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quarta-feira, 9 de março de 2022

Diagrama de Tartaruga - O Que É e Como Usar

 


Diagrama de Tartaruga é uma ferramenta da qualidade utilizada para descrever visualmente as características dos processos

Com este diagrama, você conseguirá organizar as entradas, saídas, métricas, recursos e outras informações importantes sobre o processo de maneira muito simples. Ele auxilia no mapeamento geral de processos, facilitando a descrição e a análise de quais os recursos humanos, materiais e quais procedimentos são necessários para que o processo seja executado da melhor maneira possível e estabelecendo indicadores para monitorar as saídas.

Composto de 7 campos: Processo, Entradas, Saídas, Recursos, Como, Quem e Indicadores, o diagrama esclarece o processo, evidenciando todos os fatores que devem ser levados em conta no momento da execução.

Vamos entender o que significa cada campo e como preenchê-los usando o exemplo de um processo de entrega de eletrodomésticos.

Processo

Esse campo visa identificar qual é o processo, formalizando quem é o responsável pela execução e preestabelecendo qual o resultado esperado. O responsável, no caso do nosso exemplo, será o motorista do caminhão que fará a entrega e o resultado esperado é a própria entrega do produto, no prazo certo e sem danos.

Entradas

Aqui serão listados os insumos que serão utilizados no processo e que, geralmente, são resultados de processos anteriores. Tudo aquilo que será, de alguma forma, transformado dentro do processo é uma entrada.

No caso de uma indústria, podemos pensar em um pedido direcionado ao setor de produção e nas matérias-primas necessárias para produzir os produtos. O pedido irá iniciar todo o processo, indicando ao gestor da produção quantos itens devem ser fabricados enquanto a matéria-prima será efetivamente transformada em produto.

Na nossa entrega, as entradas seriam a Ordem de entrega, pois é o primeiro contato do responsável do processo com o que realmente deverá ser executado; e o próprio eletrodoméstico, que é o bem que será transformado durante a execução do processo. Nesse caso, a transformação corresponde ao transporte da mercadoria. Para o nosso exemplo, vamos utilizar uma geladeira de 400 Lts.

Saídas

Saída é o que se origina do processo, aquilo que o processo emite quando termina. Pode ser o produto de uma linha de produção ou uma informação que dará origem a um novo processo, depende da circunstância.

A Ordem de entrega que é entrada no nosso processo de entrega, por exemplo, anteriormente, no processo de vendas, foi uma saída, emitida pelo vendedor no final do atendimento ao cliente.

No processo de entrega, a saída é o eletrodoméstico entregue na casa do cliente, sem danos e dentro do tempo estimado!

Recursos

É tudo o que você precisa para realizar o trabalho, pode incluir máquinas, ferramentas, softwares, materiais. Para entregar a geladeira ao cliente, precisaremos do caminhão, das cordas para amarrar o produto (para ele não ficar balançando dentro do caminhão) e do carrinho de mão que os entregadores usam para levar o produto para dentro da casa do comprador.

Como

No campo “como” serão descritos os procedimentos, normas e documentos que nortearão a realização do processoquais devem ser as práticas adotadas na realização da tarefa, podem ser fornecidas instruções de trabalho, procedimentos, POPs, Checklists e uma série de informações documentadas. No nosso exemplo, podemos pensar nos mapas que os entregadores usarão e nas normas estabelecidas pela empresa. Além disso será necessário o endereço da entrega, que pode ter sido coletado em um formulário preenchido pelo cliente na hora da compra.

Quem

Também é preciso listar a equipe de trabalho que realizará a saída, todos que forem necessários à sua boa realização. Também é preciso listar as habilidades/competências que esses profissionais precisam ter para conseguirem executar as tarefas. No nosso processo, precisaremos de um motorista para o caminhão e de alguém para auxiliar na carga e descarga do produto. Para evitar contratempos, preferencialmente, ambos devem ser habilitados e, obrigatoriamente, o motorista deve possuir CHN compatível com o caminhão que dirige.

Indicadores

Finalizado o processo, é hora de monitorar se o resultado (saída) está de acordo com o que você estabeleceu. Aqui são listados os meios de avaliar o que foi feito. Geralmente é estabelecido um grupo de indicadores preestabelecidos para isso. No nosso caso, por exemplo: resultados de pesquisa de satisfação, produtos entregues com defeito, produtos entregues no prazo.

Se essas medições já são realizadas, elas devem estar listadas no seu processo, se não, é importante que você encontre um indicador que deixe claro o resultado do seu processo. 

Todo processo precisa ser avaliado, do contrário, se não há necessidade de avaliá-lo, é muito provável que ele não seja importante para a empresa, afinal, não precisa de atenção alguma.

Agora, vejamos como ficaria o nosso Diagrama de Tartaruga preenchido com os dados que usamos como exemplo:


Por que “Tartaruga”?

Se você ainda não conhecia essa ferramenta, pode estar com uma dúvida na cabeça, “Mas por que esse nome?” Esse fluxograma recebeu o nome de “Tartaruga” pois a disposição das abas que circulam o processo forma um desenho semelhante ao de uma tartaruga, veja só:

O diagrama de tartaruga é uma ferramenta simples que pode ajudar a analisar e documentar um processo mais precisamente. Além disso, com pequenas modificações, também ajudará o auditor a compreender melhor o processo na hora da auditoria, demonstrando claramente todas as informações necessárias para entendê-lo e verificar se ele está saindo de acordo com o planejado.

Com pequenas adaptações, você pode por exemplo, acrescentar ao seu mapeamento de processos um enfoque à gestão de riscos.

Você pode incluir mais um campo, listando nele os riscos ou oportunidades presentes no processo mapeado.

Uma saída será sempre a entrada de outro processo. Dessa forma, também é possível utilizar vários diagramas para exemplificar a relação macro entre os processos do seu SGQ, determinado entradas e saídas de acordo com a continuidade de cada atividade.

Esse mapeamento serve de informação documentada e ajuda a preencher os requisitos 4.4.1 da ISO, relativo aos processos do SGQ, e 4.4.2, que estabelece que a empresa mantenha e retenha informação documentada que assegure a conformidade dos processos.

Copiado: https://blogdaqualidade.com.br/

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

6 PASSOS PARA VIRAR UM ESPECIALISTA EM QUALQUER COISA


Todo mundo tem vontade de ganhar”, disse certa vez Bobby Knight, um dos maiores técnicos da história do basquete universitário americano. “Mas poucos têm vontade de se preparar para ganhar.”

Realmente, quem não gostaria de ser o melhor profissional na sua área de atuação? Ou, pelo menos, um dos melhores? Provavelmente a resposta unânime é “eu”.

Mas são raras as pessoas dispostas a, de fato, batalharem por isso – porque requer um nível de comprometimento e esforço que vai muito além da nossa zona de conforto.

 A boa notícia? Se você está mesmo decidido a se tornar um especialista em qualquer assunto, seja no trabalho ou num hobbie, isso está ao seu alcance. Selecionamos alguns conselhos de como levar este plano adiante.

1# DEDIQUE-SE A UM TALENTO POR VEZ

Não sobrecarregue sua mente e seu corpo. A melhor estratégia é se dedicar a um talento por vez.

Quer aprender, sei lá, a tocar piano? Bote energia e intensidade nesse objetivo. Se você tentar virar um pianista e guitarrista ao mesmo tempo, provavelmente vai fazer as duas coisas mal.

Isso não significa que você deve ficar amarrado ao mesmo objetivo para sempre.

Assim que um talento for dominado, você pode partir para o seguinte se quiser. Apenas se lembre de continuar praticando o anterior — ainda que com menos intensidade — para não perder o jeito ou ficar desatualizado.

2# ENCONTRE UM MENTOR

A figura de um mentor faz toda a diferença no processo da aprendizagem. Pode ser um professor, um chefe, um coach, tanto faz.

O importante é buscar lições e conselhos daqueles que já trilharam a trajetória na área que você pretende dominar.

Uma alternativa que a tecnologia hoje nos oferece: YouTube. Com certeza você encontrará um canal (ou mais) que pode ajudá-lo a chegar onde deseja.

3# ESTUDE COM AFINCO

Leias livros, acompanhe blogs, faça aulas, se matricule em cursos, veja vídeos no YouTube… Vale de tudo para expandir o seu conhecimento.

Benjamin Franklin, um dos maiores líderes da história americana, dizia que “investir em conhecimento rende sempre os melhores juros”.

O conhecimento teórico é o alicerce do nosso projeto. O que vem depois? Praticar, praticar e — quando você estiver cansado — praticar ainda mais um pouco.


4# PRATIQUE MUITO E COM CONCENTRAÇÃO

Um estudo da década de 1990 se popularizou ao afirmar que é preciso 10 mil horas de prática para você ter uma performance de elite em qualquer área.

Essa história tem um fundo de verdade, mas cientistas posteriores acrescentaram uma ressalva importante: ainda mais importante do que o volume do treino é a qualidade dele.

Em outras palavras? Antes se dedicar a uma tarefa com concentração total durante 30 minutos do que fazê-lo distraidamente por 60 minutos.

E, claro, essas 10 mil horas dizem respeito a artistas e atletas de ponta. Você pode colocar essa meta em sua carreira. Mas em relação aos hobbies, algumas centenas já serão o suficiente para você se destacar.

