eles trocam de parceiros com frequência, sem isso ser um problema para ninguém. As mulheres são tão assertivas e dominantes no sexo quanto os homens, e isso não só é permitido como encorajado nessa sociedade.
4. Antigo Egito
No antigo Egito, acreditava-se que o deus Atum criou o mundo se masturbando até ejacular (onde está seu Deus agora?). Segundo o livro “Sex and Society”, eles também acreditavam que as cheias e baixas do rio Nilo eram fruto dessa gozada (haja esperma). Esse conceito levou os faraós egípcios a se masturbarem no Nilo para garantir a abundância das águas. 
5. Grécia antiga
A homossexualidade era uma prática normal (preste atenção: eu não disse comum, disse “normal”) na Grécia antiga. Era corriqueiro que homens mais velhos tivessem relações com rapazes novinhos – prática chamada de pederastia. Mas a relação entre dois homens se enchia de estigma quando ela acontecia entre dois homens da mesma idade e/ou classe social, porque os gregos consideravam o sexo como um ato de poder, e quem ficava por baixo (o passivo) era considerado feminilizado. Ser considerado feminino nos dias de hoje não seria problema. Mas pense no que significava isso em uma sociedade em que as mulheres nem eram consideradas cidadãs?
6. Colômbia
Todo cuidado é pouco se você for dançar em uma tribo Guajiro. Eles fazem uma dança cerimonial em que, se uma jovem tropeça no pé de um rapaz, eles têm que fazer sexo. o.
7. Egito [2]
A homossexualidade entre homens também foi normal durante séculos na tribo Siwa, do Egito. Eles também não tinham nenhum problema com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aliás, se o homem não tivesse um comportamento homossexual, aí, sim, ele era banido da tribo. Como vemos, tudo é uma questão de parâmetros.
8. Irlanda
A pequena ilha de Inis Beag, na costa da Irlanda, é considerada a sociedade mais reprimida sexualmente no mundo inteiro (pobres). Os adultos (únicos que fazem sexo) ficam de cueca e calcinha o tempo todo durante as relações sexuais (hmm… repressão ou fetiche?) e as pessoas consideram que o ato sexual faça mal à saúde. Acho que eles não têm lido muitas pesquisas científicas sobre o assunto ultimamente.
9. Pacífico Sul
Parece que as ilhazinhas são os maiores oásis de costumes sexuais estranhos do mundo. A pequena ilha de Mangaia, no sul do Pacífico, é o berço da educação sexual mais precoce e avançada do mundo. Aos 13 anos, os meninos fazem sexo com mulheres mais velhas, que os ensinam como segurar a ejaculação por mais tempo e como dar prazer a uma mulher (#Like).
10. Brasil
Sim, nós também temos nossa parcela de rituais sexuais que fogem ao comum. Na tribo Meinaco, no Mato Grosso, os homens mostram às mulheres que são um bom partido levando para ela presentes (até aí, nada de novo). Mas nada de joias, chocolates ou flores. O presente preferido que eles gostam de levar são… peixes frescos. #PresenteDeGrego
11. Camboja
Na tribo Kreung, o divórcio é ilegal. Mas, nem por isso, a moça precisa passar a vida aprisionada a um relacionamento sem tesão ou com alguém que ela não acha atraente. Ao contrário. Eles constroem cabanas de amor para as meninas quando elas têm mais ou menos 15 ou 16 anos. Lá, ela pode fazer sexo com vários garotos da tribo, até encontrar seu par ideal.
12. Europa
Na Idade Média, a Igreja determinou que o papai-mamãe era a única posição aceitável para fazer sexo. Não consigo imaginar vida mais chata. Já o “coitus a tergo” (quando o homem penetra a mulher por trás) era a posição mais indigna.
13. Brasil [2]
Olha nós aí de novo nesta lista! A tribo Caingangue, que habitava os Estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, usava a mesma palavra para os verbos “comer” e “transar”. Não poderia ser mais óbvio: como ambas as atividades tratavam de introduzir alguma coisa dentro do corpo, não haveria motivo para usar palavras diferentes.
14. Himalaia
Algumas tribos dos Himalaias praticavam poliandria. Isso quer dizer que todos os irmãos de uma família compartilhavam a mesma parceira sexual (para alegria de quem tem fetiche no cunhado). A razão disso era que assim as terras da família não ficariam cheias demais de crianças (que comem, mas ainda não têm força para trabalhar).
15. Ilhas Marquesas
Nesse arquipélago da Polinésia Francesa, as pessoas consideravam perfeitamente normal e ok ver seus pais fazendo sexo. Imagina a cena. Aliás, não imagina, não.

