quarta-feira, 18 de abril de 2012

O paradigma do planejamento estratégico


O estudo sobre o uso do planejamento estratégico nas firmas teve seu início em 1952 com Peter Drucker com Administração Por Objetivo - APO - professor da faculdade de Harvard nos Estados Unidos. Outros pesquisadores têm analisado por que uma firma tem mais lucratividade do que outras que atuam na mesma indústria. Como o ambiente – interno e externo – mudam constantemente era necessário elaborar uma ferramenta que pudesse analisar estas variações, surge no início de 1960 a ferramenta SWOT análise, que tem como objetivo identificar as ameaças e as oportunidades do mercado e os pontos fortes e os pontos fracos da firma em relação aos seus concorrentes.

Um dos pesquisadores que têm se dedicado a análise da vantagem competitiva das firmas é o professor da Faculdade de Harvard – Michael Porter – que escreveu entre vários livros e artigos acadêmicos os livros:
  • a) Estratégia competitiva 1980;
  • b) Vantagem competitiva 1985;
  • c) Em competição 2008.
Não menos importantes, também pesquisador e professor da Faculdade de Harvard são Pankaj Ghemawat e Jay Barney.
Enquanto que Michael Porter tem defendido o Market Base View –MBV – o Jay Barney defende o Resource Base View – RBV – através da análise do VRIO, onde V = Valor; R = Raridade; I  = Imitabilidade; O = Organização

Na década de 1970 surge a matriz Boston Consulting Group – BCG, para analisar o portfólio de produtos de uma firma em relação à sua participação no mercado onde ela atua. Na mesma década surge uma nova ferramenta denominada matriz GE, a qual tinha como objetivo analisar mais parâmetros da atratividade da indústria onde a firma atua e os pontos fortes da firma. Em meados da década de 1990 surge nova ferramenta desenvolvida por Kaplan e Norton também da faculdade de Harvard, para medir a evolução do desempenho da firma, denominado Balanced Scorecard - BSC.

No artigo acadêmico – Métodos para avaliar a postura estratégica - escrito por Azevedo e Costa 2001, analisam as vinte e uma ferramentas para avaliação da postura estratégica de uma firma, outro pesquisador brasileiro que tem atuado nesta área e escrito artigos acadêmicos sobre o assunto é o professor Flávio Vasconcelos da FGV.

O desafio é gerar valor a firma por meio da implantação do planejamento estratégico, a questão é que se esta ferramenta é tão boa, por que as firmas não as utilizam? Esta é a pergunta de muitos executivos.

Alguns pesquisadores afirma que não basta analisar o ambiente onde está inserido a firma e fazer o planejamento estratégico, é necessário quebrar os paradigmas interno da firma, bem como identificar quais são as pessoas que irão ajudar a implantar esta nova ferramenta. Ao diagnosticar  a razão do insucesso na implantação do planejamento estratégico encontramos os seguintes pontos:
  • a) incapacidade de gerenciar mudanças e superar conflitos internos;
  • b) estratégia conflitante com a estrutura de poder existente;
  • c) falta de comunicação dos responsáveis do projeto;
  • d) falta de entendimento dos benefícios desta ferramenta pelos usuários;
  • e) falta de comprometimento da alta direção da firma;
  • f) ausência de uma metodologia que direcione os esforços para implantação.
De acordo com os dados do SEBRAE, 40% das empresas fecham no terceiro ano de existência, e ao analisar a razão do fechamento podemos observar que estas empresas não analisaram corretamente o ambiente bem como não se preocuparam com a implantação de um planejamento estratégico em sua empresa.

Por: Anselmo Buttner -http://www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ética no Trabalho

 Segundo o Aurélio, ética é o conjunto de regras e valores ao qual se submetem os fatos e as ações humanas, para apreciá-los e distingui-los. Em relação ao trabalho, vamos associá-la, apreciá-la quando for o caso e, principalmente, distingui-la. Outros dicionários afirmam que a ética é parte da filosofia que estuda os deveres do homem para com Deus e a sociedade.

Permita-me simplificar esse conceito, à luz da experiência pessoal e profissional ao longo de mais de quarenta anos. Ética é a ciência aplicada pelos seres humanos que procuram ser justos e razoáveis com todo mundo, da melhor forma possível, além de não pensarem exclusivamente em si mesmos. 

Por essa razão, ética não é um conceito facilmente aplicável nas grandes corporações até mesmo porque o capital não consegue se multiplicar na velocidade que precisa se adotá-la como bandeira. Se assim o fizesse, a distribuição de renda seria diferente, as relações desumanas no trabalho teriam outra conotação e os profissionais de valor seriam mais do que um simples número no quadro de empregados da organização.

