terça-feira, 8 de julho de 2014

Acerte as Coisas e largue os ratos mortos

Um grave problema das pessoas é o fato de irem levando a vida, ou deixando que as vida as leve, como diz a música.

Infelizmente, quem tem essa atitude, um dia vai estar sentado numa varanda e pensando “puxa, onde foi que joguei minha vida?”

Talvez nessa hora os filhos já estejam criados, e foram embora construir suas vidas.

É bom demais quando sentimos que fizemos nossa parte, e que as pessoas que amamos estão agora se dando bem na vida.

Mas não é por essa razão que vivemos: não vivemos para os outros, nem pelos outros. Devemos viver COM os outros e por nós mesmos. Isso não é egoísmo. É respeito por si próprio!

É muito triste ver homens, mulheres, às vezes tão jovens, não se acertando consigo mesmos.

Erram profissionalmente, mas, em vez de corrigirem seus erros, seguem o mesmo fluxo quando entram noutra empresa, noutra função.

Erram pessoalmente, namorando pouco e casando cedo, tendo filhos para tentar segurar uma relação que vive de intrigas, e parece que se não tiver mais brigas a relação morre, porque ambos já aprenderam a viver de brigas, que é o único alimento que mantém a união, por mais triste que seja uma união assim.

Precisamos acertar nossa vida, seja no trabalho, seja em casa. Dói muito o coração e a alma quando temos a plena certeza de que o outro não vai mudar, e que teremos briga dia sim e dia também. E quando de vez em quando a relação melhora um pouco, parece que é só para piorar ainda mais depois.

Eu já vivi isso, e sei do que estou falando. Não li isso em livros, e fico com pena de quem não aprende com os erros dos outros, porque vai aprender pela dor.

E enquanto somos jovens, temos a esperança de que as coisas melhorem, mas o tempo vai passando, e se cada dia a única coisa que nos mantém juntos são os gritos do chefe, do cônjuge, de alguém que está conosco, vamos nos machucar muito, e quando já não formos tão jovens, realmente a única coisa que vai restar é a tristeza por termos jogado fora a única vida que ganhamos.
Eu não quero ver você sofrendo, triste pelos cantos, tentando encontrar a vida na lata de lixo da cozinha, da sua sala do trabalho. Tampouco quero ver você olhando para trás e se arrependendo pelo que NÃO FEZ, pela falta de coragem que teve em dar um basta nas coisas que precisavam ser cortadas, arrancadas da sua vida, como o mato no meio do jardim.

Quero ver você feliz lá na frente, mesmo que agora tenha de abandonar alguma coisa importante neste momento, seja um trabalho, um relacionamento, mas que só machuca sua alma e todo dia esgota um pouco sua autoestima, sua motivação, e você já não sente nem vontade de mudar, e quem sabe já esteja acima do peso, com dores musculares, e tudo o que faz é tomar um analgésico, um relaxante muscular, pois falta ânimo até para uma simples caminhada. Sempre que olhamos no espelho e não vemos a pessoa que queríamos ver, alguns problemas precisam ser resolvidos na nossa vida, porque a maioria das questões externas não têm fontes externas, elas têm fontes internas.
Se onde você está não tem chances de realizar seus sonhos, suas vontades, vá para outro lugar. Às vezes pensamos que o máximo que temos direito é o que já temos agora. Mas isso não é verdade. Quando temos a coragem de sair do lugar em que estamos, nos tornamos um pintinho que quebra a casca e descobre que pode ser muito mais do que era, e de que o mundo é muito mais bonito do lado de fora do ovo.
Não passe a vida inteira pensando que seu chefe vai mudar, que seu esposo vai lhe dar mais atenção e carinho, ou que sua esposa vai ser mais dedicada e amorosa.

