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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Demita seu Chefe...

Na carreira, é preciso caminhar (sempre) para o lado onde seu coração bate
Recebo em meu e-mail a seguinte mensagem:
“Cara, o Manual de Ingenuidades é realmente um achado na imensidão da Internet, com dicas valiosas.
“Estou num dilema parecido com os que você trata no blog. Tenho 25 anos, sou formado em Administração e atualmente trabalho num escritório de Engenharia. Me sinto angustiado quando penso em passar o resto dos meus dias profissionais aguentando chefes escrotos.
“Como o contrato de execução de uma obra dessa empresa de Engenharia está acabando, estou prestes a ser mandado embora e perdido, não sei que rumo tomar. Não sei se sigo na área de Administração, visando encontrar algo que valha a pena; não sei se invisto em concursos públicos; não sei se ouço meus instintos e inicio uma nova faculdade (Jornalismo no caso, área que você conhece bem pelo que vi), que oneraria tempo e muito dinheiro.
“É tão difícil achar pessoas dispostas a dar conselhos e com propriedade e conhecimento de causa, por isso achei seu blog sensacional. Me dá uma luz aí, cara…”
Como sempre, escrevo abaixo o que me parece. E convido a nossa comunidade de ingênuos a aportar suas visões também.
Acho que a questão tem dois lados. O primeiro: você tem um emprego que não lhe satisfaz. O segundo: você está prestes a perder esse emprego – o que cria para você a chance de retomar a carreira a partir de outro ponto.
Ser um administrador numa empresa de engenheiros pode representar um teto mais baixo à sua trajetória profissional, uma vez que você não trabalha na atividade fim da empresa – nenhum cliente dessa empresa vai contratá-la ou demiti-la pela qualidade dos seus fluxos administrativos, mas sim pela excelência ou não da sua engenharia. Isso, inevitavelmente, erode um pouco do seu valor como profissional dentro da companhia. 
Por outro lado, se você for um pouco mais acomodado ou menos ambicioso, essa pode ser uma boa posição – uma lugar mais tranquilo para trabalhar, operando nos bastidores, na gestão da empresa, enquanto outros é que tem que vender e depois entregar bem aquilo que venderam.

Se você está insatisfeito com sua ocupação atual, o fim que você está prevendo para o seu contrato é uma benção – uma chance de mudar para melhor. Por outro lado, se você está insatisfeito porque está prestes a perder o emprego, vale uma conversa com seu chefe, para expor a ele o quanto você gosta do que faz e o quanto gostaria de poder continuar contribuindo com aquela organização.
Ah, sim. Você fez uma menção genérica a “chefes escrotos”. Você está se referindo a seus chefes específicos nessa empresa ou à situação de ter chefes em geral? Se você não gosta do seu chefe, veja se não há outros bons candidatos a chefe na empresa em que você trabalha. E aí mude de chefe. (Você tem razão: a carreira é muito curta para trabalhar com chefes ruins.) 
Se o problema estiver direcionado a todos os executivos dessa empresa, aí sim, troque de empresa – no seu ramo de atuação atual, inclusive, se for o caso. (Não confunda pessoas com instituições, nem tome um ramo de negócios pela experiência que você teve com uma empresa.) 
Agora, se você simplesmente não gosta de ter chefes, aí o seu caminho talvez seja o do empreendimento. Lembrando sempre que lá você não terá chefes mas terá sócios e clientes e parceiros comerciais – o que pode ser ainda pior, em termos de relacionamento, em alguns casos. De um jeito ou de outro, viver e trabalhar implica aprender a lidar com gente e com fluxos poder – ao lado, acima e abaixo da gente.
Quanto à segunda questão que você coloca – a chance de recomeçar. Se você gosta do que faz, e não for possível continuar nessa empresa, tente uma posição similar noutra empresa do ramo. Procure os principais concorrentes de organização, mostre o que você fez e o que você tem condições de construir com eles. 
Se você gosta da empresa mas não gosta do que faz, tente uma nova posição dentro da organização. Se você não gosta do que faz e nem da empresa, aí, antes de saltar, será importante compreender o que lhe faria mais feliz. Nesse caso, a demissão que você prevê será uma bem vinda oportunidade para repensar sua carreira. O que significa, sempre, pensar sobre você mesmo. 

