segunda-feira, 11 de junho de 2018

Metodologia DISC: o que é e qual o seu perfil profissional?

Avaliar o comportamento das pessoas em um determinado contexto: essa é a síntese da Metodologia DISC, desenvolvida por William Moulton Marston, psicólogo norte-americano, a partir da análise de quatro aspectos do comportamento humano.
Testando as preferências dos avaliados em cada etapa, a metodologia permite observar como uma pessoa age em determinada situação, dentro de um contexto específico.
O termo DISC, que denomina o método, é relativo aos aspectos analisados:
  • Dominance (em português, dominância), no qual são analisados o controle, o poder e a assertividade.
  • Influence (influência), que se relaciona às comunicações e relações sociais.
  • Steadnisess (estabilidade), que se volta para a análise da paciência e da persistência.
  • Conscientiousness (conformidade), no qual são analisados os aspectos relativos à estrutura e à organização.

O uso da Metodologia DISC

Hoje, a Metodologia DISC é uma das formas mais utilizadas para se ter uma previsão assertiva sobre o comportamento de indivíduos dentro de determinada situação. Não se trata de medir educação, experiência, valores ou inteligência, mas de medir o comportamento de pessoas.
Na prática, então, o método mostra como cada pessoa se comporta em relação ao seu ambiente de trabalho, definindo tendências e competências no desenvolvimento de um clima organizacional com base na leveza, no positivismo e na produtividade.
Para as empresas, significa que podem buscar profissionais que estejam preparados para aquele trabalho específico e que possam superar as expectativas de situações criadas no ambiente empresarial. Ou seja, conseguem ter profissionais que correspondem às suas necessidades no curto, no médio e no longo prazo.
Dito de outra forma, temos como avaliar os melhores profissionais, aqueles mais adaptáveis e que possam responder às constantes mudanças do mercado. A partir daí, a operação estará sempre atualizada e, mais do que isso, poderá se transformar de acordo com as necessidades, resolvendo desafios que possam gerar mais competitividade.

A evolução do DISC

A partir da fusão da Metodologia DISC com outras 7 importantes teorias comportamentais nasceu o Profiler, ferramenta mais rica de informações e com mais facilidade na aplicação. Outra vantagem importante é o fato de o software contar com perfis mais inteligíveis e intuitivos, o que otimiza o trabalho dos gestores.
Vamos entender melhor as características de cada um dos perfis:

Comunicador

Os comunicadores são extrovertidos, falantes, ativos, não apreciam monotonias e se adaptam com facilidade. Esse tipo de perfil tem facilidade na comunicação. Assim, passa de um assunto para outro com rapidez, gosta de trabalhos que envolvam movimentação e valoriza a autonomia.
Fique atento: o comunicador precisa do contato interpessoal e de um ambiente harmonioso. Além disso, não gosta de passar despercebido. É vaidoso e admira sua projeção pessoal e social.
No dia a dia, é amigo de todos e atua melhor em equipe. É imaginativo e tem sentimento artístico. Apresenta rapidez e agilidade nas suas atitudes. Tende a ser líder.
Festivo, animado e descontraído, o comunicador gosta de viajar e sair, características que o torna mais sociável com pessoas do mesmo grupo. Não é muito fácil chamar sua atenção para delegar as tarefas e, no dia a dia, é necessário monitorá-lo para que ele não se desvie do objetivo.
Executor
Um executor é uma pessoa ativa, otimista e dinâmica. Líder nato, não tem medo de assumir riscos e de enfrentar desafios. É trabalhador, tem uma enorme disposição física e demonstra muita determinação e perseverança. O que caracteriza esse perfil é a força de vontade.
O raciocínio do executor tende ao lógico/dedutivo, e sua imaginação e juízo normalmente são equilibrados. Aprecia desafios e os obstáculos o estimulam a agir cada vez mais. Tem autonomia, independência e consegue impor-se aos demais.
Como se exige de um bom líder, é autoconfiante. Porém, pode ser autoritário e um tanto quanto inflexível. Acredita no seu ponto de vista, por isso, “luta” pelas suas ideias. Tende primeiro a executar para depois pensar em como fazê-lo.
No ambiente de trabalho, o executor é a pessoa mais indicada para as tarefas rápidas que necessitem de iniciativa e determinação, desde que ninguém se coloque à sua frente. Quem fizer isso será atropelado por esse perfil.

Planejador

Os planejadores são pessoas calmas, tranquilas, prudentes e autocontroladas. Assim, gostam de rotina e atuam em conformidade com normas e regras estabelecidas, por isso, sentem-se bem quando estão acompanhados de pessoas mais ativas e dinâmicas.
Decidem sem pressão e, frequentemente, com bom senso. São flexíveis, seu caráter e ritmo são constantes e disciplinados. São pacientes, observadores, passivos e têm boa memória, mas podem carecer de aptidões criativas. Em situações emergenciais, agem com tranquilidade.
No dia a dia, os planejadores são introvertidos e têm uma tranquilidade singular que os confere um perfil de fácil relacionamento e bem equilibrado. Esses profissionais planejam a melhor forma de executar uma tarefa antes de iniciá-la. Após o início, os planejadores seguirão por conta própria até o fim.

Analista

Com características dos gênios, os analistas são preocupados, rígidos, mas calmos. Seu comportamento com as pessoas é discreto. Geralmente, são pessoas caladas e retraídas.
A grande desvantagem dos analistas é que tendem a ser pessimistas. Porém, possuem facilidades na arte por serem mais sensíveis. Agilidade, inteligência e intelectualidade. Têm habilidade com tarefas detalhadas e que exigem improvisação rápida.
Pense nisso: os analistas preferem atuar com estímulo dos demais. Geralmente é o tipo de funcionário leal e compromete-se com o trabalho. Gostam de “surpreender” e são sensíveis às críticas, magoando-se com facilidade. São intuitivos, curiosos e têm inteligência verbal.
No ambiente de trabalho, observam as oportunidades e apresentam soluções momentâneas para problemas urgentes. Por serem extremamente perfeccionistas, devem ser monitorados até o fim de uma atividade.
Atenção: os analistas devem ser constantemente estimulados para que vençam a fase do pensar e do fazer. Sem reforços de aprovação, eles julgam que o seu trabalho está sempre imperfeito.

As vantagens da avaliação comportamental

Como você deve ter percebido pelas descrições acima, cada perfil tem aptidão para determinadas tarefas, e seu trabalho renderá muito mais se a empresa conseguir designar a pessoa para a função adequada.
Reside aí a importância da avaliação comportamental, que não deve ser usada apenas na hora da contratação, e sim para desenvolver melhor os potenciais da equipe. Estamos falando, então, de uma ferramenta estratégica para as empresas, que terão em mãos um completo raio X dos seus colaboradores.
No dia a dia, destacam-se como principais vantagens para a empresa:

Mais produtividade

O principal ganho para as empresas que adotam esse tipo de análise é em produtividade. Isso acontece porque a empresa consegue destinar tarefas mais adequadas ao perfil do profissional, o que vai afetar diretamente o rendimento do seu trabalho.
E a conta é simples: se a empresa aumenta sua produtividade, melhora também os resultados finais do seu negócio, seja porque vai elevar sua produção ou em razão do aprimoramento da qualidade dos seus produtos ou serviços.
Esse é um aspecto importante para quem lida com a gestão de pessoas. Quando a equipe produz mais, o gestor pode decidir como fazer melhor uso do tempo daquele colaborador.

Retenção de talentos

A redução do turnover é outro benefício importante para as empresas. Quem consegue fazer uma boa contratação, balizada pela análise do perfil comportamental dos profissionais, tem na sua equipe um profissional que faz o que gosta (algo que condiz mais com sua personalidade), o que resulta em mais satisfação no trabalho.
Não se engane: remuneração e bom ambiente de trabalho são fundamentais, mas o ser humano, por natureza, está sempre em busca da satisfação pessoal.

Mais qualificação

Hoje, um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas é a falta de mão de obra qualificada. Reside aí a importância dos programas de treinamento e dos investimentos em formação. No caso do Brasil, muitas vezes essa é a única opção para a empresa que precisa aprimorar a qualidade dos seus colaboradores.
Um dos receios, porém, é que essa preparação, apesar dos recursos e do tempo demandados, não atinja os objetivos pretendidos. Isso pode ocorrer se não for considerado o perfil comportamental do profissional.
Sem a metodologia adequada, corre-se o risco de se alocar a pessoa errada para a função. E, nesse caso, terão sido desperdiçados os investimentos nos programas de treinamento. Não porque a pessoa não se dedicou, mas porque aquela atividade não tem relação com o seu potencial.

Equipes mais motivadas

Aumento da produtividade, redução do turnover e mais qualificação da equipe vão impactar diretamente na motivação dos profissionais, o que vai ser estimulado também pelo bom clima organizacional.
Uma avaliação mais abrangente na hora da contratação e no acompanhamento dos projetos faz muita diferença porque a empresa vai considerar diversos aspectos. Não terá como foco apenas o desempenho da pessoa na função, avaliará também o relacionamento com chefe e colegas, bem como a sua inclinação para desenvolver determinadas tarefas.
Se conseguirmos detectar, por exemplo, que a pessoa é um “comunicador”, precisamos conferir mais atenção na forma como vamos tratá-lo no dia a dia, uma vez que esse tipo de profissional precisa ser reconhecido, valorizado. É a partir desse tipo de atitude que vamos manter a pessoa devidamente motivada.
Como ficou claro, a importância da avaliação comportamental extrapola a fase de seleção. Quando empregada de forma adequada, ela vai impactar positivamente em todas as áreas da empresa. Ambientes empresariais cada vez mais competitivos exigem que as empresas tenham atenção redobrada com todos os fatores que possam ajudar na sua diferenciação.
Copiado: http://www.solides.com.br/metodologia-disc

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Acadêmicos de Administração criam produtos inovadores em aula de empreendedorismo

Acadêmicos de Administração criam produtos inovadores em aula de empreendedorismo - A intenção foi, além de promover a interação entre os acadêmicos, também aprimorar ideias de produtos que podem ser utilizados em ocasiões cotidianas

Projetar e promover ideias que facilitem a vida em situações, algumas vezes consideradas corriqueiras. 
  • Você já pensou em um abridor de latas com compartimento que “guarda” as tampinhas? 
  • Ou então uma muleta que “apita” quando o usuário chega próximo de qualquer tipo de obstáculo? 
  • Agora pensando para o lado do ecologicamente correto, que tal um giz de lousa, produzido a partir da fécula da mandioca?

Todas essas ideias partiram de acadêmicos do 1º semestre de Administração de Empresas da Unigran. Os trabalhos foram apresentados na disciplina de Empreendedorismo, ministrada pelo professor Leandro Rennê Camilo. 

De acordo com o Camilo, a intenção foi, além de promover a interação entre os acadêmicos, também aprimorar ideias de produtos que podem ser utilizados em ocasiões cotidianas. “Todos os produtos desenvolvidos pelos alunos podem ser aplicados em nossa vida e nos ajudam de alguma forma. Alguns são mais inovadores outros já são mais facilitadores e para uso diário, mas todos eles podem ser comercializados e esse é o diferencial”, diz.
Os estudantes foram divididos em grupos e tiveram que criar desde o produto, até mesmo uma forma de torná-lo vendável. Os grupos se transformaram então em empresas e, a partir daí, foram criadas as marcas.

Um deles foi o da acadêmica Nádia Pestana, 32. O grupo dela criou uma muleta sonora, que auxilia pessoas com problemas visuais a trafegar com segurança. A ideia surgiu a partir da necessidade que o familiar de um dos integrantes do grupo, tem quando precisar utilizar o direito de ir e vir em segurança.

“Nosso objetivo principal é o de facilitar a vida de quem realmente precisa e uma coisa que todos temos e que precisa ser respeitada é o direito de ir e vir. A muleta que nós projetamos emite um sinal sonoro quando tem um obstáculo próximo e nossa ideia é inclusive aprimorar o projeto e implantar um sistema de vibração, para auxiliar também quem possui algum problema auditivo”, salienta.
Segundo o coordenador do curso de Administração da Unigran, Valdir da Costa Pereira, a intenção de programar a apresentação dos projetos é exatamente de mostrar ao acadêmico as várias vertentes do profissional e que administrar vai além de apenas ditar regras, mas também buscar inovações e soluções para determinados casos. “É importante que o estudante tenha já no início do curso esse tipo de contato com a realidade sem falar que é de extrema importância também despertar a criatividade dos nossos acadêmicos, todos temos a ganhar com isso”, finaliza.
Copiado: http://www.douradosnews.com.br

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Ciclos de Produtividade…

Ciclos de produtividade…  – Já observou que em alguns horários do dia sua produção é mais acentuada?

Todos nós temos um horário onde nosso nível de concentração e produtividade é aumentada. São nesses momentos que devemos realizar as tarefas mais difíceis do dia, ou que exijam mais dedicação de sua parte. A estrutura da sua agenda diária deve ser baseada em autoconhecimento, ou seja, você conseguir identificar quais os melhores momentos para realizar determinadas tarefas.
Hoje vamos auxiliar você a montar essa estrutura.

Você precisa observar durante alguns dias o horário em que mais produz.

Essa é a fase do autoconhecimento. Sugiro que seja analisado no mínimo três dias para que você consiga uma média da sua produção. Não é necessário fazer listas ou anotar a quantidade de coisas que você conseguiu terminar.
O que é importante é perceber em qual horário você se sentiu mais rápido e com o cérebro mais concentrado e em qual horário você já estava fazendo sua atividade mais devagar, esperando o tempo passar mesmo.
Vamos montar um planejamento diário desses horários
Anote o horário de início do dos ciclos mais importantes que são: o mais produtivo e o menos produtivo. Esses são os horários mais importantes do seu dia. Você deve gravá-los em sua memória para marcar seus compromissos e planejar suas atividades.
É fundamental que quando o ciclo de maior produtividade estiver em ação não haja nenhuma interrupção ou desvio do seu foco.
Se por exemplo, seu ciclo produtivo durar de 10:00h até às 13:00hs você não o interrompa para almoçar. Reeduque seu organismo para um almoço mais tarde e faça um lanche antes do ciclo começar para que não tenha fome durante o processo.
Agora vamos listar as tarefas nas qual você tem maior facilidade
Faça uma lista com as tarefas diárias que te proporcionam maior prazer e você possui facilidade para realizá-las. Por exemplo, caso goste de responder emails ou elaborar relatórios.
Vamos fazer essas atividades durante o seu ciclo de desaceleração de produtividade. Elas vão te auxiliar a não perder muito da sua capacidade de produção tendo em vista que você já tem facilidade e se satisfaz com esse trabalho.

As tarefas que possui maior dificuldade ou precisam de grande concentração
As tarefas com as quais você possui maior dificuldade de trabalhar e até mesmo precisam que você esteja mais concentrado deverão ser programadas para serem feitas assim que seu ciclo produtivo começar. Isso faz com que você aumente a chance de achar soluções e fixe na memória com mais facilidade qualquer aprendizado ou projeto.
Lembre-se que esse ciclo não pode ser interrompido, então procure se afastar das redes sociais ou de qualquer forma de distração nesse momento. Não tente realizar mais de duas tarefas nesse ciclo. Apesar de estar mais produtivo sua capacidade de armazenar informações se limita quando faz muita coisa ao mesmo tempo.

Vamos aprender a montar uma estrutura simples

Exemplo:
Horário de início do ciclo produtivo: 09:00h – Horário de término: 14:00
Horário de início da desaceleração: 16:00h – Horário de término: 20:00h
Utilize o início da manhã para rever sua agenda e programar seus afazeres diários de acordo com os seus ciclos.
A partir das 9h já coloque o celular no silencioso inicie suas tarefas. Você irá perceber que gradativamente sua produtividade irá aumentar e quanto maior tiver mais você poderá realizar as tarefas. Sempre que puder agendar reuniões importantes e negociações para dentro desse horário. Será quando seu cérebro estará mais ativo.
Lembre-se de fazer lanches rápidos, com frutas de preferência, durante o ciclo. E quando ele terminar ou estiver próximo do final você já pode programar seu horário de almoço. Respeite seu intervalo para almoçar e dar uma pausa nos trabalhos. Essa pausa é fundamental para recarregar as energias.
Após a alimentação você retorna as atividades com uma taxa de produtividade não tão alta quanto seu ciclo, contudo ainda consegue desenvolver muitos trabalhos com atenção. Sua taxa de produção irá cair também gradativamente e suas atividades devem acompanhar esse movimento.
Após a finalização do ciclo de desaceleração seu cérebro estará atuando com uma carga considerável de produção, nesse momento planeje suas atividades e para o próximo dia.

Gatilhos de hábito

Durante o processo é natural que seu corpo estranhe seu novo comportamento. O ideal é que você continue praticando para que isso se torne um hábito. Só é considerado hábito as atividades feitas com uma frequência maior que 21 dias. É o tempo que o cérebro leva para absorver a atividade como um padrão de comportamento.
Tenha em mente que tudo aquilo que puder ajudar seu cérebro a lembrar de que está entrando no ciclo produtivo e que nesse momento deve permanecer concentrado é de grande ajuda. Fique a vontade para testar o que dará mais certo com seu perfil. E tenha muito mais sucesso.

Por: BABI ALVES - https://osegredo.com.br

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Proatividade no Trabalho - O que é?

Afinal, o que é proatividade?

Você já deve ter ouvido seu chefe ou colega de trabalho classificar como “proativo” aquele trabalhador que realmente veste a camisa da empresa, está sempre ocupado realizando mil tarefas diferentes e, ainda assim, se oferecendo para assumir mais responsabilidades.
O problema desse conceito é que ele pode ser confundido com “produtividade”, mas a verdade é que há muita diferença entre “realizar várias coisas sem esperar o chefe mandar” e “fazer progressos”.
O real significado de “proatividade” está em assumir controle e responsabilidade total pelas suas próprias ações, planejando-as cuidadosamente para alcançar os objetivos do seu negócio e antecipar necessidades, problemas ou mudanças futuras. Isso implica em focar no que é capaz de trazer resultados positivos, não apenas no que é urgente.

Como identificar quem é proativo e quem não é?

Embora a proatividade seja capaz de se manifestar de várias formas diferentes na personalidade de uma pessoa, algumas características e hábitos são essenciais para distinguir os funcionários proativos dos reativos. As principais delas são:

  • Valorização da formação pessoal

Você já deve ter se deparado com muita gente comemorando a própria formatura na sua universidade, ao dizer “adeus” aos livros e aulas chatas. Talvez, você tenha até sido uma dessas pessoas. Isso reflete uma personalidade indiferente, que desvaloriza a própria educação pessoal.
Pessoas proativas entendem que, quando você para de aprender, a sua vida também para. Por isso, gostam de investir bastante no próprio desenvolvimento intelectual. Seja comprando livros, seja fazendo cursos para se manter atualizados sobre a área em que atuam.

  • Foco no que é importante

Pessoas proativas preferem realizar uma atividade de cada vez, dedicando-se ao máximo para uma execução bem-feita de cada uma delas. Os profissionais que não possuem essa característica estão quase sempre envolvidos em várias tarefas ao mesmo tempo (o famoso “multitasking”) e checando aplicativos (e-mail, redes sociais, mensagens…) constantemente enquanto as realizam.

  • Previsão de acontecimentos futuros

Os profissionais que são mestres em planejamento são capazes de levar possíveis obstáculos no trabalho em consideração. Com isso, exercem seu poder para encontrar formas de superá-los antecipadamente. Esses profissionais possuem um alto nível de proatividade.
Os funcionários mais reativos, por outro lado, estão mais focados no “agora” e dançam conforme a música. Alguns deles possuem certa dificuldade em se programar para o futuro. Por isso, tomam suas decisões baseadas apenas nos eventos que estão acontecendo naquele exato instante.

O que é proatividade no trabalho?

