sábado, 21 de abril de 2012

Elaborando uma Instrução de Trabalho


Uma instrução de trabalho é o documento utilizado para a descrição de funcionamento das atividades de um determinado processo, ou seja, todos os participantes do mesmo serão orientados através deste documento de como realizar suas funções e também como agir conforme uma determinada situação ou ocorrência de desvios durante o processo de manufatura.
Você já parou para avaliar como estão sendo elaboradas as suas instruções de trabalho? Será que não falta nenhuma informação para complementar os recursos de instruções para quem vai efetivamente realizar estas atividades?
Além dos recursos comuns na instrução de trabalho de uma determinada atividade, será que podemos complementar com mais informações que podem ser importantes para a prática segura desta atividade?
Então vamos entender o que podemos agregar no detalhamento desta instrução de trabalho.
Objetivos Agregados na Instrução de Trabalho
Atividade
Nesta etapa devemos descrever o que de fato deverá ser realizado pelo funcionário, onde sua atividade terá uma descrição de cada etapa orientada para a execução e conclusão dentro das especificações do produto ou do projeto.
Na Instrução de Trabalho podemos orientar graficamente através de um fluxograma para que a interpretação deste documento seja mais fácil, como normalmente este documento é utilizado para treinamentos, devemos além das informações necessárias aplicar métodos didáticos para que seu conteúdo seja objetivo.
Fluxograma de Processo
Através do fluxograma teremos a capacidade de decisão imediata conforme a indicação do mesmo, portanto durante a sua elaboração devemos buscar todas as informações necessárias para que nada saia errado.
Segurança
A segurança deve ser agregada como fundamental em uma instrução de trabalho, inicialmente são duas perguntas que devemos buscar no processo desta instrução de trabalho.
  • Quais os riscos ocupacionais desta atividade?
  • Quais os EPIS necessários para execução desta atividade?
Após esta pesquisa temos condições de orientar primeiramente na prevenção de acidentes, identificando através de imagens e alertas de riscos, e também fazer o uso de cores no manuseio de equipamentos, onde a prevenção é realizada através da identificação visual, muitos equipamentos já são projetados com esta função, onde seu manuseio é orientado através de cores.
Prevenção através de cores
Dependendo do layout do processo, devemos pensar como seria o comportamento de seus usuários, limitando áreas e informando a todos os limites de cada uma, assim como o manuseio de equipamentos de movimentação.
Informações de Segurança
Locais onde existe uma grande movimentação de cargas, devemos assegurar na instrução de trabalho além dos riscos, um mapa de localização de rotas de fugas, e como agir em caso de acidentes, mencionando sempre o ato da prevenção.
Recursos
Uma instrução de trabalho deve ser capaz, por exemplo de orientar o uso de recursosNECESSÁRIOS, para isso precisamos indicar quais são os equipamentos necessários para a realização desta atividade.
Recursos Necessários
Através da identificação de recursos utilizados podemos orientar o uso correto de instrumentos de medição, conservação dos instrumentos e equipamentos, e juntamente a sua adequada armazenagem.
Outro fator relevante que temos através da identificação de recursos é o uso somente do que se é necessário na posição de trabalho, pois um dos principais registros de acidentes está relacionados ao que não se fazia necessário naquele momento, portanto o ambiente deve estar em condições para execução desta atividade considerando somente os recursos NECESSÁRIOS.
Documentos
Imagine na hora de registrar uma informação onde você está realizando uma determinada atividade, e neste momento você não sabe ao menos como é o preenchimento e qual é o documento correto, então devemos além de uma breve descrição sobre o preenchimento, identificar o formulário para cada registro de informação.
 Documentos e Registros
Matéria-Prima
Embora seja parte de recursos necessários, devemos orientar ao processo em questão quais serão as decisões tomadas em caso de não conformidade ou a matéria-prima adequada para cada etapa, controle de datas de validade, uso adequado conforme atividade, controle de critérios fora do especificado.
Portanto além de identificar quais são, devemos deixar claro onde e como deve ser utilizado, pois além do uso inadequado pode ocorrer a rejeição com matéria prima aprovada por falta de padrões.
Matéria-Prima na Instrução de Trabalho
Veja como podemos agregar valores para melhorar o desempenho dos processos internos, capacitando de maneira prática com informações importantes que temos disponíveis, portanto acabamos não considerando seu real valor para a elaboração de uma instrução de trabalho.
Além de agregar estas informações, podemos também inserir identificações de indicadores de desempenho de processos, onde deixaremos disponíveis a cada período os níveis de rejeição e produção, buscando manter o processo capacitado na identificação de todo o seu comportamento, seja ele positivo ou negativo no que se diz respeito a produtividade.
Indicadores de Desempenho
Outro fator importante para a elaboração de uma instrução de trabalho é a auditoria prévia no processo, utilizando-se desta prática para atualização desta instrução, pois em muitos casos podemos esquecer uma etapa agregada ao processo, e mesmo sendo terceira, ela em algum momento deverá estar sendo considerada como entrada no fluxo desta atividade, portanto o espelho do processo é a instrução de trabalho que além de orientar deve assegurar sua eficiência.
E lembre-se da avaliação do texto apresentado, lembre-se que outras pessoas estarão utilizando esta instrução como recurso de treinamento, em caso de uso de termos técnicos, além da aplicação do treinamento, mantenha uma tabela de orientação sobre o significado de cada um.
Esta instrução de trabalho deixa de ser convencional e passa a ser didática com o uso dos recursos apresentados, a formação interna será mais fácil e com certeza mais segura, então agora mãos a obras e sucessos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