Auscultar seus desejos, compreender seus gostos, traçar planos, alinhar expectativas e estabelecer metas consigo mesmo. Trata-se do velho e bom exercício de autoconhecimento do qual com frequência falo aqui. Afinal, para mudar é preciso saber antes aonde você quer ir.
Uma vez definida essa lista final de opções, atire-se a elas. Teste. Experimente. Certas coisas a gente só aprende fazendo, só aprende vivendo. Com leveza, sem peso na mente ou nos ombros. Ajuda se você pensar que a vida profissional não é uma decisão férrea que tomamos um dia e da qual não podemos nos afastar. Ao contrário: a carreira é feita de projetos, de ciclos que tem começo, meio e fim, e que podem, tranquilamente, representar as coisas que gostaríamos de fazer, mesmo que elas não tenham aparentemente conexão entre si, nesse curto espaço de tempo que temos para produzir alguma coisa enquanto nos mantemos vivos e ativos sobre o planeta.
Mais uma tentativa em Administração? Uma experiência no Jornalismo? Uma passagem pelo serviço público? Tudo é válido. Desde que você caminhe para o lado onde seu coração está batendo naquele momento. Quando ele mudar, mude também. Nunca se separe dele. Boa sorte. Seja feliz.
Autor:  - http://adrianosilva.ig.com.br

segunda-feira, 6 de março de 2017

Como Lidar com o Assédio Moral

O assunto assédio moral vem assumindo considerável e expressiva dimensão, a partir dos anos 90 nos Estados Unidos e Europa, e desde os começos dos anos 2000 no Brasil, onde tem sido alvo de imensa demanda na Justiça do Trabalho. 
Esse teste é útil por dois motivos: poderá avaliar se você sofre algum tipo de assédio moral em sua companhia, e poderá fazer com que a pessoa que o pratica se conscientize dos graves danos morais e profissionais que isso causa, não só à pessoa afetada, como também, a quem o comete, consciente ou inconscientemente.
Responda às questões usando de máxima sinceridade para que o resultado seja o mais real possível.
S = SIM        N = NÃO
  1. Você acredita que sofre algum tipo de assédio moral na empresa em que trabalha? S N
  2. Você acha que a pessoa que  exerce o assédio  tem consciência do mal que lhe faz?    S    N
  3. Você é alvo de calúnias e fofocas em seu departamento? S N
  4. Você é alvo de constantes piadas e risadas por parte dos  colegas ou de seu chefe?              S    N
  5. Você já foi ofendido algumas vezes, publicamente, pelo seu gestor? S N
  6. Você se sente boicotado pelo seu chefe e/ou colegas no departamento em que trabalha?    S    N
  7. Seu chefe critica constantemente seu trabalho? S N
  8. Seu chefe constantemente manda você refazer o seu trabalho? S N
  9. Seu chefe costuma humilhar você, particularmente, ou em público? S N
  10. Seu chefe costuma ignorar  você?  (por  exemplo, não  o  cumprimenta, passa por você sem olhar, ignora ou ridiculariza suas opiniões).       S    N
  11. Seu chefe costuma dificultar suas condições de trabalho? (como o acesso ao telefone, à internet, material de apoio, equipamento adequado etc.) S    N
  12. Seuchefe costuma abarrotar você de trabalho, ou então, faz o inverso, coloca você na “geladeira” e não lhe dá qualquer ocupação? S    N
  13. Seu chefe costuma bloquear, atrapalhar ou dificultar o seu trabalho? S N
  14. Seu chefe tenta isolar você do convívio com outras pessoas? S N
  15. Seu chefe faz  ameaças  a  você  de  forma  direta, ou  através  de  insinuações? S     N
  16. Você já sofreu assédio sexual por parte de sua chefia? (homem ou mulher).  S     N
  17. Seu chefe é agressivo com você ou lhe fala palavrões? S N
  18. Você sente que seu chefe tem bloqueado você nas promoções, ou tem impedido de participar de cursos ou treinamentos?   S     N
Se você respondeu SIM a apenas uma das perguntas, então você sofre algum tipo de assédio moral. Ele é mais grave, ou menos grave, dependendo da assiduidade e do grau que isso vem ocorrendo com você.
Se você respondeu SIM a duas ou mais perguntas então o assédio se reveste de gravidade ainda maior.
Independente de quantas vezes você respondeu SIM, o importante é que esse estado de coisas não se prolongue mais, pois as consequências psicológicas, emocionais e mesmo físicas (doenças, mal-estar etc.) tendem a se agravar se nenhuma medida for adotada de sua parte.
Seis pontos essenciais sobre assédio moral
  1. É impossível ignorar o quanto o assédio moral tem sido prejudicial às pessoas e organizações. Ela pode acontecer na família, na escola, na comunidade e no trabalho. É uma prática que pode devastar o ambiente onde ocorre, ou molestar de forma contundente a pessoa a quem é dirigida.
  2. É preciso esclarecer que uma simples bronca do chefe, algum mal-entendido mais contundente, ou uma atitude de grosseria ou de humilhação, seguida mais tarde de um pedido de desculpas, não se caracteriza como assédio moral. Para configurar o assédio moral no trabalho é preciso que as ofensas, difamações, humilhações, boicotes ou agressões sejam propositais, repetitivas e prolongadas, e que ocorram durante o expediente.
  3. Ser alvo de constantes piadas e gozações de colegas ou da chefia, com o objetivo de atingir a honra e a imagem do funcionário, também evidencia assédio moral. O assédio sexual é ainda mais contundente porque se trata de uma abordagem repetida, imposta por um superior hierárquico contra a vontade da pessoa assediada, visando obter favor sexual sob a condição de a vítima não ser demitida, obter um emprego ou conseguir uma promoção.
  4. Uma das soluções para colocar um fim no assédio moral é a vítima ter uma conversa franca, aberta e respeitosa com seu interlocutor explicando a situação e o constrangimento pela qual está passando.
  5. Caso não surta efeito e as condições piorem, é necessário reagir e arquitetar uma estratégia de enfrentamento. A primeira é resistir às ofensas o máximo possível, enquanto reúne provas indispensáveis, como documentos, testemunhas, e-mails, gravações de conversas, ligações telefônicas, filmes, memorandos etc.
A segunda estratégia é juntar todas as provas e procurar orientação de um advogado ou do seu sindicato. Essas provas são indispensáveis para vencer um processo na Justiça do Trabalho, pois esta se baseia em fatos convincentes para comprovar o abuso.
  1. Por último, é preciso entender que quem gosta de submeter o outro a abusos – seja chefe ou não – são pessoas que apresentam comportamentos agressivos, sem educação e total falta de respeito, não raro apresentando sérios distúrbios psicológicos e emocionais. Essas pessoas, mesmo que se deem conta dos excessos que praticam, acreditam que estão fazendo a coisa certa, pois elas se julgam tão especiais que as regras não se aplicam a elas. É uma forma de tentar ocultar seus medos, sua insegurança, sua baixa autoestima, seus preconceitos, frustrações e limitações, e sentem-se superiores e felizes quando rebaixam ou humilham o outro, tentando, com isso, preencher o imenso vazio que têm dentro de si. Mas, elas estão totalmente equivocadas; o caminho não é por aí. Necessitam possivelmente de auxílio médico e espiritual.
Por: Ernesto Berg - https://qualidadeonline.wordpress.com/

