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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Crowdfunding: O que é, como funciona


Nos últimos anos, o crowdfunding, também conhecido como financiamento coletivo, tem se destacado como uma forma inovadora e rentável de investimento. Essa modalidade permite que um grupo de investidores se una para apoiar e financiar projetos nos quais acreditam. Com o crescimento das redes sociais e a regulamentação do crowdfunding no Brasil, essa forma de investir ganhou popularidade e vem se consolidando como uma alternativa viável para diversificar o portfólio de investimentos.

Neste artigo, iremos explorar o conceito do crowdfunding, suas vantagens e como funciona esse tipo de investimento. Além disso, abordaremos as diferentes categorias de crowdfunding, como o crowdfunding de recompensa, doação, capital e empréstimos. Também discutiremos os desafios que podem surgir ao realizar uma campanha de crowdfunding e como ter sucesso nesse tipo de empreendimento.

O Que é Crowdfunding?

O crowdfunding, ou financiamento coletivo, é uma forma inovadora de investimento em que pessoas se unem para financiar projetos nas mais diversas áreas, como iniciativas artísticas, agronegócio, startups, setor comercial, mercado imobiliário, entre outros. Nesse modelo, empreendedores utilizam plataformas online autorizadas para encontrar investidores interessados em apoiar e viabilizar seus projetos.

Essa prática, que também é conhecida como “vaquinha virtual” ou “investimento coletivo”, surgiu da necessidade de encontrar alternativas de financiamento para projetos que não se encaixam nos modelos tradicionais de investimento, como renda fixa ou ações. Com o crowdfunding, é possível investir diretamente em projetos específicos, tornando-se um sócio ou financiador dessas iniciativas.

De acordo com estimativas, mais de US$ 35 bilhões são investidos anualmente por meio do crowdfunding, o que demonstra a sua crescente popularidade e importância como fonte de financiamento para diversos projetos ao redor do mundo.

Como Funciona o Crowdfunding?

O funcionamento do crowdfunding é bastante simples. Para participar desse tipo de investimento, basta se cadastrar em uma plataforma online autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essas plataformas oferecem oportunidades rigorosamente selecionadas, nas quais investidores podem aplicar seu dinheiro e obter um retorno financeiro.

Ao se cadastrar em uma plataforma de crowdfunding, é possível ter acesso a projetos específicos e suas respectivas informações, como descrição, finalidade, montante a ser arrecadado e prazo para investimento. A partir dessas informações, os investidores podem decidir em quais projetos desejam investir e qual valor desejam disponibilizar.

Caso o objetivo financeiro do projeto seja alcançado dentro do prazo estabelecido, o empreendedor recebe o valor total arrecadado e os investidores se tornam parte do projeto, podendo obter retornos financeiros de acordo com o desempenho e sucesso do empreendimento. No entanto, é importante ressaltar que as plataformas de crowdfunding geralmente cobram uma pequena porcentagem do montante arrecadado como taxa de administração.

Por outro lado, caso o objetivo financeiro não seja alcançado dentro do prazo estipulado, o empreendedor não recebe o financiamento e os investidores têm seus valores devolvidos. Isso ocorre porque o crowdfunding funciona com a modalidade “tudo ou nada”, ou seja, o projeto só é viabilizado se o montante mínimo necessário for arrecadado.

Categorias de Crowdfunding

Existem diferentes categorias de crowdfunding, cada uma com suas características e propósitos específicos. A seguir, apresentaremos as principais categorias de crowdfunding:

1. Crowdfunding de Recompensa

O crowdfunding de recompensa é o tipo mais comum de financiamento coletivo. Nessa modalidade, os criadores do projeto oferecem recompensas aos investidores que contribuírem financeiramente. Essas recompensas podem variar de acordo com o valor investido e podem incluir produtos, serviços exclusivos, experiências, entre outros.

Essa categoria é ideal para projetos que possuem um produto ou serviço final tangível, como o lançamento de um livro, a produção de um filme, a criação de um produto inovador, entre outros. Os investidores têm a oportunidade de apoiar projetos que consideram interessantes e, ao mesmo tempo, receber recompensas exclusivas.

2. Crowdfunding de Doação

No crowdfunding de doação, não há a expectativa de receber uma recompensa em troca do investimento. Essa modalidade é utilizada por instituições de caridade e grupos que buscam apoio financeiro para causas sociais e projetos de impacto. Os investidores contribuem com valores que consideram adequados, movidos pelo propósito e impacto social do projeto.


Essa categoria de crowdfunding é uma forma de engajamento social, em que as pessoas têm a oportunidade de contribuir para causas que consideram importantes e ajudar a promover mudanças positivas na sociedade. É uma maneira de fazer a diferença e apoiar projetos que têm o potencial de transformar vidas.

3. Crowdfunding de Capital

O crowdfunding de capital permite que os investidores se tornem acionistas de um projeto ou empresa. Ao investir nessa categoria de crowdfunding, os investidores adquirem uma participação na empresa e passam a ter direitos e deveres como acionistas.

Essa modalidade é ideal para investidores que desejam participar e se envolver ativamente com os projetos nos quais investem. Além do retorno financeiro, os investidores também têm a chance de contribuir com a tomada de decisões da empresa, participar de assembleias e acompanhar o desenvolvimento do empreendimento.

4. Crowdfunding de Empréstimos (Peer-to-Peer)

O crowdfunding de empréstimos, também conhecido como peer-to-peer lending, funciona como uma modalidade de empréstimo coletivo. Nessa categoria, os investidores emprestam dinheiro para apoiar projetos e empresas, com a expectativa de receber uma taxa de retorno sobre o investimento.

Essa modalidade de crowdfunding pode ser vantajosa tanto para os investidores, que têm a oportunidade de obter retornos financeiros superiores aos investimentos tradicionais, quanto para os empreendedores, que conseguem financiar seus projetos sem a necessidade de recorrer a instituições financeiras tradicionais.

Vantagens do Crowdfunding

O crowdfunding oferece uma série de vantagens tanto para os empreendedores quanto para os investidores. A seguir, destacaremos algumas dessas vantagens:

Para os Empreendedores:

  • Acesso a recursos financeiros: O crowdfunding permite que empreendedores tenham acesso a recursos financeiros para viabilizar seus projetos, mesmo sem o suporte de instituições financeiras tradicionais.
  • Validação do mercado: Ao apresentar um projeto para o público e conseguir o apoio financeiro de investidores, os empreendedores obtêm uma validação do mercado, demonstrando que sua ideia é interessante e tem potencial.
  • Criação de uma comunidade engajada: O crowdfunding permite que os empreendedores criem uma comunidade engajada em torno de seus projetos, estabelecendo uma relação de proximidade e fidelidade com os investidores.

Para os Investidores:

  • Diversificação de investimentos: O crowdfunding oferece aos investidores a oportunidade de diversificar seu portfólio, investindo em projetos de diferentes áreas e setores.
  • Acesso a projetos exclusivos: Por meio do crowdfunding, os investidores têm acesso a projetos exclusivos que não estão disponíveis nos canais tradicionais de investimento, como bancos e corretoras.
  • Potencial de retorno financeiro: Dependendo do desempenho e sucesso do projeto, os investidores têm a possibilidade de obter retornos financeiros significativos, superando as opções de investimento tradicionais.
  • Participação ativa: Em algumas modalidades de crowdfunding, como o crowdfunding de capital, os investidores têm a oportunidade de participar ativamente do projeto, contribuindo com sua experiência e conhecimento.

Desafios do Crowdfunding

Embora o crowdfunding ofereça diversas vantagens, também é importante estar ciente dos desafios que podem surgir ao realizar uma campanha de crowdfunding. Alguns dos principais desafios incluem:


  • Estratégias de marketing eficientes: Para obter sucesso em uma campanha de crowdfunding, é essencial desenvolver estratégias de marketing eficientes, que atraiam a atenção e o interesse do público.
  • Mensagem clara e persuasiva: É fundamental transmitir de forma clara e persuasiva a mensagem do projeto, despertando o interesse e a confiança dos investidores.
  • Programa de recompensas: Ao oferecer recompensas aos investidores, é importante criar um programa de recompensas que maximize o retorno sobre o investimento e a satisfação dos apoiadores.

