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segunda-feira, 10 de julho de 2023

Qual é a Reforma Tributária que o Brasil Precisa?

Acreditamos em três pilares – simplicidade, transparência e justiça – para que a proposta da Reforma Tributária seja fácil, boa e justa para os empreendedores e cidadãos e, consequentemente, para o desenvolvimento do país. 

Confira.

O Brasil ocupa o 184º lugar entre os 190 piores países do mundo para pagar impostos, de acordo com o Doing Business 2020, documento do Banco Mundial. 

Diferente de outros países que adotam apenas um tributo para o consumo, o Brasil adota cinco – PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. 

Eles são regulados pela União, pelos 27 estados e 5.570 municípios. Nesse cenário, cada um tem uma legislação própria – e ela não para de mudar: 

Só o ICMS do Rio Grande do Sul mudou 558 vezes em 4 anos. 

Além disso, no Maranhão o leite pode ter 12 alíquotas, a depender da sua composição. 

Por isso, reformar o nosso sistema tributário é urgente para estimular a produtividade, inovação e o crescimento econômico. 

Entre tantas discussões sobre a Reforma Tributária, definimos três pilares centrais que devem ser considerados: 

  • Simplicidade, 
  • Transparência e 
  • Justiça. 

Eles são valores básicos que norteiam as propostas para que a Reforma seja boa e justa para o país, para as empresas e para os cidadãos.


Simplicidade

A proposta deve ser simples, para que empreendedores possam investir tempo e dinheiro no que realmente importa: inovar, crescer e gerar empregos e desenvolvimento para o país.

Na prática:

Nesse contexto, existe a urgente necessidade do Brasil seguir bons exemplos e unificar os tributos em um só – o Imposto sobre Bens e Serviços, IBS -. 

Com uma única legislação, administrados de forma coordenada e com o mínimo de exceções e diferenciações, além de adotar um sistema de crédito financeiro.

Transparência

Para ser um modelo de cidadania, a proposta precisa deixar claro quanto, para quem e por que pagamos nossos tributos. 

Essa discussão deve ser honesta e baseada em bons dados e fatos.

Na prática:

A complexidade do nosso sistema atual faz com que seja difícil de compreender o montante de tributos cobrados do empreendedor e do cidadão. 

Hoje, depende de uma infinidade de critérios, por exemplo, o local de produção, material empregado, por onde e para onde o produto se destina. 

Com a Reforma Tributária, o imposto pago corresponderá ao valor da nota fiscal. 

O que se vê é o que se paga. 

O sistema transparente permite saber o  quanto pagamos, por que pagamos e para quem pagamos.

Além de transparência para o sistema, a discussão também precisa ser transparente. 

Precisamos de embasamento e bons dados para conseguirmos considerar cenários e tomar boas decisões para o futuro. 

Justiça

Instrumentos mais efetivos e focados em quem mais precisa faz com que o sistema reduza desigualdades e seja mais justo.

Na prática:

Hoje, o sistema tributário olha para o que é consumido e não para quem consome. 

Como consequência, a camada mais pobre da população paga proporcionalmente mais tributos sobre consumo que a camada mais rica, aprofundando a desigualdade do país. 

A proposta precisa evidenciar um mecanismo de devolução do imposto para as camadas mais pobres, assim como a adoção do princípio do destino, que reduziria a diferença entre a maior e menor receita per capita de ICMS e ISS de 270 vezes para 6 vezes – segundo o IPEA -, melhorando a distribuição dos recursos para as regiões mais pobres do país.

Copiado: https://endeavor.org.br/

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

MOEDA UNICA BRASIL/ARGENTINA ???????


Quem já andou pelas ruas de Buenos Aires sentiu ares europeus.

Na paisagem humana, porém, a pobreza evidencia o que erros na economia podem fazer. 

E o populismo fez muito estrago! 

A economia argentina é um caos.

Em 2022, a inflação de 94,8% foi a maior desde de 1991. 

Até quem acompanha já perdeu as contas de quantos calotes o vizinho aplicou.

Eles tributam exportações e restringem importações.

Os argentinos escreveram um livro-texto intitulado “lições para o insucesso: como afundar uma economia!”

E é por isso que ouvir falar num projeto de moeda única, ou até mesmo uma versão mais light, uma moeda comum, deixa muita gente preocupada do lado do Brasil!

Qual a vantagem de se ligar umbilicalmente a um país viciado em inflação?

Uma moeda única como o Euro foi uma construção complexa que levou muito tempo para ser estruturada e exigiu uma série de reformas nas economias até que pudesse ser aplicada.



