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terça-feira, 31 de março de 2020

DEPRESSÃO EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

O mundo está passando por uma transformação em função da pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde e o responsável por toda essa movimentação é o coronavírus, causador da COVID 19. 

Cuidados com a higiene pessoal, da casa e dos alimentos consumidos, do ambiente de trabalho, ventilação natural e diminuição do uso de ar-condicionado, opção por trabalhar em casa de modo remoto e para uma fatia da população ficar em casa devido à idade e comorbidades são alternativas de prevenção. 

Medidas de restrição de contato social (isolamento) são indicadas para pessoas com mais de 60 anos, especialmente portadoras de doenças como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rins, doenças neurológicas, em tratamento para câncer, portadores de imunossupressão, entre outras doenças.
Independentemente da idade, para muitos o isolamento social pode vir a causar uma certa angústia, tristeza e até mesmo se agravar para um caso de depressão. A depressão é uma doença grave que pode ter um grande impacto na qualidade de vida de um indivíduo. Em pacientes diagnosticados com câncer, ela pode afetar o sucesso do tratamento. As estatísticas apontam que de 15-25% das pessoas diagnosticadas com câncer podem vir a sofrer com a depressão.
psicóloga clínica Renata Gonçalves, do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, explica que “A depressão maior pode interferir na condução do tratamento. Isso geralmente acontece em cerca de 1 em cada 4 pessoas com câncer, mas pode ser gerenciado. Pessoas que já tiveram depressão antes têm maior probabilidade de ter depressão após o diagnóstico de câncer. Importante conversar com o profissional de psicologia que poderá fazer uma intervenção e indicar um profissional habilitado para que seja feito um tratamento adequado”.

Percebendo os sinais… é depressão?

Para a psicóloga, a família e amigos que percebem sinais e sintomas de depressão podem incentivar a pessoa a obter ajuda. Às vezes, sintomas de ansiedade ou angústia, principalmente em função do isolamento causado pela pandemia ou até mesmo pela tensão que o assunto gera, podem acompanhar a depressão. “Há alguns sinais característicos e sintomas que podem apontar para um início de depressão em que a pessoa precisa de ajuda profissional, como humor triste, sem esperança ou “vazio” contínuo quase todos os dias durante a maior parte do dia; perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram prazerosas; perda ou ganho de peso, alterações no sono, cansaço extremo ou pouca energia, inquietude, problemas para focar, lembrar ou tomar decisões, pensamentos frequentes sobre morte ou suicídio ou tentativas de suicídio, por exemplo”.
 Vale salientar que o próprio tratamento oncológico pode vir a causar alguns problemas físicos, como cansaço, falta de apetite e alterações no sono e é preciso estar atento e em caso de dúvidas recorrer à equipe multiprofissional.

Como cuidar da depressão do paciente

O paciente com quadro de depressão deve ser acompanhado por um psicólogo e em casos mais graves também por um médico psiquiatra. Além disso, atividades físicas, meditação, yoga, arteterapia, entre outros, também são meios que auxiliam no tratamento da depressão.

E quanto ao paciente, o que ele pode fazer?

Inicialmente, o mais importante é que haja uma compreensão por parte do paciente de que há a necessidade de auxílio profissional. O engajamento com o tratamento é a principal ferramenta para tratar a depressão e minimizar gradativamente os sintomas. Também é importante a busca de atividades que gerem momentos de prazer, mesmo que por poucos instantes.
Além disso, é importante que o paciente tenha companhias e procure manter o ambiente arejado, com a entrada de luz solar e ar fresco. Manter-se em um quarto escuro, completamente sozinho, tende apenas a piorar o quadro.

E quanto à família?

É de extrema importância que a família busque primeiramente compreender do que se trata uma depressão e as diferentes formas de manifestação. Nesse momento, é fundamental que o paciente tenha ao seu redor pessoas que o acolham e compreendam que ele precisa de auxílio profissional.
Um paciente que está com um quadro depressivo, precisa primeiramente ser compreendido, acolhido e escutado. Desse modo, uma rede de apoio saudável, compreensiva e que esteja engajada no tratamento do paciente é a melhor ferramenta para auxiliá-lo nesse processo.
É comum familiares não saberem o que falar e como reagir às angústias trazidas pelo paciente e nesse momento o mais importante é a disponibilidade da escuta.

Como controlar a ansiedade e a falta de convívio pelo isolamento?

