segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

O Trabalho Visível e o Trabalho Invisível

Um dos meus livros preferidos é, sem dúvida, Os Miseráveis, do escritor Victor Hugo. Além da beleza de uma narrativa que descreve dilemas morais de um modo tão humano e profundo, a obra apresenta descrições e imagens tocantes. E uma passagem que gosto muito é essa:

" Não se estar ocioso quando se estar absorvido. Existe o trabalho Visível e o Invisível. " Victor Hugo - livro Os Miseráveis


Algumas atividades das nossas vidas nos exigem dedicação e concentração, mantendo-nos engajados; em outras palavras, ficamos absorvidos na execução da tarefa. Quando a executamos, podemos ou não estar entusiasmados – mas, de todo modo, estamos ativos. No entanto, quando o trabalho não é “visível”, nem sempre obtemos – ou não conseguimos enxergar – as consequências desse nosso engajamento. E quantos trabalhos são invisíveis! Como efeito disso, as pessoas podem se sentir invisíveis, pequenas e desimportantes.
É difícil pensar em uma parte da nossa rotina em que não estamos em atividade. Um ambiente está sempre presente, sinalizando coisas para fazermos. Por vezes estamos absortos lendo um bom livro, vendo um filme, conversando com amigos, pensando ou ouvindo uma música. Já em outras situações o que nos absorve é limpar a casa, lidar com burocracias, cuidar de pessoas. Se estamos no ambiente de trabalho, passamos grande parte do tempo planejando, produzindo, interpretando, lidando com dados ou pessoas, ou criando, antes de obter o “produto final”. Todas essas atividades envolvem muitos comportamentos complexos e dão trabalho. Mas, sob controle apenas do produto final (talvez porque geralmente apenas essa última etapa oferece uma recompensa gratificante),  nem sempre estamos cientes da energia que o todo o processo nos requer.
Ainda, o trabalho pode ser invisível em outro aspecto: as nossas atividades e funções podem ser pouco claras ou pouco definidas: como consequência, o trabalho não se torna importante para quem o executa. Impossível nessa situação ficar satisfeito e dizer “Eu que fiz!” com orgulho  – afinal, para dizer isso é preciso saber exatamente o que se fez e sentir todo o mérito de ter feito. Ampliando o foco desse cenário, é possível enxergar que estamos lidando também com um problema de gestão – o arranjo do ambiente (por um supervisor, um chefe, um gestor, um diretor, uma entidade, etc.) não está sendo devidamente efetuado. Hoje em dia não está difícil se sentir inútil, fracassada(o), desanimada(o) ou impotente.

Mas por que esses sentimentos? 
Basicamente porque o trabalho invisível não pode ser recompensado. É trabalho: você dedica tempo, energia e muito suor para executar suas tarefas. Contudo, é invisível: ninguém (ou quase ninguém) percebe que você o faz – de modo que às vezes nem você mesma(o) o enxerga; dá a sensação de que “não rende” ou que “não tem fim”. Na nossa cultura, a medida de um trabalho relevante ou de sua qualidade é muitas vezes feita pela sua visibilidade. 
Uma comparação entre diferentes profissões do que venho chamando aqui de trabalho visível é ilustrada na seguinte figura abaixo:

O que se coloca é que algumas recompensas ou consequências (monetárias e sociais) para o comportamento dos professores não estão presentes; já para outros profissionais, tais consequências do comportamento são abundantes e constantes. E quem não tem acesso a essas consequências (ou, se há acesso, elas são escassas e/ou pouco frequentes) sabe bem como elas são importantes; em ampla medida, tais consequências são o que nos mantêm ativos e motivados a continuar a desempenhar a tarefa. É a lei mais básica do comportamento humano: a consequência do comportamento determina como a pessoa vai agir no futuro.
Ao descrever esse aspecto da nossa cultura a partir dessa perspectiva, pode-se interpretar que o trabalho de um jogador de futebol é mais visível do que o do professor. A visibilidade se dá não apenas para as recompensas de seu trabalho, mas também para a própria atividade que é desempenhada, sua execução e seus objetivos. Pode ser muito mais fácil para uma criança ou um adulto descreverem como se faz um gol do que como se elabora um Plano de Ensino. Além disso, a ideia abstrata e vaga (ou invisível) de que professor é aquele que “(só) ensina” (que consiste, na realidade, de um conjunto de comportamentos específicos, complexos e de extrema relevância social) faz com que os profissionais dessa categoria não sejam devidamente reconhecidos, e, por uma cadeia de infelicidades, se sintam pequenos, invisíveis e impotentes.
Em um mundo ideal, todos os trabalhos (e de todas as pessoas) seriam visíveis. O trabalho “renderia”, e teria não só um fim, mas também um progresso bom de ser percorrido. A pessoa que o executa saberia a função do seu trabalho e sua importância. Enxergaria seus feitos a todo momento e se sentiria bem ao ver o seu desempenho regularmente, assim como suas conquistas e sucessos. Além disso, não só ela enxergaria o trabalho e seus efeitos, como também as outras pessoas com quem se relaciona – seu chefe, seus colegas, seus clientes ou seus filhos. Ainda, “ser competente” para solucionar problemas na empresa não seria uma frase abstrata, mas sim um conjunto de atividades e objetivos observáveis, palpáveis e atingíveis, passíveis de serem também reconhecidos e recompensados em cada etapa. Haveria “torcida”, “incentivo”, “elogios”, “admiração” e “prestígio” por onde a pessoa passasse, e ela estaria motivada a continuar se engajando na tarefa. 
Essas consequências também estariam presentes em outras dimensões: para a mãe que cuida do filho, o homem que limpa sua casa, o funcionário que embala objetos, o publicitário que trabalha com criação, o pesquisador que trabalha com dados, a professora que ensina o aluno, o gestor que gerencia desempenhos e o funcionário que executa suas atividades.
A boa notícia é que um cenário em que todos os trabalhos são visíveis é sim possível: as atividades podem ser descritas a ponto de torná-las visíveis: ou seja, ao especificar atividades em termos de comportamentos, os quais devem ser mensuráveis e observáveis. Comportamentos e suas consequências tornam-se mais concretos, fazendo com que as pessoas enxerguem e tenham contato com suas ações e resultados. Isso é matéria do campo da Gestão de Desempenho (em inglês, Performance Management), uma aplicação dos princípios de aprendizagem da Análise do Comportamento para a vida das pessoas, em nível individual ou em grupo. Essa abordagem científica para lidar com comportamento tornou-se especialmente conhecida nas Organizações com as estratégias da Gestão do Comportamento em Organizações (em inglês, Organizational Behavior Management, ou OBM), mas pode ser aplicada para todos os contextos em que haja pessoas: nas escolas, no ambiente de trabalho, em casa, em grupos, etc. 

A Gestão de Desempenho pode se aplicar a objetivos profissionais ou pessoais – afinal, nossas promessas de Ano Novo que não são cumpridas podem também estar descritas de forma vaga, inatingível, abstrata e desvinculada da nossa rotina. 

Convém esclarecer que o termo não consiste em uma abordagem de Avaliação de Desempenho de funcionários – a Gestão de Desempenho é uma aplicação ampla da Análise do Comportamento para contextos em que dificuldades de execução, aquisição e manutenção de atividades estão presentes; o foco de análise está nas relações entre o ambiente e todas as pessoas envolvidas. A Gestão de Desempenho é um processo sistemático e orientado por dados que tem mostrado sua efetividade e melhorado ambientes em mais de 30 anos de história, fazendo com que pessoas se comportem na direção desejada e gostem de fazer o que fazem, através da análise do que ocorre antes e depois do comportamento.
Como fica evidente, há mais coisas entre uma atividade e a sua execução do que se pode imaginar. Afinal de contas, comportar-se em direção a objetivo(s) mostra-se desafiador, para todas as pessoas, e em diversos contextos. Mas me parece que quanto mais visível for o trabalho, a atividade ou a meta, maiores as chances de sucesso. E o próximo pesquisador do Projeto é reconhecido por criar sólidas bases e diversos nortes para a área de Gestão de Desempenho e Gestão do Comportamento em Organizações.
Quão visível é o seu trabalho? Quão visível são suas metas? Quão visível você se sente? 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

INTELIGÊNCIA LOGÍSTICA: UM DIFERENCIAL PARA O SEU NEGÓCIO

A crescente globalização e acesso ao empreendedorismo fez com quem o Brasil se torna-se um dos países mais competitivos do mundo, com um mercado altamente exigente. 
Agora a satisfação dos clientes não dependem mais do básico, e sim de várias estratégias utilizadas para facilitar suas vidas e compras.
Para isso, muitas empresas tomam como principal método de crescimento, a Inteligência Logística, que são um conjunto de ações capazes de transformar completamente seus resultados. 
A Inteligência Logística otimiza todos os processos de uma empresa, seja de produção, entrega, prospecção até a venda, todos os setores vão reduzir falhas e custos, trazendo seu negócio para patamares inalcançáveis em relação à concorrência e conquistando satisfação total dos seus clientes.