A gente, com o Mercosul, não conseguiu avançar nem mesmo ao meio do caminho para formar um mercado comum, apesar de exibir o nome.

O medo de desindustrialização da Argentina nos enterrou em taxações que um mercado comum (de fato) não permitiria. 

Então não é razoável pensar que poderíamos avançar a um nível mais hard de ligação.

E uma moeda comum?

Isto é, Peso e Real continuam valendo e se tem uma moeda comum para transações comerciais entre os dois países, numa alternativa ao uso do dólar.

Hoje temos o SML que não funciona. 

Se for optativo, como deveria ser, estaria fadado ao insucesso.

Quem abriria mão de receber dólares? 

Poucos e/y pocos.

A principal explicação para uma moeda comum seria para facilitar o comércio, que tem caído nos últimos tempos.

 Mas por que caiu?

Porque a economia está doente!

Nada adiantaria criar uma moeda se economia não for tratada…



Mas por que isso agora?

Logo tem eleições por lá! 

Se pro Brasil é ruim, pra eles poderia ser uma mãozinha ou, no mínimo, muitas manchetes e promessas!

A notícia de uma nova moeda é como aquela espuma que tem no chopp!

Chama atenção de longe, não é o importante, e com o tempo some.

Lembra: quem serve chop com espuma demais não quer te dar o que realmente importa! 

E aqui tem muita espuma!

Copiado:https://www.linkedin.com/Patrícia Palermo

 

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Quem Criou o Pix? Entenda a Origem da Tecnologia de Pagamento


Recheada de vantagens, a popular tecnologia de pagamentos Pix já está entre os meios de pagamentos mais utilizados do Brasil e, como esperado, já se tornou assunto no meio político por causa das eleições de 2022. 

Na segunda-feira (23), o atual presidente do país e candidato à reeleição, Jair Bolsonaroreivindicou a criação da tecnologia, durante entrevista ao Jornal Nacional.

Além de ter dito que seu governo foi responsável pela criação do Pix, o candidato também falou que a tecnologia está prejudicando os bancos e tirando dinheiro das instituições. "Criamos o Pix tirando dinheiro de banqueiros", declarou o presidente.

Mas você conhece a origem do Pix

Jair Bolsonaro é responsável pela criação da tecnologia? 

Confira mais detalhes sobre a solução de pagamento, bem como o seu impacto no mercado.

Em que governo foi criado o Pix?

Criado pelo Banco Central, o Pix começou a ser oficialmente desenvolvido em 2018, durante o governo de Michel Temer. 

O órgão instaurou a portaria n° 97.909, voltada para o desenvolvimento de pagamentos instantâneos, em 3 de maio de 2018.

De acordo com informações obtidas pelo UOL, o planejamento das tecnologias que deram vida ao Pix começaram consideravelmente antes. 

Fontes consultadas pela publicação apontam que a ideia de um sistema de pagamentos instantâneos nacional é discutida desde 2016.

As primeiras ideias do Pix começaram a ser desenvolvidas em 2016

Sob chefia do economista Ilan Goldfajn, o Banco Central fez um estudo apontando benefícios e o impacto do uso de uma ferramenta de pagamentos rápidos no país

O objetivo era criar um sistema similar ao utilizado pela startup Zelle, que lançou uma plataforma de transferências rápidas nos Estados Unidos em outubro de 2016.

Quando o Pix foi implementado?

Enquanto a criação do Pix ocorreu durante a presidência de Michel Temer, a implementação e lançamento do serviço se deram durante o governo de Jair Bolsonaro. 

Em 2019, a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central começou a divulgação do que seria o Pix que conhecemos hoje.

O lançamento da tecnologia ocorreu em novembro de 2020, trazendo opções de transferência sem custos direto no celular. 

Com o passar do tempo, a tecnologia se tornou um sucesso: aprovado por 85% dos brasileiros, o Pix já bateu mais de 73 milhões de transações em apenas um dia.

É valido notar, no entanto, que o atual presidente já se mostrou por fora da implementação da tecnologia. 

Durante o lançamento do Pix, Jair Bolsonaro conversou com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, e disse não ter "tomado conhecimento" sobre a chegada do novo meio de pagamento, confundindo o sistema com algo relacionado à aviação civil.

Pix está fazendo bancos perderem dinheiro?

O Pix é um meio de pagamento que substitui o TED e o DOC, permitindo transferências instantâneas sem taxas para o usuário. 

