segunda-feira, 12 de março de 2012

Confira 8 profissões para pessoas extrovertidas


Saiba quais as carreiras mais adequadas para profissionais com essa característica e quais as qualificações exigidas para se dar bem em qualquer uma delas
Ainda está em dúvida sobre qual profissão seguir? Muito mais do que confiar nos testes vocacionais, é preciso avaliar as exigências do mercado de trabalho bem como suashabilidades técnicas e comportamentais. Até mesmo suas características pessoaispodem contribuir neste processo de escolha. Os extrovertidos, por exemplo, podem aproveitar essa qualidade para explorar as carreiras ligadas à área de comunicação. Confira oito profissões em que os considerados desinibidos podem obter maiores chances de sucesso profissionais.
 1) Especialista em Relações Públicas
Ser comunicativo é essencial para todas as vagas de emprego em relações públicas. Em geral, as empresas confiam nesses profissionais para se conectar com seu público. Portanto, saber o que dizer aos consumidores e à imprensa, mesmo em situações difíceis, é uma excelente habilidade.
Consiga o emprego: Para trabalhar nessa área é preciso ter graduação em Relações Públicas, Marketing ou Comunicação.

2) Paralegal
Além de entrevistar testemunhas, o paralegal - também conhecido como assistente legal - é responsável pela preparação dos depoimentos de um julgamento. Esse profissional é o olho e o ouvido do advogado.

Consiga o emprego: Para entrar nessa profissão é necessário ser graduado em Direito.

3) Gerente de vendas
Não é um segredo que pessoas extrovertidas são boas de papo e vendem mais. Uma equipe de vendas é formada por funcionários com diferentes personalidades, portanto é preciso ser hábil para comandar e se comunicar com eles e ao mesmo atingir metas.

Consiga o emprego:Graduação em Administração ou Gerenciamento podem ajudá-lo a entrar nessa área. Um MBA no currículo também pode fazer bastante diferença no mercado de trabalho.

4) Administrador hospitalar
Nessa função você conversará com todas as pessoas do hospital desde os doutores até os pacientes. Os hospitais sofrem muita pressão dos usuários, portanto decisões delicadas - como privacidade dos usuários - precisam ser realizadas por pessoas que se comuniquem bem com todos.

Consiga o emprego: Considere uma graduação na área de Administração Hospitalar.

5) Conselheiro escolar
Conversar com estudantes sobre medos e desejos é a função desse profissional. Os conselheiros ajudam os alunos com problemas pessoais até mesmo com dúvidas na escolha da carreira. É preciso ter habilidade com pessoas de diferentes perfis e crenças.

Consiga o emprego: Ser graduado em Psicologia é uma ótima maneira de começar. É provável que depois sejam necessárias outras certificações.

6) Especialista em Recursos Humanos
Se você gosta de estar em volta de pessoas essa é a profissão ideal. É preciso ter habilidade para entender as pessoas e verificar se elas se adequam à cultura da empresa que desejam entrar. Saber trabalhar com pessoas diferentes é essencial para a área.

Consiga o emprego: Faça graduação em Recursos Humanos. Também há oportunidades para formados nas áreas de Administração de Empresas e Psicologia.

7) Professor de Ensino Médio
Para essa carreira não é preciso apenas entender sobre a aula que será lecionada. É necessário transmitir os conteúdos e inspirar os estudantes a criarem novas teorias e conclusões. Ser extrovertido e ter paixão por ensinar é fundamental para quem quer seguir essa área.

Consiga o emprego: Graduação na área desejada e, dependendo da escola, é necessário outros certificados que demonstrem que está apto para lecionar.

8) Enfermeira 
Além de cuidar do paciente, a enfermeira também deve ser capaz de conversar com familiares e doutores. Esses profissionais se especializam em uma área específica, mas precisam interagir com outras.

Consiga o emprego: Faça graduação em Enfermagem para ter um currículo preparado para a posição.

Fonte: Universia Brasil

Decálogo da Administração


“Onde há uma empresa  bem-sucedida, alguém tomou uma decisão ousada.”

“A melhor estrutura não garante resultados e nem receitas, mas a estrutura equivocada é certeza de fracasso.”

Estas são algumas das lições que o pai da  administração moderna, Peter Drucker, legou aos diretores que comandarão as empresas do século 21. Contudo, o criador do conceito de ecologista social não foi o único a se debruçar sobre o assunto e a propor idéias brilhantes sobre o mundo da administração.

O guru indiano C. K. Prahalad afirmou em diversas ocasiões, por exemplo, que “em primeiro lugar, é preciso liderar a si mesmo”; “o êxito é conseqüência de objetivos ambiciosos”; ou ainda “liderar não consiste em mudar os outros, e sim inspirá-los com o próprio exemplo para que alcancem os objetivos propostos”.

Ao longo de cerca de dois séculos e meio de existência da administração como disciplina empresarial, pensadores, literatos, políticos e estrategistas, como Maquiavel, Vladimir Lênin, Winston Churchill e Dwight Eisenhower legaram uma série de frases curtas, simples e fáceis de recordar que, dada sua carga semântica, constituem autênticas lições para o mundo corporativo que todo executivo deveria levar em conta na hora de tomar decisões.


1. “Sucesso é a habilidade de ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo.”
Winston Churchill, ex-primeiro ministro britânico.