4(Quatro) Dicas Para Fazer Boas Escolhas Profissionais

Saiba tomar as decisões certas para seu perfil profissional e sucesso da sua carreira. Confira quatro dicas que vão ajudar você.

Trabalhar uma empresa ótima e com um super salário não irão recompensar o sacrifício de sua felicidade

Não importa sua área ou formação profissional, em algum momento de sua carreira você terá que tomar decisões que irão mudar todo o rumo de sua caminhada. Elas podem trazer resultados ruins ou positivos, por isso é muito importante saber como tomá-las

Confira quatro dicas de como fazer boas escolhas profissionais:
 
Boas decisões para a carreira:

1) Não olhe apenas o salário
Quando estiver trocando ou procurando por um emprego novo, não olhe apenas para os benefícios, chefe, colegas, cargos ou responsabilidades. Pense em seu emprego como uma oportunidade de negócios. 
Onde essa empresa poderá te levar? 
No que você pode contribuir para o desenvolvimento da companhia?

Boas decisões para a carreira: 

2) Analise a empresa
Seu trabalho deve ser valorizado. E perder tempo na área ou empresa errada pode custar muito caro. Para que isso não aconteça, analise a empresa em que pretende trabalhar. Avalie a posição dela no mercado, seu público, como ela se comporta em períodos de crise e como trata, investe e valoriza seus empregados.

Boas decisões para a carreira:  

3) Adaptação
Além de avaliar o emprego e a empresa, você também deve avaliar a si mesmo. Será que a posição é ideal para suas capacidades e características de trabalho? Se perceber que há um desencontro com suas expectativas e a da empresa, é melhor pensar duas vezes antes de tomar a sua decisão.

Boas decisões para a carreira: 

4) Satisfação
Depois de fazer todas essas avaliações e obter resultados positivos, resta o último e mais importante questionamento: Você gosta desse emprego? Trabalhar uma empresa ótima e com um super salário não irão recompensar o sacrifício de sua felicidade. Mais do que sucesso na carreira, você precisa estar bem consigo mesmo para conseguir a satisfação. 
 
Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Yoga no Trabalho: Equanimidade e Produtividade nas Empresas



Se você pensa que o yoga deixa as pessoas zen, levitando e passando pelos problemas como se eles não existissem, definitivamente você se enganou. Veja como essa pratica milenar pode ajuda-lo a se fortalecer física e mentalmente, obter mais foco, concentração e serenidade diante dos constantes desafios da vida moderna.