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Como Fazer Uma Carta de Demissão?

A carreira profissional é feita de escolhas, como por exemplo: o que decidimos estudar, como nos portamos, quais são nossos sonhos, o que queremos realizar, enfim, uma série de decisões que são, aos poucos, parte da nossa história.
No entanto, uma decisão não costuma ser simples: quando é a hora de pedir demissão? Por isso, este é o tema deste artigo, que vai inclusive mostrar como fazer uma carta de demissão.

O que é uma carta de demissão?

A carta de demissão é uma comunicação formal do empregado para o empregador, comunicando sobre a decisão do funcionário de deixar a empresa.
A carta pode ser escrita à mão e entregue para o setor de Recursos Humanos da empresa.
É de bom-tom que o colaborador comunique antes seu superior direto, como supervisor de setor, ou gerente, antes de entregar a carta de demissão. Desse modo evitasse constrangimentos entre os setores da empresa.
Além disso, a saída de uma pessoa da equipe impacta diretamente o trabalho de um supervisor, por isso é melhor que ele saiba da decisão pelo ex-colega de equipe, do que pelo setor de RH.

O que devo escrever na carta de demissão?

O funcionário deve colocar na carta seu desejo de deixar o trabalho, comunicando a empresa que, a partir da data descrita no documento, ele já não se encontra disponível para continuar no emprego.
Caso haja possibilidade – e interesse – do funcionário em cumprir o aviso prévio ele deve comunicar o empregador.
Caso ele não possa cumprir com essa obrigação, e esteja disposto a pagar o aviso prévio em dinheiro, por meio de descontos em sua folha de pagamento, ele deve mencionar essa informação na carta de demissão.
O colaborador também pode pedir a dispensa do aviso prévio na carta de demissão. Não é necessário que ele especifique o motivo, apenas que aproveite a carta para sinalizar esse desejo.
A carta de demissão é apenas o primeiro passo para o desligamento, portanto, uma conversa entre o colaborador e um supervisor direto deverá ocorrer.
É nesse momento que uma negociação entre as partes deve acontecer, assim datas de saída serão negociadas, por exemplo.

Como fazer uma carta de demissão: o que não se deve escrever

A carta de demissão não é um desabafo, tampouco a oportunidade de delatar colegas, ou criticar o modo de trabalho da empresa.
É um documento formal, com o único objetivo de comunicar o desejo do empregado em deixar de exercer suas funções na empresa.

Contrato de experiência

Funcionários que estão no período de experiência não precisam redigir uma carta de demissão caso desejem sair do emprego, porque nesse tipo de contrato não há aviso prévio. Tanto a empresa como o empregado podem encerrar o compromisso de trabalho quando acharem mais oportuno.
O empregador pode cobrar uma multa do colaborador, no valor de 50% dos ganhos que o funcionário teria entre a data em que pediu demissão e data do término do contrato.
Essa multa é devida apenas quando a demissão do colaborador causa danos comprovados à empresa.
No entanto, muitas empresas fazem essa cobrança e o trabalhador precisa recorrer à justiça para reaver o valor pago.
Pode ser mais interessante para o trabalhador cumprir com seu contrato de experiência e optar por não o renovar, ou não se tornar um trabalhador efetivado.
O contrato de trabalho de experiência é contado em dias corridos – 45 dias que podem ser renovados por mais 45 dias – e não em meses.

