terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Administração Científica X Revolução Científica


O Que Foi a Revolução Científica? Qual a Relação Entre a Revolução e os Métodos Científicos Utilizados Por Taylor?
Inúmeros autores vêm divulgando queAdministração Científica foi um modelo de administração – criado no fim do século 18 – que se baseava na aplicação de métodos científicos,  com a principal intenção de garantir o melhor custo / benefício  aossistemas produtivos da época.
Porém, o que poucos escritores mencionam é que os métodos utilizados por Taylor – e demais colaboradores da Gestão Científica – eram oriundos da Revolução Científica pela qual o mundo passou, um século antes desses acontecimentos.
Mas, para compreendermos bem o que foi esse movimento é necessário saber que, Revolução  é uma profunda mudança na estrutura social de uma sociedade. Trata-se de uma transformação que atinge todos os níveis da realidade social. Ou seja, o nível econômico, o político, o social e até o nível ideológico.
  • A Revolução Científica – ocorrida no século 17 – representou significativas mudanças na estrutura do pensamento reinante da época, as quais repercutiram principalmente no plano científico. 
Mas, o que fez o método se tornar científico?
  • Um método científico deve apresentar um círculo racional lógico. Adotar um método significa adotar uma determinada maneira de tratar o objeto de estudo.
  • Esse tratamento deve obedecer a certa seqüência de procedimentos e, diante disso, podemos constatar as fases da observação, análise, formulação de hipóteses, da experimentação e das conclusões.

Sendo assim, foi no século 17 que assistimos – de fato – a explicações racionais sobre o Universo, submetido a leis físicas e naturais e não aos princípios metafísicos e divinos.
Essa ruptura com a ciência subordinada ao princípio da autoridade papal e a noções aristotélicas de imobilidade do planeta, muito se deveu a Francis Bacon, René Descartes e Isaac Newton.
  • O primeiro defendeu o valor das experiências de laboratório e do método indutivo, em que o conhecimento é adquirido a partir da observação para se atingir a verdade universal.
  • O segundo adotou um método isento da opinião tradicional, o qual consistia em começar com axiomas simples (como os da Geometria, por exemplo) e depois raciocinar baseado neles até chegar a conclusões particulares.  
  • O terceiro partiu de estudos de Galileu e Kepler, tentando demonstrar matematicamente que as leis físicas aplicáveis na Terra também se aplicavam a todo Universo.

Dessa forma, baseada na experimentação e na dedução matemática nos séculos 17 e 18, a ciência fez descobertas impressionantes – principalmente na física, na matemática, astronomia, química a na biologia.
Essas descobertas romperam com as concepções de Aristóteles defendidas pela Igreja. Ou seja, o cosmo hermético e hierarquizado foi substituído pelo Universo, aberto e infinito, mas ligado pela unidade de suas leis.
Portanto, os métodos utilizados por Taylor e seus contemporâneos – no início do século 19 – são resultado da profunda mudança do pensamento científico nos dois séculos anteriores, onde a concepção de um mundo imóvel foi suplantada pela concepção de que o Universo estava em constante movimento. 
Por - Julio Cesar S. Santos - http://www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 12 de janeiro de 2013

10 Apps recomendados aos Administradores para iPhone, iPad e Android


Lista contempla aplicativos para o lazer, para leitura, viagens e para os negócios


O ano de 2013 já começou e é provável que você - que possui um smarthone ou tablet – já tenha pensado em deletar e renovar alguns dos seus aplicativos no dispositivo móvel.
O Administradores resolveu dar uma ajudinha e selecionou dez apps bastante úteis para quem é da área da Administração ou para que deseja ficar antenado com sua carreira sem deixar de curtir opções de lazer, leitura e viagens.
Confira abaixo a lista.
  • Camera Plus

0,99 dólar, em inglês, para iPhone/iPad
Oferece controles práticos e funcionais, efeitos que realmente aprimoram as imagens e um fluxo de trabalho que agrada a quem preza a qualidade das fotos. O app ainda informa dados técnicos como sensibilidade ISO e tempo de exposição da foto. O Camera Plus ainda não tem uma versão para Android.
  • Flipboard

Grátis, Disponível em: iOSAndroid, Kindle Fire e Nook
O app é um agregador de notícias, que reúne todo o conteúdo escolhido pelo usuário numa espécie de revista personalizada. Ele ainda permite o armazenamento de artigos para ler depois e também o compartilhamento de notícias.
  • Google Drive

Grátis, em inglês, para iPhone/iPadAndroid e Windows
O serviço de armazenamento na nuvem Google Drive oferece 5 gigabytes de espaço gratuito para cada pessoa guardar suas fotos, documentos e outros arquivos. O app faz com que os arquivos armazenados em PCs, smartphones e tablets fiquem sincronizados com a cópia guardada na nuvem.
  • Facebook

Grátis, em português, para iPhone/iPadAndroid e Windows Phone
Ele dá acesso aos principais recursos do Facebook como mensagens, publicação de fotos, comentários e a lista de contatos. A interface acomoda bem esse conteúdo na telinha do smarpthone e permite passear com agilidade pelas informações.
  • SeatGuru by TripAdvisor

Grátis, em inglês, para iPhone e Android
O aplicativo ajuda na escolha dos melhores assentos num avião. Ele mostra mais de 700 mapas de assentos de uma centena de companhias aéreas. Das companhias brasileiras, estão na lista TAM e Avianca.
  • Waze

Grátis, em inglês, para iPhone e Android
O Waze foi escolhido pela Apple como app do ano em 2012. Esse apllicativo de navegação urbana trabalha com dados gerados pelos próprios usuários. Cada vez que alguém usa o app, seus dados são empregados para produzir informações sobre o trânsito. O Waze fornece instruções de caminho faladas em português e ainda informa o preço do combustível nos postos.
  • Evernote

Grátis, em português, para iPhone/iPadAndroid e outras plataformas
O Evernote é o mais conhecido app para anotações e gerenciamento de informações em smartphones e tablets. Ele tem funções para criar notas, fotografar e digitalizar anotações em papel.
  • CurryConverter

Grátis, em inglês, para iPhone
Funciona como um conversor de moedas prático. Ele converte valores em mais de 150 diferentes moedas – incluindo o real brasileiro. As taxas de câmbio são atualizadas pela internet.
  • Skitch

Grátis, Disponível em: iOSAndroid, Windows 8 e Mac
O app permite que se realizem marcações como textos e desenhos em fotos, telas capturadas e até mapas, por exemplo. Tais anotações podem então ser compartilhadas com quem o usuário desejar.
  • Banca Administradores

Grátis, em português, para IOS e Android
A melhor revista de Administração do Brasil ganhou app novo em 2012. Agora, o Banca Administradores traz todas as edições da revista Administradores e, melhor, totalmente de graça. As edições também possuem recursos interativos como sons, vídeos e banco de imagens.
Por Redação, Administradores.com

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os Realizadores, Os Conformados e Os Procrastinadores.


Uma forma fácil de entendermos o ritmo produtivo e evolução das pessoas é dividi-lo em três grandes grupos:
  • Os realizadores – são aqueles que saem do lugar e fa zem alguma coisa seja para atingir seus objetivos, dar saltos na carreira, viver melhor seus relacionamentos e ter mais saúde e prosperidade em todos os sentidos.
  • Os conformados – são aqueles que já assumiram que simplesmente não dá pra mudar, que a vida é assim mesmo, que ele não nasceu com o “rabicó” virado para a lua e que acredita que time que está empantando pelo menos não tá perdendo.
  • Os procrastinadores – são aqueles que até tem vontade d e mudar, de fazer algo diferente, que se motivam para criar planos, mas na hora H alguma coisa os impede de dar o próximo passo.
A parte triste dessa divisão é que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já teve um desses perfis presente na sua rotina. Não é verdade? Ninguém é 100% realizador. Com certeza, o Bill Gates, Steve Jobs, Sílvio Santos, João Doria ou qualquer outro desses personagens que são extremamente bem sucedidos, já tiveram seus dias de procrastinadores e conformados.

Só que essas pessoas tem uma coisa em comum: eles conseguem administrar esses perfis e voltam rapidamente para o perfil realizador. Eles entendem que ninguém é inabalável, mas que todos tem uma capacidade inigualável de seguir em frente, no perfil adequado.
  •  Em qual perfil você está vivendo hoje em dia? 
  • Que tal aproveitar que praticamente 50% do ano já foi embora para começar a viver no perfil mais adequado?
Entrar no perfil dos realizadores não é uma coisa do outro mundo, se eu pudesse definir 5 passos chave para começar a realizar, eles seriam:
2 – Defina 1-2 pequenas ou médias realizações que gostaria de ter nesse próximo semestre, compartilhe com uma pessoa de extrema confiança e siga os passos nesse post para montar o objetivo.
3 – Crie uma disciplina mental de pelo menos diariamente ler e revisar os planos dessas realizações. Algo que o mantenha conectado ao que deve ser feito.
4 – Ache uma forma de vencer a procrastinação ou o confirmismo quando ele aparecer. Pode ser um vídeo, um filme motivador, um amigo que possa dar força, uma saco de porrada, etc. Toda vez que eu fico desmotivado, eu visito o site do meu concorrente mais medíocre e que faz o maior sucesso nos EUA, impressionante como isso me anima e me faz sair do lugar.
5 – Faça um mapa mental com as possibilidades de mudanças, próximos passos, idéias ou pequenas coisas que podem te ajudar a chegar no seu resultado. A função desse exercício é colocar sua mente para criar ações executáveis e não apenas “contemplações conformistas”.
Se não conhecer a técnica de mapas mentais, rabisque em uma folha de papel uma linha de um ponto A para o ponto B e no meio da linha comece a colocar pequenas ações (ou idéias) que vão te ajudar a chegar lá, depois refine esse rascunho em ações com datas na agenda. 
Veja esse exemplo:
Por Christian Barbosa: Fonte: http://blog.maistempo.com.br

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Crie um Bom Plano de Ação

Como de costume, gosto de iniciar meus artigos identificando o real sentido das palavras que formam a base do que escrevo. Portanto, precisamos ter um entendimento assertivo sobre a interpretação dessas duas palavras.
  • Plano significa arranjo ou disposição geral de uma obra, projeto, desígnio, intenção e ação é movimento ou atividade para obter determinado resultado, é a influência ou efeito sobre algo ou alguém.

Portanto, Plano de Ação (PA) nada mais é que um conjunto de atividades a serem desenvolvidas que determina como e com que intenção o resultado será impactado pelas atividades. Complementando, pode-se dizer ainda que é uma tentativa organizada de exercer controle sobre algo.
  • Um bom plano de ação então precisa ser objetivo, simples, direto, realista e acima de tudo plausível.

Ele deve conter alguma padronização afim de que se tenha uma lógica construtiva que resulte no controle desejado, que resulte na influência que se queira desenvolver sobre algo.
Uma das características mais fortes dele diz respeito as ações traçadas.
Existem alguns tipos principais delas, a citar:
  • Ações Temporárias de Contenção (ATC)

Por exemplo, se o objetivo é diminuir a incidência de defeitos por sujeira de óleo num determinado processo, uma ATC é a inspeção criteriosa no final da cadeia, isso apenas, e depende de como seja aplicada, influencia o resultado final, mas não atua na causa raiz do problema.
Não significa dizer que não sejam importantes, pelo contrário, mas que são apenas ações paliativas, que não mudam o status quo do processo, apenas “manipula” seu resultado e mais importante ainda, protegem o cliente.
Esse tipo de ação deve ser tomada como forma de estancar o impacto da atividade, deve ter uma durabilidade predeterminada, se possível com início e final programado, geralmente coincidindo seu final com a implantação das ações efetivas de controle.
Observação crítica: Não transforme a ATC em rotina, em absoluto a incorpore no dia a dia. As ATC´s são onerosas e geram custo, pois fogem do padrão aceitável de desempenho.
  •  Ações Efetivas de Controle (AEC)

São ações cujo foco é o controle de uma determinada variável, que ajudam ou influenciam diretamente o resultado final, pois, exercem impacto direto no objeto alvo. Se corretamente implantadas dão total poder de manipulação ao gestor.
Uma AEC efetiva, para o mesmo exemplo, seria aquela que descobrisse que o real motivo da sujeira seria um vazamento em uma das máquinas. Desta forma, o conserto da máquina eliminaria o problema.
Mas como saber se realmente foi controlado? Por mais que pareça óbvio, as vezes a descoberta de um problema não indica o real causador.
Pode-se descobrir o vazamento de óleo em uma outra máquina, que não seja a causa raiz, mas que efetivamente também gere perdas.
O que isso significaria? Significaria então que se descobriu o que não se é. Óbvio? Nem tanto. Em problemas complexos, a eliminação de uma possível, ajuda na restrição mais apurada das reais causas.
Num processo com muitas máquinas, variáveis, uma delas, apesar do problema, pode não ser o que realmente se busca. Será, portanto, menos um ponto crítico de análise para aquele momento. Menos dispersão e mais foco. A AEC então deve ser testada e retestada para ser validada.
O correto seria a verificação do resultado final a partir de seu controle. Se corrigido o vazamento o defeito some, diminui a inciência ou atenua apenas as características? Caso encerre, tem-se a causa raiz, caso apenas diminua a ocorrência ou altere as características, tem-se múltiplas variáveis, e isso indica se outras ações precisam ser tomadas ou não, se a AC precisa ser continuada ou não.
Observação crítica: Faça um teste de controle efetivo quando supor encontrar a causa raiz e lembre-se que controle é manipulação. Conheça as características do objeto manipulado e faça com que o resultado saia conforme sua ação sobre ele.
  •  Ações Efetivas de Prevenção (AEP)

Estas ações geralmente configuram um complemento do PA. São as responsáveis por prevenir que este problema ocorra novamente.
Seria, neste caso, a revisão da periodicidade da manutenção preventiva da máquina ou revisão do treinamento do operador que lida com ela diariamente.
São tão importantes quanto as outras já que focam na melhoria do sistema, na não reincidência da causa raiz.
Observação crítica: Incorpore as AEP´s na rotina, são elas que tornam seu processo mais robusto e confiável.
Quanto a estrutura física do PA lembre-se que um bom plano de ação deve possuir:
  1. AEC e AC sem excessos;
  2. AEP incorporadas à rotina;
  3. Prazos definidos para cada ação;
  4. Identificação dos envolvidos em cada ação;
  5. Indicação do como determinada ação será posta em prática
  6. Indicação da progressão e o resultado das ações ao longo do tempo;
  7. Histórico registrado, para posteriores consultas e evidência em auditorias.
Tendo essas observações em mente, tenha um bom trabalho e uma boa execução de seu PA.
Por - João Paulo de S. Silva  - http://www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Seis Dicas para Aumentar seu Poder de Persuasão

Quase tudo que queremos depende, em diferentes níveis, da atitude de outra pessoa. Podemos conseguir isto através de poder, que é uma maneira insustentável ao longo do tempo, ou por meio da persuasão e influência. 

 Este processo parte do princípio de convencer uma pessoa por meio de ideias que a sensibilize.

Na prática, não existem muitas diferenças entre persuasão e influência
  • O que difere uma da outra é que a primeira é algo mais incisivo e direto, seja em uma negociação ou venda, por exemplo.
  • Já a influência é algo mais natural e intrínseco, construída no dia a dia de trabalho. “Sempre encontramos resistência das pessoas, e o segredo é saber expressar para os outros o nosso ponto de vista. É mostrar de maneira clara os benefícios e vantagens de concordar com uma ideia ou ação”, explica Eduardo Ribeiro, professor da Integração Escola de Negócios
Para ele, a influência e a persuasão tem a ver com trocas, com algo que pode ser intercambiado por coisas que as pessoas valorizam.

Qualquer que seja o trabalho as pessoas esperam que os colegas contribuam dentro de limites razoáveis. Qualquer um pode influenciar ou ser influenciado.  

  • Influência é particularmente importante quando a cooperação é necessária e há resistência, ou quando aquilo que se pede é custoso para o outro ou muito difícil de ser obtido.
  •  “A persuasão e influência são aliados importantes no dia a dia, tanto no ambiente corporativo quanto no pessoal. 
Aplicando corretamente estes princípios, é possível engajar pessoas e conduzir todos a buscarem o mesmo objetivo, reduzindo obstáculos e resistências”, ressalta Tiago Sereza, gerente da Catho Educação.
  
Dicas para influenciar e persuadir
Confira, a seguir, seis dicas fundamentais para desenvolver o poder de influência e persuasão, apresentadas pelo professor Eduardo Ribeiro:

  • Agradabilidade: Gentileza gera gentileza. O profissional precisa construir uma imagem de pessoa agradável, que cumprimenta, que dá “bom dia”, e que convive com seus colegas de maneira harmoniosa.
  • Persuasão racional: Mais conhecida como a tática do argumento. É transmitir uma informação construindo, ao mesmo tempo, um raciocínio com vantagens e consequências positivas para o receptor da mensagem.
  • Comunicação: É saber transmitir uma ideia de forma adequada ao receptor e ao ambiente que se encontra. A forma correta de influenciar alguém é saber quem é esta pessoa e tratá-la como ela gostaria de ser tratada, seja em um tom mais calmo ou mais desafiador.
 
  • Pressão social: Parte do princípio de que o humano precisa seguir o bando. Quando um vendedor tem boas indicações, com certeza o cliente irá comprar deste profissional. A indicação é um forte artifício de persuasão.
  • Reciprocidade: Quando recebemos o favor de uma pessoa, normalmente ficamos com o sentimento de dívida com a mesma. Ser solícito desperta a vontade dos outros ajudarem, mais cedo ou mais tarde.
  • Coalisão: Uma tática importante é se unir a outros profissionais. A forma mais comum é através do networking. A rede de contatos traz muitas informações sobre o meio em que o profissional atua, além de auxiliar na indicação de como abordar outro profissional ou empresa conhecida deste grupo de pessoas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O QUE É UM CONSULTOR?


Quando se fala em Consultor, muitas pessoas, e até mesmo, profissionais de RH, e empresários têm na sua cabeça a palavra "VENDEDOR".

Mas erroneamente esse termo não se refere nem a profissão de vendedor ou representante comercial e nem ao profissional de vendas.

Alguns mais esclarecidos sabem exatamente a diferença entre Consultor e Vendedor.
Mas infelizmente, ainda hoje vemos anúncios em sites de recolocação e consultoria em RH, procurarem profissionais para vendas de produtos ou serviços com o titulo de Consultor, então resolvi neste artigo elucidar algumas questões e definições sobre esse profissional.
Definição do Termo: CONSULTOR – 
É o profissional que, por seu saber, sua experiência, é procurado para dar ou fornecer consultas técnicas ou pareceres, a respeito de assuntos relativos a sua especialidade. 
  • Tem atuação especifica que orienta e fornece conhecimentos com alternativa de alcançar um objetivo de forma mais eficaz do que vem sendo feito. 
  • É alguém que tira o relógio do teu pulso, diz a hora e ainda cobra por isso. Capaz de diagnosticar erros, avaliar profissionais e orientá-los de qual a melhor maneira de alcançar os objetivos da organização.

Para Quê Serve um Consultor?
Existem piadas sobre a inutilidade e o valor cobrado por um Consultor. Elas advêm do fato de que muitos consultores supervalorizam seus serviços. 
  • O mais comum e triste é o despreparo. 
  • Muitos profissionais que ficam desempregados e sem preparo ou experiência de uma hora para outra vira Consultor. 
  • Não tem se quer nem 2 anos de experiência na área em que se dizem Consultores.

Para se tornar um Consultor é necessário: 
  • Domínio e experiência na área em que se pretende dar consultoria. Para isso é preciso pelos menos 10 anos de experiência profissional dentro do ambiente organizacional. 
  • O bom Consultor é o que viveu do lado de dentro da empresa. 
  • Teoria só não basta, tem que se ter prática na área que se pretende dar consultoria. 
Se não fosse assim qualquer universitário que se forma poderia fazer um MBA e estaria apto a exercer a diretoria de qualquer empresa.
Mas sabemos que a teoria é muito bom, é o que se aprende na faculdade, mas, á prática se vive no dia a dia.
  • O Consultor é o profissional que entende muito do que se faz na prática e na teoria. 
  • E essa experiência ele já mais copia, ele adquire ao longo se sua vida profissional. 
  • Encara situações, cria soluções e por criar ele cobra. 
  • Afinal experiência tem preço.
  • É obvio que um bom Consultor alia o domínio profissional à escolaridade. 
  • Mas há que se ter um equilíbrio. 
  • Experiência e escolaridade são grandes diferenciais na hora de contratar um Consultor ou uma Consultoria.

Outras características
  •  Importante de um bom consultor é saber ouvir o cliente. 
  • Erra quem acha que aquele que fala muito e ouve pouco é o mais capacitado. 
  • Um Consultor experiente sabe ouvir o cliente e faz isso já na primeira reunião, é honesto e diz se é possível ou não realizar o que o cliente almeja. 
  • Muitas vezes o cliente solicita algo inviável, mas o comum é que o cliente não saiba com exatidão o que quer alcançar ou realizar.

Consultores experientes não são baratos, já que pesquisam, analisam, e geram resultados importantes para a empresa. 
A finalidade é avaliar, orientar e ajudar os profissionais da empresa a realizar tarefas, buscar objetivos estipular metas
Indicar os caminhos mais curtos para alcançar os objetivos da organização. Corrigir os erros, que normalmente, pelo convívio constante não são observados.
Como li em um artigo na internet e diga-se, de passagem concordo plenamente, os problemas de uma empresa ou de uma equipe não se resolve com "palestras motivacionais", elas só servem mesmo para inicio e término do trabalho. Isoladas não resolvem absolutamente nada.
Consultor dá consultas, tem senioridade á respeito do que faz, pois domina e tem experiência. Consultoria é antes de tudo uma relação de comprometimento, transparência para mudar e melhorar seja lá o que for.
Há no Brasil milhares de consultores bem sucedidos que descobriram o prazer de trabalhar por conta própria, auxiliando pessoas e empresas a solucionarem problemas.
O Consultor norte-americano JIM KENNEDY afirma que esse profissional pode a vir se tornar um super-star se souber aplicar o cérebro junto com boa aparência e carisma.
Com base na experiência de varias organizações de consultoria dos EUA, P.W.Shay da ACME (Association of Consulting Management Engineers) de NOVA YORK, resume as principais características do CONSULTOR de sucesso:
1-Boa saúde física e mental;
2-Ética profissional e cortesia;
3-Estabilidade de comportamento e ação;
4-Autoconfiança;
5-Eficácia pessoal (ímpeto e energia);
6-Integridade (qualidade que engendra a confiança);
7-Independência (capacidade de formar suas próprias opiniões com discernimento);
8-Competência intelectual;
9-Capacidade de aplicar o bom senso sempre;
10-Capacidade de simplificar a complexidade do problema, (capacidade analítica);
11-Imaginação criativa;
12-Pericia em relações interpessoais; orientação para o aspecto humano dos problemas,
13-habilidade para ganhar confiança e o respeito, habilidade para conquistar a colaboração do cliente, habilidade em transferir conhecimentos, habilidade em comunicação e persuasão acima da média, escrita, oral, gráfica;
14-Maturidade psicológica (controle emocional e uso da razão).
Se você não identifica algumas dessas características, não se assuste. Mesmo assim ainda poderá ser um excelente consultor. Só que seu treinamento e sua dedicação deverão ser mais intensos.
Então não desanime.
Espero que com esse artigo tenha sanado algumas dúvidas sobre o que é um CONSULTOR, que muitas empresas e profissionais da área de RH (Recursos Humanos), insistem em anúncios procurando profissionais de vendas como se este profissional realmente atuasse como vendedor. O que não o é.
Caso exista alguém que discorde desta explicação, acho que mais claro impossível, gostaria que comentassem, para que todos possamos saber suas opiniões.
POR: NELSON SOUZA - http://www.artigonal.com/nbs.administracao@gmail.com

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Conceito de Estágio


A Lei do Estágio representa uma verdadeira revolução nesse importante mecanismo de inserção no trabalho, apresentando inovações que atendem aos anseios de todos aqueles que sempre viram o estágio como uma forma inteligente e eficaz de complementação do processo educativo, lastimando sua exploração como negócio e sua distorção como emprego disfarçado.



Reproduzimos o texto do Art. 1º da Lei, grifando os aspectos mais relevantes desse documento histórico na evolução do processo educacional brasileiro.



Art. 1º Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular, em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.

§ 1º O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando.

§ 2º O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho.

O estágio deixa de ser uma alternativa econômica para contratação de mão de obra e solução emergencial para ingresso no mercado de trabalho, para se constituir num processo de real integração entre a instituição de ensino e o cedente de estágio.

Acaba o estagiário que desenvolve atividades que nada tem a ver com seu processo de aprendizagem, repetitivas, vazias de conteúdo, isoladas, e sem vinculação com a instituição de ensino que só formalmente é envolvida no processo confirmando a condição de estudante do estagiário.

Agora o estágio, para ser estágio, e não gerar um processo trabalhista de fácil encaminhamento exitoso, deve preencher condições bem definidas e que asseguram a integração desejada entre ensino e o trabalho como fonte de aprendizagem complementar. Ótimo que passe a ser assim!

A nova Lei estabelece um termo de compromisso tripartite, sem intermediários, sem procuradores, um documento vivo, periodicamente atualizado, acompanhando a evolução do processo educativo. (Parágrafo único do Art. 7o).  A legislação foi cuidadosa e competente ao fechar a possibilidade de serem criados mecanismos alternativos, pois facilmente serão identificados, transformando o pretenso estágio numa vinculação trabalhista convencional.

O estagiário não mais será jogado numa relação de trabalho, sem apoio efetivo, sem supervisão, pois agora terá uma dupla orientação e supervisão, geradas pelo cedente do estágio (Item III do Art. 9o), e pela entidade de ensino (Item III do Art. 7o). 

Caso não seja assim, novamente se caracteriza o emprego disfarçado, com suas conseqüências trabalhistas.  Tudo leva a crer que nossos legisladores caíram na realidade e elaboraram uma Lei que fecha os recursos criativos de fuga de responsabilidade, tão característicos da nossa cultura.

Essa precaução louvável está muito bem caracterizada no Art. 15:
“A manutenção de estagiários em desconformidade com esta Lei caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária”.

No sistema de estágio até agora vigente, as instituições de ensino, usualmente, nem sabem onde o estudante está estagiando, mas isso mudou, e elas terão de avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do educando”. (Item II do Art. 7o). Caso isso não seja feito e bem documentado, mais uma vez está caracterizada e existência de vínculo empregatício.
A nova legislação estabelece, e praticamente impõe, uma integração íntima entre a instituição de ensino e o cedente de estágio.  Fruto dessa integração fica encaminhada a possibilidade dessas partes envolvidas firmarem compromissos que viabilizem, por exemplo, que o cedente assuma o pagamento dos custos educacionais do estagiário, estimulando que curse maior número de disciplinas e assegurando à instituição de ensino um recurso certo e contínuo.  Esse sistema aumenta a segurança para o cedente de que realmente está participando de um processo educacional.

Quanto á pertinência da área de estágio com o processo educativo, um bom recurso é a instituição de ensino criar a disciplina Empregabilidade, orientando o trabalho de estágio como parte integrante dessa disciplina.  

Esse recurso atende ao espírito da Lei.  Nessa disciplina há possibilidade de se preparar o estudante para o trabalho, algo que hoje não é feito, contando com a colaboração dos concedentes de estágios que podem participar do processo com palestras, debates e seminários, numa integração que valorizará o processo educativo.

Certamente uma nova era está aberta para educação no Brasil, e sua participação na preparação para o trabalho.

Por: Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro - Professor, empresário, consultor e escritor. www.empregabilidade.net
               

A Computação em nuvem para as MPEs


Cloud Computing ou Computação em Nuvem é o termo da moda em T.I. e, segundo o IDC ela (a computação em nuvem) e as Redes Sociais (orkut, facebook, twitter) vão dominar o mercado no ano que vem (http://computerworld.uol.com.br/negocios/2010/12/14/cloud-e-redes-sociais-vao-dominar-em-2011/).

  • Mas afinal de contas, como se traduz computação em nuvem para reduzir custos, que é o que interessa a todos?
O termo nuvem na área de redes é usado para se citar uma rede grande ou que se desconhece toda a sua topologia, no caso aqui é a própria Internet. 

E a computação em nuvem é aquela que, em termos muitos simples, é feita através da Internet, sendo usada como rede. 

Assim, um servidor está na matriz, outro na Filial, o office está noutro servidor que está no setor de TI, o sistema do RH está na terceirizada e tudo se comunica.

É verdade que muitos conceitos de computação em nuvem são parecidos com outros que já conhecíamos como VPN (Rede Virtual Privada), Virtualização (Sistemas Operacionais instalados dentro de outros Sistema Operacionais. 
Ex.: Um servidor Linux com um Windows, um Linux e um MacOS dentro dele, compartilhando um mesmo servidor físico como se fossem 3 servidores) e Sistema Operacionais Web (sistema operacionais que podem ser acessado via um browser como internet explorer, firefox, etc). 

O que tem de novo são as formas e os tipos de nuvem que se criou.

Para uma empresa de alcance nacional,num país continental como o nosso, a computação em nuvem quer dizer redução e aumento. 
  • Redução de recursos (equipamentos, softwares, licenças, pessoal) e 
  • Aumento da necessidade de estar conectado à Internet. 

Na realidade não há um aumento da necessidade porque sem a conexão à Internet o acesso à nuvem não existe. 
Isto é, estamos dependentes da conexão, cada vez mais.

Para uma MPE (Micro ou Pequena Empresa Brasileira) que tem 60 computadores com Windows e em cada um deles com office e antivírus, por exemplo, qual seria a vantagem de uma nuvem?
  • Sonhando, eu diria, economia e legalização. 
Por mais que não se use todos os softwares que estão nos computadores ao mesmo tempo, na prática eles precisam estar instalados para quando for necessário. 

Com a nuvem isso deixa de existir. 
  • Que usar um office? Acessa o servidor que tem office instalado, faz o seu trabalho e desconecta dele pra outro usar.
  • Quer acessar o Sistema do RH? Conecta no servidor do terceirizado que presta este serviço, consulta o que é necessário e desconecta. 
  • Que rodar um outro programa que precisa de mais memória? Conecta num servidor que tenha e faça. 
  • Ta viajando e quer estar na empresa? Conecte-se através da Internet e esteja na empresa. Se é que a própria empresa não já está na Internet (solução ainda inviável para as MPEs).
Pra fazer tudo isto bem que o cliente pra todos poderia ser o Linux, mas como já vimos nosso querido sistema operacional avançou nos servidores, mas não passou de 1% nas estações de trabalho.

Trocando em miúdos a nuvem é isto! Recursos na rede e acesso à ela para que tudo funcione.

Por: José Antônio de Moura Neto,Administrador/Analista de Sistemas - http://admjoseantonio.blogspot.com.br/