quinta-feira, 17 de maio de 2018

O que é MINDSET - e como ele influencia na sua carreira?

Mindset é uma palavra da língua inglesa que significa “Mentalidade” ou “Atitude Mental”, ou ainda, “Modelos Mentais”.  
De acordo com Daniel Goleman, autor do best seller Inteligência Emocional, as fontes dos modelos mentais são a maneira pela qual os seres humanos organizam e dão sentido às suas experiências. Ainda segundo o autor, Goleman, o nosso comportamento é condicionado por modelos mentais.
De uma forma simplificada, um modelo mental é uma forma de enxergar o mundo.  As pessoas constroem e aplicam os seus próprios modelos mentais com base em quatro pilares:
  • Biologia: interpretação da capacidade de realização do ser humano com base nas suas limitações fisiológicas
  • Linguagem: é o meio no qual se estrutura a consciência do ser humano. 
  • Cultura: dentro de qualquer grupo - famílias, amigos, organizações e nações - os modelos mentais coletivos se desenvolvem com base em experiências compartilhadas.
  • Experiência pessoal: diz respeito à raça, sexo, nacionalidade, origem étnica, condição social e econômica, influências familiares, nível de educação, etc.,

A partir desses pilares fazemos nossas interpretações julgamentos e construímos nossas atitudes ou modelo mentais. 
Formamos nossas crenças e agimos segundo elas. Os comportamentos que temos a partir de nossas crenças e atitudes geram um determinado resultado, que pode ser limitante ou potencializador.


Assim, os Mindsets que adotamos são muito importantes para nossa carreira e para os bons resultados que desejamos. Quer entender de que forma? Vamos lá:
Nos dias atuais, nosso país, a economia e o mercado de trabalho passam por uma fase de recessão, uma instabilidade econômica e a todo o momento ouvimos a palavra crise. E o que mais desejamos é ver esse processo mudar. 
Se mergulharmos nos efeitos negativos, vamos afetar nosso desempenho e os números das empresas em que trabalhamos. Mas se ajustarmos o nosso mindset para enxergar na crise oportunidades e aproveitarmos esse momento para o desenvolvimento de competências que sejam essenciais para manutenção de seus empregos como a resiliência, produtividade e foco em resultados, acabamos por ter atitudes que incidam positivamente nos processos, gerando uma mudança de cenário.
Segundo os especialistas, existem dois grupos de mindset, que listamos abaixo e convidamos você a conhecer para que você possa usá-los em prol de promover as mudanças que desejar para  desenvolver sua carreira.
  • Mindset fixo: modelo mental que interpreta inteligência ou talentos como características inatas, que permanecem relativamente estáveis ao longo da vida. Mais limitante, esse modelo oferece uma ampla zona de conforto.
  • Mindset expandido: favorece uma visão de mundo na qual as mencionadas características podem ser desenvolvidas mediante o esforço. Esse modelo enxerga o ser humano em evolução, como potenciais a serem desenvolvidos.  

Se você deseja construir uma carreira sólida e de sucesso, você precisa trabalhar bastante sua atitude mental de forma que ela possa agir positivamente e te motive a provocar mudanças, nada de ficar parado, acomodado em zonas de conforto, e que te leve a focar naquilo que você mais deseja no momento: ser bem sucedido fazendo aquilo que gosta.

Os maiores “adversários” de sua carreira não estão no mercado de trabalho,  os maiores “adversários” estão dentro de você. 
Esses “adversários internos” se alimentam dos modelos mentais limitantes e negativos que matam sonhos e destroem seus projetos de vida.
Como disse o escritor Roberto Shinyashiki: Vencer não é competir com o outro. É derrotar seus inimigos interiores. Portanto, desafie o "mindset” negativo e esteja pronto para saborear novas vitórias!
Por Maura Xerfan - https://www.unicarioca.edu.br

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Como Falir seu E-Commerce em 10 passos

Passeando pelos diversos editoriais de negócios, economia e empreendedorismo disponíveis no vasto universo da Internet, não é difícil encontrar mensagens de otimismo, superação, casos de sucesso, muitas dicas e estratégias de como fazer suas vendas e popularidade decolarem na Web.
 Todas essas referências são válidas e muito úteis em algumas fases da vida do negócio, mas acredite: antes de tudo, é importante fazer um exercício para entender o que você pode fazer ou já estar fazendo para falir seu e-commerce.
Se você está lendo este artigo, muito provavelmente já empreende ou apresenta algum interesse em negócios online. Diante disso, já enfrentou desafios, momentos de dúvida, receios e talvez já tenha até pensado em desistir algumas vezes. Chegou a hora de conferir se você está no caminho certo para falir seu negócio online ou se ainda pode contar com algum tempo de vida empreendedora na Internet.
1. Não faça um plano de negócios
A primeira dica para ter um negócio predestinado à falência é não planejar, esteja você iniciando um empreendimento, ou com seu negócio online já em andamento. O planejamento proporciona uma visão mais ampla do seu negócio, dos concorrentes e dos clientes, além de proporcionar uma visão de médio e longo prazo da gestão de custos e a possibilidade de traçar planos alternativos para imprevistos. Portanto, não planejar e não reavaliar o plano constantemente são um tiro certeiro rumo à bancarrota.
2. Não aposte na tendência mobile
De acordo com a Pesquisa Anual do Uso de TI, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas em 2017, o Brasil já conta com mais de 200 milhões de smartphones em seu território, sendo cerca de 1 aparelho por habitante. Mas não é por isso que sua empresa vai perder tempo se antecipando a apostar na tendência de acesso e vendas via mobile, certo? Afinal de contas, se a ideia é falir, você deve esquecer completamente como deixar seu site responsivo e facilitar o check out na hora das compras. Isso fica para as empresas que querem ter um futuro de sucesso.
3. Não adote uma estratégia omnichannel
Omni o quê? Omnichannel! Essa expressão chegou com tudo no Brasil, nos últimos anos e ainda deixa muita gente de cabelo em pé. Ter uma estratégia omnichannel significa entender em que canais seus clientes estão, expor sua marca e contemplar grande parte desses canais na hora da venda. Para obter uma falência de sucesso, você tem dois caminhos principais a seguir, dependendo do seu “não planejamento”: 1) Tentar se colocar impulsivamente em todos os canais possíveis, sem ter uma estratégia adequada para isso; 2) Ou ignorar a tendência multicanal e continuar fazendo publicidade o mais tradicionalmente possível.
4. Não invista em estratégias de marketing online
Outra dica fundamental para passar despercebido perante seus concorrentes e clientes e ficar bem longe da internet. Afinal de contas, apesar do crescimento significativo da rede mundial de computadores, bom mesmo para acabar com as chances do seu negócio é ficar longe dessa agitação toda, certo?

5. Não perca seu tempo com redes sociais
O mesmo funciona para redes sociais. Para permanecer firme rumo à falência do seu e-commerce, ignore completamente a existência das redes sociais. Ah! Já tem um perfil criado em alguma delas? Não se preocupe, ainda dá tempo de fracassar em sua estratégia. Basta não cuidar da identidade da sua marca online; postar pouco, ou quase nada e, quando publicar algo, ser completamente desalinhado com o que se propõe o seu negócio. Seus clientes vão correr de você e, quem sabe, ainda falar mal do seu negócio nas redes.
6. Não se interesse em conhecer seu cliente
Um segredo precioso para quem deseja acabar com um negócio, especialmente online, o quanto antes: não dê ouvidos a seus clientes. Atendê-los mal, não fazer um acompanhamento pós-venda e não pensar em produtos que eles queiram consumir é chave para abrir as portas do fracasso. Afinal de contas, quem precisa de clientes?
7. Não olhe para seus concorrentes
Se, para falir seu e-commerce, você não precisa dar ouvidos aos seus clientes, o que dizer então dos concorrentes? Ignore-os. Prestar atenção na concorrência aumenta muito suas chances de melhorar suas estratégias e um negócio bem destinado ao insucesso jamais se preocupa com isso. Portanto, para reduzir muito as chances de sucesso de sua loja online, esqueça tudo o que ouviu falar sobre benchmark e vantagem competitiva.
8. Não invista em novas tecnologias
Todos os dias surgem novas ferramentas e tecnologias para facilitar o trabalho do empreendedor. Mas, em time que está dando certo não se mexe, certo? Então, para que seu negócio possa estar com dias contados de sobrevivência, não aposte em novas tecnologias e permita que sua loja online seja engolida pelas mudanças, sem fazer adaptações e melhorias em seus processos e ferramentas. Que tal experimentar um site não responsivo e que demora um bom tempo para carregar? Ou, quem sabe, só aceitar pagamentos à vista, porque não confia na segurança dos meios de pagamento? Estar obsoleto é uma excelente estratégia para ser abandonado por seus clientes. 
9. Não fique de olho nas tendências
Assim como no caso das tecnologias, uma opção para ser surpreendido e ter uma virada negativa no seu negócio é viver o hoje, ignorar completamente as tendências do seu segmento e do ramo de e-commerce em geral. O dinamismo dos negócios online vai fazer sua loja online comer poeira e ficar pra trás antes do que você imagina.

