sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Encargos Sociais: O Que São Eles e Como Afetam o Seu Negócio?

Um dos fatores mais importantes em qualquer empresa, diz respeito às finanças: pagamento de despesas, tributos e encargos sociais. Conseguir manter o negócio financeiramente estável é uma das premissas para se alcançar o sucesso.
Você já percebeu que gerir a própria empresa é uma tarefa que exige muito mais do que espírito empreendedor. O empresário precisa saber lidar com diversos fatores, buscando sempre adquirir conhecimentos em áreas distintas.
Essa parte burocrática do negócio parece ser mais complexa do que realmente é. Isso porque, grande parte dos empreendedores possuem boas ideias, são criativos, determinados, mas possuem pouco conhecimento em gestão.
Para lhe ajudar nisso, hoje vamos falar sobre algo que tira o sono de muitos empresários: os encargos sociais. Você sabe o que são? Quer entender um pouco mais sobre a importância e de como eles afetam o seu negócio? Então, continue lendo o post!

O que são encargos sociais?

Se você possui um negócio, seja ele de pequeno ou grande porte, e possui contratos de trabalho ativos, esse é um conceito que você deve conhecer melhor.
Ter um funcionário envolve muito mais do que apenas o pagamento do salário. Uma contratação, de acordo com as regras impostas em lei, gera encargos sociais e trabalhistas que devem ser pagos mensalmente pelo empresário.
Assim sendo, encargos sociais são direitos concedidos ao trabalhador por lei (são obrigatórios) incidentes sobre sua folha de pagamento. Consiste em valores pagos pelo empregador com o objetivo de custear programas e projetos em prol do empregado.
Quais os tipos de encargos sociais?
Conforme dissemos, estamos falando de custos indiretos obtidos com a contratação de um trabalhador.
Sendo assim, os encargos sociais não são pagos diretamente ao funcionário, posto que essas taxas e contribuições financiam políticas públicas a seu favor, diferentemente dos encargos trabalhistas que são pagos diretamente ao empregado.
Vejamos agora quais os tipos de encargos sociais existentes em nosso sistema jurídico:

INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)

O empregador tem o dever de recolher, além da contribuição descontada do trabalhador, a sua contribuição previdenciária para o INSS.
A contribuição de responsabilidade do empresário é calculada sobre o total da folha de pagamento mensal, correspondente a 20% do valor pago aos seus funcionários. Essa alíquota pode variar em alguns casos, como no caso de instituições financeiras.
Os valores pagos servem para que a Previdência Social possa proteger o trabalhador em caso de doença, acidente, morte e prisão (no caso dos dependentes), invalidez, gravidez, dando cobertura também em caso de desemprego involuntário (custeia o famoso Seguro Desemprego).

FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)

Você provavelmente já ouviu falar do FGTS. Trata-se de um fundo, uma espécie de poupança forçada, financiada pelo empregador em benefício do funcionário. Nesse caso, o valor corresponde a 8% da remuneração paga ao empregado, podendo ser 2% em caso de contrato de aprendizagem.
Em caso de demissão sem justa causa, o empregador ainda arca com uma multa no valor de 40% de todo a quantia que foi depositada por ele durante o contrato de trabalho.
O FGTS foi um direito trabalhista conquistado com muita luta pelo trabalhador e tem a função de servir de segurança em situações imprevistas, como a demissão sem justa causa, doenças graves e até mesmo para adquirir a casa própria.
PIS (Programa de Integração Social) / PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público)
O PIS é pago pelo empregador e o PASEP pelo Estado, têm como finalidade custear os gastos com o desempregado, além do Abono Anual e participação nos lucros da empresa.
A alíquota é de 1% sobre o total da folha de pagamento com funcionários, ou seja, de todos os valores pagos a trabalhadores de qualquer natureza.
O Abono é bastante conhecido, sendo pago ao trabalhador que recebe até 2 salários mínimos de empresa contribuinte do programa. O repasse geralmente ocorre no mês de seu aniversário.

Salário Educação

Os recursos arrecadados a título de salário educação são destinados a valorização do magistério e a investimentos em desenvolvimento e manutenção da educação elementar (ensino fundamental).
O valor equivale a 2,5% do salário de contribuição da empresa, recolhido mensalmente junto com as demais contribuições sociais.

Sistema S

O Sistema S é composto por Senar, Senac, Sesc, Sescoop, Sesi, Senai, Sest, Senat, Sebrae, DPC, Incra e Fundo Aeroviário.
Parece confuso, mas tal contribuição financia essas instituições, responsáveis por oferecerem escolas profissionalizantes, centros de tecnologia e laboratórios que auxiliam na formação e qualificação de trabalhadores em todo o país.
É importante ressaltar que empresas optantes pelo Simples Nacional possuem uma maneira diferenciada para pagamento de diversos tributos e dos encargos sociais. Portanto, as alíquotas informadas não se aplicam a elas.

Como os encargos sociais afetam meu negócio?

Você percebeu que existem muitos encargos sociais sobre responsabilidade do empresário. Todos eles possuem um papel importante para a proteção e desenvolvimento do trabalho em nosso país.
Mas, como isso pode afetar a minha empresa?
A resposta é simples: se você não souber se planejar adequadamente e não fizer um balanço financeiro correto, não conseguirá arcar com tais encargos o que pode colocar a sua empresa em uma difícil situação.
Atualmente, os encargos sociais e trabalhistas consomem cerca de 35% da folha de pagamento de uma empresa. Daí a importância de conhecê-los e saber quantificá-los adequadamente.
Ao estar ciente do custo real de um empregado, você é capaz de avaliar a necessidade de contratação, bem como o valor fixo da mão de obra.
Assim, você consegue se programar financeiramente, evitando que sua empresa enfrente problemas nesse sentido, pois, como já dissemos, esses encargos são de natureza obrigatória.
Você percebeu que uma empresa deve estar muito atenta aos custos com encargos sociais para conseguir se manter no mercado.
Não ter condições de arcar com esses valores, levará o seu negócio ao colapso. Portanto, não deixe de realizar os cálculos e ter um planejamento financeiro sólido e realista.
COPIADO:http://saiadolugar.com.br/

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Seis Passos Para Finalmente Deixar De Reclamar

Você tem o costume de reclamar? Talvez ele esteja te atrapalhando. Veja como parar de esbanjar pessimismo.
Embora possa ser prazeroso desabafar um pouco, ter o hábito de reclamar talvez seja prejudicial. Além disso, ninguém gosta de ficar ouvindo os outros reclamarem.
“O nosso cérebro tem uma tendência de se concentrar nos aspectos negativos”, explica Emma Seppälä, PhD, autora de O caminho da felicidade: como colocar a ciência da felicidade em prática para acelerar o seu sucesso (em uma tradução livre) e diretora de ciência do Centro de Pesquisa e Educação sobre Compaixão e Altruísmo da Universidade de Stanford.
Em decorrência disso, acabamos dando mais atenção ao que está errado em vez de reparar nas coisas que estão certas, conforme explica Seppälä. “Na verdade, já foi comprovado que acontecem três vezes mais coisas positivas que negativas conosco todos os dias, mas basta uma chateação para ficarmos arrasados”.
Uma ideia que pode ser útil é a criação das “áreas sem reclamação” nas quais seja proibido expressar qualquer negativismo.
De acordo com a pesquisadora, os americanos costumam evitar emoções negativas. Sendo assim, lidar com alguém que reclama com frequência pode ser incômodo para colegas de trabalho ou conhecidos em geral. O que também não significa que você precise “sorrir e fingir que está tudo maravilhoso”, conforme indicado pelo instrutor e “especialista em reclamações” Will Bowen, autor do livro Um mundo sem reclamações: como parar de reclamar e começar a aproveitar a vida que você sempre quis.
Segundo ele, existem formas saudáveis de abordar os problemas e tomar uma atitude sem cair em surtos constantes de negativismo. Aqui está um plano com seis etapas.

1. Repare no seu comportamento

De acordo com Bowen, reclamar pode virar um hábito tão forte que perdemos até mesmo a capacidade de perceber que estamos reclamando. Por isso, precisamos perceber quando estamos repetindo essa atitude. É possível ver indícios desse traço na reação dos outros: ouvir alguém que só reclama pode ser exaustivo, e talvez as pessoas à sua volta demonstrem um incômodo ou irritação pela expressão facial ou pelo comportamento delas em interações com você.
Bowen faz os clientes dele usarem uma pulseira bem simples de borracha que eles trocam de um pulso para o outro quando percebem que estão reclamando. De acordo com o especialista, os indivíduos instruídos por ele percebem com mais facilidade a frequência com que estão reproduzindo o comportamento que gostariam de exterminar ao atribuir uma ação específica para o processo.

2. Crie um certo distanciamento

Após perceber quando e com que frequência você costuma reclamar, crie um certo distanciamento para analisar o que causa esse comportamento e o que você está sentindo, recomenda a psicóloga Susan David, PhD, autora do livro Agilidade emocional saia do lugar, aceite as mudanças e tenha muito sucesso na vida profissional e pessoal (em uma tradução livre) e cofundadora do Institute of Coaching da McLean/Harvard Medical School. Antes de começar uma reclamação, a pesquisadora sugere que você descreva para si mesmo o que está pensando ou sentindo.

3. Seja mais específico

Ao perceber o que está sentindo, Susan recomenda que a pessoa se concentre nessa emoção para compreender exatamente o que está causando um descontentamento. Por exemplo: se você estiver reclamando sobre o quanto o seu gerente é irritante, ser mais específico talvez ajude você a perceber que ele é desorganizado, o que influencia o seu desempenho no trabalho. Embora seja difícil criar um plano de ação para lidar com alguém “irritante”, é possível elaborar estratégias para conviver com uma pessoa desorganizada.

