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quinta-feira, 16 de março de 2023

Economia Circular: O Que É e Quais seus Benefícios?

Segundo dados da ONU, são gerados mais de 2 bilhões de toneladas de resíduos a cada ano. O motivo para produzirmos tamanho volume se explica pelo modelo econômico atual baseado em “extrair, produzir, descartar”, conhecido como Economia Linear. Para mudar esse cenário, é necessária a transição para um sistema baseado na extensão máxima da vida dos produtos: a Economia Circular. Entenda melhor seu histórico, definição e benefícios!

Você já parou para pensar qual a quantidade de lixo gerado anualmente pela população mundial? Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2018, 99% dos produtos comprados são descartados após 6 meses, gerando assim mais de 2 bilhões de toneladas de resíduos a cada ano. O motivo para produzirmos tamanho volume se explica pelo modelo econômico atual baseado em “extrair, produzir, descartar”, conhecido como Economia Linear

Diante do aquecimento global e da poluição ambiental contínua, diversos estudos, dentre eles "Quebrando a Onda de Plásticos", vêm apontando o esgotamento desse modelo econômico e alertando para a urgência em adotar uma nova postura. Dessa forma, é proposta a transição para um sistema baseado na extensão máxima da vida dos produtos  por meio de processos de reaproveitamento.

Surge então o conceito de Economia Circular, inspirado nos mecanismos naturais do ecossistema que gerenciam recursos de longo prazo em um processo contínuo de absorção e reciclagem. Esse novo modelo é a promessa de solução efetiva para as consequências da economia vigente e visa construir um mundo sustentável para a geração atual e futura. Entenda melhor seu histórico,  definição e benefícios!

A origem da Economia Circular

Estima-se que as ideias iniciais sobre circularidade tenham origens filosóficas e agregam uma série de importantes escolas de pensamento, incluindo a economia de performance de Walter Stahel; a filosofia de design do “berço ao berço” (em inglês cradle to cradle) de William McDonough e Michael Braungart; a ideia de biomimética estruturada por Janine Benyus; a ecologia industrial de Reid Lifset e Thomas Graedel; o capitalismo natural de Amory e Hunter Lovins e Paul Hawkens; e a abordagem da economia azul (em inglês blue economy) descrita por Gunter Pauli.

Contudo, o economista britânico Kenneth Boulding é apontado por alguns acadêmicos como o pai do termo. Em 1966, ao publicar o artigo “The economics of coming spaceship earth” (em potuguês “A economia da futura espaçonave Terra”), Boulding defendeu: “o Homem precisa encontrar o seu lugar em um sistema ecológico cíclico que seja capaz de reproduzir continuamente a forma material, embora não possa evitar aportes de energia”. Essa ideia, porém, também foi percebida - e difundida - por Ellen MacArthur, velejadora premiada mundialmente, quando ela deu a volta ao mundo.

Nessa viagem, Ellen percorreu mais de 50 mil quilômetros em 3 meses. A velejadora dispunha de poucos recursos e precisava economizá-los ao máximo para manter sua sobrevivência em alto mar.  Ela percebeu que teria maior chance de uma vida confortável ao estender a vida útil dos suprimentos enquanto velejava. Durante esse período, Ellen entendeu a importância da preservação e reaproveitamento dos recursos justamente por estes serem limitados.

Esse insight originou o instituto homônimo ao seu nome; Ellen MacArthur Foundation. A missão da fundação é acelerar a transição para uma economia circular e, para isso, trabalha com empresas, governos e academia para construir uma economia regenerativa e restauradora. Desde sua criação, a Fundação e Ellen tornaram-se expoentes na divulgação da Economia Circular e são aclamados por diversos especialistas e estudiosos sobre meio ambiente.

O conceito de Economia Circular

Economia Circular: o que é e quais seus benefícios?

Como mencionamos, o modelo atual da economia linear segue o padrãoextrair-produzir-descartar”Esse sistema se baseia na extração contínua dos recursos naturais e o descarte constante dos produtos após seu consumo. O crescimento econômico depende da exploração de matérias-primas finitas, o que traz risco iminente de esgotamento, além do volume exacerbado de resíduos descartados na natureza.