10. Não aprenda com seus erros
Por fim, sabemos que no decorrer da história, a vaidade já naufragou muitos projetos destinados ao sucesso. Portanto, uma das melhores maneiras de falir seu negócio é não aprender com seus erros, não ouvir seus colaboradores, sócios, parceiros, nem interpretar os sinais do mercado para estabelecer planos mais eficientes. Ou seja, repetir estratégias mal sucedidas incansavelmente pode enterrar seu negócio definitivamente.
Se você leu esses dez passos e ainda está se perguntando o porquê de estarmos dando dicas para falir um e-commerce, é hora de deixarmos claro que tudo não passa de uma grande ironia e o nosso verdadeiro conselho é que você siga exatamente o contrário desses passos. Afinal, desejamos sucesso e vida longa para seu e-commerce.
 Por: Manuella Lima - http://www.varejista.com.br

terça-feira, 15 de maio de 2018

Fake News e Bots podem ser tornar perigosas ameaças às empresas

De acordo com Bernardo Lorenzo-Fernandez, da consultoria de Inteligência Digital Folks Netnográfica, esta relação merece muita atenção, pois as empresas podem estar jogando dinheiro fora ou arriscando sua imagem sem saber.

Mas, o que são fake news e bots? 
Que fake news não é notícia verdadeira, todo mundo sabe, mas pouca gente sabe que é também um ótimo negócio. 
São geradas a baixo custo, em alta velocidade, com títulos chamativos, em grande quantidade. “Existem muitas páginas de notícias deste tipo, com alta audiência. Têm aparência de portais noticiosos independentes, podem até ter um editor, sempre com perfil falso. Todas são  desenhadas para atrair tráfego. Oferecem espaços de exibição de publicidade a baixo custo e conseguem enganar os otimizadores de mídia. Quando são descobertos, os donos, que são difíceis de identificar, fecham a página imediatamente e abrem outra similar em outro endereço, normalmente fora do Brasil”, explica Lorenzo-Fernandez.
Já os robôs são programas que agem de forma autônoma na internet, simulando o comportamento humano. 
“São perfis falsos nas redes sociais. Bots ficam amigos de outros bots, e também de pessoas reais que não sabem da existência deles. São programados para visitar todo tipo de destino na internet, inclusive os portais de notícias falsas e as redes sociais. Simulam uma multidão de pessoas conversando ou vendo seu anúncio, só que é tudo artificial. Agem freneticamente: tanto para difundir opinião e fake news  por meio de massificação (cut/paste), a serviço de algum interessado, que paga os programadores; bem como para inflar as audiências de publicidade, enganando os otimizadores de compra de mídia. ”. 

Esta avalanche de tráfego falso é chamada de NHT, isto é, tráfego não humano, na sigla em inglês.
E é tudo isso que transforma estes dois temas em uma armadilha para o mercado empresarial.  O executivo alerta ainda que cada vez mais verbas do orçamento de Marketing das empresas têm sido alocadas para o Digital. 
Mas os algoritmos de compra de mídia não distinguem adequadamente robôs de humanos e nem os portais idôneos dos de fake news. “Sua empresa pode estar pagando por audiência falsa, jogando dinheiro fora. Sua publicidade pode estar patrocinando portais de fake news, e sabe-se lá que tipo de interesses escusos por trás deles. O risco de associar sua imagem e marca a páginas falsas e seu orçamento a tráfego não humano não pode ser ignorado”, revela.
Lorenzo-Fernandez alerta que as empresas devem estar conscientes dos riscos. Ao associar sua publicidade ao lado de conteúdos inadequados, sabe-se lá que tipo de interesse a empresa estará inadvertidamente patrocinando; e quanto dinheiro estará desperdiçando com audiências falsas. “Para o bem e para o mal, é impossível entender a sociedade de hoje sem levar em consideração cuidadosa os impactos do Digital. Trata-se de um mundo novo, nem sempre admirável.  Juntamente com as oportunidades do Digital, vieram também novas ameaças”, conclui.
Copiado: https://loocalizei.com.br

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Análise de Indicadores Financeiros: Como e Por Que Fazer?