Infelizmente, as pessoas raramente mudam. O que elas fazem é se retrair e esconder seus desejos para evitar encrencas, brigas, e sofrimento. Só que se retrair, na verdade, só provoca mais sofrimento, e mina nossas forças, e acabamos nos anulando para o mundo belo e maravilhoso que somos.
Você é um campeão, uma campeã, e nasceu para ser muito feliz, e para fazer do mundo um lugar melhor para vivermos. Saia agora mesmo do lugar que lhe faz mal. Se quem você quer que mude, não está mudando, talvez não seja a pessoa quem deva mudar. Quem sabe ela não tenha coragem de dizer que não quer mais você na empresa, em casa,  e é você quem precisa mudar, e ter a coragem de abandonar os ratos mortos, como conta a história abaixo:
“Uma vez um pássaro encontrou um rato morto e o pegou, saiu voando e quando menos esperou, outros pássaros estavam lhe bicando, e ele não entendia porque, pois antes eram amigos. Ele voou mais forte, mas os pássaros também voaram e continuavam lhe bicando mais forte ainda. De repente, quando ele tentou se desviar de um dos pássaros, o rato caiu. Todos os outros pássaros pararam de bicar e foram atrás do rato morto”.
  • Isso quer dizer que talvez você esteja sofrendo porque está segurando um rato morto.
  •  Ele pode ser um trabalho sem prazer, uma relação sem respeito e sem admiração, o que leva o amor a desaparecer também, e faz a gente passar a vida muito infeliz. 
  • Um rato morto pode ser qualquer coisa que não está dando certo na sua vida, e quem sabe tudo isso só vai mudar se você largá-lo.
Conserte as coisas e largue seus ratos mortos. Você merece ser muito feliz. Torço por você!

Fonte: Paulo Sérgio Buhrer - http://www.qualidadebrasil.com.br/

segunda-feira, 7 de julho de 2014

10 Hábitos Típicos dos Americanos no Trabalho

Após ser repreendido por um chefe americano por conta de alguma tarefa, como você acha ele vai passar a tratá-lo? 
De maneira impessoal? Deixando claro que sua falha não foi esquecida? 
Ou considera que ele vai continuar a ser amável e a convidá-lo para almoçar, como sempre fez?
Acertou quem ficou com a última alternativa. É que, sem melindres, na terra do “Tio Sam” não se costuma misturar trabalho e relações pessoais.
A pergunta do começo deste texto é parte de um dos testes do Berlitz Cultural Navigator, ferramenta digital do Berlitz Educação Global que indica o nível de preparação de um executivo expatriado para enfrentar uma nova cultura.
Em relação ao caso específico de quem está se preparando para trabalhar nos Estados Unidos ou vai fazer negócios com americanos, seguem alguns aspectos da cultura deles desvendados por Silvia Freitas, diretora de relações corporativas do Berlitz Educação Global.
1. Fazer negócios sem necessariamente criar vínculo prévio
“Não é preciso ter um relacionamento prévio ou ser amigo antes de fazer negócios com os americanos”, diz Silvia. Ela explica, que, se para asiáticos a construção de um relacionamento cria a base da confiança para fazer negócios de peso, com os americanos não funciona da mesma maneira. “Não é necessário criar um vínculo antes”, diz.
2. Aperto de mão firme
Não se assuste se uma americano quase “amassar” a sua mão ao cumprimenta-lo. “Eles prezam por um aperto de mão firme e forte, é a maneira mais profissional de cumprimento”, diz.
3. “Terninho” como uniforme das executivas
De acordo com Sílvia, se aqui no Brasil não é regra, nos Estados Unidos o visual das executivas não foge muito ao estilo terninho ou tailleur.
4. Ir diretamente ao tema em reuniões
Nada de comentar sobre o tempo, perguntar sobre a família, filhos ou falar de amenidades. “Eles vão direto ao assunto, diferente de nós que fazemos alguma pergunta para quebrar o gelo antes”, diz Silvia.
5. Respeitar horários de reuniões 
Horários de início e de fim de reuniões são, em geral, respeitados. Se estiver marcada para começar às 14h e terminar às 15h, é exatamente isso que vai acontecer. “Caso não dê tempo de tratar de todos os assuntos, outra reunião será marcada”, diz Silvia.
6. Participar, de fato, das reuniões
A participação de todos os convocados para a reunião é não só incentivada, como também esperada, segundo Silvia.
“Eles não têm vergonha de falar algo considerado besteira, sabem que não serão julgados por tentarem apresentar seu ponto de vista”, diz Silvia.

7. Incentivar lado empreendedor dos profissionais
“Os americanos têm um lado empreendedor forte. As pessoas são incentivadas a correr riscos”, diz Silvia. 
Isso é possível porque possíveis erros que venham a acontecer são mais facilmente “perdoados”. “Sentem-se mais à vontade porque sabem que não serão punidos severamente se errarem”, diz Silvia.

