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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Como Passar em Concurso: 6 Dicas Simples, Práticas e Eficientes!

Você está começando a estudar para concursos e está perdido no meio de tantas informações? 

Ou já estuda há algum tempo mas ainda não conseguiu resultados? 

Neste artigo, você vai ter acesso a 6 dicas simples, práticas e eficientes, para aprender como passar em concurso de uma vez por todas!

Como Passar em Concurso: 6 Dicas Comprovadas

1 – Não atire para todos os lados!

É fácil identificar um concurseiro de primeira viagem. Você pergunta: para qual concurso você estuda? 

E a resposta quase sempre é alguma coisa do tipo: “para o concurso do Banco do Brasil, Polícia Civil, TRT, TRE, TJ e qualquer outro que sair”.

Mas saiba que não tem como passar em concurso sem ter foco! Atirar para todos lados é o erro que a maioria dos concurseiros iniciantes comete.
O problema é que as matérias das diversas áreas são completamente diferentes e não dá para ser bom em tudo ao mesmo tempo. E, com a concorrência atual, você precisa dominar todas as disciplinas do concurso que irá prestar.
Dessa forma, é importante que você defina uma área e se especialize nela. Sendo possível, faça todos os concursos que saírem, mas desde que sejam da mesma área.
São exemplos de áreas: Tribunais, Polícia, Fiscal, Bancos, Magistratura, Ministério Público etc.
2 – Defina um local de estudo
Não tem como estudar para concurso em casa se toda hora você se distrai e faz intervalos para ver televisão, ouvir música, abrir o Facebook, passear com o cachorro, fazer um lanche ou tirar uma soneca.
Você precisa ter um local de estudo que favoreça a concentração! Esse local deve ser silencioso e longe de tudo que possa te distrair. Então nada de estudar deitado ou com a televisão ligada.
Tenha um local isolado, sem barulho e sem interrupções constantes. Se isso não for possível na sua casa, estude em outros locais em que o ambiente é favorável ao estudo.
 Ex: Cursinhos e bibliotecas.
3 – Organize-se!
Não tem como passar em concurso sendo uma pessoa desorganizada e sem horários bem definidos.
Você vai precisar de uma planilha de estudos para organizar sua rotina diária de atividades e também para definir seu horário de estudo.
Todas as suas atividades diárias e os respectivos horários devem ser listados em um planilha. Depois que fizer isso, separe um horário fixo para estudar todos os dias.
O ideal é que você estude pelo menos duas matérias por dia, sendo 1 hora e 40 minutos para cada. Faça intervalos de 20 minutos e retome os estudos.
Por fim, é fundamental que você comece a estudar antes de sair o edital. Esperar o edital ser publicado é um erro FATAL que muitos concurseiros cometem!
Por isso, utilize o edital do concurso anterior como base e comece os estudos com antecedência.
4 – Invista em um bom material
Vou ser sincero com você: com a concorrência atual não tem como passar em concurso sem gastar nada.
Você pode até começar estudando por materiais gratuitos que encontrou na internet, mas uma hora você vai ter que colocar a mão no bolso e investir nos melhores materiais.
Ao tentar reunir somente materiais gratuitos que encontrou na internet você corre o risco de estudar por conteúdo errado ou desatualizado. E isso pode custar muito caro na hora da prova.
Portanto, é fundamental que você invista em materiais voltados para concursos públicos, completos e atualizados. Esses materiais devem trazer toda a teoria do edital de forma didática e esquematizada, além de muitos e muitos exercícios.
5 – Tenha um método de estudo
Para ser aprovado você precisa aprender como estudar para concurso utilizando um método adequado. Basicamente, antes de colocar a mão na massa, você precisa aprender a estudar da forma correta.
Do contrário, você vai perder muito tempo estudando errado e não vai conseguir bons resultados.
Um método de estudo para concurso que tem resultados comprovados é o Guia Prático para Passar em Concurso Público em 1 Ano, do Kalebe Dionísio.
O Kalebe Dionísio desenvolveu um método que o fez alcançar 10 aprovações e nomeações com apenas 22 anos de idade. Com isso, foi eleito o recordista brasileiro de nomeações em concursos federais.
6 – Resolva Questões de Concurso
Não tem como passar em concurso se você não treinar! E o melhor treinamento em concurso púbico é fazer questões exaustivamente.
Resolver questões é a melhor forma de fixar e aprender a matéria de forma definitiva. Com a repetição, você vai aprender com os erros e acertos, descobrir as pegadinhas banca e se familiarizar com a forma de cobrança.
Mas é claro que você não vai começar o estudo para concurso pelos exercícios. Antes disso, você precisa ter uma base teórica.
Depois do estudo da teoria, faça revisões por meio de exercícios, principalmente da mesma banca organizadora do concurso que irá prestar.
Para conseguir os exercícios, você pode:
No início você vai errar muito, mas não se desespere! Com o tempo, o seu rendimento vai aumentando e você vai ganhando confiança e motivação.
E assim o seu conhecimento irá aumentar até atingir o nível necessário para a aprovação
Conclusão: Como Passar em Concurso
Não existe fórmula mágica para passar em concurso, mas se você seguir as dicas deste artigo e estudar com determinação, disciplina e foco, estará no caminho certo para a aprovação.
Para finalizar, mais do que uma dica, deixou um conselho: PERSISTA!
Com base na minha experiência de anos na área de concurso público, posso afirmar que é absolutamente normal ser reprovado várias vezes antes de conseguir a primeira aprovação.
Ninguém é obrigado a passar de primeira. O importante é persistir e continuar na fila da aprovação. Com o tempo você vai adquirindo conhecimento e experiência.
Até que um dia a aprovação chegará e você verá que valeu a pena não ter desistido!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os concurseiros e o desperdício de talentos


Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos.


Advertência: esse post é uma resposta aos comentários dos leitores ao post anterior, “O ônus da cultura do funcionalismo público, cuja leitura é recomendada.
Eu sabia que iria gerar polêmica. Eu sabia que iria levar pedrada. Mas alguém tem que fazer o trabalho sujo. Agradeço, de antemão, a todos que comentaram o artigo O Ônus da Cultura do Funcionalismo Público Meus amigos, apenas gerando discussões e debates, somos capazes de avançar. Aviso que irei me estender um pouco…
A minha preocupação central é justamente com a corrida em todo o Brasil por vagas no setor público cujo trabalho em nada acrescenta ao crescimento econômico do país. Quando falo de crescimento econômico, isso não desmerece a importância do serviço público ou dos funcionários públicos. Todos cumprem o seu papel na operacionalização da máquina estatal, sem a qual não viveríamos. Em nenhum momento digo que o setor público é inútil ou “inerte” (como esbravejou um leitor)… 
Em 2007, a revista Veja publicou uma matéria de capa com a seguinte chamada: 5 milhões de brasileiros irão prestar concurso público naquele ano. Número de vagas? 100 mil. A Veja dessa semana aponta o seguinte número de candidatos para 2011:12 mihões! Mais do que dobramos o número de candidatos em apenas 4 anos. É muita gente para pouca vaga, e o estado tem um limite. Não é preciso criar modelos matemáticos para prever o que irá acontecer com essa turma nos próximos 10 ou 20 anos…  
Outro dia soltei uma frase no Twitter que gerou uma grande repercussão e que é oportuna reproduzi-la aqui: Os gênios americanos criam empresas fantásticas que mudam os rumos da humanidade. Os gênios brasileiros passam em concursos públicos. 
Para gerar crescimento econômico, é preciso investir em ciência e tecnologia, inovação e desenvolvimento de novos negócios. Esse é um postulado econômico puro e simples. Entretanto, grande parte de nossos maiores talentos, pessoas capacitadas, sente-se muito mais atraída pelo eldorado chamado serviço público, devido, principalmente, aos atrativos citados no início do artigo –(…)salário vitalício, benefícios garantidos pelo Estado, estabilidade, carga horária conveniente(…). Essas pessoas, por exemplo, poderiam contribuir para a melhoria das condições do setor privado – que é quem leva o Brasil nas costas -, seja estudando a fundo a problemática das empresas, seja colocando em prática a sua visão de excelência, servindo de exemplo e referência para outras empresas e outros profissionais. 
Esse é o ponto central de meu artigo, que desenvolve a seguinte linha de raciocínio: 
A instabilidade econômica e escassez de empregos ocasionam o desinteresse por empreender e a buscar empregos na iniciativa privada. Ao mesmo tempo, elevam o interesse de muitos por vagas no setor público, em virtude das “vantagens” citadas anteriormente. Um número incontável de pessoas com preparo e talento passa a se dedicar – e com uma certa obsessão – a passar em algum concurso. 