5# ERRE BASTANTE

repetição é um fator importante para dominar uma habilidade, mas você não pode ficar preso a ela eternamente, ou você será aquele cara que há 10 anos toca as mesmas três músicas no violão.

Que tal trocar o disco? Mude mais. Erre mais. Aprenda mais.

Fazendo um paralelo com o mundo dos esportes, não dá para evoluir se você sempre jogar squash com seu velho freguês. É preciso enfrentar alguém que te leve ao limite, que te motive a melhorar.

Um grande jogador de poker dizia o seguinte: “Se você nunca é pego blefando, é porque está blefando pouco.” Isso serve para tudo na vida. Se você nunca erra, é porque está arriscando pouco.

6# FEEDBACK E ANÁLISE SÃO FUNDAMENTAIS

Se você tem um mentor para te guiar nesta jornada – chefe, professor, etc – peça feedbacks constantes. Assim você pode saber onde está errando e como fazer para melhorar.

Caso você esteja na balada do autodidata, reserve algum tempo para a autoanálise. Nunca pare de corrigir seus pontos fracos. São eles que demandam mais atenção. Sempre.


PALAVRAS FINAIS

Nunca deixe barreiras mentais te impedirem de fazer qualquer coisa. Como diz aquela máxima, cuidado com o medo: ele adora roubar o sonho dos outros. Muitas pessoas, quando esbarram no primeiro obstáculo, pensam: “Eu não tenho jeito para isso”.

Mas quer ouvir uma coisa surpreendente?

Num estudo americano com jovens jogadores de xadrez, os pesquisadores descobriram que aqueles com QI mais baixo às vezes acabavam se sobressaindo, porque eles se sentiam em desvantagem de talento – e compensavam isso trabalhando mais duro.

Como resultado, eles muitas vezes superavam o nível de seus colegas mais talentosos.

Então bora sair da zona de conforto, senhores, e levar as suas habilidades ao próximo nível?

Copiado: https://www.elhombre.com.br/

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Autoconhecimento: O Que É e 15 Exercícios para Praticar


autoconhecimento é uma das habilidades mais importantes para o sucesso de uma pessoa. A forma como você se comporta e responde a situações externas é regida por processos mentais internos e conseguir identificá-los e compreendê-los é essencial para ter uma vida mais saudável e equilibrada.

Especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento profissional e em ambientes corporativos, o conceito de autoconhecimento tem se tornado bastante popular. Cada vez mais as pessoas têm buscado por formas de se conhecer melhor e esse processo está passando por um período de valorização e incentivo. Afinal, espera-se que um bom profissional saiba lidar bem com os outros e com o ambiente ao seu redor e, o primeiro passo para isso, é se dar bem consigo mesmo.

Mas diante disso tudo, você já parou para pensar o que o autoconhecimento realmente significa? E indo além: já pensou no quanto você conhece de si mesmo – e como pode conhecer mais?

Apesar da popularização do termo, nem todos estão familiarizados com o real significado e a importância do autoconhecimento e nem com os processos necessários para alcançá-lo. E é por isso que preparei este artigo! Aqui você vai encontrar tudo sobre o assunto e ainda descobrir 15 exercícios práticos que vão te ajudar a se conhecer melhor. É só continuar lendo – vai valer a pena!

O que é autoconhecimento  - autoconhecimento é um processo que tem como objetivo identificar padrões de pensamento e hábitos pessoais e, a partir disso, permitir que o indivíduo consiga melhorar suas respostas comportamentais e tomadas de decisão. O autoconhecimento começa dentro da mente e se reflete no exterior, mudando positivamente a forma como uma pessoa percebe o mundo e reage a diferentes situações.

Existe um provérbio africano que diz que “quando não há inimigo dentro, os inimigos de fora não podem fazer nenhum mal”. E esse é um excelente resumo sobre autoconhecimento.

Por meio de exercícios, essa técnica permite que possamos compreender melhor nossos objetivos e desejos e, a partir disso, traçar planos mais eficientes para que eles sejam alcançados. É possível também controlar pensamentos e hábitos destrutivos e evitar que eles impactem negativamente em nossa vida.

A importância do autoconhecimento O autoconhecimento, como próprio nome diz, faz com que as pessoas se conheçam, se entendam e, a partir disso, tenham consciência sobre o que se passa em sua mente e como isso afeta sua vida. E é por isso que essa prática é tão importante.

Tendo ciência de seus hábitos e pensamentos, é possível identificá-los como bons ou ruins e trabalhar para que eles sejam mais ou menos frequentes e poderosos. Uma pessoa com mais entendimento sobre seu interior poderá usar isso para se desenvolver e evoluir – seja na vida amorosa, pessoal ou profissional.