Pode-se usar algumas estratégias para a diminuição da ansiedade e a administração do isolamento social:
1 – Evitar informações em demasia. Nesse momento, estamos recebendo uma quantidade exacerbada de informações, que acabam por nos deixar mais ansiosos e amedrontados, não nos trazendo benefícios. Desse modo, precisamos nos manter atentos às novas informações, porém de forma controlada.
2 – Buscar por atividades que possam ser desenvolvidas dentro de casa, como, por exemplo, exercícios físicos que não exijam aparelhos, nem grandes espaços (porém de forma segura e cautelosa), leituras de livros e consumo de programas televisivos ou nas redes sociais que permitam distração e momentos de leveza.
3 – Técnicas de respiração. Quando nos encontramos ansiosos, a nossa respiração é a primeira a ser afetada. Devemos sempre voltar nossa atenção para ela, para que possamos voltar a respirar de forma adequada. Um bom exemplo é a técnica de respiração chamada quadrada, que é inspirar lentamente contando até quatro, depois segurar o ar nos pulmões por mais quatro. Expirar lentamente por quatro segundos e após esvaziar os pulmões mantendo por mais quatro.
4 – Utilizar a tecnologia para auxílio no contato com pessoas queridas, para minimizar a saudade e manter vínculos estreitos com aqueles que nos são importantes.

Tudo vai passar, como manter a calma em momentos delicados em função do próprio tratamento e em função de uma pandemia?

“Estamos vivendo um momento de tensão mundial, mas sabemos que pessoas do grupo de risco acabam por ter uma intensificação dessa tensão. Diante disso, é importante que nos mantenhamos conectados uns aos outros, de algum modo. A interação, a troca e o afeto (mesmo que a distância) são imprescindíveis para a manutenção da nossa saúde mental. E como já mencionado anteriormente, buscar por atividades que nos gerem prazer e distração”, cita a psicóloga.
Os atendimentos aos pacientes do IOP estão sendo realizados por contato telefônico e em alguns casos por videochamadas. “Podemos utilizar a tecnologia para continuar cuidando da saúde emocional de nossos pacientes.”
A palavra de ordem é prevenir
“Busque cumprir dentro do possível todas as recomendações para garantir sua segurança. Lembre-se que informações em grande quantidade acabam por aumentar o nível de estresse e ansiedade, desse modo controle a quantidade de notícias que chegam até você. Manter-se vinculado a atividades e pessoas que lhe geram bem-estar, dentro do que for permitido, é uma ótima ideia. E o mais importante: em momentos de ansiedade e angústia, busque por pessoas que possam lhe acolher e auxiliar em um momento de crise. Nós, psicólogos, estamos à disposição para auxiliar no manejo de momentos de adversidade como o que estamos vivendo.”