A análise de indicadores financeiros é a uma importante maneira através da qual as empresas podem medir seu desempenho no mercado.
Para sobreviver diante de uma concorrência acirrada, as empresas não devem apenas vender, mas oferecer valor para os clientes.
Dessa forma, é preciso gerenciar cada variável que interfere direta e indiretamente no desempenho econômico da organização.
É por meio da análise de indicadores financeiros que os gestores conseguem obter um panorama da saúde financeira do negócio.
Seja para garantir a estabilidade financeira ou avaliar a viabilidade de investimentos, é fundamental que toda a empresa, sobretudo o setor financeiro, tenha o hábito de produzir demonstrativos periodicamente.
Com esses números, é possível analisar os pontos fortes e fracos na gestão e na estratégia da organização e corrigi-los.
No entanto, um demonstrativo financeiro pouco diz sobre o sucesso da empresa se os gestores não estabelecerem indicadores financeiros. Eles que serão capazes de avaliar os resultados financeiros, a partir de metas pré-estabelecidas.
Diante disso, preparamos este artigo para apontar as principais métricas para fazer uma ótima análise de indicadores financeiros e impulsionar os resultados do seu negócio. Bom trabalho!
Os principais indicadores financeiros para o seu negócio
Os indicadores financeiros podem ser organizados em quatro grandes grupos, de acordo com a origem dos dados e os objetivos de sua análise.
Assim, para começar sua análise de indicadores financeiros, saiba que existem métricas de:
  •  Liquidez, 
  • Rentabilidade, 
  • Estrutura de Capital e 
  • Atividade.
Indicadores de Liquidez - Medem a capacidade da empresa de satisfazer suas obrigações de curto prazo, como o pagamento das dívidas na data de vencimento. Refere-se à solvência da situação financeira da empresa.
Liquidez Corrente (LC)  - Mostra quanto a empresa possui em dinheiro e bens disponíveis, para pagar suas dívidas no curto prazo.
Chega-se a ele dividindo o ativo circulante (AC) pelo passivo circulante (PC). O ideal é que o indicador fique acima de 1, garantindo assim que a empresa tem como arcar com seus compromissos.
LC = AC / PC
Liquidez Seca (LS)  Indica quanto a empresa consegue pagar suas dívidas, mas desconsiderando seus estoques, que podem estar obsoletos e não condizer com a realidade dos saldos apresentados.
Na Liquidez Seca, retira-se do ativo circulante a conta de estoque.
LS = (AC – Est) / PC
Liquidez Imediata (LI) - Esse indicador aponta a capacidade de pagamento das dívidas da empresa de maneira imediata.
Corresponde a uma estimativa de quanto a empresa consegue pagar das suas dívidas com o capital disponível – caixa, banco e aplicações financeiras de retirada imediata.
LI = Disponibilidades / PC
Liquidez Geral (LG) - Expõe a quantia que a empresa detém em dinheiro, bens e direitos realizáveis a curto e longo prazo, para pagar todas as suas dívidas, caso a organização fosse encerrar suas atividades imediatamente.
O cálculo se dá pela soma do ativo circulante com o ativo não-circulante, dividido pelo passivo circulante somado ao passivo não-circulante.
LG= (AC + ANC) / (PC + PNC)
Indicadores de Rentabilidade - Os indicadores de rentabilidade são aqueles que permitem avaliar os lucros da empresa em relação a um dado nível de vendas, ativos e capital investido.
Retorno Sobre Investimento (ROI) - Também conhecido como taxa de retorno, o ROI indica o lucro que a empresa alcança em relação aos investimentos realizados.
Nada mais é que a relação entre a quantidade de dinheiro investido em uma empresa e quantidade de dinheiro conquistado.
O cálculo corresponde à divisão do lucro líquido pela soma do ativo circulante com o ativo não-circulante.
ROI= LL / (AC + ANC)
Retorno Sobre Patrimônio (ROE) - Esse indicador mede quanto de lucro a organização gera em relação aos investimentos dos acionistas e/ou proprietários da empresa.
O ROE mede a capacidade de rentabilidade de uma empresa, já que o lucro é o objetivo do investidor devido ao risco do negócio.
Para calcular o ROE, basta dividir o lucro líquido pelo patrimônio líquido.
ROE = LL / PL
Margem Operacional - Esse indicador é o percentual que sobra das vendas depois que todas as despesas, exceto o Imposto de Renda, já foram pagas.
O número é gerado em porcentagem, obtido pela divisão do montante absoluto referente às vendas pelo resultado operacional também absoluto.
Se uma empresa vendeu R$7.000,00 em um mês, por exemplo, e sua margem operacional absoluta é de R$700,00, o indicador será 10%.

