quarta-feira, 15 de maio de 2013

Desafios da Gestão Estratégica de RH


Além disto, não é novidade para ninguém que as dificuldades em encontrar e motivar talentos parecem crescer a cada ano.

CONEXÃO ENTRE RH E ESTRATÉGIA

Enquanto os executivos seniores não tiverem uma visão precisa das atividades de RH, a área não irá alcançar o seu verdadeiro papel dentro da organização. 
Para tanto, dois conjuntos de atividades são necessários.  

O primeiro é compreender como a estratégia de longo prazo da organização irá influenciar a demanda por pessoas.

A idéia aqui é analisar a oferta e demanda futura para o “mercado de pessoas” com base em diferentes cenários de crescimento. Desta forma, a empresa terá condições de identificar não só a quantidade, mas também as capacitações que sua força de trabalho precisará ter dentro de 3, 5 ou até 10 anos.

Adicionalmente, os executivos de RH precisam ser capazes de medir e comprovar o valor das principais atividades executadas pela área (Atração, Retenção, Desenvolvimento e Compensação) e, principalmente, como estas atividades contribuem para o alcance da estratégia da empresa.

O objetivo disto é permitir que os executivos seniores de uma organização consigam apreender as principais métricas de RH com a mesma facilidade com que ele apreendem as métricas financeiras, contábeis ou de marketing.

ATRAIR TALENTOS

O gap de talentos no Brasil tem sido um dos temas prioriários na agenda de executivos de RH em diferentes setores da economia. A causa deste fenômeno é estrutural e não será resolvida dentro de muito anos. No entanto, em nível individual, uma organização pode se municiar para enfrentar isto.

Executivos de RH devem observar seus pares nas áreas de marketing, e, aprender como estes algumas das técnicas de atração de clientes. Neste caso, caberá aos executivos de RH desenvolver e comunicar a proposição de valor do RH e ativamente promover isto para os candidatos potenciais e também para opool atual de talentos.

À primeira vista, esta recomendação pode parecer ingênua. No entanto, durante o exercício de desenvolvimento da proposta de valor do RH, a organização irá se deparar com questões fundamentais que a ajudarão a se preparar melhor para a tal “guerra por talentos”.
Neste contexto, caberá ao RH desenvolver ações específicas em alguns dos temas abaixo para transformar a organização
  • Gestão de Talentos
    • Pacotes de remuneração específicos para talentos e high potential individuals.
    •  Oportunidades de carreira customizadas
    • Desenvolvimento de Lideranças
      • Prover benefícios adicionais (tangíveis e intangíveis) para indivíduos avaliados como bons líderes
      • Gestão de Performance, Benefícios e Remuneração
      • Aumentar a transparência sobre o processo de bonificação e promoção
    • Diversidade
      • Desenvolver campanhas de atração para grupos específicos de profissionais, como minorias, imigrantes e mulheres.
      • Desenvolver pacotes de benefícios específicos para diferentes grupos de idade.
    • Work Life Balance
      • Oferecer anos sabáticos
      • Horário de trabalho flexíveis / Home-Office
    • Job Sharing (trabalho part-time, onde dois indivíduos realizam o trabalho de um indivíduo e são remunerados proporcionalmente)
RH ESTRATÉGICO E ATRAÇÃO DE TALENTOS

Certamente, o conjunto de desafios a serem enfrentados pelos executivos de RH é superior a dois. No entanto, a escolha destes dois não foi aleatória. De um lado, temos um “desafio interno” que passa por permitir que o RH alcance o seu verdadeiro papel estratégico nas organizações. De outro, temos um “desafio externo”, associado à atração e retenção de talentos.

Avaliados em conjunto, o enfrentamento destes dois desafios permitirá as organizações construírem as bases para que o RH seja uma verdadeira alavanca de valor e diferenciação

terça-feira, 14 de maio de 2013

A Cultura da Meritocracia


Empresários brasileiros vêm dando verdadeiras aulas sobre como implantar a meritocracia em grandes corporações, com destaque para Jorge Paulo Lemann, controlador da AB-Inbev, Heineken, Burger King e Ketchup Heinz. 

Por isto, muitas outras organizações do país – de todos os portes – também falam em adotar este modelo de gestão, mas será que estão preparadas para tal?

A imagem que logo vem à mente quando se lê algo sobre este tema é aquela das empresas do Vale do Silício que atraem gente competentíssima para tocar projetos nos quais os horários de trabalho são flexíveis, há salões de jogos, vários restaurantes e um clima descontraído e agradabilíssimo. 

