quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Contas da Empresa e Contas Pessoais: Como e Por Que Separar?

Em meio a uma rotina atribulada entre afazeres pessoais e profissionais, a organização se torna palavra-chave para uma gestão equilibrada do negócio. 
No entanto, a prática é bem diferente, especialmente quando o assunto passa pela movimentação financeira. 
Isso porque é comum encontramos empreendedoras que consideram mais simples e prático juntar contas da empresa e contas pessoais em um lugar só.
O que vemos então? Um cenário caracterizado pela falta de controle financeiro e desconhecimento sobre os números reais da empresa: qual é o lucro, despesas fixas e variáveis, custo dos produtos, contas a pagar e a receber, entre outros. Sabendo disso, neste post, vamos ajudá-la nessa missão, mostrando como e por que separar as contas pessoais das contas da empresa.
Acredite, empreendedor ou empreendedora: no início pode parecer um processo burocrático, mas a verdade é que essa organização das finanças pode colaborar até na tomada de decisões mais embasadas. Vamos ao que interessa! 
Por que separar as contas da empresa? 
Saber se seu negócio é rentável
Embora a sensação de ter todas as contas pagas no final do mês seja suficientemente boa para seguir o negócio, não é o bastante para definir se sua empresa é economicamente sustentável. O primeiro passo para revelar o cenário financeiro é separar as contas pessoais das contas empresariais.
Somente assim, você irá saber quanto você gasta por mês com as despesas próprias e quanto custa a operação do seu negócio, incluindo despesas fixas, variáveis, folha de pagamento e custos de produção, por exemplo. São duas coisas muito diferentes, ok? 
Tomar decisões embasadas
Os números são fatos. E, a partir de fatos, não há dúvidas. Com separação e controle das finanças, saberá então se seu pro labore (pagamento definido para remunerar os donos/sócios de uma empresa) está coerente com o cenário financeiro do negócio, onde estão os maiores custos e despesas, quais aspectos podem ser melhorados e quantos reais podem ser reinvestidos no próprio negócio.
Mas como separar as contas da empresa?
Agora que você já tem uma noção da importância de ter o controle financeiro do seu negócio, vamos mostrar o passo a passo para separar as finanças pessoais da profissional.
1º Construa duas tabelas: gastos pessoas x gastos empresariais
Com isso, não estamos dizendo para você mudar drasticamente seus hábitos. Nesta etapa, encorajamos a olhar para aquilo que já acontece na sua rotina e registrar. Primeiro, faça uma tabela simples, indicando os gastos pessoais em um lado e do outro aqueles que são referentes ao dia a dia empresarial. Anote tudo, especialmente aquelas pequenas retiradas para a compra de itens pessoais ao longo do mês.
2º Faça a conciliação financeira
Depois de ter em mãos esse mapa financeiro completo, é hora de organizar as finanças. Todas as retiradas (todas!) devem ser configuradas como pro labore, cujo significado já explicamos acima. Dessa maneira, saberá quanto dos rendimentos empresariais são destinados à conta pessoal. E aqui vale a reflexão: esse valor é saudável para o bom funcionamento da empresa?
3º Defina seu pro labore
Essa etapa deve ser feita após uma análise criteriosa dos números surgidos com as ações indicadas acima. O pro labore deve ser justo e adequado à realidade da empresa e, em caso de sócios, também levar em conta as atividades desempenhadas por cada um.
Outra dica é pesquisar o valor de mercado pago a profissionais que trabalham na área pela qual você é responsável na empresa. Essa retirada é um salário que o próprio empreendedor destina para si. Lembre-se: o dinheiro do negócio é da empresa como um todo, e não todo seu. Desde já, é importante fazer essa separação mental para uma boa gestão financeira.
4º Abra contas bancárias distintas
Embora não seja obrigação legal, ter uma conta da empresa separada da pessoal é um bom caminho para controle financeiro: é possível acompanhar com mais facilidade os lançamentos e pagamentos. Além disso, para efeitos econômicos e fiscais, colabora na hora de comprovar o faturamento anual, o que pode facilitar o acesso a financiamentos e empréstimos, e a declaração de imposto de renda.
5º Peça ajuda
Se você não se sente apto ou disposto a organizar a gestão financeira da sua empresa, busque ajuda com pessoas que entendem do assunto. Hoje em dia, há diversos softwares que facilitam esse controle, como as planilhas do Excel e as planilhas Google. E, claro, avalie também a possibilidade de contratar um funcionário de confiança para cuidar desses aspectos financeiros. 
Já deu para notar que separar as contas pessoais das contas da empresa é condição essencial para um bom gerenciamento do negócio, não é mesmo? Conhecer seu lucro real e os resultados dos seus investimentos te darão informações valiosíssimas sobre como projetar o futuro da sua empresa — que vai muito além daquela sensação intangível que o negócio vai bem somente porque todas as contas estão pagas. 
Agora queremos saber, empreendedor: como você faz a gestão das suas movimentações financeiras? 

