quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Depressão Corporativa – Tristeza, Desânimo...

Tristeza que não passa, desânimo e medo de enfrentar os desafios do dia a dia têm impedido a capacidade de profissionais.

Tristeza que não passa dores sem aparente causa, baixa produtividade, cansaço, choro sem motivo, dificuldade para tomar decisões, oscilações de humor são algumas das maneiras por meio das quais esse problema pode se manifestar. De acordo com Carmen Cavalcanti, psicóloga que atua no mercado corporativo há 20 anos, os sintomas podem ser físicos: enxaqueca, labirintite, dores na coluna, taquicardia, sudorese; ou mesmo de ordem emocional: ansiedade, alteração do sono, libido ou apetite, reações desproporcionais, desânimo, falta de perspectiva, rebaixamento do nível de energia, descontrole emocional, irritabilidade, sensação de pânico, entre muitos outros.

A depressão é uma das principais causas de afastamento do trabalho. No Brasil, a cada cinco minutos, um trabalhador é afastado do serviço por causa dessa doença. São várias as causas: sobrecarga de tarefas, clima pesado entre os colegas ou até mesmo com a chefia, falta de perspectiva de crescimento profissional, briga acirrada por melhor função dentro da empresa, não saber dizer não, etc. 

A Organização Mundial de Saúde aponta que até 2020 a depressão vai passar da quarta para a segunda colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo. E a pergunta que não quer calar é: existe uma maneira de tornar o trabalho agradável, espantar a depressão e dar a volta por cima?

Por medo, vergonha ou mesmo receio de demonstrar o que pode parecer fraqueza, muitos que sofrem de depressão não têm coragem de assumi-la. Partindo do pressuposto de que todo mundo passa por momentos de tristeza, ainda é grande o número de pessoas que acreditam que essa doença é, na realidade, aquilo que podemos chamar de “frescurinha”.



O fato é que conviver entre pessoas causa sentimentos bons e ruins, mas nem sempre é possível haver balanceamento. Em alguns momentos, no ambiente de trabalho, tudo pode se misturar. Aquela aparente “implicação profissional” pode se tornar um enorme problema pessoal. Então, tudo fica ruim, e ninguém ajuda, ou melhor, determinadas pessoas e situações somente contribuem para o desequilíbrio emocional e psicológico.

  • Reação - É exatamente neste momento que o chefe atento pode contribuir ao saber observar algumas mudanças comportamentais do funcionário. Cavalcanti alerta para os seguintes sintomas: “A tristeza que não passa, o desânimo para enfrentar os desafios do dia a dia e a falta de resistência diante de crises e problemas”: Esse suporte pode vir na forma de uma conversa aberta, redução na jornada de trabalho, enfim, por meio da compreensão do gestor e também dos colegas de trabalho.


Mas não foi exatamente assim que aconteceu com Daniela da Silva. A jovem de 24 anos detectou alguns desses sintomas há alguns anos, quando trabalhava em uma empresa da área de saúde. A depressão se desenvolveu por conta do assédio moral, que ocorreu no próprio ambiente de trabalho: “Imaginei que, pelo fato de a doença ter se desenvolvido dentro do ambiente de trabalho, teria um auxílio, principalmente pelo fato do meu chefe ser psicólogo, mas, pelo contrário, ele se posicionou de forma indiferente, piorando. a situação”; relata.



A jovem alerta que a depressão a impediu de ser produtiva, de ser ela mesma, e, aos poucos, o convívio com os colegas de trabalho acabou se tornando algo insustentável e sofrível. “Minha maior dificuldade foi conviver com a doença no ambiente de trabalho. Com depressão, não tive forças para aguentar a situação que estava vivendo”.

  • Como lidar com a depressão e se tornar um funcionário feliz e produtivo?
O caminho das pedras pode não ser assim, tão fácil. Historicamente, a depressão é um conceito que surgiu há pouco. Por séculos, ela era conhecida como melancolia, sem remédio que pudesse “amenizar o problema”. O fato é que a tristeza não é doença, todos podem, em algum momento da vida, passar por situações que inibam ou exaltem esse sentimento. Mas a depressão, não. Ela pode ser considerada doença, por se tratar de tristeza que não passa, e que, de acordo com o ambiente e com as pessoas ao redor, pode piorar.