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A Solidão do Suicida

Sim, pessoal, este é mais um texto (entre muitos) a falar sobre o suicídio. Então, sente-se onde quer que você esteja, acomode-se confortavelmente porque iremos falar sobre um assunto que merece toda a nossa atenção e compreensão. Mas, se você não estiver afim de ler o que tenho a dizer, tudo bem. Você pode fechar este site e seguir sua vida como se nada tivesse acontecido.
Nas últimas semanas, temos vivido um hype considerável em torno da série 13 Reasons Why, recente lançamento da Netflix e que trouxe à tona o debate em torno de questões importantes como suicídio, depressão e bullying
A série, baseada no livro homônimo, dividiu opiniões e fez o mundo do entretenimento se rachar em dois, separando aqueles que acham que a série foi de grande importância para o debate sobre saúde mental daqueles que a consideram um desserviço em termos de psicologia e combate ao suicídio. Eu, particularmente, compreendo os argumentos de ambos os lados e os considero bastante razoáveis, mas ainda sou levado pela forma como, de repente, todos estão falando de assuntos que são considerados tabus na sociedade. E isso, apenas isso, me faz ver a série com bons olhos (ainda que eu concorde que ela não seja para todos).
Mas, falando especificamente sobre suicídio, quis dar minha opinião no tema porque, em parte, convivo com ele já há algum tempo; em parte porque me preocupa que as pessoas tenham medo de lidar com algo que é tão real e tão destrutivo.
Venho de uma família com histórico de suicídio e depressão. Tenho amigos que já tentaram se matar (intencionalmente ou não) e já estudei com pessoas que (talvez por uma questão de desespero ou qualquer que fosse o motivo) tentaram dar cabo à vida. Estudei vários anos numa universidade que é considerada um dos locais com maior índice de suicídio no Rio de Janeiro (se você é do RJ, sabe de onde estou falando). Suicídio, para mim, não é mais uma palavra incomum. Quando paro para pensar nela, me surpreendo ao perceber o quanto ela é presente em minha vida e isso, definitivamente, não é legal.
Todavia, o senso comum parece tentado a ver o assunto de forma bastante relativizada, infantilizada e romantizada. Somos levados a crer que todo o aspirante ao suicídio é uma pessoa carente de atenção ou que reclama demais da vida. Chegamos até ao ponto de dizer que “tem pessoas com problemas piores” e que, por isso, ela não tem motivos para se matar.
Amigos, entendam, nenhum problema é maior do que o seu e ninguém sabe a dor que você carrega além de você mesmo. 
Quando você diz a alguém (depressivo ou não) que ela/ele não tem motivos para estar triste, você ignora todo o universo particular em que ela/ele vive em prol de uma filosofia utópica de superação a todo custo. As pessoas são frágeis e, especialmente em nossos dias, isso parece ter ganhado outra dimensão com o advento da realidade virtual promovido, principalmente, pelo crescimento das redes sociais.
Não estou dizendo que a tecnologia é a grande vilã na história, pelo contrário, ela tem sido, em muitos casos, a grande aliada. O problema somos nós e está em nós. Num mundo cada vez mais tecnológico, cada vez mais desenvolvido, temos nos afastados mais das pessoas quando deveríamos fazer o contrário. As pessoas tem se isolado em suas bolhas particulares e isso tem nos deixado doentes. Não é à toa que o índice de depressivos tem aumentado no Brasil.
É preciso entender que depressão e suicídio não são simples baboseiras de quem é carente de atenção. É preciso, ainda, tirarmos da nossa mente aquela visão estereotipada do depressivo, como se todo depressivo fosse aquela pessoa que vive enfurnada 24h por dia dentro de casa, debaixo dos cobertores, sem ver a luz do sol. A depressão é uma doença multifacetada e que, por vezes, passa despercebida pelas outras pessoas. Você pode não suspeitar, mas aquele seu amigo que você gosta tanto pode sofrer com isso e você nem imagina. 
Às vezes, um sorriso largo demais pode esconder dores profundas demais. E se existe um consenso em torno do assunto é que as pessoas evitam falar de suas dores nas almas por medo do que as pessoas vão dizer sobre elas. E se depressão ainda é um tabu, falar que faz tratamento psicoterapêutico não fica para trás.
Falar de doenças mentais pode ser um tanto controverso porque as pessoas ainda persistem no estereótipo do louco descontrolado quando se trata do assunto. entretanto, a verdade é que nem todo doente mental é louco ou descontrolado, existem os transtornos de humor, os transtornos afetivos, de identidade e de outros tantos tipos que apenas nos mostram o quão complexa pode ser a psiqué humana.
O que é importante é que precisamos entender que o depressivo precisa de ajuda, que ele não é apenas  “mais um querendo atenção”. 
Precisamos mostrar que essas pessoas não estão só, pois é essa solidão que, muitas vezes, induz ao suicídio e ao sofrimento que isso gera. Aquele que cogita tirar a própria vida não faz isso simplesmente porque quer morrer. Aliás, a ironia disso está justamente no fato de que grande parte dos suicidas não quer morrer de fato, mas apenas silenciar a própria dor, o vazio que o consome, o sentimento de solidão existencial, a ausência de sentido. Num mundo onde cada vez mais pessoas estão doentes, todos nós podemos ser um suicida em potencial. O que nos impede é apenas os laços que temos aqui, mas no fundo, todos estamos na beirada de um alto prédio, esperando o momento em que nada mais fará sentido.
Paz e luz.

Autor: Pedro H.C. de Sousa - https://epitafiosaparte.wordpress.com

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Se você precisa de ajuda, não hesite em procurá-la. Existem pessoas dispostas a ouvi-lo(la), existem especialistas em vários cantos do país dispostos a recebê-lo. Abaixo, compartilho os dados de contatos do Centro de Valorização da Vida – CVV, uma ONG que atua no combate ao suicídio e no apoio às pessoas com doenças mentais.
CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA – CVV
Telefone: 141
Lista de postos de atendimento do CVV: http://www.cvv.org.br/postos-de-atendimento.php

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Esgotamento Psicológico: Nem Sempre É Fraqueza, Às Vezes É Por Ter Sido “Forte” Demais

Às vezes desabamos mentalmente, não porque somos pessoas fracas, mas por sermos muito fortes. Sofremos demais, estamos por muito tempo, assumindo muitas responsabilidades. 

Vencendo uma guerra após outra e só o fato de sermos pessoas fortes, parece que nos impõe a obrigação de jamais termos o direito de sermos fraquejar um instante qualquer.

Mas é muito compreensivo e normal, às vezes, sofrermos uma profunda exaustão psicológica.

O cansaço psicológico geralmente é um processo lento, ele se acumula gota a gota sem perceber. A gota d’água que transborda o copo pode ser qualquer coisa que nos coloca cara a cara com a impossibilidade de resolver determinados assuntos que vão se acumulando. Então nós caímos, física e mentalmente.

O que é o esgotamento psicológico e quais são suas causas?
O esgotamento psicológico é um estado de extrema exaustão mental e emocional, que muitas vezes é acompanhado por um sentimento de falta de força física. Esse estado de desgaste extremo é causado por um excesso de recursos emocionais e / ou cognitivos. Em outras palavras: nós não damos mais de nós. Muitas vezes, é experimentado como uma espécie de inércia física e mental, um sentimento de “peso” que envolve o dia a dia, como se estivéssemos ligados no piloto automático.
As causas do esgotamento psicológico são variadas, embora em muitos casos haja uma constante: dar muito e receber pouco, por exemplo. A exaustão psicológica aparece como resultado de uma entrega constante e até mesmo excessiva, seja no trabalho, para outros, para um projeto que nos excita, mas também nos consome; aos problemas cotidianos, às tarefas do dia a dia.
Ao mesmo tempo, não recebemos praticamente nada em troca que possa equilibrar o saldo. Não podemos descansar e relaxar o suficiente, não passamos tempo de qualidade sozinhos com nós mesmos e não recebemos atenção, carinho e compreensão suficientes das pessoas que nos rodeiam. Na prática, é como se extraíssemos toda a energia do nosso emocional, mas não nos preocupamos em repô-las.
Em outros casos, a fadiga mental é causada por muitas mudanças em um tempo muito curto, embora estes sejam positivos. No entanto, quando acontece tão rapidamente, não podemos gerenciá-los e nos sentimos sobrecarregados. Nesses casos, embora aparentemente tenhamos tudo o que queremos, em nossa mente temos um tipo de sensor que nos diz que algo está falhando.

Fadiga mental: sintomas premonitórios de exaustão 
➡️ 1. Perda de energia. O sentimento de exaustão psicológica geralmente se reflete primeiro fisicamente, então é normal que você se sinta sem energia. Só o ato de abrir os olhos pela manhã, faz você achar que não poderá enfrentar o dia.
➡️ 2. Irritabilidade. Um dos sintomas mais evidentes de exaustão psicológica é nervosismo, irritabilidade e hipersensibilidade porque você perde o autocontrole com mais facilidade do que o normal. Ao mesmo tempo, você começa a interpretar os estímulos como se fossem ameaças, o que leva você a reagir, colocando-se na defensiva.
➡️ 3. Insônia. Muitas vezes, por trás do esgotamento psicológico, estão ocultos problemas não resolvidos, que se aproximam em sua mente, de modo que não permitem que você durma bem e você se vê acordado por várias horas durante à noite.


➡️ 4. Anhedonia. Incapacidade de desfrutar de pequenos prazeres da vida. As coisas que você já desfrutou já não o encorajam mais. É como se o mundo subitamente tivesse perdido suas cores. Em alguns casos, você pode sentir como se você flutuasse em uma espécie de limbo que o distancia da realidade.
➡️ 5. Perda de motivação. Quando você está extremamente exausto, você simplesmente não encontra a motivação para se envolver em novos projetos ou fazer as coisas com as quais você se apaixonava antes. Qualquer tarefa parece titânica e você desenvolve uma profunda apatia em relação ao mundo. E a todo momento aparecem sentimentos de desencanto, decepção e desespero.
➡️ 6. Falhas na memória. A atenção é um dos primeiros processos psicológicos que são afetados quando você está exausto, o que também leva a lapsos frequentes. É provável que você esqueça as mensagens, que você não lembre de onde você deixou as chaves ou mesmo que tenha dificuldade em lembrar o que você comeu no dia anterior. Isso ocorre porque sua mente está muito saturada para continuar processando e armazenando informações no nível consciente.
➡️ 7. Pensamento lento. O esgotamento psicológico também afeta processos cognitivos, então você pode perceber que você pensa mais devagar ou que tem dificuldade em pensar. O que você costumava fazer rapidamente, custa-lhe muito mais e às vezes você até achou difícil dar um sentido lógico às ideias em sua mente ou acompanhar um longo discurso.

