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De um lado está você, do outro, a empresa. E no meio, seu chefe. Algo bastante comum no mundo corporativo é apesar do profissional se identificar com os valores da empresa, ele não combina com o superior. Entretanto, há uma solução para isso.
A coach Susana Azevedo explica que não é porque o profissional e o chefe não tenham os mesmos valores que eles não possam trabalhar em conjunto, é preciso, apenas, ajustar alguns pontos. A primeira coisa a fazer é identificar quais os problemas que você tem com seu chefe e entender até que ponto ele está aberto para uma conversa.
Eduque seu chefe
Caso o canal seja aberto, é importante conversar e esclarecer o que acontece. Nessa reunião, leve os pontos levantados e tente embasar seus argumentos para não parecer reclamações infundadas. Caso a situação não seja tão simples assim, o profissional tem que “educar seu chefe”, diz Susana.
Muitas vezes, por exemplo, os profissionais encontram no meio da sua trajetória profissional chefes workaholics, que não ficam satisfeitos quando não trabalham muitas horas a mais do que o expediente. Apesar disso, a empresa nem sempre exige esse tipo de postura dos seus colaboradores. O problema é que você trabalha diretamente com o seu chefe e nem sempre é fácil desconsiderar os valores dele.
A solução, então, é educá-lo. Isso quer dizer que o profissional tem que aprender a dizer alguns ‘nãos’, mas de forma inteligente. Quando o chefe liga no final de semana, perguntando sobre algo que poderia ser feito na segunda, fale que está com sua família e tente mostrar o quão inapropriada é essa ligação.
Quer agradar? cuidado
Quando você já está horas além do expediente e o chefe pede mais alguma coisa, questione-o sobre a real urgência da demanda. Normalmente, os profissionais acabam aceitando tudo que o chefe manda e fazendo tudo que ele quer, independente se extrapola seu horário de trabalho, pois querem mostrar serviços a agradar o chefe.
Esse comportamento, porém, não é uma boa estratégia, pois após algum tempo o profissional acaba se estressando podendo, inclusive, perder a compostura. Pensando exatamente em evitar qualquer tipo de confusão futura, ele tem que deixar bem claro - desde o começo -, quais são seus valores.
Dizer 'não' para um chefe, porém, não é algo tão simples. Porém, há estratégias para isso. Susana explica que deixar tudo bastante claro, sempre vai ajudar o funcionário. Na prática, se você sentar com o chefe e definir suas metas e prazos, fica mais fácil lidar com ele.
Ainda, defina com ele como será sua avaliação. Se você for avaliado pela entrega do trabalho e entregá-lo, você consegue lidar com o modelo workaholic de trabalhar do seu chefe. Isso porque, a avaliação não vai considerar quantas vezes você ficou trabalhando até mais tarde, mas, sim, se você entrou o trabalho no prazo.
Susana aconselha que o profissional tente planejar e acordar com o chefe suas metas de curto, médio e longo prazo, pensando sempre na sua avaliação.
Por fim, lembre-se que você não está sozinho. Caso o chefe esteja realmente abusando, procure o RH. As empresas querem resolver a situação. E quando descobrem que possuem líderes que não compartilham dos mesmos valores, se articulam para resolver a situação.
Ainda, é interessante acionar sua rede de contatos, ou seja, seu networking dentro da própria empresa. Outros profissionais que têm poder de decisão na empresa devem saber o que está acontecendo, e eles podem lhe auxiliar a reverter a situação.
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Este Blog foi criado para postar idéias na área de Administração de Empresas, Empreendedorismo, Esporte e outras Informações de cunho Social, Técnico, Cultural e Dicas para Profissionais e Estudantes de Administração.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
A situação com o chefe está complicada? Aprenda a educá-lo!
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Startups: o que, de fato, são vantagens competitivas?
Saber quais são as vantagens competitivas da sua startup é fundamental, apresentar isso para um investidor também é um requisito, e se realmente forem diferenciais, somam muitos pontos a seu favor
Quando uma empresa tem uma rentabilidade sustentável acima da média da indústria, podemos dizer que ela tem uma vantagem competitiva sobre os concorrentes. No fim das contas, é exatamente isso que qualquer empreendedor busca. Um secret sauce, ou - em bom português - uma fórmula secreta para se diferenciar dos concorrentes.