Logicamente, o setor público não pode absorver todo esse contingente de pessoas. 

Logicamente, alguns passam, mas a imensa maioria permanece se preparando continuamente, na espera de algum dia ser aprovado. Enquanto se preparam para os concursos, não desenvolvem habilidades e competências essenciais na iniciativa privada. Os conhecimentos que adquirem nessa jornada são rasos. Sabe mais quem sabe um pouco de tudo para poder fazer a prova, e saber um pouco de tudo é o mesmo que nada: não provoca avanços na ciência, tampouco estimula a inovação e tampouco fomenta novos negócios. Tais conhecimentos, arrisco-me a dizer, também não são úteis para promover melhorias significativas no próprio setor público. Por quê? Porque o sistema burocrático tem auto-defesas muito fortes. 

Se enxergarmos a sociedade através do prisma da burocracia , iremos encontrar um grande sistema de dominação. A maior parte dos Estados contemporâneos se caracteriza por uma ordem política “nitidamente burocrática”, embora seja importante fazer a ressalva das diferenças que podem existir de base moral, legal e material de sua autoridade. Um importante pensador da Administração, Fernando Carlos Prestes Motta (já falecido), compartilhava a visão de Claude Lefort de que “a burocracia é um grupo que tende a fazer prevalecer um certo modo de organização, que se desenvolve em condições determinadas, que se amplia devido a um certo estado da economia e da técnica, mas que somente é o que é em sua essência, em virtude de uma atividade social”.

 Ressalta-se, nesse conceito, a questão da atividade social fazendo menção à intenção dos burocratas de se constituírem em um grupo à parte, de um sistema de poder coletivo definido a partir de sua oposição à ausência de poder dos dominados. Cita-se também a sua intenção de se organizarem em um “sistema de mando e subordinação que estabelece diferenças materiais e de prestígio entre os membros do grupo”. Para Motta, o fenômeno burocrático caracteriza-se por um conservadorismo expresso especialmente na manutenção e expansão de uma situação de privilégio. 

A essência desse fenômeno é a mesma em qualquer dos sistemas políticos das classificações usualmente feitas. No lugar de representar uma ponte entre os interesses particulares e os coletivos, a burocracia serve a seus próprios interesses – “uma corporação que se defende em oposição às demais corporações”. A esse respeito, o seguinte trecho da obra de Motta merece destaque:”Enganam-se os que julgam a competência da burocracia pela satisfação dos interesses da sociedade civil. Nesse sentido, a burocracia é sempre incompetente, já que como círculo fechado vive para si própria. A competência da burocracia precisa ser vista na sua capacidade de manutenção e expansão enquanto sistema de poder”. 

Mais uma vez – e já me encaminho para o final -, o setor público é indispensável em toda e qualquer sociedade. Uma das características dos países desenvolvidos é justamente o perfeito funcionamento das suas instituições, elemento fundamental para que os atores sociais se desenvolvam e contribuam para o desenvolvimento de seu país (questão central também do pensamento de Douglas C. North, Nobel de Economia). Porém, como coloquei já no fim do artigo, o Estado brasileiro não faz sua parte. Pelo contrário, joga contra. Nesse sentido, estamos em um mato sem cachorro. 

O estado por si só não se sustenta. É preciso uma economia de mercado dinâmica para sustentar as atividades do estado, de forma que o estado possa desempenhar o seu papel de forma excelente, devolvendo à sociedade em forma de serviços essenciais aquilo que a sociedade lhe proveu na forma de tributos. Entretanto, falta dinamismo ao setor privado brasileiro. E eis aqui algo que me tira o sono de noite. Nosso setor privado realmente não é eficiente, o empreendedorismo brasileiro, no geral (e essa é uma generalização necessária), é muito rudimentar, surgindo muito mais por necessidade do que pela identificação de oportunidades. Não há diálogo entre academia e mercado. E, ao invés de termos pessoas debruçadas sobre os problemas enfrentados por nossas organizações, pesquisando, inovando ou empreendendo, temos um êxodo cada vez maior dos nossos talentos em busca do setor público. 

A questão não é se o setor público brasileiro é eficiente ou ineficiente. A questão é que o nosso setor privado precisa de pessoas capacitadas, talentosas e inteligentes, mas grande parte de nosso contingente pessoal com essas características sente-se muito mais atraída por cargos públicos. 

Do ponto de vista individual, todos aqueles que almejam vagas no setor público estão mais do que certos. Lógico: por que eu deveria me esforçar para atuar em um campo cheio de riscos, sem segurança e sem estabilidade, quando posso trabalhar para o estado, sem me preocupar pelo resto da vida? Porém, o ônus do ponto de vista coletivo é muito alto, pelas razões expostas nesse post e no referido artigo. 

O Ônus da Cultura do Funcionalismo Público


Parece realmente tentador: salário vitalício, benefícios garantidos pelo Estado, estabilidade, carga horária conveniente... Quem nunca desejou passar em um concurso público para dar fim às aflições motivadas pelas incertezas do conturbado cenário econômico-social atual?


De fato, milhões de pessoas em todo o Brasil têm se dedicado à exaustiva maratona preparatória para os diversos concursos oferecidos pelo setor público, em todas as suas esferas. Alguns dedicam anos de estudo, investindo não apenas tempo, mas, também, dinheiro, muito dinheiro. Cursinhos, material didático, inscrições, viagens, estadias... Se tudo for colocado na ponta do lápis, o ROI (retorno sobre o investimento) de algum felizardo deve tardar uma barbaridade. 



Tudo bem, cada um sabe onde aperta o sapato e o que é melhor para a sua vida. A grande questão é que o sonho do concurso público tem gerado um prejuízo enorme para o nosso país. A lógica é simples: temos uma boa parcela de nossos talentos buscando vagas em trabalhos que não acrescentam nada ao avanço da nação. A maior parte dos cargos públicos volta-se à operacionalização e manutenção da máquina estatal e nada mais que isso. Não estou menosprezando a grande importância do serviço público em nosso país, e tampouco me refiro aos professores e pesquisadores das nossas instituições públicas, longe disso. A questão é que apenas manter a máquina não gera crescimento econômico. É algo como uma locomotiva funcionando sem sair do lugar. 



Normalmente, as pessoas que almejam um cargo público têm uma certa aversão a riscos. Entretanto, não conseguem enxergar os grandes riscos que estão por trás de suas escolhas. Enquanto se preparam para os concursos, os candidatos deixam de desenvolver as competências e habilidades extremamente necessárias na iniciativa privada. Não acumulam experiência, não fazem contatos, e colocam em seu currículo apenas os cursinhos preparatórios para concursos. Parecem nunca ter o pensamento “e se eu não passar?”.



Um concursado leva, muitas vezes, mais tempo para passar em um concurso do que um acadêmico leva para se fazer doutor. E em que contribuem os anos de estudo do “caçador de concursos” para o avanço da ciência? Em nada. E para a geração de novos negócios? Pior ainda... 



Justamente, um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social de um país é a sua capacidade de produzir ciência, tecnologia e inovação. As modernas teorias acerca do crescimento econômico apontam a inovação como o fator mais importante, não apenas no desenvolvimento de novos produtos ou serviços, como também no estímulo ao interesse em investir nos novos empreendimentos criados. Nesse cenário, surge o empreendedor como uma força positiva no crescimento econômico, fazendo a ponte entre a inovação e o mercado. Vou mais além: o empreendedor é a figura principal desse processo. Apenas pesquisa e desenvolvimento e investimentos em capital físico e humano não causam o crescimento. Essas atividades tomam lugar em resposta às oportunidades de crescimento, e tais oportunidades são criadas pelos empreendedores. 



Lembrando Schumpeter, os empreendedores são os impulsionadores do desenvolvimento econômico, os responsáveis pelas mudanças econômicas em qualquer sociedade. O seu papel envolve muito mais do que apenas o aumento de produção e da renda per capita. Trata-se de iniciar e constituir mudanças na estrutura de seus negócios e da própria sociedade. Essas mudanças são acompanhadas pelo crescimento e por maior produção, o que possibilita que mais riqueza seja dividida pelos diversos atores sociais.



Entretanto, em nosso país a cultura empreendedora cede lugar, cada vez mais, à cultura do funcionalismo público. Por aqui, empreender é apenas a saída para os menos inteligentes, para os mais necessitados, para aqueles que não têm condições de arrumar um emprego decente ou de passar em um concurso público. Está tudo errado. A carreira acadêmica não atrai os jovens em virtude dos baixos soldos e falta de reconhecimento profissional. O empreendedorismo não os atrai em virtude dos elevados riscos e das enormes dificuldades para se fazer negócios no Brasil. O resultado dessa equação é trágico: empaca-se o avanço da ciência e dos negócios, a oferta de empregos diminui, a economia estagna e mais e mais pessoas passam a almejar um posto nas instituições públicas, alimentando esse círculo vicioso. 



É fundamental revertermos essa tendência e trabalharmos no sentido de fomentar a cultura empreendedora em nosso país. Quando coloco os verbos reverter e trabalhar na primeira pessoa do plural, quero puxar a responsabilidade para as nossas mãos, cidadãos comuns. Não podemos esperar que o poder público faça a sua parte, pois o Estado faz justamente o contrário: inibe a atividade empreendedora ao elevar a carga tributária e criar empecilhos burocráticos absurdos, buscando sempre financiar os altos gastos do setor público com mais tributos e endividamento. A impressão que passa é de que o Estado é um inimigo da sociedade. Já que não podemos vencê-lo, devemos resistir fortemente à tentação de nos juntarmos a ele. 


sábado, 5 de junho de 2010

Entenda como funciona o cadastro de reserva de concursos públicos

Apesar de aprovado, candidato pode não ser contratado

Estão abertas, até o dia 20, as inscrições para a formação de cadastro de reserva para as Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), para cargos de Ensino Superior. O salário inicial é de R$ 3.975,10, para jornada de 40 horas semanais.
Apesar de apresentar um salário atraente, o candidato aprovado somente fará jus a ele quando efetivamente for nomeado para a função, o que pode não acontecer, uma vez que ele é reserva. A classificação gera apenas uma "expectativa de direito", por isso, nos concursos de cadastro, é importante conseguir uma boa classificação: isso aumenta muito as chances de nomeação.
Repescagem - Esse tipo de cadastro existe para que quando sejam abertas vagas em determinado órgão, este não perca muito tempo organizando um novo concurso. Os aprovados no cadastro estão lá, à espera de uma nomeação.
“Todas as informações devem estar no edital. Pela lei, o cadastro de reserva é válido por dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Enquanto o aprovado não é chamado para ocupar a vaga, ele pode trabalhar em outros lugares, não há vínculo”, explica Ernani Pimentel, presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac).
Para o professor Ricardo Ferreira, especialista em concurso público e autor do livro "Manual dos concurseiros - Dicas e estratégias para passar em concursos", da Editora Ferreira, em tese, o cadastro de reserva serve para preencher as vagas que se tornem disponíveis durante o prazo de validade do concurso.

“Na prática, porém, algumas entidades usam o cadastro de reserva como forma de não se obrigarem a chamar os candidatos aprovados dentro do número de vagas do edital. Isso porque o entendimento da Justiça passou a ser o de que os candidatos aprovados dentro do número de vagas oferecidas têm direito à convocação dentro do prazo de validade do concurso” aponta.
Ressalvas - Ferreira acrescenta ainda que já existem estudos e projetos destinados a limitar ou mesmo a proibir o uso de cadastro de reserva em concurso. Mesmo assim, o professor afirma que vale a pena prestar esse tipo de concurso, com algumas ressalvas.
“Ele deve avaliar se a entidade que promove o concurso tem tradição em convocar um número expressivo de candidatos aprovados em seus concursos. Se em concurso anterior ela não chamou ninguém ou quase ninguém, é melhor não arriscar.”
Instituições conhecidas, como a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), tribunais e a Petrobras, realizam o cadastro tradicionalmente e costumam convocar muitos dos aprovados. 

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo