sexta-feira, 2 de março de 2012

A mente tem um poder imenso

O nosso subconsciente tem um poder impressionante. Se ao acordar você disser "Que dia lindo! Como estou bem!" ou "Que dia horrível... Não estou me sentindo bem" saiba que o seu dia será um reflexo desse pensamento. Portanto, ocupe sua mente com pensamentos harmoniosos, saudáveis, alegres, prósperos e sábios.
A lei que rege a nossa mente é a fé. Para obter tudo o que deseja, é preciso saber pedir. Pense que você é o jardineiro de sua vida, portanto procure plantar continuamente bons pensamentos. Tenha cuidado com o seu pensamento, pois ele pode gerar um efeito. Se você desejar mal a alguém, este mal pode voltar para você. Ao invés de dizer não se esqueça, diga lembre-se. Vigie seus pensamentos para que sejam positivos.
Através do pensamento podemos passar da pobreza para a abundância, da tristeza para a alegria, do fracasso para o sucesso, da doença para a saúde. Através da mudança do pensamento, podemos mudar a nossa vida. Quando você diz repetidamente que é capaz de alguma coisa, sua mente aceita isso ao pé da letra e providencia para que você consiga alcançar o que deseja.
Ao mudar o nosso pensamento, podemos mudar a nossa vida. Saiba que o maior poder que temos é o da escolha. Por isso:
  • Escolha a saúde, a abundância e a vida!
  • Escolha o amor e a felicidade! 
  • Escolha a cordialidade. 
  • Seja prestativo, alegre e simpático.
Quando escolhemos ser prestativos, alegres e simpáticos teremos um melhor retorno das outras pessoas.
O que você forma em sua mente é tão real quanto qualquer parte do seu corpo. Seu subconsciente amplia tudo o que nele é depositado, quer sejam idéias de riqueza ou de pobreza. Pense o bem para os outros e estará, na verdade, pensando o bem para si próprio. Os chineses já diziam que "um quadro pode valer mais que mil palavras".
Temos diversos exemplos de pessoas que acreditaram que algo lhe aconteceria com tanta fé que viu seu pensamento se realizar. Quantas vezes ouvimos alguém dizer: imaginei isso desse jeito, aconteceu do jeito que sonhei, era assim mesmo que eu queria. Quantos atletas chegam à vitória e declaram que imaginaram o momento? Quantos jogadores fazem um gol e declaram que foi do jeitinho que pensaram? E você? Quantas vezes viu acontecer uma coisa que imaginou?
Uma das palavras mais fortes da bíblia é fé. Portanto, acredite! Tenha fé que as coisas mudarão para melhor na sua vida!
Por: Sonia Jordão - http://www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 1 de março de 2012

Parabéns RIO DE JANEIRO...


Aquele Abraço
O Rio de Janeiro
Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendo
O Rio de Janeiro
Fevereiro e março
Alô, alô, Realengo
Aquele Abraço!
Alô torcida do Flamengo
Aquele abraço
Chacrinha continua
Balançando a pança
E buzinando a moça
E comandando a massa
E continua dando
As ordens no terreiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Terezinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Terezinha
Aquele Abraço!
Alô moça da favela
Aquele Abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele Abraço!
Todo mês de fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda de Ipanema
Aquele Abraço!
Meu caminho pelo mundo
Eu mesmo traço
A Bahia já me deu
Régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu
Aquele Abraço!
Prá você que me esqueceu
Ruuummm!
Aquele Abraço!
Alô Rio de Janeiro
Aquele Abraço!
Todo o povo brasileiro
Aquele Abraço!

Entrevista Coletiva? nova moda nos processos de seleção de vagas


Uma novidade em processos de seleção de profissionais em grandes empresas é a etapa em que o candidato passa por uma entrevista com um grupo de funcionários da companhia. Essa espécie de banca com múltiplos avaliadores pode envolver o futuro chefe, gestores de diferentes áreas e integrantes do RH, mas também futuros colegas de trabalho. Normalmente, essa etapa tem por finalidade investigar a adequação da pessoa à equipe e à empresa.

