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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

ADMINISTRAÇÃO NUNCA FOI PARA AMADORES -

 


Por: Robson Paniago - https://www.youtube.com/watch?v=On5GXl0fpmE

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Quem é o Administrador Judicial na Recuperação e Falência?


Em uma recuperação judicial, as partes integrantes mais amplamente divulgadas pela mídia são o devedor e seus respectivos credores. 

Há, no entanto, outra figura que possui função essencial para os resultados do processo: o administrador judicial. 

Anteriormente denominado “síndico”, o administrador judicial possui função análoga a de um gestor comum, mas sua posição está mais próxima da investigação do que do gerenciamento do negócio.

“O administrador judicial é fundamental em um processo de recuperação, na medida em que possui uma série de tarefas específicas definidas na Lei 11.101/05. Em caso de qualquer impedimento do administrador, um outro deverá ser designado e, somente com a sua presença, o processo poderá prosseguir”, destacou Vicente Normande, sócio do escritório Jairo e George Melo Advogados Associados.


Tendo a posse legal de extratos, contratos e outras informações da empresa em questão, a função exata do administrador judicial é a de fiscalizar os atos do devedor e de fazer com que o plano de recuperação judicial seja cumprido da forma como fora acordado entre o juiz, os credores e o empresário. 

Se o plano necessitar de alguma modificação, essa também será elaborada e comunicada pelo administrador, sendo todos os seus atos fiscalizados e aprovados pelo juiz do caso e também por um comitê de credores.

Algumas funções específicas do administrador:

  • Verificar os créditos dos credores;
  • Informar, mediante correspondência, sobre o pedido e o deferimento do processamento da recuperação;
  • Exigir da recuperanda e apresentar aos credores as informações necessárias;
  • Consolidar o quadro-geral de credores;
  • Requerer convocação de assembleia-geral de credores;
  • Apresentar relatórios mensais das atividades da empresa, dentre outras.

Na falência, o administrador judicial toma para si uma posição diferenciada: ele passa a administrar a massa falida, “assumindo” de vez o lugar do proprietário.

Quem pode ser administrador judicial?

A escolha é feita pelo juiz do caso, o qual, quando acredita ser necessário, elege uma pessoa física ou jurídica idônea, preferencialmente proveniente das áreas de Advocacia, Economia e Administração. 


A remuneração do administrador também é determinada pelo juiz e paga pela empresa devedora. 

O administrador judicial é o primeiro a receber, antes de todos os credores, inclusive os trabalhistas.


Copiado: https://jairoegeorgemeloadvogados.jusbrasil.com.br/

terça-feira, 17 de abril de 2018

Gestão Científica – O Começo da Administração




















  • Como, Onde e Por Que a Administração se Tornou Uma Ciência? 
  • Quem Foram os Personagens Dessa História? 
  • Que Contribuições Eles Forneceram Para Que a Administração se Tornasse Uma Ciência?
Em 1908 foi o ano de lançamento do primeiro automóvel do mundo – o modelo "T" da Ford - cuja montagem demorava cerca de doze horas. Porém, na década de 20 a Ford Motors Company só levava uma hora e vinte minutos para produzi-lo. Produto de massa e barato o modelo vendeu 15 milhões de unidades. Como Henry Ford – o fundador da empresa – conseguiu esta melhoria? Ford não estava brincando quando fez essa estranha declaração:

  • * "Das 7882 operações em que se decompõe a montagem do Ford T, 949 tarefas exigem pessoas robustas e 3338 homens com uma força física normal. O resto? O resto está ao alcance de mulheres ou crianças grandes"

Na verdade, o pioneiro da indústria automobilística quis provar que é possível especializar as tarefas e decompor o trabalho em gestos elementares, racionalizando a produção e aumentando o rendimento.


Foi o que ele fez e, depois disso, seus operários deixaram de girar em torno do automóvel que estava sendo montado e a cadeia de produção passou a desfilar face a face com o posto de trabalho. Em seguida, bastou cadenciar os movimentos e padronizar o todo — os veículos deviam ser idênticos "como dois alfinetes saídos de uma fábrica de alfinetes", dizia Ford.


Henry Ford foi um precursor neste tipo de produção, mas ele retirou a sua inspiração de Frederick Winslow Taylor, o qual era um apaixonado pelo estudo do trabalho humano e um grande maníaco pelo cronômetro.


Em 1911 Taylor, inventava a "Organização Científica do Trabalho" que, sob seu ponto de vista, deveria aumentar a produtividade reduzindo o "ócio" dos operários. Ele estava convencido de uma "cooperação amigável" entre o patrão e os trabalhadores para aumentar a produção, pois isso permitiria acelerar simultaneamente os benefícios de um e os ganhos do outro.


Por volta de 1916, o engenheiro francês Henri Fayol identificou os quatorze princípios da eficácia operacional, através do seu livro "Produzir Mais é a Prioridade". Para Fayol, autoridade, disciplina, obediência e hierarquia eram as palavras de ordem, embora ele também falasse em "bondade, equidade e boa vontade face aos operários" porque ele retirou lições da sua experiência como diretor das minas de Commentry.


As idéias de Taylor e de Fayol se complementavam, apesar de divergirem em alguns pontos como a "unidade de comando" – por exemplo – da qual Fayol não abria mão. Em 1911 Taylor lançou seu livro "Princípios da Gestão Científica", o qual é considerado por muitos acadêmicos como "um verdadeiro manifesto revolucionário sobre o redesenho dos processos, visando aumentos espetaculares da produtividade". Com ele, Taylor lançou os fundamentos da Gestão Científica, cujo legado ainda está vivo em muitas empresas até hoje.


Em 1916 foi a vez de Henri Fayol publicar sua obra - Administração Geral e Industrial – quando ele identificou as áreas funcionais de uma empresa e diferenciou a Gestão Empresarial, colocando-a no centro da organização: Ele dizia que "gerir é prever e planear, organizar, comandar, coordenar e controlar". Esta definição gerencial foi largamente usada durante todo o século XX.


Dessa forma, o período compreendido entre 1908 a 1920 ficou sendo conhecido como "Gestão Científica" em função das contribuições que esses três (3) personagens forneceram para que a Administração de Empresas se tornasse uma ciência.


Por: Julio Cesar S. Santos - http://www.portaldomarketing.com.br

quinta-feira, 23 de março de 2017

Administrador: Habilidades e Características




."Prometo dignificar minha profissão [...] objetivando o aperfeiçoamento da Ciência da Administração, o desenvolvimento das Instituições e a grandeza do homem e da pátria". 
Juramento do Administrador.

O Administrador é a pessoa responsável por conduzir todo o Processo de Administrar.

Segundo a Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965, no seu Artigo 2º:


"A atividade profissional de Administrador será exercida, como profissão liberal ou não, mediante:


a) pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens, laudos, assessoria em geral, chefia intermediária, direção superior;

b) pesquisas, estudos, análise, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e controle dos trabalhos nos campos da Administração, como administração e seleção de pessoal, organização e métodos, orçamentos, administração de material, administração financeira, administração mercadológica, administração de produção, relações industriais, bem como outros campos em que esses se desdobrem ou aos quais sejam conexos."


Para exercer sua atividade profissional, o Administrador ocupa diversas posições estratégicas nas organizações e desenvolve papéis fundamentais para a sustentabilidade e crescimento dos negócios. Para desempenhar suas funções e sustentar sua posição, o Administrador deve desenvolver várias habilidades e algumas características são apontadas como fundamentais ao Perfil de um bom Administrador.


Classificação de Administradores 

Stoner (1999) classifica o Administrador pelo nível que ocupa na organização (de primeira linha, intermediários e altos administradores) e pelo âmbito das atividades organizacionais pelas quais são responsáveis (os chamados administradores funcionais e gerais).


Pelo nível que ocupam na organização

Gerentes de Primeira Linha: Estão localizados no nível mais baixo de gerência, costumam ser chamados de supervisores, não são responsáveis por outros supervisores e gerenciam apenas trabalhadores operacionais.


Gerentes Médios: Estão localizados no nível intermediário, são responsáveis por Gerentes de Primeira Linha e podem também gerenciar trabalhadores operacionais.


Administradores de Topo: São comumente chamados de CEO (Chief Executive Officer), Presidente, Vice-Presidente, ocupam o cargo máximo nas organizações, são responsáveis por seu direcionamento e seus recursos.


Pelo âmbito das atividades


Administradores Funcionais: São os Administradores responsáveis por uma área funcional, e pela equipe que compõe essa área funcional. Ex.: Diretor de Marketing, Diretor de Produção, Gerente Comercial.


Administradores Gerais: Comum em pequenas organizações, o Administrador Geral é responsável pelas diversas áreas funcionais da empresa e pelas pessoas envolvidas nas funções.


Papéis dos Administradores 

Mintzberg (apud STONER, 1999) fez um levantamento sobre os papéis dos Administradores dividindo-os em Papéis Interpessoais, Papéis Informacionais e Papéis Decisórios. Esses papéis são desenvolvidos constantemente no dia-a-dia dos Administradores.


Papéis Interpessoais

São os papéis que os Administradores executam relativos ao relacionamento com as pessoas e construção conjunto dos resultados. São divididos em três papéis: Símbolo, Líder e Ligação.