Cavalcanti relata que o afastamento do funcionário pode trazer benefícios para o paciente, naquelas situações em que a depressão está associada ao local onde se trabalha. “Um bom exemplo é a Síndrome de Burnout, um tipo de depressão que ocorre com frequência na população de profissionais da saúde e da educação”. A raiz da síndrome está relacionada às condições de trabalho, e o afastamento do paciente é mandatório; ‘ acrescenta.

Contudo, o melhor caminho é sempre procurar uma melhora, no que tange à possibilidade de superar a depressão e poder trabalhar e viver de maneira tranquila e, por que não dizer, feliz. O trabalho pode aca- bar sendo o agente facilitador para a cura da doença, se oferecer ambiente saudável, amigável, acolhedor e harmônico.

De acordo com Cavalcanti, o gestor pode contribuir ao se interessar pelos funcionários e principalmente, ao saber detectar quando o empregado se encontra naquele momento crítico. “Uma conversa respeitosa, com o objetivo de ajudar, será sempre muito bem-vinda”. Um gestor que compartilha com os funcionários sua história de vida e momentos de superação é um grande parceiro na luta contra a doença:

Não se pode esquecer que estar com pessoas importantes, especiais e com pensamentos positivos é e sempre será um enorme inibidor da depressão. Hoje, após passar pelo problema, dona da sua própria empresa, Daniela entendeu que é necessário assumir a existência da doença e procurar meios que contribuam com a melhora: “Quem tem depressão deve tratá-la, ir ao psicólogo e ao psiquiatra, ou encontrar formas alternativas que possam te agradar, como o yoga, esportes em geral, cursos, passeios, etc.”.

“O problema pode ser vencido por meio de uma ação conjunta que envolva paciente, empresa, gestor, equipe, família, médico e psicólogo”. Em especial, no ambiente de trabalho, o gestor deve atuar como exemplo para a equipe e desmitificar a depressão, adotando uma postura compreensiva e positiva. O distúrbio depressivo pode atuar como catalizador de mudanças nas empresas e gestores. 

A doença do funcionário, em algumas situações, simboliza um sinal de alerta para que o clima organizacional e as relações no trabalho se tornem mais humanos e saudáveis, finaliza, Cavalcanti.

Copiado: http://www.topgyn.com.br/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Administração: Uma introdução

“Administração é a arte de fazer coisas através de pessoas”

Mary Parker Follet

A Administração seja ela uma arte, uma ciência, ou ambas, é praticada o tempo todo no dia-a-dia. Sabe-se que a Administração obteve diversos enfoques e visões diferentes através do tempo, contudo, apesar dos diferentes tratamentos da Administração pelo tempo, ela permanece como forma de aprimorar os meios para atingir os melhores fins. Seja através da arte, da racionalização ou do uso de ambos, a Administração propõe o desenvolvimento da melhor forma de agir para obter os resultados esperados.

Segundo Stoner (1999, p.4):

"A Administração é o processo de planejar, organizar, liderar e controlar os esforços realizados pelos membros da organização e o uso de todos os outros recursos organizacionais para alcançar os objetivos estabelecidos."

Chiavenato (2000) parece concordar com o conceito de Stoner quando diz que a Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos a fim de alcançar objetivos. Chiavenato (2000, p. 5) ainda complementa o conceito de Administração dizendo que “[...] a tarefa básica da Administração é a de fazer as coisas por meio de pessoas de maneira eficiente e eficaz”.

Processo de Administrar:

PLANEJAR (Eficácia) --> ORGANIZAR (Eficiência) --> LIDERAR (Eficácia) --> CONTROLAR (Eficiência)

São idéias amplas que se complementam, mas para entendê-las é necessário compreender o significado dos conceitos usados em ambos: Eficiência, Eficácia, Planejar, Organizar, Liderar e Controlar. De fato um bom processo de administrar ocorre como descrito acima.

Eficiência

Eficiência é relativa aos meios, como fazer as coisas da melhor maneira possível. Ser eficiente significa executar da melhor maneira possível, evitando desperdícios e maximizando a produtividade.

Segundo Stoner (1999) eficiência é a capacidade de minimizar o uso de recursos para alcançar os objetivos da organização, para Drucker (apud STONER, 1999, p. 136). eficiência é “fazer as coisas certo”.