Aliás, será que alguém que já assistiu a vídeos na internet sobre os escritórios do Google foi capaz de permanecer indiferente àquele prometido reino mágico?
Todavia, não se constrói uma cultura organizacional baseada na performance sem algumas características. 

A ideologia das empresas meritocráticas, por exemplo, geralmente é marcada por gestos de devoção, rituais, símbolos, credos e valores particulares próprios daquele lugar que em alguns casos lembram estratégias adotadas por seitas religiosas e cuja frase-símbolo é algo do tipo: 
  • “Não existe lugar melhor no mundo para se trabalhar”.
Você também pode esperar muita cobrança por desempenho vindo de todos os lados quando atua numa delas. 
Bater metas, por exemplo, é uma ordem a ser cumprida e tenha a certeza de que você só ganhará uma estrelinha do gestor quando superar com louvor os números estabelecidos.
E no caso de não alcançar as metas por algum motivo, seja ele qual for? 

Conserve três certezas: todos na empresa saberão do seu pífio desempenho em tempo real, a conversa com o gestor será muito franca e haverá gente por perto escutando tudo o que ele diz para você. 

Constrangimento que nem terá tempo de processar, pois é melhor agir rapidamente para não receber uma notícia pior ainda logo adiante.
Mas, então, por que a meritocracia funciona tão bem em algumas empresas? 

Porque elas aprenderam a criar políticas eficazes de reconhecimento público àqueles que alcançam desempenho excepcional. Ou seja, os 10% melhores são lembrados no discurso do presidente, gozam de reputação junto aos pares e, especialmente, riem à toa com a polpuda remuneração variável que seus contracheques apontam mês a mês.
É por isto que a meritocracia exige avaliações de desempenho periódicas, uma excelente capacidade de comunicação dos indicadores que as pessoas precisam acompanhar e alguns gestores exigentes que impulsionam todos a se superarem dia após dia. 

Por outro lado, tenha certeza que, trabalhando numa delas, também encontrará uma organização pulsante e com pessoas incrivelmente satisfeitas, pois quem não se adapta ao seu perfil único logo pede pra sair.
A maioria das organizações meritocráticas sobre as quais você já ouviu falar tem grande porte, marcas reconhecidas e suas histórias são narradas por matérias de capa nas principais revistas de negócios, mas não se surpreenda quando encontrar pequenas empresas que aplicaram com sucesso os fundamentos deste modelo de gestão. 
  • Em comum, todas carregam em seu DNA a transparência como valor primordial e o sensível interesse de recompensarem as pessoas talentosas que reforçam aquilo que elas querem de cada um dos membros do seu time.
Sou a favor desta cultura, mas tome o cuidado de conhecer de perto algumas experiências positivas antes de implantá-la em sua empresa, a fim de ter ciência do terreno onde está pisando. 

Para quem valoriza o paternalismo, é condescendente com o desempenho medíocre ou nem pensa em divulgar os números da empresa para todo mundo a meritocracia é uma utopia.

Fonte: Wellington Moreira  - www.qualidadebrasil.com.br 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Paradoxo da Produtividade