Vivemos uma época de grandes agitações. O mercado extremamente dinâmico, competitivo e cheio de incertezas, as empresas cada vez mais enxutas para manterem-se ágeis com custos reduzidos, e uma crescente influencia das crises internacionais na economia interna. Nesse cenário alucinante, as organizações vêm exigindo de seus dirigentes e funcionários grande capacidade para solução rápida de problemas, agilidade nas decisões, e uma crescente dedicação e envolvimento físico e emocional com o trabalho. Temos a nítida sensação de viver diante de um voraz furacão, onde a nova lei é fazer mais com menos.

Naturalmente, esse elevado nível de exigências e incertezas gera uma boa dose de estresse – e não adianta querer evita-lo, pois ele faz parte do pacotão da vida moderna. No entanto, você já está careca de saber que o estresse não é um mal por si só, mas a relação que você tem com ele é que gera os prejuízos para sua saúde. Também já deve ter lido que essa má relação com o estresse acontece principalmente pela falta de uma atividade pessoal destinada a equilibrar e compensar o estresse, e que quando este atinge níveis elevados, pode vir a causar diversos problemas de saúde, desde uma simples dor de cabeça até outros problemas ainda mais sérios. O fato é que quando alguém se encontra nesta situação, não há vontade de produzir e de trabalhar, o desempenho diminuí e seus resultados tornam-se insatisfatórios. Tudo isso causado pela dificuldade de concentração, memória reduzida, confusão mental, irritabilidade, entre outros sintomas clássicos do estresse. Mas como disse o poeta Cazuza, “e o tempo não para...”, então tenha uma única certeza, que nesse ambiente tão competitivo, não existe o botão “pause” para dar um tempo e deixarmos respirar um pouco, é preciso “trocar os pneus do carro em pleno movimento”. Então, como lidar com esse intenso furacão chamado de vida moderna?

Certamente você já deve ter ouvido falar no “olho do furacão” e você sabe o que acontece lá? NADA! é isso mesmo, não acontece NADA! É um lugar calmo e silencioso, mas rodeado de agitação, caos e tensão por todos os lados. Como dizem, “o olho do furacão” é o melhor lugar para se estar – próximo o suficiente da agitação para manter-se envolvido, eficiente e produtivo, sem ser tragado pelo rodamoinho. Estar no “olho do furacão” é conviver com a “desordem” que impera ao seu redor e “estar num lugar” privilegiado, onde prevalece a tranqüilidade e a serenidade tão raras dos tempos modernos, é o lugar onde se resguarda a paz de espírito. Certamente, essa é a grande dificuldade de grande parte das pessoas. 

Ser capaz de manter-se no “olho do furacão” é possuir uma virtude conhecida por equanimidade, ou seja, é a capacidade de manter a serenidade de espírito em todas as dificuldades, viver em plena agitação e agir com imparcialidade. E uma das estratégias que muitas pessoas estão adotando para desenvolver essa virtude é através da pratica regular de yoga. Essa técnica milenar, que vem se popularizando e fazendo a cabeça de muita gente, tem por objetivo fortalecer o corpo e a mente através de exercícios físicos e respiratórios, além do treino da concentração e do relaxamento. Pelo yoga o indivíduo se exercita de maneira consciente atingindo os objetivos de uma boa atividade física, juntamente com a meta de uma vida mais saudável e harmonizada.

O que faz do yoga uma atividade especial é a própria técnica. Os exercícios são mais enérgicos, o que solicita maior concentração e integridade de corpo e mente para sua execução, o que produz maior atenção a cada parte do corpo que é estimulada. Isso deixa os músculos mais fortes e flexíveis, deixando o corpo do praticante mais apto a responder aos estímulos e exigências de seu dia-a-dia. Basicamente, os exercícios são como um espreguiçamento, onde ao mesmo tempo, tonifica-se e alonga-se a musculatura, sempre sincronizando respiração consciente e concentração. Com isso, o praticante tem maior atenção com seu corpo e respiração durante a pratica, que irá refletir na execução de suas tarefas no cotidiano, tendo mais atenção com sua postura, mantendo-se mais sereno, disposto e atento não só com suas atividades cotidianas, mas também com seu corpo e sua saúde. Estando mais integro e consciente o individuo terá condições de perceber e respeitar seus limites, e principalmente vai aprender uma técnica para lidar adequadamente com o estresse. O yoga contribui para o desenvolvimento de uma percepção mais critica sobre saúde, levando o individuo a assumir maior responsabilidade pessoal por seu bem estar e qualidade de vida. 