Copiado: super.abril.com.br/blogs 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O Privilégio De Ser Mãe

As mulheres são insuperáveis em sua relação com cada um dos filhos. Falar de maternidade é falar de um privilégio da mulher.

Foto: Valdinar Cavalcante

As mulheres não ganham dos homens em muitas coisas. Mas se há algo em que são insuperáveis é no relacionamento com cada filho.

As primeiras a interar-se de que há alguém que está a caminho são elas. Cada vida se inicia perto do coração de uma mulher, e ali seguirá adiante, se não ocorrer nada de mal durante nove meses. 

O diálogo que se estabelece entre mãe e filho é íntimo, profundo e misterioso. O embrião não se dedica somente a "parasitar" e tomar alimentos do útero que acolhe a nova vida.

 Algumas células do filho circulam pelo corpo da mãe, e algumas células da mãe passam para o filho. Entre os dois se combinam certos hormônios que ajudam para que tudo siga o caminho ordinário que levará, ao final, a esse momento misterioso, dramático e, quase sempre, gozoso, do parto.

Durante a gravidez o esposo não é um satélite alheio nem um estorvo incômodo. Sua companhia e seu carinho tornam mais fáceis os cansaços e as reações que fazem sofrer a esposa que começa a ser mãe. Além disso, quando o feto começa a ouvir dentro do mundo do líquido amniótico, chega a identificar os ruídos do mundo exterior e também a voz de seu pai. 

Quando os papais conversam com o feto na barriga da mãe, deixam uma pegada, a ser estudada em seu mistério, na psicologia desse feto que cresce dia a dia. O carinho da esposa, por sua vez, permite ao marido sintonizar-se com o mistério desse filho que está ali, muito escondido de início, mas depois cada vez mais visível através do crescimento da barriga da mãe...

Quando o bebê nasce, também a mulher é a única que pode oferecer-lhe o melhor alimento: o leito materno. Do ponto de vista médico e dietético, o dar de mamar no peito traz muitos benefícios para o bebê e para a mãe. 

Do ponto de vista psicológico, o bebê aprende, antes, durante ou depois de mamar no peito de sua mãe, a olhar a face da mãe, a descobrir uns olhos que penetram cheios de carinho, às vezes um pouco cansados, mas sempre (ou quase sempre) disponíveis.

As que melhor sabem cuidar dele quando chora, quando pede algo que não está muito claro, quando mostram indiferença ou sono, ou quando delineiam um sorriso contagioso e novo são as mulheres. As mães, costuma-se dizer, possuem um "sexto sentido" com o qual percebem muito do que escapa com freqüência aos olhos do novo pai.

Ser mãe não termina com as primeiras semanas nem com os primeiros meses. O filho fica marcado de um modo muito profundo por esses primeiros contatos que se estabelecem com a mulher, com a mãe. Por sua vez, o papel do pai na tarefa educativa vai aumentando com o passar dos meses. 

Em algumas situações chega a dedicar ao filho igual ou maior tempo que o dedicado à mãe (principalmente se ela trabalha fora de casa). O bebê, então, aprende a amar com o mesmo carinho os dois. Mas chegará o dia em que ele tomará consciência do que significou, no caminho de sua vida, essa etapa inicial antes do nascimento e dos primeiros meses nos quais tudo é muita esperança e não são poucos os momentos de temor ou de angustia.

Falar da maternidade é falar de um privilégio da mulher. A paternidade, certamente, é fundamental para que se inicie uma vida humana. Mas um pai nunca poderá sentir em profundidade o que significa ter o filho ali "dentro". Esse filho que se iniciou tão débil e tão dependente que somente o amor pode sustentá-lo durante o tempo de gravidez.

Assim nascemos, até agora, os mais de 6 bilhões de habitantes da terra. Talvez algum dia se inventem úteros artificiais ou incubadoras de embriões. Talvez, inclusive, cheguem a ser tão perfeitos como o sistema biológico que só a mulher possui para abrir-se a cada vida humana que começa sua aventura. 

Mas mesmo assim nada poderá tirar a importância e a beleza desse diálogo inicial entre a mãe e o filho que tanto nos tem ajudado a todos a dizer, já desde os primeiros momentos: vale a pena viver porque há alguém que me conhece e me ama assim, como sou, sem condições...

Por: Bosco Aguirre - http://www.portaldafamilia.org/

sexta-feira, 6 de março de 2015

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada de seu país na Primeira Guerra Mundial. Tais manifestações marcaram o inicio da Revolução de 1917. No entanto, a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas das mulheres por melhores condições de vida e trabalho e também pelo direito de votar.