Em todo o mundo, especialmente no Brasil, empresas estão enfrentando uma crise no engajamento dos seus funcionários. Prova disso é que um dos temas mais recorrentes em todas as solicitações de palestras e treinamentos é o tal do “comprometimento”.
Mas, a moeda tem sempre duas faces. Uma das raízes dos problemas é que todas as empresas estão, sob formas diversas,  colocando excessiva pressão sobre os trabalhadores para produzir. 
Existe uma grande demanda, nos discursos organizacionais, por competências, em outras palavras: tarefas adicionais para agregar valor e reduzir os custos da operação, com foco em competitividade.
Isso significa, em termos gerais a inclusão novas rotinas e aumento das áreas de responsabilidade em todos os níveis de atuação departamental. O resultado destas políticas impulsiona os trabalhadores a tentar fazer muito mais em menos tempo, o que ocasiona a extinção do engajamento a curto prazo, por estafa biológoca e psicológica, o chamado burn-out.
O problema é complicado, pois de um lado existe a aceleração das demandas insaciáveis pela rentabilidade e de outro as limitações e necessidades puramente humanas, que estão além de qualquer lógica da administração. Além disso, o tempo é finito e a energia das pessoas também, uma vez que não se pode aumentar as suas reservas de energia pessoal, simplesmente estabelecendo uma nova “meta”. 
Como nenhum discurso motivacional pode suprir a extinção das forças individuais e as exigências são constantes, tem-se um impasse. Então, o resultado pode ser medido em absenteísmo, presenteísmo e rotatividade, com os colaboradores simplesmente indo embora ou ficando completamente desinteressados em ouvir mais um sermão sobre desafios.
Falta, certamente, um ponto de equilíbrio, a que chamamos bom senso. Do mesmo modo, falta uma maior visão dos administradores, para a questão do custo benefício, uma vez que existe risco inerente ao aumento de desempenho, que não respeite as condições ideais de entrega dos resultados. 
Pensando nisso, uma das chaves é estabelecer programas de qualidade de vida, baseados na reestruturação das rotinas, bem como na autorização das empresas em permitir que seus colaboradores flexibilizem os processos produtivos.
Uma destas chaves é a possibilidade de se estabelecer pequenos rituais, como como desligar o  e-mail por algumas horas ao dia para que se possa concentrar nas prioridades. Até mesmo, recusar telefonemas (mesmo do chefe) com o intuito de cumprir o que é estabelecido, sem ter que se preocupar com represálias. 
Essa estratégia pode incluir sair do escritório e fazer uma caminhada diária para obter uma pausa – que permita renovar o seu físico, emocional, energia mental e espiritual. A forma é variável, o que importa é cair a ficha que o colaborador possui um corpo e uma mente. Ou seja, falamos aqui de técnicas de descompressão, que podem levar a uma reposição do potencial e fazer frente às demandas solicitadas. O ponto é que vale mais ausentar-se por pequenos períodos, para alinhar o corpo e a mente para a entrega de resultados. Não é somente os grandes líderes que podem jogar tênis e ir ao escritório depois. Porque não você?
Essas mudanças de comportamento são plenamente sustentáveis. Rentáveis, pois permitem que cada um faça a gestão de sua energia e criatividade. No entanto, se a mesquinha cultura de privilégios somente permite que os líderes nos níveis mais altos de uma organização, tenham “direito” a esta reciclagem diária, então é melhor aumentar o efetivo do RH, pois os talentos continuarão a ir embora… 
Na melhor das hipóteses, continuarão a ver na empresa, apenas um meio de ganhar a vida.
As pessoas devem poder se sentir seguras para tirar um tempo do dia em uma base regular. Ok. Não precisa sair para dar uma volta no parque, mas deve-se ter a chance de recarregar as baterias, pois isto é que permite dar conta do aumento de produtividade. Trata-se de um paradoxo? Nem tanto! 
Os antigos romanos já faziam isso, através da distinção entre otium e negotium, quer dizer: desfazer-se das atribuições profissionais por um tempo do ano, recuperar-se e instruir-se, para depois voltar com plena energia para o trabalho. Claro que, naqueles tempos podia-se ficar alguns meses longe das tribulações laborais, coisa impensável nos dias de hoje. Mas, porque não abrir um espaço na carga horária, para seguir uma metodologia consagrada?
Segundo o Harvard Business Review, a Sony Pictures já fez isso e deu certo. Eles implementaram um programa de gestão de energia que atingiu cerca de metade da empresa. Até o momento, a reação tem sido extremamente positiva, com cerca de 88% dos participantes dizendo que a possibilidade de recarregar as baterias os tornou mais focados e produtivos. 
Além disso, as pesquisas internas concluiram que mais de 90% afirmam que o programa os ajudou a trazer mais energia para trabalhar todos os dias e 84% dizem que se sentem mais capazes de gerenciar as demandas de seus empregos e estão mais envolvidos no trabalho.
Para os céticos e aqueles líderes que não largam a mão do gato de nove caudas, os mentores do projeto acreditam que essas mudanças têm ajudado a impulsionar o desempenho da empresa. Apesar da recessão, a Sony Pictures teve seu ano mais lucrativo de sempre em 2008 e um dos seus anos de maior receita em 2009.
Em minha avaliação, falta enterrarmos não as desculpas, mas todo um modelo de gestão que ainda vigora com base no apontamento de produção e autocracia. Que me desculpem os adoradores de ídolos, mas nem tudo o que Drucker, Keynes, Porter ou Demming disseram pode ser aplicado em nossos dias. 
Que o digam Henry Mintzberg ou Bernard Maris. Os processos continuam importantes, mas as gestões frias dos indicadores edashboards, não levam em conta – nem por um segundo – os valores humanos, mas tão somente os benefícios aos stakeholders e a eficiência das operações.
A nova normalidade significa mudança constante, inclusive das estratégias para gestão de pessoas e posturas éticas. As empresas devem reinventar-se, se quiserem sobreviver. Devemos olhar para a mudança organizacional através de duas lentes muito diferentes – primeiro examinando a relação entre reestruturação e melhor desempenho, de maneira a adequar a competitividade com sustentabilidade e pensamento de longo prazo.
No segundo caso, mapear a reorganização como um meio de manter a estrutura de uma empresa em sintonia com a dinâmica humana. Dinâmica esta, que permita liberdade, dignidade, criatividade e inovação, de maneira a prospectar novos caminhos para manter os funcionários engajados e não apenas sobrecarregados, pois este sim é um paradoxo produtivo.