8- Trabalhar de “portas abertas”
A hierarquia é menos rígida, segundo Silvia. “É possível falar com o chefe do chefe e isso não é mal visto, como pode acontecer aqui no Brasil”, diz. Lá o esquema “portas abertas” parece prevalecer.
9. Estimular tomada de decisões
Faça e traga o resultado. E é melhor se não inundar o expediente do seu gestor com perguntas. Segundo Silvia, profissionais muito indecisos não encontram muito espaço nas organizações. “ Eles esperam que seus funcionários sejam tomadores de decisão”, diz.
10. Competitividade
"Os americanos são muito competitivos, é possível ver isso no esporte e no trabalho também é assim", diz Silvia. E uma das consequências disso é que profissionais tendem a dar o melhor de si em  cada tarefa. "Em geral, um americano não faz nada por fazer", diz.
Por: Camila Pati é repórter de Carreira de EXAME.com. 

sábado, 5 de julho de 2014

O Que Podemos Aprender Com os Jogos da Copa do Mundo

No campeonato do mundo corporativo, nenhum profissional deseja perder, não é mesmo?

Mas infelizmente o caminho para a vitória, entenda: sucesso, vez por outra encontraremos as “derrotas temporárias”, cabe ao profissional moderno, encarar os atropelos como uma lição a ser aprendida.

Na copa do mundo, este ano sendo realizada no Brasil, estamos vendo de tudo, grandes seleções como Espanha, por exemplo, sendo eliminada na primeira fase e seleções de menor “talento” fazendo bonito e se classificando para as oitavas de final. 

Ao que se deve isso? 

O fato é que nos tempos de hoje, vence mais e melhor o time que tiver algumas características, como as que listo a seguir:
  • Humildade para entrar em campo respeitando sempre o adversário;
  • Trabalho constante de equipe, respeitando os talentos individuais;
  • Simplicidade de coração para aprender com os que sabem mais;
  • Respeito à liderança da equipe, entenda na copa, técnicos e no trabalho 
  • chefe, gerente, supervisor, coordenador, patrão;
  • Treinamento constante para reforçar os talentos já conhecidos;
  • Treinamento constante para superar dificuldades que vão acontecendo no decorrer do campeonato (vida corporativa);
  • Saber reconhecer algumas derrotas, mas continuar com foco em melhorar para vencer no próximo.
  • E saber comemorar cada vitória, a fim de fortalecer a própria autoestima individual e do grupo em si.
A vida corporativa sempre nos dar uma chance para avançarmos, para isso, precisamos enxergar os obstáculos como desafios e não como problemas insuperáveis.



Fonte: Eugênio Sales Queiroz - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Negócios, Decisões e Adequações

Se ficarmos esperando pelo momento certo do quando articular nossos planos é muito provável que o tempo vencerá a nossa disposição pelo fazer o que pretendemos. A nossa realidade é o que temos que enfrentar. 
A nossa sustentação ficará pelo acreditar no que estamos planejando para que as sementes, que “inteligentemente” plantarmos, acabem por serem adaptadas para suportar quaisquer influências climáticas.
Em uma análise bem simples basta relembrar que vivemos em um mundo onde a competitividade significa ter a capacidade de criar e inovar, e isso fica pela dependência de disponibilidades de talentos, pesquisas, desenvolvimentos e tecnologias, e terminando por um modelo de produção que seja aonde for deve reunir quantidade, qualidade e baixos custos. 
A questão desses conceitos é que na maioria das vezes são perfeitos para os grandes conglomerados, mas de difíceis aplicações para quem se encontra ou pretende entrar com pequenos e médios negócios.
Para não ficar esperando, para evitar ficar só pelos sonhos, o ponto de partida pode sair tanto de coisas revolucionárias, como das básicas bem feitas. No fundo negócios, tanto os tradicionais já estabelecidos, como os que surgem diariamente devem ser definidos como novos ou em contínua renovação, pois sejam onde estiverem em relação aos seus estágios, ora se classificaram como criativos e outras como cópias dos criativos.
- Toda a capacidade criativa está ligada as competências e renovações dos times e das técnicas do como integrá-los diante dos objetivos dos projetos, mas devemos atentar sempre que criar não significa produzir centenas de coisas novas, pois a inteligência deve ser aprofundada para que possamos transformar as novidades em coisas que ofertem um sentido de inovação e mais valia para convencer e justificar procuras.
- Em muitas vezes nossos negócios serão obrigados a copiar as ideias dos outros, mas que isso nunca venha a ser feito sem ofertar diferenciações do que achamos faltantes neles. Pequenos detalhes podem fazer muita diferença e que de certo se forem evoluídos e aperfeiçoados poderão transformar nossos negócios para que tenham personalidades recuperadas e próprias.
E para fechar esse texto que tem por objetivo abrir mais uma semana onde teremos que tomar sábias decisões, segue uma reflexão que adoro adotar nas minhas idas e vindas, nos meus altos e baixos.
“A chave do êxito dos negócios nas empresas está na interpretação dos fatos e sua velocidade de resposta, mas os resultados ficam pela dependência de um clima interno favorável, motivado e orientado para as relações e aproximações externas.” (Sérgio Dal Sasso).
Sucesso e boa semana a todos!
Fonte: Sérgio Dal Sasso - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Veja 15 comportamentos que podem destruir sua carreira lentamente