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Resiliência no Empreendedorismo


Uma característica comum dos empreendedores é a motivação. Todos querem fazer, realizar e conquistar. Por isso, projetam seu empreendimento, se animam, trabalham duro e transformam ideia em prática.
Mas empreender sabe ter suas dificuldades. As vezes os desafios são grandes e o empreendedor precisa estar preparado. Aí que entra uma característica pessoal importante, a resiliência.
Resiliência é a nossa capacidade de se recobrar frente à uma adversidade que enfrentamos. Saber ultrapassar as barreiras e continuar lutando para conquistar o objetivo.
Lembro de uma empresa multinacional que trabalhei. Essa empresa terceirizava uma boa parte da mão de obra na área de desenvolvimento de software para uma outra empresa local. Para a empresa local, esse cliente multinacional representava a maior parte do seu faturamento.
Certo dia a empresa multinacional decidiu mudar a estratégia e contratar toda a área de desenvolvimento de software como seus funcionários. 
A empresa local foi então dispensada dos seus serviços. Lembro de como foi difícil para os donos dessa empresa que da noite para o dia perdeu a imensa maioria dos seus funcionários e maior parte do seu faturamento.
Esse é um exemplo em que os empreendedores donos dessa empresa local precisaram ser resilientes para assimilarem o golpe, se reerguerem e tocarem em frente na busca de seus novos desafios.

Empreender é assim. 
  • Tem horas que o negócio pode estar vivendo um grande momento mas tem horas que as coisas estão complicadas. 
  • Pode ser uma questão financeira, de equipe ou com os clientes. 

Seja como for o empreendedor à frente do negócio precisa aprendera ser resiliente e enfrentar o que passar pela frente sem se entregar.
Isso é especialmente importante para o empreendedor que está iniciando. 
Logo no início as dificuldades são muitas pois o negócio ainda não chegou num nível estável que forneça um certo fôlego para o empreendedor continuar trabalhando com tranquilidade.
Empreender não é simplesmente fazer o trabalho e ir para casa descansar tranquilo como se fosse num emprego. 
empreendedor respira seu negócio o tempo todo. Trabalha finais de semana muitas vezes.

Nesse caminho existem muitas incertezas e riscos. 
Quando não dá certo, o empreendedor não pode se desesperar e achar que não tem solução. 
Ele precisa estar confortável com as possibilidades de falha nos projetos que tem no seu negócio. Então encarar a falha como um aprendizado, não como algo catastrófico para o seu empreendimento.
Um negócio é feito de vitórias e conquistas, mas também passa por revezes. E a forma como o empreendedor lida com esses momentos é crucial em como o negócio vai se desenrolar dali pra frente. 
Assim, aquele que souber ser mais resiliente tem melhores chances de vencer seus obstáculos e alcançar conquistas almejadas fazendo o seu negócio prosperar.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Gestão de Franquias: 7 dicas para iniciantes

As franquias já estão consolidadas no mercado comercial brasileiro. São mais de 2.800 marcas na área que, somente em 2017, faturou quase 164 bilhões de reais, de acordo com o balanço da Associação Brasileira de Franchising
Para quem está iniciando, o cenário é bem promissor. No entanto, para chegar ao sucesso na gestão de franquias, é imprescindível conhecer algumas particularidades deste modelo de negócio.
Mas não se preocupe, empreendedor e empreendedora! Reunimos, neste post, 7 dicas infalíveis de uma boa administração para você conseguir alavancar seu negócio.
Antes de tudo, é importante esclarecer que a marca da franquia por si só pode até garantir uma maior visibilidade para o franqueado, entretanto, o conhecimento, a organização e o trabalho diário são os atributos que realmente contarão para definir o destino da sua jornada. Agora, vamos ao que importa!

1. Conheça bem o mercado

O primeiro passo para todo e qualquer franqueado é se familiarizar com o mercado onde irá atuar. É fundamental pesquisar e conhecer seus aspectos positivos e negativos, mapear as oportunidades e ameaças no cenário do momento, entender os desejos do público-alvo do negócio, entre outras particularidades desse modelo.
Quanto mais conhecimento sobre o setor você tiver, mais chances de compreender o mercado e prosperar nele.

2. Faça o controle financeiro

Antes mesmo de o negócio estar a pleno vapor, é preciso iniciar o gerenciamento financeiro para melhor realizar a gestão da própria franquia. Essa etapa consiste em acompanhar o controle de custos fixos e variáveis, despesas fixas e variáveis, fluxo de caixa, impostos, recebimentos e pagamentos.
Outro hábito comum entre empreendedores de primeira viagem é misturar as contas pessoais com as contas da empresa. Por amor à sua franquia, evite adotar esse comportamento!
Ele pode maquiar os números reais do seu negócio, como o faturamento líquido, e a longo prazo prejudicar a tomada de decisão com base nesse demonstrativos de resultados — encobrindo o sucesso ou o fracasso iminente. Se quer ler mais sobre esse assunto, temos um post que fala justamente sobre a separação de contas pessoais e profissionais aqui.

3. Capacite-se

Gestão de franquias é sinônimo de treinamento e capacitação, em primeiro lugar, de quem está à frente do negócio: você! É que atuar no mercado de franchising, além do tino para empreender, pede habilidade no trato com pessoas para um melhor acompanhamento da equipe.
Então, se essa competência você (ainda) não tem, busque-a agora. Invista em capacitações mesmo que você pretenda contratar uma pessoa para assumir a função. Afinal, você seguirá com a missão de decidir dentro de um organismo empresarial, ok?

4. Treine sua equipe

Feitos os seus treinamentos, é hora de ir além: capacite sua equipe, orientando-a para os objetivos do negócio. Um time de pessoas conectadas pelo mesmo propósito é peça chave para uma boa gestão de franquias. Além disso, o mercado se renova com frequência, então, é preciso ter uma equipe antenada e capacitada para atendê-lo.

5. Preserve as diretrizes da franqueadora

No mercado de franchising, uma das principais características é a padronização do negócio não só com a marca, mas também com os processos. A franqueadora é responsável por fornecer diretrizes, como missão, visão e valores diante do mercado, e franqueados seguem essas orientações. Preservar os passos de quem já tem conhecimento na área garante um bom adiantar no caminho para o sucesso, ok? Já ter esses direcionamentos é uma das vantagens na gestão de franquias.

6. Organize sua rotina

Assim como em qualquer empresa, a gestão de uma franquia também requer planejamento e muito trabalho. É comum vermos franqueados se perderem na rotina administrativa do próprio negócio. E os motivos são vários: equipe enxuta, pouca experiência, problemas com tecnologia, entre outros. Então, uma dica infalível, ainda que não solucione a cachoeira de demandas, é organizar a própria rotina para retomar o controle da gestão.
O objetivo é mais sutil: fazer com que você tenha total clareza dos passos que está tomando e possa assumir o papel mais estratégico que lhe cabe dentro da administração: tomar decisões para o futuro do negócio e focar na manutenção do controle de qualidade — que, inclusive, é o tema do nosso próximo tópico.

7. Mantenha a qualidade da franqueadora

Garantir o padrão de qualidade prestado pela franqueadora é condição indispensável para sua continuidade no mercado. Além de ser exigência seguir esses parâmetros, vale destacar que o cliente da marca já chega à unidade franqueada educado para receber determinado produto ou serviço, com um valor já agregado. Ou seja, não aceita menos do que aquilo que já conhece.
Nesse sentido, em uma franquia é preciso reforçar esses atributos positivos, que já existem na expectativa do público, ok? Então, evite então as chances de erro: garanta que sua unidade mantenhas os padrões de qualidade da marca. Isso inclui atendimento, material de trabalho, equipe capacitada e divulgação!
Viu só? Com conhecimento e empenho, o sucesso na gestão de franquias é garantido. Agora queremos saber: quais destes pontos serão mais desafiantes na sua trajetória de franqueada?

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Qual a Diferença entre Diversidade e Inclusão?

É razoavelmente comum que se utilize as palavras “diversidade” e “inclusão” como sinônimos. 
Mesmo profissionais que atuam com estes assuntos nas organizações tendem a misturar os termos em suas falas. 
Porém, entender a diferença entre um e outro é importante para o sucesso da estratégia de atração, desenvolvimento e retenção dos mais diversos talentos na sua empresa.
Diversidade está ligada a representação demográfica. Por exemplo, qual o percentual de negros, mulheres, pessoas com deficiências, profissionais LGBT e das diferentes gerações na sua organização? 

Entre outras coisas, é preciso saber também se eles são representativos do ambiente em que você atua.
No Brasil, a maior parte da população é feminina, 54% das pessoas se declara negra, 23% têm algum tipo de deficiência, outros tantos são millenials, profissionais mais sêniors ou LGBT.
Toda esta gente aparece no seu escritório ou quando você dá um giro em sua cadeira praticamente só vê colegas brancos, sem deficiências e formados nas mesmas faculdades, por exemplo?
Resolver a questão da diversidade é um primeiro passo. Trata-se de garantir que sua organização está de portas abertas aos mais diferentes profissionais, venham de onde vierem, sejam como forem.

Inclusão é um passo além. É garantir que toda essa diversidade existente na empresa tenha chances iguais de desenvolvimento e promoção
A análise, então, vai recair sobre os cargos mais altos ou de maior prestígio. 
  • A diversidade também está presente lá? 
  • Existe um número significativo de mulheres e negros no board
  • Um alto executivo gay se sentiria confortável para sair do armário?

Refletir sobre estas perguntas ajuda a entender o grau de maturidade da sua empresa em relação ao tema. 
Diversidade é importante, mas é a inclusão que faz a diferença. 
É o senso de pertencimento, a certeza de que podemos nos levar inteiros para o trabalho, que fará com que sua organização seja mais criativa, inovadora e produtiva.
Alguém já disse que:
  • Diversidade é levar para a festa. 
  • Inclusão, então, é chamar pra dançar. 

Pense nisso. 


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

AS 20 ATITUDES DA ÁGUIA

Provavelmente você já leu um texto sobre a capacidade de renovação das águias, uma mensagem tão bonita que muita gente, ao recebê-la por e-mail, retransmite para todos os amigos. 
Também foi publicada em muitos jornais de empresa, afixada em quadros de aviso ou colocada debaixo do vidro da mesa.
Em resumo, o texto afirma que a águia, quando chega aos quarenta anos, com suas unhas gastas, o bico curvado e as asas já pesadas, se vê diante de duas alternativas: deixar-se morrer, ou enfrentar um doloroso processo de renovação no alto de uma montanha. 
Nesse lugar, a águia bate o bico contra a pedra até conseguir arrancá-lo. Com muita dor, espera nascer um novo bico e com ele arranca então suas velhas unhas, uma por uma. E quando lhe nascem unhas novas, ela arranca todas as penas do corpo. Depois que nascem as novas penas, a águia sai, então, para o vôo da renovação e vive por mais trinta anos.
O texto, de autor desconhecido, termina lembrando que em nossa vida também podemos fazer um processo de renovação, libertando-nos do peso do passado, mesmo que isso doa muito e nos tire sangue do peito.
Mensagem linda, mas totalmente fictícia. Nenhuma raça de águias, ou de qualquer animal, tem o costume de se automutilar para prolongar a vida. Isso jamais foi constatado por ornitólogos, especialistas no estudo das aves.

Mutilar o corpo, este patrimônio precioso que Deus nos confiou, não é renovar-se. Renovação é vida. 
Na vida pessoal, na empresa, no governo, em todas as áreas, o que não se renova enferruja. 
A natureza está sempre em movimento. Até nossas células se renovam a cada momento. 
Como diz a sabedoria popular, “pedra que rola não cria limo”.
Renovar-se não é negar as experiências e os conhecimentos anteriores, e sim aplicá-los cada vez melhor. É mudar a atitude. E isso começa em cada pessoa, para que seja realidade no grupo, na empresa e no país.
Há empresas que mudam seus produtos, investem milhões em publicidade, mas seus profissionais de vendas continuam apegados a paradigmas antigos. A disposição para a mudança, nos dias de hoje, é questão de sobrevivência. Acontece que algumas pessoas (e empresas) resistem às mudanças por temerem os riscos que toda renovação apresenta. Na verdade temem não ter forças ou preparo suficiente para os novos desafios.
Em minhas palestras, costumo usar uma frase do profeta Isaías, que sempre provoca reação emocionada do público:
“Deus dá força aos cansados e vigor aos fracos e desanimados. Até os jovens se cansam, até os moços perdem as forças e caem de tanto cansaço, mas os que esperam no Senhor sempre renovam suas energias. Caminham e não perdem as forças. Correm e não se cansam, sobem voando como águias”.
Estimulado por essa frase, escrevi um livro, chamado “Voando como a Águia”, além de criar uma nova palestra inspirada nas atitudes que a águia tem durante o vôo e que podem ser aplicadas em nossa própria vida. Apresento a seguir, em resumo, as vinte qualidades que listei:

1. Meta – Saber exatamente o que se deseja alcançar.

2. Estratégia – Definir a forma de atingir os objetivos.
3. Visão de longo alcance – Enxergar de longe o objetivo e os obstáculos.
4. Foco – Escolher exatamente um alvo.
5. Planejamento – Planejar o modo de chegar ao seu objetivo.
6. Preparação – Estar apto para a ação.
7. Concentração – Não se dispersar no momento de agir.
8. Paciência – Aguardar a hora certa.
9. Senso de oportunidade – Perceber o momento certo.
10. Agilidade – Agir com desembaraço, leveza e vivacidade.
11. Velocidade – Movimentar-se com rapidez.
12. Preparo físico – Manter-se em boa forma.
13. Força – Ter energia para enfrentar os momentos decisivos.
14. Técnica – Ter capacidade de atingir o objetivo com precisão.
15. Confiança – Acreditar em sua capacidade.
16. Determinação – Tentar de novo, caso a investida não dê certo.
17. Fator surpresa – Surpreender o alvo.
18. Ousadia – Aventurar-se, sem medo de se expor.
19. Segurança – Viver e trabalhar de forma segura.
20. Responsabilidade – Cuidar da prole até que cada um saiba voar e se manter.

A lista acima nos mostra como fazer voos maiores do que temos feito em nossa vida. Por isso quero deixar para você um desafio: 
Procure praticar, a cada semana, pelo menos uma dessas atitudes da águia. Mas pratique mesmo, de verdade. Assim fazendo, no prazo de cinco meses você estará “voando” como ela.
A águia é um símbolo de renovação e de renascimento. Fique sintonizado com a energia criadora e você conseguirá superar obstáculos, para realizar seus ideais e seus sonhos de vida.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

O Que é Economia Criativa?

Há quem diga que estamos diante de uma nova era quando falamos em consumo. Os mais metafísicos acreditam que entramos em uma fase na qual nos preocupamos mais com os impactos que nossas ações geram e quais são os valores que vamos deixar para as gerações que virão depois de nós. Os mais otimistas, então, afirmam que estamos chegando ao fim de uma era individualista e dando um passo ao futuro em direção a uma sociedade mais colaborativa e sustentável.
E são essas discussões que nos pautam para um novo tema: a criatividade. Se alguém pedisse você para explicar este termo, você sabe o que responderia? Quando resgatamos a etimologia da palavra, encontramos o seguinte conceito: capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas. E é justamente isso que vivemos e experimentamos atualmente. As startups e as empresas pautadas no conceito de criatividade, representantes da nova economia – a criativa –  são provas desse movimento que tem se tornado cada vez mais vivo e colaborativo. 
Mas, afinal de contas, o que é essa tal de Economia Criativa?
O conceito, propriamente dito, foi definido pelo professor inglês, John Howkins, em seu livro The Creative Economy, que a considera como “atividades nas quais resultam em indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando seu valor econômico. Pode ser definida como processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços, usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos”.
De forma clara, é todo tipo de negócio gerado a partir da criatividade, que, como o próprio nome diz, é o pilar desse novo formato de economia. É importante destacar que, para ser considerado parte da economia criativa, o negócio precisa gerar – ou, na visão de pesquisadores da área, pelo menos tentar – algum tipo de valor, seja para quem o produz ou para quem é o público do produto gerado.
John Howkins, o especialista no assunto que citamos acima, defende também a ideia de que a Economia Criativa está diretamente ligada às nossas necessidades. À medida que elas se tornam mais latentes ou que demandem novas soluções, a EC entra com um papel fundamental para oferecer recursos inovadores: pautados sempre na criatividade e na inovação.
Na Samba Tech, nós sempre buscamos formas criativas e inovadoras para desempenhar o nosso trabalho da melhor maneira. Desde a forma que nos comunicamos por meio das estratégias de marketing, passando pelo atendimento com a equipe de consultores, até a equipe de Costumer Success no pós-venda, tudo é pensado para agregar valor à ideia, ao projeto e ao cliente.
Na última semana, publicamos um material específico sobre Economia Criativa. Nos inspiramos mais ainda na discussão sobre o tema e convidamos a Perestroika, o Quartoamado, o Shoot The Shit e o Num Pulo, que entendem bem do assunto, para contar a história deles, a relação com a criatividade e, ainda, como a tecnologia os ajudou na criação dos seus projetos. 
O fato é que, hoje, a Economia Criativa é vista como a economia do século XXI. Em uma época cada vez mais marcada pela criatividade e pela quebra de padrões pré-estabelecidos, investir em soluções criativas contribui diretamente para o desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável e mais preocupada com o futuro. E é justamente isso que estamos vendo e vivendo no nosso dia a dia.
Como surgiu a economia criativa?
O conceito de Economia Criativa é relativamente novo, por isso, não há uma definição de conceito concreto e unânime sobre o termo, mas é possível dizer que a ideia da Economia Criativa é unir economia com criatividade, que tem, como matéria-prima, o capital intelectual, isto é, carregado por valores simbólicos. Há o encontro da economia, que diz respeito à ciência que regula a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços com a criatividade, que diz respeito a ser capaz de criar algo novo ou transformar algo que já existe.
Ao longo dos últimos 20 anos vêm surgindo serviços, plataformas e produtos que unem a criatividade com lucratividade, ou seja, se complementam e ampliam as possibilidades para  criação de novos negócios.
A Economia Criativa abrange quatro áreas: consumo, mídias, cultura e tecnologia. São negócios nos mais diversos segmentos que se agrupam nessas categorias e se identificam com os movimentos e tendências da inovação e da criatividade. Os bens e serviços comercializados, em geral, tem um valor intangível, baseado na venda de experiências, propondo aos consumidores uma nova relação com os produtos.
As pequenas e médias empresas são a maioria nesse setor, embora grandes companhias já adotem práticas voltadas a projetos de inovação. A premissa é simples: consumir menos e melhor, seja conhecendo as pessoas de quem você compra ou incentivando negócios sustentáveis.
Economia criativa e sustentabilidade
Com a sustentabilidade ganhando cada vez mais espaço, as empresas estão mais atentas a isso, indo em busca de novos modelos de negócios, e é nesse contexto que a economia criativa se conecta à sustentabilidade. As empresas têm trabalhado mais com produtos e serviços, buscando como matéria-prima, a criatividade, recurso inesgotável.  