Você conhece algum profissional que consiga ”cumprir os deveres com Deus e a sociedade” em alguma empresa? Se o fizer ao pé-da-letra, ele simplesmente é excluído do meio, a empresa vai à falência, e o líder entra em descrédito perante o acionista ou superior imediato, num mundo repleto de valores equivocados.

Apesar de todas as recomendações dos especialistas com as mais variadas teorias sobre o assunto, as empresas continuam falhando abruptamente na condução dos negócios. O capital humano nunca foi páreo para a ambição desmedida do lucro e quando a ambição ultrapassa os limites do razoável, a ética e o respeito aos indivíduos são literalmente atropelados pelo poder que não conhece limites.

Muito se fala na necessidade de modificar as relações entre capital e trabalho com intuito de proporcionar ambientes mais justos e fraternos, porém o abismo entre o discurso e a prática é imenso.

A sobrecarga de trabalho é um exemplo típico da imposição do poder. A opção pela redução da força de trabalho e a avidez do capital pelo lucro em progressão geométrica elevam o custo social, sem pudor.

Antes de prosseguir, lembro que as empresas são feitas de pessoas e as pessoas erram, porém, numa sociedade extremamente competitiva, o mínimo erro torna-se imperdoável. Erros fazem parte do crescimento, mas no mundo corporativo atual, o erro será parte do crescimento numa outra empresa, nunca onde se comete.

Não existe espaço para a redenção. O erro é a chance que as organizações esperam para descartar os indivíduos a fim de elevar a produtividade e o lucro por empregado, importantes na divulgação dos resultados.

As relações entre capital e trabalho são absolutamente frias e, por consequência, as relações entre chefes e subordinados também. É mais cômodo exercer a pressão do que a liderança efetiva para se obter resultados.

As incertezas do mundo atual não permitem questionamentos nem espaço para diversidade, aliás, são poucos os líderes que conseguem conviver com diferenças, em princípio, salutares para o crescimento das organizações. O mundo foi construído com base nas diferenças étnicas, religiosas e culturais. Nelson Rodrigues afirmava que toda unanimidade é burra, mas poucos entendem essa máxima.

Por questão de sobrevivência, muitos profissionais se sujeitam a trabalhar em empresas de valores duvidosos, contrários às necessidades pessoais de cada um, onde o discurso vale apenas para a sociedade e a ética restringe-se aos manuais da organização.

Infelizmente não existe emprego ideal, mas existe trabalho ideal, caso contrário, o mundo seria cruel. O que nos move para frente é a certeza de que existem pessoas de bem, apesar da nossa tendência inequívoca de pensar diferente.

Parafraseando um dos executivos mais sensatos que conheci no mundo profissional, ”a ética é o freio da ambição”. Os seres humanos são capazes de coisas incríveis por dinheiro e poder e, na maioria das vezes, a ambição será mais forte que a ética, para desespero dos menos favorecidos politicamente.

Todavia, não se deve perder a esperança, nunca. As relações na vida pessoal e profissional são difíceis, mas o mundo evolui rapidamente. Existem líderes e também organizações sensatas que conseguem conciliar os interesses, pois transcendem a ambição e o lucro em nome daquilo que se convém chamar de ética, aliada ao respeito aos indivíduos.

Em razão de tudo que penso, escrevo e desejo para os que convivem comigo, confio sempre na justiça divina, a despeito de toda falta de bom senso e intolerância na face da Terra. Deitar a cabeça no travesseiro com a sensação do dever cumprido, desprovido de culpas e mágoas, não é para homens comuns.

Como diria Otto Lara Resende, devemos almejar firmemente a utopia, afinal, o mundo não precisa seguir permanentemente infeliz.

Pense nisso e seja feliz!

 Colunista: Jerônimo Mendes - http://www.qualidadebrasil.com.br

O que Impede de Sermos Assertivos?

 Temos a necessidade de expressar nossas próprias verdades, comumente baseadas nas histórias de vida e marcadas pelas experiências vivenciadas com a família, amigos, religião, enfim, com o meio ambiente em que experimentamos as mais tocantes situações. Essas experiências únicas formam a base das crenças e valores que norteiam as escolhas e as diferentes formas com as quais nos relacionamos ao longo da vida. Tudo isso faz com que queiramos preservar nossas opiniões, imagem e idéias perante a sociedade.

Na ansiedade de defender nossos pontos de vista ou paralisados pelo medo de magoar ou contrariar o outro, muitas vezes assumimos dois tipos de comportamentos que são totalmente contrários a assertividade, característica que possibilita atender nossas vontades e necessidades sem que pra isso seja preciso desrespeitar o espaço alheio.

O primeiro desses comportamentos pode ser observado quando não permitimos que ninguém apresente idéias contrárias às nossas, numa tentativa de provar que sempre temos razão, que se aceitarmos a opinião do outro seremos tachados de fracos ou indecisos. Desta forma, monopolizamos as conversas, usamos as expressões do nosso corpo para intimidar, elevamos o tom de voz, assumimos atitudes frias e distantes no relacionamento interpessoal e, se ainda não for suficiente, buscamos fatos ou erros do passado para que a outra pessoa sinta-se acuada e recue em sua posição. 

Tais comportamentos demonstram a agressividade, uma das defesas mais comuns no meio corporativo para afastar a possibilidade de um diálogo em que ambos possam expressar suas verdades. A agressividade pode ser entendida como uma luta de poder que em toda situação de conflito deverá sempre haver um perdedor e um ganhador. Agressividade conduz a relacionamentos difíceis, pois quando uma pessoa sente-se acuada, sua reação natural é criar resistências, não cooperar e não compartilhar informações e outros recursos, gerando uma série de dificuldades para a solução de problemas e o atingimento dos resultados esperados pelas corporações. 

Já o segundo comportamento é exatamente o contrário do primeiro, onde na tentativa de conseguir a aprovação e aceitação dos colegas de trabalho, familiares e amigos, esquecemos nossas verdades de lado e evitamos qualquer tipo de posicionamento, deixando-nos levar por aquilo que o outro considera correto, agindo de forma inteiramente passiva e buscando não criar nenhum tipo de dificuldade. Ao adotar uma postura frágil como essa, perdemos o controle sobre nossas próprias vidas, pois o outro passa a ter a prerrogativa de decidir o que é melhor para nós, o que iremos priorizar, qual o projeto que prevalecerá, chegando nas relações familiares a interferir até mesmo em questões que são inteiramente individuais, como por exemplo, a graduação que devemos cursar, o melhor parceiro para o casamento e outras situações que somente cada um tem a clareza do que é melhor para si mesmo.

Quando agimos de forma passiva não expressamos nossas necessidades, pensamentos e sentimentos,  nossa comunicação verbal e não verbal transmite insegurança e nosso tempo fica escasso e mal utilizado em função da quantidade de tarefas assumidas que nunca são entregues no prazo, que vem reforçar um sentimento de incompetência, gerando desconfiança nos outros.

Podemos concluir que tanto os comportamentos agressivos como os passivos são formas ilusórias e extremadas de defesa que nos afastam do comportamento assertivo tão necessário para nossa auto-estima e realização pessoal e profissional.

Pensem nisto!
 
 http://www.qualidadebrasil.com.br

domingo, 15 de abril de 2012

Assertividade e Autoconhecimento


Assertividade é uma palavra que poucos conhecem. Embora alguns a associem com agressividade, isso não é verdade. Assertividade está ligada à palavra asserção, que segundo o Dicionário Aurélio, quer dizer:  
Afirmação, asseveração.
Alegação, argumento. 

Hoje, no mundo dos negócios, os profissionais devem ser assertivos, inclusive na entrevista para seleção de pessoal, pois não bastam ter competência técnica, as empresas desejam pessoas talentosas. A assertividade facilita a demonstração de suas competências, interesses e habilidades. Entretanto, não se preocupe, pois existem vários cursos sobre o assunto.


Se você não nasceu dotado de um grau de assertividade positivo, é possível aprender; aliás, tudo na vida é questão de aperfeiçoamento. Você também não precisa ser um líder ou, necessariamente, autoritário para isso; contudo, deve acreditar em suas verdades, principalmente em uma negociação, onde deve ocorrer sempre o ganha-ganha.

Toda pessoa assertiva tem uma auto-estima positiva e procura, sempre, se auto-avaliar para modificar padrões de pensamentos e valores pessoais. São pessoas capazes de expressar suas idéias, opiniões e sentimentos, ao mesmo tempo em que há uma afirmação de direitos, sem, porém, violar os direitos dos demais, é pessoas que conseguem se comunicar sem ansiedade e constrangimento. Ao ser assertivo com o seu interlocutor, você está afirmando o seu “Eu”, por isso a assertividade está ligada a pessoas que têm auto-estima positiva e sabem fazer o seu Marketing Pessoal e/ou Profissional, porém, sem arrogância ou agressividade.

