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terça-feira, 25 de junho de 2019

Como a Metrologia ajuda na Qualidade e Produtividade da sua Empresa

A metrologia é a ciência de medição, e como já foi visto em outro artigo – Onde a Metrologia afeta seu dia-a-dia, afeta diferente aspectos em nossas vidas e relações de consumo. Mas, um dos fatores mais importantes para uma empresa é entender como a metrologia pode ajudar na busca por resultados melhores de qualidade e produtividade.
O uso de equipamentos de medição é uma questão obrigatória para qualquer empresa de manufatura, prestador de serviço, etc. Não é possivel imaginar um produto sendo fabricado sem a utlização de diferentes tipos de medições. As medições e seus resultados estão em diferentes etapas do processo de produção e afetam diretamente a capacidade de produção, qualidade e custos da empresa.

A busca pela melhoria da produtividade é uma questão fundamental para que qualquer empresa que deseje crescer ao longo do tempo. Mas é preciso entender o conceito de produtividade.

O conceito de produtividade  não está ligado ao aumento na produção, mas sim a dimunição de desperdicios. Uma empresa que aumenta sua produtivade é capaz de realizar a mesma produção com um custo menor, em um tempo menor, com a utilização de menos recursos, etc.

O primeiro passo para melhorar a produtividade é conseguir mensurar corretamente essa produtividade. Um ponto fundamental é que os processos de medição sejam confiáveis e fornecam informações que possam subsidiar decisões assertivas e que realmente impactem no ganho de produtividade.


A medição da produtividade é realizada, geralmente, em diferentes etapas de uma produção. Para obter a produtividade é necessário medir a produção, os retrabalhos, o tempo gasto na produção, volume de horas trabalhadas, entre outros indicadores que combinados possibiltam uma análise detalhada da produtividade.

Atualmente, o conceito da qualidade está diretamente ligado ao atendimento aos requisitos do cliente e/ou partes interessadas. A definição e entedimento dos requisitos do cliente são etapas fundamentais para a busca pela qualidade.

Para avaliar o atendimento aos requisitos do cliente e evidenciar a qualidade de um produto ou processo é necessário a realização de medições. Entrentanto os processos e equipamentos de medição não são tratados ou avaliados como um processo.

A aquisição de um equipamento de medição, frequentemente, é realizada sem a avaliação dos cirtérios necessários para que o equipamento de medição possa arender aos requisitos do cliente. A definição dos requisitos de medição ou dos requisitos dos processos de medição é fundamental para a confiança dos resultados observados.

Somente com resultados de medição confiáveis podemos obter indicadores e métricas confiáveis, possibilitando decisões assertivas. A obtenção da melhoria continua somente é possível quando as decisões e ações produzem o resultado esperado.

terça-feira, 8 de maio de 2018

O O que é o CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas?

É um sistema de padronização, usado em todo o território nacional, dos códigos de atividades econômicas e dos critérios de enquadramento usados pelos mais diversos órgãos da administração tributária do Brasil.
O sistema é organizado juntamente pela Comissão Nacional de Classificações-CONCLA, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE e pela Secretaria da Receita Federal.
Todos os agentes econômicos, públicos e privados, que atuam na produção de bens e serviços, inclusive estabelecimentos agrícolas, pessoas físicas autônomas e instituições sem fins lucrativos, devem constar do cadastro.
Objetivos
Melhorar a qualidade das informações dos cadastros que dão suporte às decisões da administração pública nas esferas municipal, estadual e federal na área econômico-tributária.
E por que é tão importante saber a classificação das atividades no CNAE?
Porque é através desse sistema de padronização que as empresas saberão, exatamente, em qual código CNAE suas atividades se enquadram.
Além de evitar multas, a correta classificação pode, entre outras vantagens, definir, inclusive, o regime tributário de uma empresa.
Vejamos alguns exemplos de benefícios gerados pela correta classificação CNAE:
  • Desoneração da Folha de Pagamentos
Uma das maneiras de saber se sua empresa deve pagar contribuição sobre a folha de pagamento ou sobre o faturamento é conhecendo o código CNAE que define a atividade por ela exercida. Dessa forma, uma classificação precisa, nesse sentido, pode evitar o pagamento de tributos incorretos, por exemplo. Para tanto, é fundamental uma análise criteriosa, por parte do empresário, no sentido de definir exatamente as atividades realizadas pela empresa.