Ninguém deve se render ao fracasso, asseguram os especialistas da administração. “Ninguém sabe melhor disso do que Steve Jobs, presidente e fundador da Apple”, observa José Ramón Pin, professor da escola de negócios IESE. “Ele jamais se rendeu.” Nem mesmo, diz Pin, quando foi mandado embora da empresa que ele mesmo havia fundado. Quando tinha 20 anos, Jobs criou a Apple na garagem da casa dos pais juntamente com o amigo Steve Wozniak. Depois de sete anos apenas, a Apple tornara-se uma empresa de 4.000 funcionários e Jobs o milionário mais jovem dos EUA. O primeiro fracasso veio com o desastre do Apple III, em 1980. Infelizmente, algumas escolhas técnicas feitas, entre elas a ausência de ventoinha, levaram ao superaquecimento de muitos componentes antes mesmo de a máquina ser posta à venda. Milhares de Apple III tiveram de ser substituídos. Alguns meses mais tarde, em novembro de 1981, a Apple lançou uma nova versão do modelo, que também fracassou. Veio em seguida o Macintosh, que não vendeu tanto quanto se esperava. A direção da empresa começou então a ficar inquieta até que, em 1985, Jobs foi despedido. Ele, porém, não se abalou, seu espírito empreendedor o levou a criar uma nova empresa, a NeXT, que também fracassaria, e depois uma outra, a Pixar, que faria história na indústria da animação. Em 1997, Jobs foi reconduzido à presidência da Apple, lançou novamente o Macintosh e apostou no último grande sucesso da empresa: o iPod.

2. “Um plano não é nada, mas o planejamento é tudo.”
Dwight D. Eisenhower, ex-presidente dos EUA.

“Podemos dizer que o objetivo do planejamento é alcançar as metas da empresa (quantitativas e qualitativas) a longo prazo, desenvolvendo estratégias e administrando os recursos para sua concretização”, observa Miguel Costa, professor do Instituto de Empresa (IE) e diretor de marketing da Universidade SEK. Para Costa, “é evidente que um bom plano ou uma boa idéia é um bom ponto de partida para a empresa, mas poderá ser um fracasso se não houver por trás um processo de reflexão, organização e estruturação que possibilite colocá-la em prática”.  Sempre se pode acertar por mero acaso, acrescenta, “mas ninguém pode viver eternamente dos rendimentos de um golpe de sorte, muito menos uma empresa. Para que um negócio dê certo, a primeira coisa que não pode faltar é uma idéia, mas pode-se passar muito tempo até que essa idéia tome forma e se concretize em um negócio próspero”. Para que isso aconteça, o professor explica que é necessário estudar o mercado, suas necessidades, adequar o produto e suas características à demanda, organizar um plano de vendas, fixar objetivos, obter financiamento, estudar os diversos canais de comercialização, as estratégias de pagamento, avaliar as diversas iniciativas de marketing e comunicação, criar canais de logística etc [...] Um exemplo recente da validade da frase de Eisenhower reproduzida acima fica evidente no “fracasso do Play Station 3, da Sony. Numerosos erros de planejamento (que obrigaram a empresa a atrasar seu lançamento) impediram que ela reeditasse o êxito alcançado por seu predecessor, o PS2”, observa Miguel Costa, do IE.

3. “Uma empresa sem estratégia faz qualquer negócio.”
Michael Porter, professor de Harvard.

Quando não se tem estratégia definida, diz Miguel Costa, do IE, parece que tudo vale. Outra coisa muito diferente é o resultado que se obtém. “É como tatear no escuro ou esperar que um golpe de sorte venha em nosso auxílio”, diz. Para ele, mesmo quando não há plano algum, “é possível ter sucesso, é claro, mas os riscos são numerosos demais”. Às vezes, acrescenta, não definir estratégia alguma é o mesmo que decidir errar de propósito, porque as conseqüências podem ser desastrosas para a empresa. Costa dá como exemplo a aquisição da Lycos pela Terra Networks. Na ocasião, maio de 2000, a empresa pagou 12,5 bilhões de dólares, mais do dobro do seu valor em bolsa. Por fim, acabou vendendo a Lycos somente quatro anos depois por 95 milhões de dólares. “Só quem tomou tal decisão sabe se a empresa o fez com ou sem estratégia. No primeiro caso, não há dúvida de que a estratégia estava equivocada.”

4. “Os elefantes demoram a se adaptar, já as baratas sobrevivem em qualquer ambiente.”
Peter Drucker, pai da administração moderna.

Às vezes, as grandes frases da administração não passam de simples palavras bonitas. Outras vezes, descrevem pessoas e empresas que souberam administrar corretamente uma determinada situação. É o caso do banco espanhol Bankinter. “Recorrendo à inovação e ao uso estratégico da tecnologia, o banco soube sobreviver em um mercado de grandes bancos”, observa José Ramón Pin, professor do IESE. Ao longo de sua história, o Bankinter passou de 107o. no ranking dos bancos espanhóis para um dos seis primeiros lugares da lista. Quando foi constituído, em junho de 1965, como Banco Industrial e de Negócios, pelo então Banco de Santander e Bank of America, com uma participação de 50% cada um, pouca gente acreditava em seu potencial: “Agora, a instituição é modelo de banco na Internet graças à sua capacidade de se adaptar à rapidez da nova era tecnológica”, observa.

5. “Se você não faz parte da solução, é parte do problema.”
Vladimir Lênin, ex-presidente soviético.

Embora a autoria da frase acima não esteja muito clara, a maior parte das fontes a atribui ao ex-dirigente soviético Vladimir Lênin. Há quem critique essa afirmação com o argumento de que se trata de uma forma de transferir aos empregados parte dos problemas da empresa, os quais deveriam ser solucionados pela direção. Para Miguel Costa, diretor de marketing da Universidade SEK, “trata-se de uma frase que continua plenamente válida. Sem dúvida, é isso que deve ter pensado o conselho de administração do Citibank há alguns meses quando decidiu demitir seu presidente, Charles Prince, na esteira da gestão das hipotecas podres nos EUA. Para o conselho, Robert Rubin (o novo presidente) é parte da solução, e não temos dúvida alguma de que se ele não apresentar nenhuma solução adequada, passará a ser parte do problema”.

6. “Dispense os planejadores. Pare de pensar e comece a agir.”
Tom Peters, autor de “Em busca da excelência”.

Para José Ramón Pin, professor da escola de negócios IESE, o caso do Grupo Santander é o melhor exemplo de como atuar e despistar a concorrência. “Emilio Botín (presidente do banco) soube surpreender os concorrentes com decisões inesperadas”, diz Pin. Sua primeira grande revolução ocorreu em fins da década de 1980, quando ele, através do Banco Santander na época, lançou a Superconta, a primeira conta remunerada da Espanha, que mais tarde seria imitada pelas demais instituições. Em setembro de 2004, Botín surpreendeu compatriotas e estrangeiros ao pousar na City londrina como acionista majoritário do banco britânico Abbey, assumindo o controle da instituição. Sua última façanha ocorreu em fins de 2007, ao finalizar juntamente com outras duas grandes instituições bancárias — o Royal Bank of Scotland e o Fortis — a maior aquisição da história no setor, a do ABN Amro, por 71 bilhões de euros.

7. “Só é possível avançar quando se olha longe.”
José Ortega y Gasset, escritor.

Como dizia o filósofo espanhol José Ortega y Gasset, “só é possível avançar quando se olha para longe”. Que o diga a Inditex. Longe de se contentar com uma expansão rápida e bem-sucedida na Espanha, observa Miguel Costa, do IE, “a empresa decidiu conquistar novos mercados convertendo-se em um dos principais distribuidores de itens de grife no mundo. Suas oito marcas (Zara, Pull and Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho, Zara Home e Kiddy’s Class) contam hoje com 3.513 lojas em 68 países. Isso assim é olhar longe”. O fato é que, na Espanha, há muitas empresas de destaque em seu segmento, mas que, por uma ou outra razão, explica o professor do IE, não estão preparadas para dar o salto em direção ao exterior. Em muitos casos, diz ele, essas empresas tornaram-se alvo de compra de companhias estrangeiras que souberam olhar longe para avançar.

8. “Liderar é estabelecer uma sociedade entre o líder e sua gente.”
Ken Blanchard, consultor e empresário.

Juan Roig, presidente dos supermercados espanhóis Mercadona, imprimiu um estilo próprio ao seu negócio: “Nossa máxima é que o cliente seja fixo; para isso, o fornecedor tem de ser fixo, e o trabalhador também”, diz. Todos os empregados sabem quem é que manda, esse é pilar principal da companhia. “No Mercadona, o chefe não é o presidente da empresa, e sim o cliente”, disse Roig em numerosas ocasiões. De acordo com o empresário valenciano, é preciso pôr em prática tudo o que gere valor para o chefe (= cliente) e elimine as banalidades. De alguns anos para cá, com a entrada da Espanha nas redes alemãs de lojas de preços baixos e de marcas brancas, o Mercadona viu que seu “chefe” dava preferência a produtos baratos, sem marca, porém de máxima qualidade. Nasceram assim algumas marcas próprias, inclusive a mais importante delas, a Hacendado. “Tudo isso foi possível graças à política de pessoal implantada por Juan Roig”, observa o professor José Ramón Pin, do IESE.

9. “O importante não é saber, e sim ter o telefone de todos os que sabem.”
Les Luthiers, Artistas.

Essa é mais uma frase de procedência duvidosa que, aparentemente, pode ser atribuída ao grupo de argentino de artistas Les Luthiers. Conforme diz Costa, do IE, hoje em dia talvez seja mais correto dizer que o importante é ter acesso à Internet, e não a um telefone, mas o que importa de fato, independentemente da tecnologia utilizada, é desenvolver uma rede de contatos com tantos setores quanto possível. Graças à Internet, “podemos acessar a Wikipédia e o Google e assim fazer contato com quem sabe das coisas assistindo a vídeos (no YouTube), olhando fotos (no Facebook). Podemos também ter acesso a seu telefone ou saber o que essas pessoas  têm feito, escrito, podemos ler seus comentários (Technorati, Blogger), ver onde trabalham (Google maps) e até mesmo localizá-las via satélite (Google Earth)”, além de outras possibilidades proporcionadas pela rede das redes, salienta Costa.

10. “O maior inimigo do marketing é o Excel.”
C. K. Prahalad, professor da Universidade de Michigan.

Os sorvetes Ben&Jerry’ são o melhor exemplo de como prescindir das estatísticas habituais para atingir o público.”A empresa vende sorvetes ecológicos, não investe em publicidade direta e chegou a ser a segunda empresa que mais vende sorvetes depois da Häagen-Dazs”, observa José Ramón Pin, do IESE. Um dos erros mais comuns dos departamentos de marketing, diz ele, é se deixar levar pelos números e pelas táticas dos concorrentes. O projeto mais recente de Pin na Espanha foi a apresentação da Escola de Mudança Climática, na Universidade Complutense de Madri. Trata-se de um projeto pioneiro na Espanha e que culminará com uma expedição ao Ártico para o estudo e a promoção de medidas contra o aquecimento global. “Não se tata de nenhum artifício de marketing”, segundo fontes da empresa. Contudo, diz Pin, acaba funcionando como se fosse.

Postado:http://www.wharton.universia.net/

domingo, 11 de março de 2012

Gestão Ou "indigestão" De Conhecimento?


Era uma terça-feira morna de inverno quando adentrei a sala de treinamentos da empresa. Minha incumbência era tentar passar algo sobre planos de negócios para a equipe de aprendizes, uma turma formada num projeto - denominado Projeto Aprendiz - de responsabilidade social, que tem por objetivo fornecer qualificação profissional em tecnologia e negócios para jovens da cidade de Barra Bonita, interior de São Paulo.

Nos três dias anteriores estivera pensando sobre qual seria a melhor abordagem para falar sobre negócios com um conjunto de pessoas que pouco - ou nada - sabia sobre esse assunto. Não demorou muito para perceber alguns olhares de "socorro" ou "sobre o que ele está falando?" estampados nos rostos à minha frente.

Decidi então reduzir a teoria ao mínimo possível e passar direto à prática, propondo um estudo de caso. A turma herdaria uma bomboniere com uma curva de queda de faturamento que a levaria ao vermelho em pouco mais de três meses. A missão era não só evitar que isso acontecesse, mas ainda aumentar os lucros.

Nenhuma daquelas pessoas seria capaz de resolver esta questão sozinha. Faltavam-lhes conhecimentos e experiência no assunto. Entretanto, assim que se formaram grupos de trabalho, idéias interessantes foram surgindo e, aos poucos, as dificuldades iniciais foram sendo vencidas. Por fim, nasceram algumas boas estratégias.

Por incrível que pareça, muitas empresas não conseguem perceber essa característica notável - à qual denominamos sinergia - nem as suas possibilidades para o crescimento organizacional. Elas não vêem que o todo é mais do que a simples soma das partes e essa miopia certamente impacta em seu crescimento.

Muito se fala em gestão de conhecimento, mas pouca gente sabe realmente o que isso significa na prática. O que mais se vê no mercado são empresas tentando "encaixotar" o conhecimento de seus colaboradores, temendo se tornarem suas reféns. Com isso, simplesmente vão acumulando informações incompletas até não terem mais como lidar com toda essa massa. É uma verdadeira "indigestão" de conhecimento.

Se por um lado a organização deve deter o conhecimento concernente ao seu negócio, igualmente importante é a divulgação de informações e capacitação constante dos colaboradores, além da geração de um ambiente de colaboração e confiança. As pessoas têm necessidade de reconhecimento, de se sentirem valorizadas. Uma vez que se atenda a essas necessidades, elas dão muito mais de si e literalmente "vestem a camisa" da empresa.

Devemos ter sempre em mente que as pessoas são os verdadeiros alicerces de qualquer organização e, assim como não se levantam prédios sobre alicerces fracos, devemos apoiar nossos empreendimentos em colaboradores sólidos. A empresa deve crescer fazendo crescer as pessoas, caso contrário seu crescimento será sempre limitado por essas mesmas pessoas.

No caso dos aprendizes, mesmo sem ter o conhecimento e experiência necessária para a resolução da questão apresentada, surgiram bons planos de negócios ao nível de estratégia. Trabalhando em conjunto, as pessoas superam os limites de suas forças separadas e se impulsionam reciprocamente a um progresso cada vez mais acelerado. As empresas que aprenderem o mecanismo dessa dinâmica certamente serão capazes de superar suas expectativas mais otimistas.

É difícil, mas vale a pena. Vamos tentar? 

sábado, 10 de março de 2012

Hopi Hari – Como a crise pode destruir a reputação


Crises são contingências de todas as organizações. Entrar numa crise não é difícil. A forma como as organizações a conduzem, essa sim, pode determinar o impacto do acontecimento sobre a reputação de quem foi atingido pelo evento negativo. Administrar a crise pode ser mais importante, em alguns casos, do que a gerência do processo operacional. 
Foi mais ou menos o que aconteceu com o Parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo, S. Paulo. Sexta-feira, 24 de fevereiro, a adolescente Gabriela Nichimura, de 14 anos, despencou do brinquedo Torre Eiffel, um elevador com 69,5m de altura (equivalente a um prédio de 23 andares) , quando a trava de segurança da cadeira se abriu. Ao perder a segurança, com a velocidade de descida do “elevador”, até 94 km/h, o corpo da jovem foi arremessado no chão, - 20 a 30 metros -, tendo morte praticamente instantânea.
Em qualquer lugar do mundo, seja na Universal, de Orlando, na Disney da Europa, ou no parquinho do interior do país, a morte de uma única criança, seria uma crise grave. Nos grandes parques de diversões, principalmente do exterior, segurança é uma verdadeira obsessão. Eles sabem o impacto negativo para a imagem e a reputação da empresa de acidente semelhantes.
O que fez o Hopi Hari
A direção do parque, desde o início, agiu como se não fosse uma crise grave. Divulgou até agora três notas lacônicas, comunicando o fato e lamentando o episódio e se comunica por meio de advogado. Questionado, o Hopi Hari informou à imprensa que as travas dos brinquedos são analisadas diariamente, antes de o parque abrir. A fiscalização seria completada por vistorias periódicas, feitas por engenheiro. A cada seis meses, ainda segundo o Parque, os laudos produzidos por eles são avaliados por um fiscal do CREA-SP. A direção do parque informou ser impossível o usuário conseguir abrir a trava por conta própria.
Testemunhas
Duas testemunhas ouvidas logo após a tragédia foram categóricas em informar que a trave subiu, liberando o corpo da garota. “A catraca dela já estava aberta quando o elevador chegou, as outras só abriram quando o brinquedo parou”. Atenção ao relato do dia 25/02, sábado: “Testemunhas e operadores relataram que todas as travas foram checadas manualmente, antes da queda da menina, como mandam as normas de segurança“. O delegado também ouviu o engenheiro do Parque, mas, até então, nenhum foi capaz de apresentar uma hipótese para a queda.
Insensibilidade
A morte da menina foi constatada quase imediatamente após o acidente. O Parque suspendeu as atividades na parte da tarde, pela demora em esvaziá-lo, segundo alegam. No site, dia 25, um novo comunicado informou a abertura regular do parque no sábado, “atendendo aos visitantes que, como em todos os finais de semana, se programam com antecedência para vir ao parque. (...) “Reafirmamos nosso compromisso com a segurança de todos os visitantes...” Somente o brinquedo Torre Eiffel permaneceu fechado por ordem superior.
Questionada, a prefeitura de Vinhedo lavou as mãos: o alvará está em dia, mas não fiscaliza. O Corpo de Bombeiros fiscaliza as condições de segurança contra incêndios e o Crea apenas os profissionais que lá atuam. Ou seja, as condições de segurança e manutenção dos brinquedos ficam a cargo dos empregados dos parques. Não há fiscalização externa. No dia 28, quatro dias após o acidente, polícia e engenheiros especulavam sobre falha humana ou falha mecânica. Todos batiam cabeça, enquanto manifestações da direção do parque continuavam limitadas aos comunicados.
Cronologia das mentiras e verdades
Dia 26/02, em entrevista, a mãe da menina, Silmara Nichimura, disse que a cadeira da filha estava sem uma fivela de segurança. Ela teria questionado o funcionário sobre a segurança do brinquedo e teria ouvido que “a falta do cinto não era um problema.” Ou, “É seguro, mesmo sem o segundo fecho”.
Diante dessa evidência, qual a primeira reação da direção do parque: esquivou-se e jogou a responsabilidade da investigação para a perícia. Só que a perícia também bateu cabeça. A polícia descobriu um dia depois que não havia feito perícia completa no assento, por achar que Gabriela havia usado outro local. Mas tarde iria descobrir que fez a perícia no assento errado.
29 de fevereiro, quarta-feira, dois funcionários do parque disseram à polícia ter avisado a direção da empresa sobre problema mecânico na trava do assento onde a vítima estava. “Aquela cadeira deveria estar lacrada, porque já tinha apresentado defeito”, disse Bichir Ale Junior, advogado dos empregados operadores do brinquedo. Eles se apresentaram espontaneamente à polícia. Demonstraram mais seriedade e espírito de colaboração do que a direção do parque.
Nesse dia, talvez o fato mais constrangedor para a direção do Hopi Hari e uma virada nas investigações. O advogado da família mostra foto com Gabriela sentada exatamente na cadeira, alegadamente interditada. A foto é da família de Gabriela. “Provavelmente ela ficou flutuando na descida, segurando o colete (a trava) com as mãos, até que, com a frenagem, se soltou”, disse o delegado.
O Hopi Hari achou uma explicação para o escândalo da foto feita pela família. No bloco de cadeiras em que Gabriela estava, um dos assentos estava inoperante porque um visitante com braços e pernas longos poderia, eventualmente, bater na estrutura de metal que simula a torre Eiffel. Essa alegação explica, mas não justifica o uso indevido da cadeira.
Agora a revelação mais grave do processo: “O Vitor (empregado) percebeu que a trava estava frouxa, mas recebeu ordem para que a operação seguisse. O fato de Gabriela ter ocupado um lugar que não deveria ser usado aumenta o grau de negligência que levou ao acidente; é bem mais grave do que imaginávamos. Essa menina entrou numa arma, num brinquedo fatal. A investigação agora é de homicídio”, disse o promotor Rogério Sanches Cunha. Enquanto isso, o parque continuava aberto e faturando.
Jogo de empurra
Um dia depois de a verdade ter vindo à tona, ou seja, o parque permitir uma criança sentar em cadeira interditada, com problemas de segurança, a direção admitiu que o acidente ocorreu “por uma série de falhas”. Não parou aí a série de idas e vindas da direção do parque.
O advogado do Hopi Hari tentou jogar a culpa para os funcionários. Para Alberto Toron, “os equívocos podem envolver até três funcionários”. “O erro não é do parque, pode ser de funcionários”. Atribuir a culpa a terceiros é prática costumeira das organizações para se esquivar da responsabilidade. Só tem um problema, quando os empregados erram, o erro também é da empresa. Não há como separar.
Pior, o advogado admite que a cadeira onde a menina sentou estava desativada há dez anos. Dez anos? E não havia nenhuma placa com alerta? Como um parque de diversões, com milhares de crianças, todos os dias, mantém uma cadeira com defeito, num brinquedo extremamente perigoso, durante dez anos? “Essa cadeira ficava travada permanentemente. Inadvertidamente, segundo ele, um funcionário mexeu na trava. “Era impossível alguém sentar-se nela, por isso não havia uma placa. Alguém mexeu onde não deveria”, afirmou. Essa justificativa tem alguma sustentação, diante do risco que representava, como se confirmou no acidente?
Ao negar que o parque tenha informado o local da menina incorretamente, o que seria uma fraude, o advogado da empresa alega ter sido a polícia que ouviu testemunhas para localizar o local. A direção do parque lavou as mãos e disse nos comunicados estar “apoiando os órgãos responsáveis na investigação”. Mas a verdade só veio à tona, após os pais mostrarem as fotos.
Até então o parque tinha ficado caladinho. Não há câmeras no Hopi Hari com gravações de todos os brinquedos? Se há, quem garante que as imagens já não tivessem sido vistas por alguém do parque, logo após o acidente? Se não há, mostra também falha grave na segurança dos usuários. Para a mãe da garota, caso não houvesse fotos com essa evidência, a investigação não mostraria os responsáveis, pois a “perícia já estava dada por terminada”.
Após a revelação de que a cadeira da menina deveria estar interditada, choveram fotos na internet de frequentadores, com aquela cadeira vazia. Internautas também asseguram que no dia 20 de fevereiro, de 20 cadeiras, só sete funcionavam. Uma mostra de falhas graves na manutenção do parque.
Diante do rumo dos acontecimentos e pela forma como a direção do Hopi Hari vinha se comportando na apuração, no dia 1º, o Tribunal de Justiça de SP determinou o fechamento do parque por dez dias para uma avaliação completa da segurança de todos os brinquedos. No mesmo dia, o advogado da família disse que pedirá uma indenização de R$ 3 milhões, sendo R$ 2 milhões ao parque, por danos morais e materiais, e R$ 1 milhão à Prefeitura de Vinhedo, por falta de fiscalização.
Na sucessão de relatos cada vez mais surpreendentes que todos os dias, desde o acidente, deixam a direção do Hopi Hari cada vez mais enrolada, nesta sexta-feira, 2/3, empregado do parque denunciou ter sido pressionado a assinar documentos garantindo que passou por treinamento. O parque nega a denúncia. Quem acredita na versão do parque, em função de tudo que aconteceu até agora?
Análise da Crise
O amadorismo na condução dessa crise surpreende. Isso porque gerenciamento de crises virou matéria obrigatória, cada vez mais exigida nas empresas, principalmente as que lidam com grande número de pessoas. Cada dia a situação tanto do ponto de vista jurídico, como de reputação, ficou pior. A empresa conseguiu atropelar vários princípios ou mandamentos recomendados para situações de crise com vítima.
Comunicação - Os comunicados divulgados pelo parque foram lacônicos, frios, burocráticos. Não houve pronunciamento da direção, qualquer entrevista, sequer para lamentar o fato e anunciar com rapidez e consistência as providências tomadas. É como se alguém tivesse apenas escorregado na montanha russa. Os comunicados não constam na abertura do site, como deveriam. No caso, no máximo em 72 horas deveria ter ocorrido uma entrevista coletiva. Também não existe ação reativas nas redes sociais. O Hopi Hari apanha e não se defende.
Houve insensibilidade ao manter o parque aberto, um dia depois do acidente, quando ocorreu o sepultamento da vítima. Demonstrar sentimento, pesar em relação à vítima e sua família pode ser, nesse momento, mais importante até do que cuidar da crise. Nas crises, especialmente onde há pessoas feridas ou mortes, as ações e mensagens devem refletir o sentimento da organização. A palavra chave é “compassion”. Não é compaixão, como entendemos em português. É mais. Um sentimento de que você gostaria de estar no lugar dos parentes, tal seu sofrimento também. Isso jamais transpareceu das mensagens da empresa.
Para o PR e especialista em Crisis Management de Londres, Jonathan Boddy, “a qualidade-chave que faz com que um incidente se transforme numa crise é o impacto desse acontecimento sobre as pessoas. Juntamente com a ação significativa de lidar com o incidente (resposta operacional), uma organização deve ser vista diretamente envolvida com os impactos pessoais. A reputação de uma organização existe em grande parte naquilo em que as pessoas acreditam dela. Ao privilegiar as necessidades das pessoas atingidas pela crise, uma organização tem uma boa chance de manter sua reputação”.
Não fosse a atuação dos pais da vítima, das autoridades e, principalmente, do Ministério Público do Estado de SP, até esse momento, provavelmente, pela sucessão de idas e vindas nas informações por parte da direção da empresa, ainda estaríamos aguardando melhores esclarecimentos.
A assessoria de imprensa do parque tem se omitido quando questionada pela imprensa sobre diversas pautas relativas ao acidente.
Honestidade – Seja honesto, recomendam todos os especialistas em gestão de crises. Jamais tente enganar, usar de subterfúgios, dar uma declaração hoje e corrigir amanhã. O Hopi Hari atropelou também esse princípio e outro: não foi proativo nas explicações; tergiversou, não esclareceu, nem ajudou a investigação; foi lento na apuração interna, andou a reboque dos acontecimentos liderados pelos pais da garota. Estes, rapidamente se movimentaram, acionaram polícia, Ministério Público. Até a polícia bateu cabeça na apuração, mais preocupada com entrevistas para a mídia do que em checar as primeiras informações e ir a fundo na investigação.
Informação - A empresa não precisa produzir provas contra ela mesma. Mas não pode omitir nada, fingir que não existe falha. Nas crises, as organizações devem ser tão informativas quanto puderem. Isso demonstra respeito para com as vítimas, com os clientes, autoridades públicas e a sociedade. O que não ocorreu nesse caso. As informações foram desencontradas, enubladas. Cada dia, um fato novo, mais por iniciativa da mídia, do Ministério Público ou de testemunhas e empregados, do que da empresa.
Quando na crise há vida de pessoas, segurança sob ameaça, a organização não pode se esconder. As pessoas estão feridas e sentidas. Elas querem respostas. Os frequentadores do parque querem saber até que ponto essa crise, que feriu de morte uma família, poderá afetá-los. A direção do parque em nenhum momento tranquilizou os frequentadores. Ao contrário. Pessoas que passaram pelo parque dias antes ficaram estarrecidas com o uso da cadeira (interditada) pela vítima, porque poderia ter acontecido com elas. O sentimento foi de choque.
Outra coisa importante. A crise de uma organização, no caso o Hopi Hari, não é um evento de seu exclusivo interesse. Pertence a todos os stakeholders, principalmente aos potenciais frequentadores, aos pais, às empresas de turismo. E a toda a sociedade. A organização tem que mostrar sensibilidade e receptividade às preocupações dessesstakeholders. E colaborar para esclarecer todas as dúvidas. Será que a direção do parque com seu silêncio contribuiu para isso?
Liderança: até agora não existe um “rosto” para essa crise. Toda a crise precisa de um líder, do lado da empresa. O que recomenda a boa gestão de crise? O executivo deve ter uma visão geral da gestão da resposta, contribuir para decisões de nível estratégico e ser publicamente visível em momentos-chave, durante o incidente e durante a resposta da organização. Alguém ouviu alguma declaração dos diretores do parque?
Do lado da vítima, sim. A fibra da mãe de Gabriela, mesmo na dor, tentando esclarecer a verdade, embora nada vá trazer sua filha de volta. A sociedade brasileira deve agradecer essa família pela busca da verdade. A direção do parque, ao contrário, entregou a um advogado a responsabilidade de se expor em nome da empresa. Nas crises, a presença do advogado na linha de frente pode demonstrar medo, insegurança, falta de transparência, pouca convicção com os argumentos apresentados. É o caso?
Falta de prevenção – Acidentes em parques de diversões, onde brincam milhares de crianças, é fato passível de acontecer. Entretanto, todo o trabalho de prevenção deve ser feito para minimizá-los, principalmente os que colocam a vida das crianças em risco. Pelos relatos emanados do triste episódio do Hopi Hari, constatam-se falhas graves de prevenção num brinquedo extremamente perigoso. Se diariamente os brinquedos são vistoriados, por que aquela cadeira, há dez anos parada, não estava totalmente coberta, definitivamente interditada?
Há várias perguntas para serem respondidas a fim de se confirmar se existe prevenção no parque. Por que várias cadeiras, segundo relatos, deixam de ser usadas por defeitos? Como é feita a manutenção dos brinquedos? A empresa tinha procedimentos rotineiros na interdição? Então, de quem foi a falha? Os funcionários eram treinados? Nesse jogo de empurra, a sociedade quer saber quem são os culpados. Simplificar os fatos, jogando a responsabilidade para empregados de terceiro escalão parece fácil. Mas não é um comportamento ético e socialmente responsável.
Os erros da direção do parque são tão graves que o Ministério Público não descarta a hipótese de interditar o parque além dos dez dias já confirmados. A irresponsabilidade com a segurança dos usuários e, em particular, da adolescente, só não foi maior do que a incompetência para gerenciar essa crise, a ponto de contaminar e comprometer o resto de credibilidade e reputação que ainda existia na empresa. Lamentável que em pleno século XXI, com todas as recomendações e experiências internacionais adquiridas em parques de diversões, o Brasil possa testemunhar um episódio tão lamentável.
Observações: Este artigo já estava concluído quando o Fantástico da Rede Globo, de 04/03/12, fez reportagem com entrevista do Vice-Presidente do Hopi Hari, Cláudio Guimarães. A reportagem confirma a sucessão de erros, agrava as denúncias dos empregados ouvidos, sob alegação de que 90% do treinamento é apenas leitura de manuais; o vice-presidente não melhorou a posição do Parque, porque não respondeu aos principais questionamentos e admitiu: o acidente é fruto de uma sucessão de erros. A entrevista, nove dias depois do acidente, além de estratégia errada, por ter privilegiado um único veículo de comunicação, demonstrou que o "timing" da crise foi perdido. A empresa perdeu a batalha da comunicação. A versão da família da vítima, da mídia, dos empregados e advogados prevaleceu. Perder a batalha da comunicação numa crise, é quase derrota certa. 
Escrito por Joao Jose Fornii   
http://www.comunicacaoecrise.com
Colaboracao - Julio Cesar Cavalcante - Brasilia -DF

quinta-feira, 8 de março de 2012

Parabens Jovens Administradoras Brasileiras...

Postado - JORGENCA

Mulher, administradora da vida!

Nós mulheres continuamos à frente: em busca de inovação, destaque, reconhecimento e também a fim de manter as características mais simples de ser mulher, mãe, namorada, filhas; demonstrando aqueles sentimentos mais íntimos: carinho, ciúme, amor, alegria, fé

Para comemorar este dia tão importante em nossas vidas, em especial na vida dos homens, claro, conto-lhes um pouco da história de Leila Diniz, atriz brasileira, que revolucionou os parâmetros acerca da definição: mulher!

Leila Diniz quebrou tabus de uma época em que a repressão dominava o Brasil, escandalizou ao exibir a sua gravidez de biquíni na praia, e chocou o país inteiro ao proferir a frase: Transo de manhã, de tarde e de noite. Considerada uma mulher à frente de seu tempo, ousada e que detestava convenções. Foi invejada e criticada pela sociedade machista das décadas de 1960 e 1970.

Ah... Nos tempos de hoje! Quantas Leila´s Diniz temos por aí? Até onde vão essas destemidas mulheres?
Nós mulheres continuamos à frente: em busca de inovação, destaque, reconhecimento e também a fim de manter as características mais simples de ser mulher, mãe, namorada, filhas; demonstrando aqueles sentimentos mais íntimos: carinho, ciúme, amor, alegria, fé.

O  Dia Internacional da Mulher, representa um marco de tudo o que aconteceu nos últimos cem anos, transformando a condição feminina, remoldando corpo, cara e gesto da mulher, de maneira irreconhecível.

Parabenizá-las pelo seu dia é pouco em vista de tudo o que representam frente a transformação social pela qual passamos diariamente: A mulher ainda é a mulher do mundo! O machismo ainda viceja, floresce...

Então, queridas donas deste mundo: amem de manhã, de tarde e de noite, amem a vida, dêem valor aos que te amam, pois, isso, independente do contexto ou do tempo, é o que realmente importa, é o que faz a vida valer à pena e o que nos torna únicas: MULHERES!

Por Nely Cristina de França Alexandre - Fonte: Wikipedia / Pedro Bial.
http://www.administradores.com.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

Por que você deve encarar o Google como maior ativo da sua empresa


Sites de busca, assim como as mídias sociais, estão moldando a nova forma das pessoas conhecerem, escolherem e comprarem


A última versão do estudo "O Raio-X do e-Commerce - Quem é quem na mente do consumidor" divulgada recentemente revelou que mais de 93% dos 3.854 participantes faz suas pesquisas de produtos e preços através do Google, enquanto a preferência por Yahoo!, Bing, Buscapé e outros não chega a completar os restantes 7%. O percentual fica próximo ao estudo da Serasa Experian Hitwise, que também coloca o Google como principal search engine utilizado no pais, com cerca de 90% de participação de mercado.
Se levarmos em conta que 50% dos R$ 3 bilhões investidos em marketing digital no Brasil em 2011 (dados do IAB Brasil) foram direcionados aos sites de busca, podemos projetar que a participação do Google nesse bolo chegou a aproximadamente R$ 1,35 bilhão.
Não bastassem esses números avassaladores para mostrar a importância do Google tanto como serviço quanto como mídia, um novo livro demonstra o impacto que o costume de fazer pesquisas na internet provocou em nossa decisão de compra e de como esse novo comportamento está exigindo mudanças na forma de pensar, executar e mensurar ações de marketing.
Para a indústria e o varejo, a hora em que o consumidor para diante da prateleira da loja para decidir se vai levar o produto da marca A ou B é de extrema importância. Embora seja uma atitude cotidiana e até banal para o consumidor, seu ato de escolher um item da prateleira do supermercado (em detrimento de inúmeros outros) ou o clique do botão "comprar" em um site concretiza e justifica (ou não) todos os investimentos realizados em branding, propaganda em revistas, jornais e TV e promoções em pontos de venda, todos meticulosamente planejados pelas empresas. Não há toa, é chamado de "primeiro momento da verdade", ou First Moment of Truth (FMOT). Mas com a internet, descobriu-se que existe um momento ainda mais importante

Em seu e-book ZMOT - Zero Moment Of Truth, Jim Lecinski, diretor de vendas e serviços do Google nos EUA, demonstra como o impacto da utilização massiva dos sites de busca (e agora também as redes e midias sociais) está moldando um novo comportamento mental nas pessoas em relação à forma como pesquisam, analisam e tomam decisões sobre a compra de produtos, serviços e marcas. O grande momento da verdade, o momento zero, acontece quando entramos no Google ou Facebook em busca de informações, avaliações e opiniões sobre os produtos que estamos interessados. Ao contrário do que ocorria na era da TV, deixamos de ser expectadores passivos para tomar a iniciativa, extraindo as informações que queremos. O livro está disponível para download gratuito e possui versão em português.
Para embasar sua tese, Lecinsky apresenta os resultados do estudo realizado pela Shopper Sciences, demonstrando que 84% dos pesquisados nos EUA usaram recursos online para se orientar e que 54% fizeram compras tendo como base a comparação de produtos online.
"Não é só a disponibilidade de informações sobre o produto que mudou, mas a maneira com que os compradores pensam nele. Os profissionais de marketing estão acostumados a falar sobre o processo de compra como um funil: os consumidores são estimulados a passar por uma abertura larga através de anúncios e outros estímulos, reduzem suas opções e depois caem pelo fundo estreito com uma compra. É um modo de pensar bastante linear", revela o autor em um trecho do livro. "Mas fale com os compradores de hoje sobre o caminho deles até a compra, como eu faço, e você terá respostas surpreendentemente não lineares. Como esses dados novos da Shopper Sciences indicam, o comportamento dos compradores individuais agora é repetitivo e não linear. Eles nem sempre passam por um funil, reduzindo o número de opções; no ZMOT, eles realmente podem aumentar o número de opções. Quanto mais eles se informam, mais opções consideram. O funil agora se parece mais com um neurônio, com ramos que permitem que os compradores sigam em frente e retornem através do processo até que estejam prontos para tomar uma decisão."
Em maior ou menor grau, o momento zero da verdade exerce influência na compra de qualquer produto, independente do seu preço ou categoria. O livro mostra, por exemplo, que 97% das pessoas interessadas em um carro novo são influenciados pelo ZMOT. No caso de viagens, esse número chega a 99%, enquanto nos restaurantes a média é de 72%.
Embora haja críticas de que o livro seja tendencioso, os dados da pesquisa e outros estudos apresentados ao longo do trabalho são inegáveis. O Google e os demais buscadores, assim como as redes e mídias sociais estão provocando uma profunda e irreversível mudança não só na forma como compramos mas também de como nos relacionamos com as empresas e as marcas. E o processo deve se acentuar cada vez mais com a popularização da banda larga e o uso de smartphones e tablets.
Diante dessa nova realidade, as empresas não podem mais se limitar a manter apenas um site institucional na web. É preciso expandir a presença na internet de forma marcante, atuando em diversas frentes de maneira dinâmica. Também nessa questão o autor do Momento Zero da Verdade ensina a como dar esses primeiros passos:
1. Defina alguém como responsável pelo desenvolvimento do ZMOT em sua empresa.
2. Encontre seus "momentos zero".
3. Responda às perguntas que as pessoas estão fazendo.
4. Estruture-se para o ZMOT investindo em marketing digital, sobretudo a otimização dos sites da empresa (SEO) e campanhas de links patrocinados.
5. Seja rápido
6. Não se esqueça dos vídeos
7. Apareça!
Também vale uma oitava regra: lembre-se dos principais benefícios que o consumidor busca na internet: economizar dinheiro, economizar dinheiro, melhorar sua qualidade de vida.
Por ; Silvio Tanabe (silvio.sp@magoweb.com.br) é consultor de marketing digital da Magoweb, autor do blog Clínica Marketing Digital (www.magoweb.com/clinicadigital) - http://www.administradores.com.br