Ainda nesse contexto, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado até a década de 1920. Depois disso, a data ficou esquecida por um longo tempo, sendo recuperada pelo movimento feminista, somente na década de 1960.

Atualmente, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial, pois nessa data, os empregadores, sem pretender evocar o espírito das operárias grevistas, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

Ao ser criada uma data específica para o Dia Internacional da Mulher, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

No dia 24 de fevereiro de 1932 as mulheres brasileiras conquistaram, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e de serem eleitas para cargos no poder Executivo e Legislativo. Esta data é, portanto, um marco na história da mulher brasileira.

Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o dia 08 de março como o Dia Internacional da Mulher. A fixação da data é o reconhecimento de um longo processo de lutas, organização e conscientização das mulheres, mas também de toda a sociedade, na maior parte do mundo. Ao longo dos anos, muitas têm sido as vitórias das mulheres: conquistaram direitos como o de freqüentar escolas, votar e se candidatar a cargos políticos, praticar esportes e representar o país em competições esportivas, entre outros. 

Também foram criadas delegacias de proteção à mulher e campanhas direcionadas à saúde da mulher.


No Brasil, atualmente, há mais mulheres que homens e elas ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho, e já são responsáveis pelo sustento de  24,9% dos domicílios brasileiros.

No que diz respeito à igualdade entre homens e mulheres, apesar de erradicadas as disparidades no que se refere à educação e saúde, nenhum país possui igualdade total entre homens e mulheres. E os pontos mais problemáticos continuam a ser a oportunidade profissional e econômica e a participação política.

No Brasil, por exemplo, existem três grandes obstáculos: o abismo salarial entre os dois sexos, os poucos cargos políticos ocupados por mulheres e a desigualdade no acesso à educação. As mulheres ocupam a maioria dos bancos das universidades e estudam mais que os homens, mas em termos proporcionais, ingressam menos que eles no Ensino Fundamental. A participação política também é desigual, pois apesar de mais da metade da população ser do sexo feminino, no Poder Legislativo a média de mulheres é de apenas 12%.

No que se refere a conquistas nas leis, o movimento das mulheres pela igualdade tem obtido, ao longo da história, avanços graduais e constantes. No Brasil, o primeiro marco, já referido anteriormente, foi o ano de 1932, ocasião em que se estendeu  a mulher o direito ao voto. Em 1988, veio a maior conquista, pois a Constituição Federal consagrou pela primeira vez na história do país a igualdade de gênero como direito fundamental. E em 2002, o Novo Código Civil consolidou as mudanças constitucionais.

Portanto, no que diz respeito ao aspecto legal, não há nada que possa obstruir a igualdade de gênero no país e então, podemos concluir que o que tem impedido que ela aconteça na prática é a barreira cultural, que impede a ascensão feminina a altos cargos nas empresas e no governo, especialmente em áreas não relacionadas à saúde, educação ou assistência social, campos tradicionalmente reservados às mulheres.


Ainda a respeito de leis, a Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, é responsável por mudanças importantes relacionadas aos direitos da mulher, como por exemplo, o aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher no âmbito doméstico ou familiar. 

Essa lei cria mecanismo para inibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, trata da criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal, entre outras coisas.

A Lei Maria da Penha tornou possível que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Esses agressores também não podem mais ser punidos com penas alternativas, e o tempo máximo de detenção passou de um para três anos. Além disso, a lei prevê medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e dos filhos.

Para finalizar, faremos nossas as palavras da socióloga Eva Alterman Blay, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e coordenadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações de Gênero (NEMGE), para quem o dia 08 de março tornou-se uma data um tanto festiva, com flores e bombons para uns, mas para outros, é relembrada sua origem marcada por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial. É, portanto, uma data que simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas, mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher.

Nesse contexto, devemos considerar que hoje, sem sombra de dúvidas, a data é mais que um simples dia de comemoração ou de lembranças. É, na verdade, uma inegável oportunidade para o mergulho consciente nas mais profundas reflexões sobre a situação da mulher: sobre seu presente concreto, seus sonhos, seu futuro real. É dia para pensar, repensar e organizar as mudanças em benefício da mulher e, conseqüentemente, de toda a sociedade. Os outros 364 dias do ano são, certamente, para realizá-las.
  • Então, à luta companheiras! À luta por educação, trabalho qualificado e remunerado, pois estas são as vias privilegiadas para a conquista da autonomia que nos possibilita realizar escolhas e decidir por nós mesmas os rumos de nossas vidas!

Por: Haidê Silva - http://www.jornalnanet.com.br/