Em contrapartida, a economia circular, como o nome sugere, faz com que o sistema econômico funcione como um ciclo. A Ellen MacArthur Foundation define Economia Circular como uma alternativa atraente na busca para redefinir a ideia de desenvolvimento com foco em benefícios para toda a sociedade. A proposta envolve dissociar a atividade econômica do consumo de recursos limitados e, em princípio, eliminar o desperdício no sistema. 

Na prática o processo cíclico inicia no reaproveitamento de matéria para produção e depois segue a ordem de utilizar, reutilizar, refazer, e reciclar, voltando assim à etapa inicial da produção e fechando o ciclo - ao mesmo tempo que começa um novo.

Dessa forma, essa transição econômica representa uma mudança no sistema, estabelece resiliência de longo prazo, gera oportunidades de negócios e traz benefícios ambientais e sociais. Apoiado pela transição para fonte de energias e materiais renováveis, o modelo circular busca criar capital econômico natural e social ao garantir fluxos contínuos otimizados de materiais.

Os pilares da Economia Circular

De acordo com a Fundação, existem 3 princípios básicos que fundamentam os processos da economia circular:

Princípio 1: Preservar e aumentar o capital natural, controlando estoques finitos e equilibrando os fluxos de recursos renováveis.

A natureza é a sustentação de toda a vida humana. O termo "capital natural" reforça o entendimento da vida não-humana como responsável pelos recursos básicos da economia de produção

Em outras palavras, não são apenas as atividades humanas que produzem valor. A partir desse pensamento, percebe-se como a vida humana também é impactada pela destruição dos serviços ecossistêmicos.

Sendo assim, as atividades de produção humana dependem de capital natural. Logo, ao reaproveitar materiais, evitando uma nova retirada e conservando materiais para a produção por muito mais tempo, estamos aumentando o potencial de crescimento econômico sustentável.

Princípio 2: Otimizar a produção de recursos fazendo circular produtos, componentes e materiais no mais alto nível de utilidade o tempo todo, tanto no ciclo técnico quanto no biológico.

 De acordo com a Fundação, esse princípio seria o sinônimo de remanufatura, renovação e reciclagem para componentes e materiais continuarem circulando e contribuindo com a economia. O funcionamento prático deste princípio acontece através de ciclos biológicos ou ciclos técnicos.

‍Ciclos Biológicos

Em ciclos biológicos, a reintegração segura de nutrientes biológicos na biosfera ocorre através da decomposição, a fim de transformá-los em valiosas matérias-primas para um novo ciclo. Os materiais são biodegradáveis ou obtidos a partir de matéria vegetal e retornam ao sistema por meio de processos como compostagem e digestão anaeróbica

Dessa forma, no ciclo biológico, o processo natural da vida irá regenerar o material, com ou sem  intervenção humana. Esses ciclos regeneram sistemas vivos fornecedores de recursos renováveis à economia. 

Ciclos Técnicos

Nos ciclos técnicos, desde que haja energia suficiente, a intervenção do homem irá restaurar e recuperar produtos, componentes e materiais por meio de estratégias como reutilização, reparo, remanufatura ou (como último recurso) reciclagem. Essa ordem prioritária de reaproveitamento é escolhida pois menores circuitos internos (ex: reutilização, em vez de reciclagem)  envolvem menos gasto energético.

Dessa forma, são preservados energia e outros tipos de valores inseridos nos materiais e componentes, como a mão de obra envolvida na produção. Esses sistemas também podem maximizar o número de ciclos dos produtos, prolongando sua vida útil e intensificando sua reutilização.

tecnologia digital também tem o poder de apoiar a transição para uma economia circular por meio do aumento significativo da virtualização, desmaterialização, transparência e inteligência orientada por feedback.

Princípio 3: Fomentar a eficácia do sistema revelando as externalidades negativas e excluindo-as dos projetos.

Para a Fundação, “isso inclui a redução de danos a produtos e serviços de que os seres humanos precisam, como alimentos, mobilidade, habitação, educação, saúde e entretenimento, e a gestão de externalidades, como uso da terra, ar, água e poluição sonora, liberação de substâncias tóxicas e mudança climática.”

Neste ponto, o foco é a obtenção de bons resultados na gestão de recursos como solo, ar e água, extraindo os riscos de poluição ambiental e sonora e aumentando os esforços para manter o círculo sempre contínuo.

A Economia promissora

Economia circular pode representar crescimento econômico, segundo a União Europeia.

Em análise feita pela União Europeia (UE) em 2015, investir em Economia Circular representa, até 2030, o crescimento de 7% do produto interno bruto (PIB) da economia europeia, redução do consumo de matérias-primas em 10% e diminuição das emissões anuais de CO2 em 17%

No mesmo ano, a Ellen MacArthur Foundation, a SUN e a McKinsey notaram que, adotando princípios da economia circular, a Europa pode aproveitar a iminente revolução tecnológica para gerar um benefício líquido de 1,8 trilhão de euros. Para determinados bens de consumo (alimentos, bebidas, têxteis e embalagens), é estimado o potencial global de US$ 700 bilhões por ano em economia de recursos, equivalente a 20% dos custos de insumos nesses setores.

Ainda na Europa, o plano de ação chamadoClosing the Loop - An Action Plan for the Circular Economy” (em português Fechando o Ciclo - Um Plano de Ação para a Economia Circular”) foi instituído em 2015 e foram concedidos mais de 650 milhões de euros em crédito para financiar projetos inovadores nesse segmento. 

Esse movimento, porém, não é exclusivamente europeu. Na China a promoção da economia circular vem sendo incorporada nos planos governamentais há ainda mais tempo, desde o início dos anos 2000. Em 2009, o governo chinês deu novos importantes avanços a partir da Lei de Promoção da Economia Circular, baseada no uso eficiente dos recursos a partir de incentivos fiscais, apoio financeiro e regulações.

Aqui no Brasil, indicadores como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), criado para nortear fundos de investimentos da B3, tem buscado identificar empresas alinhadas às práticas de sustentabilidade. Esse tipo de indicador destaca as empresas mais sustentáveis do mercado, favorecendo e atraindo investimentos em seus modelos de negócio. Além disso, esse destaque facilita a busca por crédito em instituições financeiras, uma vez que estas perceberam a importância e segurança na contribuição com o meio ambiente. Podemos observar essa movimentação através da recém lançada agenda de sustentabilidade ambiental do Banco Central

No dia 8 de Setembro (2020) o tópico sustentabilidade foi inserido na agenda institucional do Banco, incluindo ações desde campanhas internas de conscientização ambiental à meta do aumento em 20% da linha de crédito para produtores rurais alinhados às características sustentáveis. Entusiasmado com a nova agenda, Roberto Campos, presidente do Banco Central, comentou: “Na dimensão sustentabilidade, vamos tratar da questão ambiental do ponto de vista financeiro. Vamos falar de promoção de finanças sustentáveisgerenciamento adequado dos riscos socioambientais e climáticos, integração de variáveis sustentáveis e outros elementos que afetam a tomada de decisões pelo BC".

Dessa forma, podemos ver um movimento global rumo à esse novo modelo econômico. Número atuais reforçam essa ideia: segundo estudo recente feito pela Fundação, agora em 2020, foi apontado o crescimento de fundos de crédito privado com foco na economia circular. Criado por instituições como BlackRockCredit SuisseGoldman Sachs e RobecoSAM, dentre outras, esse aumento representa mais do dobro de investimento desde 2018 e atinge mais de 30 produtos como fundos de capital de risco, capital privado e dívida privada. Além dos grandes investimentos, a prática circular já apresenta resultados importantes: 13% do faturamento da Philips foi oriundo de soluções circulares em 2019, por exemplo.

Além das vantagens financeiras

As vantagens desse modelo, porém, vão muito além das financeiras.! Os benefícios da transição para a nova economia podem englobar aspectos ambientais - como vimos na própria conceituação do sistema

A logística reversa pós-consumo, ferramenta da economia circular, é uma ótima opção para a redução da poluição e seus respectivos impactos na saúde humana e no meio ambiente. Ela representa um estímulo à reciclagemredução na exploração da matéria-prima virgem e diminuição na emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), catalisadores do desequilíbrio climático.