Aviso Prévio

Não é incomum que o motivo do pedido de demissão seja um outro emprego em vista. Por isso todo processo de demissão deve ocorrer de forma amistosa.
Desse modo será mais fácil para o trabalhador negociar seu aviso prévio, podendo, inclusive, ser dispensado pela empresa dessa formalidade.
Nesse caso o funcionário não tem que indenizar a empresa, nem trabalhando e nem financeiramente.
São três as possibilidades de aviso prévio no caso de pedido de demissão:

Aviso prévio trabalhado:

O trabalhador cumpre suas funções na empresa por um período de 30 dias. O trabalhador continua recebendo por suas funções, e continua tendo direito à folga semanal. 
O pagamento por esses dias trabalhados será feito junto à rescisão do contrato.

Não cumprir aviso prévio:

Nesse caso o funcionário opta por não cumprir o aviso prévio, e, portanto, terá que indenizar a empresa no valor correspondente ao salário que consta em seu registro na carteira de trabalho.
É importante frisar que em hipótese alguma o funcionário irá realizar algum pagamento à empresa. Essa indenização ocorrerá via desconto, na rescisão do contrato de trabalho.
O trabalhador também não ficará devendo nenhum valor à empresa, mesmo que seus descontos ultrapassem seus proventos. A rescisão pode ficar com valor igual a zero, mas nunca com valor negativo.

Dispensa do aviso prévio:

Nesse caso a empresa abre mão da indenização e o trabalhador não precisa trabalhar os 30 dias e nem pagar multa. A empresa não tem que pagar o valor do aviso prévio ao trabalhador nesse caso.

Em resumo

A carta de demissão serve para comunicar a empresa da decisão de sair e para negociar o aviso prévio. Outras questões serão negociadas pessoalmente entre as partes.
Antes de tomar a decisão de se desligar de um emprego reflita bem. Evite tomar decisões em momentos de raiva. Tenha uma reserva financeira para momentos como esse.
A carta de demissão é um documento simples que pede uma formatação padrão – fonte Arial 12, espaçamento de 1,5 entre linhas e texto justificado –.
Caso você ainda tenha alguma dúvida em como fazer uma carta de demissão fique tranquilo, já existem sites que fazem isso por você, de forma simples e gratuita. A carta fica à disposição para download ou você pode copiar o texto gerado.
Viu? Não há segredos na hora de fazer uma carta de demissão.
Por: By  -  www.saiadolugar.com.br

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Não Entre Em Pânico Com Uma Demissão!

Semana passada, um amigo me procurou para dizer que tinha sido demitido. Após perguntar o motivo do desligamento e ouvir o seu desabafo, mudei o foco e fiz 5 perguntas: 
1. Quanto ele tinha economizado para enfrentar um período de recolocação;
2. Flexibilidade dele em relação a salário; 
3. Mudança de cargo; 
4.Mudança de cidade e; 
5. A disposição e planejamento que tinha para aproveitar a oportunidade e virar um empreendedor.
Infelizmente quando as pessoas estão empregadas, esquecem que a empresa pode demitir a qualquer momento, seja por reestruturação organizacional, desvio de ética ou performance.
Em relação a reestruturação organizacional, pouco se pode fazer nesse momento. Foi o caso do meu amigo. No entanto, durante o comunicado de desligamento, ele fez uma sugestão ao Diretor da empresa e, felizmente, foi cancelada sua demissão e designado para o novo desafio proposto.
Não é usual acontecer isso! Mas até nesse momento é importante ter visão sistêmica e tentar um saída estratégica.
  • O desligamento por performance é bem mais comum, e acontece com bastante frequência. Infelizmente nesses casos, alguns colaboradores são surpreendidos quando recebem o comunicado. Não deveria acontecer! Pois o gestor imediato deve ser franco e co-responsável durante a jornada do colaborador na empresa.
  • Franqueza é uma coisa difícil, mas necessária para orientar o que precisamos fazer para continuar evoluindo, pessoal ou profissionalmente. Quando fica transparente para o colaborador que ele não está entregando os resultados esperados, a demissão se torna descomplicada e esperada.
  • A responsabilidade dessa conversa franca não deve ser somente da liderança, os colaboradores também devem requisitá-la, do colega que senta ao lado ou de alguém mais sênior de dentro ou fora da empresa.

Normalmente as pessoas não requisitam esse tipo de "feedback" porque temem o que podem ouvir. É mais confortável não saber! Nesses casos, correm um grande risco na carreira.
As melhores empresas para se trabalhar, estruturam programas de avaliação de desempenho, obrigando os líderes a conversarem de forma estruturada com seus liderados, pelo menos uma vez ao ano.
Em relação a 5 perguntas, não deixe para respondê-las somente quando for "surpreendido" com uma demissão. 
O melhor que pode fazer nesse momento é estar pronto e com um planejamento para uma nova fase na vida!
Por: 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Até que a Demissão nos Separe


Todo emprego tem uma relação parecida com a de muitos casamentos e exige sacrifícios e decisões de ambas as partes. 