São pessoas autoconfiantes, independentes e que sabem o que querem. Acreditam em sua capacidade de agir e gerar resultados eficientes para todos os envolvidos em seu ambiente. Algumas pessoas não utilizam a assertividade em sua comunicação porque pensam que, afirmando os seus desejos e intenções, podem ser rejeitados.

Se você se vê assim, precisa transformar a sua auto-estima de negativa ou baixa para uma auto-estima equilibrada; lembre-se que sempre é possível mudar crenças e valores. Tenha em mente que a assertividade pode caminhar com a cooperação; como exemplo, você não precisa depreciar ou menosprezar o outro em uma negociação. Ser assertivo é ser também, empático. O assertivo de verdade combina alta capacidade assertiva com equilibrada agressividade, construindo, assim, relações positivas, pois gera maior credibilidade com todos da equipe.

Não é necessário e nem se deve invadir o espaço do outro para ser assertivo. Você favorece seus contatos sociais quando a outra pessoa percebe que você a respeita, mesmo tendo opiniões diferentes daquelas expressadas por ela. Um ponto importante a relevar é que todo profissional assertivo é comprometido com suas metas e escolhas, por isso aumenta suas chances de crescer em sua carreira. Sabe conduzir relações interpessoais de forma positiva, não somatizando doenças, engolindo os famosos “sapos”. 

Profissionais revelam as melhores e piores perguntas nas entrevistas


Uma das etapas mais temidas pelos candidatos é a entrevista de emprego. É nela que os selecionadores vão decidir se a pessoa tem potencial para ocupar o cargo tão almejado por diversos profissionais. No entanto, nesse encontro há momentos de desconforto. E, a fim de saber quais as melhores e piores perguntas feitas por quem contrata, o site de empregos Curriculum.com.br encomendou uma pesquisa à Gentis Panel, que ouviu 2.500 profissionais.

As questões sobre as ambições e a visão do futuro sempre garantem mais conforto aos avaliados, aponta Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br.

É sempre difícil falar sobre si mesmo, ainda mais num momento em que as suas características e, principalmente, aquilo que você fala podem ser decisivos para a sua contratação ou não. Por isso, os candidatos tendem a gostar menos desse tipo de pergunta — completa Abrileri.

De acordo com Ylana Miller, sócia-diretora da Yluminarh Desenvolvimento Profissional, ao falar de atitudes, o candidato descreverá situações já vivenciadas e, por vezes, tem o receio de ser mal interpretado. Entretanto, diz a consultora, ao relatar planos futuros, o candidato fala de sonhos e/ou anseios profissionais, se sentindo mais à vontade.

Ele não está preocupado em ser mal avaliado, pois ainda está na fase do planejamento de uma "história" que não se concretizou — ressalta.

O importante em ambas as situações, diz Ylana, é que o candidato sempre fale a verdade, responda com objetividade, confiança e mencione situações reais, demonstrando as suas atitudes para o alcance dos resultados:
 O entrevistador busca o que efetivamente praticamos, a ação em si e os resultados, sendo que o diferencial está na atitude do candidato frente aos desafios e realizações.

Abaixo listamos as perguntas mais bem avaliadas e as piores, segundo a opinião dos entrevistados:

AS MAIS BEM AVALIADAS

1) Fale-me um pouco mais da sua última experiência
2) Quais são suas habilidades?
3) Quais suas expectativas em assumir este novo desafio?
4) Por que devemos contratar você?
5) Como você se imagina daqui a cinco anos?

AS MAIS MAL AVALIADAS

1) Você corre o risco de chegar atrasado (pelo local onde mora)?
2) Vai aceitaria ganhar menos que no outro emprego?
3) Fale-me sobre três defeitos seus
4) Fale-me sobre três qualidades suas
5) Por que você saiu do outro emprego?

Postado- http://oglobo.globo.com/emprego/

sábado, 14 de abril de 2012

Para ser bem-sucedido, desenvolva novos talentos, sempre.

Vivemos em um mundo que se transforma constantemente. A velocidade e a complexidade desse fato e seus impactos em nós são fontes de constante preocupação, mesmo que estejamos bem empregados 

As vidas de Chico Anysio e de Millôr Fernandes, que se tornaram completas recentemente, nos inspiram a pensar no quão importante é, para a carreira e a vida particular, nossa capacidade de criar e desenvolver nossos talentos.