Competências técnicas, idiomas, salário e outras questões formais ficam para ser conversadas em outras etapas. Organizações como a cervejaria Ambev, a distribuidora de gás Supergasbras, a operadora de telefonia Tim e a distribuidora de combustíveis Shell adotam esse processo. Outra característica dessa etapa é a flexibilização de regras e processos de entrevista. Primeiro, porque a coisa é feita por um grupo não especializado em seleção, que tende a conduzir a avaliação de maneira informal e até desorganizada.
Segundo, porque a conversa normalmente será conduzida para uma discussão sobre atitude, em que vale mais o profissional ser sincero do que decorar previamente respostas perfeitas. “As entrevistas têm incluído mais avaliadores para que se possa estabelecer um consenso e minimizar eventuais preferências pessoais”, diz Claudia Klein, sócia da consultoria carioca Argumentar e ex-diretora de RH da L’Oréal.
Para ter um bom desempenho nesse tipo de avaliação, uma recomendação é repassar o histórico profissional atentamente antes da entrevista. isso ajudará o candidato a falar com maior segurança sobre sua experiência, o que causará efeito positivo no grupo. “Os avaliadores são integrantes da equipe, conhecem a rotina do trabalho e sabem onde o calo aperta”, diz Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).
Nesse tipo de processo, é importante resistir à tentação de dourar a pílula: inventar um feito ou uma habilidade, ou mesmo aumentá-los. Afinal, é pouco provável que o candidato consiga sustentar uma mentira sendo observado e questionado por muitas pessoas. alguém vai perceber uma contradição. Vale também ser coerente. “Não adianta o candidato declarar-se capaz de enfrentar situações de extrema pressão, por exemplo, se demonstrar nervosismo durante a entrevista”, diz Lucia Cipriano, gerente corporativa de RH da supergasbras.
Como agir 
Durante a entrevista coletiva, o candidato deve agir como se estivesse apresentando um projeto em uma reunião. isso significa ser mais objetivo e direto na exposição das ideias, já que há mais pessoas na sala; olhar para o entrevistador que fez a pergunta sem se esquecer dos demais; e dirigir as respostas de cada tema para o avaliador responsável por conduzi-lo durante essa etapa da entrevista. Na construtora tecnisa, por exemplo, o candidato é escolhido por consenso, e não por votação. por isso, é preciso causar boa impressão a todos os entrevistadores presentes.
“Gap técnico a gente consegue suprir com treinamento, mas determinado valor ou comportamento a pessoa tem ou não tem”, diz Denise Bueno, gerente de rH da tecnisa. por mais que a entrevista coletiva possa causar insegurança, ela traz vantagens significativas para candidatos e empresas. Uma delas é o aumento das possibilidades de se escolher a pessoa mais alinhada com os valores da companhia, o que poupa sofrimento do candidato por se sentir um peixe fora d’água se contratado.
Outro ganho é a maior probabilidade de aproveitamento de candidatos aprovados, mas não escolhidos, para vagas que eventualmente se abram no futuro. “Como o profissional conheceu mais gente, é mais fácil de ser lembrado”, diz Leyla Nascimento, da ABRH.
Cinco participantes 
Camila Müller Zambeli, de 28 anos, analista de recursos humanos da supergasbras, de porto alegre, foi contratada há três meses após ser entrevistada por seus futuros colegas. “Durante os cerca de 40 minutos da seleção, tentei interagir com todos os cinco da mesma forma”, diz Camila, que além de colegas locais fez uma teleconferência com recrutadores da empresa no Rio de Janeiro. Para se preparar, Camila buscou reunir informações sobre a companhia antes da entrevista. “Se pudesse mudar alguma coisa, teria explorado um pouco mais as questões internas — as demandas do setor de recursos humanos, por exemplo”, diz a analista.
Autora: Juliana Cariello - Fonte: VC SA