Ao aprender a identificar o que é proatividade no trabalho, provavelmente deve ter se deparado com alguns funcionários que não possuem essa virtude. A boa notícia é que ela pode (e deve) ser desenvolvida e aprimorada dentro da empresa. Veja algumas dicas:

  • Crie uma cultura de confiança e empoderamento

Para desenvolver a proatividade no trabalho, os funcionários precisam ter foco na busca de soluções. Para isso, os gestores precisam deixar claro que apoiam a iniciativa e autonomia no ambiente de trabalho.
Uma boa maneira de demonstrar isso é pedir a apresentação de ideias, confiar nos empregados para tomar decisões e permitir que assumam riscos. Se algum deles sugerir alguma solução original e interessante, incentive-o a colocar sua ideia em prática. E, claro, certifique-se de que seu esforço será reconhecido (independentemente de sua falha ou sucesso).

  • Recompense os comportamentos proativos

Trabalhadores satisfeitos e reconhecidos pela empresa em que trabalham são engajados, produtivos – e sim, proativos. Sendo assim, por que não valorizar aquele profissional que sempre tem ideias novas, assume projetos e sempre busca melhorar seu desempenho?

Já pensou em oferecer gratificações, bolsas de estudos ou aumentos para as pessoas que demonstram que se importam com a empresa? Certamente isso não apenas valoriza esse tipo de comportamento, mas também incentiva os demais funcionários a adotar uma postura semelhante.

  • Estimule a confiança de seus colaboradores

Alguns funcionários podem sentir que são apenas meros empregados. Por isso, não têm o direito de expressar opiniões, ou não há muito interesse por parte da empresa em ouvi-los. É preciso abandonar essa ideia se você quiser que eles sejam proativos.
Fornecer treinamentos de desenvolvimento pessoal, elogiar os trabalhos bem realizados e atribuir-lhes pequenas tarefas de liderança. Essas são algumas formas de estimular a confiança de cada um e mantê-los motivados a participar ativamente do negócio.
Ao incentivar o desenvolvimento de colaboradores proativos (e não apenas funcionários comuns) em sua empresa, ninguém precisará enfrentar problemas e desafios no trabalho sozinho. Além disso, a produtividade e sucesso de cada um só tende a crescer, junto com o bem-estar no ambiente corporativo.
Por: Bianca Lopes - https://meuaio.com/blog

terça-feira, 5 de junho de 2018

O Transtorno De-Quem-Nunca-Caiu.


Hoje de manhã, li uma frase que me trouxe uma inquietação sem tamanho, era mais ou menos assim:

"Falta de sorte ou de oportunidade: é falta de trabalho duro e planejamento".

Eu já tive empregos horríveis, já ganhei bem pouco, já trabalhei em multinacional, já fiquei um tempo sem emprego, já me candidatei a vagas que eu não era capacitada e também me candidatei a vagas muito abaixo do meu currículo, já mudei de área, já estudei muito (e continuo estudando, sempre!), já me reinventei.

Até conseguir um norte, tive muitos altos e baixos em minha vida profissional. E quanto mais eu caminho nesse mundo, mais nítida é a percepção que tenho que as coisas podem mudar. E mudam depressa, de repente, sem você esperar. 

Tanto para melhor, quanto para pior. Num dia, você pode ser a cereja do bolo! No outro, você pode ser aquele pedaço esquecido, seco e esfarelado que ninguém quer. Por isso, o fator que mais admiro em um profissional é a HUMILDADE.

É saber que, em primeiro lugar, o teu conhecimento não te faz melhor nem pior que ninguém. Pelo contrário, deveria ser usado para ajudar o outro. 


Como é bom ter alguém que sabe muito e compartilha com você e/ou sua equipe aquilo que sabe fazer de melhor. 

Te dá dicas de como se tornar um bom profissional, ideias, e nem por isso está atrás de louros.
Em segundo, o mercado de trabalho é incerto e muita gente não reconhece isso, acha que está segura para sempre em seus empregos. - 

"Ah, mas sou SÊNIOR e tenho todas as especificações para este cargo! Sou demais!". Aí o seu diretor te troca pelo filho do sócio...rsrs. A coordenadora prefere um puxa-saco mais eficiente. 

O gestor quer alguém que acate a todas as suas ideias. Ou simplesmente, te trocam por um profissional mais eficiente e/ou que custe menos.

Ninguém tem o controle absoluto de nada, estamos TODOS expostos a qualquer tipo de mudança. Você pode se preparar, sim. E deve! Mas nem sempre se você trabalhar duro, fazer coaching, enviar milhares de currículos ao dia, ir a N entrevistas, ter uma coleção de pós-graduações farão você necessariamente conseguir/manter um emprego.

Diariamente vejo pessoas que têm realmente uma jornada de trabalho sem estarem trabalhando: são Job Hunters delas mesmas, investindo horas e horas a fio na procura de emprego. 

Pessoas que estudam, que se esforçam, enviam e entregam currículos, tentam manter sua empregabilidade em dia, planejam-se, sonham, submetem-se a subempregos. E nem por isso estão perto de terem o emprego dos sonhos (ou a menos um emprego).


Quanto mais as pessoas em busca de um emprego precisam "planejar-se"? "Trabalhar duro"? Foi aí que minha inquietação veio seguida de um entendimento...

Quando vejo o background dos que encaram o desemprego de outras pessoas como um insucesso pessoal/profissional ou de caráter, certamente é porque estão há anos na mesma empresa, acomodadas em seus mesmos empregos, fazendo as mesmas coisas (quizá subiram um ou dois cargos em 15 anos de empresa). 

Essas pessoas nunca "caíram", não passaram por desemprego, não tiveram que despender de um grande esforço para estar aonde estão e, simplesmente, acham que é tudo muito fácil e OS OUTROS que não se esforçam o suficiente. Certamente não entendem... Ficam lá, sentadas em seus tronos onipotentes, desclassificando o esforço alheio e metralhando desmotivação LinkedIn afora. Estão acometidos pelo Transtorno De-Quem-Nunca-Caiu.

Você que está buscando: Vivemos um momento muito delicado em nosso país, muitas vezes não há nem vagas para se candidatar. Mas estude, se prepare e faça a parte que lhe cabe para quando sua vaga surgir. 

Você não é ruim porque não está trabalhando e nem quem está empregado é melhor. Simplesmente a oportunidade não surgiu. Continue, não desista; uma hora vai dar certo!!

Você que possui o Transtorno De-Quem-Nunca-Caiu: Procure tratamento urgente. E lembre-se que os desempregados de quem você fala, estão se preparando. E você?

Por: Niara Ananias - https://www.linkedin.com

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Gamificação nas empresas: Qual é o papel?

Organizações de todo o mundo estão acompanhando o aumento na força de trabalho da geração Y, inclusive, nos cargos de liderança. Devido às transformações geracionais esses profissionais requerem abordagens diferentes das tradicionais, e cabe à empresa mapeá-las. 
A gamificação é uma das estratégias que dialoga bem com esses perfis, permitindo uma maior interação entre os colaboradores e contribuindo para a melhoria do fluxo de trabalho.
Mas, na prática, o que é gamificação? 
Antes de responder a essa questão precisamos entender o que ela não é. Gamificação não é um jogo de entretenimento. Ou seja, não podemos simplificar o termo a algo como capturar Pokémon no trabalho. Sob uma perspectiva mais técnica, podemos considerar a gamificação uma abordagem na qual os elementos e princípios de um jogo são usados para criar uma experiência de aprendizagem eficaz e envolvente. 
O objetivo da sua adoção nas empresas é fazer com que os colaboradores melhorem o seu desempenho, usando a motivação e o feedback em tempo real para o aumento do engajamento e o alcance de objetivos individuais ou organizacionais.

Na prática, são oferecidas recompensas aos participantes que realizam tarefas pré-determinadas, em níveis e fases a serem superados. A mecânica envolve a definição de tarefas que estejam de acordo com o objetivo, a criação de regras e a aplicação de controles e mensuração de indicadores. 
As recompensas pelas interações dos participantes podem variar, indo desde incentivos virtuais, como medalhas (ou “badges”, termo mais usual em gamificação) a, eventualmente, prêmios físicos.
Parte-se do princípio de que a diversão é a maneira mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor. A vantagem do modelo é que ele instiga duas fortes características do ser humano: a cooperação e a competitividade. 
O reforço de aprendizagem é imediato, por meio de feedbacks instantâneos que indicam se as decisões tomadas estão certas ou não. Com isso, a gamificação nos permite aprender coisas novas e buscar uma melhoria constante. Sem contar que o sentimento de desenvolver uma certa habilidade é um dos aspectos mais importantes da satisfação e bem-estar no local de trabalho.
Mas é possível aplicar a gamificação a qualquer empresa ou organização, independentemente do tamanho? Acreditamos que sim. 
O foco pode ser interno, permitindo o desenvolvimento e engajamento dos colaboradores, bem como a verificação da satisfação e a aderência a valores e cultura. Ou pode ser externo, visando recrutar novos colaboradores, que sejam assertivos e tragam produtividade à organização, além de envolver os clientes e parceiros com a marca e produtos. Quando a sua empresa entrará no jogo?
Por Felipe Azevedo - https://canaltech.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A Greve que Serve para Tudo — e para Nada

No teste de Rorschach — popularmente conhecido na psicologia como o 'teste do borrão de tinta’ — pede-se ao paciente que diga o que enxerga em dez pranchas com manchas de tinta simétricas. 

Onde alguns vêem um morcego, outros vêem um coração. Onde para uns há uma cachoeira, para outros há uma abóbora. (A partir das respostas, é possível chegar a conclusões sobre a psique do indivíduo.)

A esta altura dos acontecimentos, é nisto que se transformou a greve dos caminhoneiros — uma 'greve jaboticaba', que une a esquerda e a extrema direita.

Para uns, trata-se de um movimento contra o preço do diesel. Para outros, uma luta contra todos os impostos. Para um terceiro grupo, um protesto contra a corrupção e o Governo Temer. E, para os mais desconectados da realidade (ou traumatizados por ela), um apelo a uma intervenção militar.

Quando a sociedade sequer consegue concordar sobre o significado de um movimento, a saída do atoleiro se torna inegociável. O Governo não tem interlocutores confiáveis, e qualquer medida tomada será sempre insuficiente para alguém. O tecido social — os laços que nos unem enquanto país civilizado — está rasgado, permitindo a entrada de todo tipo de vírus, como o oportunismo, o populismo e o niilismo.


É verdade que os grevistas e seus simpatizantes estão certos em suas inquietações.

Nossa política é corrupta? Certamente.

Nossa carga tributária é altíssima? É.

Estamos sofrendo com o custo da gasolina? É claro.

Mas vamos resolver isso de uma hora para outra, parando o País? Desculpe discordar.

A hora certa de resolver isso é no dia 6 de outubro, quando o povo brasileiro — sem dúvida em sua infinita sabedoria — certamente elegerá alguém que tem todas as respostas... Esperar que um Governo moribundo, com 3% de aprovação, seja capaz de encaminhar soluções para problemas tão complexos é fingir que é possível fazer uma operação cardíaca usando uma enxada. 
Mas, em meio a tanta incerteza, uma coisa é certa: essa greve suicida empurrou o Brasil não para a beira, mas para dentro do abismo.

Ela vai levar a uma desorganização da economia e deprimir ainda mais um PIB que lutava para se recuperar, custando empregos e piorando a vida da maioria.

Neste momento, milhares de empresários e microempreendedores sofrem prejuízos para que uma categoria seja beneficiada com uma isenção tributária. (A reforma tributária se tornou ‘chantagem tributária’.)

Mesmo que, ainda hoje, o preço do litro de diesel caia R$ 1, os efeitos perversos que esta greve já criou vão anular qualquer sensação de alívio na economia que o combustível mais barato poderia causar. Quem não vê isto está cego por raiva ou ideologia, nenhuma delas boa conselheira.

A incerteza política no Brasil vai espantar os investimentos e manter o Real em desvalorização — o que vai encarecer o trigo, o pãozinho e…. a gasolina. Todos pagaremos a conta, e os mais pobres (como sempre) pagarão a maior parte.


Alguns fanáticos por esta greve dirão que ‘é preciso sofrimento agora para que se sofra menos depois'. Dizem que estamos no meio de uma ‘revolução’. E que este episódio é igual aos protestos de 2013.

Não é. Em 2013 não faltou comida. Em 2013 os hospitais funcionaram. O brasileiro protestava e voltava para casa no fim do dia. A vida continuava.

Agora é diferente.

Se esta greve continuar ou se alastrar, ela vai gangrenar a economia — e ela vai apodrecer no colo dos mais fracos.

É uma greve que se imagina a favor do Brasil, mas só vai enfraquecê-lo ainda mais.
PS: Os militares podem trazer os tanques, mas não podem dar a Bolsa-Tanque de Gasolina. Podem até fazer alguém se sentir num país mais ‘limpo', mas não podem fabricar ou distribuir dinheiro (o dinheiro não valeria nada, porque a inflação voltaria de uma forma que só quem tem mais de 40 anos conhece…)

Por: Geraldo Samor - http://braziljournal.com/

terça-feira, 29 de maio de 2018

Como as Neurociências Podem Ajudar na Gestão de Pessoas...

Todo conhecimento científico exige responsabilidade e seriedade para sua utilização e sabemos que para poder aplicar as neurociências no mundo corporativo é necessária uma formação adequada a partir de estudos contínuos por parte do gestor ou mesmo do consultor que presta serviços à organização. 
As neurociências começaram a ganhar espaço a partir dos anos 90 e se desenvolveram substancialmente desde então. No Brasil, o interesse vem crescendo bastante, apesar do pouco investimento nessa área.
Além da falta de especializações, assuntos envolvendo o estudo das atividades cerebrais e desenvolvimento, acabam sendo limitadas a algumas áreas da saúde como a Neuropsicologia e em poucos meios acadêmicos do país. Estando presente com mais influência em empresas americanas, britânicas e australianas, mais especificamente em seus setores de recursos humanos e planejamentos de projetos, diversas consultorias a utilizam para otimizar treinamentos corporativos e compreender os mecanismos neurológicos envolvidos na tomada de decisão, organização e percepção dos métodos de trabalho, consumo e inteligência estratégica. 
Os benefícios da sua utilização são vários e vão desde o aumento da produtividade à melhoria do ambiente de trabalho e otimização das relações interpessoais.
Para ilustrar, temos a chamada “cronobiologia”, que consegue identificar em quais horários do dia o organismo humano produz mais substâncias químicas para a atividade física e mental. Se o gestor souber explorar tais períodos, pode conseguir um aumento significativo de produtividade. Sabe-se, por exemplo, que a maioria das pessoas é mais produtiva entre as 6h e as 10h e entre 16h e 20h. 
No restante do tempo, o corpo precisa se esforçar mais, então o volume e qualidade do trabalho são menores, como depois das refeições em que o organismo se concentra em fazer a digestão e perde significativamente a energia disponível para gastar em processos cognitivos. Daí a necessidade da criação de espaços de lazer e relaxamento, ou “área da soneca” que está se tornando cada dia mais comum em países mais desenvolvidos.
Outra utilização possível das neurociências está no alcance da eficiência em treinamentos. Sabe-se que o aprendizado neurológico tem 4 etapas: a aquisição de dados; a informação (que é a repetição dos dados recebidos, mesmo que eles ainda não tenham significado compreensível), o conhecimento (quando o significado é compreendido); e o saber(quando o conhecimento está gravado nas células, não é mais esquecido). 
Pouquíssimos treinamentos ministrados em empresas chegam até a última etapa e por isso muitos deles precisam ser repetidos. A pessoa que recebe a informação é quem pode colocar significado na mesma, através das suas experiências de vida e alcance de compreensão. O aprendizado é proveitoso ou acontece eficazmente na presença da repetição ou emoção, o que significa que os treinamentos precisam ser práticos a todo tempo, ou tocar de alguma forma o indivíduo. Os gestores devem buscar por treinamentos divertidos, instigantes, curiosos, motivadores naquele contexto.

A melhoria do ambiente de trabalho também é possível quando se utiliza da neurociência para identificar os problemas como as mudanças na organização, que deixavam os colaboradores com receios. Sabe-se que quando há uma mudança de gestão, ou de processos, o medo aparece e não permite que a informação seja processada de forma completa. 
O cérebro recebe a informação de que não está preparado para aquela novidade. Ele precisa de um tempo para seadaptar, e aí a produtividade decai. A liderança precisa ter consciência desse fator e orientar o seu pessoal, o que contribui para um ambiente mais saudável, em que as pessoas se sintam mais motivadas.
Quando consideramos que as empresas são conglomerados de pessoas que buscam realizar os seus sonhos e com eles a felicidade e a autorrealização, a troca de interesses entre funcionários e administradores passa a ser recíproca. Isabel Spindola, autora do livro “Coaching e Neurociência desenvolvendo líderes excepcionais” diz que as horas mais preciosas da nossa juventude, são aquelas em que estamos trabalhando para sobrevivermos e nos desenvolvermos, por causa disso, potencializamos nossa inteligência. 
A inteligência é enriquecida e potencializada com as experiências que cada um consegue vivenciar pelas escolhas que faz ao longo da existência.
Quando o sistema de recompensa cerebral está ativado existe a motivação para se fazer as coisas que mais acreditamos. Quando estamos realizando um trabalho em que sentimos prazer e, sabemos que isso nos trará reconhecimento pessoal ou profissional,nos orgulhamos do que somos, com isso, ativamos o nosso potencial criativo. A felicidade e contentamento nos dão uma sensação de dever cumprido e o sentimento de autorrealização nos faz sentir plenos. É neste momento, que costumamos apresentar ideias geniais e comportamento de alto desempenho. 
Sentimo-nos capazes, fortes e prontos para irmos mais além. Sonhamos com as promoções e contamos para as pessoas sobre os nossos esforços e a satisfação pelo o trabalho bem feito. Quando as pessoas celebram conosco as suas conquistas, nos faz sentir importantes e este sentimento nos traz confiança, vontade de seguir adiante e aceitar novos desafios. A isso chamamos de superação permanente.
As pessoas bem sucedidas tentam ativar o sistema criativo todos os dias em busca de prazer e autorrealização. São otimistas por natureza. Só que o cérebro tem os seus limites e dependendo do nível de estresse, o profissional pode transformar ansiedade positiva em dor emocional, pelo cansaço e a exaustão. Ninguém consegue ter um alto desempenho o tempo todo sem altos níveis de estresse e, a frequência das pressões por resultado pode transformar força em fraqueza e frustração. O que era estimulante, deixa de ser.
O cérebro não trabalha bem com altos níveis de estresse. Portanto, é preciso reconhecer limites e fazer atividades de entretenimento que pareçam razoáveis e dê prazer quando estiver cansado. O mundo corporativo pode parecer exaustivo às vezes, mas é através do trabalho que realizamos muitos de nossos sonhos. Não é à toa que com frequência queremos o reconhecimento do outro para nos sentirmos validados, e, buscamos evitar a dor emocional do desamparo a qualquer custo. 
Quando estamos desestimulados e negativos, a cabeça dói o corpo não levanta de manhã, a percepção da realidade fica distorcida. A tudo isso chamamos de desconforto cognitivo. Precisamos ser apreciados e de preferencia fazermos parte dos grupos sociais que existem nas empresas e fora dela. Gostamos de ter histórias legais para contar. Precisamos ser amados, mesmo que este amor seja entendido como respeito às atividades que desenvolvemos. A nossa identidade profissional é uma conquista de muitos anos e certamente quando nos olhamos no espelho, queremos enxergar alguém com uma história bacana e com vivências prazerosas.
Para concluir podemos dizer que quem conhece o cérebro, conhece mais e, é possível utilizar da ciência para se desenvolver cada vez mais as pessoas, respeitando suas singularidade e ritmos de trabalho. Afinal de contas, no entendimento das neurociências, verificamos que todos nós estamos incluídos em um projeto que tem suas limitações biológicas óbvias mas que podem ser constantemente modificadas e construídas: o corpo humano.
Por: Guilherme Bernardes - http://rhjr.com.br/