segunda-feira, 10 de julho de 2017

As Piores Empresas Para Se Trabalhar

O sucesso empresarial ganhou mais um fator de avaliação na pós-modernidade: ser uma boa empresa para se trabalhar. No entanto, este reconhecimento ultrapassou as fronteiras da satisfação interna. É preciso que a comunidade em geral também saiba disto.
A evolução das práticas de gestão e qualidade de vida, antes um processo natural de aprimoramento das organizações, assume, atualmente, também a dimensão de um bom negócio. Afinal, uma boa imagem corporativa soma muitos pontos na atração dos talentos, na simpatia dos clientes e até na sedução dos investidores potenciais.
Isto pode explicar as razões da corrida corporativa por honrarias e títulos de reconhecimento público que ocupam a agenda executiva como elemento integrante da estratégia empresarial.  O ponto de interrogação fica por conta da autenticidade destas iniciativas. Estarão a serviço da competição saudável pelas melhores práticas ou serão apenas movimentos oportunistas desse novo filão de marketing?
Independentemente da resposta, o que se pode afirmar é que ficou cada vez mais difícil separar o joio do trigo, ou então distinguir as boas empresas de todas aquelas que alardeiam possuir tal condição.
Para facilitar estas escolhas, desenvolvi um Indicador de Atratividade Empresarial (IAE), resultante da combinação de dois fatores: 
  • QE – qualidade econômica –  relacionado às condições de geração de valor e de administração, e 
  • QS – qualidade  social – que trata do relacionamento da empresa com seus talentos e, por extensão, com os  demais stakeholders. 
Obviamente, ambos comparados às melhores práticas de empresas referência no mercado.
Entendendo melhor:
  • QE representa a parte Hard ou Yang da organização, ou seja, sua capacidade competitiva de ganhar dinheiro e rentabilizar recursos. Aqui se incluem as estratégias e objetivos, estruturas e políticas e sistemas de gestão, remuneração e recompensas. 
  • O QS é a parte Soft ou Yin, representada pelos laços de credibilidade e confiança que a empresa constrói com seus apoiadores. Por exemplo, qualidade das relações de seus líderes com parceiros e liderados, a cultura da ética e da meritocracia, a prática efetiva dos valores, o respeito às singularidades humanas, o reconhecimento e a liberdade de expressão.

Desta maneira: 
  • IAE – Indicador de Atratividade Empresarial – pode ser expresso em quatro possíveis combinações: 
  1. QE e QS baixos; 
  2. QE maior que QS; 
  3. QE menor que QS e 
  4. QE e QE altos, resultando quatro tipos característicos de organizações, cuja denominação convencionei como:

Tipo 1 – Organização Apática: empresa com atratividade baixa (IAE -), quando os fatores QE e QS estão abaixo da média das demais empresas. Obviamente, estamos diante de uma organização de poucos desafios, que convive com a mediocridade e, possivelmente, seja também incompetente na condução dos negócios. 
Uma típica empresa que ainda resiste ao tempo, talvez por estar inserida num negócio inicialmente rentável, mas que agora não prescinde de estratégias lúcidas, da qualidade de gestão e da competência e motivação dos seus talentos. No entanto, como seu foco é mais para o passado e para os erros, não realiza as mudanças, nem desenvolveu a consciência social necessária para garantir seu futuro. As lideranças dessa empresa aprendem a jogar o jogo da permanência.
Tipo 2 – Organização Poderosa: empresa com IAE médio (+, -) por possuir um QE maior que QV, ou seja, sua produtividade e rentabilidade estão acima da média das demais empresas, enquanto as condições sociais tem posição inferior. Sua principal característica é ser competitiva ao extremo, focada em ganhos de curto prazo e na valorização do capital. 
Sua imagem fashion, misto de poder e benemerência, associada à agressividade de suas políticas de carreira e remuneração, são pilares utilizados para atrair talentos e a simpatia da comunidade.
Mas seu ritmo frenético, com os colaboradores plugados full time, exige alta dedicação e esforços extras, tendo como contraponto, elevado estresse e rotatividade. Normalmente, debitam estas questões à fragilidade dos profissionais por não conseguir acompanhar o ritmo e as pressões naturais da competição. Sua cultura convive bem com mudanças contínuas de rumos e de humor de suas lideranças.
Tipo 3 – Organização Clube: tem perfil exatamente contrário. Seu IAE médio (-, +), é resultante de uma sobreposição da qualidade social sobre a qualidade econômica. O fato de ter QE maio que QS caracteriza um clima de baixos desafios, mas     de muita interação interpessoal, em detrimento a desempenhos e resultados. 
A valorização da tradição e do prestígio, conjugada com uma visão social assistencialista, completam o cenário de inversão da sua finalidade como empreendimento.
Como a confiança e a lealdade são valores centrais, o mérito e as competências individuais ficam em segundo plano. Assim, a mudança e as inovações são lentas ou inexistentes.  Paira no ar um risco eminente de mediocridade e grande acomodação, como assinala Judith Bardwick em seu livro “O perigo da Zona de Conforto”. Empresas com estes traços têm grandes chances de comprometer seu futuro, a não ser que sejam instituições públicas ou privadas com sua perenidade assegurada. Tendem a abrigar lideranças carismáticas e paternalistas.

Tipo 4 – Organização Ajustada: a empresa de atratividade alta (IAE +) é, genuinamente, a melhor empresa, por equilibrar estas duas grandes dimensões: sua alta capacidade de gerar valor e resultados – QE, combinados com sua alta competência nas ações de relacionamento – QS, lhe asseguram amplas condições de crescimento sustentável. Esse olhar atento para estas duas dimensões – na verdade indissociáveis – diferencia esta empresa das demais.
A harmonização dos interesses dos agentes de sua cadeia de valor, onde despontam seus talentos, é de fato, um fator determinante de sua capacidade competitiva e parte integrante de sua estratégia.
Nessa cultura de transparência e reciprocidade, de valorização das competências e do mérito, os talentos são motivados a criar e a se desenvolver, resultando em ganhos para clientes e acionistas.  Todo este contexto implica num maior padrão de exigência para as lideranças, cujas atitudes devem ser coerentes com o discurso.
Os referenciais aqui expostos, não prescindem de uma análise do histórico de resultados, do grau de governança corporativa e da reputação da empresa e de seus líderes principais.
Copiado: http://rgmconsult.com.br

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Cadeia de Suprimentos: Conceito e Gestão do Processo

Apesar de complexo, o conceito de cadeia de suprimentos existe desde o surgimento da Logística como ciência administrativa, nos idos de 1950. 
Neste sentido, há várias vertentes que vêm trazer definições acerca do tema: em algumas teorias, a cadeia é definida como a união da logística com o Marketing e operações de compra, enquanto em outras é explicada como sendo o processo de movimentação de bens, do pedido do cliente, passando pela aquisição de matéria-prima e produção até a sua distribuição.
Em outras palavras, podemos dizer que o conceito envolve os processos de compra, armazenamento, transformação, embalagem, transporte, movimentação interna de distribuição e todo o suporte necessário para que isso aconteça. Vale destacar que o objetivo é sempre reduzir custos em todas as etapas, sem esquecer a satisfação do cliente no final de cada uma delas. A gestão, assim, deve visar o controle de toda a cadeia de suprimentos. 
Em determinados casos, algumas etapas são terceirizadas, o que pode tornar a tarefa mais difícil, e é preciso considerar também que preços e cálculos de fornecimento e estoque também mudam no decorrer do caminho. Por conseguinte, precauções devem ser tomadas pelo gestor para garantir que o ciclo da cadeia de suprimentos ocorra sem interrupções.

A importância de uma estratégia definida

O planejamento tático e operacional por parte dos fornecedores, desenvolvedores e o setor de transporte deve ser coordenado antes mesmo da fabricação dos produtos. A tomada de decisões deve ser baseada em uma programação linear e repleta de “planos B” para casos de emergência. Neste contexto, o plano de logística para o processo de distribuição merece destaque, já que ajudará na redução de custos de produção, velocidade de entrega e satisfação dos clientes.

Opções de canais de distribuição

Não se limite a um meio. Há momentos de gargalo e sazonalidades que precisam ser considerados. Novos fornecedores e alternativas devem ser considerados para garantir a entrega no prazo, bem como as devoluções, utilizando o meio de transporte mais adequado ao produto com as melhores rotas. Lembre-se que a negociação dos custos também deve ser feita antecipadamente! Planejamento, de fato, é a palavra-chave.

Um controle minucioso do estoque é imprescindível

Espaço físico para armazenamento custa caro. Manter o estoque cheio também pode significar prejuízo, já que muitas vezes é sinônimo de mercadoria parada (e dinheiro parado!). Por isso, o controle de estoque deve ser minucioso para atender a demanda sem prejudicar o planejamento da empresa.

Considere a terceirização

Muitas vezes os custos para produção ou transporte próprios não compensam. É a velha história em que “o molho fica mais caro do que o peixe”. Optar pela terceirização é uma alternativa a ser considerada para baratear custos e também repassar o serviço de logística para empresas com know how no setor, otimizando o processo.

Invista em comunicação

Tanto os colaboradores internos quanto os fornecedores devem saber quais são as metas a serem cumpridas, o que exige que a comunicação seja clara, eficiente e frequente. Essa ação auxilia a diminuir o tempo de pedido e entrega por meio de tecnologias de informação ou sistemas integrados.

Ouça o que o cliente tem a dizer

Conhecer o feedback do cliente é o principal termômetro para saber se as etapas da cadeia de suprimento estão trabalhando em sintonia. Os canais de contato servem para balizar as ações do gestor e são fundamentais para melhorar os processos e assegurar a qualidade.
Por fim, vale lembrar que afinar parcerias e otimizar os processos internos são iniciativas que resultam em qualidade e rapidez, essenciais para que a empresa sobreviva no mercado e se destaque da concorrência.
Copiado: http://universidadeestoque.com.br

quinta-feira, 6 de julho de 2017

As 14 áreas de Atuação na Administração

O administrador é um profissional de grau superior que atua no planejamento, gerenciamento e acompanhamento das atividades de uma empresa.
Seja na gestão de seu próprio negócio, como empregado em uma organização ou como consultor independente, o administrador tem um vasto campo de trabalho, dispõe de áreas de atuação na Administração que você pode escolher e pode exercer inúmeras atividades em todos os setores da economia.
Comércio, indústria, serviços, organizações não governamentais, setor público, instituições financeiras, hotelaria e saúde são alguns exemplos de instituições onde um administrador pode trabalhar. 
As 14 áreas de atuação na Administração que você pode escolher:
Dentro de uma organização, o Administrador pode exercer funções como:
• Administração financeira
• Gestão de recursos humanos
• Controladoria
• Planejamento estratégico
• Comércio exterior
• Controle de custos
• Gestão de informações
• Marketing
• Logística
• Gestão ambiental
• Controle de produção
• Gestão de processos
• Pesquisa de mercado
• Elaboração de plano de negócios
Sobre a carreira e áreas de atuação na Administração que você pode escolher
Por ser uma formação de caráter generalista, o curso superior de administração dá ao egresso a oportunidade de atuar nos mais variados setores da economia e oferece diversas possibilidades de especialização e  áreas de atuação na Administração, tanto pela experiência de trabalho adquirida como por meio de cursos de pós-graduação. Além de atuar como empreendedor e autônomo, o administrador pode exercer suas atividades em departamentos de:
• Marketing
• Recursos Humanos
• Finanças
• Compras
• Produção
• Logística
• Comércio exterior
• Controladoria
• Planejamento estratégico e outros
Entre as organizações em que o administrador pode trabalhar, estão:
• Empresa própria
• Consultoria
• Agronegócio
• Indústria
• Telecomunicações
• Serviços
• Instituições financeiras
• Escolas
• Universidades
• Institutos de pesquisa
• Organizações Não Governamentais (ONGs)
• Hotelaria
• Hospitais
• Clubes esportivos e recreativos
• Cooperativas
• Fundações
• Órgãos públicos  (acesse aqui concursos para administradores)
O que se estuda em Administração?
Nas áreas de Administração, estudam-se muitos temas, como por exemplo: Gerenciar organizações, lançar novos produtos no mercado, organizar a produção de uma fábrica e liderar equipes. Essas são algumas das ações desempenhadas pelo administrador.
Para capacitar o profissional para atuar em áreas da administração tão diversas, o curso de Administração oferece uma formação que combina conteúdos da área de Humanas e Exatas.
Visão geral do curso de Administração
O curso de Administração é uma habilitação do tipo Bacharelado, que forma um profissional com conhecimento generalista.
Ao longo de 4  anos o estudante desenvolve conhecimento nas grandes áreas da Administração:
• Recursos Humanos: definição de perfis de trabalho, processo de seleção, planos de carreira, ações de treinamento e motivação, desligamento.
• Finanças: contas a pagar e a receber, tributos e impostos, contas correntes e investimentos.
• Produção: compra de insumos, seleção de fornecedores, estoque, processo produtivo, qualidade e entrega.
• Marketing: conceito e identidade de novos produtos, formas de promoção, mercados e pontos de venda.
Para todos os cursos de graduação, o Conselho Nacional de Educação, do Ministério da Educação, estabelece as diretrizes curriculares. Elas dão as linhas gerais para o tipo de profissional a ser formado e o que as universidades devem levar em conta na hora de criar os currículos de seus cursos.
No caso de Administração, a recomendação é que os currículos ofereçam disciplinas em quatro campos:
1. Formação básica
As disciplinas voltadas para a formação básica em Administração são oferecidas geralmente nos anos iniciais. São matérias como por exemplo:
• Antropologia
• Contabilidade
• Direito
• Estatística
• Ética
• Filosofia
• Matemática
• Política
• Psicologia
• Sociologia
2. Formação profissional
Nas primeiras fases do curso os alunos já têm contato com conteúdos específicos da Administração. Entre as matérias específicas estão:
• Finanças e Orçamentos
• Materiais, Produção e Logística
• Mercado e Marketing
• Planejamento Estratégica
• Recursos Humanos
• Responsabilidade Social e Terceiro Setor
• Serviços
• Sistemas de Informações
• Teoria da Administração e das Organizações
3. Estudos Qualitativos e suas Tecnologias
As disciplinas deste campo do currículo visam colocar em prática estratégias e procedimentos da Administração. Veja alguns exemplos:
• Contabilidade e Análise de Custos
• Metodologia da Pesquisa Científica
• Métodos Quantitativos e Qualitativos
• Modelos Matemáticos e estatísticos
• Pesquisa de Mercado
• Tecnologia e Inovação
• Teoria dos Jogos
Para simular o dia a dia do administrador nas áreas de atuação na Administração que você pode escolher, e os processos de tomada de decisão , algumas universidades oferecem atividades como Jogos de Empresas. É uma forma de ver na prática o que se estuda na faculdade, desenvolver a capacidade de analisar o ambiente, de trabalhar em equipe e exercitar o poder de decisão.
4. Formação Complementar
Uma parte da carga horária do curso é destinada a disciplinas optativas, que o estudante pode escolher para direcionar sua formação nas áreas de atuação na Administração. O objetivo é enriquecer o perfil profissional com matérias de diferentes áreas, como por exemplo:
• Administração de Cooperativas
• Antropologia Organizacional
• Educação Corporativa
• Empreendedorismo
• Gestão de Comércio Exterior
• Gestão e Sustentabilidade
• Gestão Pública (veja aqui concursos para Administradores)
• Língua Brasileira de Sinais
• Organização de Serviços de Saúde
No curso de Administração, o estágio supervisionado é obrigatório. Para se formar, o estudante deve também elaborar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Outras atividades na área de Administração