Mesmo com a extinção das tarifas, o Banco Central afirma que os bancos não estão perdendo dinheiro com a tecnologia.

Agora no mês de agosto, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltou: "não é verdade que os bancos perdem dinheiro com o Pix"

De acordo com o comandante da instituição, apesar de não estarem ganhando dinheiro com as tarifas de transação, os bancos conseguem monetizar as finanças dos usuários de outras formas.

"Você tem uma perda de receita em transferência, mas por outro lado novas contas são abertas, novos modelos de negócio são gerados, você retira dinheiro de circulação, que é um custo enorme pro banco, você aumenta a transação, então o transacional aumenta", explica Campos Neto.

Além de retirar o dinheiro em papel de circulação, o lançamento do Pix também garantiu a criação de mais contas e movimentação de dinheiro em aplicativos de banco, permitindo que as instituições ofereçam mais serviços ao usuário. 

Após um ano de lançamento, o Pix já contava com mais de 112 milhões de pessoas cadastradas.

Atualmente, o maior problema enfrentado pelos bancos, e usuários, está na questão da segurança. 

Devido ao processo ágil de transferência, o Pix é amplamente utilizado em crimes. 

Segundo uma estimativa das instituições financeiras, o volume de golpes financeiros em 2022 deve chegar a R$ 2,5 bilhões, com 70% do montante sendo movimentado via Pix.

Copiado: https://www.tecmundo.com.br 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Touro de Ouro: por qual motivo o animal foi o escolhido para ficar na sede da Bolsa?

 


No dia 16/10/2021, foi inaugurada uma escultura em frente a Bolsa de Valores brasileira - B3 que despertou a atenção dos curiosos. Trata-se do já apelidado "Touro de Ouro", uma escultura imponente de quase uma tonelada e 5 metros de altura que está agora na Rua Quinze de Novembro, no Centro da capital paulista.

O touro dourado é uma réplica do Touro de Wall Street, situado no coração financeiro de Nova York e que possui muito simbolismo para os investidores. 


Mas você sabe o motivo do touro ser tão adorado pelas bolsas de valores ao redor do mundo?

Qual o significado do touro?

Dentro do mercado de ações, o touro é uma figura desejada. Isso porque, o touro (bull, no inglês) é utilizado como uma metáfora para a alta de papéis, já que um touro de verdade chifra seus oponentes de baixo para cima, simulando o movimento das ações.

Outro animal tradicional entre os investidores é o urso. Mas este é o mais temido! O medo do urso se deve ao fato de que ter um urso (em inglês, bear) significa que o mercado de ações está em baixa. A metáfora é aplicada justamente porque o urso ataca suas presas com as patas de cima para baixo, assim como ações em queda.

Por conta dessas metáforas, investidores brasileiros e estrangeiros comemoram os tempos de touro (bull market ou bullish) ou sofrem com os tempos de urso (bear market ou bearish).


Aqui no Brasil, viralizaram várias imagens de pessoas em "poses inusitadas" no Touro de Ouro. Mas saiba que essa é uma tradição fielmente seguida pelos investidores. Ao  tocar nas bolas do touro, você pode ser agraciado com muita sorte no mercado de ações!

Entre as esculturas de touros mais famosas estão a de Frankfurt, na Alemanha, e a de Wall Street, nos Estados Unidos. 

Protestos contra o Touro de Ouro:

Na mesma velocidade que o Touro de Ouro foi instalado na frente da B3, ele também foi alvo de protestos. Antes de completar 1 dia nas ruas, o touro amanheceu com um cartaz no estilo lambe-lambe  colado. No cartaz estava a palavra "FOME".

Essa forma de protesto, organizada por movimentos estudantis e de trabalhadores, tem a ver com o simbolismo por trás do touro que, de acordo com a B3, "o novo ponto turístico simboliza o mercado financeiro e a força do povo brasileiro".


Já para os movimentos Juventude Fogo no Pavio e Movimento Raiz da Liberdade, que assumiram o ato no Touro de Ouro, "o que para eles simboliza a força do mercado financeiro, para nós é um símbolo da fome, da miséria e da superexploração do trabalho (...) Mas, também é um lembrete de que continuaremos na luta por uma vida com dignidade. E é por isso que hoje fizemos essa ação simbólica de protesto!".

Copiado: https://www.terra.com.br/

terça-feira, 6 de abril de 2021

CRIPTOATIVOS: entenda como funciona e como investir em ativos digitais

 


Criptoativos são uma representação digital de valores transacionados, como as criptomoedas, que ganharam reconhecimento entre jovens investidores com a valorização surpreendente do bitcoin.