Saber quais são as vantagens competitivas da sua startup é fundamental. Apresentar isso para um investidor também é um requisito. E, se realmente forem diferenciais, somam muitos pontos a seu favor. Infelizmente, a realidade é que a maioria dos empreendedores ainda apresenta diferenciais que não são diferenciais. O que são consideradas vantagens competitivas?
Existem três formas básicas de se diferenciar:
Custo
Ter liderança em custos significa entregar exatamente o mesmo produto/serviço a um custo inferior aos concorrentes. Apesar de ser um diferencial, a diferenciação (abaixo) não pode ser esquecida, pois uma briga entre concorrentes puramente em busca de custos mais baixos pode quebrar uma empresa ou até todo um setor.
| Imagem: Thinkstock |
Diferenciação
Oferecer um valor superior em serviços ou produtos dos concorrentes e que esse não seja somente custo. Como diferenciação custa dinheiro, é natural que seja cobrado mais em busca de maiores margens e lucros.
Foco
Quando a empresa destina-se exclusivamente a atender um determinado segmento ou grupo de segmentos. Funciona bem quando grandes empresas não têm tempo ou interesse em dar uma melhor atendimento a este segmento.
Quando uma empresa não consegue desenvolver diferenciais, ela é facilmente replicada e pode rapidamente perder espaço no mercado. Para isso não acontecer, é necessário unir habilidades e recursos superiores aos concorrentes, que consequentemente se transformará em valor.
Os recursos são ativos da empresa utilizados para criar uma vantagem em custos ou diferenciais. Especificamente aqueles que dificilmente outras empresas conseguiriam criar, podemos citar:
- Patentes
- Conhecimento
- Base de clientes
- Reputação
- Marca
É fundamental que a sua startup defina qual é a estratégia competitiva que ela busca. Cada um desses segmentos tem consequências bastante diferentes. Muitas startups utilizam a estratégia "deixa a vida me levar" e é muito comum que empresas fiquem empacadas no meio de todas as estratégias. Se você estiver nessa situação, saiba sair rápido, pois esse é um destino certo para o insucesso.
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21 Lições de Bill Gates, o homem que revolucionou a tecnologia
Por que Bill Gates é considerado um empreendedor visionário?
Você sabia que Bill Gates foi convidado uma vez por uma escola secundária para uma palestra? Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens.
Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero.
Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero.
Boato ou não da internet vale à pena conferir esses 11 itens:
- 1. A vida não é fácil — acostume-se com isso.
- 2. O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
- 3.Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
- 4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
- 5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
- 6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
- 7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
- 8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!
- 9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
- 10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
- 11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.
Confira também o livro, os 10 segredos de liderança e gestão do homem que revolucionou a tecnologia:
- 1. Esteja no lugar certo na hora certa.
- 2. Apaixone-se pela tecnologia.
- 3. Não faça prisioneiros.
- 4. Contrate gente muito inteligente.
- 5. Aprenda a sobreviver.
- 6. Não espere agradecimentos.
- 7. Assuma uma posição visionária.
- 8. Cubra todas as bases.
- 9. Construa uma empresa do tamanho de um byte.
- 10. Nunca, jamais, perca a bola de vista.
Conhecer a maneira como Bill Gates concebeu a Microsoft e a fez crescer parece ser uma boa reflexão para qualquer empresário, executivo ou administrador. Receber essa história de maneira resumida torna-se ideal. Este livro faz exatamente isto: exprime de maneira concisa a visão de Gates como executivo e administrador.
FONTE: JORNAL DO EMPREENDEDOR. - http://darleisimioni.blogspot.com.br
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
Você está confortável? CUIDADO
Tudo bem, impossível negar que estar confortável é objetivo de todos, mas que é um grande risco não tenham dúvida!
Um dos exemplos que utilizo para demonstrar a importância da Competitividade para o mercado em geral, parte do seguinte: Porque recordes mundiais normalmente são batidos em competições internacionais?
Algumas opções:
- defendo o meu país;
- cobertura de mídia;
- importância do evento, etc.
Mas a resposta que melhor atende é: porque estão presentes os melhores do mundo. Na largada, por exemplo, há competidores que tem uma retrospectiva de tempos melhores que os meus. Isto é, se naquele momento eu não fizer mais do que jamais fiz em qualquer outra competição, eu estou fora do jogo. É nesse momento que consigo fazer mais, consigo me superar e, bater o recorde mundial.
E assim foi descoberta a maior invenção para a competitividade das empresas. Chama-se “Concorrente”!