Uma abordagem da eficiência como uma medida de desempenho é feita por Chiavenato (2000, p. 177) quando diz que: "[...] eficiência é uma relação técnica entre entradas e saídas, [...] é uma relação entre custos e benefícios, ou seja, uma relação entre os recursos aplicados e o resultado final obtido: é a razão entre o esforço e o resultado, entre a despesa e a receita, entre o custo e o benefício resultante."

Dessa forma pode-se medir o nível de eficiência da Administração avaliando a maneira como os processos estão sendo executados. É importante manter-se sempre eficiente evitando re-trabalhos e desperdício diversos para a manutenção de um bom Processo Administrativo.

Eficácia

Eficácia se relaciona aos fins, qual o objetivo correto a se perseguir. É mais importante que a eficiência, pois sem o direcionamento correto a melhor execução só levará a resultados desnecessários.

Em uma analogia simples, um processo muito eficiente e pouco eficaz seria como ter a uma indústria com a melhor produção de vodka em um local onde o consumo de bebidas alcoólicas é proibido.

Segundo Stoner (1999) eficácia é a capacidade de determinar objetivos apropriados, para Drucker (apud STONER, 1999, p. 136) eficácia é “fazer as coisas certas”.

Uma abordagem da eficácia como uma medida de desempenho é feita por Chiavenato (2000, p. 177) quando diz que: “[...] a eficácia de uma empresa refere-se à sua capacidade de satisfazer necessidades da sociedade por meio do suprimento de seus produtos (bens ou serviços)”.

Dessa forma deve-se medir o nível de eficácia da Administração determinando os melhores objetivos a se perseguir. É fundamental manter-se sempre eficaz, pois de nada adianta ter a melhor organização e produção se os bens ou serviços produzidos não atendem às necessidades ou desejos da sociedade.

Planejar

Planejar é o primeiro passo do Processo de Administrar, é pensar antes de agir ou preparar as maneiras mais adequadas para a ação. Dessa forma objetiva-se o melhor caminho para se atingir os resultados esperados.

Stoner (1999, p.5) diz que:

"Planejar significa que os administradores pensam antecipadamente em seus objetivos e ações, e que seus atos são baseados em algum método, plano ou lógica, e não em palpites. São os plano que dão à organização seus objetivos e que definem o melhor procedimento para alcançá-los."

De forma semelhante, Chiavenato (2000, p.195) diz que:

"O Planejamento figura como a primeira função administrativa, por ser aquela que serve de base para as demais funções. O Planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente os objetivos que devem ser atingidos e como se deve fazer para alcançá-los."

O ato de planejar envolve sensibilidade ao mercado e à missão da organização além de vários métodos e técnicas que tornam o planejamento realmente eficaz. Assim a organização deixa de agir unicamente de maneira intuitiva e passa a atuar de forma profissional e focada facilitando seu desenvolvimento e sustentabilidade.

Organizar

Organizar é o segundo passo do Processo de Administrar, consiste em procurar a melhor forma para executar o que foi planejado. Nesse momento é importante a eficiência das operações.

Para Stoner (1999) organizar é o processo de arrumar e alocar o trabalho, a autoridade e os recursos entre os membros de uma organização, de modo que eles possam alcançar eficientemente os objetivos da mesma.

Segundo Chiavenato (2000, p. 202) organizar consiste em:

"1. Determinar as atividades específicas necessárias ao alcance dos objetivos planejados (especialização).
2. Agrupar as atividades em uma estrutura lógica (departamentalização).
3. Designar as atividades às específicas posições e pessoas (cargos e tarefas)."


Por isso, o processo de organizar exige racionalização do trabalho objetivando minimizar desperdícios e otimizar a produtividade para alcançar ótimos resultados. Organizar significa buscar a melhor maneira para agir.

Liderar

Liderar é a função mais difícil de se definir, devido sua complexidade e variedade de conceitos. Esse trabalho não pretende fazer uma grande discussão sobre aos diferentes estilos de liderança e suas influências. Em poucas palavras, liderar é usar das habilidades técnicas, conceituais e principalmente humanas, para se construir junto às pessoas o resultado esperado.

Para Stoner (1999) liderar significa dirigir, influenciar e motivar os empregados a realizar tarefas essenciais.