Quem é mais vulnerável ao esgotamento psicológico?
Todos podemos nos esgotar psicologicamente, especialmente quando passamos por situações particularmente estressantes na vida, mas existem algumas características de personalidade que podem nos tornar mais vulneráveis ​​a essa exaustão mental.
🔴Perfeccionismo. Os perfeccionistas, que exigem muito de si mesmos, acabam adicionando um peso extra nos ombros que, a longo prazo, representa mais estresse.
🔴Dificuldade para delegar. As pessoas que querem assumir todas as tarefas, porque acreditam que os outros não sabem como fazê-las ou não estão à altura, são mais propensas a sofrer o esgotamento psicológico devido a um excesso de responsabilidades.
🔴Sensibilidade extrema. As pessoas que são muito empáticas e hipersensíveis são mais propensas a sofrer um estado de exaustão emocional porque muitas vezes assumem os problemas dos outros como seus próprios, sem poder estabelecer uma distância psicológica de proteção.
🔴Incapacidade de relaxar. Algumas pessoas, devido às características do sistema nervoso, acham mais difícil relaxar e se desconectar do que outros. É como se o seu cérebro tivesse funcionado a mil revoluções por minuto constantemente. No entanto, no longo prazo, isso acaba fazendo exame de seu pedágio.

Remédios para a fadiga mental: as 5 regras a seguir
Todos devem encontrar seu próprio remédio para a fadiga mental, o que significa que você deve detectar o que está consumindo sua energia e enfrentar esse problema, talvez numa perspectiva diferente. Lembre-se de que, às vezes, uma mudança de perspectiva é suficiente para mudar tudo, sem que nada mude.
No entanto, aqui estão 5 regras gerais que você deve seguir para lidar com o esgotamento psicológico:
💖1. Descanse. Para ser eficaz e produtivo, você precisa descansar. Na vida, é essencial encontrar um equilíbrio entre trabalho e obrigações e tempo livre e descanso. Certifique-se de encontrar o tempo para relaxar, de modo que se torne um hábito diário – dos 15 minutos após às refeições – e assim, você pode evitar o esgotamento físico e psicológico.
💖
2. Priorizar. O dia tem 24 horas, embora você queira não pode estendê-lo. Portanto, você deve aprender a priorizar as coisas que parecem ser urgentes, mas também aquelas com as quais você é mais apaixonado. Porque se você preencher o seu dia com tarefas que geram estresse, isso causará fadiga mental profunda, então você deve se permitir um equilíbrio dentre suas prioridades.


💖
3. Demanda menos. Seja um pouco mais realista, você não é um super-homem ou uma super-mulher. Às vezes, nada acontece se cometer erros, se as coisas não forem perfeitas ou se as adiar. Não adiciona pressão desnecessária à sua vida, você não é uma panela.
💖4. Seja compassivo consigo mesmo. Trata de se relacionar com você, assumindo uma atitude mais positiva e compassiva. Consiste em modular o discurso que você mantém com você, dando-lhe confiança e tranquilidade, em vez de recriminar e criticar a si mesmo com dureza. Um discurso que acrescenta mais estresse e desconforto se tornará o combustível que alimenta o esgotamento psicológico.
💖5. Reencontre-se. O esgotamento psicológico geralmente cria em torno de nós uma camada composta de preocupações, pressões, deveres, angústia e auto-demandas que, a longo prazo, nos faz esquecer de nós mesmos. Portanto, é importante que você encontre um espaço para estar sozinho com você, alguns momentos do dia em que você simplesmente respire com facilidade e conecte-se com suas necessidades, sonhos e desejos
E lembre se que nós não somos mulher Maravilha e nem super homem...

Por; Elisagela Dias - www.facebook.com/Pastora.ElisangelaDias

sexta-feira, 23 de março de 2018

Depressão no Trabalho, Quais os Sintomas?

Todos nós nos sentimos estressados ​​no trabalho. Há aqueles dias horríveis em que tudo parece dar errado, quando a falta de comunicação é um problema, e você simplesmente não consegue se dar bem com um chefe, funcionário ou colega. Mas e quando esses problemas se repetem por vários dias? Pesquisas mostram que a pressão, unida a climas e culturas organizacionais nada saudáveis, resultaram em um aumento nos casos de depressão no trabalho. E isso é preocupante.
Alguns profissionais de saúde mental e de recursos humanos vem pensando que o trabalho pode causar depressão, outros dizem que um indivíduo tem que estar vulnerável a depressão de alguma forma ou que a depressão deva estar relacionada com a sua bagagem pessoal, não necessariamente para o trabalho. Mas quais são os sintomas da depressão? Como identificá-la no trabalho?
Precisamos primeiro estabelecer algumas relações entre o trabalho e a depressão.

A depressão foi adquirida no trabalho?

O trabalho em si não pode realmente causar depressão. Se alguém está predisposto a realmente ter depressão, o trabalho pode ser uma força do bem ou do mal. Mas um indivíduo não pode ter depressão simplesmente por causa do trabalho.É necessário que outras coisas ocorram em conjunto para a depressão acontecer.
Dor mental e sofrimento no trabalho não são um pequeno problema, porém, e não impacta apenas o indivíduo. Pesquisas mostram que a depressão é a principal causa de perda de produtividade no ambiente de trabalho. Isso é atribuído ao sentido de que ninguém tem controle sobre o trabalho, seja por medo de perdê-lo, por não ter qualquer poder de tomar decisões, por não ter qualquer controle para melhorar as coisas. Você pode sentir-se impotente para fazer quaisquer mudanças ou ter uma influência sobre a situação, o que piora seu desempenho global no trabalho. E esse desamparo é que desencadeia os principais sintomas de quem tem uma depressão adquirida no trabalho.

Depressão no ambiente de trabalho: sintomas

Os sintomas de depressão que vem do desamparo no ambiente de trabalho podem incluir:
  • Desistência; não tentar fazer a diferença no ambiente de trabalho
  • Retração social; evitar a socialização com as pessoas no ambiente de trabalho.
  • Passividade; deixando que os outros tomem as decisões por você e “levando com a barriga” as suas tarefas.
  • Diminuição da eficácia no trabalho
  • Diminuição da capacidade de resolução de problemas
  • Procrastinação
  • Frustração
  • Baixa autoestima
Causas da depressão do local de trabalho
A depressão relacionada ao trabalho pode ter causas internas, causas externas ou um pouco de ambas. As causas internas da depressão no local de trabalho incluem
  • Papel profissional. Uma pessoa tem vocação para ser um artista, mas está trabalhando como um contador.
  • Desalinhamento entre os valores da empresa e os valores pessoais. Manter um emprego onde há desconforto ético, como por exemplo um ambiente altamente competitivo e você ter sido criado com valores cooperativos.
  • Culpa. Um exemplo desse sentimento se manifestando é um pai trabalhando e sentindo que quer passar mais tempo com os filhos.
  • Desconforto interpessoal. Ter que interagir com pessoas que são desagradáveis ​​ou simplesmente tem diferentes preferências, personalidades ou estilos de trabalho.
  • Desequilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Significa trabalhar demais, mesmo quando o horário de trabalho já acabou.
  • Estresse introvertido e extrovertido. Uma pessoa pode ser um extrovertido trabalhando em um papel ou ambiente onde há pouca interação de pessoas; ou um introvertido que trabalha em um escritório com interrupções constantes, nenhuma privacidade, e oportunidades insuficientes para refletir sozinho.
  • Questões financeiras. Talvez a compensação e os benefícios não atendam às necessidades básicas do trabalhador.
  • Sentindo-se preso. Você quer deixar o trabalho, mas não pode por N motivos diferentes.
Causas externas da depressão no local de trabalho:
  • Exigências não razoáveis ​​da administração. Isso pode incluir solicitações para trabalhar horas extras frequentes, o que interfere na vida doméstica.
  • Orientação pouco clara no trabalho. Alguns funcionários não entendem o que é esperado, então eles sentem incertezas sobre se eles estão fazendo um bom trabalho.
  • Práticas de projeto ruins. Isso pode resultar em falta de comunicação, prazos perdidos, orçamentos explodidos ou produtos que perdem a marca. As pessoas querem estar em uma equipe vencedora que produz um bom trabalho, mas as barreiras para realizar isso podem contribuir para a depressão.
  • Intimidação no trabalho. Bullying enfrentado no local de trabalho pode ser um enorme problema para alguns funcionários, se eles são intimidados por patrões, colegas de trabalho ou clientes.
  • Baixa moral ou baixo envolvimento no trabalho. Isso pode acontecer devido à forma como uma empresa passa as informações em vez de ser transparente, colocando a culpa por erros de liderança em outros, funcionários sendo mal pagos em nome da contenção de custos e recompensas ineficazes a partir dos gerentes de projetos.
  • Condições de trabalho precárias. Existem muitas condições que se tornam problemáticas quando a gerência não tomar medidas corretivas, como por exemplo não deixar os empregados terem pausas suficientes, ou ignorar preocupações de segurança e desconforto com temperatura.

Quando os funcionários se sentem presos por conta da depressão

Sentindo-se como se tivesse atingido um beco sem saída pode adicionar mais elementos à depressão. Quando um indivíduo está em um trabalho que carece de crescimento e está fomentando a complacência, há uma sensação de falta de valor. Eles sentem que seu valor não é tão alto quanto eles gostariam, mas pode haver um medo de pedir mais apoio, pois há um sentimento de que eles não são valorizados pela organização, o que pode fazer com que os indivíduos se sintam presos.
Como precisam do dinheiro (uma preocupação muito comum), permanecem em trabalhos que esmagam seus espíritos. Isso cria um ressentimento que é o começo de sintomas depressivos que podem realmente de transformar em comportamentos agressivos e inadequados no trabalho. Isso cria um ciclo em um indivíduo de se sentir culpado, irritado, ressentido e preso.

Depressão no trabalho: tratamento

Além do tratamento psicológico, uma pessoa que se sente deprimida no ambiente profissional deve tentar mais coisas para ajudá-la a superar o problema. O exercício físico, a compreensão dos responsáveis pelo ambiente de trabalho que é necessário melhorar o clima organizacional, e o suporte da família são essenciais para transformar esse ambiente.
Enquanto você não pode controlar os outros ou as situações que passa em todos os momentos, você sempre tem a capacidade de controlar como você vai lidar com o problema. Isso não significa apenas pensar em coisas felizes, como dizer que você ama seu trabalho quando isso não é a verdade. Isso significa encontrar o bem mesmo em tempos difíceis. Por exemplo, você pode penar em ser grato por estar empregado em tempos difíceis, e pensar que pode melhorar a si mesmo ou procurar algo melhor enquanto ainda está sendo pago pelo emprego atual.. O importante a compreender é que a depressão só pode ser melhorada com a iniciativa de uma única pessoa: você..

Depressão no trabalho: direitos e identificando a hora de ir embora

Os empregados deprimidos tem de olha as coisas e descobrir por que suas situações estão insustentáveis, descobrindo o que os mantém nessa situação.
Aproveite o tempo para parar e examinar por que você escolheu permanecer em sua posição atual. Segurança no trabalho, grandes benefícios…Mas se você sente que é incapaz de fazer qualquer outra coisa, seja honesto consigo mesmo e saiba que está no controle das decisões que toma, incluindo se você fica ou se vai embora do emprego.
A maioria das empresas não tem um psicólogo na equipe para ajudar os funcionários a passar pela depressão, mas o departamento de recursos humanos pode ser capaz de ajudar. O RH pode assumir a liderança na escuta de problemas e ao fazer perguntas e estar disposto a ouvir, pode corrigir problemas antes que mais funcionários sejam afetados. Quando as empresas tomam a iniciativa de corrigir um problema conhecido, isso ajuda todos os funcionários a se sentirem melhores sobre a organização e o trabalho que eles estão fazendo.Quando as empresas se escondem e querem deixar de ver um problema ou optam por não corrigi-lo, os empregados enfrentam uma escolha difícil, e podem ser motivados a reunir provas e entrar com um processo trabalhista contra a empresa. É um direito do trabalhador quando a empresa é responsável pela depressão, e o afastamento é garantido por ser um problema de saúde identificável e mensurável.
O trabalhador deve sempre manter provas da responsabilidade da empresa, assim como a empresa deve se proteger sempre monitorando a saúde de seus trabalhadores. Com isso, o desempenho pode melhorar muito e todos sairão ganhando.
Copiado: https://www.pontorh.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2018

Síndrome de Burnout - O Esgotamento e a Depressão no Ambiente de Trabalho

Atualmente com índice acelerado do desemprego instalada no país, pessoas tendem a garantir seus empregos da forma como podem, mas até que ponto vale se firmar pela ilusória "estabilidade financeira"? 
Infelizmente vivemos uma realidade onde muitos trabalhadores não conseguem gozar em plena saúde "do bem de todo seu trabalho".
Estudos na área da saúde corporativa apontam que cada vez mais pessoas desenvolvem algum problema mental relacionado ao âmbito profissional que atua, doenças relacionadas a sua performance acelerada por multitarefas, pressões internas da organização e externas para ter suas contas pagas no final do mês. Muitos, fazem de tudo para se firmarem, exagerando na intensificação de suas tarefas, preferindo o isolamento e os momentos de descanso para depois. 
Manter-se empregado em um trabalho sem que seus valores estejam alinhados com  a cultura organizacional também podem causar doenças crônicas como: depressão, ansiedade excessiva, sensação de exaustão, despersonalização e diminuição da recompensa pessoal no trabalho. Esse sofrimento profundo faz o colaborador perder seu equilíbrio emocional e físico e este termina por adoecer.
Uma das síndromes descrita inicialmente na década de 1970,chamada de Burnout (Síndrome do Esgotamento) caracteriza o esgotamento como o resultado da exposição crônica a estressores emocionais e interpessoais relacionados ao ambiente de trabalho. Para ser mais clara, ponto máximo do estresse profissional que pode ser encontrada em qualquer profissão e desenvolvida por qualquer profissional. As discussões em torno da Síndrome de Burnout tornaram-se mais fortes nos últimos anos, por conta da insatisfação aguda de muitas pessoas pelo trabalho que exercem e por se encontrarem em uma posição não muito satisfatória para si mesmo. 
A pressão para obter resultados é uma das principais causas deste transtorno. Na ânsia para obter bons resultados, muitas organizações exageram na cobrança e definem metas na maioria das vezes difíceis de serem alcançadas, fazendo o colaborador se desgastar e se frustrar por um resultado não atingido. 

Pessoas atingidas pela síndrome do esgotamento profissional podem apresentar mudanças de atitude negativas, como a redução das metas de trabalho, perda do idealismo, aumento exagerado do interesse em suas atividades pessoais com prejuízo das atividades relacionadas ao trabalho, distanciamento dos clientes, como uma forma de lidar com os sintomas da doença.
A síndrome do esgotamento profissional pode facilmente ser confundida com o estresse relacionado ao trabalho e também com depressão. A síndrome de burn out é uma reação do indivíduo constantemente exposto ao estresse em seu trabalho e sem estratégias que o permitam lidar adequadamente com este estresse. 
Em relação à depressão, no esgotamento profissional predominam a irritação e a raiva, em vez de culpa. E este transtorno é, pelo menos inicialmente, especificamente relacionado ao trabalho, de modo que uma pessoa que está apresentando prejuízos em suas atividades laborativas pode apresentar funcionamento normal em outros aspectos de sua vida.
Uma vez estabelecido o diagnóstico, o tratamento poderá ser implementado visando a recuperação do indivíduo, através do uso de medicamentos (quando necessário) e medidas psicoterapêuticas individuais.

Além do tratamento individual dos trabalhadores afetados, medidas de reorganização do trabalho, como o incentivo à comunicação nas empresas para acabar com o isolamento das pessoas sob risco de desenvolverem a síndrome do esgotamento profissional, já foram propostas e utilizadas com sucesso.

Ou seja, cabe ao gestor ter uma visão global de todo processo e viabilizar práticas que favoreçam a saúde de seus profissionais. 
É necessário enxergar o colaborador como peça principal, reconhecendo nele primeiramente o lado humano, suas necessidades de bem-estar e de satisfação pessoal. Embutindo nele a importância de seu trabalho na organização.
Transparência, equilíbrio, criatividade, respeito e diálogo são ações fundamentais para se ter sucesso e evitar o adoecimento de colaboradores e consequentemente da organização.
Copiado: http://www.administradores.com.br

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

“O Medo é uma Viagem no Tempo”









Se existe qualquer coisa que você teme na sua vida hoje, eu posso afirmar algo com 100% de certeza: você está viajando no tempo.
O medo, todo tipo de medo, só existe quando a gente se desconecta do momento presente
Algumas vezes, a gente viaja pro passado. Nestes casos, o medo é baseado em alguma experiência passada que você está revendo e revivendo de novo e de novo, às vezes por anos, ou até mesmo décadas da sua vida.
Por exemplo, se você no passado já tentou empreender e não deu certo, é possível que hoje você tenha medo de tentar de novo, mesmo estando infeliz no seu trabalho ou carreira. Se você já sofreu em um relacionamento que terminou mal (quem nunca?), é possível que você tenha medo de se envolver novamente, mesmo que seja com uma pessoa totalmente nova.
Você está revivendo aquelas experiências do passado. E isso está gerando medo. 
Outras vezes, a gente viaja pro futuro. Nestes casos, o medo é baseado em um evento futuro que ainda nem aconteceu.

Nos exemplos que eu dei, pode ser que você nunca tenha tentado empreender no passado, mas morra de medo de fazer isso agora, porque pensa que pode dar tudo errado, falir, e ficar na rua da amargura. Ou pode ser que você tenha medo de se envolver com alguém e ser traído, mesmo que isso nunca tenha acontecido no passado. O medo existe porque coisas ruins estão acontecendo em um futuro hipotético (que só existe dentro da sua cabeça – HELLO!).
Agora imagina como é que uma pessoa empreende ou começa um relacionamento (ou faz qualquer outra coisa) se ela estiver viajando no tempo e experimentando medos baseados seja no passado ou no futuro? 
  • Como ela pensa? 
  • Como ela se comporta? 
  • Quais são as atitudes dela?
  • Como ela fala, como se comunica?


Não sei o que você está pensando aí do outro lado da tela, mas eu aqui estou pensando que é muito provável que ela vá de fato criar essa situação que ela tanto teme.
O momento presente é sempre perfeito. Se você conseguir ficar conectado com o Agora, o medo não existe. 
O medo é uma viagem no tempo.
Jogue sua âncora no Agora.
E aproveite a paz interior. 
Por: Paula Abreu - www.escolhasuavida.com.br