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quarta-feira, 24 de março de 2021

A Gestão do Tempo em Tempos de Pandemia!


As nossas atividades contemporâneas estão em mutação. 

Nos dias atuais, utilizamos várias tecnologias de comunicação e de operacionalização de trabalhos. 

Essa utilização pode nos levar a uma falsa sensação de otimização de tempo, pois se não observarmos e não cuidarmos, com tanta tecnologia empregada em nosso dia a dia acabaremos perdendo mais tempo do que otimizando.

Parece um paradoxo, mas se analisarmos quanto tempo estamos desperdiçando em redes sociais, sites de pesquisas, grupos de whatsapp e outros, e, ainda, se pensarmos no tempo produtivo, quer ele seja de oito horas, doze horas, ou até mais – pois este tempo é muito relativo à profissão e a nossa própria situação social – veremos que é uma grandeza.

Esta reflexão acima nos leva a um importante questionamento: estamos otimizando o nosso tempo? 

Veja, não estamos expressando aqui o tempo utilizado nessas tecnologias, para sermos produtivos, mas, o que queremos é chamar atenção para a análise dos custos e desperdícios. Tempo esse desperdiçado que não agrega valor ao produto ou serviço que está sendo executado. Na utilização de tecnologias, ou seja, ferramentas tecnológicas sabemos que podemos “ganhar tempo” flexibilizando nossas atividades cotidianas.

Mas, agora vivemos um tempo fora do tempo, ou seja, uma realidade que a humanidade não experimentava com tanta expressividade, desde pandemias como a tuberculose e gripe espanhola, para citar algumas. 

Nesse novo cenário fomos forçados a conhecer tecnologias e sistemas que, muitas vezes não estávamos aptos ou, ainda, renegando a existência.

Porém, essa pandemia nos mostrou que não dá mais para fugir ou se esconder das ferramentas tecnológicas e além de utilizá-las devemos aprimorar cada vez mais a otimização do uso em nossas atividades diárias.



O administrador como um profissional que deve estar na vanguarda de processos, não pode ficar alheio a estes acontecimentos, pois estamos alterando a forma de nos relacionarmos, de negociarmos, de vendermos e consumir produtos físicos e serviços, basta olharmos para dentro de nossas casas nestes últimos meses. 

  • Como adquirimos refeições? 
  • Como adquirimos entretenimentos? 
  • Como estudamos? 
  • Como estamos nos reunindo com familiares, amigos, colaboradores e fornecedores?

Pois bem, respondendo esses questionamentos e outros que poderão surgir, estaremos respondendo a nossa gestão de tempo, pois para cada tarefa dessas precisamos de organização. 

Para nos auxiliar nessa gestão temos a famosa e simples ferramenta “5w2h”, ficou surpreso? Mas, essa ferramenta pode sim, e deve ser aplicada em nossa organização pessoal. 

E, nessa perspectiva, se observarmos e aplicarmos as perguntas em português, temos: 

  • O que? 
  • Quem? 
  • Quando? 
  • Onde? 
  • Por quê? 
  • Como? 
  • Quanto custará? 
Teremos o conceito dessa ferramenta desenvolvido nas atividades que desempenhamos diariamente.



É claro que se levarmos em consideração o tempo de descanso que especialistas argumentam ser ideal uma noite de sono  entre 7 e 9 horas para adultos entre 26 e 64 anos e aplicarmos essa ferramenta ou outra de agendamento e organização, conseguiremos otimizar o nosso tempo produtivo, e, ainda, dedicarmos tempo aos nossos familiares e amigos, não o desperdiçando com assuntos e atividades desnecessárias,  que não agregam valor na vida pessoal e profissional.

Portanto, assim como estamos alterando formas de gerenciamento das empresas precisamos alterar as formas de organização pessoal.

Por: Adm. João Marcos Codato - https://cra-pr.org.br/

terça-feira, 31 de julho de 2018

Aprenda como Priorizar Suas Tarefas

Você já ouviu falar do Quadrante de Prioridades

Muito utilizado no mundo corporativo, ele tem o objetivo de separar as tarefas importantes e prioritárias do restante, facilitando a visualização dos compromissos diários e o planejamento da agenda.