Margem EBITDA - Esse é um indicador que tem a preferência de muitos gestores, uma vez que exclui despesas financeiras e depreciação.
O EBITDA, sigla da expressão inglesa para lucros antes de juros impostos, depreciação e amortização, é um cálculo que avalia a aproximação do impacto das vendas no caixa da empresa.
O EBITDA dá a ideia de retorno em termos de dinheiro no caixa da empresa.
Um primeiro passo é calcular o lucro operacional, que é obtido com a subtração, a partir da receita líquida, do custo das mercadorias vendidas, das despesas operacionais e das despesas financeiras líquidas.
Já para calcular o EBITDA, é preciso somar ao lucro operacional a depreciação e amortização inclusas no CMV e nas despesas operacionais.
Indicadores de Estrutura de Capital - Esses indicadores permitem calcular a posição de endividamento, a capacidade da empresa em gerar caixa suficiente para pagar os juros de suas dívidas e/ou garantir o crescimento sustentado de suas atividades (taxa de retenção).
Esses índices apresentam as fontes de captação de fundos, revelando o grau de endividamento da empresa e procura retratar a posição do capital próprio.
Participação de Capitais de Terceiros (PCT) - Indica o percentual de capital de terceiros em relação ao patrimônio líquido, retratando a dependência da empresa em relação aos recursos externos.
O cálculo se dá pela divisão do patrimônio líquido pela soma do passivo circulante com o passivo não-circulante.
PCT= PL / (PC + PNC)
Composição do Endividamento (CE) - Indica quanto da dívida total da empresa deverá ser pago a curto prazo, isto é, as obrigações a curto prazo comparadas com as obrigações totais.
Se a dívida é muito alta e está concentrada no curto prazo, a situação é perigosa, já que há uma pressão pela liquidação dos débitos.
CE= PC / (PC + PNC)
Endividamento Total/Patrimônio - Expressa a relação entre o que a empresa deve a terceiros e o que foi investido pelos acionistas.
Um índice elevado pode dificultar o levantamento de novos financiamentos ou pressionar a capacidade de geração de caixa da empresa.
Cobertura de Juros - Mede a capacidade da empresa de pagar os juros contratuais da sua dívida sem comprometer a sua geração de caixa.
Indicadores de Atividade - Os Indicadores de Atividade medem a rapidez com que várias contas da empresa são convertidas em vendas ou caixa.
Giro de Caixa - Em geral, quando o índice de liquidez corrente de uma empresa é baixo, significa que giro de caixa é alto, ou seja, o dinheiro que a empresa recebe pelas suas vendas é rapidamente usado para financiar suas atividades.

A relevância da análise de indicadores financeiros - Fazer a análise de indicadores financeiros do seu negócio é muito importante para tomar decisões mais seguras na organização, como na hora de investir, lançar novos produtos e alterar fornecedores.
Lembre-se sempre que a análise de indicadores financeiros não pode ser feita de forma isolada, dando margem para equívocos.
É necessário conhecer profundamente a atividade da sua empresa e entender a relação entre os resultados apresentados em cada indicador.
Quer tornar a análise de indicadores financeiros uma atividade mais satisfatória? Aprenda agora mesmo a melhorar os resultados da sua empresa com o e-book Lucratividade x Rentabilidade: quais as diferenças?.
Copiado: https://blog.keruak.com.br 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Resiliência para a Vida

Se existe uma história de vida que me agrada demais, sem dúvidas é a de Nelson Mandela. Em um período onde a segregação racial era fortíssima, Mandela foi um símbolo mundial na luta contra o Apartheid. Nelson ficou 27 anos recluso em uma cela minúscula, privado de sua vida, de sua luta e de sua família.

A PERSONIFICAÇÃO DA RESILIÊNCIA

O que mais me chama a atenção, após sua liberdade, Mandela nunca aparentou ódio ou desejo de vingança pelo o que lhe ocorreu. Muito pelo contrário, seus discursos sempre foram serenes em suas mensagens de paz. Seu desejo de ajudar as pessoas que sofriam com o preconceito foi repercutido em todo o mundo, rendendo a Mandela um Prêmio Nobel da Paz em 1993. 
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou o seu passado, ou sua religião. As pessoas aprendem a odiar, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto”.
Como alguém que fica por quase três décadas em reclusão, por lutar pelos direitos de sua gente consegue sair da prisão uma pessoa completamente serena e pregando a paz? Existem diversas histórias incríveis sobre resiliência (inclusive você pode ter a sua própria) mas nenhuma, na minha opinião, consegue inspirar dias melhores tanto quanto a de Mandela.

A RESILIÊNCIA NO DIA A DIA

A vida vai nos derrubar diversas e diversas vezes e não é só você que vai levar aquela rasteira quando pensou que estava conseguindo. Isso acontece comigo, com pessoas ao seu redor e para falar a verdade com todo mundo. A diferença é a forma como lidamos com a situação. 
Segundo o dicionário, no sentido figurado, a palavra resiliência significa a capacidade de retomada; a capacidade de se adaptar a má sorte ou às mudanças que acontecerem durante o percurso. Enquanto algumas pessoas não conseguem lidar com estresse, obstáculos, pressão em situações adversas, vencedores desenvolvem essa característica naturalmente durante o seu percurso.
O motivo para cada um se tornar resiliente é particular, mas a origem da resiliência é igual para todos, é uma força que emana de dentro de cada um, algo interno. O que mais me fascina sobre a resiliência é a possibilidade dela oferecer às pessoas a capacidade para se adaptarem e mudarem totalmente o percurso. Os resilientes jogam o jogo com outras regras.
Preparado para identificar algumas situações onde a resiliência está presente e refletir sobre elas?