E com o crescente interesse das organizações pelo assunto qualidade de vida, o yoga também tem conquistado espaço dentro das empresas, justamente por ser uma atividade completíssima, pois atua no conceito de saúde integral (corpo, mente, emoção, espírito e social). Mas sua utilização formal no ambiente empresarial é bastante recente, mas não é uma novidade. Há dez anos, já haviam grupos que trabalhavam com yoga em empresas brasileiras, mas como ações ou eventos isolados e sem mensuração de resultados. Nessa época ainda pouco se falava em qualidade de vida. 

Num artigo da revista americana Yoga Journal de março/1999, foi publicado um artigo com o titulo Yoga at Work, onde empresas americanas como MTV, IBM, AT&T, Nike, HBO, Pepsico, GE, entre outras vem aplicando conceitos do Yoga em treinamentos específicos para formação de equipes e como pratica regular no ambiente de trabalho. Além de promover o gerenciamento do estresse, o relaxamento e a melhoria do desempenho profissional, os funcionários mostraram-se mais dispostos, mais centrados e tranqüilos para tomar decisões. No mesmo artigo, o diretor da HBO Bill Boyle afirma que “a respiração profunda e o relaxamento que os empregados adquirem através do yoga ajuda a serem mais focalizados. Quando voltam para o trabalho, estão em melhores condições para tomar decisões”. 

Alguns especialistas em fitness nos EUA consideram o yoga um método de alto padrão em centros de fitness corporativos. Além de reduzir significativamente os custos com assistência medica e reduzir o nível de estresse, o yoga contribuiu para elevar a produtividade e melhorar o clima organizacional.

Atualmente, o yoga tem sido bastante utilizado em seminários e workshop’s, como técnica alternativa para compensar o cansaço físico e mental dos participantes que ficam por longas horas sentados. Nesse caso, é natural a queda de concentração e de produtividade, onde os alongamentos, espreguiçamentos e exercícios respiratórios contribuem para resgatar a concentração e a atenção, além de aliviar o inevitável desconforto nas costas.

Algumas empresas oferecem a técnica antes do expediente, para melhorar a concentração, atenção e clareza mental, onde os funcionários relatam uma melhora significativa no humor e na disposição frente a desafios e dificuldades. Como o yoga é essencialmente pratico, os exercícios desenvolvem vitalidade, segurança, firmeza e concentração, simulando, desenvolvendo e incorporando essas atitudes no próprio corpo. A idéia é transferir as atitudes desenvolvidas durante a pratica do yoga, para situações do dia-a-dia, dando condições aos funcionários de responder de forma mais eficiente, efetiva e menos desgastante aos estímulos da vida moderna. 

Para chegar e manter-se no “olho do furacão”, mantendo-se equânime, é preciso mais que coragem e disposição, é preciso integridade, força interior e uma serena confiança em algo maior que os desejos e vaidades que impulsionam o progresso humano. O caminho mais curto para chegar a esse nível de excelência é entender e desafiar aquilo que está mais perto de você – seu corpo e sua mente. 

Enumeramos abaixo cinco dicas simples para você treinar no trabalho:

1) Os alongamentos e os espreguiçamentos são capazes aliviar e aumentar a resistência a tensões. Experimente!
2) A respiração é o ritmo da vida, além de ser a ponte entre o corpo e a mente. Durante o dia, efetue respirações conscientes e perceba como pode melhorar o seu estado mental e emocional. 
3) Dedique alguns minutos diariamente para ficar a sós e ouvir-se. Medite sobre seus objetivos, dificuldades ou estratégias. A reflexão consciente vai ajudar a chegar numa solução rapidamente. 
4) Visualize seus objetivos e desafios sendo alcançados e superados, pois tudo é criado duas vezes: primeiro na mente, depois no mundo material.
5) Durante a alimentação, concentre-se no ato de comer, mantendo uma atitude pacifica: evite discutir assuntos impróprios a mesa.

Autores: Carlos Legal e Eduardo Legal 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O paradigma do planejamento estratégico


O estudo sobre o uso do planejamento estratégico nas firmas teve seu início em 1952 com Peter Drucker com Administração Por Objetivo - APO - professor da faculdade de Harvard nos Estados Unidos. Outros pesquisadores têm analisado por que uma firma tem mais lucratividade do que outras que atuam na mesma indústria. Como o ambiente – interno e externo – mudam constantemente era necessário elaborar uma ferramenta que pudesse analisar estas variações, surge no início de 1960 a ferramenta SWOT análise, que tem como objetivo identificar as ameaças e as oportunidades do mercado e os pontos fortes e os pontos fracos da firma em relação aos seus concorrentes.

Um dos pesquisadores que têm se dedicado a análise da vantagem competitiva das firmas é o professor da Faculdade de Harvard – Michael Porter – que escreveu entre vários livros e artigos acadêmicos os livros:
  • a) Estratégia competitiva 1980;
  • b) Vantagem competitiva 1985;
  • c) Em competição 2008.
Não menos importantes, também pesquisador e professor da Faculdade de Harvard são Pankaj Ghemawat e Jay Barney.
Enquanto que Michael Porter tem defendido o Market Base View –MBV – o Jay Barney defende o Resource Base View – RBV – através da análise do VRIO, onde V = Valor; R = Raridade; I  = Imitabilidade; O = Organização

Na década de 1970 surge a matriz Boston Consulting Group – BCG, para analisar o portfólio de produtos de uma firma em relação à sua participação no mercado onde ela atua. Na mesma década surge uma nova ferramenta denominada matriz GE, a qual tinha como objetivo analisar mais parâmetros da atratividade da indústria onde a firma atua e os pontos fortes da firma. Em meados da década de 1990 surge nova ferramenta desenvolvida por Kaplan e Norton também da faculdade de Harvard, para medir a evolução do desempenho da firma, denominado Balanced Scorecard - BSC.

No artigo acadêmico – Métodos para avaliar a postura estratégica - escrito por Azevedo e Costa 2001, analisam as vinte e uma ferramentas para avaliação da postura estratégica de uma firma, outro pesquisador brasileiro que tem atuado nesta área e escrito artigos acadêmicos sobre o assunto é o professor Flávio Vasconcelos da FGV.

O desafio é gerar valor a firma por meio da implantação do planejamento estratégico, a questão é que se esta ferramenta é tão boa, por que as firmas não as utilizam? Esta é a pergunta de muitos executivos.

Alguns pesquisadores afirma que não basta analisar o ambiente onde está inserido a firma e fazer o planejamento estratégico, é necessário quebrar os paradigmas interno da firma, bem como identificar quais são as pessoas que irão ajudar a implantar esta nova ferramenta. Ao diagnosticar  a razão do insucesso na implantação do planejamento estratégico encontramos os seguintes pontos:
  • a) incapacidade de gerenciar mudanças e superar conflitos internos;
  • b) estratégia conflitante com a estrutura de poder existente;
  • c) falta de comunicação dos responsáveis do projeto;
  • d) falta de entendimento dos benefícios desta ferramenta pelos usuários;
  • e) falta de comprometimento da alta direção da firma;
  • f) ausência de uma metodologia que direcione os esforços para implantação.
De acordo com os dados do SEBRAE, 40% das empresas fecham no terceiro ano de existência, e ao analisar a razão do fechamento podemos observar que estas empresas não analisaram corretamente o ambiente bem como não se preocuparam com a implantação de um planejamento estratégico em sua empresa.

Por: Anselmo Buttner -http://www.qualidadebrasil.com.br

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ética no Trabalho

 Segundo o Aurélio, ética é o conjunto de regras e valores ao qual se submetem os fatos e as ações humanas, para apreciá-los e distingui-los. Em relação ao trabalho, vamos associá-la, apreciá-la quando for o caso e, principalmente, distingui-la. Outros dicionários afirmam que a ética é parte da filosofia que estuda os deveres do homem para com Deus e a sociedade.

Permita-me simplificar esse conceito, à luz da experiência pessoal e profissional ao longo de mais de quarenta anos. Ética é a ciência aplicada pelos seres humanos que procuram ser justos e razoáveis com todo mundo, da melhor forma possível, além de não pensarem exclusivamente em si mesmos. 

Por essa razão, ética não é um conceito facilmente aplicável nas grandes corporações até mesmo porque o capital não consegue se multiplicar na velocidade que precisa se adotá-la como bandeira. Se assim o fizesse, a distribuição de renda seria diferente, as relações desumanas no trabalho teriam outra conotação e os profissionais de valor seriam mais do que um simples número no quadro de empregados da organização.

Você conhece algum profissional que consiga ”cumprir os deveres com Deus e a sociedade” em alguma empresa? Se o fizer ao pé-da-letra, ele simplesmente é excluído do meio, a empresa vai à falência, e o líder entra em descrédito perante o acionista ou superior imediato, num mundo repleto de valores equivocados.

Apesar de todas as recomendações dos especialistas com as mais variadas teorias sobre o assunto, as empresas continuam falhando abruptamente na condução dos negócios. O capital humano nunca foi páreo para a ambição desmedida do lucro e quando a ambição ultrapassa os limites do razoável, a ética e o respeito aos indivíduos são literalmente atropelados pelo poder que não conhece limites.

Muito se fala na necessidade de modificar as relações entre capital e trabalho com intuito de proporcionar ambientes mais justos e fraternos, porém o abismo entre o discurso e a prática é imenso.

A sobrecarga de trabalho é um exemplo típico da imposição do poder. A opção pela redução da força de trabalho e a avidez do capital pelo lucro em progressão geométrica elevam o custo social, sem pudor.

Antes de prosseguir, lembro que as empresas são feitas de pessoas e as pessoas erram, porém, numa sociedade extremamente competitiva, o mínimo erro torna-se imperdoável. Erros fazem parte do crescimento, mas no mundo corporativo atual, o erro será parte do crescimento numa outra empresa, nunca onde se comete.

Não existe espaço para a redenção. O erro é a chance que as organizações esperam para descartar os indivíduos a fim de elevar a produtividade e o lucro por empregado, importantes na divulgação dos resultados.

As relações entre capital e trabalho são absolutamente frias e, por consequência, as relações entre chefes e subordinados também. É mais cômodo exercer a pressão do que a liderança efetiva para se obter resultados.

As incertezas do mundo atual não permitem questionamentos nem espaço para diversidade, aliás, são poucos os líderes que conseguem conviver com diferenças, em princípio, salutares para o crescimento das organizações. O mundo foi construído com base nas diferenças étnicas, religiosas e culturais. Nelson Rodrigues afirmava que toda unanimidade é burra, mas poucos entendem essa máxima.

Por questão de sobrevivência, muitos profissionais se sujeitam a trabalhar em empresas de valores duvidosos, contrários às necessidades pessoais de cada um, onde o discurso vale apenas para a sociedade e a ética restringe-se aos manuais da organização.

Infelizmente não existe emprego ideal, mas existe trabalho ideal, caso contrário, o mundo seria cruel. O que nos move para frente é a certeza de que existem pessoas de bem, apesar da nossa tendência inequívoca de pensar diferente.

Parafraseando um dos executivos mais sensatos que conheci no mundo profissional, ”a ética é o freio da ambição”. Os seres humanos são capazes de coisas incríveis por dinheiro e poder e, na maioria das vezes, a ambição será mais forte que a ética, para desespero dos menos favorecidos politicamente.

Todavia, não se deve perder a esperança, nunca. As relações na vida pessoal e profissional são difíceis, mas o mundo evolui rapidamente. Existem líderes e também organizações sensatas que conseguem conciliar os interesses, pois transcendem a ambição e o lucro em nome daquilo que se convém chamar de ética, aliada ao respeito aos indivíduos.

Em razão de tudo que penso, escrevo e desejo para os que convivem comigo, confio sempre na justiça divina, a despeito de toda falta de bom senso e intolerância na face da Terra. Deitar a cabeça no travesseiro com a sensação do dever cumprido, desprovido de culpas e mágoas, não é para homens comuns.

Como diria Otto Lara Resende, devemos almejar firmemente a utopia, afinal, o mundo não precisa seguir permanentemente infeliz.

Pense nisso e seja feliz!

 Colunista: Jerônimo Mendes - http://www.qualidadebrasil.com.br

O que Impede de Sermos Assertivos?

 Temos a necessidade de expressar nossas próprias verdades, comumente baseadas nas histórias de vida e marcadas pelas experiências vivenciadas com a família, amigos, religião, enfim, com o meio ambiente em que experimentamos as mais tocantes situações. Essas experiências únicas formam a base das crenças e valores que norteiam as escolhas e as diferentes formas com as quais nos relacionamos ao longo da vida. Tudo isso faz com que queiramos preservar nossas opiniões, imagem e idéias perante a sociedade.

Na ansiedade de defender nossos pontos de vista ou paralisados pelo medo de magoar ou contrariar o outro, muitas vezes assumimos dois tipos de comportamentos que são totalmente contrários a assertividade, característica que possibilita atender nossas vontades e necessidades sem que pra isso seja preciso desrespeitar o espaço alheio.

O primeiro desses comportamentos pode ser observado quando não permitimos que ninguém apresente idéias contrárias às nossas, numa tentativa de provar que sempre temos razão, que se aceitarmos a opinião do outro seremos tachados de fracos ou indecisos. Desta forma, monopolizamos as conversas, usamos as expressões do nosso corpo para intimidar, elevamos o tom de voz, assumimos atitudes frias e distantes no relacionamento interpessoal e, se ainda não for suficiente, buscamos fatos ou erros do passado para que a outra pessoa sinta-se acuada e recue em sua posição. 

Tais comportamentos demonstram a agressividade, uma das defesas mais comuns no meio corporativo para afastar a possibilidade de um diálogo em que ambos possam expressar suas verdades. A agressividade pode ser entendida como uma luta de poder que em toda situação de conflito deverá sempre haver um perdedor e um ganhador. Agressividade conduz a relacionamentos difíceis, pois quando uma pessoa sente-se acuada, sua reação natural é criar resistências, não cooperar e não compartilhar informações e outros recursos, gerando uma série de dificuldades para a solução de problemas e o atingimento dos resultados esperados pelas corporações. 

Já o segundo comportamento é exatamente o contrário do primeiro, onde na tentativa de conseguir a aprovação e aceitação dos colegas de trabalho, familiares e amigos, esquecemos nossas verdades de lado e evitamos qualquer tipo de posicionamento, deixando-nos levar por aquilo que o outro considera correto, agindo de forma inteiramente passiva e buscando não criar nenhum tipo de dificuldade. Ao adotar uma postura frágil como essa, perdemos o controle sobre nossas próprias vidas, pois o outro passa a ter a prerrogativa de decidir o que é melhor para nós, o que iremos priorizar, qual o projeto que prevalecerá, chegando nas relações familiares a interferir até mesmo em questões que são inteiramente individuais, como por exemplo, a graduação que devemos cursar, o melhor parceiro para o casamento e outras situações que somente cada um tem a clareza do que é melhor para si mesmo.

Quando agimos de forma passiva não expressamos nossas necessidades, pensamentos e sentimentos,  nossa comunicação verbal e não verbal transmite insegurança e nosso tempo fica escasso e mal utilizado em função da quantidade de tarefas assumidas que nunca são entregues no prazo, que vem reforçar um sentimento de incompetência, gerando desconfiança nos outros.

Podemos concluir que tanto os comportamentos agressivos como os passivos são formas ilusórias e extremadas de defesa que nos afastam do comportamento assertivo tão necessário para nossa auto-estima e realização pessoal e profissional.

Pensem nisto!
 
 http://www.qualidadebrasil.com.br