Os primeiros passos para aderir uma Inteligência Logística para sua empresa são:


  • Planejamento
Planejamento é uma das ações mais importantes para uma empresa, necessário em qualquer setor, seja na fundação do seu negócio, no marketing e principalmente no setor logístico. Idealizar todos os passos a serem tomados, pela sua equipe de produção, transporte e vendas, reduzirá o risco de imprevistos e custos da sua empresa.
  • Inovação
Abrir sua mente para táticas inovadoras para seu negócio será decisivo para elevar-se no mercado. Ficar no passado só lhe trará prejuízos, invista em tecnologia e inovação para seguir um caminho de sucesso.
  • Criação de metas
Com datas e números computados e muito bem planejados, todos os seus funcionários terão um guia bastante funcional para seguir no dia-a-dia e alcançar êxito em suas ações e tarefas. Criar metas a partir da satisfação completa do cliente é uma forma de inspirar, impulsionar e supervisionar a sua equipe na obtenção de melhores resultados para sua empresa.

Os métodos utilizados pela Inteligência Logística são:
 Logística Enxuta:
O conceito asiático modelo da Toyota é referencial para Inteligência Logística em todos os setores industriais e de produção. Ele refere-se a formas de eliminar desperdícios operacionais e atividades desnecessárias, reduzindo a incidência de erros e retrabalhos.
  • Benchmarketing:
O Benchmarketing é um grande estudo sobre a concorrência, sobre as melhores táticas utilizadas e quais fariam sentido e trariam resultados para a minha empresa. Não se trata de copiar, mas de conhecer a minha concorrência e seguir os exemplos mais inteligentes e eficazes.
  • Treinamento:
Os processos tem imensa importância dentro de uma instituição, mas sabemos que eles são na maioria das vezes feitos pelas mãos humanas, sujeitas a erros. Por isso treinamento é uma das fases mais importantes para que todas as ações ocorram da melhor forma e para que o cliente saia satisfeito.
  • Mapeamento dos processos:
Por meio desta ação você pode analisar todos os processos e identificar seus problemas e resultados, aplicando correções imediatas e reduzindo custos.
  • Centralização de Informações:
Centralizar todas as informações e códigos em um só lugar pode agilizar processos e torná-los cada vez mais eficazes. Organize uma base de dados e consiga se comunicar mais rápido e fácil dentro da sua empresa.
  • Automação dos processos:
Investir em tecnologia é um dos principais passos para a eficiência logística do seu negócio. Com um software especializado, é possível ter um controle maior sobre os processos logísticos, de rotas, entregas e vendas. Obter informações de modo rápido e atualizados, monitorar frotas e pedidos, entre vários outros benefícios que uma ferramenta logística pode te oferecer.
Aderindo essas ações dentro da sua empresa você pode conquistar várias vantagens para sua empresa e conseguir metas inimagináveis para sua empresa.

  • Fidelização
Quem não quer ser parceiro de uma empresa que cumpre todas as promessas que faz? É essa a realidade de quem implementa Inteligência Logística no seu negócio, uma clientela completamente fiel e apaixonada pelo serviço que você proporciona.
  • Prospecção de clientes
Além de fidelizar os seus atuais clientes, você também refinará sua reputação no mercado e será capaz de prospectar vários outros clientes.
  • Diminuição de custos
Aprimorando a logística da sua empresa você vai eliminar todos os erros e diminuir drasticamente os custos de entrega, produção e venda na sua empresa. Somente com o aperfeiçoamento de entregas e vendas você pode ter uma grande economia de material e combustível impressionante.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE PRINCÍPIOS E VALORES?

Não existe dúvida quando Jack Welch afirma que “pessoas com bons princípios serão sempre funcionários mais confiáveis”. Segundo o presidente da GE por mais de 20 anos, “pessoas com integridade dizem a verdade, mantém sua palavra, assumem responsabilidade por suas ações, admitem erros e os consertam”. 
Quem não gostaria de ter pessoas assim na equipe?
Para Jack Welch, e a cada vez mais recrutadores, é melhor contratar uma pessoa com princípios e baixo desempenho do que aquele que tem ótimo desempenho mas sem integridade.
Desta forma, aliar valores pessoais e profissionais a nossa trajetória de vida pode ser a chave não só para melhores desempenhos, mas para uma vida melhor – profissional e pessoal. Mas qual é a diferença entre princípios e valores? Por que parecem tão semelhantes e são tão importantes na nossa vida?

Princípios e valores

Os princípios dão base para a formação dos valores. Enquanto princípios são pressupostos universais que definem regras essenciais que beneficiam um sistema maior que é a humanidade, valores são regras individuais que orientam, como bússolas internas as relações, as decisões e as ações.
A melhor analogia que ouvi sobre princípios e valores foi a do carvão e do diamante. Os princípios são como o diamante, além de mais preciosos, se assemelham também por serem rígidos, constantes e inquebráveis. Princípios são, portanto, preceitos universais rígidos, regras incontestáveis e direcionamentos de conduta universal e atemporal. Ele por si só, não se quebra, mas sim a pessoa que não os seguem. Exemplos de princípios: amor, equilíbrio, pertinência, ordem.
Os valores, por sua vez, são como o carvão, mais maleáveis, individuais, subjetivos e influenciados pelo externo, assim como o contexto, a época, a cultura, o objetivo, o tempo e o interesse. São, portanto, frágeis se não forem pressionados de forma adequada e se não tiverem princípios como sua base. Além disso, por serem padrões sociais eles são subjetivos e contestáveis, por isso podem ser éticos ou não, dependendo de quem, ou qual cultura, o adota.

“Valor é o que você está e princípio é o que você é”, independente das circunstâncias ou influências externas.
Os princípios essenciais são aqueles que estão alinhados com a nossa essência (que é espiritual, divina, perfeita, verdadeira, imutável, sistêmica e, portanto focada no bem comum) eles dão base e ingrediente para a formação de crenças e valores também essenciais como ética, integridade, verdade, justiça, colaboração, fé, desenvolvimento contínuo, meritocracia, compaixão, inclusão, generosidade, equilíbrio, respeito, etc
Cada pessoa possui seus próprios valores pessoais e profissionais, que determinarão sua atitude perante a vida e como suas escolhas serão feitas. Por exemplo, se uma pessoa tem como princípio a regra de outro, que é faça aos outros o que gostaria que fizessem a você, é natural que tenha valores também essenciais como respeito, justiça, integridade, verdade, confiança, colaboração, gentileza, etc
Imagine que você tem como o princípio o bem comum, o ganha- ganha e um dia sua liderança desafia o valor da sua integridade e pede para você fazer algo que vai prejudicar a empresa para aumentar seus ganhos pessoais. Você se sente pressionado e se não tivesse a força do princípio como uma bússola moral internalizada na sua alma, seu valor não se sustentaria e se quebraria, deixando sua consciência incomodada no início até substituir o valor por um outro.
Uma pessoa de princípios não é perfeita, mas sua busca em permanecer no caminho guiado pelo o que é certo é tão grande, que  comete um delito, ela se incomoda tanto e é tão pressionada pela própria consciência que procura se redimir rapidamente, contar a verdade e pagar o preço externo, para não ter que pagar o preço interno pesado e cobrador do precioso princípio que foi desrespeitado.

Quem não comunga valores essenciais (que buscam um bem comum), fere um princípio que busca o equilíbrio. A forma sistêmica de compensar essa desarmonia (já que estamos todos interligados) é através do peso da consciência, da culpa e dos demais sofrimentos, conflitos e desgastes que afetam todas as áreas, dimensões e gerações e existem para indicar que algo precioso foi desrespeitado. Como já foi dito, não se quebra um princípio, mas a pessoa que o desrespeitou! Se não for por essa caminho do amor, que a conduta seja por inteligência, uma vez que todos colhem o que plantam (e fogem do caminho da dor!)
O fato é que a verdade liberta e viver sob princípios é libertador. Isso tem a ver com a sua e a nossa vida!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Contas da Empresa e Contas Pessoais: Como e Por Que Separar?

Em meio a uma rotina atribulada entre afazeres pessoais e profissionais, a organização se torna palavra-chave para uma gestão equilibrada do negócio. 
No entanto, a prática é bem diferente, especialmente quando o assunto passa pela movimentação financeira. 
Isso porque é comum encontramos empreendedoras que consideram mais simples e prático juntar contas da empresa e contas pessoais em um lugar só.
O que vemos então? Um cenário caracterizado pela falta de controle financeiro e desconhecimento sobre os números reais da empresa: qual é o lucro, despesas fixas e variáveis, custo dos produtos, contas a pagar e a receber, entre outros. Sabendo disso, neste post, vamos ajudá-la nessa missão, mostrando como e por que separar as contas pessoais das contas da empresa.
Acredite, empreendedor ou empreendedora: no início pode parecer um processo burocrático, mas a verdade é que essa organização das finanças pode colaborar até na tomada de decisões mais embasadas. Vamos ao que interessa! 
Por que separar as contas da empresa? 
Saber se seu negócio é rentável
Embora a sensação de ter todas as contas pagas no final do mês seja suficientemente boa para seguir o negócio, não é o bastante para definir se sua empresa é economicamente sustentável. O primeiro passo para revelar o cenário financeiro é separar as contas pessoais das contas empresariais.
Somente assim, você irá saber quanto você gasta por mês com as despesas próprias e quanto custa a operação do seu negócio, incluindo despesas fixas, variáveis, folha de pagamento e custos de produção, por exemplo. São duas coisas muito diferentes, ok? 
Tomar decisões embasadas
Os números são fatos. E, a partir de fatos, não há dúvidas. Com separação e controle das finanças, saberá então se seu pro labore (pagamento definido para remunerar os donos/sócios de uma empresa) está coerente com o cenário financeiro do negócio, onde estão os maiores custos e despesas, quais aspectos podem ser melhorados e quantos reais podem ser reinvestidos no próprio negócio.
Mas como separar as contas da empresa?
Agora que você já tem uma noção da importância de ter o controle financeiro do seu negócio, vamos mostrar o passo a passo para separar as finanças pessoais da profissional.
1º Construa duas tabelas: gastos pessoas x gastos empresariais
Com isso, não estamos dizendo para você mudar drasticamente seus hábitos. Nesta etapa, encorajamos a olhar para aquilo que já acontece na sua rotina e registrar. Primeiro, faça uma tabela simples, indicando os gastos pessoais em um lado e do outro aqueles que são referentes ao dia a dia empresarial. Anote tudo, especialmente aquelas pequenas retiradas para a compra de itens pessoais ao longo do mês.
2º Faça a conciliação financeira
Depois de ter em mãos esse mapa financeiro completo, é hora de organizar as finanças. Todas as retiradas (todas!) devem ser configuradas como pro labore, cujo significado já explicamos acima. Dessa maneira, saberá quanto dos rendimentos empresariais são destinados à conta pessoal. E aqui vale a reflexão: esse valor é saudável para o bom funcionamento da empresa?
3º Defina seu pro labore
Essa etapa deve ser feita após uma análise criteriosa dos números surgidos com as ações indicadas acima. O pro labore deve ser justo e adequado à realidade da empresa e, em caso de sócios, também levar em conta as atividades desempenhadas por cada um.
Outra dica é pesquisar o valor de mercado pago a profissionais que trabalham na área pela qual você é responsável na empresa. Essa retirada é um salário que o próprio empreendedor destina para si. Lembre-se: o dinheiro do negócio é da empresa como um todo, e não todo seu. Desde já, é importante fazer essa separação mental para uma boa gestão financeira.
4º Abra contas bancárias distintas
Embora não seja obrigação legal, ter uma conta da empresa separada da pessoal é um bom caminho para controle financeiro: é possível acompanhar com mais facilidade os lançamentos e pagamentos. Além disso, para efeitos econômicos e fiscais, colabora na hora de comprovar o faturamento anual, o que pode facilitar o acesso a financiamentos e empréstimos, e a declaração de imposto de renda.
5º Peça ajuda
Se você não se sente apto ou disposto a organizar a gestão financeira da sua empresa, busque ajuda com pessoas que entendem do assunto. Hoje em dia, há diversos softwares que facilitam esse controle, como as planilhas do Excel e as planilhas Google. E, claro, avalie também a possibilidade de contratar um funcionário de confiança para cuidar desses aspectos financeiros. 
Já deu para notar que separar as contas pessoais das contas da empresa é condição essencial para um bom gerenciamento do negócio, não é mesmo? Conhecer seu lucro real e os resultados dos seus investimentos te darão informações valiosíssimas sobre como projetar o futuro da sua empresa — que vai muito além daquela sensação intangível que o negócio vai bem somente porque todas as contas estão pagas. 
Agora queremos saber, empreendedor: como você faz a gestão das suas movimentações financeiras? 

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Resiliência no Empreendedorismo


Uma característica comum dos empreendedores é a motivação. Todos querem fazer, realizar e conquistar. Por isso, projetam seu empreendimento, se animam, trabalham duro e transformam ideia em prática.
Mas empreender sabe ter suas dificuldades. As vezes os desafios são grandes e o empreendedor precisa estar preparado. Aí que entra uma característica pessoal importante, a resiliência.
Resiliência é a nossa capacidade de se recobrar frente à uma adversidade que enfrentamos. Saber ultrapassar as barreiras e continuar lutando para conquistar o objetivo.
Lembro de uma empresa multinacional que trabalhei. Essa empresa terceirizava uma boa parte da mão de obra na área de desenvolvimento de software para uma outra empresa local. Para a empresa local, esse cliente multinacional representava a maior parte do seu faturamento.
Certo dia a empresa multinacional decidiu mudar a estratégia e contratar toda a área de desenvolvimento de software como seus funcionários. 
A empresa local foi então dispensada dos seus serviços. Lembro de como foi difícil para os donos dessa empresa que da noite para o dia perdeu a imensa maioria dos seus funcionários e maior parte do seu faturamento.
Esse é um exemplo em que os empreendedores donos dessa empresa local precisaram ser resilientes para assimilarem o golpe, se reerguerem e tocarem em frente na busca de seus novos desafios.

Empreender é assim. 
  • Tem horas que o negócio pode estar vivendo um grande momento mas tem horas que as coisas estão complicadas. 
  • Pode ser uma questão financeira, de equipe ou com os clientes. 

Seja como for o empreendedor à frente do negócio precisa aprendera ser resiliente e enfrentar o que passar pela frente sem se entregar.
Isso é especialmente importante para o empreendedor que está iniciando. 
Logo no início as dificuldades são muitas pois o negócio ainda não chegou num nível estável que forneça um certo fôlego para o empreendedor continuar trabalhando com tranquilidade.
Empreender não é simplesmente fazer o trabalho e ir para casa descansar tranquilo como se fosse num emprego. 
O empreendedor respira seu negócio o tempo todo. Trabalha finais de semana muitas vezes.

Nesse caminho existem muitas incertezas e riscos. 
Quando não dá certo, o empreendedor não pode se desesperar e achar que não tem solução. 
Ele precisa estar confortável com as possibilidades de falha nos projetos que tem no seu negócio. Então encarar a falha como um aprendizado, não como algo catastrófico para o seu empreendimento.
Um negócio é feito de vitórias e conquistas, mas também passa por revezes. E a forma como o empreendedor lida com esses momentos é crucial em como o negócio vai se desenrolar dali pra frente. 
Assim, aquele que souber ser mais resiliente tem melhores chances de vencer seus obstáculos e alcançar conquistas almejadas fazendo o seu negócio prosperar.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Gestão de Franquias: 7 dicas para iniciantes

As franquias já estão consolidadas no mercado comercial brasileiro. São mais de 2.800 marcas na área que, somente em 2017, faturou quase 164 bilhões de reais, de acordo com o balanço da Associação Brasileira de Franchising. 
Para quem está iniciando, o cenário é bem promissor. No entanto, para chegar ao sucesso na gestão de franquias, é imprescindível conhecer algumas particularidades deste modelo de negócio.
Mas não se preocupe, empreendedor e empreendedora! Reunimos, neste post, 7 dicas infalíveis de uma boa administração para você conseguir alavancar seu negócio.
Antes de tudo, é importante esclarecer que a marca da franquia por si só pode até garantir uma maior visibilidade para o franqueado, entretanto, o conhecimento, a organização e o trabalho diário são os atributos que realmente contarão para definir o destino da sua jornada. Agora, vamos ao que importa!

1. Conheça bem o mercado

O primeiro passo para todo e qualquer franqueado é se familiarizar com o mercado onde irá atuar. É fundamental pesquisar e conhecer seus aspectos positivos e negativos, mapear as oportunidades e ameaças no cenário do momento, entender os desejos do público-alvo do negócio, entre outras particularidades desse modelo.
Quanto mais conhecimento sobre o setor você tiver, mais chances de compreender o mercado e prosperar nele.

2. Faça o controle financeiro

Antes mesmo de o negócio estar a pleno vapor, é preciso iniciar o gerenciamento financeiro para melhor realizar a gestão da própria franquia. Essa etapa consiste em acompanhar o controle de custos fixos e variáveis, despesas fixas e variáveis, fluxo de caixa, impostos, recebimentos e pagamentos.
Outro hábito comum entre empreendedores de primeira viagem é misturar as contas pessoais com as contas da empresa. Por amor à sua franquia, evite adotar esse comportamento!
Ele pode maquiar os números reais do seu negócio, como o faturamento líquido, e a longo prazo prejudicar a tomada de decisão com base nesse demonstrativos de resultados — encobrindo o sucesso ou o fracasso iminente. Se quer ler mais sobre esse assunto, temos um post que fala justamente sobre a separação de contas pessoais e profissionais aqui.

3. Capacite-se

Gestão de franquias é sinônimo de treinamento e capacitação, em primeiro lugar, de quem está à frente do negócio: você! É que atuar no mercado de franchising, além do tino para empreender, pede habilidade no trato com pessoas para um melhor acompanhamento da equipe.
Então, se essa competência você (ainda) não tem, busque-a agora. Invista em capacitações mesmo que você pretenda contratar uma pessoa para assumir a função. Afinal, você seguirá com a missão de decidir dentro de um organismo empresarial, ok?

4. Treine sua equipe

Feitos os seus treinamentos, é hora de ir além: capacite sua equipe, orientando-a para os objetivos do negócio. Um time de pessoas conectadas pelo mesmo propósito é peça chave para uma boa gestão de franquias. Além disso, o mercado se renova com frequência, então, é preciso ter uma equipe antenada e capacitada para atendê-lo.

5. Preserve as diretrizes da franqueadora

No mercado de franchising, uma das principais características é a padronização do negócio não só com a marca, mas também com os processos. A franqueadora é responsável por fornecer diretrizes, como missão, visão e valores diante do mercado, e franqueados seguem essas orientações. Preservar os passos de quem já tem conhecimento na área garante um bom adiantar no caminho para o sucesso, ok? Já ter esses direcionamentos é uma das vantagens na gestão de franquias.

6. Organize sua rotina

Assim como em qualquer empresa, a gestão de uma franquia também requer planejamento e muito trabalho. É comum vermos franqueados se perderem na rotina administrativa do próprio negócio. E os motivos são vários: equipe enxuta, pouca experiência, problemas com tecnologia, entre outros. Então, uma dica infalível, ainda que não solucione a cachoeira de demandas, é organizar a própria rotina para retomar o controle da gestão.
O objetivo é mais sutil: fazer com que você tenha total clareza dos passos que está tomando e possa assumir o papel mais estratégico que lhe cabe dentro da administração: tomar decisões para o futuro do negócio e focar na manutenção do controle de qualidade — que, inclusive, é o tema do nosso próximo tópico.

7. Mantenha a qualidade da franqueadora

Garantir o padrão de qualidade prestado pela franqueadora é condição indispensável para sua continuidade no mercado. Além de ser exigência seguir esses parâmetros, vale destacar que o cliente da marca já chega à unidade franqueada educado para receber determinado produto ou serviço, com um valor já agregado. Ou seja, não aceita menos do que aquilo que já conhece.
Nesse sentido, em uma franquia é preciso reforçar esses atributos positivos, que já existem na expectativa do público, ok? Então, evite então as chances de erro: garanta que sua unidade mantenhas os padrões de qualidade da marca. Isso inclui atendimento, material de trabalho, equipe capacitada e divulgação!
Viu só? Com conhecimento e empenho, o sucesso na gestão de franquias é garantido. Agora queremos saber: quais destes pontos serão mais desafiantes na sua trajetória de franqueada?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Qual a Diferença entre Diversidade e Inclusão?

É razoavelmente comum que se utilize as palavras “diversidade” e “inclusão” como sinônimos. 
Mesmo profissionais que atuam com estes assuntos nas organizações tendem a misturar os termos em suas falas. 
Porém, entender a diferença entre um e outro é importante para o sucesso da estratégia de atração, desenvolvimento e retenção dos mais diversos talentos na sua empresa.
Diversidade está ligada a representação demográfica. Por exemplo, qual o percentual de negros, mulheres, pessoas com deficiências, profissionais LGBT e das diferentes gerações na sua organização? 

Entre outras coisas, é preciso saber também se eles são representativos do ambiente em que você atua.
No Brasil, a maior parte da população é feminina, 54% das pessoas se declara negra, 23% têm algum tipo de deficiência, outros tantos são millenials, profissionais mais sêniors ou LGBT.
Toda esta gente aparece no seu escritório ou quando você dá um giro em sua cadeira praticamente só vê colegas brancos, sem deficiências e formados nas mesmas faculdades, por exemplo?
Resolver a questão da diversidade é um primeiro passo. Trata-se de garantir que sua organização está de portas abertas aos mais diferentes profissionais, venham de onde vierem, sejam como forem.

Inclusão é um passo além. É garantir que toda essa diversidade existente na empresa tenha chances iguais de desenvolvimento e promoção. 
A análise, então, vai recair sobre os cargos mais altos ou de maior prestígio. 
  • A diversidade também está presente lá? 
  • Existe um número significativo de mulheres e negros no board? 
  • Um alto executivo gay se sentiria confortável para sair do armário?

Refletir sobre estas perguntas ajuda a entender o grau de maturidade da sua empresa em relação ao tema. 
Diversidade é importante, mas é a inclusão que faz a diferença. 
É o senso de pertencimento, a certeza de que podemos nos levar inteiros para o trabalho, que fará com que sua organização seja mais criativa, inovadora e produtiva.
Alguém já disse que:
  • Diversidade é levar para a festa. 
  • Inclusão, então, é chamar pra dançar. 

Pense nisso. 


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

AS 20 ATITUDES DA ÁGUIA

Provavelmente você já leu um texto sobre a capacidade de renovação das águias, uma mensagem tão bonita que muita gente, ao recebê-la por e-mail, retransmite para todos os amigos. 
Também foi publicada em muitos jornais de empresa, afixada em quadros de aviso ou colocada debaixo do vidro da mesa.
Em resumo, o texto afirma que a águia, quando chega aos quarenta anos, com suas unhas gastas, o bico curvado e as asas já pesadas, se vê diante de duas alternativas: deixar-se morrer, ou enfrentar um doloroso processo de renovação no alto de uma montanha. 
Nesse lugar, a águia bate o bico contra a pedra até conseguir arrancá-lo. Com muita dor, espera nascer um novo bico e com ele arranca então suas velhas unhas, uma por uma. E quando lhe nascem unhas novas, ela arranca todas as penas do corpo. Depois que nascem as novas penas, a águia sai, então, para o vôo da renovação e vive por mais trinta anos.
O texto, de autor desconhecido, termina lembrando que em nossa vida também podemos fazer um processo de renovação, libertando-nos do peso do passado, mesmo que isso doa muito e nos tire sangue do peito.
Mensagem linda, mas totalmente fictícia. Nenhuma raça de águias, ou de qualquer animal, tem o costume de se automutilar para prolongar a vida. Isso jamais foi constatado por ornitólogos, especialistas no estudo das aves.

Mutilar o corpo, este patrimônio precioso que Deus nos confiou, não é renovar-se. Renovação é vida. 
Na vida pessoal, na empresa, no governo, em todas as áreas, o que não se renova enferruja. 
A natureza está sempre em movimento. Até nossas células se renovam a cada momento. 
Como diz a sabedoria popular, “pedra que rola não cria limo”.
Renovar-se não é negar as experiências e os conhecimentos anteriores, e sim aplicá-los cada vez melhor. É mudar a atitude. E isso começa em cada pessoa, para que seja realidade no grupo, na empresa e no país.
Há empresas que mudam seus produtos, investem milhões em publicidade, mas seus profissionais de vendas continuam apegados a paradigmas antigos. A disposição para a mudança, nos dias de hoje, é questão de sobrevivência. Acontece que algumas pessoas (e empresas) resistem às mudanças por temerem os riscos que toda renovação apresenta. Na verdade temem não ter forças ou preparo suficiente para os novos desafios.
Em minhas palestras, costumo usar uma frase do profeta Isaías, que sempre provoca reação emocionada do público:
“Deus dá força aos cansados e vigor aos fracos e desanimados. Até os jovens se cansam, até os moços perdem as forças e caem de tanto cansaço, mas os que esperam no Senhor sempre renovam suas energias. Caminham e não perdem as forças. Correm e não se cansam, sobem voando como águias”.
Estimulado por essa frase, escrevi um livro, chamado “Voando como a Águia”, além de criar uma nova palestra inspirada nas atitudes que a águia tem durante o vôo e que podem ser aplicadas em nossa própria vida. Apresento a seguir, em resumo, as vinte qualidades que listei:

1. Meta – Saber exatamente o que se deseja alcançar.

2. Estratégia – Definir a forma de atingir os objetivos.
3. Visão de longo alcance – Enxergar de longe o objetivo e os obstáculos.
4. Foco – Escolher exatamente um alvo.
5. Planejamento – Planejar o modo de chegar ao seu objetivo.
6. Preparação – Estar apto para a ação.
7. Concentração – Não se dispersar no momento de agir.
8. Paciência – Aguardar a hora certa.
9. Senso de oportunidade – Perceber o momento certo.
10. Agilidade – Agir com desembaraço, leveza e vivacidade.
11. Velocidade – Movimentar-se com rapidez.
12. Preparo físico – Manter-se em boa forma.
13. Força – Ter energia para enfrentar os momentos decisivos.
14. Técnica – Ter capacidade de atingir o objetivo com precisão.
15. Confiança – Acreditar em sua capacidade.
16. Determinação – Tentar de novo, caso a investida não dê certo.
17. Fator surpresa – Surpreender o alvo.
18. Ousadia – Aventurar-se, sem medo de se expor.
19. Segurança – Viver e trabalhar de forma segura.
20. Responsabilidade – Cuidar da prole até que cada um saiba voar e se manter.

A lista acima nos mostra como fazer voos maiores do que temos feito em nossa vida. Por isso quero deixar para você um desafio: 
Procure praticar, a cada semana, pelo menos uma dessas atitudes da águia. Mas pratique mesmo, de verdade. Assim fazendo, no prazo de cinco meses você estará “voando” como ela.
A águia é um símbolo de renovação e de renascimento. Fique sintonizado com a energia criadora e você conseguirá superar obstáculos, para realizar seus ideais e seus sonhos de vida.