Se a concorrência é forte então minha empresa é forte, desenvolvida, competitiva. Se a concorrência é fraca a minha empresa se acomoda!
E isso vale para nós, profissionais!
Então muito cuidado. Se estivermos nos comparando com perfis baixos podemos até nos sentir muito satisfeitos, por um tempo, mas á primeira solicitação de maior exigência e competitividade não conseguiremos enfrentar.
O que estamos dizendo é que precisamos de fatos que nos mobilizem e nos mova para a ação. O comportamento de acomodação é típico do ser humano. Precisamos de algo que nos incomode, nos mova!
Eventualmente nas palestras e cursos que desenvolvo comento com o público se não seria ótimo se não tivéssemos febre. A princípio alguns incautos afirmam que sim, seria ótimo. Mas se fosse assim todos estaríamos mortos. Afinal, o que é a febre senão um aviso!
A febre é um sintoma que nos informa que algo não está bem. Que precisamos buscar respostas para essa disfunção. Se não houvesse febre teríamos a doença e não saberíamos. A febre é ruim? Não, a febre não é ruim, pode ser incomoda, mas ela nos avisa de problemas. É um sintoma, um alarme.
O sintoma, portanto, pode ser incômodo, mas não é dispensável.
Mais do que isso, o incômodo é necessário e, desejável!!!
Desejável porque nos permite focar e agir. A ação deve ser valorizada, sobremaneira, como o divisor entre a intenção e o resultado.
Tudo na vida tem seu contraponto. Viver a vida é administrar esses altos e baixos perfeitamente normais e esperados.
A acomodação é um estado natural para a maioria dos seres humanos. É uma tendência, da mesma forma que procuramos o “estar confortável”.
A acomodação não é mal por principio, pois, conforme Jean Piaget, pode ser vista como uma adaptação ao meio, mas pode se tornar uma limitação auto imposta e perigosa para o desenvolvimento em si.
A acomodação perigosa é aquela que nos tira os desafios do alvo e nos faz “aceitar” o que nos é imposto.
Essa acomodação pode surgir por limitações auto impostas (isto é, não consigo, não é para mim, é melhor não arriscar) e outras situações causadas, frequentemente, por uma baixa autoestima.
Em outra situação pode ser causada por se ter facilidade em conquistar as coisas, ou, ao contrário, dificuldade excessiva para isso.
Interessante também é a acomodação causada por uma posição diferenciada por regalias como: disponibilidades de horários, ausência de pressão ou um salário muito bom (costumo dizer que o pior que pode acontecer á um bom profissional é um salário acima da média, porque lhe retira o desafio do crescimento e, ás vezes, até a contestação).
Em suma, estamos sempre sendo atraídos para a acomodação e, consequentemente, a estagnação.
Precisamos ter pessoas, conosco, que não tenham visto o que já foi e que não se sintam acomodados pelo “status quo”. Aliás, temos que ter pessoas que se sintam incomodadas com situação atual e com isso mobilizem-se para gerar o movimento de mudança.
A história nos presenteia com exemplos nos quais o movimento de criação precisa de um estímulo. Entre os grandes mestres, como, por exemplo na música, a criatividade foi alvo de dilemas, dificuldades e busca de soluções.
Na psicologia, Jung, na sua abordagem sobre seus tipos psicológicos nos brinda com uma observação interessantíssima, principalmente quando analisa o Tipo Intuição Introvertida, um de seus tipos mais significativos que conta, entre seus representantes mais típicos: o feiticeiro que guia o destino da sua tribo, os profetas e os artistas visionários.
A autora Nise da Silveira, no seu livro Jung – Vida e Obra, (1974 – José Álvaro Editor), observa “a experiência demonstra que se um Mecenas põe o artista visionário ao completo abrigo da luta pela vida, sua função superior decai e sua atividade criadora estanca”. E este é um tipo psicológico, conforme Jung, de muita contribuição para o futuro e a modernidade.
As pessoas precisam de desafios, a criatividade precisa de espaço e as empresas precisam de pessoas criativas. Parece uma equação simples, mas demanda necessidades muito específicas e o comprometimento da gestão, da alta gestão, principalmente porque investe coragem de ação.
E se ninguém tem feito por Você nenhuma ação para liberá-lo da acomodação, faça Você mesmo. Não espere o futuro chegar. Você tem que construí-lo hoje
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Os 7 erros mais comuns de um profissional mal sucedido
Veja o que você não
deve fazer jamais para se dar bem na carreira
Já escrevi diversos artigos sobre liderança,
concentrando-me em geral nos escalões mais altos, tais como gerência e
diretoria. Gostaria de mudar um pouco o foco, atendendo a hierarquia de maneira
mais generalizada, apontando dicas para que um novo funcionário, seja em outra
área ou empresa, possa se destacar frente a seus colegas de trabalho.
Escrevo com base em minha experiência já um tanto larga como gestor de pessoas,
as quais me permitiram uma visão privilegiada do comportamento de diversos
profissionais. Ajudou-me o viés acadêmico por meio das lentes de professor
universitário, observando, analisando e comparando situações do cotidiano,
relatadas abaixo. Vejamos então, sete dicas do que não fazer para se dar bem.
Cuidar somente do próprio quintal: duvido quem nunca tenha escutado a célebre frase: "isto não é minha
responsabilidade". Apesar dos colegas que abusam da boa vontade dos bem
intencionados, dispará-la ao primeiro questionamento não é a melhor atitude.
Avalie e veja realmente se o problema não é de sua alçada, assim poderá
colaborar.
Ter medo de errar: compartilho a frase que ouvi de diversos
gestores: "prefiro os que erram por fazer aos que não fazem por medo de
errar". O erro, dentro de padrões aceitáveis, demonstra a próatividade do
colaborador. O gestor competente deve aproveitá-lo para apontar, corrigir a
rota e sugerir melhorias. Isto não justifica persistir no erro, lembre-se.
Não querer se molhar: imagine a situação: fechamento mensal de
vendas em uma distribuidora numa sexta-feira, quase final do expediente. O
frenesi toma conta de todos, cujo objetivo é fechar as metas propostas. Agendar
uma sessão de acupuntura, ou sair mais cedo para ir à praia, pode demonstrar
que prefira ficar alheio. Imagine quem não será lembrado em uma eventual
promoção...
Trazer a farinha, não o
bolo ou a receita: conheço
colaboradores que adoram trazer problemas para a chefia imediata,
apresentando-os e cobrando sua resolução. Saliento a estes que já tive diversos
funcionários, os quais traziam o bolo pronto ou pelo menos algumas receitas
para prepará-lo. Infelizmente já não os tenho em minha equipe, uma vez que
invariavelmente progrediram em suas carreiras.
Preferir o meio de campo: apesar da importância em jogar pelo time,
trazer resultados individuais certamente fará com que se destaque na equipe.
Engana-se que apenas os que trabalham em áreas de negócio ou em altas funções
podem fazer a diferença. Grandes sacadas surgem na linha de frente, a qual
convive e vive os problemas dos clientes no dia a dia. Tenha ideias, sugira,
implemente e divulgue-as.
Não ser político: apesar das notícias podres do Planalto,
algo pode ser aprendido com os nobres deputados e senadores. Alianças e
coligações devem fazer parte do seu dia a dia, independentemente do nível ou
função. Em situações de estresse e alta demanda, é o bom relacionamento que
muitas vezes fará com que seu pedido seja atendido com prioridade por outro
colega de trabalho.
Agir e não pensar: não parar de tempos em tempos para avaliar
suas atitudes e comportamentos pode ser um erro fatal. O dia a dia opressor do
mundo corporativo muitas vezes criam feridas, cujas cicatrizes nos deixam mais
intolerantes e menos sensíveis. Pare de vez em quando e converse com seu
superior, colegas e subordinados de maneira aberta, solicitando que pontuem
sobre suas atitudes e comportamentos.
Apesar da trivialidade das sugestões, há profissionais com
currículos irretocáveis que não conseguem construir carreiras consistentes,
pulando de empresa em empresa. Conheço por outro lado pessoas simples e com
baixa instrução formal, as quais, devido às características mencionadas, tornaram-se
essenciais nos locais em que trabalham. Quantas vezes você já não escolheu o
restaurante pelo garçom ou a padaria pelo simpático atendente? Pense nisto
antes de tomar sua próxima atitude.
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terça-feira, 5 de junho de 2012
OS 10 PECADOS MORTAIS DO MARKETING SEGUNDO PHILIP KOTLER

OS 10 PECADOS MORTAIS DO MARKETING SEGUNDO PHILIP KOTLER
1 – Não haver orientação para o mercado
2 – Não entender os clientes-alvo;
3 – Não definir e avaliar os concorrentes;
4 – Não se relacionar corretamente com as pessoas, dentro e fora da organização;
5 – Não descobrir novas oportunidades;
6 – Não planear devidamente;
7 – Não estabelecer políticas específicas de produto e de serviço;
8 – Não criar marcas fortes;
9 – Não avaliar a eficiência e a eficácia do marketing;
10 – Não retirar o máximo proveito das tecnologias.
Postado: http://darleisimioni.blogspot.com.br
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Os concurseiros e o desperdício de talentos
Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos.
Advertência: esse post é uma resposta aos comentários dos leitores ao post anterior, “O ônus da cultura do funcionalismo público, cuja leitura é recomendada.
Eu sabia que iria gerar polêmica. Eu sabia que iria levar pedrada. Mas alguém tem que fazer o trabalho sujo. Agradeço, de antemão, a todos que comentaram o artigo O Ônus da Cultura do Funcionalismo Público Meus amigos, apenas gerando discussões e debates, somos capazes de avançar. Aviso que irei me estender um pouco…
A minha preocupação central é justamente com a corrida em todo o Brasil por vagas no setor público cujo trabalho em nada acrescenta ao crescimento econômico do país. Quando falo de crescimento econômico, isso não desmerece a importância do serviço público ou dos funcionários públicos. Todos cumprem o seu papel na operacionalização da máquina estatal, sem a qual não viveríamos. Em nenhum momento digo que o setor público é inútil ou “inerte” (como esbravejou um leitor)…
Em 2007, a revista Veja publicou uma matéria de capa com a seguinte chamada: 5 milhões de brasileiros irão prestar concurso público naquele ano. Número de vagas? 100 mil. A Veja dessa semana aponta o seguinte número de candidatos para 2011:12 mihões! Mais do que dobramos o número de candidatos em apenas 4 anos. É muita gente para pouca vaga, e o estado tem um limite. Não é preciso criar modelos matemáticos para prever o que irá acontecer com essa turma nos próximos 10 ou 20 anos…
Outro dia soltei uma frase no Twitter que gerou uma grande repercussão e que é oportuna reproduzi-la aqui: Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos.
Para gerar crescimento econômico, é preciso investir em ciência e tecnologia, inovação e desenvolvimento de novos negócios. Esse é um postulado econômico puro e simples. Entretanto, grande parte de nossos maiores talentos, pessoas capacitadas, sente-se muito mais atraída pelo eldorado chamado serviço público, devido, principalmente, aos atrativos citados no início do artigo –(…)salário vitalício, benefícios garantidos pelo Estado, estabilidade, carga horária conveniente(…). Essas pessoas, por exemplo, poderiam contribuir para a melhoria das condições do setor privado – que é quem leva o Brasil nas costas -, seja estudando a fundo a problemática das empresas, seja colocando em prática a sua visão de excelência, servindo de exemplo e referência para outras empresas e outros profissionais.
Esse é o ponto central de meu artigo, que desenvolve a seguinte linha de raciocínio:
A instabilidade econômica e escassez de empregos ocasionam o desinteresse por empreender e a buscar empregos na iniciativa privada. Ao mesmo tempo, elevam o interesse de muitos por vagas no setor público, em virtude das “vantagens” citadas anteriormente. Um número incontável de pessoas com preparo e talento passa a se dedicar – e com uma certa obsessão – a passar em algum concurso.
Logicamente, o setor público não pode absorver todo esse contingente de pessoas.
Logicamente, alguns passam, mas a imensa maioria permanece se preparando continuamente, na espera de algum dia ser aprovado. Enquanto se preparam para os concursos, não desenvolvem habilidades e competências essenciais na iniciativa privada. Os conhecimentos que adquirem nessa jornada são rasos. Sabe mais quem sabe um pouco de tudo para poder fazer a prova, e saber um pouco de tudo é o mesmo que nada: não provoca avanços na ciência, tampouco estimula a inovação e tampouco fomenta novos negócios. Tais conhecimentos, arrisco-me a dizer, também não são úteis para promover melhorias significativas no próprio setor público. Por quê? Porque o sistema burocrático tem auto-defesas muito fortes.
Se enxergarmos a sociedade através do prisma da burocracia , iremos encontrar um grande sistema de dominação. A maior parte dos Estados contemporâneos se caracteriza por uma ordem política “nitidamente burocrática”, embora seja importante fazer a ressalva das diferenças que podem existir de base moral, legal e material de sua autoridade. Um importante pensador da Administração, Fernando Carlos Prestes Motta (já falecido), compartilhava a visão de Claude Lefort de que “a burocracia é um grupo que tende a fazer prevalecer um certo modo de organização, que se desenvolve em condições determinadas, que se amplia devido a um certo estado da economia e da técnica, mas que somente é o que é em sua essência, em virtude de uma atividade social”.
Ressalta-se, nesse conceito, a questão da atividade social fazendo menção à intenção dos burocratas de se constituírem em um grupo à parte, de um sistema de poder coletivo definido a partir de sua oposição à ausência de poder dos dominados. Cita-se também a sua intenção de se organizarem em um “sistema de mando e subordinação que estabelece diferenças materiais e de prestígio entre os membros do grupo”. Para Motta, o fenômeno burocrático caracteriza-se por um conservadorismo expresso especialmente na manutenção e expansão de uma situação de privilégio.
A essência desse fenômeno é a mesma em qualquer dos sistemas políticos das classificações usualmente feitas. No lugar de representar uma ponte entre os interesses particulares e os coletivos, a burocracia serve a seus próprios interesses – “uma corporação que se defende em oposição às demais corporações”. A esse respeito, o seguinte trecho da obra de Motta merece destaque:”Enganam-se os que julgam a competência da burocracia pela satisfação dos interesses da sociedade civil. Nesse sentido, a burocracia é sempre incompetente, já que como círculo fechado vive para si própria. A competência da burocracia precisa ser vista na sua capacidade de manutenção e expansão enquanto sistema de poder”.
Mais uma vez – e já me encaminho para o final -, o setor público é indispensável em toda e qualquer sociedade. Uma das características dos países desenvolvidos é justamente o perfeito funcionamento das suas instituições, elemento fundamental para que os atores sociais se desenvolvam e contribuam para o desenvolvimento de seu país (questão central também do pensamento de Douglas C. North, Nobel de Economia). Porém, como coloquei já no fim do artigo, o Estado brasileiro não faz sua parte. Pelo contrário, joga contra. Nesse sentido, estamos em um mato sem cachorro.
O estado por si só não se sustenta. É preciso uma economia de mercado dinâmica para sustentar as atividades do estado, de forma que o estado possa desempenhar o seu papel de forma excelente, devolvendo à sociedade em forma de serviços essenciais aquilo que a sociedade lhe proveu na forma de tributos. Entretanto, falta dinamismo ao setor privado brasileiro. E eis aqui algo que me tira o sono de noite. Nosso setor privado realmente não é eficiente, o empreendedorismo brasileiro, no geral (e essa é uma generalização necessária), é muito rudimentar, surgindo muito mais por necessidade do que pela identificação de oportunidades. Não há diálogo entre academia e mercado. E, ao invés de termos pessoas debruçadas sobre os problemas enfrentados por nossas organizações, pesquisando, inovando ou empreendendo, temos um êxodo cada vez maior dos nossos talentos em busca do setor público.
A questão não é se o setor público brasileiro é eficiente ou ineficiente. A questão é que o nosso setor privado precisa de pessoas capacitadas, talentosas e inteligentes, mas grande parte de nosso contingente pessoal com essas características sente-se muito mais atraída por cargos públicos.
Do ponto de vista individual, todos aqueles que almejam vagas no setor público estão mais do que certos. Lógico: por que eu deveria me esforçar para atuar em um campo cheio de riscos, sem segurança e sem estabilidade, quando posso trabalhar para o estado, sem me preocupar pelo resto da vida? Porém, o ônus do ponto de vista coletivo é muito alto, pelas razões expostas nesse post e no referido artigo.
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O Ônus da Cultura do Funcionalismo Público
Parece realmente tentador: salário vitalício, benefícios garantidos pelo Estado, estabilidade, carga horária conveniente... Quem nunca desejou passar em um concurso público para dar fim às aflições motivadas pelas incertezas do conturbado cenário econômico-social atual?
De fato, milhões de pessoas em todo o Brasil têm se dedicado à exaustiva maratona preparatória para os diversos concursos oferecidos pelo setor público, em todas as suas esferas. Alguns dedicam anos de estudo, investindo não apenas tempo, mas, também, dinheiro, muito dinheiro. Cursinhos, material didático, inscrições, viagens, estadias... Se tudo for colocado na ponta do lápis, o ROI (retorno sobre o investimento) de algum felizardo deve tardar uma barbaridade.
Tudo bem, cada um sabe onde aperta o sapato e o que é melhor para a sua vida. A grande questão é que o sonho do concurso público tem gerado um prejuízo enorme para o nosso país. A lógica é simples: temos uma boa parcela de nossos talentos buscando vagas em trabalhos que não acrescentam nada ao avanço da nação. A maior parte dos cargos públicos volta-se à operacionalização e manutenção da máquina estatal e nada mais que isso. Não estou menosprezando a grande importância do serviço público em nosso país, e tampouco me refiro aos professores e pesquisadores das nossas instituições públicas, longe disso. A questão é que apenas manter a máquina não gera crescimento econômico. É algo como uma locomotiva funcionando sem sair do lugar.
Normalmente, as pessoas que almejam um cargo público têm uma certa aversão a riscos. Entretanto, não conseguem enxergar os grandes riscos que estão por trás de suas escolhas. Enquanto se preparam para os concursos, os candidatos deixam de desenvolver as competências e habilidades extremamente necessárias na iniciativa privada. Não acumulam experiência, não fazem contatos, e colocam em seu currículo apenas os cursinhos preparatórios para concursos. Parecem nunca ter o pensamento “e se eu não passar?”.
Um concursado leva, muitas vezes, mais tempo para passar em um concurso do que um acadêmico leva para se fazer doutor. E em que contribuem os anos de estudo do “caçador de concursos” para o avanço da ciência? Em nada. E para a geração de novos negócios? Pior ainda...
Justamente, um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social de um país é a sua capacidade de produzir ciência, tecnologia e inovação. As modernas teorias acerca do crescimento econômico apontam a inovação como o fator mais importante, não apenas no desenvolvimento de novos produtos ou serviços, como também no estímulo ao interesse em investir nos novos empreendimentos criados. Nesse cenário, surge o empreendedor como uma força positiva no crescimento econômico, fazendo a ponte entre a inovação e o mercado. Vou mais além: o empreendedor é a figura principal desse processo. Apenas pesquisa e desenvolvimento e investimentos em capital físico e humano não causam o crescimento. Essas atividades tomam lugar em resposta às oportunidades de crescimento, e tais oportunidades são criadas pelos empreendedores.
Lembrando Schumpeter, os empreendedores são os impulsionadores do desenvolvimento econômico, os responsáveis pelas mudanças econômicas em qualquer sociedade. O seu papel envolve muito mais do que apenas o aumento de produção e da renda per capita. Trata-se de iniciar e constituir mudanças na estrutura de seus negócios e da própria sociedade. Essas mudanças são acompanhadas pelo crescimento e por maior produção, o que possibilita que mais riqueza seja dividida pelos diversos atores sociais.
Entretanto, em nosso país a cultura empreendedora cede lugar, cada vez mais, à cultura do funcionalismo público. Por aqui, empreender é apenas a saída para os menos inteligentes, para os mais necessitados, para aqueles que não têm condições de arrumar um emprego decente ou de passar em um concurso público. Está tudo errado. A carreira acadêmica não atrai os jovens em virtude dos baixos soldos e falta de reconhecimento profissional. O empreendedorismo não os atrai em virtude dos elevados riscos e das enormes dificuldades para se fazer negócios no Brasil. O resultado dessa equação é trágico: empaca-se o avanço da ciência e dos negócios, a oferta de empregos diminui, a economia estagna e mais e mais pessoas passam a almejar um posto nas instituições públicas, alimentando esse círculo vicioso.
É fundamental revertermos essa tendência e trabalharmos no sentido de fomentar a cultura empreendedora em nosso país. Quando coloco os verbos reverter e trabalhar na primeira pessoa do plural, quero puxar a responsabilidade para as nossas mãos, cidadãos comuns. Não podemos esperar que o poder público faça a sua parte, pois o Estado faz justamente o contrário: inibe a atividade empreendedora ao elevar a carga tributária e criar empecilhos burocráticos absurdos, buscando sempre financiar os altos gastos do setor público com mais tributos e endividamento. A impressão que passa é de que o Estado é um inimigo da sociedade. Já que não podemos vencê-lo, devemos resistir fortemente à tentação de nos juntarmos a ele.
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