Vivemos em um mundo que se transforma constantemente. A velocidade e a complexidade desse fato e seus impactos em nós são fontes de constante preocupação, mesmo que estejamos bem empregados. O que fazemos hoje terá valor no futuro? Difícil responder. No começo do século passado, um condutor de bonde seria visto como alguém com uma carreira promissora. Até os anos 80, alguém especializado em filmes fotográficos dificilmente poderia imaginar que sua profissão entraria em declínio em tão poucas décadas. Suas habilidades serão úteis ao mundo daqui a dez ou vinte anos?

Nossos estudos são nossas escolhas

Ocorre que, quando alguém, em sua juventude, define sua carreira, o faz em resposta à pergunta: o que você vai estudar? Conforme nossa ambição e condições, o indivíduo escolherá a faculdade ou a universidade que lhe ensinará o que deseja. Entretanto, o mundo contemporâneo exige uma enorme capacidade de adaptação, e com velocidade. Para que isso aconteça, não basta o conhecimento acadêmico adquirido. Embora seja fundamental, há um aspecto que a pessoa terá de desenvolver sozinha: desafiar-se!

Você é uma empresa

De certo modo, cada indivíduo deve imaginar-se como uma empresa. E, como tal, ser capaz de desenvolver uma estratégia para si que possibilite não apenas sua sobrevivência, mas também seu crescimento. E a forma como as empresas fazem isso é se autoatacando continuamente. Elas saem da zona de conforto e procuram fazer cada vez mais, melhor, com menores custos, mais rápido e diferente. As gerações mais novas já perceberam isso, mas alguns indivíduos ainda estão esperando ser ensinados, que alguém lhes diga o que fazer ou tenha tempo e dinheiro para requalificá-los profissionalmente. E esse último pensamento parte da questionável premissa de que alguém sabe para onde vão o mundo, as tecnologias e as demandas do mercado, bem como o que fazer para manter a empregabilidade.

As notícias são sobre você

Para ser capaz de atualizar-se e desenvolver novos talentos com o passar dos anos, a pessoa deve ter disciplina em observar alguns fatores fundamentais para sua carreira. Em primeiro lugar, deve olhar o que ocorre com o mundo. Em seguida, fazer as conexões das notícias com o mercado no qual atua e com a empresa em que trabalha. E, por último, ver como isso afeta sua vida profissional.


Se o resultado dessa análise for que sua carreira está em risco, então é o momento de agir, pois o pior que pode acontecer é a pessoa esperar ser demitida ou se estagnar na carreira para querer, então, mudar.

Desenvolver uma habilidade nova é possível. Entretanto, quanto mais a idade avança, fatores como crenças, responsabilidade com a família, experiências do passado, sucesso que tornou a pessoa rígida em suas ideias, medo do fracasso e de ficar sem dinheiro, entre outros, vão se cristalizando e, por vezes, tornam-se barreiras intransponíveis. Por isso, sugiro que o indivíduo nunca pare de ler, de submeter-se a novas experiências, conhecer diferentes visões de mundo e conversar com as novas gerações, para manter-se sempre desafiado e com ideias sobre o que é valorizado e o que está sendo deixado de lado. "Você é o que você compartilha" é o pensamento que domina nossa era.

A importância do método

Para cada talento que você deseja desenvolver, procure pelo método. Onde está e quem pode ajudá-lo a aprender o que você precisa? A internet nos permite encontrar técnicos, personal trainers e os melhores especialistas em todos os assuntos. Mas você tem de seguir um método para adquirir a habilidade que pretende desenvolver. Nessas horas, humildade, capacidade de aprendizado e adaptação são fundamentais. Preocupa-me o fato de que há gente demais querendo ensinar, por vezes, coisas que não conhecem ou não são autoridades no assunto. Por exemplo, pessoas que desejam ensinar como ser rico e que não são ricas. Pessoas que querem ensinar a ser saudável e que não são saudáveis. Portanto, seja seletivo quanto a quem irá escolher para ajudá-lo no desenvolvimento de uma nova habilidade.

A vida ocorre em ciclos

Deseje aprender muitos talentos. Se você trabalha com contabilidade, aprenda sobre vendas. Se trabalha com computação, aprenda marketing. Se for de marketing, se interesse por recursos humanos. Normalmente, não percebemos que nosso conhecimento é muito influenciado por aquilo que aprendemos primeiro. Em geral, o vemos como sendo "a verdade". É difícil reconhecer e livrar-se do que aprendeu primeiro, principalmente se esse aprendizado foi o motivo do sucesso do indivíduo por um longo ciclo. Mas é preciso compreender que a vida é feita de ciclos e que eles terminam. Esse é o principal alarme que temos para nunca parar de desenvolver novos e relevantes talentos. O mundo se transforma e devemos acompanhar essa transformação até o fim de nossos dias. Vamos em frente!
 
