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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Gerencie e Controle de Forma Correta a Saída do Seu Estoque

 


Realizar com precisão a análise das entradas e saídas dos produtos armazenados é imprescindível para o controle do estoque. Contudo, é comum nos depararmos com empresas que não realizam essa gestão de forma eficaz, apresentando divergências de informações que podem comprometer a saúde financeira de um negócio.

Outro deslize bastante comum entre os empreendedores é não criar padrões para o cadastramento de produtos. Esse erro acontece, sobretudo, quando a unidade de medida da entrada for diferente da unidade de medida da saída, gerando informações equivocadas e que podem comprometer a gestão das empresas.

Para reduzir essa margem de erro, é imprescindível realizar monitoramentos constantes, além de investir em soluções tecnológicas, capazes de gerenciar em tempo real tudo o que acontece no estoque de uma empresa.

Neste artigo, explicaremos o que é o controle de estoque de empresas e quais são os erros mais cometidos. Além disso, compartilharemos algumas das vantagens do uso de software para essa gestão. Acompanhe!

O que é controle do estoque?

A gestão de estoque é uma função administrativa essencial para que as empresas operem de maneira eficiente e rentável. De maneira resumida, trata-se do controle de todas as entradas e saídas de produtos.

O que nem todos sabem é que controlar um estoque de forma eficaz pode aumentar o faturamento das empresas. Isso acontece, pois a ferramenta permite diagnosticar quais são os itens mais vendidos e quais ficam “encalhados”.

Além disso, com uma boa gestão, é possível reduzir erros cotidianos, como a compra duplicada de insumos e até mesmo o desabastecimento de um negócio.

Quais são os erros mais comuns desse processo?

A seguir, listamos alguns dos equívocos mais cometidos pelos gestores quando o assunto é controle do estoque.

Não realizar o inventário de produtos

Já não é de hoje que os inventários de estoque são uma realidade para esse gerenciamento. Contudo, agora é preciso realizar o monitoramento com mais frequência, preferencialmente em tempo real.

A visão detalhada permite às equipes saberem, a qualquer momento, qual é a real situação do estoque das empresas.

Não criar padrões para o armazenamento

É mais comum do que se imagina encontrarmos empresas que não registram as entradas de mercadorias de forma padronizada, ou seja, um mesmo produto pode ser cadastrado várias vezes e com códigos ou descrições diferentes.

Não encontrar produtos em estoque está entre os problemas que esse erro pode ocasionar. Além disso, ao registrar de formas diferentes um mesmo item, você raramente saberá o que exatamente tem ou não em seu estoque.

Portanto, é fundamental criar um padrão de código e descrição para cada produto. Dessa maneira, será mais simples gerenciar o armazenamento e melhorar os resultados financeiros da empresa.

Não usar softwares de gestão

Muitos empresários ainda optam por fazer controles manuais das entradas e saídas de produtos. Contudo, além de demandarem muito tempo, controles manuais estão mais sujeitos a erros — isso pode prejudicar bastante a gestão de um negócio.

Diante disso, a utilização de softwares voltados para o controle de estoque é ideal para garantir precisão e agilidade nesse processo. Hoje, o mercado dispõe de inúmeras soluções que se adequam de acordo com as necessidades de cada empresa.

Com elas, podemos ter acesso a informações como os índices de produtos mais e menos vendidos, quais são períodos de pico de vendas, entre outras informações valiosas.

É o caso do Fortes Compra e Estoque, que reúne funcionalidades que permitem a gestão de custos, fornecedores, entradas e saídas, entre outros mecanismos — como você entenderá melhor mais à frente.


Não abastecer de forma correta a empresa

O processo de abastecimento é extremamente importante para a gestão do estoque e pode ser decisivo para o sucesso de um negócio. Se o setor de compras adquirir itens em excesso, faltará espaço para o armazenamento e, consequentemente, terá investido em vão nessa compra. Caso a compra seja menor do que o necessário, a empresa ficará desabastecida e poderá perder vendas por conta desse erro.

Para contornar essa situação, é importante que o setor de compras esteja alinhado com o gestor de estoque e também com o departamento de vendas, para ter uma visão ampla das necessidades da empresa naquele momento.

Manter em estoque produtos com baixa procura

Um produto que não vende é dinheiro parado em uma empresa. É por isso que manter itens com baixa procura estocados é um dos erros mais comuns cometidos pelos empresários.

Entretanto, com uma boa gestão de estoque, é possível identificar todas as entradas e saídas de produtos, entendendo quais itens estão encalhados e como criar formas de estimular sua venda. Com esses levantamentos podemos, inclusive, diagnosticar se é ou não vantajoso manter determinados itens no mix de produtos da empresa.

Como um sistema de controle de estoque pode auxiliar nessa tarefa?

Para melhorar o controle na sua empresa, a Fortes Tecnologia possui o Fortes Compra e Estoque, um sistema que permite o controle de estoque e gerenciamento de fornecedores com facilidade e precisão.

Entre seus recursos, o software dispõe de um cadastro de unidade de medida com fator de conversão, que pode, por exemplo, ser usado para calcular a quantidade de itens no momento da saída do estoque.


Saiba como utilizar esse recurso no sistema:

  • marque a configuração desejada;

  • descreva as unidades de medida no cadastro de itens;

  • informe o valor de conversão para cada unidade;

  • selecione, no momento da saída dos produtos, a forma que determinado item sairá do estoque (peça, quilos, caixa, entre outros);

  • por fim, com o valor de conversão informado, o sistema identificará qual a quantidade exata de produtos que estão saindo do estoque.

Além de dinamizar o processo de gestão, essa funcionalidade permite aos gestores terem acesso à real situação do estoque com a precisão necessária para aumentar a lucratividade da empresa.

Com a concorrência cada dia mais acirrada, é fundamental que os empreendedores invistam em diferentes soluções para melhorar aspectos operacionais e se tornarem mais competitivos no mercado. Como é o caso do controle do estoque que, com um bom gerenciamento, pode reduzir gastos desnecessários e aumentar a rentabilidade das empresas

Copiado: https://blog.fortestecnologia.com.br/

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

O Que é Lead Time em Logística?


Em inglês, “lead” significa “liderar” ou “conduzir”, enquanto “time” quer dizer “tempo”. Os profissionais de logística costumam traduzir lead time por “tempo de aprisionamento” ou simplesmente “ciclo”. “Ciclo” é uma boa tradução, porque “lead time” nada mais é do que o tempo que o cliente espera para receber a mercadoria encomendada. E esse tempo de refere a um ciclo que começa quando ele faz o pedido e termina quando acusa o recebimento do que pediu. Vamos entender como o gestor pode usar isso no seu dia a dia?

Qual a importância desse indicador?

O lead time é tão importante porque ele permite que as empresas acompanhem atentamente todos os processos pelos quais uma mercadoria passa desde o momento em que o cliente faz o pedido. Trabalhar bem com esse indicador resulta em um gerenciamento mais eficaz e também ajuda a não errar nos cálculos, a satisfazer os clientes e a se destacar no mercado e ganhar competitividade.

Como?

Ao saber exatamente quanto tempo dura cada um dos processos pelos quais a mercadoria passa antes da entrega, o gestor estará a par de eventuais problemas e gargalos que possam aumentar esse tempo. A partir desse conhecimento, poderá pensar em soluções para diminuir esse intervalo. Lembre-se: tempo é dinheiro. Quem economiza tempo, economiza dinheiro e sai na frente da concorrência.

O lead time também permite calcular com precisão a data de entrega da mercadoria e justificá-la com dados para o cliente, que pode até acompanhar o caminho da encomenda até ele. 

Como funciona para o cliente?

Todo mundo já passou por aquela situação chata de passar dias importunando o carteiro e perguntando por aquela encomenda que custa a chegar, não é? Segundo dados divulgados pela consultoria Compre&Confie, os consumidores brasileiros estão esperando cada vez mais pelos produtos que compraram pela internet. No primeiro semestre de 2017, uma encomenda demorava, em média, oito dias para ser entregue. Já no primeiro semestre de 2019, esse intervalo subiu para 13 dias. Chato, né?

Os consumidores, especialmente aqueles que preferem a agilidade e o conforto das compras online, não gostam de esperar e vão sempre buscar as empresas que garantem as entregas mais rápidas. Quem entrega antes, conquista mais clientes – e mais lucro. Quanto menor o lead time de um empresa, mais competitiva ela é.

Por isso, o lead time não é um indicador que interessa apenas aos profissionais de logística, mas importa também ao consumidor. Conhecer o lead time permite ao cliente acompanhar, ainda que parcialmente, a trajetória da mercadoria que ele encomendou, desde o momento o pedido foi feito até a entrega. Com essa informação, ele vai poder se decidir se compra pela sua empresa ou por outra, capaz de entregar mais rapidamente. 