  • Correto enquadramento sindical
Cada sindicato possui suas próprias convenções que, por suas vezes, apresentam obrigações distintas. Essas obrigações podem interferir no piso salarial, na imposição dos benefícios da categoria, na carga horária de trabalho, ou em outras obrigações que podem ser equivocadamente acatadas caso haja erro na classificação do CNAE. Logo, um erro de classificação nesse caso pode acarretar desde pagamentos indevidos, à falta de cumprimento de obrigações que podem, entre outras consequências, gerar altíssimas multas.
  • Evitar pagamento de tributos incorretos
Alguns órgãos têm a data de vencimento dos tributos determinada pelo CNAE. Sendo assim, uma classificação errada pode, possivelmente, forçar a antecipação de um pagamento ou até mesmo implicar no pagamento de um imposto em atraso, o que pode gerar juros e multas desnecessárias.
  • Usufruir dos benefícios do Simples Nacional
É pela classificação do CNAE que se define se uma empresa pode ou não se enquadrar no regime do Simples Nacional, logo, um enquadramento errado pode excluí-la desse regime, obrigando-a a outros regimes tributários menos benéficos.
Como saber se sua empresa se enquadra no Simples Nacional pelo código CNAE?
Antes de mais nada, você deve encontrar o código CNAE correspondente às atividades realizadas pela sua empresa. Em seguida, consulte o Anexo VI da Resolução CGSN, no site da Receita Federal  para saber se ele é ou não impeditivo para o Simples Nacional.
Empresas da subclasse 3511-5/01 – transmissão de energia elétrica -, por exemplo, não podem se registrar no regime do Simples Nacional.
Como consultar a CNAE?
O número do CNAE é composto por 7 dígitos, sendo uma classificação estruturada de forma hierarquizada em cinco níveis, com 21 seções (primeiro dígito), 87 divisões (segundo dígito), 285 grupos (terceiro dígito), 672 classes (quarto dígito + um dígito verificador) e 1318 subclasses (dois dígitos após o dígito verificador). Exemplo: 6821-8/01 – Corretagem na compra e venda e avaliação de imóveis.
Este número deve ser determinado no momento do cadastro do CNPJ da empresa, para especificar quais atividades serão seu objetivo.

Vale lembrar que, mesmo que sua micro ou pequena empresa realize, simultaneamente, várias atividades permitidas pelo o Simples Nacional, basta uma delas ser impeditiva para que a empresa não esteja mais apta a se registrar por esse regime.
Para consultar em qual classificação sua empresa se encaixa, você deve consultar o site da CNAE e digitar a palavra-chave ligada à atividade da sua empresa na caixa de pesquisa. Por exemplo, escreva comércio de bebidas, clique em pesquisar e escolha, dentre as opções disponíveis, aquela que melhor se adaptar ao seu negócio.
Outra opção é clicar em “Estrutura”, observar as telas com as divisões gerais das atividades do CNAE e ir clicando sobre as opções apresentadas, na medida em que forem ficando mais específicas.
Por exemplo, se você tem uma escola de educação fundamental, deverá clicar em “Estrutura” e então:
85 – Educação
851 – Educação infantil e ensino fundamental
8513-9 – Ensino fundamental
Copiado: https://www.nibo.com.br

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Nomadismo Digital: O Futuro do Trabalho


Há vinte anos, um executivo japonês chamado Tsugio Makimoto previu uma revolução. Em seu livro “Digital Nomad“, lançado no ano de 1997 em parceria com David Manners e praticamente ignorado pelo público e pela crítica, Makimoto escreveu num trecho quase premonitório que redes sem fio de alta velocidade e dispositivos móveis de baixo custo quebrarão o vínculo entre ocupação e localização“.

Dez anos depois, em 2007, a ideia de nomadismo digital ressurge no best-seller Trabalhe 4 Horas por Semana“, do autor Tim Ferriss. Numa mistura de lifehacks e ideias de novos modelos de negócios, Ferriss pintou uma imagem glamurosa — a começar pelo título — de renda automatizada e do velho sonho de se viajar o mundo enquanto se ganha dinheiro.

Nem Makimoto, nem Ferriss, contudo, previram que o impacto da Transformação Digital em nossas vidas, pessoais e profissionais, seria tão grande e evoluiria tão rapidamente.

Smartphones, aplicativos, redes sociais, economia compartilhada e serviços sob demanda simplificaram de tal maneira o modo como vivemos e trabalhamos que, em 2017, as fronteiras geográficas já não são mais um problema e o nomadismo digital já é uma realidade para milhares de jovens ao redor do mundo — e o sonho de consumo de tantos outros milhões.

Os autores também não poderiam prever que todo um ecossistema seria criado por e para nômades digitais. Espaços de coworking e cafés voltados para profissionais que trabalham de forma remota estão cada vez mais em alta ao redor do mundo.