Chiavenato (2000, p. 7) diz que:

"Definido o planejamento e estabelecida a organização, resta fazer as coisas andarem e acontecerem. Este é o papel da direção (liderança): acionar e dinamizar a empresa. A direção (liderança) está relacionada com a ação, com o colocar-se em marcha, e tem muito a ver com as pessoas. Ela está relacionada diretamente com a atuação sobre os recursos humanos da empresa."

Por sua relação direta e constante com as pessoas, a habilidade mais preponderante na liderança é a habilidade pessoal. Saber se comunicar sem ruídos, ter sensibilidade e facilidade em se relacionar bem com as pessoas é imprescindível para que se possa construir e fazê-las construir os melhores resultados.

Controlar

Controlar é saber se o que foi planejado e organizado está dando os resultados esperados, é medir o sucesso ou insucesso de todo o processo administrativo. É fundamental o controle para garantir a eficiência e eficácia da Administração.

Stoner (1999) divida a função de controle em 4 elementos: (1) estabelecer padrões de desempenho; (2) medir o desempenho atual; (3) comparar esse desempenho com os padrões estabelecidos; e (4) caso sejam detectados desvios, executar ações corretivas.

Sobre a finalidade do Controle, Stoner (1999, p.7) diz que: “Através da função de controlar, o administrador mantém a organização no caminho escolhido”. De maneira semelhante, Chiavenato (2000) fala que a finalidade do controle é assegurar que os resultados do que foi planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos objetivos previamente estabelecidos.

Portanto, através do Controle é possível identificar se o processo está se desenvolvendo bem e melhorá-lo se possível ou se o processo está se desenvolvendo de maneira insatisfatória e propor ações corretivas ou novos direcionamentos para a Administração. É o Controle que garante os bons resultados e a melhoria contínua do Processo de Administrar.

Copiado: http://www.admronaldoguedes.com/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O Que é Gestão Escolar?

O termo Gestão Escolar foi criado para se diferenciar da expressão Administração Escolar e trazer para o contexto educacional elementos e conceitos fundamentais para aumentar a eficiência dos processos institucionais e melhorar o ensino.

Sendo assim, conforme destaca a especialista em educação Heloísa Lück, a Gestão escolar relaciona-se a uma atuação que foca em promover a organização, mobilização e articulação das condições essenciais para garantir o avanço do processo socioeducacional das instituições de ensino e possibilitar que elas promovam o aprendizado dos estudantes de forma efetiva.
A gestão escolar aborda questões concretas da rotina educacional e busca garantir que as instituições de ensino tenham as condições necessárias para cumprir seu papel principal: ensinar com qualidade e formar cidadãos com as competências e habilidades indispensáveis para sua vida pessoal e profissional.
O foco da gestão escolar é a orientação para resultados, busca pela liderança, motivação da equipe para alcançar os objetivos, ênfase na qualidade do currículo e foco na participação dos pais para atingir excelência no ensino.
A gestão se divide em 6 pilares principais que buscam a autonomia administrativa, financeira, pedagógica e a otimização de tempo e processos nas instituições de ensino regular e cursos. Esses pilares são interdependentes e o bom funcionamento entre essas esferas é vital para a instituição. Sendo assim, o gestor deve dedicar-se com empenho em diferentes áreas de atuação.
Os 6 pilares da gestão de escolas e cursos:

1- Gestão Escolar Pedagógica - 

A gestão pedagógica é o pilar mais importante da gestão de escolas e cursos, sejam eles cursos profissionalizantes, cursos livres, cursos de idiomas ou de ensino superior.

Afinal está diretamente ligada à atividade fim do setor educacional. Gerir essa área está relacionada com a organização e planejamento do sistema educacional, o gerenciamento de recursos humanos e a elaboração e execução de projetos pedagógicos. Também fica a cargo da gestão pedagógica estabelecer metas que tenham como foco melhorar as práticas educacionais nas instituições de ensino e descobrir outras maneiras de ensinar mais e melhor. Para garantir que toda essa didática funcione, é essencial a atuação dos líderes educacionais.
Os diretores e coordenadores de escolas e cursos são responsáveis por ações vitais para o desenvolvimento da instituição, tais como:
  • Articular as concepções, estratégias métodos e conteúdos no ambiente educacional
  • Definir as metas necessárias para otimização dos processos pedagógicos
  • Conseguir fazer com que os profissionais de ensino e a comunidade escolar assumam esse compromisso como seu o objetivo de melhorar a educação
  • Despertar no professor a vontade de ensinar e no aluno a vontade de aprender.
  • Avaliar o trabalho pedagógico exercido por professores e praticados na instituição
  • Estabelecer formas de envolver mais os docentes na educação
  • Criar um ambiente estimulante e motivador para a comunidade escolar
É importante também que o diretor escolar esteja em contato aberto com os educadores para estabelecer o foco da aprendizagem e promover a educação como um todo, dando atenção ao currículo escolar e metodologia de ensino em vigor e sugerindo eventuais mudanças.