O autoconhecimento faz com que o ser humano tenha uma vida muito mais saudável e equilibrada e, consequentemente, com que ele seja cada vez mais bem sucedido, principalmente profissionalmente.
É por isso também que esse conceito tem se tornado cada vez mais popular no ambiente corporativo e no que diz respeito ao âmbito profissional e de desenvolvimento de carreira.
Uma pessoa consciente de si mesma e de seus pensamentos, consegue identificar suas forças e fraquezas e trabalhar com foco para se desenvolver diariamente. Por isso, na maioria das vezes, buscar o autoconhecimento é o primeiro passo para ter uma vida profissional mais bem sucedida e saudável.

Os três níveis do autoconhecimentoAté esse momento, você já deve ter conseguido compreender melhor o conceito de autoconhecimento e também a sua importância para diferentes momentos da vida. Então, como prometido, é hora de descobrir como você pode começar a buscar por autoconhecimento em sua própria vida, por meio de exercícios simples.
Porém, antes disso, é preciso saber que existem três níveis de autoconhecimento que uma pessoa precisa desenvolver. Eles foram propostos pelo escritor Niklas Goeke e são:
  • Pensamento: tudo aquilo que você pode desenvolver utilizando apenas a sua própria mente.
  • Expressão: exercícios para avaliar e desenvolver a forma como você se expressa em termos de crenças, valores e atitudes.
  • Implementação: o que você pode aplicar no mundo e em sua vida para alcançar os objetivos desejados.
Todos esses níveis precisam ser igualmente desenvolvidos para que se atinja o real autoconhecimento e a seguir vamos falar sobre 15 exercícios – de todos os tópicos – para que você comece a trabalhar o seu.

Exercícios para desenvolver o autoconhecimento

1. Os três “porquês” do autoconhecimento - Antes de agir em uma decisão, pergunte a si mesmo “Por que?”. Acompanhe sua resposta com outro “Por que?” e depois um terceiro. Se você puder encontrar três boas razões para continuar nessa decisão, você terá mais clareza em sua mente, conseguirá agir de forma mais racional, evitará más ações – normalmente tomadas por impulso – e ficará mais confiante.
Em suma, ter autoconhecimento significa conhecer seus motivos e determinar se eles são razoáveis e esse exercício é essencial para isso. Ele representa um dos primeiros passos quando pensamos em Inteligência Emocional. 

2. Expanda seu vocabulário emocional - O filósofo Wittgenstein disse: “Os limites do meu idioma significam os limites do meu mundo”.
As emoções criam respostas físicas e comportamentais poderosas que são mais complexas do que “feliz” ou “triste”. Colocar seus sentimentos em palavras têm um efeito terapêutico em seu cérebro. Afinal, se você não consegue articular como se sente, isso pode criar estresse e outras sensações negativas. Aumente seu vocabulário emocional com uma nova palavra a cada dia e também não tenha medo de ir além e se aprofundar em seus sentimentos.

3. Pratique dizendo ‘não’ para si mesmo - A capacidade de dizer “não” a si mesmo para adiar a gratificação a curto prazo e favorecer o ganho a longo prazo é uma habilidade vital importante. E como um músculo, isso pode ser reforçado com o exercício constante. Quanto mais você pratica dizendo “não” a pequenos desafios diários, melhor você pode suportar grandes tentações.
Há muitas tentações diárias – redes sociais, junk food, fofoca, trocar o yoga pelo Netflix – e você deve se esforçar para reconhecê-las e evitá-las. Faça um objetivo de dizer “não” a cinco tentações diferentes a cada dia. Anotar suas conquistas em cada dia pode ajudar a manter o foco!

4. Ruptura das reações viscerais - Uma pessoa sem autoconhecimento corre no piloto automático e responde com reações intempestivas. Um bom índice de autoconhecimento permite que você avalie as situações de forma objetiva e racional, sem agir sobre preconceitos e estereótipos.
Portanto, respire fundo antes de agir, especialmente quando uma situação desencadeia raiva ou frustração. Isso lhe dará tempo para reavaliar sua resposta e definir se ela será mesmo a melhor.


5. Seja responsável perante suas falhas  - Ninguém é perfeito. Estar ciente de suas falhas, mas não aceitar a responsabilidade por elas, acaba deixando o trabalho feito pela metade. Muitas vezes criticamos os outros e ignoramos as nossas próprias falhas. O autoconhecimento ajuda a aumentar nossa percepção sobre nós mesmos, criando um espelho interior, e isso previne que tenhamos comportamentos hipócritas.
Evolução e autoconhecimento só acontecem quando você reconhece uma falha. Crie o hábito de assumir suas responsabilidades, ao invés de dar desculpas e veja como você pode melhorar em cada um deles.