E para a empresa?

Para a empresa, o conhecimento do lead time garante um panorama interessante de todas das etapas pelas quais uma mercadoria passa, do pedido à entrega. O lead time informa ao gestor (e aos demais funcionários e até aos clientes) quanto tempo dura cada uma das etapas e também o processo como um todo. Essas informações ajudam na hora de dar satisfações ao cliente, de planejar a rotina da empresa e de traçar estratégias para elevar a produtividade e reduzir custos. 

Cuidados na hora de trabalhar com lead time

Vamos conferir alguns cuidados essenciais para que o lead time trabalhe a favor da sua empresa, tornando-a mais eficiente e competitiva. Preste atenção:

Controle de estoque

Gerir corretamente o estoque é essencial para garantir um bom lead time. O que fazer quando o cliente faz um pedido? Conferir lá no estoque se as mercadorias encomendadas estão disponíveis ou se será preciso ligar para o fornecedor ou acelerar a produção. Quanto mais rápido a mercadoria encomendada for localizada e enviada para o caminhão, mais cedo o cliente vai recebê-la. Ou seja: menor será o seu lead time.

E como gerir bem um estoque? Primeiro, é fundamental saber que tipo de mercadoria estocar. Mercadorias que têm boa saída nunca devem faltar. Ao mesmo tempo, os depósitos não devem ficar lotados de produtos que vendem pouco. Mercadoria encalhada é dinheiro jogado fora. Se determinada mercadoria não vende, o investimento inicial não é coberto e aquele espaço poderia ser melhor ocupado por produtos pelos quais os clientes de fato se interessam. 

Um gestor de estoque competente precisa ser capaz de identificar a demanda do mercado para acertar na hora de definir o que vai para os depósitos e armazéns. Também precisa verificar se as instalações do depósito são adequadas e se a mercadoria não corre o risco de acabar danificada. Deve conferir sempre se a validade não expirou. 

Um estoque bem gerido é um dos ativos mais valiosos de uma empresa. A boa ou má gestão do estoque vai definir se você terá mercadoria para entregar, ou se vai deixar o cliente na mão. 

Otimização das rotas e do tempo de transporte

O tempo de transporte é um dos fatores que mais impactam o lead time – pode ou aumentá-lo ou diminui-lo, para o desespero ou a alegria dos clientes. Para diminuí-lo (o objetivo, sempre), uma boa estratégia é planejar bem a rota que o que o caminhão vai seguir, ou seja, roteirizar. Para isso, dá para contar com o apoio da tecnologia. Dispositivos como os GPS ajudam a encontrar os melhores caminhos, a desviar de estradas congestionadas, e a prever com precisão quando será feita a entrega. 

Ao planejar uma rota, é importante se atentar não apenas a distâncias, mas também à conservação e à segurança das estradas. A roteirização resulta em trajetos mais rápidos e seguros e, se bem feita, pode garantir até economia com combustível e com a manutenção do caminhão.

Melhorar as negociações com os fornecedores 

Para entregar uma mercadoria a um cliente, primeiro você precisa que uma outra empresa abasteça os seus depósitos, correto? Por isso, uma boa relação com os fornecedores é fundamental, inclusive para reduzir o lead time. Negocie bons prazos com seus fornecedores e dê preferência àqueles que cumprem sempre o combinado e nunca deixam seus depósitos vazios.

Como calcular o lead time?

Para calcular o lead time, que é um dos indicadores mais valiosos para a logística, é preciso somar o tempo transcorrido desde a encomenda da mercadoria até a entrega, o que engloba processos diversos como recebimento e processamento do pedido, eventual produção da mercadoria, checagem nos estoques, montagem do pedido, transporte e rastreio do pedido e, finalmente, entrega. 

O objetivo de toda empresa é – ou deve ser – diminuir o lead time para se tornar mais competitiva, eficiente e, sempre que possível, econômica.

1. Liste os produtos exigidos para determinado trabalho

O primeiro passo é listar tudo, todos os materiais e produtos necessários para a produção ou montagem e transporte da encomenda a ser entregue. Para fazer essa lista, não se esqueça se conferir os estoques.

2. Descubra o tempo necessário para a aquisição de cada item

Depois de fazer a lista, confira se tudo o que precisa já está à mão ou se você precisará ligar para o fornecedor e fazer umas encomendas. Anote todos os prazos de entrega e some tudo. Lembre-se que os prazos podem aumentar se houver um feriado ou fim de semana no meio.

3. Escolha o elemento com o maior prazo de entrega

Depois de elaborada essa segunda lista, das coisas que faltam, identifique qual item vai demorar mais para chegar. Quando ele enfim for entregue, faça um inventário e confira se tudo o que foi encomendado de fato já chegou e se ainda falta alguma coisa.

4. Defina quantos dias são necessários para finalizar o produto/serviço

Faça as contas e descubra quanto tempo é necessário para fabricar a mercadoria encomendada pelo cliente. Se você não precisar fabricar nada, mas só montar um pedido, é a mesma coisa: faça as contas e descubra de quanto tempo você precisa para terminar tudo e botar a mercadoria no caminhão para a entrega. Lembre-se que imprevistos e atrasos acontecem e acrescente uma margem de erro.

5. Adicione o tempo de espera para a entrega dos produtos

Por último, adicione a essa conta o tempo necessário para transportar a mercadoria até o cliente. 


Dá um exemplo?

Sim. Vamos lá. Suponhamos que a sua empresa trabalha com guarda-chuvas e você acaba de receber um pedido de 30 guarda-chuvas de um cliente.

Primeiro, você vai até o estoque verificar se tem 30 guarda-chuvas disponíveis ou se precisa produzir mais. Suponhamos que há 18 guarda-chuvas no armazém. Você precisa produzir outros 12. Liste todo o material necessário para a produção desses 12 guarda-chuvas: tecido, hastes metálicas etc.

Ligue para os fornecedores e encomende a matéria-prima. Quanto tempo vai levar a até a entrega? O fornecedor do tecido disse que entrega tudo em quatro dias; o de hastes metálicas, em seis; os demais, em três. Ou seja: vai levar seis dias até você reunir toda a matéria-prima para produzir os guarda-chuvas que faltam.

Quando já tiver toda a matéria-prima em mãos, tire um dia para fazer um inventário e garantir que não precisa de mais nada. Depois, faça as contas para saber quanto tempo demora para produzir um guarda-chuva. Suponhamos que você é capaz de produzir quatro guarda-chuvas por dia. Para fabricar 12, são necessários 3 dias. 

E para entregar os 30 guarda-chuvas até o cliente? Suponhamos que é uma viagem de dois dias.

Agora, é só fazer as contas: 6 dias para receber a matéria-prima + 1 dia de inventário + 3 dias para produzir tudo + 2 dias para entregar. Quanto deu? 12. O seu lead time é igual a 12 dias.

Como reduzir o lead time?

Reduzir o lead time significa oferecer um serviço em um intervalo de tempo menor. E, como sabemos, economizar tempo, é economizar dinheiro. Para reduzir o lead time é importante estudar toda a trajetória da mercadoria, todos processos pelos quais ela passa até chegar ao cliente. Assim, você vai descobrir quais desses processos podem ser agilizados.

Tempo de recebimento de matéria-prima

Será que não há fornecedores mais rápidos dos que os sua empresa geralmente escolhe? Para não esperar muito pela chegada dos produtos de que precisa, opte sempre por fornecedores que garantem entregas rápidas e cumprem os prazos combinados. Quanto antes começar a produção ou a montagem das mercadorias, mais rapidamente elas saem para a entrega.

Tempo de produção

Acelerar a produção é perigoso, porque algo pode sair mal feito. Mas é sempre possível buscar mais produtividade, seja com a atualização do maquinário ou com a eliminação de pequenas tarefas que pouco acrescentam e tomam um tempo considerável.


Tempo de espera

Estudar o tempo de espera é identificar o tempo perdido, os gargalos que atrasam os processos. É importante identificar onde o tempo é perdido para encontrar soluções que interrompam esse desperdício.

Defeitos de produção

Erros causam prejuízo porque precisam ser corrigidos. E corrigir leva a tempo e pode resultar em atrasos. Invista tempo para descobrir onde os erros são mais frequentes e adote medidas para evitá-los para economizar tempo e dinheiro. 

Falhas de informação

Outra coisa que pode atrasar os processos são informações equivocadas. Informações erradas levam a decisões temerárias que, em geral, resultam em prejuízo. Não descuide do fluxo de informações e faça inventários com frequência para evitar surpresas negativas.

Tempo de transporte

Um dos meios mais eficientes para reduzir o lead time é diminuir o tempo de transporte. Como vimos acima, para reduzir o tempo de entrega é recomendável planejar bem as rotas, se possível, com o auxílio de dispositivos como GPS. Esses aparelhinhos recomendam não só os trechos mais curtos, mas também ajudam a desviar do trânsito carregado que tantas vezes é culpado pelos atrasos.

Copiado: https://www.cobli.co/blog

segunda-feira, 27 de abril de 2020

O que é Cross Docking?

O cenário empresarial da atualidade é de extrema competição, com o público cada vez mais informado, exigente e sensível ao preço, forçando as transportadoras e operadores logísticos a buscarem soluções como o cross docking para otimizar os custos dos seus processos logísticos.

O que é cross docking, afinal?

A expressão de origem inglesa cross docking pode ser traduzida como cruzamento de docas. Na prática, trata-se de um sistema diferenciado para a distribuição de mercadorias, de maneira que, ao chegarem aos centros de distribuição, já exista toda uma infraestrutura para que as cargas sejam separadas e enviadas a seus destinatários imediatamente, ou no máximo em 24 horas.
Essa configuração vem ganhando bastante espaço entre os comércios que dispensam uma estrutura física mais robusta. No entanto, devido ao alcance de seus resultados positivos, também tem chamado a atenção dos variados tipos de negócios de um modo geral.

Como funciona o cross docking?

Em uma operação logística na modalidade cross docking, os fornecedores entregam as mercadorias em um conjunto de docas, enquanto a equipe do armazém do operador logístico ou transportadora separa e organiza as cargas de acordo com os pedidos, em seguida acomoda os lotes nos veículos de entrega para seguirem viagem para entrega nos destinos finais. Veja no diagrama abaixo:
Cabe salientar que neste tipo de operação as mercadorias geralmente saem para entrega no mesmo dia, não permanecendo mais do que 24 horas no armazém, que serve apenas como área transitória para separação e manipulação das cargas.

Quais são os principais benefícios do cross docking?

O cross docking pode deixar a entrega mais ágil, reduzir a ocorrência de furtos e eliminar a necessidade de estocagem. Abaixo, acompanhe os principais benefícios.

Agilidade na entrega

A agilidade é um dos grandes destaques da modalidade cross docking. Isso porque, como não há o armazenamento dos produtos — assim que chegam às docas, eles já são conferidos, separados e enviados para o cliente final —, o tempo de entrega é muito menor do que nos procedimentos comuns.
O controle de qualidade na prestação do serviço também ganha eficiência, uma vez que as falhas com a entrega são reduzidas. Como resultado, é possível evitar remessas de produtos errados ou com defeito.

Redução de furtos

Um dos contratempos que acontecem com frequência para quem trabalha com a logística de estoque é que as mercadorias ficam mais expostas aos furtos. Tais circunstâncias geram não somente prejuízos financeiros, mas também refletem no atendimento ao cliente.
Nesse contexto, o sistema de cross docking é uma excelente alternativa para reduzir significativamente as possibilidades de furtos no centro de distribuição, pois o tempo de permanência dos itens por ali é o mínimo.

Melhor aproveitamento dos veículos de entrega

Devido a consolidação de cargas em rotas comuns, é possível fazer um melhor aproveitamento do espaço útil nos veículos de entregas que se destinam a atender cada localidade, o que se traduz em redução de custos e melhora da lucratividade da transportadora.

Redução de custo logístico

O primeiro reflexo do cross docking na otimização de custos diz respeito à eliminação do estoque. Nesse caso, haverá uma área específica para a separação de pedidos, mas não é necessário ter um local para armazenar os produtos. Isso naturalmente implica em menos despesas.
Por se tratar de uma dinâmica de trabalho mais enxuta, as operações ganham agilidade e os custos operacionais se reduzem. Uma vez associada a ferramentas tecnológicas, tais como sistemas TMS, leitura de etiquetas de código de barras, ela proporciona um ganho significativo de economia e produtividade — tudo acontece de forma ágil e utilizando menos recursos.

Eliminação da necessidade de estocagem

Como mencionado, a incorporação do cross docking na logística de uma empresa implica na eliminação da necessidade de estoque. As mercadorias apenas permanecem no centro de distribuição por um tempo mínimo necessário para a conferência, separação, preparação dos lotes para cada rota e
o envio.

Quais são os tipos mais comuns de cross docking?

O cross docking se apresenta em três tipos mais comuns. A seguir, veja quais são.

Movimentação contínua

Trata-se da espécie mais tradicional do cross docking, na qual o fornecedor, transportadora ou operador logístico recebe os produtos e os envia aos destinatários o mais rápido possível. A prática tem por objetivo evitar qualquer acúmulo em estoque.

Movimentação consolidada ou híbrida

O cross docking de movimentação consolidada ou híbrida é a modalidade que intercala a distribuição e o envio imediato de parte da carga com o direcionamento de alguns itens ao estoque. O objetivo é que sejam combinados a outros produtos que completam o pedido do cliente. Enfim, trata-se de quando nem todas as mercadorias chegam ao mesmo tempo e se espera para fazer uma única remessa.

Movimento de distribuição

Essa categoria normalmente é utilizada no modelo B2B (business-to-business), ou seja, entre empresas. A ideia é separar os pedidos de um único cliente, que tenham volume suficiente para preencher a capacidade do veículo — as chamadas cargas FTL (Full Truck Load).

Como implementar o cross docking?

A implementação do sistema cross docking deve ter como base o cumprimento rígido dos prazos informados aos destinatários das cargas, assim como o desenho e planejamento prévio dos processos operacionais. Para que a estratégia seja bem-sucedida, acima de tudo é preciso que o conjunto de ações planejadas funcione em sincronia. Por isso, é importante considerar os seguintes fatores:
  • o investimento em um software de gestão de transportes (TMS) adequado para este tipo de operação;
  • uma boa comunicação interna e externa;
  • o planejamento do processo logístico;
  • a qualificação do time de colaboradores;
  • a busca contínua por um atendimento de excelência ao cliente;
  • as negociações bem feitas com os fornecedores e parceiros de entregas.
Logo, colocar o mecanismo em prática requer o alinhamento das ferramentas certas com os processos de trabalho bem definidos e a capacitação de cada profissional. Além disso, é necessário conscientizá-los quanto à correta alimentação e utilização do sistema e cumprimento dos procedimentos padrão em cada função.
Com a apoio de um bom software TMS, por exemplo, gestor e colaboradores têm maior facilidade e domínio ao planejarem suas operações, pois sabem quando o produto será recebido, qual é seu destino e de que forma ocorrerá a distribuição. Mas, se nem todos estão habilitados para lidar com o recurso, o desempenho é fatalmente comprometido, já que a atividade fica sujeita a falhas no processo logístico.
Em meio à acirrada concorrência do mercado e à constante necessidade de otimizar processos e recursos, entender o que é cross docking e como implementá-lo da maneira correta na sua empresa consiste em um passo importante para conquistar melhores resultados. Os custos serão menores e a rapidez e o padrão de qualidade, maiores. Isso é sinônimo de clientes satisfeitos e crescimento das margens de 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Os Principais Tipos de Logística Reversa

Você já ouviu falar em logística sustentável
Sabia que existem vários tipos de logística reversa, ou seja, diversas formas de aderir a esta causa? Quando o assunto é a preservação do meio ambiente, empresa nenhuma pode ficar de fora, afinal, é compromisso de todos zelar pelo bem de nosso planeta.
A questão ambiental sempre foi de grande importância, e ganha ainda mais força com a Lei  Nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, responsável pela regulamentação da logística reversa. Esta Lei atribui responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos no ciclo de vida dos produtos, ou seja, fabricante, distribuidor, vendedor, consumidor, etc.
Hoje, a logística sustentável é uma das grandes tendências logísticas, fundamental para a construção de uma boa imagem para qualquer empresa que queira se destacar no mercado.
A preservação do meio ambiente e dos recursos naturais é cada vez mais importante, e as empresas precisam conhecer e aderir a essas práticas o quanto antes, de modo a garantir uma maior qualidade de vida para todos.
Pensando nisso, neste artigo vamos conhecer melhor esses conceitos, e listar os principais tipos de logística reversa, para que você possa conhecer e implementar novas ações em sua empresa, contribuindo tanto para o sucesso do seu negócio quanto para a preservação do meio ambiente.

Mas o que é logística reversa?

Antes de vermos quais sãos os principais tipos de logística reversa, vamos entender melhor a que se refere este conceito.
Por logística padrão, nos referimos ao processo de transporte, armazenamento e distribuição de matéria prima, produtos e mercadorias, que se inicia na indústria, passa por distribuidores e varejistas, até chegar ao consumidor final.
No caso da logística reversa, basta imaginar o processo contrário, quando esses produtos, por qualquer motivo, retornam a seus fabricantes, por meio de diferentes tipos de logística reversa.
No infográfico abaixo você pode ter uma visão mais clara de como funciona o Ciclo da Logística Reversa no caso das embalagens:

Qual é a importância de conhecer os diversos tipos de logística reversa?

Fazendo parte da chamada logística sustentável, os diferentes tipos de logística reversa contribuem para a preservação do meio ambiente.
Por meio dessas práticas, resíduos que antes seriam descartados de forma inadequada, poluindo rios e solos, podem retornar ao ciclo produtivo, servindo como matéria-prima para a fabricação de novos produtos, ou então, quando necessário, sendo descartados de forma ambientalmente correta.
Mas para que a logística reversa de fato funcione, um ponto fundamental é que os fabricantes criem as condições necessárias para resgatar produtos e resíduos após serem utilizados pelo consumidor final. No entanto, comerciantes, consumidores, Governo, etc. também precisam fazer suas partes, a fim de garantir uma maior eficiência desse processo.
Atitudes como esta fortalecem a imagem das empresas, pois demonstram consciência ambiental e preocupação com a preservação da natureza. Além disso, ainda é uma ótima maneira de reduzir custos, uma vez que diminui o desperdício de matérias-primas por meio do reaproveitamento e reciclagem de resíduos.
Logo, conhecer os diferentes tipos de logística reversa e adotar tais práticas no plano de gestão de sua empresa pode gerar vários benefícios para o meio-ambiente, tais como:
  • reduz o consumo e exploração de matéria-prima e recursos naturais;
  • evita desperdícios, por meio do reaproveitamento de matéria-prima;
  • reduz a incidência de descarte inadequado de produtos e resíduos no meio ambiente, reduzindo a contaminação de rios e solos;
  • reduz a poluição e diversos problemas associados à produção de gases tóxicos.

Quais são os principais tipos de logística reversa?

Após um produto ser vendido, há diferentes formas e motivos para ele voltar à sua origem, seja para ser recicladoreaproveitadorevendido ou até mesmo descartado.
Dentre o tipos de logística reversa que mais ocorrem no Brasil há basicamente dois grandes grupos que você confere a seguir.

Logística reversa de Pós-consumo

Tem por objetivo garantir que determinados produtos, após consumidos, tenham um destino adequado e sustentável. Neste caso há três caminhos:
  • Reuso – Quando o produto ainda está em condições de uso.
  • Reciclagem – Ocorre nos casos em que componentes do produto servem como matéria-prima para alimentar o ciclo de produção.
  • Desmanche – Refere-se a separação dos componentes do produto, direcionando cada parte a seu correto destino, seja reuso, reciclagem ou descarte ambientalmente adequado.
Os itens que se enquadram na logística reversa de pós-consumo são aqueles que, após serem usados, normalmente seriam descartados, mas ainda podem ser reaproveitados. Alguns exemplos são:
  • embalagens;
  • pilhas e baterias;
  • equipamentos eletrônicos;
  • pneus;
  • óleos lubrificantes;
  • lâmpadas fluorescentes;
  • agrotóxicos;
  • medicamentos;
  • dentre outros.

Logística reversa de Pós-venda

O sistema de logística reversa de pós-venda se refere a produtos com pouco ou nenhum uso que acabam retornando a cadeia de distribuição. Seu objetivo então é reinserir estes itens no mercado ou na cadeia produtiva. Há duas situações diferentes para esta categoria:
  • Varejo – Envolve produtos de devoluções em caso de arrependimento, escolha de modelo errado, defeitos, troca, etc.
  • E-commerce – Compreende produtos que, por qualquer motivo, não atenderam às expectativas de seus compradores, ou que apresentam algum defeito, problemas com a garantia, avarias, direito de arrependimento, etc.
Vale destacar que esta é uma etapa fundamental para a fidelização de clientes, uma vez que sua satisfação é um dos pontos mais importantes para que torne a comprar.

Outros tipos de logística reversa

Há casos em que produtos usados ou avariados são remanufaturados, por meio da combinação de peças novas ou reutilizadas, e retornam às prateleira para serem vendidos novamente como produtos recondicionados.
Outro tipo de logística reversa envolve as embalagens, que são produzidas de modo a serem reutilizadas diversas vezes, retornando constantemente à cadeia de suprimentos. Bons exemplos dessa categoria são garrafas retornáveis, galões de água e botijões de gás.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

INTELIGÊNCIA LOGÍSTICA: UM DIFERENCIAL PARA O SEU NEGÓCIO

A crescente globalização e acesso ao empreendedorismo fez com quem o Brasil se torna-se um dos países mais competitivos do mundo, com um mercado altamente exigente. 
Agora a satisfação dos clientes não dependem mais do básico, e sim de várias estratégias utilizadas para facilitar suas vidas e compras.
Para isso, muitas empresas tomam como principal método de crescimento, a Inteligência Logística, que são um conjunto de ações capazes de transformar completamente seus resultados. 
A Inteligência Logística otimiza todos os processos de uma empresa, seja de produção, entrega, prospecção até a venda, todos os setores vão reduzir falhas e custos, trazendo seu negócio para patamares inalcançáveis em relação à concorrência e conquistando satisfação total dos seus clientes.

Os primeiros passos para aderir uma Inteligência Logística para sua empresa são:


  • Planejamento
Planejamento é uma das ações mais importantes para uma empresa, necessário em qualquer setor, seja na fundação do seu negócio, no marketing e principalmente no setor logístico. Idealizar todos os passos a serem tomados, pela sua equipe de produção, transporte e vendas, reduzirá o risco de imprevistos e custos da sua empresa.
  • Inovação
Abrir sua mente para táticas inovadoras para seu negócio será decisivo para elevar-se no mercado. Ficar no passado só lhe trará prejuízos, invista em tecnologia e inovação para seguir um caminho de sucesso.
  • Criação de metas
Com datas e números computados e muito bem planejados, todos os seus funcionários terão um guia bastante funcional para seguir no dia-a-dia e alcançar êxito em suas ações e tarefas. Criar metas a partir da satisfação completa do cliente é uma forma de inspirar, impulsionar e supervisionar a sua equipe na obtenção de melhores resultados para sua empresa.

Os métodos utilizados pela Inteligência Logística são:
 Logística Enxuta:
O conceito asiático modelo da Toyota é referencial para Inteligência Logística em todos os setores industriais e de produção. Ele refere-se a formas de eliminar desperdícios operacionais e atividades desnecessárias, reduzindo a incidência de erros e retrabalhos.
  • Benchmarketing:
O Benchmarketing é um grande estudo sobre a concorrência, sobre as melhores táticas utilizadas e quais fariam sentido e trariam resultados para a minha empresa. Não se trata de copiar, mas de conhecer a minha concorrência e seguir os exemplos mais inteligentes e eficazes.
  • Treinamento:
Os processos tem imensa importância dentro de uma instituição, mas sabemos que eles são na maioria das vezes feitos pelas mãos humanas, sujeitas a erros. Por isso treinamento é uma das fases mais importantes para que todas as ações ocorram da melhor forma e para que o cliente saia satisfeito.
  • Mapeamento dos processos:
Por meio desta ação você pode analisar todos os processos e identificar seus problemas e resultados, aplicando correções imediatas e reduzindo custos.
  • Centralização de Informações:
Centralizar todas as informações e códigos em um só lugar pode agilizar processos e torná-los cada vez mais eficazes. Organize uma base de dados e consiga se comunicar mais rápido e fácil dentro da sua empresa.
  • Automação dos processos:
Investir em tecnologia é um dos principais passos para a eficiência logística do seu negócio. Com um software especializado, é possível ter um controle maior sobre os processos logísticos, de rotas, entregas e vendas. Obter informações de modo rápido e atualizados, monitorar frotas e pedidos, entre vários outros benefícios que uma ferramenta logística pode te oferecer.
Aderindo essas ações dentro da sua empresa você pode conquistar várias vantagens para sua empresa e conseguir metas inimagináveis para sua empresa.

  • Fidelização
Quem não quer ser parceiro de uma empresa que cumpre todas as promessas que faz? É essa a realidade de quem implementa Inteligência Logística no seu negócio, uma clientela completamente fiel e apaixonada pelo serviço que você proporciona.
  • Prospecção de clientes
Além de fidelizar os seus atuais clientes, você também refinará sua reputação no mercado e será capaz de prospectar vários outros clientes.
  • Diminuição de custos
Aprimorando a logística da sua empresa você vai eliminar todos os erros e diminuir drasticamente os custos de entrega, produção e venda na sua empresa. Somente com o aperfeiçoamento de entregas e vendas você pode ter uma grande economia de material e combustível impressionante.