sábado, 11 de maio de 2013

História do Dia das Mães


Feliz dia das Mães... em especial a minha... 

Valdinar Cavalcante (Foto:Jorgenca)

Mãe: sinônimo de amor, carinho e dedicação...

Introdução

No Brasil, o Dia das mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio (de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas). 

É uma data especial, pois as mães recebem presentes e lembranças de seus filhos. Já se tornou uma tradição esta data comemorativa. 

Vamos entender um pouco mais sobre a história do Dia das Mães.

História do Dia das Mães

Encontramos na Grécia Antiga os primeiros indícios de comemoração desta data. Os gregos prestavam homenagens a deusa Reia, mãe comum de todos os seres. Neste dia, os  gregos faziam ofertas, oferecendo presentes, além de prestarem  homenagens à deusa.

Os romanos, que também eram politeístas e seguiam uma religião muita parecida com a grega, faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias ( entre 15 a 18 de março). Também eram realizadas festas em homenagem a Cibele,  mãe dos deuses.

Porém, a comemoração tomou um caráter cristão somente nos primórdios do cristianismo. Era uma celebração realizada  em homenagem a Virgem Maria, a mãe de Jesus.

Mas uma comemoração mais semelhante a dos dias atuais podemos encontrar na Inglaterra do século XVII. Era o “Domingo das Mães”.  Durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães. Aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães. Portanto, era um dia destinado a visitar as mães e dar presentes, muito parecido com que fazemos atualmente.

Nos Estados Unidos, a ideia de criar uma data em homenagem às mães foi proposta, em 1904, por Anna Jarvis. A ideia de Anna era criar uma data em homenagem a sua mãe que havia sido um exemplo de mulher, pois havia prestado serviços comunitários durante a Guerra Civil Americana. Seus pedidos e sua campanha deram certo e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso Norte-Americano. 

A lei, que declarou o Dia das Mães como festa nacional,  foi aprovada pelo presidente Woodrow Wilson. Após esta iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram a data no calendário. 

Após estes eventos, a data espalhou-se pelo mundo todo, porém ganhando um caráter comercial. 

A essência da data estava sendo esquecida e foco passou a ser a compra de presentes, ditado pelas lojas como objetivos meramente comerciais. 

Este fato desagradou Anna Jarvis, que estava muito desapontada em ver que o caráter de solidariedade e amor da data estavam se perdendo. Ela tentou modificar tudo isso. Em 1923, liderou uma campanha contra a comercialização desta data. Embora com muita repercussão, a campanha pouco conseguiu mudar.

Regras Básicas da Boa Convivência


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um Marketing Contra o Consumo? Como Assim?


Imagine que daqui a uma década, as propagandas que você lê nos jornais e revistas sejam essas:
  • “Pense bem antes de comprar, você realmente precisa desse sapato?”
  • “Sua geladeira quebrou? Aproveite e faça um ventilador com ela!”
  • “Para que ter um carro, pagar impostos, seguros e estacionamento se você pode alugar um na esquina?”
Um anti-marketing? 
  • Uma propaganda que incentive o “não consumo”, uma consciência ambiental, de reciclagem, reaproveitamento, cuidado com o meio ambiente. 

É bem provável que sim, mensagens como essas sejam o foco dos marqueteiros em um futuro próximo. Cada vez mais, com a exigência da sociedade por atitudes mais consistentes de preservação do meio ambiente, e também pelo próprio limite de recursos naturais do planeta, sejam elaboradas, a exemplo da Lei de Compensação Ambiental, uma Lei de Compensação Ideológica.
A ideia, de Daniel Menin, do Marketing da VAGAS, é fazer com que as empresas invistam o mesmo valor gasto em campanhas publicitárias milionárias para vender produtos e serviços que comprometam o meio ambiente, para campanhas educativas que levem à consciência e educação ambiental.
  • “Significaria ainda termos todo um novo setor de comunicação (profissionais, agências e produtoras) que hoje se vendem ao consumo sendo pagas para pensar em comunicação de sustentabilidade e educação de consumo mais consciente”, argumenta Menin, espeleólogo quando está fora do ambiente corporativo.

O “Car Sharing”, um novo negócio que ganha força especialmente na Europa, até em consequência da crise econômica da União Europeia, já ganhando milhares de adeptos todos os dias. Carros muito pequenos, que utilizam pouco espaço para estacionamento e funcionam com energia elétrica, já parecem ser um excelente sintoma de uma nova postura frente aos problemas ambientais que o planeta apresenta.
As indústrias também têm se preocupado com certificações em seus produtos para mostrar mais respeito com a economia de energia e recursos alternativos. Não fica difícil imaginar que em breve os marqueteiros estarão frequentando cursos para terem maior consciência sobre as ciências que permeiam a gestão do meio ambiente e assim fazer outro tipo de campanha, com um impacto muito mais positivo na vida das pessoas, além de se proteger dos problemas causados por um marketing ambientalmente incorreto!
Ao longo dos séculos as novas tecnologias modificaram profissões, trouxeram benefícios científicos e longevidade para milhares de pessoas em determinados momentos, mas a curva do gráfico “do progresso” tem se mostrado em decadência. As mudanças climáticas e suas consequências, como por exemplo, grandes perdas de safras de alimentos, doenças crônicas, não podem ser mais ignoradas. A tecnologia só traz avanço quando está sintonizada com práticas mais sustentáveis: ambientalmente, economicamente e socialmente.
Que venham os novos marqueteiros. E que tenham a mesma competência para reverter o cenário que vivemos. O futuro pode estar muito mais próximo do que imaginamos!
Por Fabíola Lago - http://www2.vagas.com.br/

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ferramentas utilizadas no MASP (Método de Análise e Solução de Problemas)



MASP - (
Método de Análise e Solução de Problemas) - 
Algumas das várias técnicas, ou como gosto de chamar “ferramentas”, desta metodologia de análise que provavelmente você já conhece ou ouviu falar.
  • BRAINSTORMING 
O brainstorming, ou literalmente "tempestade cerebral" em inglês, ou ainda tempestade de idéias, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo colocando-a a serviço de objetivos pré-determinados.

É basicamente uma rodada de idéias, destinada a busca de sugestões para solução de problemas através do trabalho de grupo. Usado para gerar idéias rápidas e em quantidade, que podemos utilizar em diversas situações. 

De autoria de Alex Osborn, dentre diversos outros métodos, a técnica de brainstorming propõe que um grupo de pessoas, de duas até dez pessoas, se reúna e se utilizem das diferenças em seus pensamentos e idéias para que possam chegar a um denominador comum eficaz e com qualidade, gerando assim idéias inovadoras que levem o projeto adiante.

É preferível que as pessoas que se envolvam nesse método sejam de setores e competências diferentes, pois suas experiências diversas podem colaborar com a "tempestade de idéias" que se forma ao longo do processo de sugestões e discussões. Nenhuma idéia é descartada ou julgada como errada ou absurda. Todas as idéias são ouvidas e trazidas até o processo de brainwriting, que se constitui na compilação ou anotação de todas as idéias ocorridas no processo de brainstorming, em uma reunião com alguns participantes da sessão de brainstorming, e assim evoluindo as idéias até a chegada da solução efetiva.
Quando se necessita de respostas rápidas a questões relativamente simples, o brainstorming é uma das técnicas mais populares e eficazes.

  • DIAGRAMA DE DISPERSÃO
O diagrama de dispersão é um gráfico onde pontos no espaço cartesiano XY são usados para representar simultaneamente os valores de duas variáveis quantitativas medidas em cada elemento do conjunto de dados.

Permite a identificação do grau de relacionamento entre duas variáveis consideradas numa análise.

Quando observamos uma forte correlação podemos estabelecer a regressão entre as variáveis e através de fórmulas matemáticas utilizadas para fazer estimativas de uma variável em função da outra

O diagrama de dispersão é usado principalmente para visualizar a relação/associação entre duas variáveis, mas também para é muito útil para:
- Comparar o efeito de dois tratamentos no mesmo indivíduo;
- Verificar o efeito tipo antes/depois de um tratamento.


  • DIAGRAMA DE FLUXO
O diagrama de fluxos de dados (DFD) é uma ferramenta para a modelagem de sistemas. Ela fornece apenas uma visão do sistema, a visão estruturada das funções, ou seja, o fluxo dos dados.


  • COLETA DE DADOS
O Método de Coleta de Dados é o meio pelo qual a informação sobre as variáveis é coletada, conjunto de técnicas que, com o emprego de uma ”folha de verificação” apropriada, permite a obtenção de dados para um tratamento estatístico.


  • GRÁFICOS
Das mais variadas formas, os gráficos são ferramentas poderosas na veiculação de informações.
São destinados à síntese e apresentação dos dados, permitindo que sejam mais facilmente interpretados.


  • HISTOGRAMA
Na Estatística, um histograma, também conhecido como Distribuição de Frequências ou Diagrama das Frequências, é uma representação gráfica na qual um conjunto de dados é agrupado em classes uniformes, representado por um retângulo cuja base horizontal são as classes e seu intervalo e a altura vertical representa a frequência com que os valores desta classe estão presente no conjunto de dados. 

É uma das Sete Ferramentas da Qualidade. O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero, a distribuição de freqüência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades. 
A construção de histogramas tem caráter preliminar em qualquer estudo e é um importante indicador da distribuição de dados. Podem indicar se uma distribuição aproxima-se de uma função normal, como pode indicar mistura de populações quando se apresentam bimodais.
Basicamente são gráficos de colunas que mostram, de maneira visual muito clara, a freqüência com que ocorreu um determinado valor ou grupos de valores.



  • SIX SIGMA
UM SIGMA É…. Desvio padrão: mede o afastamento em relação a um valor central. Ele é representado tipicamente pela letra grega “σ”, logo, “Sigma” é um termo estatístico que mede o desvio em relação a um valor determinado.

O Seis Sigma ou Six Sigma (em inglês) é um conjunto de práticas originalmente desenvolvidas pela Motorola para melhorar sistematicamente os processos ao eliminar defeitos. Um defeito é definido como a não conformidade de um produto ou serviço com suas especificações. Seis Sigma também é definido como uma estratégia gerencial para promover mudanças nas organizações, fazendo com que se chegue a melhorias nos processos, produtos e serviços para a satisfação dos clientes. Diferente de outras formas de gerenciamento de processos produtivos ou administrativos o Six Sigma tem como prioridade a obtenção de resultados de forma planejada e clara, tanto de qualidade como principalmente financeiros.

O princípio fundamental do Seis Sigma é o de reduzir de forma contínua a variação nos processos, eliminando defeitos ou falhas nos produtos e serviços
Para melhorar a performance do processo, você tem que reduzir a variação.

Menos variação possibilita:
  - Maior previsibilidade do processo
  - Menos desperdício e retrabalho, o que abaixa os custos
  - Produtos e serviços melhores e mais duráveis
  - Clientes mais satisfeitos

Níveis de Performance:



O 6 Sigma como uma Filosofia:
- Desperdiça menos de 10% das vendas em custo de falhas;
- Produz 3,4 defeitos por milhão de oportunidades;
- Confia na Capacidade de processo que NÃO produz defeitos;
- Sabe que a companhia de alta qualidade também É a companhia de baixos custos;
- Tem uma metodologia para coletar e analisar as informações;
- Faz Benchmark com o melhor do mundo;
- Acredita que 99% é inaceitável!

Projetos Six Sigma seguem duas metodologias inspiradas pelo ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act Cycle) de Walter A. Shewhart (amplamente difundidas por W. Edwards Deming, no Japão pós-guerra). Estas metodologias, compostas de cinco fases cada, são chamadas pelos acronimos DMAIC e DMADV.

- DMADV é usado para projetos focados em criar novos desenhos de produtos e processos;
- DMAIC é usado para projetos focados em melhorar processos de negócios já existentes.

DMADV
A metodologia DMADV, também conhecida como DFSS ("Design For Six Sigma"), possui cinco fases:
- Define goals: definição de objetivos que sejam consistentes com as demandas dos clientes e com a estratégia da empresa;
- Measure and identify: mensurar e identificar características que são criticas para a qualidade, capacidades do produto, capacidade do processo de produção e riscos;
- Analyze: analisar para desenvolver e projetar alternativas, criando um desenho de alto nível e avaliar as capacidades para selecionar o melhor projeto;
- Design details: desenhar detalhes, aperfeiçoar o projeto e planejar a verificação do desenho. Esta fase se torna uma das mais longas pelo fato de necessitar muitos testes;
- Verify the design: verificar o projeto, executar pilotos do processo, implementar o processo de produção e entregar ao proprietário do processo.

O DMAIC é um método de resolução de problemas dividido em cinco etapas:
Define (Definir),Measure (Medir), Analyze (Analisar), Improve (Melhorar) e Control (Controlar). 
Começou a ser difundido pela Motorola na década de 80 do século passado e foi massificado pela GE dentro do Programa Seis Sigma, que forma especialistas (conhecidos como Black e Green Belts) empenhados em atacar problemas de maneira organizada, e com apoio de ferramentas de qualidade e estatísticas mais complexas. 

A explicação sobre cada uma das etapas do DMAIC é dada abaixo:

D – Define
Definir com precisão o cenário do projeto, dizendo qual é o problema.
M – Measure
Determinar a localização ou foco do problema, mostrando onde está o problema.
A – Analyze
Determinar as causas de cada problema prioritário, comprovando porque temos os problemas.
I – Improve
Propor, avaliar e implementar soluções para cada problema prioritário, eliminando as suas causas.
C – Control
Planejar e executar ações complementares, de correção de rota ou caso não obtenham êxito, voltar ao passo 2.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O que é Computação em Nuvens?

O que é Computação em Nuvens?
Cada vez mais, a computação em nuvens está presente no cotidiano. Mas do que se trata essa tecnologia?

Até poucos anos atrás, a computação em nuvens (do inglês “cloud computing”) era tida como uma tendência.

A aposta era a de que ninguém mais precisaria instalar programa algum em seu computador para realizar desde tarefas básicas (como mexer com planilhas) até trabalhos mais complexos (vide edição de imagens e vídeos), pois tudo seria feito pela internet.

Neste artigo, você vai aprender mais sobre os conceitos básicos de computação em nuvens e também conferir o panorama atual desta tecnologia, uma vez que é possível encontrar cada vez mais serviços que funcionam a partir de uma conexão com a internet.

O conceito

Quando se fala em computação nas nuvens, fala-se na possibilidade de acessar arquivos e executar diferentes tarefas pela internet. Quer dizer, você não precisa instalar aplicativos no seu computador para tudo, pois pode acessar diferentes serviços online para fazer o que precisa, já que os dados não se encontram em um computador específico, mas sim em uma rede.

Uma vez devidamente conectado ao serviço online, é possível desfrutar suas ferramentas e salvar todo o trabalho que for feito para acessá-lo depois de qualquer lugar — é justamente por isso que o seu computador estará nas nuvens, pois você poderá acessar os aplicativos a partir de qualquer computador que tenha acesso à internet.

Basta pensar que, a partir de uma conexão com a internet, você pode acessar um servidor capaz de executar o aplicativo desejado, que pode ser desde um processador de textos até mesmo um jogo ou um pesado editor de vídeos. Enquanto os servidores executam um programa ou acessam uma determinada informação, o seu computador precisa apenas do monitor e dos periféricos para que você interaja.

O Dropbox, um belo exemplo

Um exemplo perfeito de computação em nuvens são os serviços de sincronização de arquivos, como o Dropbox, que é um dos serviços mais eficientes nesse sentido. Com ele, tudo o que você precisa fazer é reservar um espaço do disco rígido, o qual será destinado para a sincronia nas nuvens. Ao copiar ou mover um arquivo nesse espaço, ele será duplicado no servidor do aplicativo e também em outros computadores que tenham o programa instalado e nos quais você acesse a sua conta.

O Dropbox é apenas um exemplo entre vários outros. Grandes empresas têm cada vez mais interesse na computação em nuvens, como a Google, que oferece vários aplicativos que rodam diretamente em seu navegador.
Dropbox.

Google está sempre com a cabeça nas nuvens

O Gmail, por exemplo, traz uma porção de funções para organizar não só as mensagens, mas também os arquivos recebidos com elas. Ele também conta filtros de mensagens e incorpora o seu mensageiro oficial, chamado Google Talk.

O Google Maps é outro exemplo, já que, com ele, pode-se navegar para qualquer lugar do mundo a partir de uma referência. Além disso, você pode criar trajetos para andar de carro pela sua cidade, partindo de um ponto e tendo uma localização como destino.

