terça-feira, 10 de setembro de 2013

Habilidades e Competências - será que sabemos a diferença?

É importante esclarecer que quando falamos sobre competência estamos adotando sua definição mais amplamente utilizada: "Conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e aptidões que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades".
Ao longo das várias mudanças ocorridas, as empresas implementaram readequações em diversos âmbitos de seus processos.  As estruturas organizacionais passaram a ter um número menor de níveis hierárquicos de forma a possibilitar redução de custos aliada a maior agilidade na cadeia de decisão. Os quadros de pessoal, na busca de alternativas para redução de custos, sofreram revisões e enxugamentos. Começamos a falar sobre multifuncionalidade, responsáveis por processos e grupos autogeridos. Estas, dentre outras medidas, fizeram surgir novas necessidades que os sistemas tradicionais de RH não conseguiam atender e, como alternativa, experiências foram sendo desenvolvidas com base na gestão por competências e habilidades, sendo que atualmente várias empresas de ponta já adotam esta ferramenta.
Uma vez identificadas estas competências por meio da elaboração das descrições de cada função, assim como ações de seleção, acompanhamento, avaliação, desenvolvimento e remuneração dos profissionais, elas passam a ser regidas sob o foco de dotar a empresa dos níveis de competências necessários ao alcance e gestão de um diferencial competitivo baseado em seus recursos humanos.
A principal característica da gestão baseada em competências é que ela permite à empresa gerir seus recursos humanos de acordo com o grau de capacitação alcançado pelos seus colaboradores dentro das competências previstas para cada cargo. Desta forma, além de orientar as ações da organização, também é sinalizado para o funcionário onde ele pode investir em seu autodesenvolvimento e, na medida em que ele vá alcançando níveis maiores de competência dentro do cargo, também vai alcançando crescimento nos níveis salariais recebidos.
Existem vários modelos teóricos que apresentam grupos de habilidades e competências, de acordo com a cultura organizacional e modelos de cargos que identifiquei em várias empresas, e podekos concluir que o melhor modelo é aquele que está alinhado com as competências organizacionais, ou seja, com os valores corporativos de cada empresa.
 Competências Técnicas
Entendemos como Competências Técnicas todas aquelas que são obtidas através de educação formal, treinamentos e experiência profissional, são elas:
ESCOLARIDADE – Nível de escolaridade formal exigida para o pleno desenvolvimento das atribuições do cargo.

TREINAMENTOS – Treinamentos, cursos específicos, habilitações profissionais, especializações, etc., necessários para obter melhores resultados no desempenho do cargo.
CONHECIMENTOS TÉCNICOS – Conhecimentos essenciais para o pleno desenvolvimento das atribuições do cargo, obtidos através da escolaridade e treinamentos realizados e aplicados e aprimorados em experiência profissional, podem ser classificados como:
  • Conhecimentos técnicos elementares - Pressupõe o conhecimento de um vocabulário que permita compreender as orientações de trabalho e comunicar com titulares de empregos semelhantes. O conhecimento técnico é limitado ao nível da tomada de conhecimento da existência de princípios técnicos subjacentes à realização de tarefas relativamente simples e repetitivas. Este nível de conhecimentos é adquirido através do ensino básico e de uma prática profissional de curta duração ou de adaptação ao posto de trabalho.
  • Conhecimentos técnicos básicos - Conhecimento preciso de um determinado vocabulário técnico que lhe permite tratar informações variadas. Este nível de conhecimento permite a recolha de informações, o seu registro, assim como a compreensão de princípios técnicos. Este nível está associado a tarefas com algum grau de repetitividade ou a uma poli-valência horizontal (realização de tarefas de outros postos ou empregos próximos).
  • Conhecimentos técnicos fundamentais - Pressupõe um nível de conhecimento que se traduz em capacidades para compreender as repercussões de determinado fenômeno ou fator nas ações. Trata-se de um nível em que se exige a elaboração de relações analógicas entre os conhecimentos e as práticas, apelando para o domínio de alguns fundamentos gerais de ordem científica e técnica. Pressupõe também que o indivíduo consiga discutir, colocar questões, compreender as respostas e negociar diferentes formas de abordar um problema.  Este nível de conhecimento é adquirido através do ensino técnico-profissional e/ou de uma experiência profissional construída através de um percurso profissional por vários empregos idênticos ou próximos (2-5 anos).  As atividades associadas a este nível podem ser de transformação e manutenção com autonomia; de coordenação e controlo relativos a tomada de decisões de rotina.
  • Conhecimentos técnicos sólidos - Pressupõe um nível de conhecimento que permita avaliar e analisar resultados e conhecer os limites e os constrangimentos dos conceitos, métodos e instrumentos e, em função dos mesmos, prever situações, propor alterações aos procedimentos. Trata-se de possuir um domínio de conhecimentos científicos e técnicos específicos que pressupõe que o indivíduo disponha de uma real autonomia nos conceitos, métodos e instrumentos, adquiridos ao nível do ensino superior politécnico ou equivalente que lhe permitam desenvolver atividades de concepção e de gestão com autonomia e encontrar soluções para situações imprevistas e disfuncionamentos.
  • Conhecimentos técnicos profundos - Trata-se de um nível de conhecimentos que permite a evolução dos conceitos, métodos e instrumentos e corresponde à capacidade de conceber e renovar o sistema de gestão, o sistema técnico, ou outro. Este nível exige o domínio total e aprofundado dos fundamentos científicos e técnicos, que são adquiridos através do ensino de nível superior. Permite pesquisar, intervir e tomar decisões inovadoras relativas a situações não experimentadas.
Competências Comportamentais

Entendo como Competências Comportamentais todas aquelas que possibilitam maior probabilidade de obtenção de sucesso na execução de determinadas atividades, podem ser inerentes às características de personalidade de um indivíduo, ou obtidas no convívio social, bem como podem ser obtidas e aprimoradas através de treinamentos e autodesenvolvimento. Subdividido essas competências em cinco grupos: Intelectuais, Comunicativas, Sociais, Comportamentais e Organizacionais, com conceitos a saber:
1. INTELECTUAIS – São as competências necessárias para reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo de trabalho, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos.
  • Aplicar conhecimento – Saber aplicar seus conhecimentos técnicos para a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação.
  • Transferir conhecimento –  Saber multiplicar seus conhecimentos técnicos para seu superior, pares, subordinado, clientes, fornecedores, ensinando, instruindo e aperfeiçoando a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação. Estar apto para adquirir novos conhecimentos.
  • Generalizar conhecimento – Traduzir os conhecimentos do nível institucional à realidade da organização, transferindo ao próximo nível, o operacional, a responsabilidade direta pela implementação das ideias. De um lado, faz contato com situação de extrema instabilidade - quando interage com o nível institucional - e, de outro, com protocolos sobretudo rígidos e previsíveis – quando faz interface com o nível operacional.
  • Reconhecer e definir problemas, propondo soluções para equacioná-los - Visualizar, analisar e situar os negócios da empresa dentro do contexto nacional e mundial, de modo solidificar e perpetuar a imagem e atuação da empresa dentro desse cenário, independente do produto ou serviço prestado.
2. DE COMUNICAÇÃO – São as competências utilizadas na forma de expressão e comunicação com seu grupo, superiores hierárquicos ou subordinados, clientes internos e externos, de cooperação de trabalho em equipe, de diálogo, de exercício da negociação e de comunicação.
  • Comunicação - Comunicar-se com os acionistas, clientes, fornecedores, parceiros, superiores e subordinados de forma eficaz - Entender os tipos de feedback, como avaliar a adequabilidade e as condições do feedback. Feedback eficaz. Feedback individual versus feedback coletivo; prós e contras; como e quando pedir feedback; as diversas direções possíveis de se dar feedback.
  • Redação e Gramática – Comunicar-se por escrito de maneira mais clara e mais eficaz. Inclui diretrizes específicas de como preparar memorandos, cartas, e-mails, propostas e outros tipos de comunicação. Escrever centrado no leitor e formatar suas comunicações de tal forma que sejam fáceis de ser lidas, que causem o impacto desejado e que o ajudem a alcançar seus objetivos.
  • Negociação – Capacidade de demonstrar atitudes flexíveis e de adaptá-las a terceiros e a situações diversas. Desenvolver habilidades de relacionamento, incluindo as capacidades de flexibilização e adaptação, com enfoque na postura pessoal.
3. COMPETÊNCIAS SOCIAIS – São as competências necessárias para atitudes e comportamentos necessários para transferi-lo conhecimentos da vida cotidiana para o ambiente de trabalho e vice-versa.
  • Relacionamento Interpessoal - Cultuar uma boa relação com seus colaboradores, tanto nas questões voltadas ao dia-a-dia de trabalho, através de orientações em relação aos trabalhos, quanto naquelas horas onde a emoção faz-se presente. É preciso que o líder esteja atento às atitudes de sua equipe, para melhor direcionar sua atuação frente aos acontecimentos.
  • Trabalhar em equipe, gerenciando conflitos e interesses – Capacidade e discernimento para trabalhar com e por meio de pessoas, incluindo o conhecimento do processo da Motivação e a aplicação eficaz da liderança, com capacidade de influenciar o comportamento do grupo com empatia e  equidade, visando os interesses interpessoais e institucionais.
  • Consciência Ambiental – Dimensionar a importância do meio-ambiente e o impacto de suas ações na preservação do mesmo.
4. COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS – São as competências necessárias para demonstrar espírito empreendedor e capacidade para a inovação, iniciativa, criatividade, vontade de aprender, abertura às mudanças, consciência da qualidade e implicações éticas do seu trabalho.
  • Iniciativa - Identificar e atuar pro ativamente sobre problemas e oportunidades. Oferecer-se para Tarefas e identificar o que precisa ser feito e começa a agir. Começar a agir sem que lhe peçam ou exijam. Aproveitar oportunidades e começa a agir para tomar vantagem delas. Começar projetos individuais ou em grupo e assume responsabilidade total por seu sucesso. Identificar logo o que precisa ser feito frente a obstáculo e age até que sejam superados. Assumir responsabilidade de criar todos os passos de um projeto cujas circunstâncias e resultados não estejam bem definidos.
  • Criatividade - Produzir mais e melhores idéias para o desenvolvimento de produtos e de novos processos de trabalho.
  • Adaptabilidade – Adaptar-se às condições favoráveis e desfavoráveis sejam elas de qualquer ordem (ambientais, econômicas, tecnológicas...).
  • Consciência da qualidade -  Buscar pela excelência de produtos e serviços e uma preocupação maior com as crescentes exigências dos clientes internos e externos.
  • Ética – Sustentar-se em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua gestão por aqueles que fazem parte do seu convívio diário: Colaboradores, Clientes Internos e Externos, Parceiros e Fornecedores.
  • Coerência - O discurso não deve ser diferente da prática e isso é um ponto de relevância que deve ser sempre observado na gestão. É preciso que o líder seja coerente em suas atitudes, com sua Missão e com sua equipe, pois quando a equipe observa contradição, certamente se comportará da mesma maneira, o que caracteriza a cultura do não comprometimento, ameaçando os resultados produzidos.
5. COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS – São as competências necessárias para compreensão do negócio, seus objetivos, relações com o mercado, ambiente sócio político (conhecimento em negócio, planejamento, orientação para o cliente).
  • Compromisso com Resultados – Liderar/atuar com foco em objetivos quantitativos e qualitativos. Quando observado e praticado pelo líder, trará credibilidade por parte de seus liderados. Uma vez que o líder influencia diretamente o comportamento de seus liderados, quando de sua aceitação, a prática de tal competência servirá como modelo a ser seguido e poderá gerar estímulos positivos na equipe, tornando-a cada vez mais compromissada com as metas a serem atingidas.
  • Gerenciar Tempo - Estabelecer metas, priorizar tarefas, lidar com os desperdiçadores de tempo, fazer análise do tempo e criar e maximizar sua programação de uso do tempo.
  • Gerenciar Recursos – Zelar pelo controle da previsão orçamentária do departamento ou Unidade de Negócio e como analisar e justificar um investimento. Equacionar a mão-de-obra disponível com os recursos técnicos disponíveis.
  • Planejamento e Organização – Coordenar suas tarefas e/ou da equipe, incluindo o planejamento (plano de ação/cronograma), a organização (distribuição de trabalhos), e as tarefas seqüenciais (ações), bem como a seleção e a alocação de recursos necessários.
  • Liderar – Administrar equipes com eficácia: delegar eficazmente, ampliar oportunidades e demonstrar justiça ante seus feitos. Criar um clima propício ao desenvolvimento: ampliar os desafios e as oportunidades para criar um clima que favoreça o desenvolvimento de sua equipe. Saber lidar com colaboradores quando apresentam problemas: agir com decisão e equidade quando tratar colaboradores com problemas. Formar uma equipe de talentos: investir no desenvolvimento do potencial de seus colaboradores, identificando e oferecendo novos desafios e responsabilidade compartilhada.
  • Atuar estrategicamente – Estabelecer conexão com dois tipos de ambientes que influenciam diretamente nos resultados da equipe: os internos e os externos. Atuar de forma a antever oportunidades e ameaças, tendências e inovações possibilitando o agir, ou seja, empreender esforços para a excelência na performance de sua equipe...
Por: http://administracaonoblog.blogspot.com.br

domingo, 8 de setembro de 2013

“Dia Nacional do Administrador”

Comemora-se no dia nove de setembro o “Dia Nacional do Administrador”, esta comemoração se dá nesta data devido a assinatura da Lei n.º 4769 de 09 de setembro de 1965, que criou a profissão de Administrador e também os Conselhos Federal e Regionais de Administração (CFA/CRAs). 

O dia do Administrador foi instituído pela Resolução do Conselho Federal de Administração nº 65/68, de 09/12/68. 

Qual a função do Administrador? 

Este profissional é responsável pelo planejamento de estratégias e pelo gerenciamento do dia-a-dia da empresa pública ou privada. 

A atuação do Administrador é bastante ampla, sendo necessário em todo tipo de empresas. 

Ele atua em diversas áreas como comercial, logística, financeira, compras, recursos humanos, marketing, material e patrimônio, mercadológica, produção, recrutamento e seleção de pessoas, orçamento e organização, sistemas e métodos.  entre outras, pois o Administrador é um profissional de múltiplas competências.

O Administrador é um profissional de destaque na nossa sociedade, é ele que planeja, organiza, coordena e controla as atividades e processos das organizações, no sentido de proporcionar o desenvolvimento sócio-econômico das mesmas, e consequentemente da sociedade em geral. 

Administrar segundo os nossos dicionários é dirigir uma organização utilizando técnicas de gestão para que alcance seus objetivos de forma eficiente, eficaz e com responsabilidade social e ambiental. Segundo Peter Drucker, um guru na área de Administração “administrar é manter as organizações coesas, fazendo-as funcional”. 

As características para ser um bom Administrador:
  • Ser proativo, saber gerenciar uma equipe e ter espírito de liderança são algumas delas. Além disso, tem que saber planejar ações, controlar, dirigir e ordenar tarefas, visando maior produtividade e lucratividade.
A profissão de Administrador vem evoluindo ao longo dos tempos e já consolidou uma imagem de profissional que atua com visão sistêmica da organização e a partir daí, consegue as condições necessárias de articular as suas diversas áreas. 

Parabéns Administradores, profissionais de múltiplas competências.

Por: Adm. Prof. MSc, Jorge Henrique M. Cavalcante

sábado, 7 de setembro de 2013

Parabéns São Luís do Maranhão - 401 anos

Há 401 anos um punhado de franceses, à frente Daniel de La Touche Senhor de La Ravardière, desembarcou na ilha de Upaon-Açu para fundar a França Equinocial. 

E batizou o lugar de São Luis, em homenagem ao rei Luis IX. 

(Foto: JORGENCA)

Seus planos, porém, foram frustrados pelos portugueses que, comandados por Alexandre de Moura, os expulsaram e colonizaram o povoado, imprimindo a marca da sua arquitetura na construção de sobradões com mirantes, de paredes grossas de pedras revestidas de azulejos, com cerca de 3.500 prédios tombados pela Unesco em 1997 como patrimônio da Humanidade.
         São Luis nasceu francesa mas cresceu portuguesa. Terra de escritores e poetas, entre estes o vate maior, Gonçalves Dias, a cidade, onde foi editada a primeira gramática do país, ficou conhecida como Atenas Brasileira mas hoje ganhou outro apelido,Jamaica Brasileira, por conta do Reggae, ritmo originário do Caribe que conquistou enorme espaço na ilha, trazendo junto cabelos rastafári e boinas coloridas de crochê.

        Ao longo dos séculos a cidade, também chamada de Ilha dos Amores e Cidade dos Azulejos, transpôs os rios Anil e Bacanga e derramou-se para as praias da Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau e Olho d’Água, surgindo uma nova São Luis cortada de grandes avenidas e pontilhada de arranha-céus.

        A velha São Luis, onde vivi minha infância, ficou espremida entre os dois rios. Às vezes me sento num dos bancos do Largo do Carmo e, refrescado pela brisa que sopra do mar, rememoro os tempos de moleque. E sinto saudades do velho bonde que circulava pelas ruas estreitas e que sumiu sem maiores explicações.    

Ainda lembro o garoto que, para escapar do cobrador, raspou o catarro lá do fundo da garganta e cuspiu certeiro no olho do pobre homem. Livre, ele disparou no rumo da rua do Egito. Não sei se entrou na rua dos Afogados, desceu a ladeira do Quebra-Bunda ou escondeu-se no Beco da Bosta.

        No meu tempo de estudante no velho Ateneu Teixeira Mendes eu também me esquivava do cobrador para não pagar passagem no bonde, mas outras vezes percorria a cidade a pé, brincava na rua da Inveja e na Praça da Alegria, mas sempre chegava na minha casa, à rua do Passeio, na hora do almoço, onde o arroz de cuxá era quase obrigatório. 

Há quem afirme que nas noites de lua cheia, por volta da meia-noite, ouve o trotar dos cavalos e o ruído das rodas da carruagem da lendária Ana Jansen, uma senhora de escravos, percorrendo as ruas estreitas de paralelepípedos.

         O vento forte, nos meses de setembro, outubro e novembro, uivando nos becos desertos e soturnos, completa a composição fantasmagórica que assusta crianças e adultos. 

Em junho a cidade se transforma num grande arraial, com o ritmo e o colorido do bumba-meu-boi e do tambor de crioula fazendo a alegria dos ludovicenses e dos turistas. Pena que a invasão cultural, facilitada pelos meios eletrônicos de comunicação, já evidenciem sensíveis mudanças na cultura local. E o meu papagaio de criança virou pipa e a bicicleta bike. Seria o ônus do progresso?

Ribamar Fonseca é Jornalista, Escritor e Membro da Academia Paraense de Letras.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os 5 Conselhos de Oscar Schmidt para ter Sucesso na Carreira

Confira o que o maior jogador de basquete que o Brasil já viu tem a dizer para os profissionais em suas palestras nas empresas de todo país

De sucesso ele entende. 
Em 25 anos de carreira no basquete, Oscar Schimdit venceu quase tudo o que disputou. Conhecido como “mão santa”, Oscar marcou exatos 49.703 pontos em 1.613 jogos, ou seja, ter Oscar na equipe significava uma média de 30 pontos a mais por jogo para o time.
O ex-jogador coleciona recordes no currículo. Para citar apenas um, foram cinco olimpíadas disputadas, o maior número de participações já alcançado por um jogador de basquete brasileiro.
Ao deixar as quadras em 2003, passou por uma transição de carreira e há alguns anos dá palestras motivacionais para executivos e funcionários em grandes empresas Brasil afora. 
Mesmo enfrentando um dos maiores desafios da sua vida, a luta contra um câncer no cérebro, Oscar não desanimou, e continua esbanjando bom humor. Confira o que ele tem a dizer para os executivos:
1 Treine, treine e treine
“Sou produto de treinamento”, diz Oscar. Quer ser o melhor na sua área de atuação? Pratique, estude, se esforce. “Treine muito, mas muito mesmo, e quando estiver bem cansado, treine mais um pouquinho porque esse pouquinho vai te fazer melhor”, diz. 
De acordo com ele, este é o melhor conselho de carreira que ele pode dar a alguém. “Ninguém me deu esse conselho, mas descobri logo no começo que é necessário”, diz. Para ele esta é a grande característica que as pessoas vencedoras têm em comum: “todas treinam muito porque sabem que é necessário”.
2 Tenha automotivação
“Se você gostar do que está fazendo é meio caminho andado porque treinar bastante, para ser o melhor, não vai pesar muito”, diz Oscar. A motivação, de acordo com ele, pode vir de muitos lugares, mas, sobretudo deve ser interna. Essa é uma regra que as pessoas de sucesso não quebram.
3 Conheça o seu lugar dentro da equipe
“Cada deve saber o seu lugar dentro do grupo. Não dá para a equipe toda fazer 30 pontos em um jogo, mas há lugar para rebotes, para defesa, para passes”, aconselha.
Conhecer a sua função é a regra mais importante para não ter problemas no trabalho em equipe, em sua opinião. “Quando cada um sabe o que fazer, sempre, tudo fica muito mais fácil”, diz.
4 Obstáculo à frente? Supere-o
Por mais brilhante que você seja, não há trajetória profissional que decorra sem alguns sacolejos e muitas pedras no caminho. 
Problemas à vista? “Encare o obstáculo e faça de tudo para superá-lo”, diz Oscar. Estando treinado, suas chances de êxito aumentam muito, afirma o mais cestinha do Brasil.

5 Mantenha o bom humor, sempre
Manter o bom humor mesmo quando o clima na empresa ou em casa pesa não é tarefa das mais simples. Mas, vale a pena fazer o esforço, diz o jogador. E ele sabe bem do que está falando.
O sorriso no seu rosto e o alto astral não diminuíram mesmo enfrentando mais uma batalha no tratamento contra o câncer. “A doença está instalada não há nada que eu possa fazer, a não ser trata-la e, para viver melhor, o mau humor atrapalha de verdade. Então tento ficar mais alegre do que fui e vivo bem assim”, explica. Isso mesmo, Oscar.
Por: Camila Pati - Camila Pati é repórter de Carreira de EXAME.com. Seu e-mail é camila.pati@abril.com.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Menos Oração e Mais Ação

Quantas palestras você já participou ressaltando a importância do poder do pensamento positivo em sua vida?  

Quantos gurus disseminaram a filosofia de que tudo começa em sua mente antes de se concretizar? 

Quantos artigos e livros já lemos sobre o poder da mente? 

Quantas historias conhecemos sobre pessoas que adoeceram ou se curaram de repente sem explicação alguma?

São exatamente naqueles momentos em que tudo parece estar fora de controle e as coisas vão mal é que as suas competências fazem a diferença.

Como diz o provérbio Russo “Reza, mas não deixes de remar para a margem”. 

Você certamente já ouviu falar de Iceberg (do inglês ice, "gelo" + sueco e alemão Berg "montanha"). O Iceberg tem uma característica muito interessante, apenas 10% da sua massa fica acima da linha d’agua, os 90% restantes está submerso.

Semelhante ao iceberg a maior parte da sua capacidade está oculta dentro de você mesmo. 

As pessoas apenas enxergam aquela pequena fatia que desejamos ou conseguimos expressar, ou seja, maioria de nós não utiliza a maior parte de suas habilidades e talentos com eficiência, batizei isso de efeito iceberg.

O termo efeito iceberg também é aplicado em gestão da qualidade total quando os problemas que estão escondidos começam a aparecer, temos a impressão de que as coisas pioram ao invés de melhorar.  

Segundo os especialistas o efeito iceberg é benéfico, pois desmascaram os problemas que antes não eram vistos e assim possibilita que alem de ser identificados possam ser solucionados.

Isso também ocorre na esfera pessoal e profissional, quando iniciamos qualquer processo de mudança de comportamento encontramos muitas barreiras e alguns comportamentos deletérios brotam e ao invés de enxergarmos uma oportunidade de melhoria e desenvolvimento , nos assustamos e instintivamente os escondemos abaixo da linha de visão das pessoas.

Rich Fettke conferencista, coach e autor do livro "Extreme Success" alerta para um dos mais importantes conceitos já descobertos no campo da performance humana o chamado "conceito da vitória por um décimo". Este conceito, ou princípio estabelece que "pequenas diferenças em uma habilidade podem causar enormes diferenças nos resultados”.

Isso significa que com apenas um pequeno esforço a mais você pode melhorar em muito os resultados obtidos, mas por outro lado também significa que pequenas sabotagens podem trazer péssimos resultados. Estas pequenas sabotagens são resultantes das crenças limitantes que cada um impõe a si mesmo.

Sabemos que algumas vezes somos medrosos; ora brigamos, ora fugimos; ora nos sentimos fortes outras nem tanto, ora rimos, ora caímos em lagrimas; ora temos certezas, ora só duvidas. Mas precisamos estar firmes em nossos objetivos, não podemos deixar de acreditar em nossa força interior, nem nas forças ao nosso redor.

O Fracasso e o sucesso, por exemplo, são hiperestimados, não conheço ninguém de sucesso que não tivesse uma historia de fracasso e aprendizado para contar.

A maioria das pessoas em nossa cultura foi programada para temer essa coisa chamada fracasso, (uma crença que estragou a vida de muita gente), parece que temos a obrigação de estar sempre certos, não temos o direito de “dar com os burros n’agua” e se isso acontecer será marcado para todo o sempre. Por isso não há essa coisa chamada de fracasso ou sucesso isso é relativo. Há somente resultados.

Desconfio de pessoas que somente tem historias de sucesso para contar que ficam falando de como são perfeitas e bem sucedidas. Isso não existe, as pessoas verdadeiramente de sucesso convivem com a sobra do fracasso frequentemente e fazem dela uma fonte de energia para atingir seus objetivos.

Não existe certeza, atualmente apesar de todas as religiões, credos, orações, preces e espiritualidade existentes ainda enfrentamos um grande desafio pessoal, muitas pessoas ainda não conseguem ter fé em si mesmas.
  • Tudo se resume a uma questão de atitude! Por isso menos oração e mais ação.
Fonte: ROBERTO RECINELLA - http://www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Importância da Visão Estratégica

Pensar de maneira estratégica é a coisa mais difícil do mundo, principalmente, para quem não é dono da empresa tampouco diretor ou gerente. 

Em geral, os valores pessoais dos empregados têm pouco a ver com os valores escolhidos pela organização.

De fato, são poucas as empresas levam a sério a questão do plano estratégico. 

Somente as empresas mais consolidadas, de médio e grande porte, adotam a ferramenta como um orientador. 

Na maioria das vezes, elas concentram a energia nos objetivos financeiros e se esquecem das pessoas embora se refiram a elas como talentos, o seu maior ativo.

Em geral, as que adotam, o fazem por modismo, pecam na falta de disseminação dos resultados do planejamento e, acima de tudo, ignoram o plano de ação. 
  • Nenhum plano estratégico sobrevive à falta de plano de ação.
 Por experiência, posso dizer que a maioria das pessoas não se empolga com as diretrizes organizacionais. Visão, missão, valores e políticas não cabem nas mentes essencialmente operacionais, pois, de certa forma, mexem com a zona de conforto e exigem mudança de modelo mental. 
  • Uma coisa é ser o dono, outra coisa é ser um empregado comprometido com os interesses do dono.
Por essa razão, a maioria conspira, reclama da empresa e considera tudo isso uma grande bobagem, afinal, boa parte delas pessoas está no cargo, mas não está na empresa, razão pela qual o compromisso com os resultados também é mínimo.

Quando eu pergunto para as pessoas se elas conhecem a visão, a missão e os valores da empresa, menos de 10% dizem que sim. 

Por que razão isso acontece? 
Algumas prováveis respostas: a empresa não é delas; os valores não batem; elas não participaram do evento de elaboração do plano estratégico; a empresa tem por que faz parte do método; não houve disseminação etc.

Tudo isso serve apenas para consolidar as fontes de complacência na organização e a questão ainda é crucial para muitas empresas: quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. 
Quanto mais a empresa é favorecida pelas circunstancias econômicas, mais ela ignora isso.

Quem não pensa de maneira estratégica nunca será capaz de conceber e gerir negócios por conta própria. 

Isso requer lidar com variáveis que vão além do conhecimento técnico e das habilidades gerenciais. Tem a ver com a emoção, o sonho, o idealismo, o sentido de contribuição e a vontade de querer fazer as coisas da melhor maneira possível.

No papel de empreendedor, não há como não pensar no futuro do seu negócio, o que, por sua vez, exige pensamento estratégico. Seus empregados nunca farão esse papel por você se não forem estimulados a comprar parte do seu sonho, afinal, eles tem sonhos próprios.

Por essa razão, eles ainda são empregados e não empreendedores. Parece duro, mas é difícil mobilizar as pessoas para se apaixonarem por algo que não saiu da cabeça delas. 

Se o seu sonho não contribui para a realização do sonho dos empregados, fica quase impossível mobilizá-los. 
A maioria não tem sonho algum, apenas sobrevive do sonho alheio.

Tudo isso importa em parte. O que importa de fato é a sua determinação em fazer do seu negócio uma referencia e a sua capacidade de mobilizar ou substituir rapidamente aqueles que não contribuem para o desenvolvimento do seu negócio.

De acordo com Peter Drucker, empreendedores bem-sucedidos, seja qual for a sua motivação pessoal – poder, fama, dinheiro, curiosidade ou desejo de reconhecimento -, tentam criar valor e fazer uma contribuição efetiva para a sociedade.

A única maneira de fazer isso é pensar de maneira estratégica e sonhar aquilo que todo mundo sonha, mas não tem coragem de realizar, afinal, mudar, gerar negócios, criar empregos e prosperar requer muito mais do que correr atrás de salário, benefícios, status e crachá.

Pense nisso e empreenda mais e melhor!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Consultoria: Uma Opção de Vida

O trabalho é a principal parte do processo de nos tornarmos nós mesmos. 

Ele tem efeito sobre o que nós somos e sobre o que nos é essencial. 

Assuntos de trabalho mais importantes são assuntos de vida.

A preocupação com o tipo de trabalho que estamos realizando se apresenta na medida em que ele se relaciona com o que queremos para nossa vida.

A consultoria é uma opção de vida, uma forma de auto descoberta, e uma fonte de crescimento pessoal, não somente uma forma de ganhar a vida. 
Exercendo a atividade de consultoria, consultores ajudam as organizações ao mesmo tempo em que ajudam a si mesmos.

A energia para trabalhar em um projeto de consultoria surge principalmente quando trabalhamos com assuntos que afetem as vidas das pessoas e no quanto este projeto poderá ajudar as pessoas a se desenvolverem.

Consultores por vocação buscam freqüentemente trabalhos não só com base na contribuição potencial que possam dar para a comunidade e a sociedade, mas também no potencial evolutivo que o trabalho proporcione para eles próprios.

Essa necessidade de aprendizagem deve estar equilibrada entre a necessidade de dar uma contribuição efetiva e a necessidade dos clientes por resultados positivos, onde os riscos devem estar equilibrados entre a necessidade de proporcionar resultados previsíveis e a necessidade do cliente de ter confiança no trabalho do consultor. 

Quando se faz uma opção de vida trabalhando como consultor, precisamos nos conscientizar, de que o trabalho é duro, cansativo e consome muita energia nos níveis físico, mental, emocional e espiritual, tornando-se imprescindível, portanto destinar um tempo em seu planejamento, para se restaurar, recriar, ganhar novas perspectivas e descansar.

A vocação para consultoria se caracteriza também como um estilo de vida. Ser consultor significa: Obter realização pessoal com o trabalho; escolher, construir amizades e compartilhar poder com clientes; trabalhar com pessoas e organizações que estão em processo de mudança; poder ser bem sucedido sem ter que trabalhar todos os dias do ano; não ter nenhuma intenção de fazer outro tipo de trabalho.

Ser consultor é mais confortável do que interpretar o papel de consultor. Portanto a meta é estabelecer um papel de consultor que represente realmente aquilo que somos.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vendas Criadoras de Valor - VCV


O termo Vendas Criadoras de Valor (VCV) foi criado pelo renomado consultor e professor Ram Charan. 

Em seu livro - O que o cliente quer que você saiba – Editora Campus – o autor logo no início da sua narrativa afirma que o processo tradicional de vendas não mudou quase nada nos último cem anos.


  O livro é mais direcionado para empresas que praticam o B2B, ou em outra linguagem, que vendem para outras empresas, tendo quase nenhum foco na venda para o consumidor final, mas nem por isso deixa de ser imprescindível em sua estante.

  A tese é de que a sua empresa e seus profissionais de vendas devem entender do negócio do seu cliente e não só ajudar na redução de custos, mas principalmente contribuir para que o seu cliente aumente as vendas, isso inclui conhecer profundamente o negócio, mercado e concorrentes do seu cliente e até mesmo os clientes do seu cliente.

A empresa assim transforma-se em um só departamento: o de vendas. O pessoal da produção, financeiro, administrativo, marketing, logística, jurídico ou qualquer outro setor devem todos estar envolvidos e comprometidos como o novo processo de vendas e adequar nosso produto ou serviço de acordo com as necessidades do cliente e ainda oferecer o que ele não espera.

É uma enorme mudança na forma de atuar afinal o seu pessoal deve ter acesso aos indicadores financeiros do cliente, dados como metas, previsão de faturamento, crescimento e investimentos futuros. 

É claro que na VCV a confiança é a palavra chave e vai sendo conquistada aos poucos, pois o nível de relacionamento e integração entre a empresa fornecedora e a compradora é muito maior. Descobrir quem realmente decide na empresa, conhecer os jogos de poder na organização-cliente, relacionar-se com as pessoas certas também são importantes nesse contexto.


O foco está muito além de satisfazer ou solucionar os problemas da clientela. O foco é gerar prosperidade para o seu cliente e seu maior prêmio será conseguir fugir da guerra de preços por meio de um atendimento totalmente diferenciado da concorrência.

Fonte: Paulo Araújo - http://www.qualidadebrasil.com.br