Esses são apenas alguns dos desafios que os empreendedores podem enfrentar ao realizar uma campanha de crowdfunding. Cada projeto é único e pode apresentar desafios específicos, mas com um planejamento adequado e estratégias eficientes, é possível superar esses obstáculos e obter sucesso nesse tipo de empreendimento.

Como Ter Sucesso no Crowdfunding?

Para ter sucesso em uma campanha de crowdfunding, é importante seguir algumas estratégias e boas práticas. A seguir, destacaremos algumas dicas para alcançar o sucesso nesse tipo de empreendimento:

  1. Comunique-se com os investidores: Durante e após a campanha, é fundamental manter uma comunicação transparente com os investidores, mantendo-os atualizados sobre o andamento do projeto e demonstrando transparência e comprometimento.
  2. Invista em estratégias de marketing eficientes: Para se destacar em meio a tantas campanhas de crowdfunding, é essencial investir em estratégias de marketing eficientes, que atraiam a atenção do público e despertem o interesse pelo projeto.
  3. Prepare-se para a campanha: Antes de lançar a campanha de crowdfunding, é importante se preparar adequadamente, definindo metas, estratégias de divulgação e recompensas atrativas para os investidores.
  4. Conheça o público-alvo: Entender o perfil e as necessidades do público-alvo é fundamental para criar uma campanha de crowdfunding que seja relevante e atraente para os investidores.

Seguindo essas dicas e estratégias, é possível aumentar as chances de sucesso em uma campanha de crowdfunding e obter o financiamento necessário para viabilizar o projeto.

Conclusão

O crowdfunding representa uma nova forma de investimento coletivo, que oferece vantagens tanto para os empreendedores quanto para os investidores. Por meio dessa modalidade, é possível financiar projetos nas mais diversas áreas, apoiar causas sociais e obter retornos financeiros significativos.

No entanto, é importante estar ciente dos desafios que podem surgir ao realizar uma campanha de crowdfunding e investir de forma consciente, considerando a viabilidade e o potencial de retorno dos projetos em que se deseja investir.

Com estratégias adequadas, um bom planejamento e comunicação transparente com os investidores, é possível alcançar o sucesso no crowdfunding e fazer parte de projetos inovadores e promissores.

Portanto, se você busca diversificar seu portfólio de investimentos e participar ativamente do desenvolvimento de projetos interessantes, o crowdfunding pode ser uma excelente opção para você. Aproveite as oportunidades oferecidas por plataformas autorizadas e faça parte dessa nova forma de investir coletivamente.

Copiado: https://renovainvest.com.br/

sexta-feira, 14 de julho de 2023

CAPEX e OPEX: o que é e quais as diferenças?


Dentro de uma empresa, existem vários indicadores, valores e informações contábeis e financeiras que podem ser consideradas ao realizar uma análise sobre a mesma. Dentre os mais importantes, está o CAPEX.

Termo muito comum no mundo das finanças, o CAPEX de uma empresa é de extrema importância para a compreensão da natureza de um negócio. Além disso, ele é um importante indicador financeiro quando se pretende avaliar as empresas listadas na bolsa de valores.

O que é CAPEX?

CAPEX é a sigla da expressão inglesa CAPital EXpenditure, que pode ser definida como Despesas de Capital ou Investimentos em Bens de Capitais. Esse tipo de custo existe para manter ou até expandir o escopo das operações de uma empresa.

Ele é um conceito muito importante no mundo dos negócios, pois, ele avalia o fluxo de caixa sendo utilizado em investimentos nas empresas.

Por exemplo, os gastos com a construção de uma nova fábrica, ou a aquisições de frotas de veículos, são exemplos de CAPEX.

Portanto, é fundamental compreender o significado de CAPEX, sua aplicação e quais os benefícios de usá-los ao analisar um investimento. 

Para que serve o CAPEX?

Na contabilidade, uma despesa é considerada um gasto de capital quando o ativo que foi recém-adquirido começa a apresentar as suas despesas com depreciação e amortização.