2- Gestão Escolar Administrativa - 

A gestão administrativa é requisito para a qualidade da gestão pedagógica e da educação

O objetivo da gestão escolar administrativa nos colégios e cursos é cuidar dos recursos físicos, financeiros e materiais da instituição, zelar pelos bens e garantir que eles sejam bem utilizados em prol do ensino. Para que ela funcione, é necessário estar atento às rotinas da secretaria, legislação educacional, processos educacionais, manutenção patrimonial e várias outras tarefas e atribuições fundamentais para que tudo flua bem e para que os professores tenham tudo o que precisam para ensinar com qualidade.
Entre as principais atribuições da gestão administrativa nas escolas e cursos estão:
  • Organizar e administrar os recursos físicos, materiais e financeiros da escola ou curso
  • Organizar a necessidade de compras, consertos e manutenção dos bens patrimoniais
  • Manter o inventário dos bens e patrimônios da instituição atualizados
  • Manter o ambiente limpo e organizado
  • Garantir a correta utilização dos materiais da instituição de ensino
  • Garantir  o cumprimento das leis, diretrizes e estatuto do colégio ou curso
  • Utilizar as tecnologias da informação para melhorar os processos de gestão em todos os segmentos da escola
    Gestão Escolar Administrativa
    Gestão Escolar Administrativa


Na escola conservadora, a gestão administrativa era considerada o eixo mais importante da gestão, pois acreditava-se que garantindo bons materiais e recursos o processo educacional fluiria naturalmente e o ensino seria de qualidade. Atualmente, com o amadurecimento dos processos educacionais, há um consenso  por parte dos gestores de que não basta apenas ter bons recursos. Para garantir a qualidade do ensino, é preciso saber utilizá-los. Ou seja, é preciso pensar instituição de forma inclusiva e abrangente, colocando a necessidade do aluno no centro do interesse da gestão e tendo os recursos materiais como ferramentas para alcançar as melhorias necessárias.

3- Gestão Escolar Financeira  - 

Se por um lado a gestão escolar administrativa levanta as necessidades de colégios e cursos, por outro, a gestão financeira organiza os proventos, prioriza os gastos e distribui de forma ordenada o orçamento da instituição para que todos os setores tenham as suas necessidades atendidas.

Por isso, ter um setor financeiro capaz de tomar decisões rápidas e certeiras é fundamental para garantir que as áreas pedagógica e acadêmica funcionem bem e a escola cresça com segurança.
Especialistas em finanças educacionais apontam que 5 pilares precisam ser monitorados constantemente para colégios e cursos não irem à falência. São eles:
  • Calcular corretamente os gastos
  • Resumir as entradas e saídas financeiras da instituição – manter o fluxo de caixa organizado
  • Manter a inadimplência sob controle
  • Definir orçamentos por centro de custo
  • Prestar contas e dar retorno sobre os gastos
Uma gestão escolar financeira bem feita permite que a instituição de ensino consiga controlar suas contas à pagar e a receber, possa administrar seus custos fixos e, principalmente, possa controlar o número de alunos inadimplentes para tomar medidas corretivas antes que o problema se agrave. A gestão financeira deve andar de mãos dadas com a gestão administrativa para que os gastos sejam dimensionados de maneira correta. Para isso, você deve investir em ferramentas que possibilitem uma visão ampla e integrada de todos os setores da sua instituição. Os softwares de gestão escolar são uma boa escolha para manter tudo sob controle.