Na Economia Criativa, é possível pensar em novas soluções econômicas, que levem em consideração o lado humano e a sustentabilidade do planeta. A Economia Criativa caminha em uma lógica contrária ao do consumo de massa, instaurado há décadas por empresas que produziam bens constantemente, estocando e desperdiçando muito. No oposto desse fluxo, a ideia é estimular o consumo inteligente, comprar menos e melhor e até mesmo habituar-se a reutilizar materiais em vez de descartá-los.
O intuito da economia criativa também é oferecer soluções de qualidade, únicas e personalizadas, e  muitas marcas atualmente se destacam por aliar economia criativa e sustentabilidade em seus negócios, como por exemplo companhias que trabalham com reutilização de energia, captação de água e construções de uma forma mais ecológica.
Essa associação de economia criativa e sustentabilidade​ só traz benefícios à sociedade, tanto que cada vez mais empreendedores conseguem ter sucesso buscando pilares como o respeito ao meio ambiente e a promoção da diversidade. Com essa visão,  pequenas e médias empresas conquistam espaço comercializando valores intangíveis, como experiências. Repensar o o consumo é benéfico tanto para o planeta quanto para o desenvolvimento pessoal.
Com a conscientização da população, o ter algo está sendo substituído pelo ter acesso, usar quando necessário, ter novas experiências em prazos curtos, com o emprego da Economia Criativa o mundo ganha novas dimensões para fazer negócios. Aos poucos, vamos migrar do tangível para o intangível, para a desmaterialização em favor da experimentação.
Economia criativa no Brasil e no mundo
O número de pessoas com ocupações criativas no emprego formal e informal, não só no Brasil, como no mundo, está crescendo. No Brasil, a maioria ainda se concentra em grandes centros urbanos da região sudeste, no entanto, a participação da Economia Criativa no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, ainda é baixa, por volta de 2,5% em comparação com países onde a Economia Criativa já é expressiva.
Em relação aos empregos em Economia Criativa, de acordo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os bens e serviços culturais participam aproximadamente 7% do PIB mundial, e há expectativas de crescimentos anual entre 10% e 20%.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