Símbolo representa a função de estar presente em locais e momentos importantes, basicamente tarefas cerimoniais, comparecer a casamentos, e outros eventos. O Administrador representa a organização, portanto ele é um símbolo desta organização, e ela será conceituada à partir do Administrador.


Líder é o papel que o Administrador representa o tempo todo, pois ele é responsável por seus atos e de todos seus subordinados.


Elemento de Ligação é o papel que o Administrador representa ao possibilitar relacionamentos que auxiliam o desenvolvimento de sua empresa e de outros. Ele faz o intercâmbio entre pessoas que irão gerar novos negócios ou facilitar os negócios existentes.


Papéis Informacionais 

As organizações, o mercado, as pessoas vivem em torno da um fluxo intenso e contínuo de informações, para um bom desenvolvimento, as empresas e os Administradores precisam saber receber, tratar e repassar essas informações. Nesse cenário são destacados três papéis: Coletor; Disseminador; e Porta-voz.


O Coletor busca as informações dentro e fora das organizações, procura se informar o máximo possível nas mais variadas fontes de informação. O papel do coletor é possuir o maior volume de informações relativas à organização.


Disseminador é o papel que o Administrador representa ao comunicar as informações à equipe para mantê-la atualizada e em sintonia com a empresa.

O Administrador deve ser um Porta-voz quando se faz necessário comunicar informações para pessoas que se localizam fora da organização. O Administrador deve possuir a sensibilidade para discernir entre o que pode ou não ser comunicado as informações empresariais.


Papéis Decisórios 

Com toda a informação disponível, cabe aos Administradores estudarem-na e tomar decisões baseadas nelas. As decisões são de responsabilidade total dos Administradores, por isso é necessário cautela e preparo para tomá-las. Quatro são os papéis decisórios, Empreendedor, Solucionador de Problemas, Alocador de Recursos e Negociador.


Empreendedor é o papel que o Administrador assume ao tentar melhorar seus negócios propondo maneiras inovadores ou novos projetos que alavanquem a organização.


O Administrador é um solucionador de problemas, pois se encontra em um ambiente instável e suscetível a um variado leque de problemas. Ele deve atuar identificando esses problemas e apresentando soluções, portanto um Solucionador de Problemas.


Alocador de recursos, porque o dirigente está inserido em um cenário de necessidades ilimitadas para recursos limitados, assim sendo ele deve encontrar o equilíbrio para alocar a quantidade correta de recursos e sua utilização. Todo Administrador deve ser um bom negociador, pois estará praticando esse papel constantemente em suas atividades. Ele deve negociar tanto com o ambiente interno como com o ambiente externo sempre objetivando os melhores resultados para sua empresa e para a sociedade.


Habilidades 

Para ocupar posições nas empresas, executar seus papéis e buscar as melhores maneiras de Administrar, o Administrador deve desenvolver e fazer uso de várias habilidades. Robert L. Katz (apud STONER, 1999) classificou-as em três grandes habilidades: Técnicas, Humanas e Conceituais. Todo administrador precisa das três habilidades.


Percebe-se que para desenvolver bem seu trabalho, o Administrador precisar dominar as três habilidades e dosá-las conforme sua posição na organização.


Habilidades Técnicas são as habilidades ligadas à execução do trabalho, e ao domínio do conhecimento específico para executar seu trabalho operacional.


Segundo Chiavenato (2000, p. 3) habilidade técnica “[...]consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para o desempenho de tarefas específicas, por meio da experiência e educação. É muito importante para o nível operacional”.


Logo as habilidades técnicas são mais importantes para os gerentes de primeira linha e para os trabalhadores operacionais.


Habilidades Humanas são as habilidades necessárias para um bom relacionamento. Administradores com boas habilidades humanas se desenvolvem bem em equipes e atuam de maneira eficiente e eficaz como líderes.


Segundo Chiavenato (2000, p. 3) habilidade humana “[...]consiste na capacidade e facilidade para trabalhar com pessoas, comunicar, compreender suas atitudes e motivações e liderar grupos de pessoas”.


Habilidades humanas são imprescindíveis para o bom exercício da liderança organizacional


Habilidades Conceituais são as habilidades necessárias ao proprietário, presidente, CEO de uma empresa. São essas habilidades que mantêm a visão da organização como um todo, influenciando diretamente no direcionamento e na Administração da empresa.


Segundo Chiavenato (2000, p. 3):

"Habilidade conceitual: Consiste na capacidade de compreender a complexidade da organização com um todo e o ajustamento do comportamento de suas partes. Essa habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu departamento ou grupo imediato."


As habilidades conceituais são imprescindíveis aos Administradores de Topo.

Características 

Algumas características são consideradas fundamentais ao Perfil de um bom Administrador moderno.

Segundo pesquisa realizada em empresas:

"[...] as organizações desejam profissionais de Administração com as seguintes características: Capacidade de identificar prioridades; Capacidade de operacionalizar idéias; Capacidade de delegar funções; Habilidade para identificar oportunidades; Capacidade de comunicação, redação e criatividade; Capacidade de trabalho em equipe; Capacidade de liderança; Disposição para correr riscos e responsabilidade; Facilidade de relacionamento interpessoal; Domínio de métodos e técnicas de trabalho; Capacidade de adaptar-se a normas e procedimentos; Capacidade de estabelecer e consolidar relações; Capacidade de subordinar-se e obedecer à autoridade. MEIRELES (2003, p. 34)."


São características desafiadoras, não é fácil desenvolvê-las, sustentá-las é ainda mais complicado. Essa é exatamente a missão do Administrador, vencer todos seus desafios e mostrar sua capacidade de se manter e crescer nos mais diferentes cenários. Somente assim o Administrador será considerado capaz de Administrar.
Copiado: http://www.admronaldoguedes.com/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Administração: Uma introdução

“Administração é a arte de fazer coisas através de pessoas”

Mary Parker Follet

A Administração seja ela uma arte, uma ciência, ou ambas, é praticada o tempo todo no dia-a-dia. Sabe-se que a Administração obteve diversos enfoques e visões diferentes através do tempo, contudo, apesar dos diferentes tratamentos da Administração pelo tempo, ela permanece como forma de aprimorar os meios para atingir os melhores fins. Seja através da arte, da racionalização ou do uso de ambos, a Administração propõe o desenvolvimento da melhor forma de agir para obter os resultados esperados.

Segundo Stoner (1999, p.4):

"A Administração é o processo de planejar, organizar, liderar e controlar os esforços realizados pelos membros da organização e o uso de todos os outros recursos organizacionais para alcançar os objetivos estabelecidos."

Chiavenato (2000) parece concordar com o conceito de Stoner quando diz que a Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim de alcançar objetivos. Chiavenato (2000, p. 5) ainda complementa o conceito de Administração dizendo que “[...] a tarefa básica da Administração é a de fazer as coisas por meio de pessoas de maneira eficiente e eficaz”.

Processo de Administrar:

PLANEJAR (Eficácia) --> ORGANIZAR (Eficiência) --> LIDERAR (Eficácia) --> CONTROLAR (Eficiência)

São idéias amplas que se complementam, mas para entendê-las é necessário compreender o significado dos conceitos usados em ambos: Eficiência, Eficácia, Planejar, Organizar, Liderar e Controlar. De fato um bom processo de administrar ocorre como descrito acima.

Eficiência

Eficiência é relativa aos meios, como fazer as coisas da melhor maneira possível. Ser eficiente significa executar da melhor maneira possível, evitando desperdícios e maximizando a produtividade.

Segundo Stoner (1999) eficiência é a capacidade de minimizar o uso de recursos para alcançar os objetivos da organização, para Drucker (apud STONER, 1999, p. 136). eficiência é “fazer as coisas certo”.

Uma abordagem da eficiência como uma medida de desempenho é feita por Chiavenato (2000, p. 177) quando diz que: "[...] eficiência é uma relação técnica entre entradas e saídas, [...] é uma relação entre custos e benefícios, ou seja, uma relação entre os recursos aplicados e o resultado final obtido: é a razão entre o esforço e o resultado, entre a despesa e a receita, entre o custo e o benefício resultante."

Dessa forma pode-se medir o nível de eficiência da Administração avaliando a maneira como os processos estão sendo executados. É importante manter-se sempre eficiente evitando re-trabalhos e desperdício diversos para a manutenção de um bom Processo Administrativo.

Eficácia

Eficácia se relaciona aos fins, qual o objetivo correto a se perseguir. É mais importante que a eficiência, pois sem o direcionamento correto a melhor execução só levará a resultados desnecessários.

Em uma analogia simples, um processo muito eficiente e pouco eficaz seria como ter a uma indústria com a melhor produção de vodka em um local onde o consumo de bebidas alcoólicas é proibido.

Segundo Stoner (1999) eficácia é a capacidade de determinar objetivos apropriados, para Drucker (apud STONER, 1999, p. 136) eficácia é “fazer as coisas certas”.

Uma abordagem da eficácia como uma medida de desempenho é feita por Chiavenato (2000, p. 177) quando diz que: “[...] a eficácia de uma empresa refere-se à sua capacidade de satisfazer necessidades da sociedade por meio do suprimento de seus produtos (bens ou serviços)”.

Dessa forma deve-se medir o nível de eficácia da Administração determinando os melhores objetivos a se perseguir. É fundamental manter-se sempre eficaz, pois de nada adianta ter a melhor organização e produção se os bens ou serviços produzidos não atendem às necessidades ou desejos da sociedade.

Planejar

Planejar é o primeiro passo do Processo de Administrar, é pensar antes de agir ou preparar as maneiras mais adequadas para a ação. Dessa forma objetiva-se o melhor caminho para se atingir os resultados esperados.

Stoner (1999, p.5) diz que:

"Planejar significa que os administradores pensam antecipadamente em seus objetivos e ações, e que seus atos são baseados em algum método, plano ou lógica, e não em palpites. São os plano que dão à organização seus objetivos e que definem o melhor procedimento para alcançá-los."

De forma semelhante, Chiavenato (2000, p.195) diz que:

"O Planejamento figura como a primeira função administrativa, por ser aquela que serve de base para as demais funções. O Planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los."

O ato de planejar envolve sensibilidade ao mercado e à missão da organização além de vários métodos e técnicas que tornam o planejamento realmente eficaz. Assim a organização deixa de agir unicamente de maneira intuitiva e passa a atuar de forma profissional e focada facilitando seu desenvolvimento e sustentabilidade.

Organizar

Organizar é o segundo passo do Processo de Administrar, consiste em procurar a melhor forma para executar o que foi planejado. Nesse momento é importante a eficiência das operações.

Para Stoner (1999) organizar é o processo de arrumar e alocar o trabalho, a autoridade e os recursos entre os membros de uma organização, de modo que eles possam alcançar eficientemente os objetivos da mesma.

Segundo Chiavenato (2000, p. 202) organizar consiste em:

"1. Determinar as atividades específicas necessárias ao alcance dos objetivos planejados (especialização).
2. Agrupar as atividades em uma estrutura lógica (departamentalização).
3. Designar as atividades às específicas posições e pessoas (cargos e tarefas)."


Por isso, o processo de organizar exige racionalização do trabalho objetivando minimizar desperdícios e otimizar a produtividade para alcançar ótimos resultados. Organizar significa buscar a melhor maneira para agir.

Liderar

Liderar é a função mais difícil de se definir, devido sua complexidade e variedade de conceitos. Esse trabalho não pretende fazer uma grande discussão sobre aos diferentes estilos de liderança e suas influências. Em poucas palavras, liderar é usar das habilidades técnicas, conceituais e principalmente humanas, para se construir junto às pessoas o resultado esperado.

Para Stoner (1999) liderar significa dirigir, influenciar e motivar os empregados a realizar tarefas essenciais.

Chiavenato (2000, p. 7) diz que:

"Definido o planejamento e estabelecida a organização, resta fazer as coisas andarem e acontecerem. Este é o papel da direção (liderança): acionar e dinamizar a empresa. A direção (liderança) está relacionada com a ação, com o colocar-se em marcha, e tem muito a ver com as pessoas. Ela está relacionada diretamente com a atuação sobre os recursos humanos da empresa."

Por sua relação direta e constante com as pessoas, a habilidade mais preponderante na liderança é a habilidade pessoal. Saber se comunicar sem ruídos, ter sensibilidade e facilidade em se relacionar bem com as pessoas é imprescindível para que se possa construir e fazê-las construir os melhores resultados.

Controlar

Controlar é saber se o que foi planejado e organizado está dando os resultados esperados, é medir o sucesso ou insucesso de todo o processo administrativo. É fundamental o controle para garantir a eficiência e eficácia da Administração.

Stoner (1999) divida a função de controle em 4 elementos: (1) estabelecer padrões de desempenho; (2) medir o desempenho atual; (3) comparar esse desempenho com os padrões estabelecidos; e (4) caso sejam detectados desvios, executar ações corretivas.

Sobre a finalidade do Controle, Stoner (1999, p.7) diz que: “Através da função de controlar, o administrador mantém a organização no caminho escolhido”. De maneira semelhante, Chiavenato (2000) fala que a finalidade do controle é assegurar que os resultados do que foi planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos.

Portanto, através do Controle é possível identificar se o processo está se desenvolvendo bem e melhorá-lo se possível ou se o processo está se desenvolvendo de maneira insatisfatória e propor ações corretivas ou novos direcionamentos para a Administração. É o Controle que garante os bons resultados e a melhoria contínua do Processo de Administrar.

Copiado: http://www.admronaldoguedes.com/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

As Profissões em Alta no Brasil em 2017

As empresas já não esperam mais um 2017 de recuperação acelerada, como vinha se falando no primeiro semestre de 2016. O momento é de cautela e de entender como é possível ter mais eficiência e ganhar participação de mercado em segmentos que não devem vivenciar crescimento. "O grande questionamento atual das empresas é: o que posso fazer de diferente no ano que vem para que possa obter resultados diferentes?", diz Ricardo Basaglia, diretor executivo da Michael Page e Page Personnel.
O ano que vem, segundo análise da consultoria, será de cobrança e pressão por resultados. Por isso, os profissionais precisarão ter uma capacidade mais análitica e estratégica e estar atentos aos resultados, números e previsões. Estar na média não será um diferencial, alerta Basaglia. "As companhias querem, de modo geral, funcionários que cheguem com capacidade de sugerir, entender e ver oportunidades de melhorias", diz.Alinhada com essa percepção, a maior parte das posições em alta para 2017 concentram-se, de um modo ou outro, na redução de custos e no aumento da receita. Além disso, profissões bastante técnicas e até novas, relacionadas ao mundo digital, ganham ainda mais força. "As empresas já entenderam que o digital não é extra. Elas precisam estar lá, em todos os canais, para se posicionar melhor e chegar ao cliente", afirma Basaglia. 
Abaixo, confira as posições em alta para o ano que vem, a partir de estudo elaborado pelas consultorias Michael Page, Page Personnel e Page Talent: 
  • TI/Digital 
Executivos de desenvolvimento de negócios ou da área de meios de pagamento: é aquele profissional que se relaciona com outras empresas de seu nicho, para buscar novos serviços e soluções. Também desenvolve campanhas para ampliar negócios. 
Perfil: formação em administração de empresas ou economia. Ter conhecimento sobre o funcionamento do mercado financeiro (crédito, bancos, e-commerce), sobre tecnologia e o perfil do consumidor atual. 
Por que estará em alta em 2017: as empresas de meios de pagamentos enfrentam cada vez mais concorrência, precisando assim oferecer serviço diferenciado. Além disso, transações virtuais crescem exponencialmente.
Designer - especialista em UX: é quem cuida da identidade de marca da empresa em aplicativos, sites e produtos digitais. É o responsável pelo design thinking e estudos de tendências da interface virtual e física do cliente junto a empresa no ambiente virtual. 
Perfil: a formação deste funcionário pode vir de diferentes áreas (humanas ou exatas). O mais importante é que ele conte com uma experiência diversificada em áreas como pesquisa de mercado, comunicação, tecnologia, análise de dados e acompanhamento das tendências e novidades — em nível global também. 
Por que estará em alta em 2017: segundo análise da Michael Page, este trabalhador é fundamental para qualquer empresa que busque melhorar seu relacionamento com o consumidor. "Está em alta porque o mundo está se digitalizando e o espaço virtual e físico estão convergindo. As empresas precisam entender como podem interagir melhor com seus clientes", diz a consultoria. 
Designer - especialista em UI: enquanto o profissional de UX pensa no caminho que o cliente vai trilhar dentro da experiência de interação com a empresa, o especialista em UI é responsável por arquitetar como será o "desenho" desta interação. Neste caso, ele é responsável pelo design virtual e físico da experiência: ambientação, cores e formatos que vão atrair e melhor representar a experiência do usuário no ambiente virtual e físico. 
Perfil: em grande parte, este funcionário tem formação nas áreas de design, arquitetura, comunicação e detém amplo conhecimento de tecnologia como ferramenta gráfica. 
Por que estará em alta em 2017: é o par do profissional de UX e, portanto, essencial que a empresa o contrate para que o trabalho seja mais efetivo, segundo a Michael Page. 
Cientista de dados: é aquele funcionário cuja função é enxergar tendências em grandes bancos de dados. A partir dali, desenhará soluções para estratégia em várias áreas. 
Perfil: em grande parte, a formação destes profissionais está na área de exatas: matemática, ciências da computação, análise de sistemas, estatística e física. 
Por que estará em alta em 2017: com a consolidação da área digital e influência cada vez maior da tecnologia atuando diretamente no negócio, as empresas estão desenvolvendo suas áreas de inteligência de mercado, CRM (Customer Relationship Management), Database Marketing (DBM) e análise de dados. A partir desses setores, as empresas podem descobrir novas ferramentas para lidar com os problemas ou descobrir soluções mais inovadoras. 
Desenvolvedor Mobile: esse profissional tem como principal objetivo a programação de novos aplicativos para plataformas de celular — o que inclui jogos, sites e aplicativos. Recebe um salário em torno de R$ 7 mil a R$ 15 mil. 
Perfil: atualmente, grande parte dos funcionários que trabalha nessa área migraram de setores correlatos ou aprenderam com o dia a dia. Isso faz com que profissionais com mais de dois anos de experiência ou cursos especializados na área sejam grandes diferenciais. 
Por que estará em alta em 2017: por ser um mercado novo e altamente demandado em nível global, ainda não possui uma gama de cursos especializados — especialmente no Brasil. 
Desenvolvedor de Python/Ruby: é quem ajuda, por meio de programação, a desenvolver plataformas, aplicativos e diversos outros produtos digitais. 
Perfil: formação em engenharia da computação ou análise e desenvolvimento de sistemas. 
Por que estará em alta em 2017: a demanda é crescente principalmente porque empresas e startups estão investindo cada vez mais na área de tecnologia como estratégia de negócio. Porém, existem poucos funcionários que se atualizaram e se aprofundaram nesse conhecimento.
  • Saúde
Gerente de Acesso — indústria farmacêutica: é o profissional com uma função que mistura as áreas de produtos e comercial. É responsável por desenvolver a estratégia de acesso e penetração da empresa em mercados públicos e privados, estabelecendo o contato com entidades regulatórias. 
Perfil: em geral, possui formação na área da saúde. Há, porém, funcionários com bagagem acadêmica em vendas e administração.
Por que estará em alta em 2017: esse tipo de trabalhador ganha importância por estabelecer novos produtos no mercado. 
Gerente de Educação Continuada — serviços clínicos: é quem desenvolve o plano de educação clínica e continuada em hospitais e laboratórios. Geralmente possui foco no desenvolvimento de universidade corporativa.
Perfil: formação em enfermagem ou área correlata na saúde.
Por que estará em alta em 2017: com o desenvolvimento e profissionalização do mercado clínico no Brasil, as empresas têm buscando padronização e qualidade de atendimento.
  • Finanças
CFOs para empresas em reestruturação: profissional que chefia a área financeira de empresas.
Perfil: formação em administração, engenharia, economia ou ciências contábeis. Ter forte experiência em renegociação de dívidas e credibilidade junto aos bancos. É preciso também conhecimento sobre controladoria de negócios — com foco no entendimento de variáveis que podem trazer impacto positivo para o resultado das empresas.
Por que estará em alta em 2017: com o alto endividamento das empresas, crise econômica e redução de custos, este funcionário é mais demandado. 
Analista/ Especialista de Planejamento Financeiro: profissional responsável por realizar análises de viabilidade financeira de projetos e pela elaboração e análise de relatórios gerenciais para acompanhamento financeiro das diversas áreas de uma empresa. É quem auxilia na elaboração de orçamentos e análise dos custos reais x previstos .
Perfil: deve ter um bom embasamento técnico nas áreas financeira e contábil, a fim de atuar como parceiro para as demais áreas da empresa (como marketing, vendas e supply). Ter alta capacidade analítica e de relacionamento interpessoal é muito importante. 
Por que estará em alta em 2017: esse é o funcionário que pode dar uma visão financeira das áreas de negócio da empresa — habilidade que tipicamente não está presente em setores mais criativos ou técnicos das empresas. Porém, é determinante para um melhor resultado financeiro, especialmente em anos de crise.
Analista de Planejamento Tributário: responsável por analisar e estudar todos os impostos que são pagos, que deveriam ser pagos, e que não precisam ser pagos pela empresa, com o objetivo de reduzir a carga tributária devida pela empresa.
Perfil da vaga: formação em ciências contábeis ou direito e especialização em direito tributário. É necessário ter capacidade para tomar decisões estratégicas, como precificação de produtos, onde abrir uma nova planta ou ainda como importar determinados produtos. Pela característica consultiva dessa atividade, esse profissional pode inclusive trabalhar em uma consultoria tributária ou escritório de advocacia.
Por que estará em alta em 2017: impostos são uma grande fatia dos custos das empresas —quanto menor puderem ser as despesas, maior a margem de lucro para o negócio.
Analista Contábil (com inglês): tem como principais obrigações a análise e classificação de contas, o fechamento de balanço da empresa e informar a diretoria e os investidores.
Perfil da vaga: atualmente menos de 5% de profissionais da área contábil realmente conseguem manter um diálogo compreensível em um segundo idioma, sendo esse então um grande diferencial. 
Por que estará em alta em 2017: a área contábil foi uma das que mais evoluiu e ganhou visibilidade de 2009 até hoje. Com isso, seu papel de auxiliar na tomada de decisões importantes também cresceu. 
  • Gestão
Analista de Desenvolvimento Organizacional: responsável por desenvolver as avaliações de desempenho, trilha de carreira e plano de sucessão, além de estudos relacionados a clima e cultura empresarial.
Perfil: administração de empresas e especializações em gestão de pessoas 
Por que estará em alta em 2017: muitas companhias de pequeno porte, principalmente startups, precisarão fortalecer seus times e desenvolver projetos que mantenham seus talentos motivados na estrutura. Segundo a Page Personnel, atualmente precisamos de funcionários mais analíticos e estratégicos, voltados aos resultados, números e previsões. 
Office Manageralém da rotina secretarial de atendimento aos executivos, é o profissional responsável por gerir as demandas do escritório em um papel mais administrativo: da gestão de recepção, motoristas e copa ao gerenciamento de contratos terceirizados e de manutenção.
Perfil: formação em secretariado executivo ou administração de empresas.
Por que estará em alta em 2017: como o número de empresas de pequeno e médio porte profissionalizadas aumentou no Brasil, precisa-se de trabalhadores com um papel mais híbrido, que some responsabilidades e consiga ver a empresa como um todo.
  • Produção
Supervisor de PCP – Planejamento e Controle de Produção: responsável por definir e coordenar todo o processo produtivo, desde a entrada de insumos até o produto finalizado e a saída para a distribuição. 
Perfil: deve ter amplo conhecimento de processos produtivos e suas mais diferentes ferramentas de gestão, controle e melhorias.
Por que estará em alta em 2017: empresas buscam melhorar a produção, concentrando-se em redução de custos, perdas e paradas, entre outros. Com ajustes no processo produtivo, a empresa poderá produzir mais, de forma mais eficiente e com ganhos em todo processo de produção. 
  • Vendas
Analista de Compras – pleno e sênior: profissional especializado em negociações com fornecedores e gestão de insumos diretos ou indiretos utilizados diariamente pelas empresas.
Perfil: é preciso ter forte organização, ser estrategista e negociador, além de possuir forte influência e relacionamento com outros departamentos das empresas.
Por que estará em alta em 2017:  a área de compras pode gerar economias para as empresas. A busca por novos fornecedores, nacionais ou internacionais, gera novas oportunidades que podem trazer redução de custos em itens de compras.
  • Trainee
Comercial
O que faz: gera negócios para a empresa. Remuneração: R$ 5.500
Perfil: procuram-se administradores e engenheiros. É necessário ter conhecimento de Excel em nível intermediário e inglês fluente.
Por que estará em alta em 2017: área de grande exposição dentro da corporação e que traz resultados para a companhia.
Compras/ Procurement
O que faz: gestão de fornecedores, controle de qualidade e negociação. 
Salário: R$ 5.500
Perfil: é preciso ser administrador, engenheiro ou economista. Exige-se Excel avançado e inglês fluente.
Por que estará em alta em 2017: área responsável pela diminuição de grande parte dos custos de uma empresa.
Finanças
O que faz: atuação em áreas de planejamento, controles financeiros e auditoria, entre outras. Salário: R$ 5.500
Perfil: são administradores, engenheiros, economistas e contábeis. Inglês e Excel nos níveis intermediário ou avançado são exigidos.
Por que estará em alta em 2017: a área é muitas vezes responsável pelo planejamento estratégico da companhia e tem o objetivo de garantir a saúde financeira para impulsionar a retomada de mercado no próximo ano. 
  • Estágio
Tecnologia
O que faz: atua em diversas área da companhia, desde infraestrutura até projetos e negócios. Salário: em torno de R$ 1.600
Perfil: engenharia da computação, análise de sistema, ciência da computação, entre outros. Inglês e Excel avançados são exigidos.
Por que estará em alta em 2017: com a crise, muitas empresas investiram e continuam investindo em otimização de processos, por meio de ferramentas e processos tecnológicos. Com isso, a corporação ganha eficiência e diminui os custos e desperdícios.
Jurídico
O que faz: atuação em empresa e escritório, principalmente tributário ou trabalhista.
Salário: R$ 1.500
Perfil: é exigida formação em direito e ter inglês entre intermediário e avançado.
Por que estará em alta em 2017: o setor não foi tão afetado pela crise e as empresas acabam investindo mais ainda na área trabalhista, pois ela gera uma economia grande, principalmente em um cenário de crise.
Finanças
O que faz: atuação em áreas de planejamento, controles financeiros, auditoria e bancos.
Salário: R$ 1.700
Perfil: formação em administração, economia, contábeis e engenharias. Inglês e Excel nos níveis intermediário ou avançado são exigidos.
Por que estará em alta em 2017: empresas estão investindo mais em áreas como controladoria, auditoria e planejamento financeiro, visando diminuir os custos e maximizar os lucros.
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