Até alguns anos atrás, moedas virtuais eram discutidas entre jovens nerds, em salas de conversação na internet. O bitcoin, a primeira moeda virtual e a mais famosa, ficou conhecido em outros grupos ao atingir o valor de U$ 20 mil.

Com isso, pessoas que nunca investiram –  especialmente os mais jovens – se viram tentadas a fazer seus primeiros aportes em criptoativos, mesmo sem muito conhecimento sobre o assunto.

A verdade é que investir em renda variável, como em ações de empresas, já requer uma capacidade de análise de mercado. Imagine investir em algo que a maioria nem sabe o porquê valoriza ou desvaloriza. Como tomar decisões de compra e venda?

O que são criptoativos?

Criptoativos são a representação digital de valores transacionados por meio virtual.

 A definição da Receita Federal para criptoativos é: 

“Considera-se Criptoativo, a representação digital de valor denominada em sua própria unidade de conta, cujo preço pode ser expresso em moeda soberana local ou estrangeira, transacionado eletronicamente com a utilização de criptografia e de tecnologias de registros distribuídos, que pode ser utilizado como forma de investimento, instrumento de transferência de valores ou acesso a serviços, e que não constitui moeda de curso legal […]” 

O exemplo mais comum de criptoativo é a criptomoeda, como é o caso do bitcoin.

Atualmente existem inúmeras outras criptomoedas – e cada vez mais surgem novas, que visam atingir o reconhecimento e a valorização do bitcoin.

Os criptoativos são produtos de investimento que atraem, especialmente, os mais jovens.

Parte em função da promessa de altos lucros, parte por serem totalmente conectados ao mundo virtual, é certo que pessoas entre 20 e 30 anos tendem a começar a investir em criptoativos sem nunca ter feito um investimento em ações, por exemplo.

O risco é alto, claro. Falaremos sobre isso mais tarde.

O que é uma criptomoeda?

Criptomoedas são criptoativos utilizados para pagamentos e demais transações financeiras realizadas, exclusivamente, de forma virtual, que podem ser utilizadas em qualquer parte do mundo. Em resumo: elas não “existem” fisicamente.

Por não deixar nenhum tipo de “rastro”, já que são criadas e monitoradas por inúmeras pessoas, utilizando blockchain, as criptomoedas têm sido a principal forma de pagamento de hackers ao invadirem sistemas corporativos de empresas privadas ou públicas.

Existem muitas criptomoedas, sendo o bitcoin a mais conhecida. Outros exemplos são:

  • Ethereum
  • Litecoin
  • Monero
  • Nano

Diferença entre criptoativos e criptomoedas

Conforme explicado, a criptomoeda é um tipo de criptoativo. Essa é a diferença: toda criptomoeda será um criptoativo, mas o inverso não se aplica. Isso porque existem outros tipos de criptoativos.

Os criptoativos são ativos digitais criptografados sob a tecnologia blockchain, negociados neste mesmo ambiente e que possuem registros exclusivamente virtuais.

Ao investir em bitcoins, por exemplo, você estará investindo no criptoativo do tipo criptomoeda. Outro exemplo de criptoativo são os tokens que utilizam a tecnologia blockchain.

Simples, não é? 

Como as operações com criptoativos são regulamentadas?

A Receita Federal publicou instruções específicas para operações com criptoativos. 

As criptomoedas surgiram em 2009, mas, somente em 2019, o governo federal adotou medidas de fiscalização, já que muitas pessoas utilizaram o sistema de criptoativos para desviar dinheiro e sonegar impostos.

Com a Instrução Normativa RFB nº 1.888, fica obrigatória a prestação de contas de todas as operações que envolvam criptoativos, de qualquer tipo.

Devem ser declaradas, por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) até o último dia útil do mês seguinte, as operações. Em caso de não prestação de contas, é prevista uma multa de R$ 100 a 3% do valor da operação.

Ainda que a regulamentação possa ter dividido opiniões, é verdade que o governo não pode perder de vista as formas de pagamentos que correm em seu território.

E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, você já pode comprar diversos produtos com criptomoedas – desde tatuagens, produtos veterinários até ativos imobiliários ou ingressos para shows!


 Como investir em criptoativos

Antes de investir em criptoativos, tenha seu capital protegido em investimentos de baixo risco. 