Num primeiro momento vem a fase de aproximação e respeito mútuo.

 A entrevista é suave, as palavras são lapidadas e a troca de olhares é intensa. Sobram gentilezas e é permitido confidenciar as expectativas. As partes se medem da cabeça aos pés, disfarçadamente, cada uma com sua técnica e, por mais que se esforcem, não há como identificar os defeitos que ambas fazem questão de esconder ou que a cegueira do amor não é capaz de perceber.

Na relação patrão-empregado, o namoro dura pouco. Há mais de 200 anos é assim, desde a Revolução Industrial. A lua-de-mel começa no mesmo dia da admissão e dura menos ainda, afinal, a união precisa produzir frutos o mais rápido possível. Não sobra muito tempo para amaciar a presa, acariciá-la nem prepará-la psicologicamente para a consumação do fato, a tal das preliminares. O início é meio dolorido, mas aos poucos a relação se ajeita e ambos vão pegando amor e ódio pelo caminho.

Nos primeiros meses você percebe que aquele sorriso já não é tão meigo, aquele corpinho já não é tão bonito quanto você imaginava e aquela barriga do tipo “tanquinho” era mais agradável na foto do que ao vivo. Coisas incríveis começam a acontecer: você já não quer mais andar de mãos dadas, encontra defeitos com frequência, passa a ser inquirido em qualquer atraso ou saída antes do horário e as horas-extras seguidas começam a despertar preocupações.

Aos poucos inicia aquela marcação cerrada, pois você precisa dar mais atenção para a família e a empresa começa a ficar com ciúmes considerando que a primeira custa dinheiro e a segunda provém o dinheiro. Assim, você conclui que o melhor mesmo a fazer é dar mais atenção para a empresa, afinal, você trabalha loucamente pelo bem da família e pressupõe que todos devem compreender essa relação que deve ser infinita enquanto dure.

Depois de algum tempo, os desgastes no relacionamento são inevitáveis a ponto de gerar implicância, por vezes irreversível, comum nos primeiros anos em que você passa por um verdadeiro teste de provação. Por mais que você se esforce, saia no horário, diga a verdade e ainda traga flores, as coisas começam a tomar um rumo diferente. A partir desse instante, o nível de conflito aumenta a cada dia e as expectativas terminam frustradas por parte de ambos. Em suma, é preciso discutir a relação.

Bem, por um momento é necessário colocar o peixe sobre a mesa, como se diz na Sicília e, antes que o cheiro comece a exalar de verdade, ainda dá tempo de limpá-lo. Entretanto, quando a relação está estremecida e as expectativas não foram esclarecidas desde o início, entra em cena aquilo que comumente chamamos de orgulho e, apesar das inúmeras tentativas de diálogo, os dois lados tem razão e ninguém quer ceder. Cada um se perde no próprio mar de justificativas e, assim, nada mais pode reverter o processo de separação, por vezes amistoso, por vezes litigioso.

O fato é que a separação sempre traz danos para ambos os lados embora o elo mais fraco da corrente acabe sempre mais prejudicado. Obviamente, uma das partes empenhou um bom pedaço da vida apostando numa relação que tinha tudo para ser um conto de fadas, porém, como é mais fácil tentar novamente do que cada parte abrir mão da verdade, a relação acaba e cada qual decide seguir o próprio caminho.

Emprego e casamento possuem trajetórias semelhantes. A diferença fica por conta da emoção e da frieza. No casamento, as pessoas demoram a entender o significado dos termos trabalho em equipe, relacionamento interpessoal, vestir a camisa, negociação e feedback. No emprego, as pessoas demoram a entender o significado das palavras amor, dedicação, carinho, companheirismo, respeito e consideração pelo próximo. Em geral, você entra colaborador e quando acham que está rendendo menos do que o esperado, assume o posto de disponível para o mercado. No casamento, meu bem, na separação, meus bens.

Contudo, não se desespere. Como diz o dito popular com relação ao casamento, sempre existe uma tampa para uma panela velha desorientada. No caso do emprego, lembre-se: até um pé no traseiro o empurra para frente. Na maioria das vezes, as pessoas e as empresas não nos tratam como a gente gostaria e isso não significa que será sempre assim. Encontrar o emprego ou o par ideal requer a paciência do garimpeiro.

Portanto, até que a demissão o separe, procure seguir a sabedoria do Menestrel (poema atribuído a Shakespeare): “Plante seu jardim e decore sua alma em vez de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!”.