Por Sílvio Celestino
Fonte: www.administradores.com.br

Empresas, Profissões, Negócios E Vendas


Na década de setenta, minha mãe se escondia quando tocavam a campainha. O que hoje chamamos de consultor eram representados pelos vendedores porta a porta. Aqueles tipos que não mediam barreiras para entrar e se convidar a um cafezinho, na tentativa de vender conquistando pelo cansaço. No fundo essa época se caracterizou pela ausência, material e humana, sem o necessário gosto pelo que se servia e fazia.

Nos anos oitenta, as técnicas foram sendo aprimoradas, principalmente em relação à ampliação dos produtos, assim quando não se conseguia êxito pela oferta de um, tentava-se o outro, e o consumidor mesmo tendo um mala na abordagem, com alguma sorte acabava ficando com algo mais adequado as suas necessidades. A evolução através das opções contribuiria para o aumento das possibilidades de quem as ofertava, e a melhoria dos resultados passaria a impulsionar o gosto e a técnica pelos processos de melhoria.

Já em noventa a competição pelo excesso, determinou a seleção pela opção, elevando o grau necessário ao êxito dos processos, atrelando a oferta de produtos evoluídos com uma necessidade de técnicas que fizessem frente para conquistar o direito de ficar exposto junto ao desejo dos consumidores. Qualidade do produto passou a ser embalada com a necessidade de acrescentar inteligência de convencimento através de um conseqüente entendimento das variáveis e perfil dos mercados a serem explorados.

A ordem do jogo do mercado passou a ser medida pela evolução das opções e aumento das garantias ao próprio consumidor. O antes e tradicionalmente ofertado por técnicas goela a baixo, agora necessitaria de uma remodelação de conhecimento frente a novas formas de abordagens, e assim manter-se conquistando dentro de um mercado de opções qualificadas e tendendo a padronização.

O produto qualificado passou a ser uma exigência e o diferencial dos negócios ficaria pela dependência dos avanços dos serviços e equilíbrio das relações pré, durante e pós.

A partir de então, nosso potencial especializado para ser bom em alguma coisa, passaria diariamente pela necessidade de ser bom em muitas coisas, transferindo-nos de uma realidade pouco competitiva, para um mundo de produtos em escala global e grande diversificação de opções, que passou a exigir a incorporação de conhecimentos ampliados, por parte dos profissionais nos respectivos mercados existentes e a serem criados.

A grande diferenciação não mais seria determinada pela marca, pelo produto, que naturalmente deveria ser qualificada, mas pela potencialidade do profissional na condução e manutenção da evidencia do negocio representado.

Conquistas, retenções, fidelizações passariam a ser algo dependente de intensa pesquisa, estratégia e planejamento, sugerindo um caldeirão de soluções criativas junto a um esforço combinado e comprometido entre a estrutura do negócio, tecnologia e pessoas aptas para a construção de pontes de aproximação com os clientes e sempre na frente dos concorrentes.
O mundo globalizou-se, a informação também e para quem sobreviveu, tecnologia de certo não é mais diferenciação. Chegamos ao novo milênio de olho no consumidor, com a missão de servi-lo através de soluções inovadoras que ofereçam algo que justifique a sua escolha frente a um diversificado e global universo de opções.

A coisa toda passou ser justificada de fora para dentro, ou seja, o mercado quer e precisa, cabendo a nós descobrir, criar e lançar conquistando-o na frente da concorrência. Fica claro que nestes novos tempos, a formula mágica da sobrevivência está relacionada com o capital humano e sua capacidade de pensar bem e agir certo.

O papel do vendedor, não é mais o de tirar pedido, mas o de orientar e descobrir soluções que agreguem valor para a sua empresa, para seus clientes.
Treinar e formar vendedores consultivos e multi-especializados, conhecedores dos produtos, clientes e concorrentes, é vital para a garantia de renovação e manutenção das atividades do negócio. Todos, do faxineiro ao presidente, devem desenvolver suas ações com uma visão conjunta do processo de venda, produtos e serviços, que estão envolvidos.

A conquista de uma única venda até pode ser por impulso. Mas para gerar garantia de permanência ativa nos relacionamentos de negócios deve-se antecipar a visão do que acreditamos ser bom para o amanhã, fazendo hoje a surpresa responsável pela sua visibilidade e aceitação.

Para continuar despertando interesse, os detalhes de um observador atento pesarão como diferencial as soluções de avanço do negócio representado. Todas as percepções de mudanças comportamentais do mercado devem ser incorporadas ao perfil do gestor de vendas, que terá que superar suas atenções e empenhos relacionados com conquistas de metas, adicionando ambição e crescimento para a produção de ações que garantam qualidade e projeções necessárias a sua própria evolução.

Vender está muito mais para geração adicional de suporte e assistência, do que a própria e correta entrega dos itens previamente contratados. É desta forma que oferecemos motivos reais para transformar presença em uma bem quista e indispensável necessidade.

É preciso lembrar que a competitividade destaca somente os negócios e profissionais que estejam conectados com um profundo conhecimento operacional, que identifiquem formulas provocando o desvio e a atenção do mercado que objetivamos. Desta maneira quanto maior a aceitação e participação dos grupos em relação à direção adotada, maior será a coerência e frutos para garantir resultados.

Um bom trabalho nos negócios é medido pela satisfação e segurança de quem está comprando. Assim os melhores termômetros disponíveis para a medição do que fazemos estão na analise dos índices de entradas versus soluções das reclamações. Não se garante vendas por pedidos, mas por soluções prolongadas dos atendimentos para que continuem provando o merecimento dos retornos e adesões.

Antes mesmo de analisar o volume do feito, é preciso garantir que os meios permitam eliminar ao maximo as possibilidades de acidentes no percurso. Assim como os processos de seguranças são estabelecidos por normas nos chãos das fabricas, as organizações necessitam de critérios que garantam mais regularidade e continuidade naquilo que chamamos de comportamento variável do negócio.

O termômetro da qualidade e resultado está na garantia de um sistema que atenda cada vez mais os seus consumidores, trabalhando com foco no inesperado junto com equipes de conhecimentos versáteis, e potencialmente decisórias em relação à velocidade e equação das respostas ao solicitante.

A palavra negócio nasceu para aprimorar a frase vencer obstáculos e, portanto sempre ficará pela dependência da sustentabilidade dos seus executores em criar necessidade e interesse pela sua oferta, bem antes do produto ou da consumação fiscal e bem depois do consumo efetivo do que foi oferecido.

A grande diferença dos mercados é conseguir decifrar a formula para ser entendido, é fazer com que sua mensagem comece a ser lida, escutada e procurada.  Tudo é muito simples, desde que tenhamos objetivos claros para gerar uma vontade seqüencial pelo trabalho frente à fabricação de chaves de êxitos para que as portas se abram.

O que faz um profissional superar as adversidades dos mercados é a praticidade do como consegue transpor conhecimento para a criação de possibilidades que cerquem em utilidade o dia seguinte de quem pretendemos envolver.

No limite temos que trabalhar para ir além do que os outros solicitam, nossa expansão dependerá da visão de um crescimento integrado, antes das analises isoladas, envolvendo ponta a ponta da cadeia que nos servimos.

Neste caso o envolvimento extra-óbvio da operacionalização, será responsável pela liderança frente à utilidade do que representamos. Tal esforço ampliadamente deslocará o seu futuro que sempre será determinado por aqueles que sabem da onde vem e mais do que isso para aonde devem ir.

No mundo da produção em escala, de margens reduzidas e de alta competitividade, para que seu negocio seja referencia precisará, antes, se impor como preferência. Afinal, mesmo em um País onde todo santo ajuda, nada será eterno como seu cabelo. Basta pesquisar na sua própria região de atuação para verificar como é grande o numero de soluções disponíveis para atender ao mesmo mercado que você atende. E se você pesquisar novamente, alguns meses depois, verificará quantas novas soluções foram somadas as já existentes.

Ser competitivo, dispor de tecnologia e trabalhar com profissionais capacitados para processar o seu negocio, significa primar pela excelência de serviços e entender que, nosso País não se chama BRAZIL, mas Brasil, e que ainda, apesar de tudo, está em fase de crescimento e amadurecimento, como se fosse uma semente recém-plantada, que pode ser uma lavoura de oportunidades, a ser colhida e distribuída com o seu talento, com o talento do seu grupo.

Para realizar o sonho de um futuro duradouro, seu negócio, seus sistemas e seus colaboradores devem estar conectados com a produção do algo mais. Para saber qual é esse algo mais, você precisa ter a precisão da competência, resultantes de pesquisas constantes feitas junto aos que fornecem, junto aos que compram. Mas, atenção! Sua pesquisa deve ultrapassar os limites daquilo que os seus clientes são e fazem, ou seja, você deverá estar atento aos caminhos que eles estão trilhando, para onde migrarão, criando com antecedência o piso destas estradas.

Autor: Sergio Dal Sasso - http://artigos.netsaber.com.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A DIFERENÇA ENTRE PREÇO E VALOR.