Vale a pena investir em criptoativos? Como sempre, não tem resposta certa para esse tipo de pergunta. Mas é verdade que os criptoativos rendem mais discussões do que outros tipos de investimentos, mesmo os de maiores riscos.

Isso porque você está investindo em “moedas” que não são oficialmente reconhecidas no país. Além disso, não tem muitas garantias, já que nem a Comissão de Valores Mobiliários nem o Banco Central fiscalizam as exchanges.

Além disso, os criptoativos experimentam alta volatilidade, o que vem acompanhado de riscos. O bitcoin, por exemplo, em 2017, obteve cotações que variaram entre cerca de US$1 mil e US$17 mil. No ano seguinte, as cotações variaram entre cerca de US$3 mil e US$10 mil!

Em março de 2020, diante das incertezas causadas pela pandemia do coronavírus, essa mesma criptomoeda acumulou, em uma única semana, uma desvalorização de 50%.

Portanto, antes de investir em criptoativos, proteja seu capital em investimentos de baixo risco, como os de renda fixa. As criptomoedas parecem atraentes e modernas, e por esse motivo chamam a atenção, especialmente, dos investidores mais jovens. Mas é preciso pés no chão.

Já existem exchanges nacionais que fazem a compra e venda das criptomoedas. Além disso, algumas corretoras têm fundos de investimento que incluem os criptoativos nas composições de suas carteiras, conforme instrução CVM nº555.

No entanto, devem ser operados com auxílio de assessores de investimentos, para reduzir os riscos e proteger o investidor.

Para investir em criptoativos, considere:

  • Seu perfil de investidor;
  • Sua disponibilidade de capital;
  • Seus objetivos a médio e longo prazo;
  • A rentabilidade oferecida (desconfie sempre dos altos ganhos em um curto prazo de tempo);
  • O histórico de performance da instituição;
  • A liquidez da criptomoeda;
  • Estude amplamente os conceitos e termos utilizados neste mercado;
  • Monte, primeiro, uma reserva de emergência;
  • Distribua seu capital em outros investimentos, variando sua carteira e controlando riscos.

Ainda não investe seu dinheiro? Então, comece pelo básico: conheça os produtos de renda fixa da modalmais! 

 Como declarar investimentos em criptoativos

Ao transacionar via exchange no exterior, operações até R$ 30 mil não precisam ser informadas. 

Ainda que as criptomoedas não sejam consideradas moedas oficiais, o investidor precisa declarar os seus ganhos com estes ativos.

A posse, compra ou venda de criptomoedas no ano anterior, deve ser obrigatoriamente declarada anualmente (devendo ocorrer na ficha de “Bens e Direitos”), na declaração de Imposto de Renda. Ou seja, uma vez por ano, as operações realizadas através de exchanges nacionais deverão ser repassadas – assim como acontece com a declaração de imposto de renda retido na fonte.

A declaração mensal também é obrigatória quando:

  • Exceder o limite de R$30 mil transacionados no mesmo mês, independente se compra, venda ou permuta, se efetuado através de uma exchange no exterior;
  • Todas as operações que utilizarem uma exchange nacional, independentemente do valor.

Termos relacionados aos criptoativos

Como mencionamos, o criptoativo mais comum é a criptomoeda. O bitcoin é o responsável pela popularização do termo e do conceito, reduzindo a distância da população em geral com este modelo de transação financeira.


Mas existem outros termos relacionados, como:

  • ICO (Initial Coin Offering): é a oferta inicial de uma moeda. Assim como a IPO, que acontece na Bolsa de Valores quando uma empresa abre o seu capital, o processo de ICO acontece quando uma nova moeda está prestes a ser lançada. Esse é o momento que muitos investidores apostam, esperando ganhos relevantes (como aconteceu com o bitcoin);
  • STO (Security Token Offering): parecido com a oferta de novas moedas, o STO é a oferta de tokens de segurança;
  • IEO (Initial Exchange Offering): é a oferta da moeda realizada dentro de uma exchange – uma espécie de “câmbio” virtual para cotização das criptomoedas.

Conclusão

Criptoativos são investimentos de alto risco.

Os criptoativos, como vimos, ganharam visibilidade com o aumento fenomenal do bitcoin. No entanto, quem deixou para investir em bitcoin quando ele atingiu seu máximo, perdeu muito dinheiro.

O investimento em criptoativo é considerado de alto risco, especialmente porque pouco se sabe sobre os motivos que fazem uma criptomoeda valorizar ou desvalorizar.