Existem grandes erros que podem arruinar a sua reputação no trabalho imediatamente ou até mesmo levá-lo à demissão. 
Mas é o acúmulo gradual de infrações menores que mantém os profissionais longe de alcançar o topo de sua carreira.
Maus hábitos como dar respostas curtas em e-mails e se manter atento somente às suas tarefas diárias podem prejudicar sua reputação profissional.
O site de carreiras norte-americano Business Insider listou 15 maus comportamentos que podem destruir sua credibilidade e custar seu sucesso.
1) Você não se adapta à cultura da empresa
Todo local de trabalho opera com seu próprio conjunto de costumes sociais. Não fazer um esforço para assimilar essa cultura passa a impressão de desaprovação e julgamento. A atitude de se manter alienado dos colegas de trabalho faz parecer que o profissional não se importa com a formação de relações positivas no ambiente de trabalho.

2) Você inventa desculpas
Não assumir a responsabilidade por seus erros e fracassos ainda trará consequências. Esperar até o dia da entrega de um projeto para avisar que você está atrasado, por exemplo, diz ao chefe que você não sabe gerenciar seu tempo.

3) Você faz o mínimo
Cumprir prazos e entregar o trabalho fazendo apenas o mínimo necessário passa a impressão de complacência. Por outro lado, se manter à procura de oportunidades em vez de esperar que elas caiam no seu colo mostra ao chefe que você se preocupa com o seu futuro na empresa.

4) Você não segue adiante
Não fazer uma coisa que você disse que ia fazer pode comprometer sua credibilidade. Manter a sua palavra mostra que você é confiável e pode ter novas responsabilidades quando for considerado para uma promoção.

5) Você se veste como um 'pateta'
Uma vez estabilizado em uma posição na empresa, pode ser fácil deixar sua aparência de lado. Entretanto, se vestir mal pode prejudicar sua credibilidade e autoridade e ainda pode passar a impressão de que você não se importa com o que faz. Lembre-se sempre de se vestir para o trabalho que você quer.

6) Você é pessimista
Se você anda com uma atitude ruim, isso pode se tornar um incômodo para o seu chefe e ainda pode arrastar a equipe para baixo. Lamentar e reclamar constantemente não faz de você uma pessoa agradável e certamente não fará seu chefe querer mantê-lo perto por muito tempo.

7) Você ignora os colegas de trabalho
Fazer amizades com colegas é tão importante quano cultivar o relacionamento com seus superiores. Faça um esforço para ser conhecido e para que os colegas queiram compartilhar informações com você e ajudá-lo quando precisar.

8) Você sempre está na defensiva
Seu chefe não espera que você seja perfeito, mas ficar na defensiva quando recebe um feedback negativo faz você parecer pouco profissional. Se você não está disposto a ouvir críticas construtivas, isso diz ao seu chefe que é improvável que você tenha um desempenho melhor.

9) Você procrastina
Adiar projetos até o último minuto não só coloca a pressão sobre você, como dificulta o andamento do trabalho de outras pessoas que dependem de que você faça a sua parte. Se algo der errado, você provavelmente será o primeiro responsabilizado.

10) Você é 'seco' nos e-mails
Não importa o quão amigável você é com uma pessoa: uma linguagem concisa pode ser facilmente mal interpretada em um e-mail. Mesmo que não seja intencional, e-mails rudes podem acabar com sua reputação no escritório e manter as pessoas afastadas de você.

11) Você não faz contribuições significativas
Dizer alguma coisa em uma reunião apenas por falar não acrescenta nada de produtivo. Em vez disso, prepare-se para participar e lembre-se que quantidade não é qualidade.

12) Você sempre está atrasado
O atraso frequente significa que existe algo mais importante para você do que chegar no horário. Isso passa a impressão de desrespeito e indeferença, fazendo as pessoas desconfiarem de você. Não importa o que aconteça, sempre procure uma maneira de ser pontual.

13) Você nunca para de falar
É ótimo tentar conhecer os colegas de trabalho, mas a socialização constante impede que as pessoas comecem a reparar no seu trabalho. Mantenha a conversa durante o almoço ou nas pausas para não irritar os outros e se tornar uma pessoa com quem ninguém vai querer trabalhar.

14) Você ignora e-mails
Deixar de responder e-mails em um prazo razoável não só frustra aqueles que precisam de respostas, mas também significa para os seus colegas que eles não valem a pena a ponto de você usar seu tempo para respondê-los.

15) Você é rude
Fazer um bom trabalho sem se importar se ninguém gostaria de trabalhar com você. Isso é grosseiro e a maioria dos gestores não tolera funcionários irreverentes. Ser educado é a chave para conquistar as pessoas.

Copiado: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/06/veja

terça-feira, 1 de julho de 2014

Capital Organizacional: Chassis do Conhecimento

Capital Organizacional refere-se, basicamente, a um grupo de ativos intangíveis que norteiam as relações de uma determinada empresa para com seus stakeholders ou agentes de relacionamento (internos e externos). 

Estes ativos, passíveis de serem identificados e em parte já passíveis de serem mensurados e incorporados a metodologias de valorização de empresas, possuem grande impacto nos processos corporativos, nos modelos produtivos e operacionais e na própria arquitetura das empresas.


Podemos dizer que compõem o chamado chassis corporativo e definem o modelo de negócios e sua dinâmica de integração com os agentes da cadeia de valor da empresa.

Seu foco principal está em incrementar a vantagem competitiva da organização, seja pela otimização de seus processos, sistemas, fluxos e rotinas (geração de valor incremental via ganhos de eficiência), seja pela arquitetura de (infra)estruturas alinhadas aos objetivos e ecossistemas de operações da empresa, seja pela capacidade de propiciar a geração sistêmica de diferenciações e inovações (geração de valor de ruptura), maximizando a utilização dos conhecimentos dissipados na organização e/ou absorvendo conhecimento de fora da organização.

Cada vez mais se torna imprescindível a relação sinérgica entre o conhecimento e o modelo de trabalho/produção na atual conjuntura competitiva, que demanda das organizações a utilização de todos os fatores e recursos produtivos com o máximo de eficiência e inteligência.

Enfatiza-se, portanto, a relação do trabalho/produção com o conhecimento como fator capaz de impulsionar e alavancar os demais ativos associados à produção, além de potencializar a capacidade de multiplicação das vantagens sustentadas pelo modelo produtivo/operacional da companhia. Dentro desta realidade, deve-se tratar o conhecimento advindo da experiência produtiva-operacional como agente agregador de valor, que alavanca a capacidade de resposta da empresa (e de seus colaboradores) às solicitações do mercado.

A identificação, aplicação e o gerenciamento de uma política eficiente de empacotamento do conhecimento tácito, geralmente difuso e em grande parte inexplorado dentro das organizações, a fim de torná-lo explícito e pronto para o uso torna-se cada vez mais estratégica para o sucesso do planejamento organizacional, por ser fonte inesgotável, relativamente barata de incremento do valor e de ganhos de competitividade. 
Além disso, esse processo de maturidade na gestão do conhecimento propicia o desenvolvimento e a melhora contínua dos processos corporativos, refinando, a cada ciclo, a qualidade dos outputs entregues por cada processo.

A utilização funcional do Capital Organizacional passa a ser um grande diferencial na vantagem competitiva das organizações. Todavia, como qualquer outro conjunto de ativos, o saber só é eficaz se for utilizado dentro de uma estratégia capaz de alavancá-lo, focando-o nas possibilidades reais, nas condicionantes do mercado e nas necessidades dos stakeholders impactados, principalmente clientes e colaboradores. O conhecimento organizacional sem meta pré-estabelecida se torna disperso e pouco aproveitável.