4. Tome uma atitude

Após identificar o motivo por trás das suas reclamações, faça algo a respeito do assunto. Para mudar um hábito de reclamar, não basta pensar positivo ou ser uma pessoa tranquila. Nas palavras de Bowen:
Descobri que os reclamões, em sua maioria, são capachos. Em outras palavras, eles vão para o trabalho e reclamam da família, depois voltam para casa e reclamam do trabalho para os familiares. Eles nunca conversam com a pessoa que pode mudar de comportamento. E é isso o que eles precisam fazer.
Estabeleça que resultado você gostaria de alcançar ou como seria possível melhorar a situação. A partir daí, tome uma atitude junto às pessoas que podem fazer algo a respeito do assunto. É claro que essa nem sempre é a solução perfeita, mas ela costuma melhorar a situação muito mais que desabafar com outras pessoas ou ir acumulando o ressentimento.

5. Crie novos hábitos

Sempre que tentamos eliminar um hábito, é uma boa ideia criar um ambiente favorável a isso, de acordo com Bowen. Segundo ele, criar espaços físicos – as “áreas sem reclamação” – nos quais seja proibido expressar qualquer negativismo pode ser bastante útil.
Seppälä também recomenda prestar atenção em quantas vezes dizemos a palavra “mas”, já que ela costuma aparecer em reclamações ou comentários de tom negativo. Tenha cuidado na hora de se expressar para falar com especificidade e procurar soluções para o que está gerando um incômodo.
O fotógrafo e modelo Michael Freeby faz um esforço consciente para não reclamar. Segundo o próprio, ele chega até mesmo a manter dois diários: um para experiências e pensamentos positivos, e outro para experiências e pensamentos negativos. Conforme o dia vai passando, ele diz que os diários funcionam como um lembrete de como ele quer registrar suas interações ou experiências, o que costuma fazê-lo se expressar de uma forma mais positiva.

6. Medite

Segundo Seppälä, a meditação pode ter um impacto em diversas áreas da vida – e as reclamações não fogem à regra. “De acordo com alguns estudos, a prática contínua da meditação pode ajudar as pessoas a equilibrarem suas emoções”, explica. “Assim, ficamos mais conscientes do que dizemos e de como as pessoas reagem a nós”.
Caso você tenha criado um hábito de reclamar, talvez isso seja até um bom sinal de acordo com Susan: ele significa que você ainda se importa com a situação e quer melhorá-la. A recomendação da especialista é direcionar esses sentimentos para gerar uma mudança em vez de ficar só remoendo o que está errado.
COPIADO: http://www.content-loop.com/br

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Gestão Financeira e o Fluxo de Caixa

O que é Gestão Financeira?

   A gestão financeira é uma tradicional área funcional encontrada em todas as organizações. A boa funcionalidade financeira integra todas as tarefas ligadas à obtenção, utilização e controle dos recursos financeiros da organização.


A função financeira integra:
O planejamento de todas as necessidades financeiras, a descrição de todos os recursos disponíveis, a previsão de todos os recursos futuros e o cálculo de eventuais necessidades de obtenção de recursos externos. 
A obtenção de créditos de forma mais vantajosa (tendo em conta os custos, prazos e outras condições contratuais, as condições fiscais, a estrutura financeira da empresa);
A aplicação criteriosa dos recursos financeiros, incluindo os excedentes de tesouraria (de forma a se obter uma estrutura financeira equilibrada e a correta adequação aos níveis de eficiência e de rentabilidade pretendidos).
As análises financeira do período em questão, da viabilidade econômica e financeira dos investimentos.
- Fluxo de Caixa -
O fluxo de caixa (inglês - Cash flow), indica o montante recebido e gasto por uma empresa, instituição corporativa ou uma pessoa física durante um período de tempo definido. Também pode estar atrelado a um projeto específico.
Na Contabilidade, uma "Projeção de fluxo de caixa" demonstra todos os pagamentos e os recebimentos esperados em um determinado período de tempo.
O Gestor de fluxo de caixa necessita ter uma visão geral e clara sobre todas as funções da empresa, como: pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, salários e outros, por que é necessário prever o que se poderá gastar no futuro dependendo do que se consome hoje.
O fluxo de caixa é uma ferramenta essencial ao administrador. Ela permite que os gestores das empresas possam tomar as decisões necessárias e é através deste mapa que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.
    