O sudeste asiático, impulsionado pela bela e exótica Tailândia, tornou-se um centro mundial de nômades digitais. Basicamente, jovens adultos de todo o mundo transformaram cidades paradisíacas e até então desconhecidas, como Chang Mai, em suas estações de trabalho.

E este não é um estilo de vida limitado para poucos sortudos. Essa Transformação Digital que rompeu totalmente as fronteiras geográficas, além de oferecer a possibilidade de que algumas funções sejam desempenhadas hoje de forma remota, ainda criou empregos que não existiam 10 anos atrás — e deve criar muito mais nos próximos anos: um estudo recente da Dell projetou que, até 2030, aproximadamente 85% das profissões serão novas, ou seja, ainda nem foram inventadas.


Mas, o que é preciso para se tornar um nômade digital?
Bom, além da obrigatoriedade de acesso à internet e da materialização da teoria de Makimoto, para vivenciar o nomadismo digital como carreira você precisa de algumas outras coisas.

Passaporte
Essa parte é um pouco óbvia, mas é sempre bom lembrar.
Solicitar um passaporte é fácil. Você pode fazer isso no site da Polícia Federal. O problema está nos vistos de entrada para alguns países. O Brasil possui acordos bilaterais com quase todos os territórios reconhecidos pela ONU e é possível que um brasileiro entre sem a necessidade de visto em 153 países, porém, alguns destinos famosos como Estados Unidos e Japão não constam na lista. Para conseguir o visto de entrada para estes países, você deve procurar suas respectivas embaixadas no Brasil.

Uma vantagem dos nômades digitais é que, como esses profissionais levam seu trabalho na mochila — só precisam de um notebook e internet —, não é necessário visto de trabalho. Você só deve ficar atento ao período de validade do visto de turista (varia de 3 à 6 meses, dependendo do país).

Dinheiro
Ok, este item é ainda mais óbvio, mas o que talvez você não saiba é que não é necessário muito dinheiro para ser um nômade digital.
Explico com um hack prático.

Primeiro: esqueça agências de viagem.
Dito isso e partindo do princípio de que você já trabalha de forma remota e não há a necessidade de tirar férias para poder viajar, te aconselho a fazer o download de algum aplicativo que monitore promoções de passagem aéreas — ó a Transformação Digital aí novamente.

Eu utilizo o app do Melhores Destinos. Este ano já comprei passagens para México (R$ 600,00), Coreia do Sul (R$ 1.500,00) e Argentina (R$ 1.200,00) — todos os preços de ida e volta, saindo de Florianópolis (SC) — graças as notificações do aplicativo.

As hospedagens também podem ser reservadas pelo celular. O Airbnb é o aplicativo mais famoso com essa finalidade.

Os países do sudeste asiático são os favoritos dos nômades digitais não apenas por causa de suas belezas naturais: o custo de vida é baixíssimo. Então dê valor ao seu dinheiro! Escolha um destino onde a conversão da moeda valha a pena e seja feliz vivendo o sonho do nomadismo digital!

Conhecimento
Habilidades linguísticas são fundamentais para quem quer seguir esse estilo de vida. E não basta falar bem: é necessário ler e escrever bem. De preferência em mais de um idioma — incluindo o seu nativo, ok?

Além disso, você precisará de algumas habilidades digitais — independente de você ser um nômade que faz freelas ou trabalhe de forma remota para alguma empresa, acostume-se com nomes como WordPress, MailChimp, Slack ou Trello.

Tempo
Tim Ferriss é um ponto fora da curva. Não pense que você ficará milionário da noite pro dia trabalhando de forma remota. A verdade é que a grande maioria das pessoas que vive nesse estilo de vida não procura a felicidade no dinheiro: a ideia é encontrar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Não precisar esperar a aposentadoria para curtir a vida, saca?

O ponto é que, mesmo assim, pelo menos no começo, você não encontrará esse equilíbrio. Pelo contrário, você terá que trabalhar duro para pagar as contas das suas viagens e do seu negócio — caso tenha um.
Nem todos podem se dar ao luxo de investir várias e várias horas de trabalho na construção de um estilo de vida — especialmente se você tiver filhos. Por isso, tão fundamental quanto o dinheiro, o tempo é um ativo importantíssimo para os nômades digitais.

Concluindo
Não se trata de férias eternas. Não se trata de largar tudo e viajar por aí. Se trata de aproveitar as “redes sem fio de alta velocidade e os dispositivos móveis de baixo custo” para desempenhar o seu trabalho remotamente.