Além das vantagens ambientais, esse sistema traz vantagens sociais. A logística reversa pós-consumo contribui na profissionalização, promove aumento de renda e impacta nas melhores condições de vida e trabalho dos catadores de materiais recicláveis

 Setores privado e público trabalhando em conjunto

O tema Economia Circular tem aparecido em escala global e está relacionado à sustentabilidade do desenvolvimento econômico e social. Os consumidores e as organizações já perceberam que adotar esse sistema não é mais uma questão de possibilidade, mas sim de necessidade. Todavia, é preciso um conjunto de competências político-econômicas nas esferas pública e privada para tratar de tais questões.

No esfera pública brasileira, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) se mostra capaz de trazer progressos rumo à circularidade no país. A PNRS determina como um dos princípios a responsabilidade compartilhada e estabelece os sistemas de Logística Reversa como instrumentos de sua implementação, os quais atuam sobre o ciclo de vida de produtos, capazes de prolongá-los e fechá-losreduzindo a quantidade de resíduos descartados

A lei de 2010 estabelece um novo marco regulatório da gestão de resíduos no país ao reunir um conjunto de princípios, objetivos, ferramentas e diretrizes para a administração integrada e ambientalmente correta de resíduos sólidos. Nos últimos 10 anos, empresas vêm buscando se enquadrar na nova dinâmica e para isso desenvolvem ações voltadas para a economia circular.


Exemplos a serem seguidos

Como exemplo de iniciativas privadas podemos citar a companhia Unilever, parceira da Fundação Ellen MacArthur, que em 2017 assumiu o arrojado compromisso de reduzir 100 mil toneladas de plástico virgem ao ter 100% de suas embalagens plásticas reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até o ano 2025. Outro compromisso assumido foi acelerar a utilização de plástico de reciclável ao empregar 25% do material na composição de novas embalagens. Um ano após o lançamento dessa campanha, a Unilever convocou outras empresas da indústria de bens de consumo a se alinharem às práticas circulares e acelerar o processo de transição da economia. O objetivo era circularizar por completo a vida útil do plástico de forma a combater as assustadoras previsões da época.

Outro bom exemplo é da L'oréalSegundo a Diretora de Sustentabilidade da empresa, Maya Colombani, a empresa está integrando cada vez mais plásticos reciclados em seus produtos e tem como meta produzir embalagens 100% compostas por plástico reciclado ou renovável até 2030. Além disso, a empresa investe em uma startup de biotecnologia para reciclar o plástico das embalagens e ainda pretende aplicar 50 milhões de euros em soluções disruptivas para reciclagem.

Como as previsões não melhoraram e os estudos seguem alertando constantemente para um futuro preocupante devido à atual economia linear, só nos resta mudar. 

Segundo a Fundação Ellen MacArthur, essa transição econômica é o ponto chave para revertermos os impactos causados pela ação humana e se faz extremamente necessária para a construção de um mundo mais justo e sustentável.

Copiado: https://www.creditodelogisticareversa.com.br/ 

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

MOEDA UNICA BRASIL/ARGENTINA ???????


Quem já andou pelas ruas de Buenos Aires sentiu ares europeus.

Na paisagem humana, porém, a pobreza evidencia o que erros na economia podem fazer. 

E o populismo fez muito estrago! 

A economia argentina é um caos.

Em 2022, a inflação de 94,8% foi a maior desde de 1991. 

Até quem acompanha já perdeu as contas de quantos calotes o vizinho aplicou.

Eles tributam exportações e restringem importações.

Os argentinos escreveram um livro-texto intitulado “lições para o insucesso: como afundar uma economia!”

E é por isso que ouvir falar num projeto de moeda única, ou até mesmo uma versão mais light, uma moeda comum, deixa muita gente preocupada do lado do Brasil!

Qual a vantagem de se ligar umbilicalmente a um país viciado em inflação?

Uma moeda única como o Euro foi uma construção complexa que levou muito tempo para ser estruturada e exigiu uma série de reformas nas economias até que pudesse ser aplicada.



A gente, com o Mercosul, não conseguiu avançar nem mesmo ao meio do caminho para formar um mercado comum, apesar de exibir o nome.

O medo de desindustrialização da Argentina nos enterrou em taxações que um mercado comum (de fato) não permitiria. 

Então não é razoável pensar que poderíamos avançar a um nível mais hard de ligação.

E uma moeda comum?

Isto é, Peso e Real continuam valendo e se tem uma moeda comum para transações comerciais entre os dois países, numa alternativa ao uso do dólar.

Hoje temos o SML que não funciona. 

Se for optativo, como deveria ser, estaria fadado ao insucesso.

Quem abriria mão de receber dólares? 

Poucos e/y pocos.

A principal explicação para uma moeda comum seria para facilitar o comércio, que tem caído nos últimos tempos.

 Mas por que caiu?

Porque a economia está doente!

Nada adiantaria criar uma moeda se economia não for tratada…



Mas por que isso agora?

Logo tem eleições por lá! 

Se pro Brasil é ruim, pra eles poderia ser uma mãozinha ou, no mínimo, muitas manchetes e promessas!

A notícia de uma nova moeda é como aquela espuma que tem no chopp!

Chama atenção de longe, não é o importante, e com o tempo some.

Lembra: quem serve chop com espuma demais não quer te dar o que realmente importa! 

E aqui tem muita espuma!

Copiado:https://www.linkedin.com/Patrícia Palermo

 

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Quem Criou o Pix? Entenda a Origem da Tecnologia de Pagamento


Recheada de vantagens, a popular tecnologia de pagamentos Pix já está entre os meios de pagamentos mais utilizados do Brasil e, como esperado, já se tornou assunto no meio político por causa das eleições de 2022. 

Na segunda-feira (23), o atual presidente do país e candidato à reeleição, Jair Bolsonaroreivindicou a criação da tecnologia, durante entrevista ao Jornal Nacional.

Além de ter dito que seu governo foi responsável pela criação do Pix, o candidato também falou que a tecnologia está prejudicando os bancos e tirando dinheiro das instituições. "Criamos o Pix tirando dinheiro de banqueiros", declarou o presidente.

Mas você conhece a origem do Pix

Jair Bolsonaro é responsável pela criação da tecnologia? 

Confira mais detalhes sobre a solução de pagamento, bem como o seu impacto no mercado.

Em que governo foi criado o Pix?

Criado pelo Banco Central, o Pix começou a ser oficialmente desenvolvido em 2018, durante o governo de Michel Temer. 

O órgão instaurou a portaria n° 97.909, voltada para o desenvolvimento de pagamentos instantâneos, em 3 de maio de 2018.

De acordo com informações obtidas pelo UOL, o planejamento das tecnologias que deram vida ao Pix começaram consideravelmente antes. 

Fontes consultadas pela publicação apontam que a ideia de um sistema de pagamentos instantâneos nacional é discutida desde 2016.

As primeiras ideias do Pix começaram a ser desenvolvidas em 2016

Sob chefia do economista Ilan Goldfajn, o Banco Central fez um estudo apontando benefícios e o impacto do uso de uma ferramenta de pagamentos rápidos no país

O objetivo era criar um sistema similar ao utilizado pela startup Zelle, que lançou uma plataforma de transferências rápidas nos Estados Unidos em outubro de 2016.

Quando o Pix foi implementado?

Enquanto a criação do Pix ocorreu durante a presidência de Michel Temer, a implementação e lançamento do serviço se deram durante o governo de Jair Bolsonaro. 

Em 2019, a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central começou a divulgação do que seria o Pix que conhecemos hoje.

O lançamento da tecnologia ocorreu em novembro de 2020, trazendo opções de transferência sem custos direto no celular. 

Com o passar do tempo, a tecnologia se tornou um sucesso: aprovado por 85% dos brasileiros, o Pix já bateu mais de 73 milhões de transações em apenas um dia.

É valido notar, no entanto, que o atual presidente já se mostrou por fora da implementação da tecnologia. 

Durante o lançamento do Pix, Jair Bolsonaro conversou com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, e disse não ter "tomado conhecimento" sobre a chegada do novo meio de pagamento, confundindo o sistema com algo relacionado à aviação civil.

Pix está fazendo bancos perderem dinheiro?

O Pix é um meio de pagamento que substitui o TED e o DOC, permitindo transferências instantâneas sem taxas para o usuário. 

Mesmo com a extinção das tarifas, o Banco Central afirma que os bancos não estão perdendo dinheiro com a tecnologia.

Agora no mês de agosto, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltou: "não é verdade que os bancos perdem dinheiro com o Pix"

De acordo com o comandante da instituição, apesar de não estarem ganhando dinheiro com as tarifas de transação, os bancos conseguem monetizar as finanças dos usuários de outras formas.

"Você tem uma perda de receita em transferência, mas por outro lado novas contas são abertas, novos modelos de negócio são gerados, você retira dinheiro de circulação, que é um custo enorme pro banco, você aumenta a transação, então o transacional aumenta", explica Campos Neto.

Além de retirar o dinheiro em papel de circulação, o lançamento do Pix também garantiu a criação de mais contas e movimentação de dinheiro em aplicativos de banco, permitindo que as instituições ofereçam mais serviços ao usuário. 

Após um ano de lançamento, o Pix já contava com mais de 112 milhões de pessoas cadastradas.

Atualmente, o maior problema enfrentado pelos bancos, e usuários, está na questão da segurança. 

Devido ao processo ágil de transferência, o Pix é amplamente utilizado em crimes. 

Segundo uma estimativa das instituições financeiras, o volume de golpes financeiros em 2022 deve chegar a R$ 2,5 bilhões, com 70% do montante sendo movimentado via Pix.

Copiado: https://www.tecmundo.com.br 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Touro de Ouro: por qual motivo o animal foi o escolhido para ficar na sede da Bolsa?

 


No dia 16/10/2021, foi inaugurada uma escultura em frente a Bolsa de Valores brasileira - B3 que despertou a atenção dos curiosos. Trata-se do já apelidado "Touro de Ouro", uma escultura imponente de quase uma tonelada e 5 metros de altura que está agora na Rua Quinze de Novembro, no Centro da capital paulista.

O touro dourado é uma réplica do Touro de Wall Street, situado no coração financeiro de Nova York e que possui muito simbolismo para os investidores. 


Mas você sabe o motivo do touro ser tão adorado pelas bolsas de valores ao redor do mundo?

Qual o significado do touro?

Dentro do mercado de ações, o touro é uma figura desejada. Isso porque, o touro (bull, no inglês) é utilizado como uma metáfora para a alta de papéis, já que um touro de verdade chifra seus oponentes de baixo para cima, simulando o movimento das ações.

Outro animal tradicional entre os investidores é o urso. Mas este é o mais temido! O medo do urso se deve ao fato de que ter um urso (em inglês, bear) significa que o mercado de ações está em baixa. A metáfora é aplicada justamente porque o urso ataca suas presas com as patas de cima para baixo, assim como ações em queda.

Por conta dessas metáforas, investidores brasileiros e estrangeiros comemoram os tempos de touro (bull market ou bullish) ou sofrem com os tempos de urso (bear market ou bearish).


Aqui no Brasil, viralizaram várias imagens de pessoas em "poses inusitadas" no Touro de Ouro. Mas saiba que essa é uma tradição fielmente seguida pelos investidores. Ao  tocar nas bolas do touro, você pode ser agraciado com muita sorte no mercado de ações!

Entre as esculturas de touros mais famosas estão a de Frankfurt, na Alemanha, e a de Wall Street, nos Estados Unidos. 

Protestos contra o Touro de Ouro:

Na mesma velocidade que o Touro de Ouro foi instalado na frente da B3, ele também foi alvo de protestos. Antes de completar 1 dia nas ruas, o touro amanheceu com um cartaz no estilo lambe-lambe  colado. No cartaz estava a palavra "FOME".

Essa forma de protesto, organizada por movimentos estudantis e de trabalhadores, tem a ver com o simbolismo por trás do touro que, de acordo com a B3, "o novo ponto turístico simboliza o mercado financeiro e a força do povo brasileiro".


Já para os movimentos Juventude Fogo no Pavio e Movimento Raiz da Liberdade, que assumiram o ato no Touro de Ouro, "o que para eles simboliza a força do mercado financeiro, para nós é um símbolo da fome, da miséria e da superexploração do trabalho (...) Mas, também é um lembrete de que continuaremos na luta por uma vida com dignidade. E é por isso que hoje fizemos essa ação simbólica de protesto!".

Copiado: https://www.terra.com.br/