- Elaboração dos fluxos de caixa
A demonstração de fluxos de caixa pode ser elaborada por dois métodos diferentes, irei citar apenas o método direto.
Método Direto:
Divulgam-se os principais componentes dos recebimentos e pagamentos de caixa em termos brutos, pela efetivação dos compromissos assumidos, das vendas, custo das vendas e outros.
Seria um erro, acima de tudo, considerar que o fluxo de caixa possa ser utilizado apenas por empresas. Atualmente, cada vez mais pessoas físicas se interessam por uma organização financeira mais eficiente. Existem hoje no mercado diferentes tipos de ferramentas que tem por objetivo facilitar a confecção do fluxo de caixa. Algumas empresas oferecem inclusive ferramentas específicas para pessoas físicas e jurídicas, além de excelentes manuais de funcionamento e materiais didáticos.
  • Fluxo de caixa é um instrumento gerencial que controla e informa sobre todas as movimentações financeiras (entradas e saídas de valores monetários) de um dado período – pode ser diário, semanal, quinzenal, mensal, trimestral, etc. O fluxo de caixa é composto dos dados obtidos dos controles de contas a pagar, contas a receber, de vendas, de despesas, de saldos de aplicações, e todos os demais departamentos que representem as movimentações de recursos financeiros disponíveis da organização.
O demonstrativo de fluxo de caixa também pode ser um instrumento contábil legal, contexto em que toma um aspecto mais formal e rígido. Se a sua intenção é realizar o controle contábil de uma empresa, para propósitos fiscais, societários ou outros, provavelmente a melhor alternativa é procurar orientação com um contabilista experiente neste segmento.
  •  - Fluxo de caixa como uma ferramenta gerencial
Antes de prosseguirmos, é bom saber que:
O mecanismo do fluxo de caixa é bastante simples, mas, nenhum sistema de informações pode funcionar sem que os dados relevantes sejam constantemente atualizados nele. Da mesma forma, o sistema não tem qualquer utilidade se os dados não forem analisados periodicamente, e se a organização não tiver confiança neles. Em outras palavras: se não existir o compromisso em manter o fluxo de caixa sempre atualizado, pode ser melhor nem mesmo se dar ao trabalho de tentar implementá-lo.

Outro aspecto a ser levado em conta é o das dependências: o Fluxo de Caixa precisa de dados que correspondam a verdade do controle de contas a pagar, contas a receber, acompanhamento de saldos de aplicações bancárias, faturamento, despesas, etc. Antes de se preocupar com sistemas agregadores, como o Fluxo de Caixa, você precisa dar atenção a estes outros métodos de coleta de dados específicos. E isto tem vantagens adicionais, como levar a um melhor acompanhamento das suas posições em relação a clientes, fornecedores, taxas públicas, gastos internos, etc. Não há como ter um relatório de fluxo de caixa atualizado se você não registra regularmente as faturas e nem acompanha se os seus clientes estão pagando em dia.

É muito importante achar e usar uma ferramenta tecnológica confiável e segura para o controle de suas atividades. Neste caso, além de poder escolher entre diversos sistemas financeiros voltados para vários segmentos, alguns até mesmo adaptados a necessidades específicas.
  • Mas, afinal para que serve o Fluxo de Caixa ?
O Fluxo de Caixa é um instrumento de controle que auxilia na previsão, visualização e controle das movimentações financeiras de cada período. A sua grande utilidade, é permitir a identificação (especialmente prévia, mas também posterior) das sobras e faltas no caixa, possibilitando ao profissional planejar melhor suas ações futuras ou acompanhar o seu desempenho.

Pode-se utilizar o fluxo de caixa para verificarmos se o resultado esperado foi alcançado. É comum se fazer um fluxo de caixa do período de 3 meses, e passados os 3 meses, apuramos a previsão inicial, com o realizado.
Em uma empresa, pode-se utilizar os fluxos de caixa de vários períodos, como: diário, semanal, quinzenal, mensal. Já os autônomos que usem o sistema exclusivamente como instrumento gerencial podem se virar com períodos específicos, como o semanal ou até mensal – dependendo da sua liquidez. Períodos menores permitem maior eficiência nos investimentos e aplicação financeira dos saldos positivos, mas em compensação geram maior esforço ou custo de acompanhamento.
É importante que você encontre o seu ponto de equilíbrio.
De uma forma ou de outra, um bom controle de fluxo de caixa bem feito é uma importante ferramenta para lidar com situações de alto custo de crédito, taxas de juros elevadas, redução do faturamento e outros fantasmas que rondam os empreendimentos.
  • Um fluxo de caixa na mão, permite:
 Avaliar se as vendas presentes serão suficientes para cobrir os desembolsos futuros já identificados.
Calcular os momentos ideais para reposição de estoque ou materiais de consumo, considerando os prazos de pagamento e as disponibilidades.
Verificar a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços.
Saber se é ou não possível conceder prazos de pagamentos aos clientes.
Saber se é ou não possível comprar à vista dos fornecedores, para aproveitar alguma promoção.
Ter certeza da necessidade ou não de obter um empréstimo de capital de giro.
Antecipar as decisões sobre como lidar com sobras ou faltas de caixa.