O escritor irlandês Oscar Wilde escreveu: “Vivemos em uma época onde sabemos o preço de tudo e o valor de nada!”
Sua afirmativa não poderia ser mais atual, especialmente para profissionais ligados a Marketinge Vendas.
Preço e valor são conceitos muito diferentes!
Em linguagem coloquial, dizemos que preço é o que se paga e valor o que se leva. Esta definição já dá pistas de que os compradores estão mesmo em busca de valor e que o preço seria, em alguma proporção, o esforço monetário despendido para se obter aquele valor…
Quando buscamos adquirir alguma coisa para satisfazer uma necessidade, fazemos vários tipos de esforços, entre eles, investimos tempo e dinheiro.
A soma dos esforços que despendemos para obter o que buscamos representam o preço que pagamos para obter o que queremos, enquanto a soma dos benefícios que recebemos ao obter o que buscamos representa o valor!
É muito importante observar que o preço não é composto apenas pelo dinheiro que investimos. Por exemplo, se gastamos muito tempo para obter alguma coisa, perceba que estamos pagando um “preço” mais alto para obtê-la, afinal investimos mais tempo do que queríamos. O que importa é a soma dos esforços.
Considere a seguinte relação quando quiser compreender a interação entre preço e valor:
Valor = Percepção de Benefícios/(Preço + Expectativas)
Observe que dois bens podem ser vendidos pelo mesmo preço, mas possuírem valores diferentes e, também podem possuir o mesmo valor e serem vendidos por preços diferentes.
Por exemplo: Duas casas podem ser avaliadas, por critérios técnicos, pelo mesmo preço de venda, mas podem apresentar valores completamente diferentes na percepção de quem vai comprá-las, em função das expectativas de cada comprador. Seguindo o mesmo raciocínio, um comprador pode atribuir o mesmo valor a bens oferecidos a preços muito diferentes.
Assim, relativamente, quanto menores forem os esforços (energia, tempo, dinheiro, etc) e maiores forem os benefícios percebidos na satisfação de nossas necessidades, maior será o valor que vamos atribuir a um determinado bem (produto ou serviço).
Afinal, o que importa, quando tratamos de valor, é o valor percebido por quem adquire o produto ou serviço.
Quando um cliente diz “é caro”, ele está tendo a percepção de que o produto ou serviço custa mais do que vale.
Quando um cliente diz “é barato”, está tendo a percepção de que o produto ou serviço vale mais do que custa.
Quando o cliente diz “o preço é justo”, ele tem a percepção de que o produto ou serviço vale exatamente o que custa.
Volto a lembrar que estes esforços não são somente monetários. Eu pago mais por um serviço de urgência porque ele diminui o “custo” da espera, aumentando o benefício da agilidade…
As grandes questões sobre preço e valor são questões de marketing e envolvem o universo das percepções!
Quando julgamos algo como caro ou barato, isso é fruto da nossa percepção dos benefícios recebidos na aquisição.
Portanto, valor de mercado é a estimativa geral do valor de um bem de acordo com a média das percepções de um determinado segmento de mercado e, preço de mercado é o preço médio pelo qual se estima vender este produto ou serviço neste mesmo segmento.
O segredo para não ficarmos reféns dos preços é realizar um excelente trabalho de gestão de valor, ou seja, ressignificar e ampliar a percepção de valor de nossos produtos e serviços na mente de nossos clientes.
Quando pedimos que alguém agregue valor estamos pedindo que torne as coisas especiais, ou seja, trabalhe a percepção do cliente para valorizar mais a oferta, a utilização de nossos produtos e serviços. Agregar valor é fazer com que as coisas sejam percebidas como especiais, apresentando benefícios muito acima do preço (esforço) necessário para adquiri-las.
As melhores empresas e melhores vendedores sempre agregam mais valor que a concorrência; justamente por isso conseguem sustentar preços mais elevados e margens de lucro mais significativas!
Os melhores profissionais de vendas trabalham em cima da percepção de valor de seus clientes, não ficam reféns do preço. Estes são os melhores profissionais de vendas da era atual: os consultores de negócios.
Em todas as áreas da vida sempre serão reconhecidos aqueles que conseguem evidenciar e agregar valor. Estas pessoas preenchem a vida e as relações de significado e conduzem seus interlocutores a perceberem os aspectos mais significativos de cada interação, aquisição e/ou relacionamento.
Agregue mais valor, afinal, a vida e os negócios, quando cheios de significado, não possuem preço.
Por: Carlos Hilsdorf - 
Palestrante, 
Economista, Pós-Graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano.