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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Qual a Diferença entre Gestão de Negócios e Administração?

Você, em algum momento, já pensou que ambos significavam a mesma coisa? 
Se sim, não se sinta mal, até porque os dois conceitos costumam ser empregados como sinônimos em muitas leituras. Eles estão, à primeira vista, muito ligados a atividades como coordenar, organizar e controlar uma empresa. 
No entanto, a diferença entre gestão e administração de negócios é um pouco maior do que se imagina.
Por isso, vamos detalhar pelo que cada área é responsável e, assim, esclarecer suas diferenças. Acompanhe nas próximas linhas!

As particularidades de um administrador

Como o conceito de administrar uma empresa é mais antigo, começaremos por ele. O administrador é responsável, basicamente, por organizar, controlar e dirigir os recursos internos (humanos, financeiros, materiais, informacionais e comerciais) para atingir determinados objetivos. A intenção é alcançar essas metas com eficiência, isto é, produzir o que é preciso com a maior economia possível.
Seu enfoque é mais racional, técnico e voltado para os processos administrativos, como planejamento, organização, direcionamento e controle. Algumas tarefas, dentro dessas quatro fases, que passam pelo crivo do administrador são:
  • Analisar os ambientes externo e interno para definir as oportunidades, ameaças, pontos fortes e fracos de uma organização;
  • Definir objetivos, processos produtivos, estratégias de venda, políticas de negócio, cronogramas, orçamento e indicadores de desempenho;
  • Organizar o espaço e o tempo de trabalho;
  • Delegar tarefas;
  • Medir o desempenho;
  • Identificar erros e otimizar processos, estratégias e campanhas;
  • Avaliar os resultados finais, realizar balanço financeiro, etc.
Percebe-se que a administração se posiciona no mais alto ponto hierárquico de uma empresa, tentando entendê-la e comandá-la em sua totalidade. Ela se sobrepõe e controla, mesmo que superficialmente, áreas estratégicas, como vendas, marketing, recursos humanos, financeiro, logística, entre outras.

Pode-se dizer que o gestor tem uma amplitude de atuação maior do que o administrador. No entanto, ele está em um nível mais abaixo hierarquicamente. Isso porque a gestão engloba as questões gerenciais de uma empresa.
O bom gestor é o responsável por executar as determinações impostas pela administração. É um profissional mais participativo, que trabalha de perto com os colaboradores, apontando os caminhos para que esses entreguem os resultados necessários para atingir os objetivos do negócio — com o mesmo intuito de eficiência (mais produtividade com redução de custos).
O ato de gerir também é um dos pilares da administração, pois é o que está mais próximo dos agentes que colocam em prática o planejamento de uma empresa, ou seja, os funcionários.
Para você ter uma ideia melhor das diferenças de funções entre ambos, confira os dois exemplos a seguir:
• O diretor de vendas é um administrador quando convoca uma reunião com sua equipe para revisar os resultados obtidos no mês, apresenta as características da próxima campanha, fala do público-alvo e define as novas metas;
• O diretor da mesma área também é um gestor quando promove treinamentos aos vendedores, media conflitos entre eles ou com clientes, define ou corrige técnicas de vendas, mostra habilidade para tomar decisões pontuais, oferece autonomia para o time e premia ou reconhece os esforços dos seus funcionários.
Pode-se concluir, então, que administração e gestão são conceitos complementares. Enquanto o primeiro é a função determinante, o segundo é o ato executivo. Para tornar uma empresa mais produtiva, eficiente e eficaz, é fundamental que o administrador seja um bom gestor e vice-versa. Ou seja, você não precisa escolher ser um ou outro, mas sim absorver os dois conceitos e ser um profissional mais completo.
Copiado: igceducacao.com.br

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A Diferença entre o Planejamento Estratégico, Tático e Operacional


O planejamento é essencial para alcançar o sucesso, pois determina onde a empresa quer chegar e como ela fará para executar o seu objetivo.
Para que um planejamento dê certo, é preciso envolver pessoas de vários níveis, se comunicar claramente, garantir que todos conheçam os seus objetivos e coordenar as atividades da organização para que as coisas aconteçam. 
Para isso, você precisa entender os principais níveis de planejamento: estratégico, tático e operacional, que se diferenciam no prazo das ações, nos níveis hierárquicos envolvidos e como cada planejamento influencia no resultado geral da organização.
  • Planejamento Estratégico

O planejamento estratégico é o começo de tudo, é a visão do futuro da organização, que se estrutura nos fatores ambientais externos, e nos fatores internos, onde definimos os valores, visões e missão da organização.
As decisões tomadas no planejamento estratégico são de responsabilidade da alta administração da empresa. Na sua maioria pela Alta Direção, proprietário, CEO, presidente ou diretoria, isso depende de como a empresa distingue o nível hierárquico dos seus processos.
As ações são criadas pensando em longo prazo, normalmente feitas para o período de 5 a 10 anos, que buscam uma visão ampla da organização sem ações muitos detalhadas, pois seria difícil acertar tantos detalhes para um período tão longo.
É importante lembrar que devido as ações de longo prazo, o planejamento deve ser revisado e atualizado continuamente, para que as informações sejam mais reais e sirvam como fatos e dados para tomadas de decisão. Este passo é essencial para que não haja grandes variações entre o que foi planejado e o que foi executado.
  • Planejamento Tático

Enquanto o planejamento estratégico se desdobra para toda a organização, o planejamento tático tem um envolvimento mais limitado, a nível departamental, envolvendo às vezes apenas um processo de ponta a ponta.
O planejamento tático é o responsável por criar metas e condições para que as ações estabelecidas no planejamento estratégico sejam atingidas.

Por se tratar de um planejamento mais específico, as decisões podem ser tomadas por pessoas que ocupam os cargos entre a alta direção e o operacional, como executivos da diretoria e gerentes.
Outra característica que diferencia o planejamento tático é o tempo que as ações são aplicadas, geralmente no período de 1 a 3 anos mensurando ações para um futuro mais próximo do que o visado no planejamento estratégico, ou seja, médio prazo.
Aqui os planos começam a ser mais detalhados, e podemos dizer que o planejamento tático é a decomposição do planejamento estratégico, ele traduz e interpreta o plano estratégico para transformá-lo em planos concretos, onde vamos desenvolver o plano de marketing, produção, pessoal, ou seja, financeiro empresarial.
  • Planejamento Operacional

O planejamento operacional é de onde saem as ações e metas traçadas pelo nível tático para atingir os objetivos das decisões estratégicas.
Neste planejamento os envolvidos são aqueles que executam as ações que são aplicadas em curto prazo, geralmente no período de 3 a 6 meses.
Aqui, todos os níveis da organização estão envolvidos e cuidam do acompanhamento da rotina, garantindo que todas as tarefas e operações sejam executadas, de acordo com os procedimentos estabelecidos, preocupando-se em alcançar os resultados específicos.
É importante entender que um planejamento estratégico não vai sair do papel se os planos do nível tático e operacional não forem bem estabelecidos, pois é um processo integrado e interdependente. 
Todos os níveis são necessários: o estratégico para o orientar a visão, o tático para desdobrar essa visão em planos de ação menores, e o operacional para levar os planos a execução. 
Por isso, os planejamentos devem envolver todos da empresa e é um incentivo para que as pessoas se comprometam com os resultados.
Copiado: http://www.blogdaqualidade.com.br

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A Importância do Planejamento na Gestão Empresarial


Mais um ano começa e esperamos que a prosperidade tome conta de nosso país e possamos retomar o crescimento econômico esperado e perseguido por todos. Depois de um ano de crise e superações chegamos novamente ao inicio de tudo e nesse momento precisamos avaliar os erros e acerto e pensar em estratégias que nos ajudem a evoluir ainda mais como nação. 

Uma das características marcantes das grandes nações é o nível de empreendedorismo que ela possui quantidade de novas empresas que surgem a cada ano, que proporcionam geração de emprego e renda, contribuindo ainda mais para o crescimento da economia. 


Segundo dados do SEBRAE (Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas) nacional a cada 10 empresas abertas, em média quatro fecham antes de completar dois anos de vida. Inúmeras justificativas são estudadas para esse fato preocupante, como: Ausência de recursos financeiros para manter atividade (Capital de giro), baixa qualificação dos envolvidos, falta de conhecimento do negócio e outros. No entanto, antes mesmo desse grupo de fatores, existe um que considero o principal e que engloba todos os demais.


A ausência de planejamento estratégico, ausência de definições claras dos objetivos da empresa e das estratégias que serão utilizadas. Pensando nisso e aproveitando o momento que vivemos, deixo aqui para os leitores do Portal dos Administradores um pequeno resumo sobre a importância do planejamento e a metodologia básica de construção deste.



Planejamento da Estratégia

É a mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global visando atingir objetivos definidos previamente. É uma metodologia gerencial que permite estabelecer o caminho a ser seguido pela empresa, visando elevar o grau de interações com os ambientes internos e externos.


O planejamento estratégico procura responder a questões básicas, como:


Por que a organização existe?


O que e como ela faz? 


Aonde ela quer chegar? 



Resultado


Dele resulta um plano estratégico, ou seja, conjunto flexível de informações consolidadas, que serve de referência e guia para a ação organizacional. Pode ser considerado como uma bússola para os membros de uma determinada organização.



O plano estratégico tem que ter definições claras de objetivos e responsáveis e ser conhecido por todos que compõem a empresa.

Em geral a partir do plano estratégico, surgem os planos táticos e operacionais, que visam à execução das atividades para o alcance dos objetivos.


A elaboração do Planejamento Estratégico 


1. Formulação dos objetivos organizacionais


A empresa define os objetivos globais que pretende alcançar á longo prazo e estabelece a ordem de importância e prioridade em uma hierarquia de objetivos.


No geral esses objetivos podem ser quantitativos e qualitativos, mas sempre devem conter metas de crescimento e de posição no mercado.


2. Análise interna das forças e limitações da empresa


A seguir, faz-se uma análise das condições internas da empresa para permitir uma avaliação dos principais pontos fortes e dos pontos fracos que a organização possui. Os pontos fortes constituem as forças propulsoras da organização que facilitam o alcance dos objetivos organizacionais e devem ser reforçados, enquanto os pontos fracos constituem as limitações e forças restritivas que dificultam ou impedem o seu alcance esses que devem ser superados. 


Essa análise interna envolve:


Itens:


1 - Análise dos recursos (recursos financeiros, máquinas, equipamentos, matérias-primas, recursos humanos, tecnologia etc.) de que a empresa dispõe para as suas operações atuais ou futuras. Deve-se analisar se esses recursos suportam o crescimento da organização e facilitam o alcance dos objetivos.


2 - Análise da estrutura organizacional da empresa, seus aspectos positivos e negativos, divisão de trabalho entre departamentos e unidades e como os objetivos organizacionais serão distribuídos em objetivos departamentais.


Avaliação do desempenho da empresa, em termos de lucratividade, produção, produtividade, inovação, crescimento e desenvolvimento dos negócios.




3. Análise externa 


Trata-se de uma análise do ambiente externo à empresa, ou seja, das condições externas que rodeiam a empresa e que lhe impõem desafios e oportunidades. A análise externa envolve:

Mercados abrangidos pela empresa, características atuais e tendências futuras, oportunidades e perspectivas.

Concorrência ou competição, isto é, empresas que atuam no mercado, disputando os mesmos clientes, consumidores ou recursos.


A conjuntura econômica, tendências políticas, sociais, culturais, legais etc., que afetam a sociedade e todas as demais empresas. 


4. Formulação das Alternativas Estratégicas 


Nesta quarta fase do planejamento estratégico formulam-se as alternativas que a organização pode adotar para alcançar os objetivos organizacionais pretendidos, tendo em vista as condições internas e externas. As alternativas estratégicas constituem os cursos de ação futura que a organização pode adotar para atingir seus objetivos globais. 


De um modo genérico, o planejamento estratégico da organização refere-se ao produto (bens que a organização produz ou serviços que presta) ou ao mercado (onde a organização coloca seus produtos ou bens ou onde presta seus serviços). 


O planejamento estratégico deve comportar decisões sobre o futuro da organização, como:


- Objetivos organizacionais á longo prazo e seu desdobramento em objetivos departamentais detalhados. 

- As atividades escolhidas, isto é, os produtos (bens ou serviços) que a organização pretende produzir. 

- O mercado visado pela organização, ou seja, os consumidores ou clientes que ela pretende abranger com seus produtos. 

- Os lucros esperados para cada uma de suas atividades. 

- Alternativas estratégicas quanto às suas atividades (manter o produto atual, maior penetração no mercado atual, desenvolver novos mercados). 

- - Interação vertical em direção aos fornecedores de recursos ou integração horizontal em direção aos consumidores ou clientes. 

- - Novos investimentos em recursos (materiais, financeiros, máquinas e equipamentos, recursos humanos, tecnologia etc.) para inovação (mudanças) ou para crescimento (expansão).


Sem duvida alguma o planejamento se utilizado de forma correta, pode ser uma eficaz ferramenta na gestão empresarial e aumentar consideravelmente as chances de sucesso de novas empresas. 



Espero que esse texto ajude aos jovens empreendedores no caminho para o sucesso de seu negócio.



Copiado: http://www.administradores.com.br/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Crie um Bom Plano de Ação

Como de costume, gosto de iniciar meus artigos identificando o real sentido das palavras que formam a base do que escrevo. Portanto, precisamos ter um entendimento assertivo sobre a interpretação dessas duas palavras.
  • Plano significa arranjo ou disposição geral de uma obra, projeto, desígnio, intenção e ação é movimento ou atividade para obter determinado resultado, é a influência ou efeito sobre algo ou alguém.

Portanto, Plano de Ação (PA) nada mais é que um conjunto de atividades a serem desenvolvidas que determina como e com que intenção o resultado será impactado pelas atividades. Complementando, pode-se dizer ainda que é uma tentativa organizada de exercer controle sobre algo.
  • Um bom plano de ação então precisa ser objetivo, simples, direto, realista e acima de tudo plausível.

Ele deve conter alguma padronização afim de que se tenha uma lógica construtiva que resulte no controle desejado, que resulte na influência que se queira desenvolver sobre algo.
Uma das características mais fortes dele diz respeito as ações traçadas.
Existem alguns tipos principais delas, a citar:
  • Ações Temporárias de Contenção (ATC)

Por exemplo, se o objetivo é diminuir a incidência de defeitos por sujeira de óleo num determinado processo, uma ATC é a inspeção criteriosa no final da cadeia, isso apenas, e depende de como seja aplicada, influencia o resultado final, mas não atua na causa raiz do problema.
Não significa dizer que não sejam importantes, pelo contrário, mas que são apenas ações paliativas, que não mudam o status quo do processo, apenas “manipula” seu resultado e mais importante ainda, protegem o cliente.
Esse tipo de ação deve ser tomada como forma de estancar o impacto da atividade, deve ter uma durabilidade predeterminada, se possível com início e final programado, geralmente coincidindo seu final com a implantação das ações efetivas de controle.
Observação crítica: Não transforme a ATC em rotina, em absoluto a incorpore no dia a dia. As ATC´s são onerosas e geram custo, pois fogem do padrão aceitável de desempenho.
  •  Ações Efetivas de Controle (AEC)

São ações cujo foco é o controle de uma determinada variável, que ajudam ou influenciam diretamente o resultado final, pois, exercem impacto direto no objeto alvo. Se corretamente implantadas dão total poder de manipulação ao gestor.
Uma AEC efetiva, para o mesmo exemplo, seria aquela que descobrisse que o real motivo da sujeira seria um vazamento em uma das máquinas. Desta forma, o conserto da máquina eliminaria o problema.
Mas como saber se realmente foi controlado? Por mais que pareça óbvio, as vezes a descoberta de um problema não indica o real causador.
Pode-se descobrir o vazamento de óleo em uma outra máquina, que não seja a causa raiz, mas que efetivamente também gere perdas.
O que isso significaria? Significaria então que se descobriu o que não se é. Óbvio? Nem tanto. Em problemas complexos, a eliminação de uma possível, ajuda na restrição mais apurada das reais causas.
Num processo com muitas máquinas, variáveis, uma delas, apesar do problema, pode não ser o que realmente se busca. Será, portanto, menos um ponto crítico de análise para aquele momento. Menos dispersão e mais foco. A AEC então deve ser testada e retestada para ser validada.
O correto seria a verificação do resultado final a partir de seu controle. Se corrigido o vazamento o defeito some, diminui a inciência ou atenua apenas as características? Caso encerre, tem-se a causa raiz, caso apenas diminua a ocorrência ou altere as características, tem-se múltiplas variáveis, e isso indica se outras ações precisam ser tomadas ou não, se a AC precisa ser continuada ou não.
Observação crítica: Faça um teste de controle efetivo quando supor encontrar a causa raiz e lembre-se que controle é manipulação. Conheça as características do objeto manipulado e faça com que o resultado saia conforme sua ação sobre ele.
  •  Ações Efetivas de Prevenção (AEP)

Estas ações geralmente configuram um complemento do PA. São as responsáveis por prevenir que este problema ocorra novamente.
Seria, neste caso, a revisão da periodicidade da manutenção preventiva da máquina ou revisão do treinamento do operador que lida com ela diariamente.
São tão importantes quanto as outras já que focam na melhoria do sistema, na não reincidência da causa raiz.
Observação crítica: Incorpore as AEP´s na rotina, são elas que tornam seu processo mais robusto e confiável.
Quanto a estrutura física do PA lembre-se que um bom plano de ação deve possuir:
  1. AEC e AC sem excessos;
  2. AEP incorporadas à rotina;
  3. Prazos definidos para cada ação;
  4. Identificação dos envolvidos em cada ação;
  5. Indicação do como determinada ação será posta em prática
  6. Indicação da progressão e o resultado das ações ao longo do tempo;
  7. Histórico registrado, para posteriores consultas e evidência em auditorias.
Tendo essas observações em mente, tenha um bom trabalho e uma boa execução de seu PA.
Por - João Paulo de S. Silva  - http://www.qualidadebrasil.com.br

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

15 Conselhos Uteis para Administração de Novos Negócios.


Com 27 milhões de empresários ou de pessoas envolvidas na concepção de um negócio próprio, o Brasil é o terceiro colocado em número de empreendedores entre os 54 países mais importantes do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Somente em 2012 foram criadas mais de 1 milhão de empresas em território brasileiro. São Paulo é o estado com o maior número de novos negócios, mais da metade no setor de serviços.
Com o objetivo de contribuir para manter o alto índice de empreendedorismo, o Sindicato das Empresas de Contabilidade e Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP) preparou uma lista com 15 dicas que podem valer o sucesso de um empresário iniciante.
"O Brasil é um país cheio de burocracia. Para superar os obstáculos é preciso foco, profissionalismo, conhecimento e cautela para conquistar mercado, fazer a empresa crescer e ganhar credibilidade", afirma José Chapina Alcazar, presidente do Sescon-SP.


1. Identificação do negócio
Inicialmente, identificar uma vocação e um desejo é importante porque é fundamental trabalhar com satisfação e não somente para ganhar dinheiro. "Buscar uma área de sua afinidade é um bom começo", aconselha Chapina Alcazar.

2. Conhecer bem a área de atuação

Definido o segmento, é importante obter o máximo de conhecimento sobre o futuro negócio. Segundo o presidente do Sescon-SP, é preciso observar a atuação da concorrência, pesquisar se o local não está saturado, identificar os hábitos e a carência dos consumidores. "É importante também mapear oportunidades e dificuldades, participar de cursos, palestras e buscar capacitação sobre todas as questões que envolvem o nicho específico e o empreendedorismo em geral."
3. Plano de negócios 
Com os dados colhidos na pesquisa, elaborar um plano de negócios mais claro e detalhado possível, documentando estratégias para concretizar os objetivos: aspectos financeiros, administrativos e de marketing. "Este documento servirá como guia para o empreendedor."

4. O apoio da Contabilidade

O auxílio de uma boa assessoria contábil no momento de abertura do negócio é fundamental. Ela apontará os meios para a formalização do negócio em âmbito municipal, estadual e federal. "O contador profissional ajudará no planejamento e indicará caminhos para a legalidade, o crescimento e o sucesso. Independentemente do porte da empresa, não se pode abrir mão da escrituração contábil, uma poderosa ferramenta do Estado para fiscalização e para tomadas de decisão do empresário", garante Chapina Alcazar.

5. Formalização

A formalização é mais que uma questão legal. Uma empresa informal fica de mãos atadas, sem oportunidades de crescer. De acordo com o presidente do Sescon-SP, "legalizada, a organização pode trabalhar sem preocupação com fiscalização, tem acesso facilitado a créditos, pode participar de concorrências e ganha a credibilidade do mercado".

6. Ponto adequado

Antes da aquisição ou locação do imóvel onde a atividade será exercida é preciso verificar se não há desacordo com a legislação de zoneamento da cidade ou se o "habite-se" está alinhado à atividade. Caso contrário a empresa terá problemas para obter a licença de funcionamento.

7. Escolha adequada do regime de tributação

Ao optar acertadamente entre os regimes de apuração de tributos do Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional, as empresas conseguem reduzir significativamente a sua carga tributária. Esta escolha deve sempre levar em consideração o orçamento e o resultado desejado pelo empreendedor, não deixando de considerar o custo de todos os tributos incidentes sobre a atividade, mercadorias comercializadas e despesas com salários, por exemplo. Chapina Alcazar adverte: "é importante lembrar que nem sempre a melhor opção é o sistema simplificado".

8. Controles internos de gestão

Ao lado da escrituração contábil, a adoção de controles internos de gestão é essencial para o negócio e necessária para a boa prestação de contas ao fisco. Controle de estoque, do quadro de colaboradores, de caixa e outros auxiliam as tomadas de decisão.

9. Controle do fluxo de caixa

O empresário precisa ter atenção especial ao fluxo de caixa, sempre contabilizando os recursos que serão destinados aos impostos, ao pagamento de funcionários, décimo terceiro e reserva para emergências. É preciso entender a sistemática do mercado e do nicho de atuação nas compras a prazo, sempre trabalhando com prazos que permitam que o montante das vendas entre em caixa antes do vencimento das compras. "Questão vital neste item é nunca envolver dinheiro da pessoa física no negócio", alerta o presidente do Sescon-SP.

10. Qualidade

É preciso sempre investir na qualidade, tanto nos serviços como no atendimento. Para Chapina Alcazar, muito mais importante do que conquistar novos clientes é fidelizar os atuais."Serviços de excelência sempre fazem o cliente voltar."

11. Profissionalização

Não importa o tamanho da empresa, a prioridade é a profissionalização do negócio. Além de criar condições para solidez e crescimento, esta medida é fundamental visto que a evolução da inteligência fiscal brasileira permite inúmeras possibilidades de cruzamento de dados e exige uma postura cada vez mais séria do novo empresário.

12. O que é lucro? Utilize comparativos

A realização de um orçamento trimestral ou anual constitui uma grande ferramenta para o empreendedor, pois permite análises e comparações mês a mês, além da adoção de medidas para que o giro de produtos e serviços possa cobrir despesas como taxas, tributos, aluguel, assessorias, entre outros.
Demonstração simplificada:
* Vendas do mês - compras do mês = lucro bruto
* Lucro bruto - despesas gerais = lucro líquido
Dessa forma, o lucro líquido fica disponível para novos investimentos na empresa ou para divisão entre os sócios.

13. Invista na equipe

A equipe de colaboradores pode ser fator de sucesso ou de fracasso do novo empreendimento. "Contrate pessoas que querem crescer, motive e ofereça treinamento. Envolva a equipe em seus objetivos e metas", acrescenta Chapina Alcazar.

14. Inquietação

A inquietação motiva o crescimento. "Estar atento às novidades, ao comportamento do mercado e às mudanças de hábitos dos consumidores é muito positivo."

15. Aprimoramento

O aprimoramento profissional é um item de ouro para trabalhadores e também para o empreendedor. "É importante entender seus pontos fracos e buscar aprendizado, além de investir em conhecimento, especialmente em gestão", finaliza Chapina Alcazar. 
Por - Redação Administradores - http://www.administradores.com.br

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

11 Sinais de que a sua Empresa não está no caminho certo


Trabalhar com um sentido e com um objetivo é algo determinante no seu negócio. Já referi aqui muitas vezes no blog, que você precisa de parar e pensar para onde está indo ou para onde quer chegar. 

Só assim, conseguirá delimitar todos os passos necessários para atingir essa meta. 

Quem tem um site na internet com venda de produtos ou trabalha como freela, sabe o quanto é difícil conquistar o mercado nos dias que correm: o trabalho não pára, os clientes são exigentes e a concorrência é enorme. Então, como fazer para levar a sua empresa ao sucesso.


Acredito, que uma análise para saber se a sua empresa está caminhando no sentido correto pode ser extremamente benéfico. Além de analisar os pontos positivos – esses são mais fáceis de serem visualizados – o empreendedor também deve ter em atenção os aspetos negativos da sua empresa, tais como:
  • Reclamações de clientes.
  • Se o plano de Marketing está dando certo.
  • O que está originando os problemas de entrega nos produtos.
  • Se os clientes por norma voltam a comprar no seu site ou apenas fazem a compra uma vez
  • Como melhorar a margem de lucro se ela for muito reduzida.
Enfim, existem inúmeras métricas que podem ser testadas e estudadas, melhorando a sua empresa. No artigo de hoje, vou falar sobre os 11 sinais principais que você deve ter cuidado na hora de analisar a sua empresa. Apesar de podermos analisar vários, vamos focar-nos apenas neste 11, que a meu ver são os principais, facilitando a sua análise.

1. VOCÊ NÃO ESTÁ FAZENDO LUCRO

Se tudo der certo, vão existir muitos meses que a sua empresa conseguirá bater o recorde de vendas. Contudo, o empresário deve ter em conta que isso nem sempre representa um dado positivo. Conseguir muito dinheiro pode ser bom, desde que as suas despesas não ultrapassem ou cheguem perto desse valor. Por exemplo, se eu gastar 5 mil reais por mês em Adwords e a minha loja de e-commerce render 4 mil, eu poderei ter aumentado as minhas vendas, mas continuarei perdendo mil reais a cada mês.

Se você não está tendo lucro, a primeira coisa que deve fazer é perceber se essa situação é temporária ou não. Ou seja, se você está gastando mais dinheiro em publicidade do que está ganhando, essa poderá ser uma situação temporária, em que você investiu mais do que o normal para que no futuro consiga um maior número de clientes. Nesses casos, não existe qualquer problema. Ainda há pouco tempo aqui em Portugal, um hipermercado colocou todos os seus produtos com 50% de desconto. O resultado foi o prejuízo de 10 milhões de euros em apenas um dia. No entanto, arruinou completamente com a concorrência nas semanas seguintes e ainda conseguiu muita publicidade, que nesse caso até poderia ter custado mais do que 10 milhões euros. Neste caso, a perda de dinheiro foi positiva porque os ganhos indiretos foram maiores.

A situação complica quando este balanço negativo é algo recorrente. Nesse caso, talvez esteja na hora de você fazer um planilha e tentar perceber no que poderá reduzir para conseguir equilibrar essa balança. Aí, você conseguirá chegar à conclusão se o seu negócio é viável ou não. Os jornais são outro exemplo claro neste género de situações. Grande parte dos jornais não dão lucro. No entanto, os seus donos sabem que esse negócio não é para dar lucro, mas sim para conseguir outros gêneros de benefícios. De acordo com a agência americana para os pequenos negócios, grande parte das empresas não conseguem ter lucro nos primeiros cinco anos. Veja se você está sendo uma delas.

2. VOCÊ NÃO FALA COM OS SEUS CLIENTES

Sei que vivemos no mundo da internet e que uma simples venda pode ser feita com apenas um clique. No entanto, jamais devemos perder aquele contato pessoal com o cliente. Há poucas dias, dei o exemplo do David Camelô. Este empresário, trata os seus clientes de forma única e foi isso que fez o seu sucesso crescer de uma forma tão rápida. Na internet, você também pode ter esse diferencial. Numa era em que grande parte dos donos dos negócios respondem quase de forma automática, uma relação mais próxima pode ser essencial para conquistar o cliente e acima de tudo, saber o que você está fazendo de errado. Não caia no erro de pensar que você sabe tudo sobre o seu negócio. Ninguém se interesse pelo que você acha. O importante é mesmo a opinião do seu cliente, pois é ele que vai comprar os seus produtos/serviços.

3. NÃO AMA O QUE FAZ

Esta é uma questão bastante debatida, mas que pode estar claramente na origem da sua falta de sucesso. Você realmente ama aquilo que está fazendo? Se não o faz, saia rapidamente da corrida pois a paixão com que se lidera uma empresa é preponderante. Um estudo publicado na edição portuguesa da revista Exame, referiu que os empresários trabalham, em média, 61,1 horas por semana! Se você trabalhar de segunda a sábado, isso dará mais de dez horas por dia! Ou seja, ter aquela ideia de trabalhar apenas das nove às cinco está completamente fora de hipótese se for o dono de uma empresa. Mas para conseguir triunfar e produzir durante 10 horas é necessário paixão pelo que faz. Sem ela, dificilmente irá aguentar essa “carga”.

4. TEM DIFICULDADE EM ACEITAR CRÍTICAS

Se decidir criar uma empresa, tenha isto em mente: você será criticado até ao último dia em que trabalhar nela. Com o passar do tempo, a quantidade de críticas vai diminuindo, mas elas jamais desaparecerão. Todos temos aquele cliente chato ou aquela pessoa que está sempre reclamando, mesmo quando você faz tudo certo. Isso é normal, faz parte. Por isso, aceitar críticas deve ser algo presente no seu ADN de empresário. Se você acha que ainda precisa de evoluir neste campo, aconselho que leia este nosso artigo sobre como aceitar as críticas.

5. VOCÊ NÃO SE INTERESSA COM OS SEUS CLIENTES

Lembre-se: atendimento e atenção ao cliente é algo determinante. Como referi no ponto acima, só assim você conseguirá destacar-se dos seus concorrentes. Isto porque é mais difícil conquistar um cliente novo do que manter um que já tenha feito negócio consigo. A Zappos é um grande exemplo disso mesmo. Esta empresa norte-americana facilita ao máximo o processo de devolução, não pedindo em grande parte dos casos sequer uma justificação para a devolução do produto. Não foi ao acaso que conseguiu a nota máxima num estudo sobre satisfação dos clientes nos EUA. Portanto, volto a frisar este ponto: dê atenção aos seus clientes e preste um serviço mais pessoal. Isso fará a diferença.

6. AS PESSOAS NÃO FALAM SOBRE A SUA EMPRESA

“Quem não é falado, é esquecido”. Ser falado, por norma, é sinónimo de bons ou maus resultados. Uma das duas coisas deve ser. De preferência, convém que a sua empresa seja falada pela primeira opção. A melhor forma de isso aconteceu é pelo marketing de boca a boca. O amigo que conta ao amigo e que depois conta a outro amigo é uma forma bastante interessante (e eficaz) de conseguir publicitar a sua empresa a custo zero. O melhor exemplo disso mesmo é o Google. Você não utiliza o Google porque viu uma publicidade, mas sim porque alguém disse a você que era um bom site para você utilizar. Isso é fruto do bom trabalho desenvolvido pela empresa.

7. VOCÊ NÃO É ÁGIL O SUFICIENTE

Se você prestar atenção a um bom empreendedor, seja ele qual for, você verá que ele é uma pessoa muito ativa, prática e sempre disposta a concluir mais uma tarefa. Se você quiser fazer sucesso, necessita de ser proativo e estar sempre pronto para fazer mais alguma coisa que possa ajudar o seu negócio. Mas ser agil não significa apenas conseguir fazer várias tarefas. Ser ágil é também sinónimo de saber adaptar-se às circunstâncias. Perceber que ter dias menos bons faz parte do percurso e que por vezes temos de adotar o nosso plano de negócios inicial às exigências do mercado.

8. OS SEUS PRODUTOS SÃO DEMASIADO CAROS

Em algumas ocasiões, referi aqui no blog o quão importante é você não se basear em preços baratos para vender os seus serviços. Isto porque essa opção a longo prazo é claramente “um tiro no pé”. Contudo, você também não deve ter produtos demasiado caros, pois eles acabarão por afastar os possíveis clientes mal eles encontrem um concorrente que faça a um preço mais baixo.
Uma das formas de conseguir manter os seus produtos mais baratos é organizando de forma correta as suas finanças. Isto porque, nem todos os meses são iguais e certamente irão existir momentos menos positivos a nível financeiro para a sua empresa. Uma boa gestão financeira poderá fazer milagres na hora de definir os preços.

9. GASTA MAL O SEU DINHEIRO

Uma boa gestão empresarial também é feita de escolhas. Cabe a si, enquanto empreendedor, perceber onde é melhor investir. O problema é que muitos empresários não sabem minimamente como fazê-lo. Acabam gastando menos para terem um empregado medíocre em vez de gastarem mais para terem um emprego excelente, que mais tarde trará melhores resultados à empresa. Esta lógica aplica-se também na compra de computadores para o seu ambiente de trabalho ou na compra do software para trabalhar. Analisar e pensar a longo prazo são bons conselhos na gestão financeira.

10. NÃO SABE COMO DELEGAR

Se o seu negócio cresceu de forma consistente, irá chegar uma altura em que você precisará de delegar as suas tarefas. E é neste preciso momento que muitas pessoas acabam deixando o seu negócio ir ao fundo. Saber delegar não é algo fácil, nem que se consiga à primeira. É necessário aprender a fazê-lo, tal como aprendemos a escrever um artigo ou a escrever uma reportagem. Além disso, não importa o quão inteligente você seja: você jamais será capaz de vencer em todas as frentes.

11. VOCÊ ESTÁ NO SEU PRIMEIRO NEGÓCIO

Lamento informar, mas as probabilidades de você triunfar no seu primeiro negócio são mínimas. Um estudo publicado pela Sebrae referiu que 80% dos primeiros negócios acabam por fechar ao fim de dois anos. E mesmo que você tente de novo, as suas chances de sucesso apenas sobem para 34%. Por isso, é normal que você sinta grandes dificuldades na sua primeira empresa, mas veja isso como “parte do processo”. O meu conselho vai para que fale com alguém mais experiente e que consiga dar-lhe conselhos sobre este sua nova fase da carreira.
Espero, com estes 11 itens, ter conseguido alertá-lo para todos os pontos que você deve ter em atenção na hora de analisar o seu negócio. Criar e fazer crescer uma empresa não é um percurso fácil, mas também é algo bastante motivador e que seja muita atenção por parte do empresário.

E você, que sinais costuma analisar na sua empresa? Já tinha verificado algum destes?

Por: Luciano Larrossa - 
Freelancer e Produtividade