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quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Combate à Corrupção: “um desafio urgente no Brasil”


Esse é o pensamento de 36% dos brasileiros entrevistados em levantamento recente do Ipec. A percepção social a respeito da capilaridade da corrupção ficou concentrada, na maior parte, nas instituições de poder e grandes corporações. O problema é a segunda maior preocupação da população  perde apenas para o desemprego.

Diante desse contexto, na data em que é celebrado o Dia Internacional Contra a Corrupção, 9 de dezembro, o presidente do Conselho Federal de Administração (CFA), Adm. Mauro Kreuz, enaltece a iniciativa do CFA como o primeiro Conselho de Fiscalização Profissional a oficializar um Plano de Integridade e Compliance em sua estrutura administrativa.

“O intuito é o de preservar uma gestão transparente e sempre íntegra em todo o sistema CFA/CRAs”, ressalta Kreuz, para quem o ponto positivo de se ter um programa como esse é o de blindar as gestões pelo viés da integridade, da transparência, da ética e da moralidade.

“Não deveríamos mais ter esse tipo de anomalia no tecido social mas, infelizmente, temos. Espero que, de fato, a sociedade possa evoluir culturalmente. Sim, o problema está no escopo cultural da sociedade brasileira e nós precisamos envidar todos os esforços para erradicar essa anomalia, porque ela é, sob todos os aspectos, prejudicial e nociva à sociedade brasileira”, reforça o presidente do CFA.


Para Kreuz, a construção de uma solução à corrupção é improrrogável. Segundo ele, desconstruir a sensação pública de desmoralização das instituições requer o esforço de todos para ser erradicada. A boa gestão é o primeiro passo.

“Devemos ter, portanto, um instrumento que permita com que as Gestões para a Sociedade tenham essa garantia de integridade, transparência e ética na aplicação dos recursos públicos, para que a sociedade, que é o grande beneficiário, possa se sentir absolutamente segura a respeito do uso desses valores”, explica.

Compromisso de todos

Os danos provocados pela corrupção afetam setores essenciais como saúde, educação e segurança pública. Práticas de conluio, fraude e obstrução também dificultam a destinação de verbas para a proteção ao meio ambiente, como aponta estudo inédito da Transparência Internacional-Brasil. Por isso, o combate deve ser a nível nacional e internacional, e de modo transversal.

Integridade pública é medida recomendada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Representa ação de responsabilidade, que viabiliza a concretização das metas da Agenda 2030 da ONU.

No âmbito da autarquia federal, o Programa de Integridade está formalizado por meio da Resolução Normativa nº 619/2022

A iniciativa reforça o compromisso de combate à corrupção assumido por todo o Sistema CFA/CRAs na condução de suas atividades com base nos princípios éticos e morais a fim de prevenir quaisquer desvios.

A estruturação foi elaborada pela Comissão do Programa de Integridade e Compliance. O CFA e os Conselhos Regionais irão designar suas respectivas Unidades de Gestão, responsáveis pela execução e monitoramento em cada localidade.

O objetivo do Plano é reforçar as diretrizes que asseguram a atuação técnica da autarquia e, assim, garantir a manutenção e a segurança nas atividades típicas do Sistema.

 Patrícia Portales - Assessoria de Comunicação do CFA.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

O Negacionismo das Empresas e os Programas de Compliance


Muitas organizações ainda negam a importância dos programas de compliance. Elas não conseguem enxergar a existência de um problema, crise ou risco que podem redundar em prejuízos financeiros ou reputacionais. 

Negacionismo virou a palavra da moda desde o início da pandemia. Confesso que era uma palavra que quase não escutava antes desta grave crise global iniciar em 2020. 

Negar a existência de um problema, crise ou risco tem sido um “modus operandus” comum nestes quase dois últimos anos. 

Quando negamos alguém ou alguma situação, deixamos de reconhecer a existência deste individuo ou do problema fático. 

Literalmente, foi quase excluído do dicionário da língua portuguesa a antiga e sabia expressão: contra fatos não existem argumentos!

Se os indivíduos e empresas negam a existência dos fatos, não adianta nem perder tempo tentando trazer argumentos inteligentes e saudáveis. A conversa irá terminar antes de iniciar, pois, segundo os negacionistas, o fato não existe. 

A mesma premissa pode ser aplicada para muitas empresas que ainda negam a importância de implementar um programa de compliance. 

Tais empresas não conseguem enxergar o problema, a crise tanto financeira, quanto reputacional.

Situações fáticas de ilegalidade e/ou falta de integridade podem estar sendo compartilhadas nas mídias sociais e televisão quase o tempo todo, mas a resposta que a sociedade irá obter será o desconhecimento que a ilegalidade e/ou falta de integridade existiu.

O Brasil passou por duas catástrofes ambientais terríveis, com milhares de mortes e, até agora, ninguém foi punido. Os fatos existiram, mas a reação da empresa foi de negação: desconheço os fatos, mas tenho um programa de compliance implementado. 

Outro exemplo a ser citado vem de um grande varejista – que depois do espancamento de um cachorro e morte de um cidadão em suas dependências – agora está diante da morte de um funcionário por desvio de função. Qual a resposta?  

Desconheço os acontecimentos, mas tenho programa de compliance implementado.

Fica a grande dúvida: por qual motivo as empresas negacionistas informam que tem um programa de compliance implementado? Como dizem os jovens atualmente: “Para sair bem na foto!” Ou seria uma forma de tentar se defender daquilo que a própria empresa negou existir. 

Existem dois tipos de programas de compliance: os efetivos e os que estão simplesmente no papel. 

Não existe zona cinzenta quando pensamos nos pilares desses programas. Todos os pilares têm que ser fielmente cumpridos, principalmente o apoio da Alta Administração e a autonomia do compliance Officer.

Poucas empresas têm programas efetivos

Na prática, observamos que são poucas as empresas no mundo que possuem programas de compliance efetivos. Basta entrar no website do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e observar quantas empresas já foram multadas mais de uma vez. 

Tem casos de a mesma empresa ter sido multada mais de cinco vezes e nada muda. O programa continua não efetivo.

Na realidade mudam os executivos de compliance, mas são mudanças realizadas para que as coisas permaneçam do mesmo jeito. Não existe o real compromisso por jogar diferente. 

Sempre fizemos assim e demos lucro. Por qual motivo temos que mudar? As regras são feitas para serem quebradas, dizem outros. 

O medo da mudança tem sido maior que a vontade de inovar e ser disruptivo, pois não garante os bônus de finais de ano.

Com quase dois anos de pandemia, com o triste fim da Lava Jato, o termo negacionismo será uma constante na vida empresarial e pública. 

Infelizmente, estamos vivendo em tempos muito estranhos, no qual o jargão “vida que segue” se tornou o negacionismo ainda mais evidente e manifesto no Brasil.

Copiado: https://lawinnovation.com.br/Patricia Punder

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Mas afinal, o que significa o “Novo Normal”?

 


Sociedade, economia, política e cultura são redefinidas diante de determinadas situações e períodos. Em 2020, já é possível perceber mudanças significativas em hábitos como no trabalho, com a aderência do home office; na alimentação, com o aumento da ingestão de alimentos saudáveis; no consumo, com o disparo das compras online; na saúde, com uma maior atenção ao corpo; e, sobretudo, no conforto, com a reconexão com as próprias casas. O “novo normal” chegou.

E este momento de transformação mostra como podemos sempre (re)adequar nossas rotinas para algo que faça mais sentido com o que estamos vivendo. Hoje, por exemplo, criar uma sociedade mais consciente, responsável, empática e ainda mais digital. Não há dúvidas: estamos caminhando para um novo mundo marcado por engajamento, conectividade, ativismo e, acima de tudo, valorização da transparência como premissa para construir relações. São novos hábitos que provavelmente permanecerão para sempre, que marcarão de fato a entrada do Século XXI. Seja bem-vindo, “novo normal”.

A própria ONU já criou diretrizes que moldarão essa nova sociedade: responsabilidade compartilhada, solidariedade global e ação urgente para as pessoas necessitadas, que demandam a proteção de empregos, empresas e meios de subsistência para iniciar uma recuperação segura das sociedades e economias o mais rápido possível, de modo a percorrer um caminho mais sustentável, com igualdade de gênero e neutro em carbono – um caminho sem volta ao “antigo normal”.

Parece até uma nova sociedade, não? Aqui no cassino online da Betway, montamos este infográfico que mapeia como o mundo desacelerou e como as pessoas estão se reconectando com as atividades mais essenciais de suas rotinas, seja no quesito de saúde, na vida familiar, no aprendizado contínuo, na informação e/ou no jeito que consumimos. 

Precisamos entender que a mudança é constante. O momento nos ensinou que podemos fazer grandes transformações quando somos convencidos de que vale a pena. Questões globais como mudanças climáticas e crescimento das desigualdades pressionam sociedades e negócios rumo a essas modificações.

Também é preciso entender que a transparência e a inclusão hoje são regras. A Geração Z, vanguarda desse “novo normal”, já possui essas características. Afinal, é uma geração hiperconectada, que transita por múltiplas comunidades e que gosta de fazer parte de diversos grupos. Finalmente, estamos começando a incorporar essas tendências em nosso dia a dia, como visto no infográfico.

Mas, vale dizer que nem só essas grandes mudanças são as significativas. O livro “Exponential Organizations”, de Salim Ismail e Yuri van Geest, publicado em 2014, desperta insights interessantes que podem ser aplicados a esse “novo normal”. Um exemplo é como uma inovação rotineira, não aquelas megalomaníacas como o nascimento do conceito de smartphone, surge e provoca mudanças inesperadas em diversos setores da sociedade, cria novos negócios e até mesmo muda hábitos do nosso dia a dia. Pegam uma dor que a gente não sabia que tinha e oferece antecipadamente uma solução.



Um exemplo claro de mudança que está acontecendo é a adoção massiva do digital, como mostrado também no infográfico. De acordo com uma pesquisa feita em parceria pela Hubspot e We Are Social, mais de 139 milhões de pessoas têm contato com a Internet no Brasil. Isso representa uma penetração de 66% do total da população. Desse número, 85% fazem isso todos os dias.

Esses números mostram que há uma grande oportunidade para interagir com potenciais clientes e também para fidelizar sua marca. É importante saber explorar isso de forma planejada.

Presença digital era uma regra para sobreviver ao mundo que se desenhava. Depois de 2020, presença digital é imprescindível para nascer e se desenvolver no “novo normal”. O delivery, o GPS à palma da mão, plataformas que fortalecem o comércio local e conectam voluntários à ações sociais, aplicativos que monitoram e oferecem soluções de exercícios, saúde e alimentação são alguns dos serviços que já são essenciais.

E os dados corroboram isso. Nos últimos 2 meses, segundo os resultados de pesquisas feitas semanalmente pela consultoria MindMiners: 49,25% dos brasileiros estão procurando o online para se capacitar mais; e 51% dos brasileiros já estão comprando mais pela internet ou por aplicativos - houve um aumento de 21,25% no uso de aplicativos de delivery.

Outro exemplo que vai nessa linha é o trabalho remoto. Primeiro temos a questão da redução de deslocamentos, que pode trazer benefícios como: diminuição de emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes e prejuízos causados por congestionamentos. Em um mundo onde o “novo normal” tem a sustentabilidade como regra, parece ser uma tendência forte a ser seguida.


Em um levantamento deste ano da empresa de software de marketing digital Buffer e da agência de trabalho remoto AngelList com 3,5 mil pessoas que trabalham total ou parcialmente de forma remota, 98% delas disseram querer continuar no regime pelo resto da carreira.

O principal benefício mencionado pelos participantes segue sendo a flexibilidade de horário e local de trabalho. Para as duas empresas: “a pergunta não é mais ‘o trabalho remoto veio para ficar?’. Parece, inclusive, que o trabalho remoto é o novo normal".

Não é uma tendência nova, mas agora foi democraticamente validada. Não há mais uma figura turva acerca de produtividade e comprometimento de colaboradores trabalhando de suas casas ou de onde quer que estejam.

Esses são alguns exemplos palpáveis de como, de fato, a sociedade vem mudando. Façamos nossa parte para que o tão esperado “novo normal” seja uma alternativa mais responsável e, em última análise, viável para todos nós.

Copiado: https://blog.betway.com/

quarta-feira, 17 de junho de 2020

ALTERIDADE: o que tenho a ver com isso?


ALTERIDADE
Você já ouviu essa palavra? 

Pouco ou muito?

Com mais frequência em tempos recentes? 
Mas, já parou para conhecer seu significado? 

Só para conhecer ou para adotar o seu conceito nas práticas cotidianas?
De fato, alteridade é uma palavra que passou a “mostrar a sua cara” num tempo mais recente, possivelmente reflexo de relações sociais cada vez mais individualizadas, com prioridade quase absoluta aos interesses próprios, em detrimento de interesses de outrem ou do coletivo.
Somos chamados, por vezes num apelo vão, a exercitar a alteridade, numa expectativa de melhorar relações, rever posturas, julgamento e aceitar a diversidade como algo positivo e intrínseco à sociedade.

Mas, afinal, o que é alteridade? 
  • O que ela tem a ver com nosso dia a dia, com nossas ações e opiniões? 
  • Por que eu deveria me preocupar em exercitar a alteridade? 
 Alteridade é ser capaz de se colocar no lugar do outro, de compreender o outro em sua totalidade, nos seus direitos, limitações e diferenças. 
Quando não exercitamos a alteridade, estamos suscetíveis a provocar discórdias, conflitos e contribuímos no aumento das desigualdades sociais. Colocamos nossas prioridades e interesses acima das prioridades e interesses dos outros, sem refletir sobre os possíveis males que estamos causando aos outros ou ao bem coletivo.

Mas, por que é tão difícil exercitar a alteridade?


Por que nossos interesses tendem quase que absolutamente a se sobrepor aos interesses de outrem ou do coletivo? 

Diria que muito pela competitividade constante a que somos impelidos a praticar, por nos ser inculcada a ideia da necessidade de sermos o melhor, o destaque, o mais apto, o melhor preparado, o mais valente. 
E isso exige dedicar primeiramente um olhar para nós, por nós e em nós, para posteriormente pensarmos no outro ou no coletivo. E ainda, a construção social da ideia de haver padrões aceitáveis, sendo o diferente reprimido ou excluído, nos leva a julgamentos e apontamentos inadequados, com posturas ofensivas e de marginalização, contribuindo com a desigualdade e conflito social.

E aí você pode se perguntar: e por que eu pensaria primeiramente no outro, ou no bem coletivo, ou até mesmo me colocaria no lugar do outro se os outros não o fazem e muitas coisas nessa sociedade já estão ruins? 
Se o tempo todo vemos males e mazelas, injustiças, corrupções e privilégios sendo estendidos somente a uma pequena parcela da população e ainda querem que eu reveja minhas atitudes e me coloque no lugar do outro?
Se você partilha desse pensamento, cuidado, pois, se as coisas estão ruins nós contribuímos para isso, em nossas atitudes não altruístas, em nossos pensamentos individualistas e em nossas ações por vezes até desonestas, apenas para termos vantagens em relação ao outro.

Muitas vezes você já deve ter ouvido a famosa expressão: “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”. 
E por que continuamos fazendo? 
Por que por vezes chegamos a nos sentir satisfeitos, felizes pelo fato do outro estar em situação ruim?

Se estiverem aflorando esses pensamentos, cuidado! O sinal vermelho está aceso e é necessário refletir sobre seus atos e ações, buscando revertê-los para o bem comum. É necessário exercitar a alteridade, pensar na situação em que o outro se encontra, seus anseios, angústias, lutas e desejos, e ao invés de investir esforços criticando, menosprezando, ridicularizando ou desdenhando suas ações ou diferença, tente sentir como ele sente, pensar como ele pensa.
Assim, desafio você e me desafio a tornar o exercício da alteridade rotineiro, como prática comum e constante, zelando pelo bem estar coletivo e buscando relações saudáveis e prazerosas, ao invés de competitivas e destrutivas.

Se sei quem sou, mas não sei quem você é

Porque não dividir quem sou e conhecer quem você é,

Sem receio, falando de anseios,

Entendendo os sonhos,

Percebendo as semelhanças, aceitando as diferenças,

Vivendo e convivendo em harmonia,

Com uma alegria que acalenta

E uma partilha que abrilhanta!


Por:  Carlise Führ - Assistente Social

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Manual de Sobrevivência de Pequenas e Médias Empresas no novo mundo VUCA

Então aconteceu. Em um certo dia do início de março de 2020, tudo mudou. A pandemia do coronavírus chegou ao Brasil e mandou as pessoas para dentro de casa – a quarentena foi a melhor saída para evitar o contágio e o colapso do sistema de saúde. Home office, férias coletivas, ruas vazias, empresas fechadas ou funcionando parcialmente. Um cenário assustador, principalmente para pequenas e médias empresas, que costumam ter caixa para, no máximo, 30 dias. E agora, como sobreviver? Se você é um pequeno empreendedor como eu, antes de mais nada precisa entender que finalmente chegou o tal mundo VUCA, sigla em Inglês que faz referência a um cenário volátil, incerto, complexo e ambíguo – a palavra VUCA se tornou famosa nos últimos anos por ser mencionada no discurso de 9 em cada 10 gestores, mas é a primeira vez que estamos, DE FATO, vivendo esse contexto imprevisível.No filme Perdido em Marte (2015), o astronauta Mark Watney, personagem vivido pelo ator Matt Damon, enfrenta uma tempestade avassaladora e, de repente, percebe que está sozinho um planeta inóspito, sem o restante da sua equipe e com poucas chances de sobreviver. Dá para dizer que é mais ou menos como um pequeno empreendedor brasileiro está se sentindo neste momento. No entanto, se você assistiu a esse excelente filme, deve lembrar que o personagem entendeu que ficar em estado de letargia não iria ajudar em nada a garantir a sua sobrevivência e, a partir daí, foi à luta. O mesmo vale para pequenos e médios empreendedores. É hora de reagir para garantir a existência do seu negócio hoje e nos próximos meses. Abaixo, separei algumas dicas importantes que venho aplicando no meu próprio negócio e sugerindo para meus clientes. Acompanhe.
  • Posicione sua marca na crise e tranquilize seu cliente
A primeira coisa a fazer é posicionar a sua marca no mercado de forma clara. Imagino que, a essa altura do campeonato, você já deve ter dito ao seu cliente que ele precisa “ficar em casa” e “lavar as mãos” – se ainda não fez isso, faça, você já está atrasado. Porém, o mais importante mesmo é informar como a pandemia está impactando o seu negócio e como isso vai mudar a relação do seu cliente com a sua empresa.
O seu negócio é baseado em um modelo presencial, ou seja, o cliente precisa ir em uma loja física para comprar o seu produto ou serviço? Como fica agora? Ele pode comprar pela internet? Dá pra entregar o seu produto/serviço de forma online? Você pode entregar na casa do cliente que está em quarentena? É fundamental ter respostas para todas essas perguntas para que o seu cliente não fique perdido e acabe encontrando um motivo para ir para a concorrência – sim, você tem concorrentes até na pandemia.
Tenha empatia e entenda o novo momento do seu cliente
Não está fácil pra ninguém. Para profissionais liberais e pequenas/médias empresas, a pandemia do coronavírus foi como aquele gancho de direita que derruba o boxeador que já vinha apanhando muito junto à lona. Se o dinheiro já estava escasso no mercado, agora ficou pior ainda. Portanto, é hora de todo mundo ceder um pouco.
Sim, nessa hora vale discutir valores de contratos, conceder descontos, fazer promoções. Se você atua na área de serviços, principalmente em segmentos no qual a entrega é mais intangível (assessorias, consultorias, etc), inclua algum tipo de bônus para o cliente, como um combo (o cliente paga por um serviço e ganha outro “de graça”).Ah, você está preocupado porque provavelmente vai trabalhar mais e ganhar o mesmo ou até menos? Sim. Mas você precisa ser pragmático: é melhor trabalhar mais do que perder clientes, certo?É válido destacar ainda que, ao conceder algum tipo de facilidade para o seu cliente, você está mostrando empatia, você está demonstrando que entende o momento difícil pelo qual o seu cliente está passando. É esse tipo de atitude que ajuda a fidelizar o consumidor e, mais do que isso, contribui para atrair novos clientes.
Cuide do seu caixa - Como mencionei no início desse artigo, levando em conta que a maioria das pequenas e médias empresas brasileiras costuma ter caixa para sobreviver por apenas 30 dias, se o seu negócio não tem uma reserva financeira para enfrentar momentos de dificuldade, provavelmente vai precisar tomar algumas medidas emergenciais para sobreviver.
Além de “apertar o cinto”, evitando gastos desnecessários na sua empresa, é hora de renegociar ou postergar dívidas com seus credores e tentar antecipar pagamentos – bares e restaurantes, por exemplo, que foram bastante impactados pela pandemia, estão vendendo “vouchers” ao seus clientes agora para serem usados após a quarentena. É o tipo de solução criativa que pode ajudar o caixa durante a crise.
Se for preciso, verifique linhas de crédito com o seu banco. Se ele não te ajudar nesse momento terrível, você já tem um ótimo motivo para migrar para a concorrência.
Digitalize a sua empresa imediatamente - Seja bem-vindo à Era Digital! Se até agora você nunca tinha se preocupado em “digitalizar” o seu negócio (ou pelo menos parte dele) porque as coisas andavam bem assim como estavam, sinto muito, mas você acaba de ser “atropelado” pela transformação digital – para dar o crédito justo, quem “atropelou” o seu negócio na verdade foi a pandemia do coronavírus, mas o fato é que ela está acelerando a transformação digital da sua empresa.
Brincadeiras à parte, a verdade é que não há mais como evitar esse movimento de digitalização do seu negócio. - Com exceção de farmácias, supermercados e alguns outros poucos tipos de negócio, a venda de qualquer produto ou serviço hoje, em plena quarentena, é feita exclusivamente pela internet. Aproveite esse momento para começar a atuar online e, após a quarentena, ter mais um canal de vendas na sua empresa. É na crise que surgem as oportunidades, amigo!
Também é o momento ideal para você começar a divulgar o seu produto ou serviço por meio de técnicas e ferramentas de marketing digital e de conteúdo, conforme vou detalhar no tópico abaixo.  
Invista em marketing digital e de conteúdo - Se a sua empresa é daquele tipo que nunca acreditou muito no poder do marketing digital e de conteúdo, que nunca teve um site ou perfis/páginas em redes sociais, lamento informar: se você não fizer nada agora para comunicar sua marca no mercado, você vai desaparecer em breve. Simples assim. Com pessoas trancadas em casa, nunca foi tão importante ter uma presença digital consistente.
É hora de investir fortemente em canais e ferramentas de marketing digital – como redes sociais, sites, blogs, e-mail marketing, vídeos e lives, entre outros – e, principalmente, produzir conteúdo relevante para o seu cliente.
Se você é proprietário de uma academia de ginástica, por exemplo, pode oferecer no seu Facebook algumas dicas de como se exercitar com segurança em casa. Ou realizar uma aula online em uma live no Youtube ou no Instagram. São “conteúdos úteis” como esses que fazem a diferença na vida do cliente e, mais do que isso, ajudam a construir ou fortalecer a reputação da sua marca. Acredite, isso será muito importante quando tudo isso passar e a vida voltar ao “normal”, mesmo que seja um “novo normal”. Sim, nada será como antes quando, daqui a alguns meses, esse “novo normal” – que ainda não sabemos bem como será – se transformar em realidade. E é exatamente por causa disso que você precisa agir agora.
Por: Stefan Ligocki é professor, palestrante, consultor