4- Gestão de Recursos Humanos nas escolas e cursos - 

Nenhuma instituição pode ser melhor do que as pessoas que nela atuam e do que a competência que põem a serviço da educação.  Heloísa Lück

Além da gestão pedagógica, administrativa e financeira, a área de recursos humanos também deve ser uma preocupação constante no trabalho do gestor escolar. Afinal, por lidar diretamente com o relacionamento de alunos, funcionários, educadores e a comunidade de pais e responsáveis, ela representa uma área bastante sensível da gestão.
Além de manter o bom relacionamento entre todas as partes, a área da gestão escolar voltada para a administração dos recursos humanos tem como papel fundamental motivar a equipe de colaboradores e manter os professores engajados com o projeto de ensino adotado. O gestor deve criar um ambiente no qual todos se sintam estimulados para contribuir com o rendimento da escola ou curso como um todo.
Para garantir um bom entrosamento entre sua equipe, os líderes escolares devem:
  • Engajar os docentes com o ensino, a proposta da instituição e os resultados
  • Saber distribuir as tarefas entre os setores e pessoas
  • Investir em ferramentas que facilitem o trabalho da equipe
  • Incentivar a formação continuada e investir no aprimoramento dos  colaboradores
  • Avaliar os funcionários e orientá-los sobre como corrigir seus erros
  • Ressaltar os pontos fortes e parabenizar os colaboradores por seus acertos
  • Manter um clima de cooperação, entrosamento e respeito entre os colaboradores
Ou seja, no exercício de sua liderança, os diretores e coordenadores devem pautar seu trabalho de desenvolvimento humano na motivação da equipe, compartilhamento de responsabilidades, capacitação profissional, desenvolvimento de habilidades e, é claro, em uma comunicação eficiente para que todos estejam alinhados e trabalhando por um mesmo ideal.

 5- Gestão da comunicação - 
A gestão da comunicação está diretamente relacionada com a gestão escolar de recursos humanos, mas ela não se basta apenas em garantir que os colaboradores estejam satisfeitos e motivados. Ela se projeta para além dos muros das instituições e envolve toda a comunidade escolar.
Uma boa comunicação garante que:
  • Os  professores estejam alinhados com a proposta da instituição
  • Os setores saibam quais são suas prioridades
  • Os colaboradores entendam que suas tarefas influenciam na realização do todo
  • Os alunos se mantenham engajados e focados no aprendizado
  • Os pais entendam a importância do seu papel no processo de ensino
E também que os pais e responsáveis tenham um retorno adequado sobre o investimento que estão fazendo e vejam a instituição como sua parceira nessa difícil jornada que é educar e formar cidadãos de bem, preparados para o mercado de trabalho, e para a vida.  
Entre algumas tarefas competentes à área de comunicação no ambiente educacional estão:
  • Manter os responsáveis informados sobre as atividades da instituição
  • Manter os responsáveis  informados sobre as atividades e tarefas dos filhos
  • Informar aos responsáveis  se os alunos estão realizando as tarefas propostas pelos professores
  • Informar aos responsáveis sobre notas, frequência e ocorrências disciplinares dos alunos
  • Manter o aluno informado sobre o calendário de provas e atividades da instituição
  • Manter o aluno informado sobre eventos e comunicados da instituição
Por envolver e integrar todos os setores, realizar uma boa gestão da comunicação ajuda escolas e cursos a acabarem com problemas conhecidos na rotina escolar e desenvolver a sua instituição de ensino.
Entre os benefícios de ter um setor de comunicação atuante estão:
  • Prevenção da evasão 
  • Controle da indisciplina
  • Redução da inadimplência
  • Aumento da produtividade dos professores
  • Aumento  do engajamento dos alunos
  • Aproximação com os responsáveis
  • Melhora na relação entre a comunidade escolar
  • Aumento da confiança dos pais na instituição de ensino 

6- Gestão de tempo e Eficiência dos processos - 

Por último, mas não menos importante, a gestão do tempo está diretamente relacionada com a produtividade dos setores e com a eficiência dos processos da instituição. Os setores da escola funcionam como as engrenagens de um relógio e, se algo não funciona, ou funciona mal, gera atrasos ou até a parada dos ponteiros.

É comum que, por realizarem diariamente os mesmos processos, os professores e a área de secretaria acabem se acostumando com o modo de fazê-los e não percebam que algo está errado ou que poderia ser melhorado. Aproveitar bem o tempo de trabalho é saber utilizá-lo para realizar as atividades com maior prioridade na instituição, por isso, cabe ao diretor e ao coordenador escolar saber organizar, delegar e priorizar as tarefas de sua equipe para que seus dias sejam mais produtivos.
Como os bons relojoeiros, os gestores precisam manter os olhos e ouvidos bem atentos e prestar atenção em todas as etapas do processo para conseguir mapear e identificar quais engrenagens que atrasam ou prejudicam cada setor. Esse é um trabalho árduo, afinal essas  engrenagens podem ser tarefas, processos, modo de execução e até mesmo pessoas. Mas fazendo as perguntas certas, tudo fica mais fácil.
Vamos fazer um exercício. Pense em cada setor da sua instituição e pergunte-se:
  • Quais são os maiores problemas da minha escola ou curso hoje?
  • A quais setores esses problemas estão relacionados?
  • Quais tarefas demandam mais tempo para serem concluídas?
  • Quais tarefas envolvem muitos colaboradores?
  • Quais colaboradores estão envolvidos com essas tarefas?
  • Quais tarefas trazem mais retorno para a instituição?
  • Quais tarefas podem ser automatizadas?
  • Como posso tornar esses processos mais eficientes?
Esse é um exercício básico de reflexão que você pode realizar diariamente e com certeza vai ajudar muito a melhorar a sua gestão escolar Sabemos que fazer tudo funcionar em compasso depende da boa administração de muitos fatores e que isso demanda tempo. Mas gerir com excelência é se manter na busca constante pela desenvolvimento da equipe e pela melhoria dos processos e quanto mais você se esforçar, melhor serão os resultados da sua instituição.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

As 12 habilidades fundamentais de um vendedor

As pesquisas mostram uma forte mudança no perfil do consumidor.
Agora, eles possuem as ferramentas necessárias e a capacidade de pesquisar ofertas e tomarem suas decisões de compras independente da comunicação com os representantes de vendas.
Alguns estudos afirmam ainda que o consumidor já tomou cerca 70% da sua decisão de compra antes mesmo de entrar em contato com o vendedor e, isso, graças à internet.
Para acompanhar essa mudança de hábitos dos consumidores, os vendedores precisaram se atualizar rapidamente e desenvolver novas habilidades para se adaptarem e atenderem as novas exigências do mercado.Por isso, desenvolvemos esse post com as 12 habilidades de um vendedor fundamentais para se sair bem em campo.
Acompanhe!

1. Habilidades de um vendedor: Escutar e compreender o cliente

Ouvir é importante, mas se não conseguir compreender o que o cliente diz não adiantará muito.A habilidade de ouvir e compreender o cliente são os principais alicerces de vendas de hoje.
Essa compreensão deve ir além de apenas entender quem é o seu cliente e alcançar níveis mais profundos de conhecimentos como descobrir os seus anseios e desejos, por exemplo.

2. Fazer vendas responsivas

Quando um vendedor realmente compreende o cliente, ele realiza uma venda responsiva, que nada mais é do que vender exatamente o que o cliente quer ou precisa, deixando de empurrar produtos e serviços que não são úteis para ele naquele momento.
A ideia aqui é fornecer ao consumidor o que eles precisam, no local e momento certo.

3. Estabelecer uma relação de confiança com o cliente

Os consumidores gostam de fazer negócios com pessoas em quem confiam e, ao contar com as habilidades anteriores, o vendedor poderá construir um relacionamento baseado na confiança.Indicar somente o que for bom para o cliente fará com que os consumidores deixem de enxergar o vendedor como um simples representante de marcas e passem a considerá-lo como um consultor pessoal e parceiro.
A ideia é: se o cliente tiver sucesso por causa da minha ajuda, eu também terei.

4. Responder as necessidades do cliente

Responder as necessidades do cliente está entre as principais habilidades de um vendedor.Conhecendo bem o seu cliente, você será capaz de interpretar certos comentários e conversas para identificar suas reais necessidades e desejos.
Dessa forma, poderá resolvê-los antecipando os acontecimentos e proporcionando soluções na medida certa para eles.De fato, você estará enriquecendo as experiências do comprador surpreendendo-o de forma positiva.

5. Tornar-se um perito no produto ou serviço

Os vendedores não podem ser mais tão superficiais em relação à empresa, produtos, serviços e mercado.Eles realmente precisam ser especialistas no assunto.
Precisam conhecer profundamente o mercado, o que vendem, o perfil de consumidores, os concorrentes, as oportunidades, as tendências e as ameaças para neutralizarem os riscos e aproveitarem as melhores oportunidades de vendas.Além disso, um vendedor bem informado e constantemente atualizado passa mais confiança para os clientes.