A verdadeira liberdade, sonho de consumo dos nômade digitais ao redor do mundo, reside na possibilidade de viajar sem limites, horários ou datas pré-determinadas, ao mesmo tempo em que se é capaz de viver e trabalhar em qualquer lugar do mundo. Para a maioria, esse é o objetivo final — o pináculo da vida.

 Por: 


sábado, 4 de janeiro de 2014

Sistema CFA/CRAs lança Certificação Profissional

A competitividade no mercado de trabalho está tão acirrada que ter um diploma de graduação ou pós-graduação já não é mais suficiente para se destacar dos demais. 
Para ter um diferencial na carreira, os profissionais precisam ir além. É por isso que vem ganhando força nos últimos anos as chamadas Certificações Profissionais. 
Embora em algumas áreas este tipo de qualificação tenha iniciado na década de 1970 em nível mundial, é agora que ela cresce em ritmo mais acelerado, principalmente no Brasil. 
Pensando nisso, o Sistema Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs) lança o Programa de Certificação Profissional do Sistema CFA/CRAs.
Há anos que o Sistema CFA/CRAs vem estudando a possibilidade de oferecer a Certificação para os profissionais registrados nos CRAs. O presidente do CFA, Adm. Sebastião Luiz de Mello conta que, na pesquisa Perfil do Administrador realizada pela autarquia, o Sistema recebeu inúmeros pedidos para a criação de um exame de proficiência voltado para os profissionais de Administração. “Somos a favor da avaliação, mas nossa intenção era oferecer um exame diferenciado”, explica.
A proposta da iniciativa é contribuir para o fortalecimento da imagem e credibilidade da profissão perante a sociedade. Com o paradigma da Certificação, o Sistema CFA/CRAs quer apresentar para a sociedade e as organizações públicas ou privadas, profissionais que sejam referência na ciência e arte de administrar, iniciando-se pela área de Recursos Humanos. 
Para as empresas, essa será uma oportunidade de escolher profissionais que estejam certificados e com a confiança de que o administrador foi testado e aprovado a partir de normas e padrões de excelência, com enfoque nas suas competências e conhecimentos.
Além disso, o profissional de Administração passa a fazer parte do seleto grupo de profissionais qualificados e certificados. Essa certificação alavancará as perspectivas profissionais para o desenvolvimento da carreira, pois ela será um atestado de competência, habilidades e padrões de conduta para desempenhar suas funções.
Etapas – Os trabalhos relativos ao Programa de Certificação Profissional do Sistema CFA/CRAs serão conduzidos operacionalmente pelo Instituto de Certificação dos Profissionais da Seguridade Social (ICSS).
 A Certificação será opcional e, na primeira etapa do projeto, a avaliação será realizada por uma área da Administração, a de Recursos Humanos - RH. Nessa primeira fase, poderão solicitar a Certificação os Administradores e Tecnólogos com Registro Profissional e cinco anos de experiência na área de RH. 
“A adesão voluntária significa relevante evidência do grau de profissionalismo do mercado e contribuirá acentuadamente para o fortalecimento da imagem e credibilidade da profissão perante a sociedade em geral”, ressalta o presidente do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), Adm. Walter Sigollo.
As outras áreas da Administração serão certificadas futuramente, como adianta Sebastião Mello. “Nossa intenção é expandir o projeto para os demais profissionais e, assim, beneficiar todos os Administradores e Tecnólogos registrados nos CRAs”, explica.
Inscrições - O interessado em obter a certificação deverá acessar o site http://certificacao.cfa.org.br e realizar sua pré-inscrição, observando os requisitos estabelecidos no Edital e no Regulamento da Certificação. Entretanto, o Programa também oferecerá no primeiro semestre de 2014, a opção pela Certificação por Prova – Módulo RH, cujos preparativos estão a todo vapor.
Educação continuada - A Certificação terá validade nacional e será de três anos. “Esta condição proporcionará um processo contínuo, caracterizando ciclos evolutivos da capacitação profissional, em consonância com a premissa anterior de educação continuada”, garante o presidente do CFA, Sebastião Mello.
De acordo com Walter Sigollo, a Certificação pode ser o requisito adicional ao currículo decisivo num processo de seleção, por exemplo. “Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, uma certificação certamente é um relevante adicional para o currículo de uma pessoa. O mercado exige respostas rápidas aos problemas cada vez mais complexos. Preparação é determinante para os profissionais de hoje, e o aprendizado vai além do curso técnico ou da Universidade”, afirma.
Para obter a Certificação é preciso acessar o site http://certificacao.cfa.org.br  Dúvidas poderão ser esclarecidas no próprio site, no “Perguntas Frequentes” ou enviando um email para certificacao@cfa.org.br.
 
FONTE: CFA