5 Princípios Lean que Todos Deveriam Saber?

A menos que um engenheiro esteja diretamente envolvido na fabricação, ele ou ela só poderá estar levemente familiarizado com os princípios Lean. Considerado uma maneira de melhorar significativamente a eficiência de fabricação, o lean pode ser aplicado a qualquer negócio ou processo de produção, em qualquer setor. Por exemplo, lean agora está sendo amplamente usado no setor de saúde para melhorar a eficiência e reduzir os custos. 
Os princípios podem até ser usados, em menor escala, para organizar seu escritório, espaço de trabalho ou até seu laboratório.
O Lean foi originalmente criado pela Toyota para eliminar o desperdício e a ineficiência em suas operações de fabricação. O processo tornou-se tão bem-sucedido que foi adotado em setores de produção ao redor do mundo. Para uma empresa brasileira, ser lean é fundamental na hora de competir contra países de menor custo.
O objetivo do lean é eliminar o desperdício – os componentes que não possuem valor agregado em qualquer processo. A menos que um processo tenha atravessado muitas análises de aplicação do Lean, ele contém algum elemento de desperdício. Quando feito corretamente, o lean pode criar enormes melhorias em eficiência, tempo de ciclo, produtividade, custos de material e sucata, levando a custos mais baixos e a uma maior competitividade. E lembre-se, lean não se restringe à fabricação. Pode melhorar a forma como uma equipa trabalha em conjunto, o gerenciamento de inventário e até mesmo a interação do cliente.

Quais os Cinco Princípios Fundamentais do Lean?

De acordo com Womack e Jones, existem cinco princípios básicos fundamentais: valor, fluxo de valor, fluxo, puxar e perfeição.

Valor.

O valor é sempre definido pelas necessidades do cliente para um produto ou serviço específico. Por exemplo, qual é a linha de tempo para fabricação e entrega? Qual é o ponto do preço? Quais são outros requisitos importantes ou expectativas que devem ser atendidas? Esta informação é vital para definir o valor.

Fluxo de valor.

Uma vez que o valor (objetivo final) foi determinado, o próximo passo é mapear o “fluxo de valor” ou todas as etapas e processos envolvidos na obtenção de um produto específico a partir de matérias-primas e entrega do produto final ao cliente. O mapeamento de fluxo de valor é uma experiência simples, mas que identifica todas as ações que levam um produto ou serviço através de qualquer processo.
Esse processo pode ser em design, produção, compras, RH, administração, entrega ou atendimento ao cliente. A ideia é desenhar, em uma página, um “mapa” do fluxo de informações / materiais por meio do processo. O objetivo é identificar cada passo que não crie valor e, em seguida, encontrar maneiras de eliminar esses passos desperdiçados. O mapeamento de fluxo de valor às vezes é chamado de reengenharia de processos. Em última análise, este exercício também resulta em uma melhor compreensão de toda a operação comercial.

Fluxo.

Depois que o desperdício foi removido do fluxo de valor, o próximo passo é ter certeza de que as etapas restantes funcionam sem interrupções, atrasos ou gargalos. “Faça com que os passos de criação de valor ocorram numa sequência justa para que o produto ou serviço fluam suavemente em relação ao cliente”, aconselha o Womack. Isso pode exigir quebrar o pensamento do departamento e fazer um esforço para se tornar multifuncional em todos os departamentos, o que pode ser um dos maiores desafios para os programas lean. No entanto, os estudos mostram que isso também levará a ganhos enormes de produtividade e eficiência, às vezes tão alto quanto uma melhoria de 50% ou mais.

Puxar.

Com o fluxo melhorado, o tempo para o mercado (ou o tempo para o cliente) pode ser dramaticamente melhorado. Isso torna muito mais fácil entregar produtos conforme necessário, conectando a demanda com a fabricação ou entrega. Isso significa que o cliente pode “puxar” o produto de você, conforme necessário (muitas vezes em semanas, em vez de meses).
Como resultado, os produtos não precisam ser construídos antecipadamente ou os materiais armazenados, criando um inventário caro que precisa ser gerenciado, economizando dinheiro tanto para o fabricante quanto para o fornecedor e para o cliente.

Perfeição.

Cumprir os Passos 1-4 é um excelente começo, mas o quinto passo é talvez o mais importante: fazer parte do lean e garantir a melhoria de processos em sua cultura corporativa. À medida que os ganhos continuam a se acumular, é importante lembrar que o lean não é um sistema estático e requer esforço constante e vigilância para aperfeiçoar. Todo funcionário deve estar envolvido na implementação do lean. Especialistas Lean geralmente dizem que um processo não é verdadeiramente lean até que tenha passado pelo mapeamento de fluxo de valor pelo menos meia dúzia de vezes.

Como fazer o Lean durar?

Lean pode se alastrar. Os clientes notarão grandes melhorias à medida que você implementa o lean e provavelmente quer fazer parte do seu processo. Este pensamento colaborativo também se estenderá aos seus fornecedores, que vão querer usar, eles próprios, o lean para gerar suas melhorias.
A ideia central por trás do lean é maximizar o valor do cliente e minimizar o desperdício. “Simplificando, lean significa criar mais valor para clientes com menos recursos”.
Uma organização enxuta entende o valor do cliente e concentra-se em seus principais processos para melhorá-los continuamente. O objetivo final é proporcionar um valor perfeito ao cliente por meio de um processo de criação de valor perfeito que tenha zero desperdício. Lean cumpre isso, ao mudar o foco do gerenciamento da otimização de tecnologias, recursos e departamentos separados para otimizar o fluxo de produtos e serviços por meio de fluxos de valores inteiros que fluem horizontalmente em tecnologias, ativos e departamentos para clientes.

Como ter o foco nos princípios Lean?

Sei que é difícil manter-se focado nos princípios do Lean. Não é fácil. A quantidade de demandas concorrendo com os esforços de implementação de longo prazo acabam por causar um forte impacto nos projetos. Entre o importante e o urgente, a tendência é ficarmos com o urgente. Tal comportamento, é péssimo do ponto de vista da melhora nos processos da empresa.
Para conseguir fazer o Lean durar e não parecer apenas como mais uma onda, seja disciplinado e garanta que o resultado será alcançado. Como? Não alterando seu planejamento várias vezes, pois isso pode lhe causar problemas graves.
Comece simples com os princípios do Lean tal qual nós ensinamos em nossa Formação LeanGreen Belt e Black Belt. É com esses passos básicos que o resultado começará a chegar a e empresa alcançará os resultados mais facilmente e de maneira sustentável.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

25 Sinais de Maturidade: Quão Maduro você é?


Você acha que existe uma certa idade em que a maturidade aparece naturalmente?

Talvez aos 20? 40? 70 anos? 

Nas minhas experiências pessoais, observei que a idade tem pouco ou nada a ver com isso. Conheci jovens que são maduros bem além dos seus anos, e conheci pessoas mais velhas que agem de maneira infantil, apenas pensando em si mesmas. Então, a questão é: quais são os traços de caráter que mostram a maturidade? 

E as pessoas “maduras” os exibem 100% do tempo?

Bom, não tenho certeza de que possamos ser maduros em absolutamente todas as situações, afinal, estamos sempre crescendo e aprendendo, e também tenho certeza de que todos nós fomos culpados de pelo menos alguns desses comportamentos negativos pelo menos uma vez em nossas vidas.

Dito isto, vamos aos 25 sinais de maturidade – que, é claro, podem variar de acordo com a situação que você está vivendo no momento: 

1. Perceber o quanto você não sabe; 
2. Ouvir mais e falar menos; 
3. Ser consciente das diferenças de privilégios entre as pessoas e atencioso em relação aos outros; 
4. Não levar tudo para o lado pessoal, se ofender facilmente ou sentir a necessidade de se defender o tempo todo e se provar ou criar desculpas para si mesmo;

5. Saber agradecer quando necessário; 
6. Assumir a responsabilidade por sua própria saúde e felicidade, não confiar em outras pessoas para “consertar” você ou culpar as circunstâncias; 
7. Saber perdoar e realmente superar; 
8. Ser calmo e pacífico, não desesperado, frenético ou irracional; 
9. Mostrar flexibilidade e abertura ao invés de resistir, controlar ou não ser razoável; 
10. Ajudar a si mesmo, não apenas esperando que outros o façam por um senso de “direito”; 
11. Fazer boas ações mesmo quando não há nada para você receber em troca; 
12. Respeitar o ponto de vista, as crenças e o modo de vida de outra pessoa sem julgamentos. Não menosprezar outras pessoas; 
13. Compartilhar seus privilégios com os outros; 
14. Ser capaz de dar a outra face sem prejudicar os outros; 
15. Pensar antes de agir e não ser grosseiro gratuitamente; 
16. Incentivar e apoiar os outros; 
17. Encontrar alegria no sucesso de outra pessoa, principalmente quando essa outra pessoa for sua amiga; 
18. Saber que sempre há espaço para crescer e melhorar, e buscar ajuda quando necessário; 
19. Ter humildade e rir de si mesmo; 
20. Reconhecer o que não funciona na sua vida e fazer um esforço para mudar; 

21. Compreender que às vezes os benefícios demoram para surgir, então, ter paciência e trocar uma satisfação momentânea por algo mais demorado; 
22. Entender que não é necessário estar namorando ou casado para se sentir completo; 
23. Fazer o que é certo e justo; 
24. Fazer sacrifícios pelo bem dos outros sem ressentimento; 
25. Não se agarrar a itens materialistas ou a se gabar de tudo. 

E aí? Você se considera maduro ou imaturo?