Segundo explica a personal organizer Ana Paula Vanzan, sócia da empresa Espaço Ordenado, o quadrante é composto por quatro eixos: tarefas importantes, tarefas não importantes, tarefas urgentes e tarefas não urgentes, como mostra a abaixo:

Quadrante de Prioridades 
O 1º quadrante é o das atividades urgente e importantes. "São os chamados incêndios, tarefas que já não temos mais tempo de resolver, ou um tempo muito curto. Elas acabam tomando grande parte na nossa agenda e são caracterizadas por nos causarem ansiedade", define a especialista. Alguns exemplos são:


  • Contas vencidas 
  • Entregas de relatórios com prazo curto 
  • Crises 
  • Reuniões
O 2º eixo contém as tarefas importantes e não urgentes. Elas são as que mais agregam valor ao nosso trabalho e trazem resultados, mas que ainda temos tempo de executar. "Este quadrante é muitas vezes negligenciado, justamente pela falta de urgência. Porém, é muito importante", revela Ana Paula. Incluem-se neste eixo:
  • Planejamento a longo prazo 
  • Networking 
  • Trabalhos de prevenção 
  • Aprendizado
O 3º quadrante é composto pelas tarefas que são urgentes, porém não têm importância alguma, ou seja, roubam tempo e não dão retorno. É preciso tomar cuidado, pois o caráter de urgência pode fazer com que as priorizemos. São elas:
  • Assuntos secundários, de outras pessoas 
  • Interrupções 
  • Telefonemas 
  • Tarefas totalmente delegáveis
Por fim, o 4º quadrante diz respeito às atividades que não são nem importantes e nem urgentes. "É conhecido como válvula de escape, aquela fuga no meio do caos para buscar assuntos mais interessantes", explica a personal organizer. Têm este caráter:
  • Conversas triviais 
  • Telefonemas irrelevantes 
  • Uso excessivo da internet 
  • Fofoca
Depois de anotar e categorizar suas tarefas, é hora de definir por onde começar 

O que priorizar

Uma vez separadas e categorizadas as atividades, é preciso definir em quais focar. Segundo a especialista, a prioridade são os afazeres importantes e os urgentes.
"As atividades importantes devem ocupar 70% da nossa agenda, e precisamos tentar sempre aumentar a proporção delas quando fazemos nosso planejamento. Além disso, é preciso tomar muito cuidado para que elas não se tornem urgente", ensina Ana Paula.
Já as tarefas urgentes devem ocupar apenas 20% do tempo, já que são aqueles incêndios que acabam nos tirando o foco. Precisamos tentar diminui-las.
"As atividades dos 3º e 4º quadrantes não nos agregam valor e apenas fazem com que percamos nosso tempo. Devemos eliminá-las, ou reduzi-las ao máximo", orienta a personal organizer.
Copiado: https://www.vix.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Espera Só Mais Um Pouco...

Vivemos a era fast-life... fast-life como em fast-food... tudo rápido, pronto, agora.
Estamos acelerados, ansiosos e com nosso prato mais cheio do que geralmente conseguimos lidar. Não há tempo para nos interessar, aprofundar, ou contemplar, pois estamos sempre correndo. Temos medo de perder a oportunidade e somos movidos por aquela frase “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”...
E há várias crenças coletivas sobre o “demorar”... quem espera é lento, alienado, não tem senso de urgência... e por aí vai.
Mas... até que ponto antecipar as coisas é realmente fazer acontecer? (...) E até que ponto esperar o é?
Operadores de bolsa, estrategistas de guerra, atiradores de elite e outros... o que acontece quando eles não esperam o momento certo? Eles sabem que há um timing ideal, pois uma antecipação equivocada pode gerar grandes perdas.
Até mesmo no dia a dia. Quando não esperamos o suficiente podemos queimar a boca ou comer cru... e também percebemos a diferença no gosto de uma fruta que teve seu processo de amadurecimento acelerado pela intervenção. No coaching isso é totalmente aplicável à presença e capacidade de escuta do coach. Se ele não percebe o processo reflexivo de seu cliente e lhe dá o tempo e espaço suficiente, coisas importantes podem ser perdidas.
Sim, é verdade que não devemos simplesmente esperar a vida passar diante de nossos olhos, mas também é verdade (e muito verdade) que há momentos em que esperar pode fazer toda diferença!!! Se por um lado sentimos que ao não “fazer acontecer” vamos perder a oportunidade, por outro há vezes que as oportunidades estão há algum tempo na nossa frente, mas as perdemos por passarmos rápido demais por elas.
Há uma cena no filme American Sniper, com Bradley Cooper, em que Chris Kyle (o personagem real representado por Cooper) está sobre um telhado, posicionado para atirar em qualquer pessoa que represente uma ameaça. Em algum momento um menininho pega uma arma e Chris teria de atirar, mas ele espera o máximo que pode, até que o menino larga a arma e sai correndo. A expressão daquele atirador por não ter tirado a vida daquele menino é muito impactante... esperar mais um pouco representou a diferença entre a vida e a morte!
Eu imagino que em sua vida tenha havido momentos em que você pensou: “Ah, se eu tivesse esperado só mais um pouco...” E hoje quero convidá-lo a se dar o direito de avaliar momentos e situações em que você poderá (ou deverá), sim, esperar! Um relacionamento, uma resposta, o resultado de um investimento (de tempo ou dinheiro)...
Sabe, a vida não resulta apenas dos seus esforços e daquilo que você faz. Você representa apenas uma parte do que influencia o rumo das coisas... Há os outros... há os fatores naturais e há, ainda, aquelas coisas que só a fé explica.
Para concluir... sim, haverá momentos em que você deverá agir e antecipar... mas, definitivamente haverá outros em que esperar será a melhor resposta. Então, meu convite pra você é: aprenda a discernir os diferentes momentos e aprenda a esperar só mais um pouco...
É isso aí.
Por:https://www.linkedin.com