Por fim, procure entregar-se com todas as suas forças para a construção de um relacionamento melhor, de uma vida melhor e de um ambiente melhor de trabalho. Apesar de tudo, mantenha-se fiel, seja leal, humano e ao mesmo tempo profissional, a menos que esteja disposto a pagar o preço alto da separação. Se esta for a sua decisão, ainda que o custo lhe doa no bolso e na alma, lembre-se de que todos têm o direito de encontrar a própria felicidade, quer no trabalho, quer no casamento. 

Pense nisso e seja feliz!

Fonte: Jerônimo Mendes  - http://www.qualidadebrasil.com.br/

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Veja 15 comportamentos que podem destruir sua carreira lentamente

Existem grandes erros que podem arruinar a sua reputação no trabalho imediatamente ou até mesmo levá-lo à demissão. 
Mas é o acúmulo gradual de infrações menores que mantém os profissionais longe de alcançar o topo de sua carreira.
Maus hábitos como dar respostas curtas em e-mails e se manter atento somente às suas tarefas diárias podem prejudicar sua reputação profissional.
O site de carreiras norte-americano Business Insider listou 15 maus comportamentos que podem destruir sua credibilidade e custar seu sucesso.
1) Você não se adapta à cultura da empresa
Todo local de trabalho opera com seu próprio conjunto de costumes sociais. Não fazer um esforço para assimilar essa cultura passa a impressão de desaprovação e julgamento. A atitude de se manter alienado dos colegas de trabalho faz parecer que o profissional não se importa com a formação de relações positivas no ambiente de trabalho.

2) Você inventa desculpas
Não assumir a responsabilidade por seus erros e fracassos ainda trará consequências. Esperar até o dia da entrega de um projeto para avisar que você está atrasado, por exemplo, diz ao chefe que você não sabe gerenciar seu tempo.

3) Você faz o mínimo
Cumprir prazos e entregar o trabalho fazendo apenas o mínimo necessário passa a impressão de complacência. Por outro lado, se manter à procura de oportunidades em vez de esperar que elas caiam no seu colo mostra ao chefe que você se preocupa com o seu futuro na empresa.

4) Você não segue adiante
Não fazer uma coisa que você disse que ia fazer pode comprometer sua credibilidade. Manter a sua palavra mostra que você é confiável e pode ter novas responsabilidades quando for considerado para uma promoção.

5) Você se veste como um 'pateta'
Uma vez estabilizado em uma posição na empresa, pode ser fácil deixar sua aparência de lado. Entretanto, se vestir mal pode prejudicar sua credibilidade e autoridade e ainda pode passar a impressão de que você não se importa com o que faz. Lembre-se sempre de se vestir para o trabalho que você quer.

6) Você é pessimista
Se você anda com uma atitude ruim, isso pode se tornar um incômodo para o seu chefe e ainda pode arrastar a equipe para baixo. Lamentar e reclamar constantemente não faz de você uma pessoa agradável e certamente não fará seu chefe querer mantê-lo perto por muito tempo.

7) Você ignora os colegas de trabalho
Fazer amizades com colegas é tão importante quano cultivar o relacionamento com seus superiores. Faça um esforço para ser conhecido e para que os colegas queiram compartilhar informações com você e ajudá-lo quando precisar.

8) Você sempre está na defensiva
Seu chefe não espera que você seja perfeito, mas ficar na defensiva quando recebe um feedback negativo faz você parecer pouco profissional. Se você não está disposto a ouvir críticas construtivas, isso diz ao seu chefe que é improvável que você tenha um desempenho melhor.

9) Você procrastina
Adiar projetos até o último minuto não só coloca a pressão sobre você, como dificulta o andamento do trabalho de outras pessoas que dependem de que você faça a sua parte. Se algo der errado, você provavelmente será o primeiro responsabilizado.

10) Você é 'seco' nos e-mails
Não importa o quão amigável você é com uma pessoa: uma linguagem concisa pode ser facilmente mal interpretada em um e-mail. Mesmo que não seja intencional, e-mails rudes podem acabar com sua reputação no escritório e manter as pessoas afastadas de você.

11) Você não faz contribuições significativas
Dizer alguma coisa em uma reunião apenas por falar não acrescenta nada de produtivo. Em vez disso, prepare-se para participar e lembre-se que quantidade não é qualidade.

12) Você sempre está atrasado
O atraso frequente significa que existe algo mais importante para você do que chegar no horário. Isso passa a impressão de desrespeito e indeferença, fazendo as pessoas desconfiarem de você. Não importa o que aconteça, sempre procure uma maneira de ser pontual.

13) Você nunca para de falar
É ótimo tentar conhecer os colegas de trabalho, mas a socialização constante impede que as pessoas comecem a reparar no seu trabalho. Mantenha a conversa durante o almoço ou nas pausas para não irritar os outros e se tornar uma pessoa com quem ninguém vai querer trabalhar.

14) Você ignora e-mails
Deixar de responder e-mails em um prazo razoável não só frustra aqueles que precisam de respostas, mas também significa para os seus colegas que eles não valem a pena a ponto de você usar seu tempo para respondê-los.

15) Você é rude
Fazer um bom trabalho sem se importar se ninguém gostaria de trabalhar com você. Isso é grosseiro e a maioria dos gestores não tolera funcionários irreverentes. Ser educado é a chave para conquistar as pessoas.

Copiado: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/06/veja

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Lista das 10 Piores Razões que Alguém já foi Demitido


Ser demitido já é ruim. Imaginem então se o motivo é ter feito uma paródia de Gangnam Style, escrever em Caps Lock ou ser irresistível?

Ser demitido já deixa um sentimento ruim para o profissional, não importa quais sejam as circunstâncias. 
Nessas horas, uma boa razão para o ato pode lhe ajudar a melhorar seu desempenho profissional ou até mesmo servir como um consolo, quando a demissão não dependia de seu rendimento.

Mas, será que todos os empregadores dão boas razões para demitir seus funcionários? 

O site americano Listverse mostra que não e dá 10 exemplos de chefes e empresas “sem noção” que demitiram seus colaboradores por motivos, no mínimo, incomuns. Confira:

1. Demitido por um crime de 50 anos atrás
Cometer um crime pode marcar a vida profissional de qualquer um. Mas se esse foi em 1963, quando Richard Eggers usou um boneco de papelão para operar uma máquina de lavar roupa em uma lavanderia ainda adolescente, a demissão pode ser bem injusta.
Eggers foi pego por novas regulamentações bancárias federais, que proibia empregar qualquer um que tenha sido condenado por um crime envolvendo "desonestidade, abuso de confiança ou de lavagem de dinheiro”.

2. Demitidos por fazer uma paródia de Gangnam Style
Desta vez, Psy falhou em divertir todos os fãs de Gangnam Style. Após 14 salva-vidas californianos gravarem um vídeo com uma paródia da música coreana, chamada de “Lifeguard Style”, todos foram demitidos. O problema, aparentemente, foi que eles estavam usando trajes de banho do trabalho e o vídeo foi feito na piscina onde trabalhavam. Eles responderam que as filmagens foram feitas durante as folgas, só por diversão. Mas, como podem ver, essa desculpa não foi o bastante para ter seus empregos de volta.

3. Demitida por escreve com apenas letras maiúsculas (Caps Lock)
Na era digital, há poucas coisas mais irritantes do que pessoas que digitam apenas com letras maiúsculas. Isso custou a Vicki Walker seu emprego. Ela afirmou que gostava de escrever e-mails no trabalho com o botão Caps Lock e que passava a impressão a todos de “agressiva”. A parte engraçada da história é que, durante o processo de rescisão injusta - que, por sinal, ela ganhou - seu ex-empregador só mostrou como prova seus e-mails com as tais letras maiúsculas.

4. Demitido por fazer piadas de sua série de TV favorita
Atenção para aqueles que utilizam os jargões de seus programas de TV favoritos. John Preston foi demitido por utilizar no trabalho muitas expressões de um seriado chamado Seinfeld. Preston e seus colegas diziam “You’re so good looking” (Você é tão atraente, em português) em vez de “Bless you” (Saúde) quando algum colega do trabalho espirrava, igual aos personagens da série. Para seu azar, o “elogio” foi dirigido a uma mulher atraente que não gostou nada da expressão. O caso foi determinado como assédio sexual e Preston prontamente foi mandado embora.

5. Demitidos por usar roupas da cor laranja no trabalho
Na Flórida, Estados Unidos, é uma tradição entre os escritórios usar roupas da cor laranja em dias de pagamentos, como um sinal de solidariedade. Mas em 2012, um escritório de advocacia demitiu nada menos que 14 profissionais que estavam vestindo roupas da cor por meses - simplesmente porque os novos executivos da empresa, de alguma forma, tomaram como um insulto essa tradição, por acreditarem que isso era uma forma de protesto (apesar de já existir antes deles chegarem na empresa).

6. Demitido por reclamar no Facebook
Dan Leone aprendeu da forma mais difícil que as redes sociais não são equivalentes a diários pessoais. O fã e funcionário do Philadelphia Eagles, time de futebol americano, reclamou na rede sobre a gestão do time e sobre seu jogador favorito assinar contrato com outro clube. O resultado? Ele foi demitido.

7. Demitido por intervir em um roubo de carro
Juan Canales trabalhava como garçom em um restaurante tailandês quando, um dia, lutou com um ladrão que estava ameaçando com uma faca uma mulher do lado de fora do restaurante. Depois de salvar a moça do assalto e recuperar seu carro, Juan foi demitido por, aparentemente, gerar publicidade para o restaurante sobre o caso.

8. Demitida por ser irresistível
Melissa Nelson, casada e mãe, trabalhava há 10 anos como assistente de dentista. Ela era a profissional perfeita para o cargo, a não ser por um detalhe: ser muito atraente para seu chefe, James Knight, resistir. Por insistência de sua esposa, o dentista demitiu a profissional. Nelson tentou processá-lo por uma demissão injusta, mais o tribunal sustentou o ato, confirmando que ela era, de fato, muito atraente para seu trabalho.