CONTROLE EMOCIONAL EM SITUAÇÕES DE ELEVADA PRESSÃO

A pessoa que possui essa característica consegue administrar o seu tipo de comportamento em qualquer situação. Ao mesmo tempo que existem pessoas que por qualquer coisinha perdem a cabeça e estão fazendo besteira, existem as resilientes que conseguem controlar suas emoções e não se deixam levar pelo momento de pressão.
Esse comportamento se manifesta em diversas situações. Imagine aquele craque que vai bater o pênalti que irá decidir a Copa do Mundo com a torcida adversaria inteira vaiando, se ele não se controlar emocionalmente, a pressão pode fazer influência sobre sua capacidade de realizar a cobrança. Outra situação que demanda um grande auto controle das emoções é no poker, onde em grandes campeonatos os jogadores não devem demonstrar nenhum tipo de reação ao desfecho das jogadas, porque se demonstrarem isso dará uma vantagem para o oponente.
Falando mais no âmbito pessoal, existem as pessoas que conseguem ouvir tudo e continuarem caladas por saberem não aquele o melhor momento para se debater, pois os nervos estão a flor da pele. Existem pessoas que estão em situações desesperadoras e se mantêm calmas. Já vi pessoas que não esboçaram nenhuma reação em enterros de familiares muito próximos (e isso me deixou bem surpreso).

OTIMISMO PARA COM A VIDA

A gente pode notar esse tipo de comportamento, por exemplo, em pessoas que vivem na extrema pobreza e mesmo assim sempre estão de “bem com a vida”. O otimismo com a vida serviu como uma espécie de combustível para que, mesmo vivendo em um ambiente desfavorável, não perdessem o foco para realizar a mudança desejada em sua vida. Por isso tantas pessoas que conseguiram alcançar seus objetivos pessoais e profissionais nunca perdem seus hábitos e costumes de suas origens humildes.
Já conheci diversas pessoas com essa característica, sempre felizes com a vida e com o pensamento positivo (alguns podem relacionar isso com a lei da atração) e sonhadoras. As pessoas que adquirem esse comportamento geralmente são pessoas cativantes, são maduras e não costumam desistir mesmo que a situação não seja favorável.

AUTOCONFIANÇA

O tipo de comportamento que talvez seja a personificação do vencedor, mas pode ser traiçoeiro, pois possui duas facetas. Existem aqueles que simulam esse tipo de comportamento para esconder o quanto na verdade são inseguras: são pessoas convencidas que se convenceram de que na verdade não conseguem dar conta do recado.
Uma das formas mais eficazes de se desenvolver comportamento autoconfiante, desenvolve-se pela excessiva tomada de riscos, pelo fato de que quando sentimos algo na pele isso fica marcado em nosso subconsciente. O fato é: quando não há mais medo de arriscar, o medo não as prende. E isso forja pessoas autoconfiantes.
Outro ponto chave da autoconfiança é a preparação. Pessoas que se dedicaram sabendo do sobre o que estava por vir e amam o que fazem. Vejo essa característica se manifestar muito em atletas de ponta, tais como Cristiano Ronaldo, Floyd Mayweather e Usain Bolt, pois sabem de seu potencial e dão duro na preparação para suas respectivas competições.
No mundo dos negócios também existem casos com esse tipo de comportamento. Pense nos idealizadores do serviço de streaming Netflix, que está batendo de frente com as principais emissoras de televisão do mundo. É necessária muita autoconfiança para brigar com os tubarões do seu setor para conquistar seu espaço. Pessoas que estão em posições de liderança também precisam ser autoconfiantes, porque muita gente irá voltar seus olhos para o líder quando as coisas não estiverem indo muito bem ou quando precisarem de apoio.