quinta-feira, 28 de julho de 2016

10 Hacks De Produtividade Para Fazer Mais Em Menos Tempo

Seu rendimento não é mais o mesmo? Descubra táticas para dar um upgrade na sua eficiência
Momentos de inércia podem favorecer a criatividade na solução de problemas, contudo a disciplina tem um papel essencial inclusive na hora de não fazer nada.
 "Quando os dias de preguiça se tornam semanas de preguiça, temos um problema. Assim que você se acostuma ao conforto do ócio, fica cada vez mais difícil voltar a ser aquela pessoa ativa que conseguia terminar as coisas", afirma Loly Daskal, presidente e CEO da Lead From Within, uma consultoria global especializada em liderança e desenvolvimento empresarial.
Confira a seguir algumas técnicas que ela recomenda para dar aquele up na sua produtividade.
1. Crie uma checklist: É fácil procrastinar, especialmente durante as tarefas entediantes do dia a dia. Uma solução simples é criar um sistema de passos para cada tarefa. Pense em criar uma checklist que passe por todas as partes tediosas da sua rotina diária -- não para engessar, mas para tornar o processo mais fácil de seguir e rápido de finalizar. 

2. Controle seu tempo: Se você teme os longos trechos de trabalho exigido por uma tarefa longa, estipule um prazo de dez minutos para cada um deles. Comprometa-se a fazer a tarefa por dez minutos com concentração total, e em seguida permita-se um intervalo. Trabalhar com um timer pode ajudar a trabalhar o foco e os impulsos.

3. Divida as tarefas: Às vezes as menores tarefas se perdem em confusão. Uma solução simples é organizar as tarefas em categorias, quando há diversos pequenos items que exigem o mesmo nível de atenção. Esse exercício é uma ótima maneira de fazer as coisas rapidamente e sem distração.

4. Comece com a menor parte: Quando você tem uma tarefa grande e desafiadora, é fácil ficar preocupado e inventar desculpas para evitar lidar com a questão. Quebre o projeto em tarefas, e essas por sua vez em passos ainda menores para conseguir um ponto de apoio. O truque está em desenvolver um mindset onde você possa se motivar mesmo quando não está de bom humor, já que a tarefa é tão pequena que só irá levar um momento.

5. Foque no que é mais importante: Até uma pequena alteração provoca mudanças enormes no tempo. Todos os dias, identifique as três (ou qualquer outro número) tarefas mais importantes que você precisa terminar -- aquelas com maior impacto e prioridade máxima -- e termine-as logo pela manhã. Além do progresso, você começa o dia com a sensação de realização, o que gera motivação extra para fazer mais coisas ainda.
6. Aproveite a motivação de segunda mão: Quando não conseguir se motivar, ouça alguém que consegue. Encontre um podcast de produtividade ou um TED talk motivacional. Reserve meia hora do seu dia para se conectar com uma fonte de motivação.

7. Crie um senso de urgência: Pessoas preguiçosas procrastinam até o último minuto, e de repente uma tarefa simples se torna uma emergência. Aproveite este aspecto desenvolvendo um hábito de se impor prazos. Diga a si mesmo que isso precisa ser feito dentro de um timeframe, CASO CONTRÁRIO...

8. Capture suas ideias: Uma teoria é que a preguiça na verdade é uma forma de lidar com o excesso de trabalho. Se este for o seu caso, pode ser benéfico esvaziar regularmente sua cabeça de todas as coisas que você precisa lembrar e fazer todos os dias. Liste tudo no melhor formato que funcione pra você e tire tudo da cabeça, assim você consegue se manter focado na tarefa que está desenvolvendo neste exato momento.

9. Siga a regra dos dois minutos: Esta estratégia é de David Allen, autor de Getting Things Done. Ele tem uma regra de dois minutos para e-mails: se não consegue lidar com uma mensagem em 120 segundos ele deixa para depois ou simplesmente deleta.

10. Recrute um parceiro: Se você está tendo dificuldades para terminar as coisas sozinho(a), procure um parceiro(a) que possa te ajudar a manter o controle das responsabilidades. 
Por: 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Você Não Sabe, Mas Seu Dia Já Tem 32 Horas

Sim. Mais precisamente, 31 horas e 28 minutos, segundo uma pesquisa recente que mostra que, através do uso cada vez maior de tecnologia e de novos comportamentos, viramos multitarefas com mais horas de atividades por dia que de vida.
A origem dessa descoberta é Michael Wolf, ex-membro do comitê executivo do Yahoo, que publicou no final de 2015 esse trabalho fascinante sobre o futuro da tecnologia.
Segundo ele, o americano médio já passa mais tempo com mídias e tecnologia do que dormindo ou trabalhando. Ele chega a 11 horas e 32 minutos por dia – e isso continuará crescendo.
O brasileiro não deixa nada a desejar: são 10h34 por dia contra 8h44 no Reino Unido, 5h25 na China e 4h40 no Japão. Somos sociais, somos tecnológicos, somos mídia, somos multitarefas. E os comportamentos e modelos mudaram profundamente nesses últimos anos.
As plataformas sociais passam por mutações profundas. As mensagens instantâneas crescem em alta velocidade e já desafiam as plataformas sociais clássicas, não personais. O Snapchat virou, em dois anos, a terceira maior plataforma social do mundo: começou com um uso erótico nichado e hoje rivaliza com o Facebook em número de views de vídeos, com um quinto de usuários. 

O jeito de assistir TV também. Surgiu o binge watching, a visão consecutiva de vários episódios de um seriado, que impacta totalmente a nossa relação com o conteúdo e os meios. Você viciado em House of Cards, Mad Men, Game of Thrones, Breaking Bad, etc., sabe muito bem do que eu estou falando.
O jeito de ouvir também. O áudio vai explodir porque, na essência, ele permite o multi-tasking. Basta lembrar que há muito tempo você já dirige ouvindo rádio. Você também pode ouvir rádio, música, podcasts enquanto está praticando esportes, trabalhando, se divertindo, caminhando, fazendo tarefas da casa, etc. E o YouTube é mais usado como streaming de música do que para assistir vídeos (incluindo os vídeos musicais).
As fontes migram para o conteúdo gerado por usuários. Mais faturamento no YouTube está sendo produzido por vídeos de usuários independentes do que por vídeos oficiais de selos de música ou grandes produtoras. A originalidade e a exclusividade dos conteúdos viraram chave. SoundCloud e YouTube têm hoje mais de 100 milhões de músicas off labelenquanto o teto da Apple Music é de 30 milhões. Haja long tail.
O gaming virou um nicho de 1,8 bilhão de pessoas no mundo. Em 2014, havia 1,8 bilhão de gamers no mundo vs. 2,9 bilhões de usuários de internet. Vocês já ouviram falar de e-sports? São competições de games de esporte multijogadores, a caminho de  virar em 2018 uma franquia de 1,2 bilhão de dólares – enquanto a NBA é uma franquia de 5 bilhões construída ao longo dos últimos 70 anos.
Os modelos diferem totalmente para atividades similares. Por exemplo, para faturamentos parecidos, na casa de 1 bilhão de dólares, a Pandora fatura 80% da sua receita com propaganda e o Spotify 80% com assinaturas.
O consumo continua concentrado, apesar da multiplicação de conteúdos e plataformas. Dos 27 aplicativos usados por mês, cinco representam 80% do tempo do usuário. Dos 96 websites visitados por mês, cinco representam 45%. E, dos 194 canais de TV disponíveis, 100% do tempo de TV é usado assistindo a 18 canais.
E, apesar de tudo isso, a TV continua ainda muito sólida na maior parte dos grandes países do mundo. Nos Estados Unidos, a TV tradicional – broadcast, cabo e pay TV – continua representando 72% da audiência. Os Millenials continuam assistindo a 20 horas de TV por semana. Os Gen X, 30 horas. A qualidade da tela grande continua atraindo, apesar da explosão e fragmentação da oferta.
E grandes questões ainda estão para serem resolvidas, como curadoria humana ou algorítmica dos conteúdos. Nesse texto de poucas frases, pouca prosa, bastantes números e fatos.
Fatos que martelam a minha cabeça desde que os li e que me fazem pensar até que ponto nós, profissionais de marketing e entendidos sobre consumidores, temos desafios tão complexos quanto apaixonantes. Fatos que eu gostaria de martelar na cabeça de vocês para não ficar sozinho com esse barulho.
Vivemos 32 horas por dia e em movimento constante. Os conteúdos, as plataformas e, por consequência, os comportamentos estão em plena transformação acelerada, sem ao mesmo tempo abrir mão de muitas coisas já existentes. Problems are a playground.
Temos um playground maravilhoso para os próximos anos. Vamos nos divertir!
Por: 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Cultura da Pressa: Como Deixar de Ser Escravo do Tempo?


 Moro em São Paulo – SP e não sei se é só por aqui, mas tornou-se característica cultural do paulistano estar sempre apressado,  correndo entre um compromisso e outro, sempre ocupado com a agenda lotada de coisas para fazer!A cidade que nunca dorme é feita de pessoas que nunca param!
Foi neste ambiente que cresci e é nele que educo meu filho de nove anos. Escrevo esse artigo em julho/2016 e, como muitas crianças, ele está em recesso escolar. Hoje em dia, uma das minhas preocupações é ensiná-lo a curtir ao máximo os momentos de ócio. Sim. Ele estuda em período integral e aos sábados faz aulas de inglês, possui responsabilidades em casa como arrumar sua cama, separar sua roupa para lavar, arrumar seu quarto, ajudar a dobrar e guardar as roupas da família... Mas ele é uma criança e precisa brincar e interagir como criança! Nem sempre eu tive essa percepção sobre a importância de aproveitar os momentos de pausa, sobre existir o tempo de acelerar e o tempo de descansar.Hoje prezo, pratico e ensino.
Neste “modo automático de viver” ao qual estamos sujeitos - que também se espalha entre relações, trabalho e lazer - esconde-se um grande risco:encarar como banal ou desperdício de tempo pequenas coisas como ler um livro sem pressa, encontrar amigos, comer uma comida bem feita e saudável sem olhar para o relógio / celular, dormir o necessário, cuidar da saúde ou mesmo ir àquela aula de dança. Aquelas coisinhas que não agregam nada ao seu Currículo, mas que fazem um bem imenso para a alma! E detalhe: sem precisar postar fotos sobre isso para mostrar aos outros que você é feliz!
A cultura da pressa faz parte da sua vida? Quantas vezes você já parou para pensar por que está levando a vida corrida que leva? Seus comportamentos condizem com aquilo que você entende como certo ou será que apenas age assim porque todos os outros ao redor também fazem, e de certa forma, te influenciam? Apressando-se para ser bem-sucedido antes dos 30 anos, comprar carro, casa, casar-se, ter filhos e um MBA tudo antes dos 35? Por quê?
Quando foi que você deixou de se importar com aquilo que verdadeiramente fazia sentido para você, seja em termos de conquistas ou pequenos prazeres diários? Quando foi que começou a se comparar com os colegas ao redor e se auto-cobrar por ter a mesma idade, mas não as mesmas coisas?
Em alguns círculos de convivência, virou quase uma imposição estar sempre ocupado, trabalhando todos os dias até muito tarde, fazendo cursos após o expediente e cuidando de outras obrigações no final de semana /férias. Relaxar? Se der tempo... Faz você parecer alguém muito importante... (Será?)
Recentemente assisti a um filme nacional chamado “Estamos Juntos”. Uma jovem médica residente interpretada pela atriz Leandra Leal, com uma carreira de Cirurgiã  promissora e cheia de sonhos, descobre que tem um tumor cerebral maligno. Ela tenta continuar a vida normalmente, mas o agravamento da doença interrompe seus planos, obrigando-a procurar apoio para cuidar da saúde e qualidade de vida. O problema é que quando olha para sua vida pessoal buscando apoio emocional, já não possui nenhuma relação sólida e verdadeira. Sequer tem a quem contar seu diagnóstico. Então, se conscientiza de que não foram as pessoas que se afastaram dela, mas devido a vida corrida, de alguma maneira, ela é que havia se fechado num mundo superficial impedindo maiores aproximações.
O que pretendo com essa ilustração, é mostrar que a vida possui diversos aspectos a serem levados em conta.
Por mais que você insista, há questões que não funcionam na base da pressa, mas pelo contrário, só fluem na base do amor, da paciência, da calma, da presença de alma.
É sempre relevante questionar-se com frequência sobre quais são suas prioridades de vida e se o dia a dia que você está vivendo, atende a essas prioridades ou as esmaga.
Como disse no início, uma das minhas preocupações é ensinar meu filho sobre o equilíbrio entre as responsabilidades e as pausas para se dedicar a coisas mais agradáveis. No primeiro dia das férias pedi para ele escrever uma lista sobre o que gostaria de fazer, coisas que sentia falta de curtir quando está em aula. Dos 16 itens que ele rapidamente listou, 7 incluem atividades em família. Os demais são pequenos prazeres do cotidiano, simples, que não incluem aquisição de nenhum brinquedo novo ou fútil. Aprendo e me surpreendo com ele diariamente sobre como as coisas são simples e quanto nós adultos, por inúmeras vezes, complicamos o óbvio.
Afinal, como quebrar o ciclo vicioso da correria e deixar de ser escravo do tempo?
1 – Desocupe-se - Começando pelo trabalho. Estar muito ocupado não significa estar produtivo. Observe o que você faz, como faz, por que faz, para quem faz e qual a maneira mais inteligente e menos braçal de obter resultados. Mapeie os processos do início ao fim e identifique o que pode ser otimizado. Nessa reorganização você pode economizar tempo, energia, saúde, dinheiro... 
2 – Aprenda dizer “não” para poder dizer “sim” - Tentar dar conta de tudo, acumular tarefas, não tirar férias, ser um profissional altamente perfeccionista,  pessoa perfeitamente exemplar, que não se permite errar nem decepcionar aos demais, que nunca diz “não”... é um atalho para a frustração.
Se você não aprender dizer “não” para o que não quer, nunca sobrará tempo para dizer “sim” para aquilo que quer, para o que realmente é mais importante na sua vida. Correrá o risco de ocuparem sua vida por você, começando a te usar como extensão do tempo, dos braços e pernas deles. Você acabará ficando sempre em função de atender as necessidades, expectativas e exigências dos outros, anulando cada vez mais a si mesmo.
3 – Aprenda a delegar - Há pessoas que não conseguem delegar por acreditarem que ninguém fará aquela atividade de forma tão excelente quanto elas!
Pode até ser que outra pessoa não se dedique a uma tarefa da mesma maneira que você, mas é importante observar quais são as atividades de maior e menor impacto para sua sua vida. Por exemplo: ninguém pode fazer exercícios físicos no seu lugar, mas alguém pode levar o carro na revisão por você!
4 – Simplifique a vida - Ter uma vida simples não significa ter uma vida vazia. Significa preenchê-la com o essencial para sobreviver e o mínimo necessário para ser feliz.Significa não preencher a vida com coisa e comportamentos inúteis, que servem mais para impressionar aos outros e encarecer seu custo de vida.
5 – Organize o cotidiano com base nas prioridades - Comece pelas necessidades básicas de sobrevivência como comer adequadamente, beber água, ir ao banheiro, dormir, conviver bem...  Uma coisa que aprendi a duras penas foi que primeiro eu preciso cuidar de mim (fisicamente, emocionalmente, espiritualmente) para estar bem, e assim conseguir, trabalhar e ajudar outras pessoas com o que elas precisam.
Liste suas prioridades e observe como sua rotina pode ser ajustada para atendê-las.
6 – Elimine o que drena seu tempo e energia - Onde você acha que desperdiça seu tempo? Tem alguma atividade ou comportamento que até lhe trazem certo conforto mas, no fim das contas, não tem impacto na sua vida (nem mesmo para o ócio criativo)? Algum vício? Hábito a ser mudado? Algum medo que te paralisa? Como seria uma maneira eficiente para liberar esse espaço “roubado” na sua agenda
Agora, gostaria de saber de você: O que tem feito para não cair na armadilha da "falta de tempo"?
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