Modelos de Fluxo de Caixa
Como já mencionado acima, para propósitos contábeis, fiscais e societários existem modelos e métodos bem mais formais e restritivos para a construção do fluxo de caixa. Para uso como instrumento gerencial, você pode adaptar da forma como melhor servir aos seus propósitos.
Note que para cada um dos períodos há duas colunas: uma dos valores previstos, e outra dos realizados. A segunda coluna, naturalmente, só pode ser preenchida quando o período acabar.
As linhas são muito importantes, e estão divididas em blocos. Vamos analisar uma a uma:
Saldo inicial: é o valor disponível no início do período, correspondendo ao dinheiro que está “na gaveta”, ou no bolso, somado aos saldos das contas correntes disponíveis para saque. No fluxo de caixa, não são considerados nos saldos os valores que estejam imobilizados, ou os que estejam em aplicações consideradas indisponíveis para saque no período.
  • Bloco “Entrada”: nele constam as diversas categorias de entrada de dinheiro em caixa ao longo do período. Vendas à vista, cheques pré-datados que se tornem disponíveis ao longo do período, créditos de contas a receber (exemplo: depósitos de clientes referentes a transações realizadas anteriormente), ou o que for.
  • Total entradas: é a soma simples do bloco Entrada, corresponde basicamente ao dinheiro novo que entrou em caixa ao longo do período.
  • Bloco “Saídas”: aqui vão as diversas categorias nas quais você realiza pagamentos. Energia, telefone, manutenção de veículo, equipamentos, material de escritório, aluguel, condomínio, impostos, etc. Um aspecto essencial deste bloco é a inclusão do pró-labore, que no caso de um fluxo de caixa individual, corresponde ao dinheiro do empreendimento que é retirado para uso pessoal do empreendedor, como se fosse o seu salário – idealmente em parcelas fixas e periódicas, e sempre registradas.
  • Total Saídas: é a soma simples do bloco Saídas, corresponde basicamente ao dinheiro que saiu do caixa ao longo do período.
  • Saldo operacional: Corresponde ao Total Entradas menos o Total Saídas. É, portanto, o saldo de caixa referente exclusivamente ao período, sem considerar o saldo anterior que estava disponível. Pode eventualmente ser negativo – por exemplo, na data do pagamento do IPTU -, mas uma seqüência de saldos operacionais negativos sucessivos é sempre um grande sinal de alerta.
  • Saldo final: É a soma do Saldo Inicial com o Saldo Operacional, considerando os respectivos sinais, caso algum seja negativo. Basicamente, é o dinheiro que restou em caixa ao final do período, e é imediatamente transcrito como o saldo inicial do período seguinte.
Certamente você deve ter percebido que não há nada de complicado na construção da planilha – embora a obtenção dos dados em si possa ser trabalhosa, e exija vários controles e acompanhamentos adicionais. Construir a mesma planilha de cálculo não exige nenhuma função matemática avançada – para criar a do exemplo, a única função que usei foi a SOMA(); é possível que você queira acrescentar funções estatísticas para identificar desvios em relação à média, pontos de máxima e de mínima, ou mesmo colunas adicionais para comparar o previsto com o realizado, ou até gráficos da evolução – tudo isso é simples aplicação dos recursos da planilha eletrônica, mas não amplia os conceitos de fluxo de caixa aqui demonstrados.
E estas análises são exatamente o objetivo de se realizar o fluxo de caixa como descrito acima. Se você tiver um bom método de controle, é possível começar a preencher as colunas de “Previsto” com grande antecedência, e detectar a necessidade de realizar liquidações, ou a possibilidade de oferecer maiores prazos aos clientes, por exemplo, de forma antecipada.

Recomendações adicionais
Organizar e manter o fluxo de caixa dá trabalho, mas é recompensador. Você precisa ser sistemático, e lembrar de alimentar as planilhas no início de cada novo período. Especialmente, você precisa estar disposto a manter atualizadas, com a antecedência que for possível, as colunas de valores previstos, e analisá-las sempre que necessário, para de fato poder colher o principal fruto desta ferramenta: a possibilidade de prever com maior precisão quando haverá sobra e quando haverá falta de dinheiro em caixa.
A análise antecipada também permite tomar as providências necessárias para que haja disponibilidade de caixa nas datas de vencimento de impostos, taxas, prestações, financiamentos e outros desembolsos com data certa, que incorrem em multas e juros caso atrasem.
Se o seu mercado for sazonal, leve isto em conta nas suas previsões, pois freqüentemente os custos fixos (que ocorrem mesmo na baixa temporada) acabam sendo um grande vilão, e o faturamento da alta temporada precisa ser administrado com juízo, para cobrir as futuras despesas.

Observação do autor.
Há algum tempo trabalhando em departamento financeiro, atuei como Gestor Financeiro de Agências de Publicidade aqui da praça de São Paulo, também atuei em Corretoras de Valores, em produtoras de Filmes Publicitarios e de Propagandas, também fui Gestor Financeiro em agências de Marketing Político e em consultorias de Propaganda Corporativa, finalmente, por todas estas empresas aonde desempenhei a Gestão do departamento financeiro sempre utilizei  o Fluxo de Caixa como a ferramenta principal, e posso afirmar, é indispensável o uso desta ferramenta quando se pretende navegar por águas calmas, sem "surpresas" negativas.
Copiado: http://administracaonoblog.blogspot.com.br/

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Relacionamento Com Stakeholders: Um Importante Desafio para as Organizações

Uma das formas recomendadas para ajudar as empresas a definirem corretamente os temas a serem tratados é o diálogo e engajamento com seus stakeholders. 
Algumas razões que motivam as empresas ao engajamento com seus stakeholders são:
  •  Fortalecimento dos relacionamentos;
  • Melhoria de sua reputação;
  • Coleta de informações favoráveis ao processo de tomada  de decisão;
  • Aprendizado e inovação;
  • Solução de conflitos.
Acontece, porém, que as dificuldades em lidar com stakeholders começam com o próprio significado do termo. 
O significado mais comum, difundido por Freeman (1984), diz que stakeholder é “qualquer grupo ou indivíduo que pode afetar ou é afetado pelas atividades e objetivos da organização”.
Nesse sentido, podemos pensar em colaboradores, comunidade do entorno, clientes, acionistas, fornecedores, órgãos públicos, dentre outros… 
Ufa! Com esse conceito tão amplo é possível reconhecer uma quantidade enorme de stakeholders numa empresa!
O problema decorrente dessa definição é que, mesmo considerando todos os stakeholders de uma empresa, não é possível realizar um diálogo efetivo com tantas partes envolvidas. 
Além dos muitos recursos humanos e financeiros, nem todos os grupos demandariam diálogo, por diferentes motivos, como por exemplo, não se sentirem afetados pelas atividades da organização. Por isso, as organizações devem avaliar e identificar quem realmente importa para o alcance dos seus objetivos estratégicos.
Uma boa solução para isso é a realização de um mapeamento que permita identificar os públicos mais relevantes para a empresa, limitando a abrangência do termo. Existem diferentes metodologias para a realização deste mapeamento.  
Trazemos aqui a proposta de Mitchell, Agle e Wood (1997), que indicam a consideração de três atributos chave para essa identificação: poder, legitimidade e urgência. Vejam:
  1. Poder: diz respeito à avaliação das habilidades que cada stakeholder, que possui poder, tem para fazer acontecer os resultados que deseja. Nesse aspecto, haveria o poder coercitivo (relacionado aos recursos físicos da força, violência ou restrição), utilitário (recursos materiais ou financeiros) e normativos (recursos simbólicos);
  2. Legitimidade: percepção ou suposição de que as atividades de uma organização são apropriadas, relevantes ou desejadas num determinado contexto social. Nesse caso, não seria apenas uma autopercepção, mas um processo de avaliação sobre as duas partes – indivíduo/ grupo para a empresa e vice e versa.
  3. Urgência:  esta última diz respeito ao tempo e grau de importância do stakeholder – até que ponto é grave o atraso na resposta de um pedido ou na relação com o stakeholder, e se é crítico o atendimento, ou não aos seus anseios?
A análise desses três critérios possibilita perceber que os indivíduos ou grupo de indivíduos que não têm poder, legitimidade ou urgência com relação à empresa provavelmente não serão considerados públicos de interesse, o que facilita na priorização e direcionamento de um plano de comunicação.
É importante também considerar que a identificação  de stakeholders não é definitiva. Esse processo deve ser visto como uma construção, que pode sofrer mudanças com o passar do tempo. 
Isso significa que a análise das partes interessadas deve considerar a situação do momento e os cenários futuros – um grupo não priorizado neste momento, pois ganhar mais atributos no futuro, tornando-se mais estratégico.
Para finalizar, é importante ressaltar que a liderança tem um papel fundamental na identificação e engajamento de stakeholders. Tendo em mãos as informações obtidas com a análise desses três critérios (poder, legitimidade e urgência) e de acordo com a análise de cenário, os líderes apoiam na classificação dos vários grupos e os priorizam  em suas relações com a empresa. 
Assim, é possível definir uma estratégia de abordagem, que garanta o uso eficiente de esforços para comunicar e gerenciar as expectativas das partes interessadas identificadas e classificadas.
Por: 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Santiago de Compostela e Gestão: Dois Caminhos Que Se Cruzam



 No auge dos meus 65 anos, lancei-me a um desafio. Digo auge, pois na idade em que me encontro, não me classifico como um senhor da terceira idade, assim como ditam as estatísticas. Uso as sábias palavras de uma experiente jornalista, de que hoje me considero um talento maduro, com ricas experiências a serem transmitidas. E com essa maturidade, decidi realizar o caminho de Santigo de Compostela, na Espanha. Incorporei todo o conhecimento profissional na área de gestão e o apliquei neste momento particular. Aqui, compartilho os aprendizados durante a jornada.
O desafio era percorrer, em 30 dias, exatos 827 quilômetros, partindo de Saint Jean Pied de Port, na França, e chegar ao meu destino final, na Catedral de Santiago de Compostela, na Espanha. Para os que não sabem, o caminho é feito por peregrinos do mundo inteiro e, nos últimos anos, voltou a ser procurado por executivos que buscam autoconhecimento, autorrealização, momentos de reflexão ou apenas aliviar-se da pressão do dia a dia. 
Para todo objetivo é necessário planejamento. E posso afirmar que apliquei integralmente o conceito de aprendizado organizacional chamado de ciclo PDCL - planejar (plan), fazer (do), checar/corrigir (check) e aprender (learn) em minha viagem. Decidimos pelo caminho, eu e mais dois velhos amigos, e o planejamento teve início um ano antes. Conhecemos o “mercado”, buscando informações em diversos lugares; aplicamos uma pesquisa, falando com pessoas que já haviam feito o caminho e tomamos nota de valiosas dicas sobre o que levar na mochila, o mapa das cidades, os pontos turísticos e a altimetria que iríamos enfrentar. 
Os preparativos são essenciais para o sucesso de qualquer atividade. Além de todo o planejamento, preparei também o meu corpo com treinos de longas distâncias. Afinal, andar 28km/dia, em média de 8h, não foi uma tarefa fácil. Foi necessário pensar, ainda, na bagagem, pois a mochila precisa ter até 10% do peso de seu corpo. Você sente isso nos primeiros dias de caminhada. Então, se desapegue das coisas que você não precisa, pois é necessário fazer o certo e mais com menos – os conceitos de eficiência e eficácia.

As etapas de fazer, checar e corrigir estiveram presentes durante toda a viagem. Pedir informações, cuidar da reserva de água e comida, descansar o corpo e prepará-lo para o dia seguinte. Em meu ritual matinal, também tinha uma conversa franca com meus pés. Eu os tratei muito bem, o que resultou em “zero” bolhas e nenhuma contusão. Digo isso, pois muitos peregrinos que encontrávamos, na pressa e ânsia de fazer as coisas rápido, ganharam várias bolhas e dores que carregaram durante o caminho. Mais uma constatação: a pressa continua sendo inimiga da perfeição.
E a cada passo, a cada amizade que fizemos e momentos pelos quais passamos, ficaram muitos aprendizados. Entre eles, observar as pessoas e os seus contextos. A Espanha ainda não saiu da crise e o empreendedorismo foi uma das alternativas para driblar o desemprego. Observei a produtividade nos albergues. Em um deles, o casal que era dono do estabelecimento trabalhava sozinho, sem a ajuda de funcionários. Cuidavam de tudo, faziam as camas e a limpeza e acordavam antes dos hóspedes, às 5h, para fazer o café da manhã. 

Conversei com o rapaz e ele disse que havia feito uma capacitação para receber os peregrinos, além de ter feito o “camino”, como dizem, para poder orientar os seus hóspedes. Outros empreendimentos tinham a mesma estrutura enxuta. Refleti o quanto os brasileiros têm sofrido em relação à crise, buscando reduzir custos e criar novas oportunidades. A crise faz você rever seus processos e a Espanha aprendeu com isso. 
Outro grande aprendizado adquirido: respeite o seu limite e tenha paciência. Mesmo ao lado de amigos, você fica boa parte do tempo sozinho. O ritmo é diferente para cada um e dessa forma você pode aceitar o seu tempo, refletir sobre as coisas certas e erradas que fez durante o caminho, e principalmente durante a sua vida. A paciência é a virtude de suportar situações desagradáveis e tolerar o outro. Mesmo em uma grande amizade ou nas relações interpessoais é necessário exercitar isso. 

Nesses mais de um milhão de passos dados, reencontrei pelo caminho um jovem coreano estudante de teologia, que me deu um grande abraço, após quase uma semana sem nos vermos, acompanhei, em um trecho, duas jovens cariocas, uma delas com faixas no joelho e me chamaram de anjo da guarda, passei uma noite em um convento, ouvindo belas palavras de uma freira dizendo que cuidar dos peregrinos era sua missão. 
E após tudo isso, enfim cheguei ao meu destino. Peguei meu certificado junto com meus velhos amigos, hoje muito mais do que simples amigos. Estive aberto para o aprendizado e concluí com sucesso o meu trajeto. Vi pessoas que desistiram por ter sofrido alguma lesão, por não aguentar a dor ou o cansaço. Veio-me uma frase cantada pelo Paulinho da Viola, que diz:

“As coisas estão no mundo, só que é preciso aprender”. Tenho certeza que o planejamento, a paciência e o aprender com o erro foram essenciais para eu cumprir a meta. Agora, preciso de outra, para desenvolver novos talentos na idade madura. “Buen camino!” 

Por Jairo Martins - http://www.fnq.org.br/

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

FLEXIBILIZAÇÃO DO HORÁRIO DE TRABALHO


O assunto já virou pauta obrigatória em muitas empresas: flexibilizar a carga horária ou apostar na rotina tradicional? 

Há quem defenda que o melhor é trabalhar por entrega, ou seja, cobrar prazos e resultados, independentemente de quando o funcionário vai realizar. 

Mas tem os que preferem a versão chamada"bate ponto", que opta por manter o colaborador dentro da empresa tendo - ou não - projeto para ser executado.  

Flexibilização do horário de trabalho 

Qual o melhor e o pior? 
O presidente da consultoria Arquitetura Humana, Elmano Nigri diz que depende da cultura do negócio e das lideranças. Caso seja uma empresa com um perfil mais tradicional, vale o horário de trabalho. “Não podemos esquecer que existem leis trabalhistas que regulamentam e devem ser seguidas em ambos os casos”, reforça Nigri. As empresas mais novas e com líderes mais jovens estão percebendo que a flexibilidade na jornada de trabalho, em alguns casos até alternativos, permite bons resultados.

O executivo Wilson Campanholi é um exemplo de que para gerir uma empresa não existem fórmulas ou verdades absolutas. E o dia a dia, dividido em duas funções, faz com que ele consiga confirmar essa tese. Em parte do dia ele atua na Cotexo, empresa da qual é cofundador e diretor de negócios. A outra metade da agenda é ocupada pela Associação Campinas Startups, instituição sem fins lucrativos que oferece suporte em gestão para startups, da qual é presidente. Dois ambientes completamente diferentes e com estratégias de atuação também distintas.

Na Cotexo o ambiente é descontraído, porém com algum grau de tradição, mas isso não se confunde com falta de foco no trabalho. “As reuniões de planejamento e de acompanhamento precisam ser respeitadas e realizadas regularmente, pois isso dá o ritmo para a empresa”,revela Campanholi. O importante, para o executivo, é que, independentemente do horário que forem executadas, as atividades precisam ser feitas. “Os profissionais devem ter maturidade e saber se autogerenciar. E, claro, dependendo da função, é necessário, sim, uma regularidade maior nos horários por conta da atividade”, acrescenta. 

Já na Associação Campinas Startups, Campanholi precisa lidar com outro cenário. “Cada profissional e cada empreendedor que trabalha conosco doa seu tempo, e as tarefas são realizadas em horários alternativos”, diz.No caso de startups (empresas de base tecnológica iniciantes, também chamadas de empresas nascentes), como o recurso financeiro – e consequentemente de pessoal –, é escasso, o que precisa ser levado em conta é a estratégia de sobrevivência, e ficar de olho nas oportunidades que aparecem, para serem aproveitadas, se adaptando rapidamente ao que o mercado pede. Isso inclui trabalhar aos finais de semana, por exemplo.

Os exemplos de Wilson Campanholi mostram que o perfil da empresa é levado em conta na hora de decidir qual estratégia usar. Elmano Nigri, da Arquitetura Humana, diz que alguns setores, como o varejo, são necessários ter horários estabelecidos de forma fixa, até mesmo em função do horário de funcionamento das lojas. Em outras áreas vale por entrega de projetos e resultados, e isso depende mais do perfil do profissional. “O gestor precisa conhecer o perfil da sua equipe, o que só é possível por meio de um eficaz gerenciamento estratégico de pessoas”, lembra Nigri. Atualmente, existem ferramentas que ajudam os gestores a cruzarem o perfil da “cadeira”, ou seja, das competências técnicas para o exercício da função como perfil do profissional.

Para a diretora da Dom Graphein Consultoria, Luciana Boschi, em tempos de dificuldades de locomoção e deslocamento, as empresas estão buscando diversificar suas formas de contato. Dependendo do tipo de trabalho, o funcionário não precisa cumprir horário – pode trabalhar a distância ou em horário livre. Funções que dependem de inspiração e criação, como áreas de marketing, publicidade e propaganda, são mais indicadas para atuarem livremente. 

“Muitas empresas estão optando pelo horário flexível para evitar desgastes desnecessários entre gestores e colaboradores. Essa ação é uma opção para quem vive nos grandes centros urbanos e precisa de flexibilidade para administrar a vida pessoal e profissional”, exemplifica Luciana. 

COMO ACERTAR NA FLEXIBILIZAÇÃO  

Para utilizar o horário flexível de modo produtivo, é necessário que a empresa verifique de antemão como esse modelo impacta a organização, seus colegas, seus clientes, no exercício da sua função. O horário flexível pode afetar algumas rotinas. A função exercida pelo colaborador pode não ser adequada a esse modelo, já que pode afetar, por exemplo, o atendimento a clientes, a participação em reuniões na empresa, o relacionamento com o chefe, entre outros aspectos.

Hoje, áreas como Engenharia ou Tecnologia da Informação requerem profissionais que atuem por projetos. O problema é que muitas pessoas se perdem nessa flexibilidade. “É importante que o funcionário faça uma autoavaliação do desempenho profissional e verifique se tem perfil adequado para utilizar este formato de trabalho e se isto vai alterar sua produtividade. Em seguida, se preparar para fazer a transição no estilo de trabalho, que provavelmente afetará também sua família”, orienta Luciana.


Copiado: Revista Gestão & Negócios Edição Número 72.