6. Monitore sua “auto-fala” - Há comentários sem parar em nossas cabeças que nem sempre são úteis. Um pouco de “auto-fala” negativa pode levar a quadros de estresse e depressão.
Preste atenção na maneira como você responde aos seus sucessos e fracassos. Você sempre considera suas conquistas apenas como sorte? Ou crucifica-se muito depois de falhas? Os contornos de feedback positivos e negativos se formarão em sua mente com base em como você responde a sucessos e falhas. Comemore suas vitórias, perdoe suas perdas e aprenda com elas. É um bom caminho para ampliar as chances de autoconhecimento, pode ter certeza.

7. Melhore a sua consciência na linguagem corporal - Observar-se em um vídeo pode ser uma experiência fascinante, pois a consciência de sua linguagem corporal, postura e maneirismos melhora sua confiança e seu autoconhecimento.
Deslocar, ou tomar uma “pose de baixa potência” (meio morna, com os braços largados, jogado na cadeira) aumenta o cortisol e alimenta a baixa auto-estima, enquanto estar de pé ou ter uma “pose de alta potência” estimula a testosterona e melhora seu desempenho (esse exercício é muito legal, vale a pena tentar na sua próxima reunião). Usar gestos de mão também ajuda a articular seus pensamentos e afeta a forma como as pessoas se atentam e respondem a você.
Grave um discurso ou apresentação e avalie sua postura e gestos. Assista a vídeos de oradores qualificados e adote seus maneirismos para melhorar os seus.

8. Conheça o seu tipo de personalidade - Conhecer o seu tipo de personalidade permite que você maximize seus pontos fortes e gerencie seus pontos fracos. Compreender suas “forças” e “talentos” pode ser a diferença entre uma boa escolha e uma ótima escolha. (Pontos fortes são habilidades e conhecimentos que podem ser adquiridos, enquanto os talentos são inatos – será?).
Comece com a compreensão de onde você cai no espectro introvertido/extrovertido; conheça seu tipo Myers-Briggs; e então crie e registre uma análise SWOT pessoal, com seus pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças.


9. Pratique auto-avaliação e reflexão - Um exercício excelente é manter um diário e acompanhar seus desempenhos e progressos diários. Por exemplo, hoje como você classificaria seu nível de autoconsciência, de zero a dez? Pense em quantas vezes você disse coisas das quais se arrependeu, teve hábitos ruins, tomou decisões distraídas ou teve pensamentos erráticos. Este é um exercício poderoso para o autoconhecimento e pode ser feito a qualquer momento.
Defina metas regulares, quebre essas grandes metas em marcos menores e pergunte-se ao final de cada dia: “o que eu fiz bem hoje?”  e “como posso melhorar isso amanhã?”.

10. Solicite feedback construtivo regularmente - Todos nós temos pontos cegos em nossos padrões de pensamento e comportamento. Pedir comentários de feedback construtivos regulares pode ser útil para que sua força de autoconhecimento seja desenvolvida também com base em visões externas e diferentes.
Busque como mentores aquelas pessoas que você respeita, mas que não sejam complacentes com vocês. Essas pessoas dirão o que você precisa ouvir, não o que você quer ouvir.

11. Faça meditação para desenvolver o autoconhecimento - A meditação é uma prática fundamental para melhorar seu autoconhecimento. Concentrar-se unicamente em sua respiração é focar em um processo interno chave.
Com essa prática, você perceberá como sua mente fica vagueando em momentos nem sempre adequados e entenderá como melhorar para se livrar dessas distrações.
Se você é um iniciante, comece com sessões de dez minutos. Encontre um lugar quieto para se sentar e respire pelo nariz e pela boca. Conte suas respirações em silêncio, lendo sua mente quando ela vagueia. Veja quantas respirações você pode encadear juntas.

12. Se questione - Comece a perceber que nem sempre suas opiniões estão ou precisam estar totalmente corretas. Se questionar é essencial e vai ajudar muito em seu desenvolvimento pessoal.
Sempre que você estiver sendo muito duro ou fechado em si mesmo, coloque uma interrogação no lugar do pontos finais e comece a pensar se suas convicções fazem mesmo sentido ou se realmente precisam ser tão pouco flexíveis. Isso vai te ajudar a lidar melhor com outros pontos de vista e até a rever certos posicionamentos.

13. Olhe as pessoas nos olhos - Autoconhecimento é sobre lidar melhor com si mesmo, mas isso também inclui entender como as pessoas reagem quando estão com você e o impacto que você causa nelas.
Por isso, quando estiver falando com alguém, olhe essa pessoa nos olhos e procure compreender o que suas reações, gestos e expressões estão querendo dizer. Você consegue deixá-la confortável, confiante? Ou essa pessoa sempre parece com medo e ansiosa para terminar a interação? Isso vai dizer muito sobre você e sobre pontos que você precisa desenvolver.