Uma das principais características de quem na área da Administração é estar atento às mudanças na sociedade. Para isso, muitos cursos oferecem atividades em que o estudante pode ampliar seu repertório de experiências:

• Projetos Sociais: são disciplinas nas quais os estudantes vão até comunidades de baixa renda e instituições sociais para desenvolver projetos em conjunto.
• Disciplinas em Inglês – são cada vez mais oferecidas a fim de preparar o estudante para um mercado cada vez mais internacionalizado.
• Intercâmbio – algumas universidades oferecem oportunidade de fazer intercâmbio em instituições estrangeiras. Embora muitas vezes o custo seja pago pelo estudante, a vantagem é conseguir validar as disciplinas cursadas no exterior.
• Empresas Júnior: como atividade à parte da grade curricular, os estudantes organizam-se em projetos e ações de empresas júnior, que oferecem consultorias para pequenas e médias empresas.
• Atividades Complementares: em muitas instituições o estudante pode participar de pesquisas científicas, cursos de extensão e monitoria. Os próprios alunos lideram atividades de integração, como semana acadêmica, recepção aos calouros, trote solidário, seminários e debates.
Copiado: http://seradministrador.com.br

quarta-feira, 5 de julho de 2017

20 Lições de Jack Welch - "O Executivo de Século"

1) Faça mais do que esperam – Muitas pessoas fazem o que se espera que elas façam. Essas pessoas são a multidão que adora ficar reclamando que as oportunidades não aparecem, que tudo é muito difícil. Já outras pessoas gostam do que fazem, e fazem mais do que se espera que elas façam. Entregam mais, trabalham mais, gostam mais, desenvolvem mais, ganham mais e, conseqüentemente, têm mais oportunidades. Se você quer se diferenciar, quer ter sucesso, faça mais do que se espera. Sempre!

2 Líder – Líderes são pessoas que inspiram com uma clara visão de como as coisas podem ser melhoradas. Seja aquele que energiza, que excita e que inspira, ao invés de ser um gerente que irrita, que deprime e que controla. 

3 Gerencie menos – As pessoas devem tomar suas próprias decisões. Supervisão controlada e burocracia matam o espírito competitivo e criativo da empresa. Cada funcionário tem de saber qual a sua responsabilidade e fazê-la. 

4) Seja menos formal – Você tem de perceber o quão importante é manter um tipo de empresa informal, que incentiva o fluxo de idéias entre funcionários e alto escalão (líderes, diretores, sócios). ]

5) Energize as pessoas – Uma liderança excelente vem da qualidade da visão e da habilidade de incentivar os outros para uma performance extraordinária. Energizar a equipe para o trabalho é a chave para ser um grande líder. 

6) Crie uma visão e atraia a equipe para tornar essa visão realidade – Conseguir com que as pessoas tenham paixão pelo o que elas fazem. Parece utópico, mas um bom líder consegue fazer isso, de verdade. Se você energiza e tem um espírito incentivador, você conseguirá fazer com que sua equipe alcance resultados antes inatingíveis. 

7) Tenha foco constante na inovação – Inovação da sua empresa e dos seus maiores concorrentes, que podem estar inovando e criando vantagem sobre seus produtos e serviços. A empresa tem de ser mais esperta, mais rápida, mais sábia, com mais tecnologia para suportar e superar essas mudanças.

8) Veja as mudanças como uma oportunidade – Estar aberto para a mudança é uma vantagem, mesmo que isso signifique colocar parte da empresa no meio de uma confusão por um período de tempo.

9) Encare a realidade – Encare a realidade e haja decisivamente. A maioria dos erros que os líderes comentem são causados pela resistência em encarar a realidade e agir com relação a ela. 

10) Envolva todos – Uma empresa deve ser capaz de capturar o intelecto de cada um de seus funcionários de um jeito que permita mais entusiasmo e mais responsabilidade com mais liberdade. 


11) Receba idéias de todos – Novas idéias são o sangue de qualquer organização. Hoje alguém, em algum lugar, tem uma excelente ideia. A questão é achar essa pessoa, aprender a ideia e colocá-la em prática rapidamente.

12) Elimine limites – Para ter certeza que as pessoas estão livres para atingir o impossível, você deve remover qualquer fronteira. Uma empresa aberta, livre de fronteiras faz com que haja um fluxo constante de idéias, pessoas, decisões, ações etc. 

13) Crie uma cultura de aprendizado – Transforme a sua empresa em uma organização que aprende. Dessa forma ela também passa a trocar idéias, aprender com os erros de todos, crescer com a comunicação feita de forma correta. 

14) Dê atenção aos valores – Não preste atenção somente nos números. Foque mais nos valores da empresa, na criação de um time, na troca de idéias, na cultura de incentivar e envolver a todos. 

15) Follow-up – Faça follow-up em tudo! O tempo todo e com todos. 

16) Simplifique – Simplicidade é mais rápido, mais fácil de entender e menos suscetível a erros. 

17) Seja o número 1 ou o número 2 – Quando você é o número 1, você controla o seu destino. Você faz as regras e tem uma base sólida para aguentar qualquer dificuldade. Ser o número 1 ou o número 2 pode ser usado para a empresa, mas também para a sua carreira. Ser o funcionário numero 4 ou 5, não fará de você um vencedor.

18) Faça com qualidade – Você não quer ser apenas melhor que os seus concorrentes. Você quer ser a única opção para os seus clientes. E você só consegue isso com uma qualidade acima do normal, acima até do excepcional. Qualidade é tão importante para os seus produtos e serviços pois é ela quem pode torná-los únicos.

19) Faça rapidamente – Rapidez é tudo. É o ingrediente indispensável para a competitividade. Não pare, não perca tempo. Faça bem-feito, e faça agora.

20) Divirta-se! – Diversão deve ser um grande elemento na sua estratégia empresarial. Ninguém deveria ter um trabalho que não gostasse. Se você não acorda energizado e excitado com as possibilidades e desafios que o dia poderá lhe oferecer, então você está no trabalho errado.


Conhecendo Jack Welch John Francis Welch Jr., ou simplesmente Jack Welch.
Foi presidente executivo e presidente do conselho de administração da General Electric, a GE, a companhia de maior valor de mercado na poderosa bolsa de Valores de Nova York e tradicional fabricante de geradores de energia, lâmpadas, locomotivas, lavadoras de louça, refrigeradores e motores de aeronaves. 
Welch tem como principais lemas idéias simples: 
  • "Não complique as coisas", 
  • "Enfrente a realidade", 
  • "Não tenha medo de mudanças",
  • "Lute contra a burocracia",
  • "Use o cérebro de seus funcionários",
  • "Descubra quem tem as melhores idéias e coloque-as em prática". 
Welch foi eleito pela revista fortune como "O Executivo de Século". Welch transformou a GE em uma das maiores empresas americanas de maior sucesso no final do século X. Ele conseguiu isso se concentrando na qualidade e dando prioridade à inovação e a criação de uma serie de estratégias empresariais inovadoras que transformaram a GE - até então um verdadeiro elefante branco excessivamente burocrático, lento e arrogante - em uma empresa ágil e enxuta.

Por:  - https://www.linkedin.com/

terça-feira, 4 de julho de 2017

Como Falar Em Público

Tratando-se de comunicação, é impossível deixar de abordar a importância de aprender a falar em público. Pesquisas feitas em diversos países indicam que o medo de falar em público é tão significativo que chega até a superar o medo da morte!

Independentemente de sua posição profissional ou social, em algum momento será necessário falar para uma plateia. Pode ser durante uma reunião na empresa, na apresentação de um trabalho acadêmico, em um evento social ou mesmo em ocasiões informais com seus amigos.

A boa notícia é que todos nós podemos aprender técnicas para falar em público, superando receios e constrangimentos e alcançando êxito na transmissão da mensagem.

Em 1998 eu nem sequer imaginava que um dia poderia seguir uma carreira como palestrante profissional. Na ocasião, enquanto empresário, identifiquei a necessidade de melhorar minha comunicação e procurei o Instituto Reinaldo Polito para fazer seu “Curso de expressão verbal”. Muitos foram os ensinamentos que guardo comigo e aplico até hoje. Por isso, gostaria de compartilhar algumas dicas práticas que aprendi com meu mestre e amigo Reinaldo Polito, indiscutivelmente a maior referência em oratória de nossos tempos.
 

1. Domine o tema. Procure falar a respeito de um assunto sobre o qual você tenha domínio. Pode ser fruto de sua experiência pessoal, acadêmica ou profissional. O fato é que conhecer o assunto com certa profundidade torna sua exposição mais original, espontânea e cadenciada, conferindo-lhe maior tranquilidade e credibilidade. Em 2005, após apresentar a palestra “Sete Vidas”, na Adidas do Brasil, o então presidente da empresa, Marcelo Ferreira, solicitou-me uma palestra sobre administração do tempo. Na ocasião, informei-o de que esse tema não constava de meu portfólio e que precisaria prepará-lo. Durante seis meses li uma variedade de livros sobre o assunto até estar pronto para discorrer sobre o tema. Hoje esse é um de meus objetos de estudo favoritos e a palestra “Construindo um dia de 30 horas” um dos temas mais requisitados.

2. Conheça seus ouvintes. Saiba previamente com quem irá falar e busque informações sobre seu perfil. Cada audiência demanda uma abordagem diferenciada, porque tem características e expectativas próprias. Imagine como dirigir-se a estudantes e executivos, jovens e idosos, pós-graduados e pessoas com menor instrução. A linguagem e os exemplos seguramente serão distintos em cada situação.

3. Conheça o espaço físico. Visite com antecedência o ambiente no qual irá discursar. Avalie suas dimensões e o impacto sobre a acústica, a disposição dos assentos em relação ao palco ou ao local em que você ficará postado, o índice de luminosidade, as áreas de circulação. Mais do que tudo isso, perceba o ambiente a fim de sentir-se confortável no momento da exposição. Em 2006, na Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), fui convidado a ministrar a palestra de encerramento da Sipat. O local era improvisado, a fim de permitir a participação de um maior número de colaboradores e a tela de projeção era diretamente afetada pela luz do sol. Por conhecer essa situação previamente, alterei o conteúdo de minha apresentação, excluindo imagens e vídeos que não seriam visíveis naquelas condições, sem prejuízo à mensagem final.

4. Use a roupa certa. Terno e gravata para homens, tailleur para as mulheres, certo? Não necessariamente. Dependendo das características do evento, um traje mais informal pode ser recomendável e garantia de sucesso. Já participei de convenções de empresas nas quais substituí o conjunto camisa social, gravata e paletó pela camiseta com o tema do evento. Isso gera proximidade e sinergia com os participantes.


5. Dê colorido à sua voz. Uma palestra tem como característica o fato de ser, em essência, um monólogo, ainda que o conferencista utilize recursos variados, incluindo a participação da plateia. Por isso, durante a exposição, alterne a entonação e a velocidade da voz, ora falando mais alto, ora sussurrando; ora discorrendo pausadamente, ora acelerando as frases.

6. Pronuncie bem as palavras. Além de pronunciar as vogais em ditongos e os “r” e “s” em finais de palavras, atente para evitar o uso de cacofonias como “né”, “ããã”, entre outros, uma vez que estes podem comprometer a qualidade da comunicação. Procure sempre aprimorar sua dicção, articulando com correção palavras e sons.

7. Cuidado com o vocabulário. A linguagem utilizada na comunicação deve estar alinhada ao perfil dos participantes. Assim, jargão profissional e termos técnicos podem ser utilizados com seus pares, mas são inadequados para uma audiência heterogênea. Além disso, tenha atenção especial em relação às regras gramaticais, conjugação de verbos, concordância, coesão e coerência textual.

8. Use a expressão corporal. Albert Mehrabian, professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia (UCLA), conduziu a partir de 1967 estudos que originaram a Teoria 7-38-55, publicada no Journal of Consulting Psychology com o título “Inference of attitudes from nonverbal communication in two channels”. O estudo indica que no processo de comunicação, somente 7% do impacto da mensagem decorre de seu conteúdo, 38% da comunicação verbal (intensidade e velocidade da voz) e 55% da linguagem não-verbal (gestos, postura, contato visual). Portanto, o sucesso da comunicação interpessoal não está naquilo que você diz, mas em como diz.

9. Conquiste a atenção dos ouvintes. Olhe com atenção para a plateia, percorrendo todo o ambiente. Movimente-se para alterar o campo visual de atenção. Aproxime-se das pessoas e procure interagir com elas. Perceba os sinais emitidos, de interesse ou dispersão em sua mensagem, alterando, assim, a abordagem, seja por meio de inflexão de voz ou de mudança no foco temático. A ordem é persuadir e cativar o público. E lembre-se: os primeiros minutos de sua exposição são fundamentais. É o momento em que as pessoas estão mais desarmadas e suscetíveis a serem conquistadas por você. Em minhas palestras, costumo aliar recursos audiovisuais a fim de ganhar a atenção dos participantes com sons e imagens que se integrem à minha voz e ao conteúdo transmitido.

10. Cultive o bom humor. Conduza sua apresentação com naturalidade e descontração, transmitindo a mensagem desejada de forma agradável, com tranquilidade e toques de bom humor. Um semblante sereno e um sorriso autêntico são capazes de quebrar resistências, mudar opiniões e romper barreiras aparentemente intransponíveis.

11. Cuidado com piadas e desculpas. Bom humor não remete necessariamente a contar piadas. Todavia, caso deseje fazê-lo, evite piadas de cunho político e religioso, pois é grande o risco de agradar a alguns e ferir outros tantos. Também é aconselhável evitar desculpar-se em razão de problemas físicos, por exemplo. Se estiver resfriado, ao desculpar-se por seu estado no início da apresentação, fará com que a audiência concentre-se ainda mais em seu problema, o qual poderia até passar despercebido.

12. Planeje o discurso. Começo, meio e fim. Definir uma estrutura lógica para sua apresentação ajudará você a concatenar suas ideias, facilitando o entendimento da plateia. Faça a abertura informando sobre o que irá falar, desenvolva o raciocínio e conclua, trazendo um pequeno resumo antes do fechamento. Se pretender apresentar uma solução para um problema, informe antes qual é o problema.

13. Fale de improviso. Esse é um reforço da recomendação inicial de se dominar o assunto que será abordado. É importante ter uma estrutura de discurso mentalmente definida, conforme mencionado, mas não se apegue a isso como cartilha, e sim como um guia. Esteja livre para mudar o conteúdo e a ordem de sua apresentação. Lembre-se de que imprevistos ocorrem, como problemas técnicos com equipamentos que podem interferir em seu desempenho.


14. Responda a perguntas. Coloque-se sempre disponível para responder aos questionamentos dos participantes. É evidente que para fazê-lo você deverá dominar o tema, mostrando-se preparado para um eventual debate, inclusive oriundo de uma plateia hostil. Mantenha a serenidade e não se acanhe em declinar de perguntas para as quais desconhece a resposta. Demonstre uma postura segura. Momentos preciosos tenho vivenciado ao término de minhas palestras quando há a oportunidade de interagir de perto com os presentes. Minha experiência tem demonstrado que o questionamento de um corresponde à dúvida de outros, permitindo-me, inclusive, escrever posteriormente sobre o assunto em pauta.

15. Capriche no encerramento. Uma mensagem poderosa e consistente ao término de sua apresentação poderá ganhar a simpatia dos ouvintes, inclusive daqueles que estiveram reticentes ao longo de toda a explanação. Sempre finalizo minhas palestras declamando um poema com texto alinhado ao tema apresentado.

Conforme relatei no início, meu intuito foi somente compartilhar algumas sugestões. Essas dicas e muitas outras podem ser encontradas com maior detalhamento e riqueza de exemplos nas obras do professor Reinaldo Polito.
Por: Tom Coelho - http://www.tomcoelho.com.br

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Estilos de liderança: Autocrática, Democrática e Liberal

Existem várias teorias sobre os estilos de liderança. A finalidade desses estudos é estudar a relação do líder com seus subordinados e observar de que maneira o líder orienta sua conduta e seu estilo de liderança. Tem a finalidade também de expor as características e personalidades dos estilos de liderança. 
Dos estudos sobre a teoria dos estilos de liderança, refere-se a três estilos. São eles: autocrática, democrática e liberal.
Abaixo, pode-se observar algumas características relacionadas a cada estilo de liderança citado.
AUTOCRÁTICA
  • Apenas o líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo;
  • O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, cada uma pôr vez, na medida em que se tornam necessárias e de modo imprevisível para o grupo;
  • O líder determina qual a tarefa que cada um deve executar e qual o seu companheiro de trabalho;
  • O líder é Dominador e é "pessoal" nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.
DEMOCRÁTICA
  • As diretrizes são debatidas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder;
  • O próprio grupo esboça as providências e as técnicas para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham nova perspectivas com os debates;
  • A divisão das tarefas fica a critério do próprio grupo e cada membro tem liberdade de escolher seus companheiros de trabalho;
  • O líder procura ser um membro normal do grupo, em espírito, sem encarregar-se muito de tarefas.
  • O líder é "objetivo" e limita-se aos "fatos" em suas críticas e elogios. 
LIBERAL
  • Há liberdade completa para as decisões grupais ou individuais, com participação mínima do líder;
  • A participação do líder no debate apenas materiais variados ao grupo, esclarecendo que poderia fornecer informações desde que as pedissem;
  • Tanto a divisão das tarefas, como a escolha dos companheiros, fica totalmente a cargo do grupo. Absoluta falta de participação do líder;
  • O líder não faz nenhuma tentativa de avaliar ou de regular o curso dos acontecimentos;
  • O líder somente faz comentários irregulares sobre as atividades dos membros quando perguntado.
Segundo POSSI (2006, p.4-5), White e Lippitt fizeram um estudo em 1939 para verificar o impacto causado por esses três diferentes estilos de liderança em meninos de dez anos, orientados para a execução de tarefas. Os meninos foram divididos em quatro grupos e, de seis semanas, a direção de cada grupo era desenvolvida pôr líderes que utilizavam três estilos diferentes: a liderança autocrática, a liderança liberal (laissez-faire) e a liderança democrática.
As conclusões da pesquisa foram espantosas, pois os meninos se comportaram conforme as "exigências" de cada grupo. Em suma os resultados foram os seguintes.
As crianças expostas ao líder autocrático demonstraram forte tensão e frustração. Além disso, a agressividade do grupo foi aumentada assustadoramente. As crianças do grupo não formaram grupos de amizade e nem tinham iniciativa para nada. Na execução das tarefas, não demonstram satisfação e o trabalho só era exercido se o líder estivesse presente junto ao grupo, quando o mesmo se ausentava as atividades cessavam e as crianças do grupo expandiam seus sentimentos reprimidos, tendo explosões de indisciplina e de agressividade.
 Com as crianças do grupo de liderança democrática, a experiência já foi bem melhor. Houve um bom relacionamento entre as crianças e o líder, além da formação de grupos de amizade e relacionamentos. As crianças se mostraram mais responsáveis, exercendo suas atividades mesmo na ausência de seu líder. O trabalho teve um ritmo mais suave e seguro.
Muito diferente do grupo anterior, as crianças que estavam na presença de um líder liberal, o grupo teve uma atividade intensa, porém sua produção foi baixíssima. Houve muita perda de tempo e discussões, e a maioria voltada para motivos pessoas, ou seja, nada relacionado ao trabalho em si. Por esse motivo as poucas tarefas desenvolvidas eram feitas ao acaso. Pode-se notar no grupo um agressivo individualismo e pouquíssimo respeito em relação ao líder.
Com essas conclusões, pode-se observar que a liderança é uma influência interpessoal. Nesse caso, a influência nada mais é que a força psicológica que uma pessoa exerce sobre outra. Isso faz com que o indivíduo (liderado) modifique seu comportamento seguindo orientações e exigências de seu líder.
Geralmente os líderes utilizam de poder, influência e autoridade para conseguirem persuadir pessoas ou até mesmo grupos a realizar as atividades conforme seu desejo ou necessidade.
O mais importante, no entanto para que se exerça a liderança é que o indivíduo tenha conhecimento, informações e segurança sobre o que está fazendo, pois assim certamente seu poder de persuasão será ainda maior.
Sem conhecimento, as decisões do líder podem não dar em nada, ou pior ainda, podem levar a prejuízos, derrotas e perdas irreparáveis.
Para Chiavenato (2006, p.18-19): "A liderança é necessária em todos os tipos de organização humana, seja nas empresas, seja em cada um de seus departamentos. Ela é essencial em todas as funções da Administração: o administrador precisa conhecer a natureza humana e saber conduzir as pessoas, isto é, lidera
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