Internamente, o sucesso da gestão do Capital Organizacional depende fundamentalmente da revisão das relações entre os diversos atores (áreas e indivíduos) da organização. As novas relações colaborativas não podem mais se basear em puros acordos de execução das atividades programadas no ciclo produtivo e no job discription. As novas estratégias e modelos de interação devem focar o fator humano e seu produto direto (conhecimento) como os principais componentes na formação do arcabouço de valor agregado às atividades da corporação, do produto à gestão, na qual a aprendizagem mútua e contínua é parte preponderante da mecânica, recriando as condições de eficiência e competitividade que o ambiente demanda para se manter e evoluir.

Para tanto, o relacionamento qualificado e construtivo, alicerce da interação do conhecimento, tem de assumir novos contornos e parâmetros, uma vez que o sucesso deste modelo se sustenta, em primeira instância, na decisão da alta gestão, necessária para coordenar e incentivar o alinhamento de interesses no âmbito estratégico, uma vez que é seu papel ser o agente catalisador capaz de transformar a organização em um organismo com capacidade de antecipação, execução e evolução em um ambiente externo em constante mutação.

Fonte:Daniel Domeneghetti - http://www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Velocidade das Mudanças

Você conhece a história da rã que foi colocada em um recipiente com água fria? 

A temperatura da água vai subindo aos poucos e ilustra exatamente o que acontece em uma infinidade de empresas. 

A rã só percebe que a água está muito quente quando já não tem mais condições de se salvar, e acaba morrendo no momento da fervura da água.

Qualquer semelhança com o ambiente corporativo é mera coincidência? 

Infelizmente, não. No mundo dos negócios, a maior parte das pessoas vai ignorando as condições que apontam a necessidade de mudar e, quando percebem, já não há mais tempo para reagir.

Apesar de muitos dos seres humanos saberem lidar com a mudança, o que preocupa, na verdade, é saber se estamos treinando as pessoas adequadamente para lidar com a velocidade da mudança. 

Agilidade, flexibilidade e velocidade são essenciais, principalmente porque sabemos que as mudanças não acontecem em 24 horas. A mudança é um programa intensivo de ação, necessária em altas doses para que seja bem-feita.

O reconhecimento da necessidade de mudança, freqüentemente, surge no nível da alta administração, mas o sinal de alerta pode vir dos clientes ou dos departamentos que começam a se sentir travados por um processo deteriorado ou problemas de produtividade. Qualquer que seja o ponto de partida do processo de mudança, é preciso que seja disseminado até abranger toda a empresa.

Contudo, há uma fase preliminar que consiste em preparar um relatório, defendendo a transformação proposta e demonstrando a sua necessidade e vantagens. É um bom começo para defender as suas idéias e começar a conquistar o envolvimento das pessoas. Nessa fase, deve-se elaborar a visão e comunicá-la adequadamente a todos os membros da empresa. Convide-os a participar de projeto de forma concreta e criativa. Lembre-se de que preparar a empresa para o que virá é construir o contexto de mudança.

Apresente razões sólidas, argumentação precisa, clara, fundamentada e convincente.

A Price Waterhouse publicou um estudo no qual mostra que o maior obstáculo para a mudança é o argumento de que a empresa não está preparada para ela. Não caia nessa armadilha! Conte às pessoas o que vai dizer, diga e depois explique o que disse. Mesmo que a mensagem central permaneça inalterada, os detalhes do projeto devem ser modificados, caso você não o atualize constantemente. Mantenha a comunicação sempre ativa e controle a sua eficácia durante todo o tempo.

Dizer que existe uma receita de bolo para aplicar para os projetos de mudança é algo bem equivocado, uma vez que cada mudança traz consigo uma situação específica e singular. O que existe, segundo o estudo apresentado pela Price Waterhouse, é um conjunto de princípios que podem servir de base propulsora para a inspiração no momento de mudar. Acompanhe o checklist a seguir!

Checklist dos princípios básicos da mudança:
  • Enfrentar a realidade.Agir sempre junto a estratégia.
  • Exigir comando firme.Estabelecer um clima de mudança.
  • Dar informações convincentes.
  • Fazer do cliente mola-mestra da mudança.
  • Conhecer pessoas estratégicas.
  • Comunicar-se continuamente.
  • Reformular o sistema de medidas.
  • Utilizar todos os recursos.
  • Ser audacioso.
  • Aproveitar a diversidade de recursos.
  • Desenvolver novas capacidades na empresa.
  • Planejar.
  • Promover a integração de iniciativas.
Fonte:Alessandra Assad - http://www.qualidadebrasil.com.br/