6. Vender vantagens e benefícios

Os consumidores não querem ouvir sobre o seu produto ou serviço até que você demonstre a utilidade que ele terá na vida deles.Os bons vendedores sabem disso e educam o cliente informando e demonstrando na prática as vantagens e benefícios que o cliente terá ao adquiri-los.
Por exemplo, ao proporcionar uma experiência através de um teste gratuito do produto ou serviço o cliente poderá visualizar melhor e ter contato direto com aquilo que você está explicando.

7. Usar mídias sociais para fortalecer relacionamentos

As mídias sociais têm contribuído fortemente para a evolução dos métodos de vendas.Marcar presença no Facebook, Twitter e LinkedIn, por exemplo, é essencial para garantir um contato mais próximo com os clientes e melhorar o relacionamento com eles.
Mas lembre-se de não incomodar o cliente.As redes sociais permitem interações mais voltadas para o pessoal e o bom vendedor deverá encontrar uma forma de despertar o interesse dos clientes através de uma interação menos comercial e mais humana.
Estamos falando em envolver os clientes de forma social.Como exemplo, alguns vendedores organizam jantares para grupos de clientes que estão interessados em conhecer a marca, mesmo sabendo que as chances de vendas nesses eventos são pequenas.
No entanto, os resultados aparecem depois de um tempo.Esses eventos não precisam ser necessariamente organizados pela empresa e os vendedores podem tomar a iniciativa da organização.

8. Superar as expectativas do cliente

O bom vendedor guarda na manga alguns benefícios para entregar ao cliente de forma adicional ao pedido.Entregar um produto ou serviço antes do prazo estabelecido, com recursos e ferramentas adicionais, um brinde extra ou conceder um desconto maior no pagamento são formas de surpreender o cliente de forma positiva e proporcionar melhores experiências de compra.
Mas para isso, é preciso oferecer ao cliente condições com margens para você melhorá-las depois, sem o cliente saber disso.

9. Educar o cliente para o uso consciente do produto ou serviço

Vendedores preparados sabem que se o cliente comprar um produto ou serviço e não souber usar, além de não obter os resultados esperados, poderão gerar uma grande frustração em relação a marca.Por isso, a educação sobre as melhores práticas de uso, tutoriais, guias e outras formas de passo a passo são utilizados pelos vendedores para instruir os clientes a melhorarem seus resultados e aumentar a durabilidade.

10. Usar a tecnologia como aliada das vendas

Muitas organizações estão usando a tecnologia para tornar o trabalho dos vendedores mais eficiente e encurtar a duração média do ciclo de vendas.Os vendedores gastam muito tempo dedicando esforços em operações manuais que não possuem relação direta com as vendas e dedicam somente 37% do seu tempo realmente vendendo.
O vendedor que tiver a habilidade de usar a tecnologia a seu favor poderá para automatizar tarefas, tornar-se mais produtivo e desenvolver um diferencial competitivo forte diante da concorrência como dando maior atenção ao público, por exemplo.

11. Alcançar as metas de forma gradual e consistente

Entre as habilidades de um vendedor que mais fazem a diferença para as empresas, podemos destacar a capacidade de atingir os objetivos de forma estratégica e consistente.
Enquanto muitos deixam para correr atrás dos resultados à medida que o fim do mês se aproxima, o vendedor com essa habilidade recebe a meta, divide por dia de trabalho, adiciona um percentual como margem de segurança caso ocorra algum imprevisto, adiciona outro percentual para evoluir nas vendas e luta para alcançar esse objetivo diariamente.

12. Definir estratégias e métodos de vendas para cada cliente

Cada cliente possui uma necessidade ou desejo específico.
Dessa forma, tentar realizar uma venda de forma padronizada para todos não terá o mesmo resultado.Isso define a importância do vendedor adaptar a sua metodologia de vendas para atender cada cliente de forma personalizada e adequadas as suas reais necessidades.
Você é vendedor e identificou alguma habilidade que não possui?

Trate de começar a praticá-la agora mesmo.Afinal de contas, a prática constante leva ao hábito e você pode se tornar um profissional requisitado por possuir as melhores habilidades de um vendedor!
Copiado: http://saiadolugar.com.br/