Não podemos deixar de mencionar também o Google Docs, que tem uma porção de ferramentas no estilo Office, com as quais você pode acessar um ótimo processador de textos, uma ferramenta para planilhas e até mesmo criar e visualizar apresentações de slides.

O Google Music também merece menção, já que possibilita a você ouvir a sua coleção de músicas onde quer que esteja. As faixas podem ser adicionadas e ouvidas a partir de qualquer computador, bastando você usar o seu login.

A prova de que a Google é uma das grandes partidárias da computação em nuvens é o Chrome OS, o sistema operacional desenvolvido pela gigante que tem o intuito de funcionar exclusivamente com aplicativos web, o que exige muito menos capacidade de processamento de uma máquina.

O que é Computação em Nuvens? 

A Microsoft e o Live

A Microsoft, por sua vez, tem na manga os vários serviços disponíveis pelo Live. Além de conferir suas mensagens do Hotmail, você pode acessar o Messenger mesmo que não o tenha instalado no computador para conversar com seus contatos.

Pelo Live, também é possível acessar e usar os recursos de uma versão online da suíte Office, composta pelos aplicativos Word, Excel, PowerPoint e OneNote. Os arquivos são salvos online, mas também é possível baixá-los para o computador que você quiser.

Para armazenamento online, a Microsoft tem o SkyDrive, que disponibiliza atualmente 25 GB para você armazenar o que quiser. Tanto para documentos ou imagens de tamanho pequeno como para arquivos maiores, tudo pode ser feito nas nuvens, sem a necessidade de mídias físicas.

SkyDrive.

Apple, streaming e até jogos

A Apple não ficou de fora e anunciou, junto com a versão 5 do iOS, o iCloud, que integra dados do se computador Mac ou Windows com seu iPad, iPhone ou iPod touch, com a vantagem de sincronizar emails, favoritos do navegador e músicas, entre outros.

A listagem de exemplos não para. Com os serviços Hulu e Netflix, você tem à disposição vários filmes e séries de TV para assistir via streaming. Para quem gosta de editar imagens, a Adobe tem uma versão online e gratuita do Photoshop.

Prova de que a computação em nuvens vai permitir que donos de máquinas mais modestas desfrutem de tecnologias avançadas é o serviço OnLive, no qual os jogos são rodados em servidores remotos, enquanto o seu computador apenas reproduz a transmissão via streaming e envia os comandos que você der.

E o prospecto é positivo para a execução de games nas nuvens. O próprio presidente da Eidos, Ian Livingstone, afirmou, durante a Launch Conference de 2011, que o futuro dos games está nas nuvens. Para ele, no futuro, será comum utilizar aparelhos portáteis conectados a plataformas de software.

O que é Computação em Nuvens?Game sendo rodado pelo OnLive. (Fonte da imagem: Baixaki)


Entre vantagens e desvantagens

Como você pode ver, as vantagens proporcionadas pela computação em nuvens são muitas. Uma delas — talvez a mais impactante para a maior parte das pessoas — é a não necessidade de ter uma máquina potente, uma vez que tudo é executado em servidores remotos.

Outro benefício é a possibilidade de acessar dados, arquivos e aplicativos a partir de qualquer lugar, bastando uma conexão com a internet para tal — ou seja, não é necessário manter conteúdos importantes em um único computador.

No entanto, nem tudo são flores. O armazenamento nas nuvens também gera desconfiança, principalmente no que se refere à segurança. Afinal, a proposta é manter informações importantes em um ambiente virtual, e não são todas as pessoas que se sentem à vontade com isso.

Deve-se ressaltar também que, como há a necessidade de acessar servidores remotos, é primordial que a conexão com a internet seja estável e rápida, principalmente quando se trata de streaming e jogos. E deve-se levar em conta também que os servidores ficam em lugares distantes, portanto, uma internet instável ou de baixa velocidade é prejudicial para o aproveitamento pleno da tecnologia.

Mas não há dúvidas de que a computação em nuvens é uma realidade cada vez mais sólida. Nos últimos anos, grandes empresas têm dado muita atenção a esta tecnologia, e tudo nos faz crer que isso vai continuar.

A computação em nuvens faz parte do seu dia a dia e cresce em um ritmo frenético. Agora, fica a expectativa da evolução de seus patamares — por exemplo, será mesmo possível rodar todo um sistema operacional nas nuvens? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.