14. Registre sobre suas crenças e valoresNormalmente, as pessoas têm crenças e valores que servem como um guia e um direcionamento para suas vidas. Então, por que não registrar isso?
Coloque todos os seus mantras, valores e crenças em um documento. Aproveite para refletir sobre cada um desses pontos e entender se você realmente os tem seguido. Se a resposta for negativa, pense também em como você pode voltar a andar pelo caminho que deseja.   

15. Se organize e estabeleça prioridades - Quando se trata de autoconhecimento, outro ponto bastante importante é saber se organizar e, principalmente, conseguir estabelecer prioridades.
Por isso, um exercício interessante é, todos os dias antes de dormir, anotar as tarefas do dia seguinte e então definir as prioridades em termos de execução. Para que dê certo, marque no máximo três tarefas como mais importantes e aprenda a realmente criar uma noção de prioridade. Assim você otimiza seu tempo e consegue ser mais produtivo. 


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O que é Gestão Estratégica? Entenda da Teoria à Prática

Definir metas a alcançar, fazer com que todos os setores atuem de forma coesa e otimizar os processos em toda a estrutura organizacional para que esses objetivos sejam alcançados. Lendo assim, parece tão fácil e tão óbvio que pensamos não haver nenhuma empresa que não atue seguindo esses preceitos, não é verdade? Na prática, porém, não é bem assim.
Estamos falando de companhias que praticam a gestão estratégica. Por mais clareza que tenhamos de que esse é o caminho mais direto para o sucesso de qualquer negócio, vemos que muitos ainda estão longe de uma gestão eficiente.
No post de hoje, trazemos o conceito do termo, esclarecemos as principais dúvidas sobre o assunto e ainda damos algumas dicas para você tirar a gestão estratégica do papel e colocá-la em prática na sua empresa. Boa leitura!

Entenda o conceito de gestão estratégica

Gestão estratégica nada mais é do que uma forma de gerenciar a empresa otimizando todos os seus processos para que se tornem mais eficazes e coesos com os objetivos da organização. Por meio dela, é possível fazer com que os setores foquem na execução do planejamento estratégico, a fim de que suas metas sejam atingidas com êxito. Feita dessa maneira, a administração pode ser aplicada tanto em grandes negócios quanto em pequenas ou médias empresas, ajudando a alavancar seu crescimento e sua competitividade.
As melhores práticas de gestão estratégica para pequenas e médias empresas, levam em conta informações sobre a concorrência e outros aspectos importantes, como recursos financeiros e humanos, ameaças e oportunidades. Elas envolvem, ainda, a definição das metas da organização, avaliação de estratégias a serem seguidas e acompanhamento contínuo dos resultados.

Gestão estratégica na prática

Para que a estratégia funcione, é preciso realizar um diagnóstico do gerenciamento. A companhia precisa fazer um panorama da situação atual, por exemplo, quais são os produtos que possui, como estão os indicadores de venda e marketing, as falhas que seus serviços enfrentam no mercado, como o negócio é visto perante os concorrentes e demais perguntas relevantes. Feito isso, é preciso pensar em quais medidas serão aplicadas para resolver o problema.
É o momento de buscar novas ferramentas de gestão que podem ser usadas, para treinar a equipe, investir em inovação e realizar uma análise eficiente da concorrência e do mercado. Dessa forma, é mais fácil focar no cliente e compreender o que ele espera do negócio.
Então, é necessário colocar as ações traçadas em prática, considerando sempre a otimização, seguindo o projeto inicial e as metas, sem perder de vista que a gestão estratégica é um aprendizado contínuo. Mais do que um grupo de práticas a serem adotadas de uma só vez, essas ações precisam se integrar como parte da operação da companhia. O trabalho deve ser contínuo, acompanhado, averiguando sempre os resultados.

O framework ideal

O framework da gestão estratégias é constituído das seguintes etapas:
  • diagnóstico;
  • formulação;
  • implantação;
  • acompanhamento.
As fases seguem o Plan, Do, Check, Act (Planejar, Fazer, Checar, Agir), conhecido como Ciclo PDCA. Sua finalidade é colaborar para o entendimento de como um problema surge e como pode ser resolvido. Assim que uma oportunidade de aperfeiçoamento é identificada, são estabelecidas ações para gerar as alterações necessárias. Desse modo, é esperado que os resultados sejam alcançados de forma mais efetiva. Entenda a seguir como funciona cada etapa!

Diagnóstico - Antes de elaborar a gestão estratégica, é necessário averiguar as estratégias atuais da organização, avaliar seus objetivos e fazer um mapeamento de aspectos externos e internos para encontrar os fatores que a limitam e impulsionam, identificando as ameaças e oportunidades. A finalidade é verificar se a instituição tem as competências adequadas para realizar cada atividade, em um conjunto específico.

Formulação - O ambiente competitivo é a base da formulação da estratégia de gestão. Nessa fase, é criado um plano de ações estratégias, as quais a empresa poderá executar e se destacar perante os concorrentes. Ao mesmo tempo, isso permitirá que a empresa se adeque ao mercado e se prepare para as mudanças e ameaças, buscando a captação e fidelização de clientes. Ela engloba definição de objetivos estratégicos e ações a serem tomadas.

Implantação e acompanhamento - Algumas ferramentas podem ser usadas nessa etapa para ajudar a visualizar e analisar as métricas estabelecidas no plano estratégico, reunidas no mesmo objetivo e que tenham uma relação de causa e efeito. Isso porque a estratégia não acontece isoladamente. É um processo contínuo que começa com uma finalidade, a qual deve ser transmitida para ações individuais a serem implementadas. Dessa forma, é possível traduzi-la com eficácia e garantir seus resultados.

Gestão estratégica x planejamento estratégico - Muitas pessoas podem confundir essas duas ferramentas, mas atenção: por mais que devam caminhar lado a lado, elas são diferentes. No planejamento estratégico, a empresa define as ideias e o plano de ação para alcançar seus objetivos. Já a gestão estratégica administra a implantação do que foi planejado e a análise dos resultados.

Conheça as vantagens competitivas da gestão estratégica - A verdade é que a gestão estratégica pode ser feita com simplicidade, ainda assim, trazendo resultados importantes para a empresa que opte por esse estilo de administração. Entre as vantagens que ela traz está a otimização dos processos nos diferentes setores da organização, o que se traduz em melhor uso dos recursos financeiros e até do tempo, além de aumento da produtividade.

Esse modelo cria uma unidade entre as áreas, melhorando inclusive a comunicação entre os funcionários, que passam a se sentir ainda mais como integrantes do negócio. A partir da aplicação da gestão estratégica, o administrador é capaz de reconhecer quais setores são mais importantes, facilitando a tomada de decisão.
Como a todo o momento a empresa estará analisando seus dados e comparando seu desempenho, as ações podem ser baseadas nas áreas prioritárias, a depender do momento. Isso sem falar que a gestão estratégica permite que se faça um diagnóstico completo, apontando onde estão os erros e o que deve ser feito para corrigir a rota.

4 dicas para implementação

Algumas medidas podem ser adotadas para que a implementação da gestão estratégica seja realizada da melhor forma. Um plano básico para alcançar esse patamar inclui levantamento e análise SWOT, ciclos PDCA, definição de metas e acompanhamento contínuo das métricas. Conheça o trio mais poderoso para você elaborar seu plano!

1. Faça a análise SWOT

Essa deve ser a primeira ação realizada. Comece analisando a situação da organização para fazer um mapeamento tanto interno quanto externo dos seus pontos fortes e de suas fraquezas, identificando ameaças e oportunidades.
Essa avaliação deve ser feita, de preferência, com o envolvimento de todos os setores. Afinal, as forças e fraquezas levantadas têm relação com as atividades, os processos e as tarefas que levam ao produto final do negócio.

2. Defina suas metas

Nesse ponto, o processo de gestão estratégica deve estabelecer quais são as metas a serem alcançadas e como será a execução das ações para que a empresa consiga atingi-las. É hora da elaboração do seu plano de ação, que deve ter, basicamente:
  • o objetivo a ser alcançado;
  • as atividades que serão executadas;
  • o orçamento usado em cada etapa;
  • os responsáveis por cada ação;
  • os riscos do processo e um plano de gestão de crises;
  • o cronograma de ações.

3. Use os ciclos PDCA

Planejar, fazer, verificar e agir. Essas são as palavras-chave que traduzem os pilares da gestão estratégica. A ferramenta permite a organização de todos os processos, desde a ideia até a execução, com o objetivo de promover melhoria contínua. Entenda suas fases:
  • planejar: definição dos objetivos de cada processo, identificando problemas, estabelecendo metas, analisando o processo e criando um plano de ação;
  • fazer: execução do plano elaborado, realizando os treinamentos necessários, implantando o plano de ação e coletando dados para análise dos resultados;
  • checar: uso de ferramentas próprias para a coleta e a análise de dados, a fim de verificar se os processos implantados cumprem com o planejado;
  • agir: avaliação dos resultados da etapa anterior para observar se houve falhas no processo ou no plano de ação e se os objetivos foram alcançados.

4. Descubra o papel do líder na gestão estratégica

papel de liderança administrativa é decisivo para que a gestão estratégica seja praticada em sua empresa. O gestor deve ter em mãos as ferramentas necessárias para dar motivação à equipe, bem como uma boa capacidade de organização e monitoramento, além de domínio da arte de gerenciar pessoas.
O líder desse processo deve ter ampla compreensão dos objetivos e do planejamento das ações propostas, além de conhecer toda a estrutura da organização, sendo capaz de analisar constantemente as mudanças na rota, quando necessárias.
É essa figura quem vai coordenar a execução de todas as ações, fazer com que os prazos sejam cumpridos, garantir o batimento das metas e propor ajustes, caso surjam falhas nos procedimentos. A equipe deve se sentir amparada por essa liderança, sempre por meio de feedbacks construtivos ao longo do trabalho.

Gestão estratégica baseada em dados

As empresas que implementam a cultura de dados possuem maiores oportunidades de alcançar o sucesso. Porém, muitas têm dificuldades para fazer essa implementação, principalmente por não saber quais métricas e KPIs usar.
As métricas são todos os números que podem ser obtidos ou mensurados em relação ao negócio, enquanto os KPIs são indicadores-chave, que quantificam a performance, conforme as metas da empresa. São mais relevantes e devem ser mensurados constantemente. Por exemplo:
  • métricas e KPIs de vendas: custo de aquisição por cliente, ticket médio e taxa de conversão de leads para cliente;
  • métricas e KPIs de marketing: taxa de conversão de visitantes para leads, ROI do marketing e visitas orgânicas;
  • métricas e KPIs financeiras: custo de operação, receitas e retorno sobre investimento.

Como fazer a gestão estratégia baseada em dados

Para fazer esse tipo de gestão, você pode seguir um passo a passo. Veja!

Estipule o que vai mensurar desde o planejamento

Elabore o plano de ação da empresa e defina o que será medido. Após isso, verifique as ferramentas apropriadas para medir os aspectos definidos e determine um período para realizar essa atividade.

Elabore rotinas

A cultura de dados precisa seguir uma rotina. Como já foi dito, ela precisa ser acompanhada por um período determinado, pode ser diário, semanal, mensal e demais. Avalie também qual período atende melhor às necessidades do seu negócio.

Defina quem serão os colaboradores responsáveis

Cada métrica precisa ter um responsável. Por isso, é importante definir qual funcionário terá essa função e, assim, garantir que os resultados sejam acompanhados regularmente e não sejam esquecidos.

Desafios da gestão estratégica

Vários desafios podem impactar a gestão do negócio. Por isso, é importante conhecê-los para que possa estar preparado para todas as incertezas, que surgem a cada dia no ambiente empresarial, e alcançar bons resultados.
Pensando nisso, separamos alguns obstáculos que se superados garantirão crescimento da companhia mesmo nos cenários mais desanimadores. Veja só:

Administrar as incertezas

Compreender as incertezas da empresa é um ponto indispensável. Por isso, o ideal é evitar aumentar ou diminuir esse problema no momento de avaliá-las, mesmo diante da ansiedade de querer antecipar as modificações por intermédio da estratégia.

A avaliação de cenários é um recurso necessário na hora de administrar as incertezas e desenvolver novas práticas dentro do negócio, possibilitando explorar caminhos que a organização pode seguir para implementar aquilo que melhor se enquadra com seus objetivos. A matriz SWOT é um exemplo de ferramenta que pode ser útil ao lidar com um contexto de incerteza.

Fortalecer a cultura da empresa

A cultura organizacional tem função essencial no estudo do comportamento dos membros que compõem o time da empresa, no sentido de determinar os limites e dar coerência aos atos de cada um. Assim, ela provoca um sentimento de identidade e pertencimento, gerando o engajamento e motivação dos funcionários com as estratégias definidas.
A cultura para ser forte precisa ter valores fundamentais que são compartilhados pela equipe, propiciando um nível maior de comprometimento com os resultados esperados. Além disso, é preciso ter um propósito organizacional bem estabelecido e contar com a experiência do gestor em estimular a participação de todos.

Acertar nas decisões

Trabalhar diretamente na gestão do negócio significa estar preparado para tomar as melhores decisões para a empresa, já que uma decisão errada pode provocar sérios problemas. Então, para não falhar nesse momento, tenha referências e informações sobre o mercado e demais características determinantes para uma decisão. Ou seja, faça uma análise de dados externos e internos que possibilitem saber exatamente o motivo da necessidade de implementação de uma ação.
Qualquer empresa, independentemente do porte ou da área de atuação, sobreviverá melhor às oscilações do mercado de trabalho se adotar a gestão estratégica como prática de administração corporativa. Então, não espere para colocar as informações apresentadas em prática e garantir o sucesso do negócio.