9. Demitido por vencer uma partida por 100 a zero
Quando você é um treinador de time seu maior objetivo é vencer, certo? Sim, mas o que Micah Grimes, treinador de um time de basquete, descobriu é que a definição de vencer por uma “folga” no placar tem limite. Em 2009, Micah treinou sua equipe de basquete escolar para uma vitória de 100 a zero sobre o time adversário, que era uma academia especializada em ajudar crianças com dislexia e demais dificuldades de aprendizado.
A escola, que era cristã, determinou sua demissão por vencer com uma pontuação nada simbólica, o que era uma vergonha para a instituição que defendia a tolerância e piedade.

10. Demitida por fazer um blog
Hoje em dia, quase todos têm um blog e esse hábito é muito bem visto por empregadores. Mas, certamente, esse não foi o caso da comissária de bordo da empresa Delta, Ellen Simonetti. Intitulado “Diário de uma Comissária de Bordo”, seu blog foi o pivô de sua demissão, pela empresa acreditar que a comissária passava uma imagem ruim e que publicava conteúdo "inapropriado" em seu blog.

Por Luiza Belloni Veronesi -

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Como Conduzir uma Demissão


Até mesmo os melhores gestores de vez em quando têm de lidar com a desagradável missão de informar a um funcionário que ele não faz mais parte dos planos da empresa e está dispensado. 

Situação que se torna ainda mais difícil se a pessoa em questão reage mal à notícia ou a condução é feita por alguém inexperiente ou desqualificado.

Aliás, quando o dispensado demonstra surpresa significa que a sua comunicação com o líder era falha, afinal se este colaborador estivesse recebendo feedback acerca do seu baixo desempenho não haveria uma frustração considerável e nem mesmo uma provável reclamatória trabalhista posterior decorrente do desligamento mal conduzido.

Também é preciso deixar claro que a demissão do trabalhador deve ser feita pelo seu gestor direto. Aquela história do profissional de RH dar a “má notícia” é um equívoco e tanto, afinal este é um ônus da liderança

É claro que vale a pena contar com a presença de um profissional especializado para esclarecer eventuais dúvidas relacionadas às verbas rescisórias e mediar um clima amistoso, mas quem deve conduzir os trabalhos é o superior imediato. 

Porém, antes de informá-lo a respeito do desligamento é aconselhável fazer um backup de todos os documentos que existem no computador do profissional que está de saída. 

Infelizmente, já ouvi inúmeros relatos de pessoas que apagaram todos os registros do seu trabalho a fim de complicar a vida dos substitutos. Logo, não se trata de desconfiança e sim de zelar pelo patrimônio da empresa. 

Quanto à data e horário, se possível o comunique da decisão logo no início da semana e evite fazê-lo próximo a datas festivas, como o Natal, pois além de tirar o emprego desta pessoa você também acabará com o final de ano dela ou provocará um sofrimento desnecessário. 

Com relação ao local, escolha uma sala na qual vocês possam conversar a sós e sem que ela se sinta humilhada publicamente.

Durante a conversa, evite longas explicações e nada de fazer brincadeiras ou contar piadinhas. Além disto, seja claro, pois não é incomum que o funcionário acredite se tratar apenas de uma repreensão ou coisa do gênero e depois questione sua decisão a fim de revertê-la. 

Ou seja, nada de tecer elogios exagerados ou ficar pedindo desculpas, pois ele certamente dirá: “Então por que você está me dispensando?” 

Outra dica importante: tome cuidado para não deixar este tipo de informação vazar, pois é muito desagradável ficar sabendo da demissão por terceiros. Entretanto, assim que possível informe os demais membros da equipe sobre o desligamento a fim de evitar que as conversas de corredor promovam terrorismo ou reforcem informações inverídicas.

E se ele solicitar uma carta de recomendação? Neste caso só prometa indicá-lo a um terceiro se for cumprir sua palavra ou então diga que infelizmente não poderá fazê-lo, sem entrar em detalhes. 

Mas é claro que se o profissional tiver maturidade suficiente para escutá-lo, você poderá explicar os motivos para ajudá-lo a não cometer os mesmos erros adiante.
As empresas precisam ter ciência de que a rotina de demissões é extremamente danosa para quem almeja conservar um bom ambiente de trabalho e um desempenho excepcional. 

Todavia, para isto precisam focar seus esforços o quanto antes na contratação das pessoas certas e na capacitação das mesmas, bem como saber que algumas vezes será necessário agir rápido para distanciar aqueles que não devem permanecer no barco. 

Quando assim atuam, são justos com a pessoa demitida – que poderá reescrever sua história em outro lugar – e com a própria organização – que terá a chance de contratar logo a pessoa de que precisa. 

E mais: a forma com que você conduz a demissão de alguém dá um sinal claro àqueles que permanecem sobre como poderão ser tratados no futuro, tanto nas horas boas quanto nas ruins