Copiado: https://trendr.com.br/

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A Economia da Recorrência veio para ficar

Já parou pra pensar na transformação que está sendo parar de ter coisas para ter acesso a elas? 
Entenda como, na economia da recorrência, as marcas focam em construir relações de valor com seus clientes para mantê-los por um longo tempo.
Se você viveu no planeta Terra nos últimos 10 anos, com certeza já se deparou e mesmo se acostumou com o modelo de assinatura de serviços – ou mesmo de produtos – no qual você paga de forma recorrente pelo acesso.
Num piscar de olhos, conseguimos enumerar facilmente vários serviços que ou você consome ou já ouviu falar. 
Quer ver só? Netflix, Spotify, RD Station, TV a cabo, serviços de marketing, bebidas (vinho, cerveja, café)… A lista é longa.
Nesta nova economia dos pagamentos recorrentes, ou economia da recorrência, as marcas mais bem-sucedidas focam em construir relações de valor com seus clientes para mantê-los por um longo período de tempo.
Empresas de software foram as pioneiras nessa nova onda do modelo recorrente. Vale ressaltar que este modelo é muito mais antigo – jornais e revistas existem há décadas operando com assinaturas; TV a cabo também. Se você tem mais de 30 anos, deve se lembrar do Círculo do Livro, que fez muito sucesso com assinatura de livros aqui no Brasil.
Com o surgimento da computação em nuvem, hoje praticamente todo software é vendido como uma assinatura (Software as a Service ou SaaS) e não como era antigamente, quando os programas eram vendidos em caixinhas e precisavam ser instalados no computador.
A Salesforce, uma das precursoras desse movimento, nunca vendeu uma licença do seu CRM – desde a fundação, sempre trabalhou no formato de assinatura. Outra gigante do mercado, a Adobe, não vende mais licenças de seus famosos softwares de edição gráfica, como o Photoshop. Agora é tudo assinatura. Até mesmo o banco de imagens Shutterstock não vende mais imagens avulsas. 
Quer ter acesso? Tem que assinar. Há algumas semanas, o Uber lançou, nos Estados Unidos, uma assinatura para corridas ilimitadas – o Uber Plus.
Já parou pra pensar na tremenda transformação que foi/está sendo parar de ter coisas para ter acesso a elas?

Por que negócios de assinaturas são diferentes?

Inúmeros mercados trabalham com a recorrência, como Software as a Service (SaaS), plataformas digitais, clubes de assinaturas, empresas de serviços, administradoras de imóveis e condomínios, academias, cursos, entre outros.
Neste modelo, existem duas vendas, por assim dizer, que precisam ser concretizadas: 1) Conquistar – a boa e velha venda; e 2) Fidelizar – foco em maximizar o tempo de vida, aumentando, assim, o lucro obtido.
Uma das principais diferenças entre negócios transacionais e recorrentes é o modelo de gestão financeira e o acompanhamento de indicadores e métricas. Em vez de vender uma vez um produto, o que ocorre é a venda de uma assinatura, mudando assim praticamente todas as principais métricas e análises.

Fidelizar é chave para o crescimento - 

Nessa economia, as empresas precisam entender que a satisfação do cliente vem em primeiro lugar. O grande desafio é provar-se útil e interessante por tempo suficiente para que haja lucro para a empresa no relacionamento. Em outras palavras, o valor financeiro deixado pelo cliente precisa ser maior do que o custo feito para conquistá-lo. Mais do que isso, nunca a expressão “ganha-ganha” foi tão importante como agora.
Para a empresa, os benefícios de um negócio baseado em assinaturas são claros: faturamento previsível, redução do custo de aquisição dos clientes, fluxo de caixa estável. Além, é claro, da proximidade com o cliente e possibilidade de vender outros itens ou aumentar o ticket ao longo do tempo.

A aquisição de clientes é um processo tão custoso que normalmente leva-se meses para que esse valor volte e, em alguns casos, anos para que esse cliente passe a dar lucro.
Por isso, se sua empresa não consegue manter o cliente fidelizado por um tempo mínimo, não adianta combater esse problema trazendo novos clientes. Já ouviu falar na expressão “balde furado”? Por mais que você encha, vai continuar vazando.
Dada essa importância, empresas que trabalham com assinaturas costumam investir bastante em seus departamentos de Sucesso do Cliente (Customer Success). Além disso, são responsáveis por trazer demandas e ideias de clientes para o aprimoramento do negócio.
Por outro lado, se um cliente está descontente, irá cancelar, levando consigo os custos investidos para conquistá-lo. Isso cria uma dinâmica de gestão diferente de um negócio tradicional em sua essência.
Além de não ser “apenas” a venda de um serviço recorrente, o cliente enxerga a solução contratada (seja o que for, de software à entrega de roupas lavadas semanalmente em sua casa) realmente como um serviço – ou seja, ele precisa estar constantemente satisfeito para continuar pagando.
Copiado: https://resultadosdigitais.com.br

terça-feira, 8 de maio de 2018

O O que é o CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas?

É um sistema de padronização, usado em todo o território nacional, dos códigos de atividades econômicas e dos critérios de enquadramento usados pelos mais diversos órgãos da administração tributária do Brasil.
O sistema é organizado juntamente pela Comissão Nacional de Classificações-CONCLA, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE e pela Secretaria da Receita Federal.
Todos os agentes econômicos, públicos e privados, que atuam na produção de bens e serviços, inclusive estabelecimentos agrícolas, pessoas físicas autônomas e instituições sem fins lucrativos, devem constar do cadastro.
Objetivos
Melhorar a qualidade das informações dos cadastros que dão suporte às decisões da administração pública nas esferas municipal, estadual e federal na área econômico-tributária.
E por que é tão importante saber a classificação das atividades no CNAE?
Porque é através desse sistema de padronização que as empresas saberão, exatamente, em qual código CNAE suas atividades se enquadram.
Além de evitar multas, a correta classificação pode, entre outras vantagens, definir, inclusive, o regime tributário de uma empresa.
Vejamos alguns exemplos de benefícios gerados pela correta classificação CNAE:
  • Desoneração da Folha de Pagamentos
Uma das maneiras de saber se sua empresa deve pagar contribuição sobre a folha de pagamento ou sobre o faturamento é conhecendo o código CNAE que define a atividade por ela exercida. Dessa forma, uma classificação precisa, nesse sentido, pode evitar o pagamento de tributos incorretos, por exemplo. Para tanto, é fundamental uma análise criteriosa, por parte do empresário, no sentido de definir exatamente as atividades realizadas pela empresa.

  • Correto enquadramento sindical
Cada sindicato possui suas próprias convenções que, por suas vezes, apresentam obrigações distintas. Essas obrigações podem interferir no piso salarial, na imposição dos benefícios da categoria, na carga horária de trabalho, ou em outras obrigações que podem ser equivocadamente acatadas caso haja erro na classificação do CNAE. Logo, um erro de classificação nesse caso pode acarretar desde pagamentos indevidos, à falta de cumprimento de obrigações que podem, entre outras consequências, gerar altíssimas multas.
  • Evitar pagamento de tributos incorretos
Alguns órgãos têm a data de vencimento dos tributos determinada pelo CNAE. Sendo assim, uma classificação errada pode, possivelmente, forçar a antecipação de um pagamento ou até mesmo implicar no pagamento de um imposto em atraso, o que pode gerar juros e multas desnecessárias.
  • Usufruir dos benefícios do Simples Nacional
É pela classificação do CNAE que se define se uma empresa pode ou não se enquadrar no regime do Simples Nacional, logo, um enquadramento errado pode excluí-la desse regime, obrigando-a a outros regimes tributários menos benéficos.
Como saber se sua empresa se enquadra no Simples Nacional pelo código CNAE?
Antes de mais nada, você deve encontrar o código CNAE correspondente às atividades realizadas pela sua empresa. Em seguida, consulte o Anexo VI da Resolução CGSN, no site da Receita Federal  para saber se ele é ou não impeditivo para o Simples Nacional.
Empresas da subclasse 3511-5/01 – transmissão de energia elétrica -, por exemplo, não podem se registrar no regime do Simples Nacional.
Como consultar a CNAE?
O número do CNAE é composto por 7 dígitos, sendo uma classificação estruturada de forma hierarquizada em cinco níveis, com 21 seções (primeiro dígito), 87 divisões (segundo dígito), 285 grupos (terceiro dígito), 672 classes (quarto dígito + um dígito verificador) e 1318 subclasses (dois dígitos após o dígito verificador). Exemplo: 6821-8/01 – Corretagem na compra e venda e avaliação de imóveis.
Este número deve ser determinado no momento do cadastro do CNPJ da empresa, para especificar quais atividades serão seu objetivo.

Vale lembrar que, mesmo que sua micro ou pequena empresa realize, simultaneamente, várias atividades permitidas pelo o Simples Nacional, basta uma delas ser impeditiva para que a empresa não esteja mais apta a se registrar por esse regime.
Para consultar em qual classificação sua empresa se encaixa, você deve consultar o site da CNAE e digitar a palavra-chave ligada à atividade da sua empresa na caixa de pesquisa. Por exemplo, escreva comércio de bebidas, clique em pesquisar e escolha, dentre as opções disponíveis, aquela que melhor se adaptar ao seu negócio.
Outra opção é clicar em “Estrutura”, observar as telas com as divisões gerais das atividades do CNAE e ir clicando sobre as opções apresentadas, na medida em que forem ficando mais específicas.
Por exemplo, se você tem uma escola de educação fundamental, deverá clicar em “Estrutura” e então:
85 – Educação
851 – Educação infantil e ensino fundamental
8513-9 – Ensino fundamental
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