Ativador da Criatividade para Tomada de Decisão - FOFA


Temos uma parte da personalidade que nos aponta o que devemos e podemos fazer.
O deve fazer está ligado à ética, ao respeito à justiça, à moral social, à religião.
O pode fazer baseia-se na nossa capacidade de desempenhar uma determinada função e em nossa permissão interior para fazê-lo.
Isto quer dizer que eu posso me achar capaz de realizar alguma coisa, mas sem a permissão interior, pressionado (a) por uma autocrítica proibitiva para fazê-lo, acabo não fazendo.
Dentro de nós existe, além do impulso da criança, dois tipos de cobrança: você deve e você pode. O dever fazer e o poder fazer constroem, em nossas cabeças, uma espécie de diálogo interno. São vozes, em geral, das mesmas pessoas que nos educaram.
Atuam através dos valores e crenças que nos foram transmitidos no lar, na escola, no meio religioso, na sociedade, no contato direto com os meios de comunicação e nas demais influências que recebemos, ao longo da vida.
No dever fazer - "É assim que se deve fazer" - podem existir preconceitos ou paradigmas obsoletos e ultrapassados.
A realidade interna é aquela que habita nosso interior; a externa é aquela que está acontecendo em torno de nós.
A face adulta une o que está acontecendo fora de nós ao que está ocorrendo no nosso interior, para chegar ao consenso.
Por intermédio dessa parte amadurecida, estabelece-se o poder, o desejar e o gostar, acrescentado da conveniência de executar uma decisão.
Nestes momentos, muitas vezes nos falta um dado muitíssimo importante, o mais importante: UMA FERRAMENTA CRIATIVA QUE NOS AJUDE A TOMAR DECISÕES.
Apresentamos a FOFA, uma ferramenta que se destina a resolver problemas de forma sistematizada e criativa.
Ao usar a FOFA, lembre-se:
Existem cinco diferentes tipos de ações no processo de tomada de decisão:
a) Ação provisória
b) Ação adaptativa
c) Ação corretiva
d) Ação preventiva
e) Ação contingente

Como usar A FOFA:
A FOFA é usada após um torbelino de idéias, no momento em que o esboço da idéia já está elaborado. Dá pistas e condições para a decisão em adotar ou não a nova idéia.
A FOFA é aplicável para a tomada de decisão. É uma ferramenta que seleciona as melhores, dentre as melhores idéias.

QUADRO DE ANÁLISE FOFA
FORTALEZAS:
Análise relativa à força e aos pontos positivos das idéias geradas durante o TI. São relacionadas ao produto/serviço/idéia.
Exemplos: contém um diferencial, tem custo baixo de produção, exige poucos recursos, não necessita de pessoal especializado, é de fácil criação.
USE-AS!
• Posso aproveitar as fortalezas para minha estratégia?
• O número de fortalezas é razoável?
• As fortalezas das idéias poderão contribuir para o alcance de meus objetivos?
FRAQUEZAS:
Pontos vulneráveis das idéias geradas. São relacionadas ao produto/serviço/idéia.
Exemplos: já existe produto/serviço/idéia similar no mercado, exige alguns itens de segurança, o custo de criação é caro, exige pessoal especializado, tempo demorado de criação, etc.
ELIMINE-AS!
• As fraquezas podem ser eliminadas?
• A quem posso pedir ajuda?
• Como combater as fraquezas das idéias?
• Como transformar fraquezas em fortalezas?
OPORTUNIDADES:
Lista de oportunidades que poderão ser aproveitadas com a adoção da idéia. São relacionadas ao ambiente influenciador.
Exemplos: existe a demanda no mercado e não há fornecedores disponíveis no momento, a concorrência não tem estrutura para um lançamento similar, está dentro da expectativa dos clientes, etc...
APROVEITE-AS!
• Como aproveitar as oportunidades?
• Quem envolverei na estratégia?
• Que ganhos poderemos Ter ao aproveitar as oportunidades?
AMEAÇAS:
Fatores externos ameaçadores que poderão interferir na implementação das idéias. São relacionadas ao ambiente influenciador.
Exemplos: é uma boa idéia, mas o mercado não apresenta demanda, os concorrentes fazem algo similar, exige uma estrutura que não possuímos, está distante das expectativas dos clientes, etc...
EVITE-AS!
• Como evitar as ameaças?
• Com quem posso contar?
• São ameaças de grande porte?
• Posso contorná-las?
• Posso transformá-las em oportunidades?
A decisão de implementação faz-se após a análise FOFA. Muitas vezes, temos que melhorar as propostas de inovação eliminando as fraquezas e ameaças, antes de iniciar um empreendimento.

Por:Maria Rita Gramigna - Mestre em Criatividade Total Aplicada pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ACESSIBILIDADE: É lei, mas só no papel.

Mas, quando o assunto é dificuldade de mobilidade a situação fica muito complicada, pois as ruas não tem nenhum tipo de facilidade, quando muito, tem uma rampa que é difícil de subir mesmo para quem não tem dificuldades, isso quando não tem um carro estacionado na frente impedindo seu acesso, sem citar que as calçadas, quando tem, são irregulares. Já nas empresas, públicas e privadas, quando tem rampas são muito inclinadas, de tal forma que, uma pessoa em cadeira de rodas ou um idoso só consegue subir com auxilio de outra pessoal.
 
Acessibilidade significa facilidade de acesso a todos os serviços, lugares e ambientes, de forma independente, respeitando a limitação de cada indivíduo. Para que isto fosse possível, no Brasil foi aprovada a Lei  10.048, de 8 de novembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.  Passaram-se 11 anos e muitas coisas foram realizadas, mas de modo geral, podemos considerar que esta lei só existe no Papel.
 
O lugar onde a acessibilidade tem funcionado é no mundo virtual. Pois os especialistas em TI  tem desenvolvido software para que os portadores de necessidade especiais sintam-se verdadeiramente incluso na sociedade. Os sistemas operacionais disponibilizam configurações para que pessoas de baixa visão possam utilizar computadores sem nenhum tipo de auxilio, isto permite uma interação social “livre de preconceitos” nas redes sociais e também para estudos e leitura de vários livros digitais, didáticos e literários.  A Universidade Federal do Rio de Janeiro desenvolveu um software, disponível gratuitamente para download no site http://intervox.nce.ufrj.br/~upgrade/#dosvox_oficial, que permite ao deficiente visual a utilizar um computador sem nenhum tipo de auxilio.
 
Atravessar uma rua é uma verdadeira “roleta russa”, existe poucos semáforos exclusivos para pedestres. Estes poucos, em sua maioria, não têm alertas sonoros para deficientes visuais, o botão para acionar o fechamento do semáforo fica muito alto, o que impossibilita o uso para quem esteja em cadeiras de rodas. Al[em disso, mesmo com dificuldades todos tem que atravessar a rua em alta velocidade, pois os automóveis mal esperam o sinal ficar verde.
 
 Estudar é outro  desafio, já que as escolas e faculdades privadas e públicas, nem de longe, conseguem ter acessibilidade, as bibliotecas não tem livros para deficientes visuais; não tem rampas para acesso com cadeiras de rodas, não tem portas preparadas para quem tem dificuldades de mobilidade.
 
Para a acessibilidade sair do papel e funcionar precisa ser sustentada por quatro pilares: Respeito as Necessidade, Cumprimento da Lei, Consciência individual e Ações públicas. Quem é responsável em fiscalizar e garantir que esta lei seja cumprida e as pessoas tenham acessibilidade? O Ministério Público?
 
Neste quesito de acessibilidade os Conselhos de Administração e a Ordem dos Advogados têm atuado com firmeza no sentido de apontar irregularidades e apresentar projetos de inclusão social, em como exigir que os governantes façam investimento para que se tenha inclusão social através de processo de acessibilidades?  
 
 O Processo tem sido lento, pois passa por uma transformação cultural de cada indivíduo, que de modo geral, espera que o outro faça alguma coisa, se colocando com espectador  no processo de inclusão social. 
 
Todos nós somos responsáveis pela falta de acessibilidade, seja por não exigir nossos direitos, seja por acreditar que nunca teremos algum tipo dificuldades  de acesso.

Administração em 4Vias

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por que pessoas bem-sucedidas destroem suas carreiras?


Saber lidar com os pequenos fracassos do dia a dia é um dos fatores mais importantes no caminho para o sucesso

Whitney Houston, Amy Winehouse, Michael Jackson... por que pessoas bem-sucedidas se autodestroem? Quando nos lembramos de Elvis Presley e Marilyn Monroe, observamos que foram dois exemplos de seres humanos que possuíram tudo o que as pessoas dizem desejar para ser felizes: eram bonitos, famosos, ricos e amados, aliás, são amados até hoje. Mas, se autodestruíram. O que teria acontecido?

Não é apenas no universo das celebridades da música ou do cinema que isso ocorre. Nas empresas, líderes executivos e outros profissionais que, teoricamente, fizeram ou estão no meio de carreiras bem-sucedidas e sabotam a si mesmos. Abusam de álcool e outras drogas, são infelizes em suas vidas pessoais, suas palavras e ações são motivos de sofrimento para si e para aqueles que os cercam. Alguns chegam ao suicídio. Por quê?
As pessoas não se preparam para o sucesso. Muitas acreditam que, quando tiverem sucesso material e financeiro, as demais áreas de sua vida automaticamente se resolverão. Mas isso não ocorre. Lidar com o fracasso na área financeira é muito difícil, mas ser bem-sucedido financeira e profissionalmente e ter dificuldades em outras esferas da vida é um desafio incompreensível para muitos.
Embora não exista uma cartilha para lidar com o sucesso, até porque as pessoas estão mais preocupadas em achá-lo do que em geri-lo, algumas sugestões são relevantes para pensar.
Quando o sucesso ocorre, mas o indivíduo não está preparado, em geral é esmagado por ele. Uma agenda repleta de compromissos, cobrança das demais pessoas, autocobrança exagerada, exposição pública, críticas improcedentes, a gestão da vida pessoal, enfim, tudo se torna muito complexo. Assim como não se espera que um motorista de automóvel, com seu conhecimento sobre o painel de um carro, seja capaz de pilotar um avião, na vida, não se espera que alguém seja habilitado a gerir a complexidade do sucesso com a visão de uma criança.

Você não pode mudar seu passado
Ninguém escreve em seu currículo: "Sou pós-graduado pela FGV e foi muito difícil, porque passei fome e meu pai abandonou minha família quando eu tinha 10 anos." Lamento que coisas terríveis tenham acontecido em seu passado, mas o mundo não se importa com isso. A pessoa tem de aprender a lidar com seus medos, fatos lamentáveis de sua vida, dificuldades indescritíveis que teve de enfrentar para chegar onde chegou. O sucesso não vai tornar esses fatos mais compreensíveis ou aceitáveis. A pessoa terá de elaborá-los, aceitá-los, enfim, lidar com eles da forma mais funcional possível. Isto é, permitir que eles façam parte de seu passado, mas não se deixar influenciar negativamente por eles, querendo compensá-los, consertá-los ou escondê-los por meio de seu sucesso.
Aprenda a lidar com as frustrações
Não existe uma regra que diga: seus pais têm de amar você. Também não há lei que diga que seus amigos querem seu bem, sempre. Ou que pessoas mal-intencionadas jamais se aproximarão de você. Ou que todas as suas ações produzirão os resultados desejados. Algumas pessoas literalmente tiveram de ser salvas de seus pais. Outras, de seus amigos e amores. E outras tiveram de se reerguer devido a decisões erradas que tomaram no passado e que consumiram grande parte de sua energia e tempo para ser corrigidas. A vida tem dessas coisas. Não há sucesso que possa torná-lo mais forte com relação às frustrações. Você terá de buscar essa força no exercício diário da vida, reconhecer que as frustrações, por vezes profundas, fazem parte da vida. Querer uma vida sem dor, sem problemas é um desejo impossível. Aliás, as únicas pessoas que não possuem problemas estão no cemitério. As demais acordam todos os dias e têm de enfrentá-los.
E por falar nisso, e quando a morte chegar? Nossa evolução nos permitiu ter consciência da realidade que nos cerca e nos transpassa. Mas o preço é saber que, um dia, aqueles que amamos e nós mesmos morreremos. Quanto tempo ainda temos? Não espere para ter aquela conversa com quem é relevante para você. Aquele assunto, é melhor você colocar na agenda e tocar nele o quanto antes com aquela pessoa. As conversas que não tivemos, por vezes, são as lembranças mais difíceis de aceitar.
Certa vez, perguntaram a Dalai Lama se era possível um ser humano se desenvolver sozinho. Após longa pausa e algumas considerações, a resposta foi: "Sim, é possível... só que leva muito mais tempo."
Assim, se há preparo possível para o sucesso, diria que é, em primeiro lugar, observar as demais pessoas. Se olhar com interesse, verá que você é parecido com todas e que cada uma delas está em sua luta diária. Só por isso merecem seu mais profundo respeito, antes ou depois de seu sucesso.
No decorrer de seu desenvolvimento, contrate profissionais que possam contribuir com seu fortalecimento: médicos para fazer o check-up e manter a saúde de seu corpo físico em dia, um personal trainer que possa lhe dar um bom condicionamento para um dia puxado de atividades. Mas não se esqueça de incluir também um coach que possa ajudá-lo a desenvolver competências nas diversas áreas de sua vida. Fazer, ao menos uma vez na vida, uma consulta a um psicólogo para ver como anda sua saúde nessa esfera. Ter momentos de serenidade, como uma meditação, um retiro ou qualquer atividade que possa lhe acalmar. Centrar-se e energizar-se com frequência.
E sempre reavaliar todos esses profissionais, amigos e mesmo familiares. Se o indivíduo não tiver competência para identificar as pessoas de má índole que se aproximam dela, principalmente após seu sucesso, terá sérios problemas em lidar com ele.
Deve também ser capaz de gerir suas emoções, para que não lhe causem danos ao longo do tempo, daí o preparo psicológico. E pensar com quais pessoas relevantes de sua vida gostaria de conversar sobre quais assuntos que lhe são fundamentais.
Não conheço nenhuma pessoa que declare que, se tivesse menos dinheiro, estaria melhor. Mas conheço muitas pessoas que se lamentam pelo fato de o dinheiro e o sucesso não terem lhe dado a serenidade que tanto desejavam. O sucesso profissional e financeiro é somente uma área de nossa vida, não é a vida toda. Após chegar lá, seja onde for para você, as demais esferas da vida continuarão esperando para ser exploradas e conquistadas.
Por: Sílvio Celestino é sócio-fundador da Alliance Coaching e autor do livro "Conversa de Elevador – Uma Fórmula de Sucesso para sua Carreira"

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

As lições do carnaval para as empresas

O ano finalmente começou na última quinta-feira. Crianças de volta às aulas, equipes completas nas  
empresas e trânsito caótico para os moradores das grandes capitais. Com a apuração do último voto dos jurados a rotina enfim voltará ao normal - mesmo em meio à vergonha ocorrida em São Paulo.

Apesar de grande parte dos brasileiros aproveitarem o carnaval para descansar, a beleza e criatividade dos nossos desfiles são incontestáveis. Quem já viajou para o exterior sabe que é sinônimo de brasilidade, assim como a Amazônia e com menor empolgação o futebol, o qual anda com a bola meio murcha nos últimos tempos.

Fazendo uma analogia e aproveitando que é hora de voltar ao batente, que tal se perguntar como a empresa na qual trabalha ou dirige é vista por colaboradores, acionistas, sociedade, fornecedores e clientes?

Inovadora, original e criativa como uma escola de samba, importante e rara tal qual a floresta amazônica ou meio capenga como o futebol canarinho? Para ajudá-lo, trago a teoria VRIO, desenvolvida pelos professores Barney e Hesterly, cujo enfoque se baseia nos recursos que a empresa detém. Vamos à primeira letra do acrônimo.

Valioso: os recursos que detém permitem que explore oportunidades e/ou neutralize ameaças do ambiente? Um caso clássico é o Cirque Du Soleil, o qual subverteu a lógica do ambiente que condenava os circos à extinção, criando um novo e inexplorado mercado, praticamente sem concorrentes.

Raro: sua empresa controla recursos que poucas empresas possuem? Para identificá-los pense na cadeia de suprimentos. Num mundo em que tudo vira commodity na grande fábrica "Made in China", poucas firmas ainda conseguem esta façanha. Patentes, inovações, poços de petróleo, minas e florestas são alguns exemplos.

Imitabilidade: caso sua empresa possua os recursos mencionados, concorrentes conseguem desenvolvê-los ou imitá-los? Como paralelo, o negócio do futebol há tempos se profissionalizou no velho continente. Marketing, patrocínios, transparência e parcerias ganha-ganha são cada vez mais vistas por lá.

Organização: as políticas e processos estão organizados para suportar os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar? Esta é a razão pela qual muitas vezes não conseguimos descobrir ou imitar o sucesso de algumas corporações. Já no caso do carnaval, creio que poderíamos explorá-lo de maneira mais apropriada pelos ministérios competentes.

Conseguiu identificar em quais pontos sua empresa se destaca? 
Com base em suas respostas você poderá classificá-la em cinco categorias, do pior para o melhor cenário:

Desvantagem competitiva: seus recursos são pouco valiosos.
  • Paridade competitiva: detém recursos valiosos, porém não raros.
  • Vantagem competitiva temporária: apesar dos recursos valiosos e raros, estes são passíveis de imitação.
  • Vantagem competitiva não explorada: não explora os recursos valiosos, raros e difíceis de imitar que possui.
  • Vantagem competitiva sustentável: reúne os recursos valiosos e raros, explorando-os através da organização.
Já arrancou seus cabelos? 
Procure não entrar em desespero. Saia em busca de novos mercados, recursos ou então copie, caso esteja posicionado no primeiro ou segundo item. Inove rapidamente para não perder a vantagem temporária como o futebol brasileiro.

Crie processos e comunique sua vantagem, tal qual o carnaval brasileiro deveria fazer. Ou então celebre os lucros de sua vantagem competitiva sustentável, mantendo sempre a atenção no espelho retrovisor. Caso contrário, poderá ter que se contentar em entregar a bola de ouro a uma japonesa ou pior ainda, a um argentino. 
Felizmente não permitem escolas estrangeiras na Sapucaí. Ainda.
 
Por: Marcos Morita - http://www.qualidadebrasil.com.br/

Negociar é um Ótimo Negócio!

Infelizmente, uma nova guerra já está em curso e todos nós conhecemos o resultado final: vidas humanas aniquiladas, destruição de cidades ou países inteiros e o rancor multiplicado ao extremo. 

O governo norte-americano sabe disto e vem gastando diariamente US$ 1 milhão apenas para proteger a cidade de Nova Iorque que poderá sofrer um novo ataque terrorista a qualquer instante. 
 
Contudo, há um outro lado desta guerra também já perdedor: a inteligência e persuasão do homem. Sim, assistimos à incapacidade dos dirigentes mundiais de chegarem a um acordo satisfatório sem o emprego de armas. Perdemos todos nós... 

Uma situação-limite que foi provocada pelo insucesso durante os meses em que se negociou a paz. Fazendo um paralelo com as negociações comerciais, não houve apenas um erro mas uma sucessão deles. Hoje, vamos analisar porque negociar é um ótimo negócio! 

Quando há negociação?
Sempre que duas partes envolvidas numa pendência possuem diferentes formas de analisar o conflito, faz-se necessário que seja iniciado um processo de negociação. Assim, não há negociação quando o outro concorda inteiramente com aquilo que você deseja ou quando ele (ou você) nem ao menos admite a possibilidade de pensar em um acordo. 

Alguns princípos básicos sobre negociação: 
1. Você negocia o tempo todo
Diariamente precisamos negociar diferentes soluções para cada um dos conflitos em que fazemos parte. Por isto mesmo, é fundamental que você exerça o papel de negociador em seu trabalho, junto à sua família, perante os amigos e em todos os demais papéis que você representa em sua vida cotidiana. 

2. Estabeleça uma relação ganha-ganha
Procure fazer com que seu oponente também sinta que venceu ao negociar contigo. Evite a todo custo levá-lo a acreditar que fez um mal negócio pois isto impedirá qualquer possibilidade em uma composição futura. Ao mesmo tempo, não fique criando a idéia de que alguém sempre vence e outro sempre perde - todos podem vencer ao mesmo tempo quando este é o desejo comum. 

3. Seja flexível em suas propostas
Pare de pensar que o oponente aceitará sua proposta sem pestanejar ou pechinchar. Antes de informar suas condições, estabeleça quais são seus objetivos principais e onde poderá ceder sem maiores perdas. Logo, saiba até onde poderá flexibilizar sua proposta inicial. 

4. Reforce sua disposição de chegar a um acordo
Sempre que possível, demonstre ao oponente o seu desejo de ajustar as condições envolvidas. Isto pode ser feito através de comentários: Como podemos fechar este acordo? ou Nós precisamos finalizar isto hoje. Quais são suas dúvidas? ou Desejo comprar o produto de sua empresa. Você pode oferecer um desconto para o pagamento à vista?. 

5. Dê ao outro a oportunidade de escolher
Ao invés de oferecer apenas uma única proposta, apresente duas ou três opções para que o oponente venha a escolher aquela que mais lhe convém. Não adianta ficar empurrando aquilo que o outro não deseja - ele compra uma vez e nunca mais. Quando oferece oportunidades de escolha, no mínimo ele escolhe você (ou sua empresa). 

A habilidade de negociar cada dia é mais valorizada no mercado de trabalho porque inúmeros contratos não são assinados (ou renovados) devido à falta de capacidade dos envolvidos no processo para superarem as diferenças existentes. 

Ninguém aprende a negociar de um dia para o outro - mas vale a pena investir neste aprendizado. Portanto, enquanto você aprende, comece a ensinar seus filhos desde já. 

 Colunista: Wellington Moreira  - http://www.qualidadebrasil.com.br