Isso acontece porque segundo as normas de contabilidade, toda empresa deve descontar os seus custos fixos com depreciação e amortização durante a vida útil do ativo.

É muito importante que o investidor tenha em mente que empresas intensivas em investimento (capex) precisam ser analisadas de perto, dado que investem primeiro para ter o retorno depois – e mesmo esse pode não se concretizar.

Por outro lado, essa maior necessidade de capital pode ser uma barreira de entrada, que impede novos entrantes, melhorando a perspectiva da empresa.

No final do dia, o que vale para o acionista é qual foi o fluxo de caixa livre, ou seja, quanto foi o volume que pode ser destinado para o acionista sem comprometer a operação.

Algumas empresas, como as do setor de siderurgia, por exemplo, precisam alocar grandes montantes de sua geração de caixa apenas para a manutenção das suas operações, impedindo que o capital retorno ao acionista.

 O que é OPEX?

OPEX é a sigla do termo em inglês Operational Expenditure. Ao contrário do CAPEX, o foco desse tipo de gasto está nas despesas e dispêndios operacionais, bem como na manutenção de equipamentos da empresa.

Ou seja: os gastos do OPEX estão relacionados com os gastos das atividades rotineiras da empresa, como despesas tributárias, despesas com funcionários, contas, manutenção de equipamentos e outros.

Por exemplo: um empresário, ao invés de preferir comprar um novo maquinário, pode optar por alugar essa máquina e terceirizar sua operação, pagando uma taxa mensal por isso. Nesse caso, trata-se de uma despesa operacional (OPEX).

Sendo assim, o valor despendido com esse aluguel vai entrar nos balanços contábeis da empresa como um custo ou despesa.

Ou seja: esse é um ponto fundamental para se avaliar nas demonstrações contábeis da empresa, pois está relacionado diretamente com as atividades operacionais

Como calcular o OPEX?

Para calcular o OPEX, é preciso somar as despesas operacionais dos últimos 12 meses, ou outro período de tempo contábil.  Depois reunir informações como:

  • ·         Balanço Patrimonial;
  • ·         Fluxo de Caixa;
  • ·         Orçamento Pessoal;
  • ·         DRE.

Logo, no cálculo do OPEX, a empresa precisa coletar dados sobre a gestão dos custos com a manutenção. Em outras palavras, o processo de manutenção pode ser visto como uma despesa.

A partir desse orçamento, os valores que serão pagos de acordo com apurado no Patrimônio são determinados.

Um exemplo de como analisar o OPEX seria o seguinte:

Uma empresa fez o orçamento de despesas para o valor de R$ 100.000,00, porém o pagamento será de R$ 50.000,00 seguindo o fluxo de caixa. A diferença será de 50.000,00 e será posteriormente listado no balanço patrimonial no campo “contas a pagar”.

Outro ponto para análise do OPEX é estabelecer um valor estimativo, para que a empresa possa transferir no orçamento de custos empresarial a quantidade determinada no orçamento OPEX.

Qual a diferença entre OPEX e CAPEX?

De fato: não se deve confundir o CAPEX com as despesas operacionais (OPEX).

As despesas operacionais são custos de curto prazo necessários para atender os gastos operacionais contínuos de administrar um negócio, mostrando a clara diferença entre CAPEX e OPEX.

Entretanto, ao contrário das despesas de capital, as despesas operacionais podem ser totalmente deduzidas do imposto no mesmo ano em que as despesas ocorreram.



Sendo assim, o OPEX é mais voltado para despesas operacionais (do dia a dia da empresa) e, por outro lado, o CAPEX é mais voltado para despesas com aquisição de ativos, como maquinário, imóveis e outros.

 Onde encontrar o CAPEX nos demonstrativos financeiros?

O CAPEX está contido no fluxo de caixa das atividades de investimento, na Demonstração de Fluxo de Caixa da empresa.

As empresas podem denominar a linha de CAPEX nos demonstrativos de várias formas. Dentre elas, pode-se citar os termos Despesa de Capital, Aquisições de imobilizado e Despesas de aquisição.

Conforme dito anteriormente, o montante de investimentos necessários para uma empresa depende da indústria em que ela está situada.

Empresas do setor de petróleo, telecomunicações, manufatura, e algumas de serviços públicos, por exemplo, são altamente demandantes por capital.

Por outro lado, empresas de tecnologia não tem tanta necessidade assim de despesas de capital, podendo crescer com baixo investimento.

Portanto, é importante avaliar o negócio tendo em vista o seu setor e o seu produto ou serviço oferecido quando se pensa em como calcular o CAPEX, considerando suas particularidades.

 Quais as vantagens do CAPEX?

Ao avaliar os valores do CAPEX, entende-se que ele é vantajoso para alocação de capital por diversas razões que trazem uma boa saúde financeira para a empresa.

Primeiramente, esse tipo de gasto é um investimento: ainda que diminua o caixa da empresa, ele consegue fazer com que ela cresça em prazos mais longos.

Por exemplo: se uma companhia comprou um imóvel para uma nova filial, é esperado que este imóvel traga lucro e consiga se pagar. Assim, isso aumenta o dinheiro que a empresa ganha ao longo do tempo.

No entanto, é preciso estar atento para o prazo desse retorno: se ele demorar para chegar, pode não compensar. Tudo varia segundo a decisão de negócios.

Por fim, esse tipo de alocação de capital também permite uma maior previsibilidade nos negócios da empresa, uma vez que a empresa está investindo constantemente para crescer.

 Comparação entre CAPEX de empresas

É possível dar dois exemplos de CAPEX para ilustrar melhor o conceito. Primeiramente, uma empresa intensiva em capital é a Gerdau (GGBR4), uma das companhias mais sólidas entre as companhias de seu setor.


A Gerdau no ano de 2017 gerou um fluxo de caixa operacional (FCO) de R$ 2,07 bilhões e teve custos de capital da ordem de R$ 911 milhões, ou seja, um percentual de 44% do FCO.

Agora, pode-se comparar esses números com a solidez da geração de fluxo de caixa livre conseguida pela OdontoPrev (ODPV3).

Essa companhia de planos odontológicos conseguiu gerar um FCO de R$ 289 milhões. Entretanto, ela só precisou gastar R$ 14 milhões em custos de capital para manter e expandir o seu negócio. Ou seja, o CAPEX dessa empresa foi de apenas 5% do fluxo de caixa operacional.

Através desse exemplo ficou muito fácil compreender a superioridade das empresas pouco intensivas em CAPEX. Será através desses recursos livres que o investidor terá a sua remuneração como acionista do negócio.

 Como definir se uma despesa é Capex ou Opex?

De fato, a definição de uma despesa como Capex ou Opex acaba sendo um pouco subjetiva. Afinal, um investimento pode acabar se enquadrando nas duas categorias.

Por exemplo: um computador pode ser considerado como um custo operacional, já que é um instrumento de trabalho relacionado às operações da empresa (Opex). Por outro lado, ele é um maquinário adquirido (Capex).

Portanto, cada despesa da empresa deve passar por uma análise cuidadosa para serem enquadrados na categoria mais apropriada para cada exemplo de investimento na contabilidade.

Afinal, é importante mostrar aos stakeholders de uma companhia como a empresa está performando em relação aos custos, gastos e investimentos. Por isso, a seleção de cada caso é fundamental.

 Quando priorizar Capex ou Opex?

Em primeiro lugar, os investimentos em Capex geram gastos mais elevados para o negócio. Por exemplo: para projetos de Capex, como criar uma unidade, uma empresa pode gastar milhões de reais.

Por isso, muitas empresas preferem, por exemplo, alugar um espaço e tratá-lo como despesa operacional (ou seja, Opex), economizando dinheiro e tempo no início.

Dessa forma, é comum que muitas companhias iniciem suas operações priorizando castos em Opex e não em Capex. Assim, é possível terceirizar certos setores e operações e focar no essencial.

Entretanto, conforme a empresa cresce de tamanho, pode fazer sentido dar foco ao Capex e adquirir maquinários e operações para ter o controle total das atividades e gerar sinergias que sejam capazes de aumentar a produtividade do negócio.

No entanto, cada empreendedor deve avaliar a sua empresa e o seu estágio de negócio para verificar no que priorizar: Capex ou Opex.

 Copiado: https://www.suno.com.br/artigos/capex/

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Qual é a Reforma Tributária que o Brasil Precisa?

Acreditamos em três pilares – simplicidade, transparência e justiça – para que a proposta da Reforma Tributária seja fácil, boa e justa para os empreendedores e cidadãos e, consequentemente, para o desenvolvimento do país. 

Confira.

O Brasil ocupa o 184º lugar entre os 190 piores países do mundo para pagar impostos, de acordo com o Doing Business 2020, documento do Banco Mundial. 

Diferente de outros países que adotam apenas um tributo para o consumo, o Brasil adota cinco – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. 

Eles são regulados pela União, pelos 27 estados e 5.570 municípios. Nesse cenário, cada um tem uma legislação própria – e ela não para de mudar: 

Só o ICMS do Rio Grande do Sul mudou 558 vezes em 4 anos. 

Além disso, no Maranhão o leite pode ter 12 alíquotas, a depender da sua composição. 

Por isso, reformar o nosso sistema tributário é urgente para estimular a produtividade, inovação e o crescimento econômico. 

Entre tantas discussões sobre a Reforma Tributária, definimos três pilares centrais que devem ser considerados: 

  • Simplicidade, 
  • Transparência e 
  • Justiça. 

Eles são valores básicos que norteiam as propostas para que a Reforma seja boa e justa para o país, para as empresas e para os cidadãos.


Simplicidade

A proposta deve ser simples, para que empreendedores possam investir tempo e dinheiro no que realmente importa: inovar, crescer e gerar empregos e desenvolvimento para o país.

Na prática:

Nesse contexto, existe a urgente necessidade do Brasil seguir bons exemplos e unificar os tributos em um só – o Imposto sobre Bens e Serviços, IBS -. 

Com uma única legislação, administrados de forma coordenada e com o mínimo de exceções e diferenciações, além de adotar um sistema de crédito financeiro.

Transparência

Para ser um modelo de cidadania, a proposta precisa deixar claro quanto, para quem e por que pagamos nossos tributos. 

Essa discussão deve ser honesta e baseada em bons dados e fatos.

Na prática:

A complexidade do nosso sistema atual faz com que seja difícil de compreender o montante de tributos cobrados do empreendedor e do cidadão. 

Hoje, depende de uma infinidade de critérios, por exemplo, o local de produção, material empregado, por onde e para onde o produto se destina. 

Com a Reforma Tributária, o imposto pago corresponderá ao valor da nota fiscal. 

O que se vê é o que se paga. 

O sistema transparente permite saber o  quanto pagamos, por que pagamos e para quem pagamos.

Além de transparência para o sistema, a discussão também precisa ser transparente. 

Precisamos de embasamento e bons dados para conseguirmos considerar cenários e tomar boas decisões para o futuro. 

Justiça

Instrumentos mais efetivos e focados em quem mais precisa faz com que o sistema reduza desigualdades e seja mais justo.

Na prática:

Hoje, o sistema tributário olha para o que é consumido e não para quem consome. 

Como consequência, a camada mais pobre da população paga proporcionalmente mais tributos sobre consumo que a camada mais rica, aprofundando a desigualdade do país. 

A proposta precisa evidenciar um mecanismo de devolução do imposto para as camadas mais pobres, assim como a adoção do princípio do destino, que reduziria a diferença entre a maior e menor receita per capita de ICMS e ISS de 270 vezes para 6 vezes – segundo o IPEA -, melhorando a distribuição dos recursos para as regiões mais pobres do país.

Copiado: https://endeavor.org.br/

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Quem Criou o Pix? Entenda a Origem da Tecnologia de Pagamento


Recheada de vantagens, a popular tecnologia de pagamentos Pix já está entre os meios de pagamentos mais utilizados do Brasil e, como esperado, já se tornou assunto no meio político por causa das eleições de 2022. 

Na segunda-feira (23), o atual presidente do país e candidato à reeleição, Jair Bolsonaroreivindicou a criação da tecnologia, durante entrevista ao Jornal Nacional.

Além de ter dito que seu governo foi responsável pela criação do Pix, o candidato também falou que a tecnologia está prejudicando os bancos e tirando dinheiro das instituições. "Criamos o Pix tirando dinheiro de banqueiros", declarou o presidente.

Mas você conhece a origem do Pix

Jair Bolsonaro é responsável pela criação da tecnologia? 

Confira mais detalhes sobre a solução de pagamento, bem como o seu impacto no mercado.

Em que governo foi criado o Pix?

Criado pelo Banco Central, o Pix começou a ser oficialmente desenvolvido em 2018, durante o governo de Michel Temer. 

O órgão instaurou a portaria n° 97.909, voltada para o desenvolvimento de pagamentos instantâneos, em 3 de maio de 2018.

De acordo com informações obtidas pelo UOL, o planejamento das tecnologias que deram vida ao Pix começaram consideravelmente antes. 

Fontes consultadas pela publicação apontam que a ideia de um sistema de pagamentos instantâneos nacional é discutida desde 2016.

As primeiras ideias do Pix começaram a ser desenvolvidas em 2016

Sob chefia do economista Ilan Goldfajn, o Banco Central fez um estudo apontando benefícios e o impacto do uso de uma ferramenta de pagamentos rápidos no país

O objetivo era criar um sistema similar ao utilizado pela startup Zelle, que lançou uma plataforma de transferências rápidas nos Estados Unidos em outubro de 2016.

Quando o Pix foi implementado?

Enquanto a criação do Pix ocorreu durante a presidência de Michel Temer, a implementação e lançamento do serviço se deram durante o governo de Jair Bolsonaro. 

Em 2019, a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central começou a divulgação do que seria o Pix que conhecemos hoje.

O lançamento da tecnologia ocorreu em novembro de 2020, trazendo opções de transferência sem custos direto no celular. 

Com o passar do tempo, a tecnologia se tornou um sucesso: aprovado por 85% dos brasileiros, o Pix já bateu mais de 73 milhões de transações em apenas um dia.

É valido notar, no entanto, que o atual presidente já se mostrou por fora da implementação da tecnologia. 

Durante o lançamento do Pix, Jair Bolsonaro conversou com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, e disse não ter "tomado conhecimento" sobre a chegada do novo meio de pagamento, confundindo o sistema com algo relacionado à aviação civil.

Pix está fazendo bancos perderem dinheiro?

O Pix é um meio de pagamento que substitui o TED e o DOC, permitindo transferências instantâneas sem taxas para o usuário. 

Mesmo com a extinção das tarifas, o Banco Central afirma que os bancos não estão perdendo dinheiro com a tecnologia.

Agora no mês de agosto, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltou: "não é verdade que os bancos perdem dinheiro com o Pix"

De acordo com o comandante da instituição, apesar de não estarem ganhando dinheiro com as tarifas de transação, os bancos conseguem monetizar as finanças dos usuários de outras formas.

"Você tem uma perda de receita em transferência, mas por outro lado novas contas são abertas, novos modelos de negócio são gerados, você retira dinheiro de circulação, que é um custo enorme pro banco, você aumenta a transação, então o transacional aumenta", explica Campos Neto.

Além de retirar o dinheiro em papel de circulação, o lançamento do Pix também garantiu a criação de mais contas e movimentação de dinheiro em aplicativos de banco, permitindo que as instituições ofereçam mais serviços ao usuário. 

Após um ano de lançamento, o Pix já contava com mais de 112 milhões de pessoas cadastradas.

Atualmente, o maior problema enfrentado pelos bancos, e usuários, está na questão da segurança. 

Devido ao processo ágil de transferência, o Pix é amplamente utilizado em crimes. 

Segundo uma estimativa das instituições financeiras, o volume de golpes financeiros em 2022 deve chegar a R$ 2,5 bilhões, com 70% do montante sendo movimentado via Pix.

Copiado: https://www.tecmundo.com.br