Copiado: https://www.modalmais.com.br/ 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Pix - O que é, e para que serve? Veja 40 perguntas e respostas


 O que é o Pix? Quando começa? Como vai funcionar? Confira 40 respostas para esclarecer essas e outras dúvida sobre o novo sistema de pagamentos instantâneo que terá início a partir de 16 de novembro.

As respostas foram dadas pelo Banco Central, criador e gestor do sistema.

1) O que é o Pix e para que serve?

​O Pix é um meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central. O Pix tem a mesma função do TED, DOC, cheque, boleto. O Pix é um meio de pagamento assim como boleto, TED, DOC, transferências entre contas de uma mesma instituição e cartões de pagamento (débito, crédito e pré-pago).

A diferença é que o Pix permite que qualquer tipo de transferência e de pagamento seja realizada em qualquer dia, incluindo fins de semana e feriados, e em qualquer hora. A transferência pelo Pix vai demorar no máximo dez segundos, informa o Banco Central.

2) Como o PIX vai funcionar?

A partir de 16 de novembro, os canais eletrônicos da sua instituição financeira terão o Pix como funcionalidade ativa. Basta entrar na funcionalidade, identificar o recebedor do pagamento e aprovar o pagamento com senha, biometria ou reconhecimento facial.

Haverá também a opção de pagar com QR Code.

3) ​Quem pode fazer um Pix?

Qualquer pessoa física ou jurídica que possua uma conta transacional (conta de depósito à vista, popularmente conhecida como conta-corrente, conta de depósito de poupança ou conta de pagamento pré-paga) em um prestador de serviço de pagamento (instituições financeiras ou instituições de pagamento) participante do Pix.

​4) O que é a chave Pix? Ela vai ser a mesma para a vida toda, igual CPF?

A chave é um 'apelido' utilizado para identificar sua conta. Ela representa o endereço da sua conta no Pix. Os quatro tipos de chaves Pix que você pode utilizar são:

    CPF/CNPJ;
    E-mail;
    Número de telefone celular; ou
    Chave aleatória.

A chave vincula uma dessas informações básicas às informações completas que identificam a conta transacional do cliente (identificação da instituição financeira ou de pagamento, número da agência, número da conta e tipo de conta).

O método facilitado de identificação no Pix é a chave Pix.

5) Preciso ter uma chave PIX para usar o serviço?

A chave não é obrigatória. Ela tão somente facilita fazer um Pix. A chave substitui, com um dado só, aquele monte de dados (agência, conta, CPF, nome, instituição). Para cadastrar a chave, acesse os canais oficiais da sua instituição em que tem conta (app ou internet banking).

Não necessariamente. O Pix poderá ser disponibilizado pelas instituições participantes em diversos canais de acesso. O telefone celular, desde que seja um smartphone, é um desses canais. O Banco Central acredita que o smartphone será o canal de acesso mais utilizado.

Outros possíveis canais de acesso, que podem ser oferecidos a critério de cada instituição, são: internet banking e presencialmente nas agências, nos caixas eletrônicos ou nos correspondentes bancários, como lotéricas, por exemplo.

7) Por que inventaram o PIX, foi para substituir o cartão de crédito, de débito?

O Pix é um meio de pagamento à disposição da população. Trata-se de uma forma adicional de realizar pagamentos e transferências. Não há intenção do BC em extinguir outros meios de pagamento.

Ele foi criado para permitir transações que façam o dinheiro cair na conta do recebedor imediatamente (daí ser um pagamento instantâneo).

8) No que isso vai facilitar a minha vida, ou não?

O Pix vai permitir uma série de facilidades:

- Transferir a qualquer hora do dia ou da semana
- Permitir que o recebedor tenha o dinheiro imediatamente
- Permitir que as pessoas tenham serviços financeiros mais baratos
- Permitir que o pagador tenha o serviço prestado mais rápido (exemplo: ao pagar  a conta de luz com Pix, o pagamento cai na hora na distribuidora de energia, que pode religar a luz imediatamente, sem necessidade de esperar mais tempo pela confirmação do pagamento)

9) O Pix é seguro?

A segurança faz parte do desenho do Pix desde seu princípio, e é priorizada em todos os aspectos do ecossistema, inclusive em relação às transações, às informações pessoais e o combate à fraude e lavagem de dinheiro. Os requisitos de disponibilidade, confidencialidade, integridade e autenticidade das informações foram cuidadosamente estudados e diversos controles foram implantados para garantir alto nível de segurança

Todas as transações ocorrerão por meio de mensagens assinadas digitalmente e que trafegam de forma criptografada, em uma rede protegida e apartada da Internet. Além disso, No Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), componente que armazenará as informações das chaves PIX, as informações dos usuários também são criptografadas e existem mecanismos de proteção que impedem varreduras das informações pessoais, além de indicadores que auxiliam os participantes do ecossistema na prevenção contra fraudes e lavagem de dinheiro.

10) O PIX é bom para mim ou bom para o banco?

O Pix é gratuito para pessoas físicas, enquanto outros meios de pagamento têm custos (TED, cartão, por exemplo). Os bancos e as demais instituições financeiras e de pagamento que ofertarem o Pix serão estimulados a competir mais e inovar mais para atrair clientes.

11) Tem prazo final para cadastrar uma chave?

Não. O correntista pode cadastrar quando quiser.

12) Para que tipo de público o Pix é indicado?

O Pix é literalmente para todo mundo. Da simples compra na padaria até transações mais volumosas, é possível usar o Pix.

13) Por que os bancos estão oferecendo isso? O banco vai ganhar dinheiro com o quê com o Pix?

As 34 maiores instituições do país são obrigadas, pela regulação, a entrar no Pix. As outras centenas entram voluntariamente. Ao ter um serviço de pagamento com o Pix, a instituição que oferta presta um serviço rápido e barato, que pode atrair mais clientes.

14) Se fizer uma transferência errada, posso cancelar?

​Você poderá alterar o valor a ser pago ou cancelar a transação apenas antes da confirmação do pagamento. Após a confirmação, como a liquidação do Pix ocorre em tempo real, a transação não poderá ser cancelada. No entanto, você poderá negociar com o recebedor a devolução do valor pago. A devolução é uma funcionalidade disponível no Pix e é sempre iniciada pelo próprio recebedor.

15) Vou ter de pagar para ter Pix?

O Pix é gratuito para pessoas físicas. Empresas podem ser tarifadas.

16) Preciso ter conta-corrente para ter Pix?

Você precisará possuir uma conta em um prestador de serviços de pagamento (instituição financeira ou instituição de pagamento) participante do Pix. Essa conta pode ser uma conta corrente, uma conta de poupança ou uma conta de pagamento pré-paga.

O Pix não está restrito a bancos. Outras instituições financeiras e também instituições de pagamento (como algumas fintechs) podem ofertar Pix.

17) Quem tem conta poupança ou conta salário pode ter Pix também?

Conta poupança sim, conta salário não. (conta conjunta pode)

18) Fiz uma TED às 10h da manhã e o dinheiro só apareceu quase 17h na outra conta. Com isso, perdi um dia de investimento. Se o Pix já estivesse disponível e eu o tivesse utilizado, a transferência seria imediata?

Se as duas contas em questão forem contas transacionais, o dinheiro cairia em até dez segundos. Contudo, contas em corretoras de investimentos não são contas transacionais (não servem para fazer pagamentos), portanto essas contas de corretora de investimento não estão integradas ao Pix.

19) Preciso ter um aplicativo para usar o Pix?

O Pix não é um aplicativo próprio. Ele é uma funcionalidade a mais no aplicativo da sua instituição em que você tem conta.

20) Quando o Pix estará disponível?

A partir de 16 de novembro para todo o país.

21) Qual a vantagem de usar o Pix?

Além de aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos, tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes; promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população. Em linha com a revolução tecnológica em curso, possibilita a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio e a redução do custo social relacionada ao uso de instrumentos baseados em papel.

22) Qual a desvantagem de usar o Pix?

Se houver alguma desvantagem, vai depender da preferência do consumidor, que terá ainda os meios de pagamento já existentes à disposição.


23) Qual a segurança para usar o Pix? 

​As informações pessoais trafegadas nas transações Pix, assim como nas transações de TEDs e DOCs, estão protegidas pelo sigilo bancário, de que trata a Lei Complementar nº 105, e pelas disposições da Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor.

​As mesmas medidas de segurança, tais como formas de autenticação e criptografia, adotadas na realização de outros meios de pagamento, como TEDs e DOCs, serão adotadas pelas instituições para o tratamento das transações via Pix.

​Caberá ao prestador de serviço de pagamento a análise do caso de fraude e o eventual ressarcimento, a exemplo do que ocorre hoje em fraudes bancárias.

24) É possível agendar o Pix?

Sim. O Pix pode ser agendado para uma determinada data futura (Pix agendado). Caso não haja recursos suficientes na conta do pagador na data prevista para a realização do Pix, a iniciação da transação não será autorizada.

É importante observar que a oferta do Pix Agendado pelos participantes do Pix é facultativa, então o cliente deverá verificar se a instituição da qual é cliente oferece essa opção.

25) O pagamento e transferência vai ser instantâneo?

Em até dez segundos.

26) Não vou mais ter de pagar tarifas para transferir dinheiro de um banco para outro?

Para pessoas físicas, o Pix é gratuito. Se escolher DOC ou TED, poderá continuar a pagar as tarifas vigentes.

27) Como eu vou poder usar o Pix no dia a dia? 

Para qualquer tipo de compra, pagamento ou transferência eletrônica de dinheiro.

28) O Pix é mais seguro que cartão de débito ou cartão de crédito?

A mesma expertise de segurança garante o Pix e as transações com cartão.

29) O Pix será usado para todo tipo de transação ou terá limites como DOC e TED diários?

Não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. Em geral, também não há limite máximo de valores para fazer um Pix. Entretanto, os participantes do Pix poderão estabelecer limites máximos de valor baseados em critérios de mitigação de riscos de fraude e de infração à regulação de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Esses limites, contudo, não podem ser inferiores aos limites estabelecidos para outros meios de pagamento, nem consistir em limitação de uso do Pix para as características e o perfil do usuário pagador.

30) Quais os cuidados ao usar o Pix?

- Use o ambiente logado da sua instituição.

- Acesse somente canais oficiais.

- Não insira senhas e outras informações sensíveis fora dos canais oficiais da instituição em que você tem conta.

- O cadastro do número de telefone celular e e-mail depende de uma validação em duas etapas (o usuário receberá, por exemplo, um código via SMS ou e-mail que terá que ser digitado no ambiente logado da conta do usuário) e será feita uma confirmação com nova autenticação digital (potencialmente usando biometria ou reconhecimento facial)

31) Os cheques vão deixar de existir?

Não. O Pix vem para ser uma opção a mais.

32) Posso usar o PIX para mandar dinheiro para o exterior?

Ainda não. Por enquanto, o Pix é para uso no sistema financeiro brasileiro.

33) Por que eu usaria DOC ou TED em vez de PIX?

Fica a critério do consumidor.

34) Se eu não aderir ao PIX vou poder receber dinheiro transferido dessa forma?

Sim. O consumidor não precisa aderir ao Pix. Quem adere ao Pix é a instituição em que ele tem conta. Portanto, basta certificar-se que as duas instituições da transação (a do correntista que paga e a do correntista que recebe) tenham aderido ao Pix. A lista está aqui, com dado mais recente aqui.

35) A chave deve ser diferente em cada banco ou vou poder mudar a chave? O que é mais seguro?

A segurança é a mesma em qualquer caso. Você pode ter várias chaves para a mesma conta, mas não pode ter duas contas com a mesma chave.

O que pode acontecer, a critério do consumidor, é ele associar várias chaves para a mesma conta. Para os conhecidos, ele informa o número do celular como chave. Para pessoas que não são do seu convívio, talvez o consumidor possa preferir informar a chave aleatória, para não passar um dado pessoal.

36) Se eu cadastrar um Pix em um determinado banco pelo CPF, eu não consigo cadastrar esse mesmo CPF em outro banco?

Lembrando que não se cadastra no Pix, o correntista não precisa aderir ao Pix. O que se cadastra é a chave. Se você cadastra o CPF em uma instituição, de fato não conseguirá cadastrá-lo em outra. Para mudar, o consumidor precisa expressar sua vontade de mudar a chave CPF de uma conta a outra.

37) Se eu usar chave do Pix como meu número de CPF, celular, data de nascimento, eu corro mais risco? É melhor escolher um número desconhecido para minha chave do PIX?


Data de nascimento não é elegível para chave Pix. O número desconhecido seria mais propriamente a chave aleatória, um código de vários números e letras gerado pelo sistema.

38) Quando é melhor eu usar cartão de crédito, débito, PIX, DOC, TED e cheque e dinheiro?

Isso fica a critério do usuário. Mas é possível dizer que, ao aumentar a eletronização dos pagamentos, o Pix reduz custos com transporte de valores, numerário, enfim, dinheiro físico.

39) Qual a rentabilidade do PIX?

O Pix é um meio de pagamento parecido com a TED ou o cartão de débito. Não é um investimento.

40) O Pix tem cashback?

O Pix é um meio de transferir dinheiro e fazer compras. A função dele é movimentar a quantidade de dinheiro que o usuário deseja.

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